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Por Lucas Henrique – Start – Parceiros Contramão HUB

Uma novo vídeo de bastidores da Liga da Justiça foi lançada oferecendo aos fãs um olhar por trás do filme de super-herói épico e entrevistas com as estrelas do filme conjunto.

 

Você pode conferir abaixo:

 

 

Liga da Justiça possui um elenco que também inclui Ben Affleck como Bruce Wayne (Batman), Henry Cavill como Kal-El / Clark Kent (Superman), Jason Mamoa como Orin / Arthur Curry (Aquaman), Ezra Miller como Barry Allen (The Flash) Ray Fisher como Victor Stone (Cyborg), Ciarán Hinds como Lobo da Estepe, Amy Adams como Lois Lane, Willem Dafoe como Nuidis Vulko, Jesse Eisenberg como Lex Luthor, Jeremy Irons como Alfred Pennyworth, Diane Lane como Martha Kent, Connie Nielsen como Rainha Hippolyta , Robin Wright como General Antiope, JK Simmons como Comissário James ‘Jim’ Gordon, Joe Morton como Dr. Silas Stone, Amber Heard como Mera, Billy Crudup como Dr. Henry Allen e Kiersey Clemons como Iris West. Julian Lewis Jones e Michael McElhatton também estão no filme em papéis não especificados. Aqui está a sinopse oficial do filme:

 

Alimentado por sua fé restaurada na humanidade e inspirado pelo ato altruísta de Superman, Bruce Wayne pede a ajuda de seu novo aliado, Diana Prince, para enfrentar um inimigo ainda maior. Juntos, Batman e Mulher-Maravilha trabalham rapidamente para encontrar e recrutar uma equipe de metahumanos para enfrentar esta ameaça recentemente despertada. Mas, apesar da formação desta liga sem precedentes de heróis – Batman, Mulher-Maravilha, Aquaman, Cyborg e The Flash – talvez já seja tarde demais para salvar o planeta de um ataque de proporções catastróficas.

 

A Liga da Justiça já esta em exibições nos cinemas.

 

Fonte: Screen Slam

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Foto: Hellen Santos

Por Hellen Santos 

Fiquem ligados, neste sábado, dia 11 de novembro começa a valer a Reforma Trabalhista.  A reforma da previdência é defendida pelo governo como prioridade para organizar as contas públicas, possivelmente ajudando na economia e na geração de emprego. Porém as mudanças causam um desconforto em mais de 81% dos brasileiros, segundo a Vox Populi.

A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) nasceu com 922 artigos em 1943 com intuito de firmar os direitos dos trabalhadores. Porém em 13 de julho deste ano, muita coisa mudou. Após o Congresso e o presidente Michel Temer sancionar a reforma e alterar os direitos dos trabalhadores brasileiros.

Conforme a legislação convenções e acordos coletivos poderão continua. As empresas e sindicatos poderão ser negociar algumas condições de trabalho diferentes do que visto pela lei, entre outros, mas não exatamente num estágio melhor para os trabalhadores, segundo site do Conselho Nacional de Justiça:

– Jornada de trabalho; – Participação nos lucros;

– Banco de horas; – Troca do dia do feriado;

– Intervalo intrajornada; não poderão ser negociados, entre outros:

– Direito a seguro desemprego; – Salário mínimo;

– 13º Salário; Férias anuais; – Licença maternidade/paternidade;

Férias

As férias poderão ser dividas em até três períodos, conforme acordado entre partes, contando que um dos períodos tenha 14 dias corridos.

Gravidez

Foi autorizado que mulheres gestantes continuassem a trabalhar em ambientes de baixa ou média insalubridade, exceto quando é emitido um atestado médico que autorize o afastamento.

Terceirização

A empresa só poderá demitir o profissional efetivo e recontratá-lo como terceirizado após o período de 18 meses.

Jornada de Trabalho

O profissional poderá ter a sua jornada de até 12 horas, porém, com 36 horas de descanso, respeitando as 44 horas semanais e 220 horas mensais.

Banco de horas

Poderá ser combinado por acordo individual escrito, a compensação deverá ocorrer no período máximo de 6 meses.

