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Por: Kedria Garcia Evangelista

O Carnaval de Belo Horizonte vem crescendo a cada ano, em 2016 a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), registrou cerca de dois milhões de pessoas. Esse ano, batendo o recorde de público, foram três milhões de foliões nas ruas da capital. Com mais de dois meses para o Carnaval de 2018, a expectativa é grande e os preparativos já começaram, como o cadastramento de blocos de ruas no site da Prefeitura de Belo Horizonte.

Diversidade | Nerds também curtem carnaval 

O bloco de rua Unidos da Estrela da Morte, que desfila desde 2016 na capital, surgiu a partir do fã clube de Star Wars chamado Conselho Jedi Minas. Dani Aayla, professora e fundadora do bloco, conta que a ideia nasceu entre um grupo de amigos, que decidiram compor o cenário de BH no período carnavalesco de uma forma incomum. “Digo incomum porque os membros do fã clube são pessoas mais reservadas, gostam em sua maioria de outro estilo musical que não vão de encontro com o ritmo da referida data, preferem ficar em casa a sair para “baladas” e recebem até um rótulo muito conhecido: são nerds e geeks.”, explica a idealizadora, que conclui dizendo sobre a adaptação da trilha sonora do filme, Guerra nas Estrela, unindo ritmos diferenciado com músicas e temas de outras obras.

Marlon Spielberg de 26 anos, técnico em radiologia é fã da franquia Star Wars desde a infância e hoje integra a bateria do bloco Unidos da Estrela da Morte. Spielberg confessa que não tinha uma relação muito próxima com o Carnaval, passou a ter mais contato com a festa após conhecer o grupo que convoca todos os nobres guerreiros para a folia. “É muito gratificante participar do bloco nesses dois anos, nunca foi fã de carnaval, mas como se tratava de Star Wars, fiz um esforço para participar e fui surpreendido.”, afirma o radiologista ao mencionar a organização e a sensação de familiaridade.

Laila Rezende de 33 anos, nutricionista, conta como foi sua participação do bloco Unidos da Estrela da Morte. “Acho o carnaval de BH muito lindo, muito democrático. Conheço Star Trek e Star Wars desde criança, gosto muito das duas franquias e adorei participar do bloco, porque junta a cultura nerd e o Carnaval, fica uma coisa bem brasileira.”, outro fator que o Unidos leva destaque é no quesito é na diversão. “Gosto também porque não é um bloco muito grande, dá pra se divertir sem se preocupar, dá até pra levar crianças.” conclui.

Créditos: Conselho Jedi Minas

Desafios | O lado negro de colocar seu bloco na rua

Segundo a organizadora Aayla, o grande desafio para o Unidos da Estrela da Morte colocar o bloco na rua, é a sonorização. “Somos poucos músicos, com instrumentos que não são ligados em tomadas e as caixas de som fazem muita falta, pois acreditamos que se a qualidade do som fosse melhor, a experiência dos participantes seria ainda mais intensa e inesquecível. ”, a professora conta que a cada ano a vizinhança se mostra mais solidária e receptiva, assim como os foliões, que comparecem em grande número e fantasiados de personagens conhecidos ou com trajes inusitados.

Segundo Marlon, o Carnaval de BH é diverso, onde todos podem se divertir, desde crianças até idosos. Ainda assim a falta segurança é um problema “São diversos relatos de furtos e arrastões que ocorrem durante a passagem dos blocos.”, alerta o baterista. A PMMG constatou que nos cincos dias de festa, o número de roubos caiu 42% em relação ao ano passado. Laila observa que há poucas lixeiras espalhada pela cidade, “Há pouca lata de lixo durante o carnaval, a gente anda muito tempo tentando achar um lugar pra jogar fora as coisas.”.

