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Por Jean Lescano – Poligrafias – Parceiros Contramão Hub

Careço de você. Isso aí, tô carecendo. Carecer é urgência, é te sentir bem perto e entrar em pane por minutos. É entender que não tem escapatória, que meu calmante é teu abraço. Não dá pra empurrar mais ninguém. Tem que ser da sua maneira, essa que resolve tudo – só não resolve nós dois. Mas é com você, você topa? Você quem sabe, eu nem me incomodaria se meu braço começasse a formigar durante uma tarde no sofá. Nem ligaria se você começasse o cafuné, “Tá bom assim?”, ô se tá. É que tu sabe quando ir embora, só não sabe voltar. Por isso eu vim avisar, tô carecendo de você.

Mas me chama de algo novo, não vem com essa de “amor”. Tem que ter um novo, amor não rola. Paixão? É bem menos pesado e não carrega obrigação. Por que sentimento tem que ter nome? Eu aprendi assim, desculpa. Bora criar algo novo? Esconder de outro casal. Um nome tão besta e engraçado, igualzinho você no meu abraço. Sem esse lance de medir, que tal “Frieden?” Carrega um significado gostoso de ver, tão gostoso quanto seu sorriso que se mistura ao céu azul e imenso. Mas quer saber? Sem pressa, a gente encontra algo. Quando vierem com a pergunta do que eu sinto, vou dizer, “Ainda não tem nome, mas o sorriso é lindão”.

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Respeito dentro e fora do campo dá a tônica das partidas, mesmo quando acirradas

Equipe de Reportagem: Guilherme da Silva, Luíza Ferreira, Izabela Avelar e Vitor Castro.

Foto: Arthur Lima e Marcelo Duarte

Jogos disputados e muito empenho em campo marcaram o segundo final de semana da Taça das Favelas. No entanto, apesar da rivalidade no campo, o espírito esportivo prevaleceu no domingo (15) da segunda rodada. A boa relação e o clima descontraído começa quando os jogadores descem dos ônibus.

O assunto não é só futebol, passa por uma relação de amizade entre os atletas. É momento de falar do dia dia, das novidades e desafios.  “Olha, o tanto de jovem que está ali brincando e se divertindo. Era para estarem fazendo muitas coisas erradas, mas estão jogando bola. E isso é bom,” diz o jogador Santa Cruz Futebol Clube Gladson Santos, de 16 anos, que acompanhou o torneio na torcida.

A abertura dos jogos de domingo não poderia oferecer menos, com equipes competitivas, porém, respeitosas entre si. O dia iniciou com goleada do time Mariano de Abreu por 4 a 0 sobre o conjunto Taquaril. E foi dada a largada para mais uma etapa do campeonato.

Em sua primeira participação nesta edição do Taça das Favelas, a equipe do Vila Pinho teve  ótimo desempenho. No segundo jogo, carrega a vitória com dois gols sobre o Complexo Minas Caixa. Após o jogo, o técnico da equipe estreante, Thiago Junior, comemorou o resultado. Porém, não deixou de chamar a atenção dos jogadores que se exaltaram durante a partida. Em consequência da indisciplina o camisa 7 da equipe vencedora foi expulso.

No primeiro jogo da tarde de domingo, antes da partida começar, a oração do time da Vila mudou. O Pai Nosso foi trocado por uma prece de agradecimento: “obrigado Senhor, obrigado Senhor”, repetida com fervor. Os jogadores da Vila mal poderiam imaginar que venceriam por 1 a 0 sobre o Conjunto Granja de Freitas. O jogo começou calmo, com as equipes concentradas, cobranças de falta e até aplicação de cartões amarelos.

A vontade dos jogadores de fazer bonito dentro e fora de campo é inegável. A chance de ter um futuro melhor por meio do esporte é agarrada, com perdão ao trocadilho, pelos jogadores. No caldeirão de sentimentos, destacam-se alegria, animação, nervosismo e paixão. A união e o comportamento dos jogadores nessa competição são notáveis. Apesar de todas as dificuldades, eles tentam mostrar que tem sonhos e esperanças de uma vida melhor dentro do esporte.

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Problemas com arbitragem geram revoltas em jogadores e torcida

Equipe de Reportagem: Danielle Gontijo, Izabela Avelar, Nathalia Galvani e Patrick Ferreira

Fotos: Marcelo Duarte

O ar ficou avermelhado no segundo final de semana da Taça das Favelas. A temperatura subiu e não só nos graus centígrados no sábado (14) da segunda rodada do torneio. As jogadoras surraram o campo de futebol e não deixaram a poeira baixar durante toda partida na busca pelo resultado para permanecer na disputa.