Descanso

A jornada pode ser negociada, desde que tenha intervalos de pelo menos 30 minutos. Caso o profissional não tenha um horário de almoço, a indenização será de 50% do valor da hora normal de trabalho.

Demissão

Metade do aviso prévio e metade da multa de 40% sobre o saldo do FGTS.  O profissional poderá movimentar até 80% do valor depositado na conta do FGTS, porém não terá acesso ao seguro desemprego.

Contribuição Sindical

O pagamento é opcional.

Mamana Foto Coletivo | Foto divulgação

Por: Rúbia Cely

Aspirando compartilhar, aprender e ensinar, o coletivo Co-Fluir, dos dias 15 à 19 de novembro, irá contemplar Belo Horizonte com diversas atividades e encontros, que ocorrerão nas praças, parques, dentre outras localidades da cidade. Unindo os amantes das ruas, o evento promete mostrar e manifestar as diversas maneiras de se relacionar com o meio que nos cerca e muitas vezes passa despercebido.

Tércio Teixeira | Foto Divulgação

O coletivo é composto por sete integrantes, Bárbara Ferreira, Gabriel Cabral, Gustavo Marangotus, Lucas D’Ambrosio, Luiza Therezo, Pedro Castro e Pedro Prates, pessoas que atuam, além do coletivo, como jornalistas, fotógrafos, produtores e com audiovisual de maneira geral. A união que se deu pela fotografia como uma paixão em comum, resulta em um evento que vem sendo executado desde agosto de 2017.

“Diria que fomos um pouco loucos. A ideia já vem de algum tempo, acho que o Cabral foi o primeiro a pensar nisso. Mas a execução mesmo começou um mês antes da campanha, mais um mês de campanha.” comenta Bárbara.

Ferreira explica que em meio a conversas e saídas para fotografar, foram chegando  a um interesse comum de compartilhar as formas de olhar paras as ruas. “Aprender entre a gente, experimentar novas coisas. Acho que todos nós do co-fluir já fazíamos um pouco isso entre a gente. Seja saindo juntos para fotografar, ou conversando sobre fotografia. Aos poucos acho que vimos que precisávamos ir além. A rua é imensa, cheia de possibilidades. E é tanta gente capturando momentos nela e de tantas formas diferentes, que porque não um encontro. Porque não debater isso, trocar.” finaliza a fotógrafa.

Gustavo Minas | Foto Divulgação

A atividades vão começar com o “Rolê da primeira Luz”, em que a equipe apresentará o mapa co-fluir, será na Praça Primeiro de Maio às 7:00h. Toda a programação pode ser vista no site do coletivo, https://www.cofluir.com.br/programacao.

Por Tiago Jamarino – Start

Retorno do deus do travão as telinhas, tem aventura mais pitoresca, colorida e a mais divertida até aqui do MCU

 

 

 

 

Thor, é um dos poucos personagens do MCU que teve dois filmes, é seguro dizer que, em nenhum desses dois filmes ele teve êxito. De todos os filmes solos dos heróis do Universo Cinematográfico da Marvel, Thor, teve dois filmes completamente esquecíveis, e dentre a equipe dos Vingadores era o mais contestado. O que mais se destacava no personagem era, o seu viés cômico, e quando dividia a tela com Hulk. O que a Marvelpercebeu foi simples, vamos fazer uma nova empreitada com o Odinson, mas vamos juntar todas as coisas que eram de acerto do personagem nos filmes. E graças ao diretor Taika Waititi temos um filme completamente aventuresco, engraçado, bastante colorido, e bem leve do deus do trovão. A Marvel Studiosfez um filme bastante coeso dentro da mitologia criada para o personagem nos cinemas, diferente de como Thor é nós quadrinhos, mas o filme é cheio de incríveis sequências de ação e talvez o melhor uso de uma música do Led Zeppelin. Se estiver esperando um arco dramático, uma história apocalíptica assim como na mitologia nórdica, ou até mesmo aquela história super confusa do Ragnarock nos quadrinhos, as chances de se decepcionar com este filme é grande. Mas como sua proposta inicial, o filme é bem sincero sobre o tom e o caminho que ele iria percorrer.