A organização promove campanhas nas redes sociais alertando sobre a limpeza da cidade, além de ter pessoas responsáveis por recolher o lixo antes da partida do bloco. “Essas iniciativas dá sentido à festividade, visto que ir com um bloco para a rua não consiste apenas em vestir um traje diferente e beber.”, explica a organizadora à respeito sobre os pedidos verbais e e-mails da prefeitura, incentivando as campanhas sobre limpeza e preservação de patrimônio, disque denúncia, outras sobre sexo seguro, respeito a opções sexuais. “A PBH dá apoio aos blocos, incentiva campanhas de valorização a respeito, educação e cuidados com a saúde mesmo durante o auge da euforia do carnaval, nos sentimos amparados e bem orientados. ”, alega a organização.

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Por Ana Paula Tinoco

Mudei meu endereço a pouco tempo e mesmo estando há uma semana no novo apartamento, demorei aproximadamente cinco dias para perceber que estava ao lado do relógio Itaú. Sim, aquele famoso relógio que tem sua morada no alto do Edifício JK. Ao concretizar a ideia de como somos alheios ao que está a nossa volta, percebi o que é perdido no meio do caminho por não darmos atenção ao nosso redor. Olhamos constantemente para o chão, olhar fixo no concreto que preenche as calçadas quando um universo inteiro se encontra bem a altura de nossos ombros.

Escolhi meu destino, desci a Rua Rio Grande do Sul em direção à Rua Goitacazes. Esquerda ou direita, pensei “há poucos dias segui a direita, o que será que a esquerda me reserva? ”. Lado escolhido comecei minha jornada e a medida em que avançava me permiti olhar para os lados, como alguém que procura um achado, um número na rua, um Fora Temer. Parei, analisei o espaço, não havia nada demais ali.

Tirei o celular do bolso, para registro, de repente senti uma mão pousar em meu ombro. Coração gelado, pernas bambas, olhei devagar para trás e para minha surpresa era um senhor de pouco mais de 1,60 de altura, boné azul, uma blusa social e uma calça bem passada. Ele me fitou nos olhos e com uma voz doce me disse: “Moça, guarda esse celular porque aqui é perigoso! ”. Se virou e ia saindo quando fui atrás dele e a surpresa que era a minha passou a pertencer a ele.

Ao agradecer o gesto e a preocupação, ele sorriu e disse olhando nos meus olhos, Luís, mas meus conhecidos me chamam de Seu Luís. Guardei o celular, vocês sabem o que dizem, “Devemos sempre escutar os mais velhos”. E retribuindo o sorriso, me apresentei e questionei se ele poderia contar sua história. Intrigado, queria saber o porquê do meu interesse, expliquei e categórico ele disse, “A moça, tem muito pra contar não.”. Sorri e disse: me conte como o senhor chegou até aqui.

“Não precisa de muito detalhe não, né? ”, indagou sorrindo. Neguei com a cabeça e falei com a voz firme: “Apenas o que o Senhor quiser contar! ”. Ele sorriu e disse, “Vamos nos sentar! ”. Rindo ele continuou, “Não sou daqui não moça, sou do interior, sou de Três Marias.”. Ele que veio para cá muito jovem, aos 18 anos, encontrou em sua cidade natal dificuldades e como muitos outros veio tentar a vida na capital, a procura de um futuro melhor.

Após alguns anos, trabalhando de servente de pedreiro, conheceu a esposa, Maria da Conceição. Não recordou a idade que ela tinha na época, mas com os olhos marejados disse que ao lado dela viveu os melhores anos de sua vida. “Ela me deu cinco filhos. Hoje são só quatro, mas tem muito orgulho da minha família”, contou emocionado. “Foram pouco mais de 30 anos, mas ela me deixou. ”, disse abatido.

A esposa, morreu há alguns anos, mas antes dessa perda, ele conta que foi ela quem o ajudou a melhorar na vida, “Eu ficava indo de um lado pra outro até que ela colocou senso na minha cabeça. De servente, virei pedreiro e tinha meus próprios serventes. Mulher ajuda o marido a se erguer”, falou orgulhoso. Sobre os filhos, ele conta que estão todos encaminhados na vida e afirma que o que ele não teve quando criança ele quis que os filhos tivessem, “Não tinha nem caderno pra estudar, era muitos irmãos”, relembrou. Ele que vem de uma família de nove filhos, narrou uma infância difícil, mas de acordo com ele muito cheia de amor.

