Apadrinhamento Afetivo : Doar um pouco de amor para quem precisa

Apadrinhamento Afetivo : Doar um pouco de amor para quem precisa

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Por Hellen Santos

As festas de final de ano estão chegando, famílias, amigos se reúnem para comemorar o encerramento de mais um ano. Infelizmente essa oportunidade de confraternizar não acontece para todos, como por exemplo, as crianças e adolescentes que vivem em abrigos, espalhados por todo o Brasil. Pensando nestes momentos, o Centro de Voluntariado de Apoio ao Menor (Cevam) proporciona aos jovens que vivem em abrigos da capital e região metropolitana de Belo Horizonte a oportunidade de vivenciar um momento em família pelo apadrinhamento afetivo de final de ano, trazendo um pouco de aconchego, luz e amor, junto com uma família acolhedora.

O apadrinhamento afetivo nasceu em dezembro de 1999, como proposta do juiz da vara da infância, Tarcísio Martins Costa junto com o Ananias Neves presidente do projeto, após analisar que os jovens e crianças dos abrigos tinha uma grande carência de afeto e do convívio familiar.

O Cevam é uma organização sem fins lucrativos fundada em 1982 que vem com intuito de fazer a defesa dos direitos das crianças e dos adolescentes. Suas precedências é dar prioridade no atendimento, no direito, na defesa e na proteção dos envolvidos.  O projeto de apadrinhamento afetivo, onde crianças de 4 a 17 anos tem a oportunidade de experimentar o convívio de um lar.

Para participar, os padrinhos devem ter 10 anos de diferença do menor, ser maior de 18 anos e comparecer no Cevam portando identidade, CPF e comprovante de endereço, para avaliação psicológica. Mas o principal requisito para o apadrinhamento é amar, saber amar e ensinar essas crianças. Importante lembrar que antes da escolha da criança haverá um momento de socialização com futuros padrinhos para criar um vínculo. Os jovens que participam do projeto estão sob medida de proteção, algumas sofreram violência doméstica ou teve seus direitos violados e por decreto do juiz estão em abrigos.

A psicóloga Liliane Batista que amadrinha há três anos fala da mudança de pensamento que aconteceu com ela. “Acaba que quando você amadrinha uma criança, você cria laços, então você começa a colocá-la em sua rotina, e nós colocamos em nossa cabeça que existe uma pessoa na sua vida que precisa da sua ajuda a todo momento”.

Ananias Neves presidente do Cevam em entrevista ao canal da Rede Super reforça que o fundamental do projeto é construir vidas e um compartilhar de amor entre os envolvidos.

O apadrinhamento acontece durante o natal até o dia 02 de janeiro, porém, pode prorrogar nas férias de janeiro. Há possibilidades de o padrinho afetivo continuar acompanhando o menor durante o ano todo, com direito a saídas aos finais de semana e feriados. A ação permite que as crianças têm um acolhimento familiar, melhorando em seu desenvolvimento, sua autoestima e garantindo as crianças o que é de obrigação: convivência familiar e comunitária. Os padrinhos podem viajar com os menores para fora da cidade, isso ajuda na construção da socialização das crianças.

Quando a vontade da família é a adoção efetiva o único caso permitido é quando junto com Ministério Público e o Juizado de Menores, as crianças que tem o perfil e tiver sua situação jurídica definida e sem retorno da família biológica, podem conseguir finalmente um lar.

Para saber mais informações sobre o projeto, o candidato deve comparecer a sede do Cevam, localizado na Rua dos Goitacazes, n 71, Conjunto 1.407, Centro, Belo Horizonte- MG, ou nos telefones para informações: (31) 3224-1022 e 3224-4554 de 8h às 17h de segunda a sexta.

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