 

Thor é preso do outro lado do universo, sem o seu martelo poderoso e encontra-se numa corrida contra o tempo para voltar a Asgard e impedir o Ragnarok – a destruição do seu mundo e o fim da civilização Asgardiana -, que se encontra nas mãos de uma nova e poderosa ameaça, a implacável Hela. Mas, primeiro precisa de sobreviver a uma luta mortal de gladiadores, que o coloca contra um ex-aliado e companheiro Vingador – Hulk.

 

A aventura antecessora do deus do trovão, Thor: O Mundo Sombrio, foi bastante decepcionante e muito fora da curva do MCU, com um tom bastante sombrio, e um drama que não convenceu, deixando o desenvolvimento dos personagens bem atrasado para a franquia, mas Ragnork é a famosa redenção. O filme é bastante alegre e divertido em sua proposta, ultrapassando até o primeiro filme de Kenneth Branagh. Mais uma vez, Thor é um personagem incompleto, ainda se desenvolvendo, peregrinando em um mundo esquisito. Esqueça todo arco que se iniciou em Vingadores: A Era de Ultron, onde Thor saiu para procurar as joias do infinito, isso é totalmente esquecido no filme, com apenas uma simples fala de Thor, “Fui procurar as joias do infinito, mas não as achei. ” Tirando este artificie do roteiro para esquecer as tramas passadas, este filme mostra exatamente o quanto o personagem de Chris Hemsworth cresceu ao longo dos anos. Ele ainda pode amar uma caneca de hidromel, mas agora ele é um adulto responsável que se orgulha de ser chamado de herói ou um Vingador.

 

A direção é do diretor neozelandês Taika Waititi, da incrível comédia, O Que Fazemos nas Sombras (2014) e Hunt for the Wilderpeople (2016). A direção de Taika é bastante segura, e sua veia cômica misturada com uma ação são os grandes destaques desta direção. O grande chamariz dos filmes de super-heróis é como eles tratam a ação. A ação do filme tem muitos cortes durante cada sequência de batalha, e um bom uso do CGI, que deixa todas as cenas grande eloquente, mas tudo dá para ser entendido e apreciado, há mais cortes em Ragnarok, mas as cenas de ação foram feitas com habilidade. As sequências iniciais de Ragnarok, com Thorusando seu martelo, é tão maravilhosamente divertido, um trabalho primordial de Waititi. O CGI mencionado para a composição das cenas de ação, é notado em cenas que Thor golpeia e dispara relâmpagos, a equipe de efeitos consegue fazer cada luta fluir de forma transparente de uma vez para outra.

 

O design de produção de Ragnork facilmente é o mais bonito de todos os filmes da Marvel, a criação de mundo é simplesmente sensacional, o CGI cria mundos maravilhosos. O filme está cheio de cores vivas e brilhantes, fãs saudosos dirão que é total influência de Jack Kirby, dá até para notar toda essa influência das inúmeras histórias de Kirby, que escreveu histórias do personagem em potencial. Particularmente, dizer que foi graças a Kirby termos estes visuais, é uma jogadinha da Marvel, as influências claras de Ragnarok vem do sucesso da casa, Guardiões da Galáxia. Os figurinos são uma parte fundamental no filme, a loucura é abraçada completamente em cada roupa usada pelos personagens, mas as aparências dos personagens estão completamente iguais as revistinhas em quadrinhos. Alguns figurinos em particular como Hela, que usa uma coroa de chifre quando ela está pronta para a batalha, mas em cenas leves, está usando um visual bem emo. Thor quando chega pela primeira vez em Sakaar, sua capa está arrancada, e seu figurino, vai se remeter muito a seu momento atual nos quadrinhos, com o arco O Indgno Thor.