As horas fluíram, Luís Amâncio, que preferiu ser chamado de Seu Luís, foi um achado no meio de uma tarde quente de terça feira. Bem-humorado e cauteloso brincou quando questionado sobre sua idade, “Uns 60 e poucos, moça. Pra que falar disso, né? ”. Mas, o melhor ainda estava por vir, ao pedir para tirar uma foto dele, ele sorriu e me olhou da mesma forma que me olhou quando veio me avisar sobre os perigos de andar com o celular na mão, “Moça, você é muito educada, mas não vou tirar foto não. Nesses dias de hoje, com internet, a gente nunca sabe o que podem fazer com a foto nossa! ”.

Continuei meu percurso, pelos muros da cidade vi grafites, calçadas que precisam de reparo e edifícios antigos. A diferença é que desta vez não foram os meus fones de ouvido que me fizeram perder o que está ao redor. Por todo o trajeto, a única coisa que ocupava a cabeça era a conversa com aquele senhor, passando e repassando toda o nosso papo, ficava imaginando como não consegui uma foto? E olhando de tempo em tempo para trás não sei se era minha imaginação ou Seu Luís, mas pude ver ele por todo o caminho. Me protegendo? Não sei. Tentando apurar se de fato estava sozinha? Quem poderá dizer.

O que eu posso afirmar é que devemos nos ater mais ao que acontece a poucos passos da gente, retornar um sorriso para aquela senhora ou senhor que gentilmente se aproxima de você em uma rua movimentada. Você nunca sabe as histórias que irá ouvir o bem que uma situação como essa pode causar a você. Abandone seus fones de ouvido, respire, olhe ao redor, sorria, não há nada demais e tudo que é possível quando você percebe que tudo o que tem que fazer é perceber que você não está sozinho nas ruas pelas quais você transita

Por Tiago Jamarino – Start – Parceiros Contramão HUB

DC entrega filme otimista, esperançoso, divertido e promissor para o futuro do seu Universo Estendido 

Como foi pesado o calvário carregado até aqui pela DC/Warner para construir seu universo, ao falar desse tão esperado filme, não tem como, iremos recorrer ao caminho percorrido pela DC até aqui. Batman vs Superman: A Origem da Justiça (2016), foi a partida para este universo, lógico, sendo totalmente honesto ao dizer que, a DC não tinha planos de um universo compartilhado quando fez Homem de Aço (2013). A surra de críticas e o descontentamento de fãs ao filme de Snyder do ano passado reverbera até hoje, mas principalmente que o descanso seria Esquadrão Suicida (2016), e mais uma vez vimos no que deu, outro tombo da produtora. A redenção da DC veio justamente com a primeira entrega feminina, Mulher-Maravilhadeste ano, mostrou sim, podemos ter esperanças com um futuro. Chegando agora ao filme da maior reunião de super-heróis do mundo, vemos a culminação de todo o caminho percorrido, de todas as brigas internas, refilmagens, troca de diretores e mudanças de tom. Mas a males que vem para melhor, e nesse embalo temos um filme mais divertido, mais leve e realmente com o significado que estampa a logo do peito do Superman, sim temos a esperança de volta.

 

Alimentado por sua fé restaurada na humanidade e inspirado pelo ato altruísta de Superman (Henry Cavill), Bruce Wayne (Ben Affleck) pede a ajuda de seu novo aliado, Diana Prince (Gal Gadot), para enfrentar um inimigo ainda maior. Juntos, Batman e Mulher-Maravilha trabalham rapidamente para encontrar e recrutar uma equipe de metahumanos para enfrentar esta ameaça recentemente despertada. Mas, apesar da formação desta liga sem precedentes de heróis – Batman, Mulher-Maravilha, Aquaman (Jason Mamoa), Cyborg ( Ray Fisher) e The Flash (Ezra Miller ) – talvez já seja tarde demais para salvar o planeta de um ataque de proporções catastróficas.