O embate foi acirrado entre as equipes Alto Vera Cruz e Vila Pinho que fizeram a primeira partida de sábado. As meninas do Alto Vera Cruz saíram vitoriosas da partida, que foi disputada pau a pau pelas atletas. A decisão veio de um pênalti, deixando placar de um 1 a 0 para o Alto Vera Cruz.

O público presenciou lances bonitos, mas o tempo fechou em momentos decisivos em que a arbitragem entrou em conflito com as equipes. Cobranças de faltas feitas ao juiz geraram revolta nas jogadoras e foi seguida de troca de ofensas entre a arbitragem e as equipes. “Saímos de casa cedo para correr atrás de um sonho e, no final do jogo, quem ganha é o juiz? ” questionou a atacante da Vila Pinho, Cintia Cristina. Apesar de as jogadoras terem se sentido ofendidas pelo juiz, elas não registraram queixa.

O incidente foi veementemente rechaçado pela Central Única das Favelas (Cufa), organizadora da taça. Em nota, o presidente Francislei Henrique afirma que “a Cufa manifesta seu repúdio a qualquer ato de discriminação, preconceito e injúria, praticados sobre qualquer forma ou circunstância. ” O presidente ainda afirmou que não poderia tomar medidas cabíveis em face de as jogadoras não terem feito uma ocorrência oficial.

No entanto, ressaltou que “como há relatos de pessoas distintas sobre o fato e sobre a atitude verbal desrespeitosa do juiz a uma das jogadoras, não devemos e não iremos desconsiderar as manifestações de indignação que chegaram até a organização do evento. ” A Cufa solicitou à Federação Mineira de Futebol que o árbitro seja afastado dos quadros da Taça das Favelas.

O clima retomou à normalidade nas partidas da tarde de sábado. As goleadas da vez ficaram por conta do time masculino Vila Corumbiara que venceu por 5 a 0 a Favela do Índio. Placar elásticos como esse se repetiu ao longo do torneio até o momento. Entre as partidas de sábado, as meninas do Minas Caixa balançaram as redes cinco vezes enquanto o Jardim Leblon só conseguiu êxito na finalização uma vez, ficando o placar de 5 a 1. A equipe do Minas Caixa segue invicta.

“Se vocês saírem daqui sabendo que fizeram o melhor está ótimo para mim”, afirmou o Técnico Fabio Anacleto do time Ventosa. A motivação resultou na vitória por 1 a 0 sobre o Paulo VI. Porém, a partida foi suspensa por problemas técnicos. A organização do evento analisa a possibilidade de realização de outra disputa entre as equipes.

 

 

 

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Campo alagado não impede o balançar das redes no primeiro final de semana do torneio no Vale do Jatobá

Por: Helen Oliveira

Fotografia: Moises Martins, Henrique Campelo

 

Faça chuva ou faça sol, já sabemos que domingo sem futebol não combina e, o que não faltou no segundo dia do Taça das Favelas foi bola em campo.  Os jogadores foram recepcionados pelos moradores do bairro que jogavam uma “Pelada”, sem juiz ou apito, apenas passes, marcação e o balançar das redes.   

Jovens de 24 comunidades de Belo Horizonte levantaram poeira do estádio de terra batida, que se tornou cenário de espetáculo do futebol amador. A estreia do time Paulo VI no torneio foi com direito à goleada de 5 a 0 sobre o Taquaril. Com esse resultado, o técnico do time Rubens Santos emocionado declarou: “hoje não quero nem dormir para continuar sonhando de olhos abertos”. Sem conter as lágrimas, o treinador não poupa esforços para agradecer e elogiar a equipe, como estreantes deixaram marca registrada. O recado foi dado: “viemos para levar a taça” afirmou.

 

As partidas seguiram durante a manhã até que a chuva chegou, inesperada. No campo Conjunto Santa Maria e Morro das Pedras. Transcorrendo tranquilo, o jogo mudou com o campo inundado. Mas, não seria uma chuvinha a pôr fim à esperança de vitória dos competidores. Mais que driblar os adversários, os jogadores também se esquivavam das poças d’água que se formaram.  A vitória ficou com o Morro das Pedras por 2 a 0 sobre o Conjunto Santa Maria, ambos da região Leste de Belo Horizonte.   

“Em torneios como este são escolhidos dois ou três jogadores com talento para participarem de testes em clubes de futebol profissional”, afirma o olheiro técnico Gilmar Francisco.  No entanto, a qualidade dos jogadores surpreendeu Gilmar, que não esperava encontrar em apenas um dos jogos três revelações.