 

O roteiro assinado pelo trio Eric Pearson, Craig Kyle e Christopher Yost, em sua suma é bastante simplista. O tom do filme ainda é bem pipoca e nada complexo demais, não temos o elaborado Ragnarok da mitologia nórdica, o filme apresenta conceitos deste apocalipse, mas passa longe. Esperar que um filme feito para toda a família, com uma empresa como a Disney a frente, ter elementos pesados e sérios, é esperar por chover no molhado. A estratégia usada pela Marvel desde a Era de Ultron em usar nomes de histórias consagradas, é apenas pano de fundo para chamar fãs saudosistas dos quadrinhos. No final teremos a fórmula Marveltomando conta, mas o filme é bastante sincero quanto a sua veia cômica. Em Ragnarok, as piadas funcionam, são eficazes e no tempo correto, a grande sacada proposta pelo roteiro é que, este novo filme faz um humor e subverte o próprio gênero. O filme apresenta elementos do Planeta Hulk, e tem em sua composição algumas subtramas acontecendo, as principais ficando em Sakaar e o desenvolvimento de um arco com gladiadores e o Grão-Mestre, e a outra trama é em Asgard, com Hela tocando o terror e sendo a ameaça principal da trama.

 

O filme pode se afirmar em uma ação explosiva por toda parte, os aspectos mais agradáveis de Ragnarok vêm das interações dos personagens. Loki e Thor como dos filmes anteriores, ainda continua uma relação divertidíssima de se ver.  O Tom Hiddleston, ainda entrega uma atuação divertida, como o anti-herói do filme, e sempre ofusca Thor quando estão em cena, e tem a melhor piada do filme. Thor e Hulk competido como dois adolescentes irmãos, a luta dos dois tão anunciada pelos trailers e marketing, é completamente sensacional, valendo cada hype criado para ela. Tessa Thompson, rouba o filme sempre que está na tela. Valquíria é um personagem feminino forte, bem construída, e perseguindo desafiadores para o Grão-Mestre. Jeff Goldblum é o melhor em interpretar Jeff Goldblum, como o Grão-Mestre, ele deveria ganhar uma medalha. Ele é incrível como o governante de Sakaar, um luxuoso planeta de gladiadores, e sua entrega a seco traz uma qualidade retirada ao senso de humor, um dos melhores personagens que compõe o filme. Infelizmente, o papel do Hulk no filme foi revelado há meses. Se tivesse sido uma surpresa, é provável que essas cenas tenham sido ainda mais agradáveis para o público. Hulk é uma das partes mais fortes do filme, ele mudou muito desde Vingadores: A Era de Ultron. Esta é facilmente a sua melhor adaptação nos cinemas, tanto do ponto de vista técnico quanto do caráter. Mark Ruffalo entrega uma atuação bem divertida, melhor ainda quando está transformado como gigante esmeralda, que agora fala e nos diverte sempre em tela. Idris Elba, Karl Urban e Anthony Hopkins tem participações bem pontuais, de importancia na trama, mas poderiam ter mais tempo em tela.

 

Hela, interpretada maravilhosamente por Cate Blanchett, é uma adição bem-vinda ao mundo do filme. Ela transforma sua performance em algo com pitadas bem canastronas e sensual como a Deusa da Morte, com alguns trejeitos e maneirismos. Seus objetivos podem ser um pouco simplistas, mas ela é uma personagem complexa com uma conexão pessoal com Thor que aumenta o atrativo dramático do filme, mesmo tal atrativo não se desenvolvendo tão bem. Mesmo que ela procure destruição e fúria como muitos outros vilões daMarvel, Hela fica sem uma motivação plausível, mais um clichê em dizer que é mais uma vilã desperdiçada pela Marvel, mas no final ela é a Cate Blachett, e isso é algo a se desfrutar graças a sua genialidade como atriz. Chris Hemsworth retorna como o Deus dos Trovões, o ator achou na comédia o tom certo para seu personagem, mas quando precisa ser dramático, o ator ainda da uma patinada. Mas o saldo para Hemsworth é bastante positivo, devido ao carisma e a entrega do ator.