 

Liga da justiça começou rodeada por rumores sombrios, que após as críticas negativas de seus filmes anteriores, o filme seria cancelado. O que bastou para esses rumores caírem por terra foi, a San Diego Comic-Con 2016, que trouxe um épico painel da Warner dizendo, sim estamos aqui e vamos ter filmes sim. A tragédia envolvendo a morte da filha de Zack Snyder, fez com que o diretor saísse do projeto, o resultado foi que agora a cadeira de diretor foi entregue a Joss Whedon. O destino quis que o diretor do sucesso, Vingadores (2012),fosse responsável por terminar o projeto, desde os trailers, vemos a mão de Whedon no projeto, o tom acinzentado e sépia dando lugar a cores vivas destacando ainda mais nossos heróis. Mesmo Snyder tendo concluído a fotografia principal, segundo produtores da Warner, Whedon participou de 20% das filmagens, tendo que descascar e muito o abacaxi, em questões de mudanças ao tom do filme, a paleta de cores, interações do grupo, mais de Mulher-Maravilha (que fez sucesso e agora tem que ser o chamariz principal) e piadotas para deixar tudo mais engraçado.

 

Iniciamos o filme com o ranço deixado por Batman vs Superman, o mundo ainda lamentado a morte do Superman. O clima e o tom ainda estão melancólicos, pode-se dizer que o filme ainda seria chato com este início, não, pela primeira vez temos um acerto de roteiro, ao contrário dos filmes anteriores, realmente existem diálogos, existe uma ligação entre os personagens, as consequências dos atos são verdadeiras e logo em seguida o tom aventuresco dá início a diversão. Com tantas críticas negativas ao tom do Universo DC, seria obvio que o filme usaria do recurso humor, e sim, algumas piadas são bem encaixadas e vão ditando o ritmo do filme. A Liga da Justiça, arrisco-me a dizer, soa mais como os Superamigos do que aquela Liga séria dos quadrinhos (Novos 52), a interação dos nossos heróis são construídas a base do humor e principalmente da camaradagem, construído a dinâmica do grupo como amigos e não com o fardo de serem poderosos. Devemos destacar que agora o longa possui apenas duas horas de projeção, algumas partes do filme são penalizadas devido a esse corte, mas os problemas enfrentados pela Warner foram maiores que entregar o filme em seu corte final.

 

O roteiro de Chris Terrio com participação de Joss Whedon, ainda é uma das partes fracas do filme, ao optar por um tom cômico não significa que o filme deva esquecer de detalhes básicos, como desenvolvimento de personagens, Aquaman e Cyborg tem zero desenvolvimento e pouco a se contar, devido ao fato de sabermos que terá um filme solo do rei de Atlântida, não significa que tudo envolta do personagem será misterioso, é preciso mais, e nisso o filme não entrega. Se no início eu falei que as piadas se encaixam, algumas são excessivas e fora de contexto, um nítido exemplo, é que vemos um filme e outro sobrepujando ali de fora, as refilmagens colocam piadas adicionais que é nítido que foram inclusas de última hora. Outro exemplo negativo vem do berço da história principal, a relação com as caixas maternas, digno de introdução de Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel, todas as informações que seriam vitais para trama são jogadas em tela, não dá tempo de desenvolver nada. As caixas maternas são o que liga o vilão ao cerne do filme, mas não oferece nada, a motivação do vilão em destruir a terra, é porque sim e pronto, os maiores detalhes vitais para o vilão da trama operar é raso e sem motivação alguma.