André Luiz, Isaque Dias e Gabriel Felipe deram show de bola em campo representando o mesmo time vindo da  Ventosa. O desempenho dos rapazes se refletiu no placar de 4 a 0 sobre o Granja de Freitas. Como o evento segue nos finais de semana de abril, outros talentos podem ainda ser encontrados.

Por Melina Cattoni
Fotografia: Ana Luísa Arrunátegui
Agradecimento: Museu Inimá de Paula

 

Fotografias, colagens, esculturas e pinturas são referências de artes visuais e o acesso à elas são de diversas formas, por uma exposição ou pela internet, por exemplo. Mas, não se esqueça que as ruas e becos das cidades também são grandes murais para um outro tipo de arte. Entre cores e formas, o Graffiti narra o cotidiano e os aspectos sociais vivenciados, principalmente, na periferia.

As primeiras aparições de marcas e desenhos foram na década de 1970, em Nova York e, no final da mesma década em São Paulo. Considerada inicialmente como arte de rua, a dualidade de opiniões era presente: Arte, forma de se manifestar e expressão ou poluição visual? Hoje intitulada arte urbana, também ocupa espaços como museus e centros culturais. Para Hely Costa Aguiar, de 47 anos, artista visual e empreendedor cultural, a expansão do Graffiti para esses locais é importante, uma vez que se passa a observar com um olhar mais atento às obras, o artista e para as ruas também. “No dia a dia das grandes metrópoles as pessoas não se atentam a isso, somente olham e gostam ou não. Em uma exposição, o apreciador tem mais tempo de apreciar o trabalho e acaba instigando a um conhecimento mais aprofundado, tanto da obra quanto ao artista”, aponta o artista.

Ao pensar em proporcionar uma imersão da sociedade no contexto do grafiteiro e seu ofício, o Museu Inimá de Paula estende a exposição Memórias Urbanas, idealizada pelo Projeto Arte Favela, até domingo, dia 29 de Abril. Os 35 painéis expostos dialogam a influência dos elementos históricos na criação da obra e no espaço. Ataíde Miranda, ED-Mun, Gud Assis, Hely Costa, John Viana, Nilo Zack e Scalabrini Kaos são os artistas responsáveis pela criação das artes.

“A Exposição Memórias Urbanas surgiu, justamente, da ideia de retratar os graffitis produzidos nas ruas. A memória de cada artista com relação a sua produção no meio urbano. A arte do grafite, muitas vezes, é efêmera e o que temos do trabalho são fotos ou memória da arte em determinado local.”, revela o coordenador do projeto Arte Favela.

 

ARTE FAVELA

Projeto sociocultural direcionado aos jovens artistas que vivem em vilas e favelas. Cada ano com novos integrantes, o projeto tem como suas ações grafitar espaços da periferia, envolver outros jovens artistas e produzir trabalhos no exterior.

Enfim, o Graffiti presente no cotidiano das pessoas e, principalmente do jovem, é uma ferramenta para transformar vidas. “Essa arte é de identidade cultural da juventude favelada e urbana, com isso há um grande interesse e poder de mudar as pessoas pro bem”, segundo Hely. Ao caminhar junto às diversas expressões de arte depara-se com uma cidade menos cinza e mais colorida!

 

Exposição Memórias Urbanas – Arte Favela

Museu Inimá de Paula
Endereço: R. da Bahia, 1201 – Centro, Belo Horizonte – MG, 30160-011
Período: até 29 de abril (domingo)
Horários:
Terça, quarta, sexta e sábado de 10h às 18h30
Quinta de 12h às 20h30
Domingos e feriados de 10h às 16h30
Entrada franca

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Por Lucas Henrique – Start – Parceiros Contramão Hub

O filme da Batgirl pode ter perdido Joss Whedon, mas o projeto ainda está avançando com um novo escritor.

De acordo com o The Hollywood Reporter, a Warner Bros. contratou Christina Hodson para escrever o roteiro do filme, que se diz baseado na estréia de The Million Dollar Debut of Batgirl! arco de história da DC Comics no momento em que Whedon ainda estava a bordo. Whedon foi originalmente definido para escrever, dirigir e produzir o projeto, mas saiu depois de uma tentativa fracassada de decifrar a história.

Por enquanto, a DC se concentra em dois projetos com data marcada: Aquaman (20 de dezembro de 2018) e Shazam! (05 de abril de 2019).