 

Thor: Ragnarok não é um filme perfeito, mas seus pontos fortes superam os negativos. Os personagens, o ritmo e a ação culminam em um filme ótimo. Encontrou em Taika Waititi uma direção bastante eficaz e com alguns momentos bem autorais. O filme não é apocalíptico com o nome diz, mas é uma aventura sincera e divertida. Dizer que é o melhor filme do deus do trovão não significa nada, devido aos seus filmes antecessores, mas para o Universo Cinematográfico Marvel, será um filme que pode sim, ser classificado como um dos melhores da casa.

 

 

4-Ótimo

 

 

FICHA TÉCNICA

 

  • DIREÇÃO

    • Taika Waititi

    EQUIPE TÉCNICA

    Roteiro: Christopher Yost, Craig Kyle, Eric Pearson

    Produção: Kevin Feige

    Fotografia: Javier Aguirresarobe

    Trilha Sonora: Mark Mothersbaugh

    Estúdio: Marvel Entertainment, Marvel Studios, Walt Disney Pictures

    Montador: Joel Negron, Zene Baker

    Distribuidora: Buena Vista Pictures, Walt Disney Pictures

    ELENCO

    Amali Golden, Anthony Hopkins, Ashley Ricardo, Benedict Cumberbatch, Cate Blanchett, Charlotte Nicdao, Chris Hemsworth, Clancy Brown, Georgia Blizzard, Idris Elba, Jaimie Alexander, Jeff Goldblum, Karl Urban, Mark Ruffalo, Rachel House, Ray Stevenson, Shalom Brune-Franklin, Tadanobu Asano, Taika Waititi, Tessa Thompson, Tom Hiddleston, Zachary Levi

Por Bruna Valentim e Henrique Faria

Quando MV Bill entrou no Sesc Palladium na tarde do último domingo foi possível observar cabeças girando para acompanhar cada passo do rapper de 1,95 metro de altura. Bill chegou sério de jeans, all star, camiseta preta e óculos escuros, dando um ar de rap star que consegue sustentar muito bem.

Quando se reuniu para uma intimista roda de conversa para celebrar o Dia da Favela ao lado de figuras como Eliane Dias, Dexter e Manoel Soares… Bill transmite uma serenidade e um sentimento de admiração pelos colegas e amigos presentes. Mv Bill é um homem de poucas palavras, mas transmite segurança em todas elas. Falou com propriedade sobre os problemas acerca das comunidades brasileiras, sua infância, suas influências e agradeceu mais de uma vez ao povo presente. No fim do bate papo o rapper atendeu o público antes de se retirar para se preparar para o show do início da noite.

O evento que cobrava o valor simbólico de R$2 (dois reais) por pessoa contou com atrações locais, Tamara Franklin, Face 3 Dee Jay, Nos da Sul, Dexter e fechando a noite Bill e sua irmã e parceira de palco, Kamila CDD. O rapper é  uma figura potente no palco, o que em nada lembra a figura centrada e fala mansa de horas mais cedo. O rapper fala diretamente com o público e já começou o show chamando todos para o mais perto possível do palco. Sempre que podia cedia aos pedidos de foto da plateia e dava um firme aperto de mão, como se estivesse reencontrando velhos amigos. Seu show foi longo e Bill pareceu aproveitar cada segundo, deixando clara sua admiração ao registrar imagens da multidão presente e publicar em tempo real em suas redes sociais. Ao fim da apresentação Bill demonstrou amor aos mineiros e prometeu voltar parecendo tão feliz quanto os fãs que cantaram em coro todas as suas canções embaladas de emoção.

Depois do show tivemos acesso com exclusividade ao camarim do cantor ao entrarmos no camarim a sensação era de estar na sala da casa do rapper. Bill estava rodeado por amigos, sua família e fez questão de nos apresentar um por um, fez brincadeiras e em poucos instantes parecia que fazíamos parte da família.

Ao falar sobre sua música “Preto em Movimento” em que o MV diz “Não sou o movimento negro, sou o preto em movimento”, o rapper explica que não é uma forma de diminuir o movimento e exalta sua importância falando que se não fossem seus ancestrais ele não teria forças para fazer o que faz hoje. E diz que é mais importante o negro estar em movimento – não apenas fazer parte do movimento negro: “…Eu participei de muitas reuniões em que eram um grupo pequeno de negros mais intelectualizados, que tinham mais informações e que a gente acabava criando uma elite negra que não distribuía sua informação com outros pretos”, crítica, completando que acha mais importante que ele seja um preto que se movimenta e movimente o que tem ao seu redor, do que apenas fazer parte de do movimento negro.