 

Outro ponto discutível vem da pressa em desenvolver a trama e os personagens, adotando o tom leve, a dinâmica do grupo deixa o texto previsível criado pelos roteiristas da Liga até melhor. O filme escolhe os caminhos dos filmes pipocas, que é, esquecer de construir um bom roteiro e uma trama razoável para focar em cenas de ações. Por um lado, se a trama é rasa e simplistas, coisas boas são tiradas daí, é prazeroso ver a dinâmica do grupo, a Liga reunida causa a sensação de sempre querer ver mais desses heróis juntos. O problema do vilão é o que mais causa desconforto no longa, motivações a parte, o impacto causado por Lobo da Estepe é menor que os da luta de Superman e Zod, então o senso de urgência em defender à Terra não é tão sentida assim. O resumo do impacto do vilão no filme, é o mesmo que se reclama em filmes da Marvel, tudo é bem listado, vilão fraco, sem motivação e que rapidamente é descartado. O que sobrepõe o vilão será sempre a presença enaltecida dos heróis, o papel do vilão é só dar escada para os heróis serem ícones e brilhar com luzes de palco.

 

A direção é dividida entre Zack Snyder e o Joss Whedon, aos cinéfilos que acompanham ao trabalho dos diretores, será fácil notar a diferença de mãos dos diretores. A mão de Snyder é sentida com seus inúmeros cortes rápidos, o foco na presença dos seus protagonistas e a grande característica de Snyder, que é dar o devido destaque e endeusar a figura dos seus heróis. Ainda a mão de Snyder pesa ao contar uma história, por mais que o diretor se preocupa em reproduzir tudo como visto nas páginas dos quadrinhos, não se pode dizer o mesmo em contar sua história, assim como nos filmes de heróis, não sentimos que nossos heróis corram algum risco, ainda mais os heróis do Universo DC, que são mega poderosos. As mãos de Whedon no projeto por mais que soamos saudosistas ao dar todos os créditos a Snyder, podemos dizer que a direção final de Whedon é cirúrgica e dá o tom final do filme, mesmo parecendo que o diretor não quer sobrepor o trabalho de Snyder.

 

O CGI do filme não impressiona muito, o filme é bem cortado para se ajustar às 2 horas de filme, sobrando pouco espaço para desenvolver a trama e sim indo aos finalmente. A ação da Liga da Justiça satisfaz em diversas partes, mas com as refilmagens algumas cenas, o CGI é muito ruim na maioria das sequências de ação, mas se você se sentar e ignorar as falhas, você terá uma aventura fantástica. O CGI encontrado no vilão do filme é decepcionante, se você reclamou do vilão Ares em Mulher-Maravilha, não reclame mais, pasme, Lobo da Estepe é ruim com muita vontade de ser péssimo e tosco. As cenas de ação são a assinatura do papaiSnyder, muito slow-motions principalmente com as voadoras da pela Mulher-Maravilha, e com as cenas de Flash fazendo algo, dando destaques ao raios emanados pelo herói. Aquaman literalmente é um peixe fora d’água em sua ação, ficando apenas a algumas peripécias para se destacar dos demais personagens. O visual do Cyborg é bem tosco com um excesso de CGI, assim como o filme. A montagem e o ritmo ainda são característicos dos filmes da DC, tudo apressado e sempre com a sensação de estar faltando algo.

 

O elenco apesar de ser a melhor coisa do filme tem seus pontos positivos e negativos, começando por Batmande Ben Affleck, que agora tenta ser um herói mais esperançoso e tentando se redimir por sua conduta do filme anterior. Affleck nitidamente está menos à vontade em seu papel, claramente vemos que Affleck não é um ator de comédia, o seu novo papel no filme soa mais como o tiozão do almoço de família, com (piadas) nível “É pavê ou comer”, mas mesmo assim é mais satisfatório ver essa nova abordagem de Batman. Não temos uma luta ao nível do armazém como em Batman vs Superman, mas para os amantes de Batman, temos uma luta logo no início entre Batman e um vilão, que é uma linda referência a uma pagina desenhada por Jim Lee. O relacionamento de Batman com a Mulher-Maravilha é complicado em alguns pontos para os rumos de liderança da Liga da Justiça, tanto assim que Alfred o aponta, mas Affleck e Gadot fazem isso funcionar, e entregam uma dinâmica excelente.

 

Gal Gadot retorna como Mulher-Maravilha, mais diva pop do que nunca, é como se ela nunca fosse embora e realmente fosse a nossa Mulher-Maravilha da vida real. Mulher-Maravilha está lutando com seu próprio legado e Bruce está tentando empurrá-la para liderar o time, com o eminente sucesso do filme solo da princesa amazona, era obvio que o estúdio ia dar total destaque para Gadot, que por sinal é totalmente merecido, a atriz pode não ser uma Meryl Streep, mas tem carisma e presença como uma personagem feminino forte, e segura a onda encarnando um personagem de tamanha importância. Artur Curry / Aquaman, de Jason Momoa, faz jus ao hype criado pelos trailers, com uma abordagem mais perecida com seu personagem em Game of Thrones, mais truculento, beberrão e bem fanfarrão. As cenas onde ele está em Atlântida foram incríveis. A tensão entre ele e Mera é bem construída, por mais-que-tudo seja raso e nada a revelar sobre seu personagem. Sua química com a liga é um pouco cômica, especialmente com o Batman. Há uma cena hilária envolvendo o laço da verdade que fará com que o público gargalhe eternamente, sem dúvida alguma, é a melhor piada do filme.

 

Ezra Miller fazendo realmente sua estreia como Barry Allen / The Flash e ele traz uma sensação de ingenuidade para a equipe. Miller entrega um tipo de Barry Allen muito diferente do que os fãs estão acostumados com ele, tanto nos quadrinhos ou como o visto na série de TV. Ele não é um perito criminal, tão pouco demonstra a inteligência de Barry que conhecemos do personagem, é um personagem mais atrapalhado e um dos pontos positivos do personagem é que ele é iniciante como herói, e entrega o lado cômico do filme. Ray Fisher de Cyborg vai remeter muito ao que vimos na série animada Jovem Titãs, sem explorar o drama vivido pelo personagem.

 

Para os mais sensíveis, aviso de spoiler abaixo, para falarmos sobre a participação de um herói. 

 

Superman está de volta da terra dos mortos, e com todo entusiasmo para os fãs, finalmente parece que ele é o Superman. Henry Cavill voa e traz muito charme ao personagem que nunca antes havia. Superman tem uma nova abordagem, esqueça a depressão dos seus filmes anteriores, agora sim temos o escoteiro sendo visto nos cinemas, Cavill aos poucos vai dando uma cara a mais para o seu personagem, chegando mais na imagem que o público queria do personagem, da esperança ao ar de liderança, esse Superman se parece com os vistos nas animações. O Lobo da Estepe de Ciarán Hinds, é esquecível e lamentável, não se nota nem que tem um ator ali. J.K. Simmons, Billy Crudup, Diane Lane, Amber Heard e Jeremy Irons (que tem uma participação a mais desta vez) todos têm tempo de tela pontual. E alguns, desses personagens citados, servem para expandir a mitologia de filmes vindouros da DC.

 

Liga da Justiça é um filme que diverti e muito seu espectador, com uma trama bem simplista, com os famigerados problemas de sempre vistos em seu universo. A uma boa química entre os seus personagens, com diálogos menos exagerados, e sendo capaz de entreter seu público do início ao fim. O filme ainda depende de suas cenas de ações para tirar o foco de um roteiro razoável, se tivesse coragem de entregar tudo em seu início, realmente teríamos um filme digno da grandeza desses personagens. O filme não acerta a mão em cheio, mas serve para dar folego ao universo construído até aqui, vale totalmente o ingresso. Como dito na trilogia Cavaleiro das Trevas do Nolan, este filme sem dúvidas: “Não é o que merecemos, mas sim o que precisamos.”