Ao comentar sobre a atuação da polícia com o negro, Bill diz que após o fortalecimento dos movimentos e dos negros pelo acesso à internet, a polícia ficou mais violenta, ao contrário de terem receio de realizarem abordagens abusivas, as autoridades estão cada vez mais aproveitando de seu poder e cita o caso de Costa Barros, bairro da cidade do Rio de Janeiro (RJ), onde cinco jovens moradores da região, foram confundidos com traficantes que haviam realizado um roubo nas redondezas, foram alvejados por 111 tiros de fuzil e revólveres. “Em qualquer lugar dos Estados Unidos, isso seria considerado um crime racial, no Brasil não tem crime racial, aquilo foi um crime corriqueiro… quatro policiais brancos, cinco garotos pretos, 111 tiros e um dos policiais ainda tentou alterar a cena do crime”, esclarece.

“A sociedade não se comove, a favela não se comove com essas perdas“, desabafa. Essas situações não são noticiadas pela mídia, e assim, os negros do país continuam sendo assassinados todos os dias por quem deveria lhes proteger. Com a polícia ficando cada dia mais violenta, é notável que a falta de representatividade negra na política é atribuída ao fato do genocídio negro ser um problema tão latente no Brasil, visto que mesmo com as informações sendo repassadas​ mais facilmente, menos medidas estão sendo tomadas pelos governantes, tanto nacionais como municipais. Ao ser questionado sobre uma possível candidatura, Bill diz que por causa dessa defasagem os brasileiros querem alguém que tenha alguma alternativa imediatista e diz saber que não é tão simples assim. Ele acredita que ainda não é a hora, mas que fica muito feliz em saber que há pessoas que confiam nele para um cargo político, que se veem sendo bem representadas por suas ideias “Neste momento não penso nisso, eu fico feliz quando as pessoas dizem ‘caraca Bill, eu votaria em você’, mesmo eu não tendo me candidatado a nada, não sendo filiado a nada, ainda sim as pessoas falam ‘eu votaria em você’. Isso pra mim é um acréscimo a minha credibilidade, uma coisa que me deixa feliz,mas não envaidecido, mas muito feliz”, finaliza.

 

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Foto Reprodução Site "O Segredo"

Por Débora Gomes – . as cores dela . – Parceira Contramão HUB

cê tinha olhos de gente que chega pra ficar por um tempo
que a gente não mede, mas torce pra que não seja breve.

[pausa]

não entendo.
só sei que foi o suficiente pra que cê escrevesse dois poemas inteiros e um verso incompleto, sem rima ou qualquer cor.
– as palavras são incolores – você disse.
– eu vejo vida e sentimento em tudo – te respondi.

foi aí que a gente desandou. 
e começou a nossa sucessão de erros.
enquanto cê preferiu ficar suspenso, eu agarrei todas as incertezas e levei-as pra dançar, nessa confusão toda que é viver.
ousei palavras difíceis como reciprocidade, entendimento e tempo.
só que cê preferiu retribuir com silêncio, vazio e distância. 
mesmo sabendo que são essas as três coisas que mais me ferem, além das minhas próprias escolhas.

– eu não sei fazer rima – já tinha te dito.
– gosto da solidão – você me advertiu. 

e eu deveria ter entendido que algumas coisas precisam de pressa.
outras, de espaço.

– o meu tempo é diferente do seu – conclui.
– as portas estarão sempre abertas – você se despediu.

[recomeça]

desde então, eu sinto todo dia uma vontade grande de entrar.
te pegar pela mão e mostrar que vai ficar tudo bem, mesmo quando já não for mais carnaval.
mas aí, lembro que o caminho sempre apontou a minha partida, que ainda é só o começo do verão e que não estarei mais por perto na próxima primavera.

porque seus olhos de espera, me ensinaram que é sempre cedo demais para querer ficar…