 

Ps.: O filme conta com duas cenas pós-créditos, a primeira é apenas divertida e a segunda traz impactos diretos para o futuro do universo DC nos cinemas.

 

bom

 

 

FICHA TÉCNICA

 

DIREÇÃO

  • Zack Snyder

EQUIPE TÉCNICA

Roteiro: Chris Terrio

Produção: Charles Roven, Deborah Snyder, Geoff Johns, Jon Berg

Fotografia: Fabian Wagner

Trilha Sonora: Danny Elfman

Estúdio: DC Entertainment, Warner Bros

Montador: David Brenner, Martin Walsh, Richard Pearson

Distribuidora: Warner Bros

ELENCO

Amber Heard, Amy Adams, Ben Affleck, Billy Crudup, Ciarán Hinds, Connie Nielsen, Daniel Stisen, Diane Lane, Erin Eliza Blevins, Ezra Miller, Gal Gadot, Henry Cavill, J.K. Simmons, Jason Momoa, Jeremy Irons, Jesse Eisenberg, Joe Morton, Kiersey Clemons, Lisa Loven Kongsli, Michael McElhatton, Ray Fisher, Robin Wright, Samantha Jo

Por Lucas Henrique – Start – Parceiros Contramão HUB

Uma novo vídeo de bastidores da Liga da Justiça foi lançada oferecendo aos fãs um olhar por trás do filme de super-herói épico e entrevistas com as estrelas do filme conjunto.

 

Você pode conferir abaixo:

 

 

Liga da Justiça possui um elenco que também inclui Ben Affleck como Bruce Wayne (Batman), Henry Cavill como Kal-El / Clark Kent (Superman), Jason Mamoa como Orin / Arthur Curry (Aquaman), Ezra Miller como Barry Allen (The Flash) Ray Fisher como Victor Stone (Cyborg), Ciarán Hinds como Lobo da Estepe, Amy Adams como Lois Lane, Willem Dafoe como Nuidis Vulko, Jesse Eisenberg como Lex Luthor, Jeremy Irons como Alfred Pennyworth, Diane Lane como Martha Kent, Connie Nielsen como Rainha Hippolyta , Robin Wright como General Antiope, JK Simmons como Comissário James ‘Jim’ Gordon, Joe Morton como Dr. Silas Stone, Amber Heard como Mera, Billy Crudup como Dr. Henry Allen e Kiersey Clemons como Iris West. Julian Lewis Jones e Michael McElhatton também estão no filme em papéis não especificados. Aqui está a sinopse oficial do filme:

 

Alimentado por sua fé restaurada na humanidade e inspirado pelo ato altruísta de Superman, Bruce Wayne pede a ajuda de seu novo aliado, Diana Prince, para enfrentar um inimigo ainda maior. Juntos, Batman e Mulher-Maravilha trabalham rapidamente para encontrar e recrutar uma equipe de metahumanos para enfrentar esta ameaça recentemente despertada. Mas, apesar da formação desta liga sem precedentes de heróis – Batman, Mulher-Maravilha, Aquaman, Cyborg e The Flash – talvez já seja tarde demais para salvar o planeta de um ataque de proporções catastróficas.

 

A Liga da Justiça já esta em exibições nos cinemas.

 

Fonte: Screen Slam

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Foto: Hellen Santos

Por Hellen Santos 

Fiquem ligados, neste sábado, dia 11 de novembro começa a valer a Reforma Trabalhista.  A reforma da previdência é defendida pelo governo como prioridade para organizar as contas públicas, possivelmente ajudando na economia e na geração de emprego. Porém as mudanças causam um desconforto em mais de 81% dos brasileiros, segundo a Vox Populi.

A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) nasceu com 922 artigos em 1943 com intuito de firmar os direitos dos trabalhadores. Porém em 13 de julho deste ano, muita coisa mudou. Após o Congresso e o presidente Michel Temer sancionar a reforma e alterar os direitos dos trabalhadores brasileiros.

Conforme a legislação convenções e acordos coletivos poderão continua. As empresas e sindicatos poderão ser negociar algumas condições de trabalho diferentes do que visto pela lei, entre outros, mas não exatamente num estágio melhor para os trabalhadores, segundo site do Conselho Nacional de Justiça:

– Jornada de trabalho; – Participação nos lucros;

– Banco de horas; – Troca do dia do feriado;

– Intervalo intrajornada; não poderão ser negociados, entre outros:

– Direito a seguro desemprego; – Salário mínimo;

– 13º Salário; Férias anuais; – Licença maternidade/paternidade;

Férias

As férias poderão ser dividas em até três períodos, conforme acordado entre partes, contando que um dos períodos tenha 14 dias corridos.

Gravidez

Foi autorizado que mulheres gestantes continuassem a trabalhar em ambientes de baixa ou média insalubridade, exceto quando é emitido um atestado médico que autorize o afastamento.

Terceirização

A empresa só poderá demitir o profissional efetivo e recontratá-lo como terceirizado após o período de 18 meses.

Jornada de Trabalho

O profissional poderá ter a sua jornada de até 12 horas, porém, com 36 horas de descanso, respeitando as 44 horas semanais e 220 horas mensais.

Banco de horas

Poderá ser combinado por acordo individual escrito, a compensação deverá ocorrer no período máximo de 6 meses.

Descanso

A jornada pode ser negociada, desde que tenha intervalos de pelo menos 30 minutos. Caso o profissional não tenha um horário de almoço, a indenização será de 50% do valor da hora normal de trabalho.

Demissão

Metade do aviso prévio e metade da multa de 40% sobre o saldo do FGTS.  O profissional poderá movimentar até 80% do valor depositado na conta do FGTS, porém não terá acesso ao seguro desemprego.

Contribuição Sindical

O pagamento é opcional.

Mamana Foto Coletivo | Foto divulgação

Por: Rúbia Cely

Aspirando compartilhar, aprender e ensinar, o coletivo Co-Fluir, dos dias 15 à 19 de novembro, irá contemplar Belo Horizonte com diversas atividades e encontros, que ocorrerão nas praças, parques, dentre outras localidades da cidade. Unindo os amantes das ruas, o evento promete mostrar e manifestar as diversas maneiras de se relacionar com o meio que nos cerca e muitas vezes passa despercebido.

Tércio Teixeira | Foto Divulgação

O coletivo é composto por sete integrantes, Bárbara Ferreira, Gabriel Cabral, Gustavo Marangotus, Lucas D’Ambrosio, Luiza Therezo, Pedro Castro e Pedro Prates, pessoas que atuam, além do coletivo, como jornalistas, fotógrafos, produtores e com audiovisual de maneira geral. A união que se deu pela fotografia como uma paixão em comum, resulta em um evento que vem sendo executado desde agosto de 2017.

“Diria que fomos um pouco loucos. A ideia já vem de algum tempo, acho que o Cabral foi o primeiro a pensar nisso. Mas a execução mesmo começou um mês antes da campanha, mais um mês de campanha.” comenta Bárbara.

Ferreira explica que em meio a conversas e saídas para fotografar, foram chegando  a um interesse comum de compartilhar as formas de olhar paras as ruas. “Aprender entre a gente, experimentar novas coisas. Acho que todos nós do co-fluir já fazíamos um pouco isso entre a gente. Seja saindo juntos para fotografar, ou conversando sobre fotografia. Aos poucos acho que vimos que precisávamos ir além. A rua é imensa, cheia de possibilidades. E é tanta gente capturando momentos nela e de tantas formas diferentes, que porque não um encontro. Porque não debater isso, trocar.” finaliza a fotógrafa.

Gustavo Minas | Foto Divulgação

A atividades vão começar com o “Rolê da primeira Luz”, em que a equipe apresentará o mapa co-fluir, será na Praça Primeiro de Maio às 7:00h. Toda a programação pode ser vista no site do coletivo, https://www.cofluir.com.br/programacao.