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Os candidatos que disputam o Segundo Turno das Eleições para a Prefeitura de Belo Horizonte enviaram seus representantes Luiza Barreto, coordenadora do programa de governo de João Leite (PSDB) e Paulo Lamac vice-prefeito do candidato Alexandre Kalil (PHS) para representá-los no debate sobre mobilidade urbana que ocorreu no dia 24 de outubro de 2016 no campus Aimorés do Centro Universitário UNA. A duração do evento foi  em torno de 2 horas.  

O debate foi dividido em três momentos, no primeiro houve a abertura do evento e a apresentação dos representantes, que responderam as perguntas feitas por convidados preestabelecidos pela produção do #D1PASSO,  dando em seguida início as perguntas feitas pelos enviados das organizações envolvidas com mobilidade urbana. Os principais temas abordados foram a padronização das calçadas em BH, o acesso de deficientes nos transportes públicos, a criação de áreas verdes, a redução da velocidade das vias, o transporte coletivo e aumento das linhas alimentadoras e a auditoria pública nos próximos contratos.

O programa que viabilizou a discussão no debate a respeito da utilização de transporte público de qualidade, meios de locomoção sustentáveis e outros quesitos referentes a mobilidade urbana foi o #D1PASSO, que na verdade é um coletivo de outros programas como Tarifa Zero, BH em Ciclo, Nossa BH e Bike Anjo .

Lamac e Barreto no segundo momento responderam a uma pergunta cada, elas foram enviadas pelos internautas via fanpage no Facebook  do Jornal Contramão. As perguntas foram sobre o passe livre para estudantes e o desafogamento do trânsito no bairro Buritis, os candidatos novamente apresentaram suas propostas de intervenção. Essa interação também foi possível via hashtags (#D1PASSO e #UNA).

O evento foi aberto ao público no Campus, mas houve também a transmissão ao vivo pela página do Jornal Contramão e pela página do jornal O Tempo, o que possibilitou a que quem não pôde estar presente no momento que pudesse ver posteriormente ou na íntegra o que se discutia.

Os representantes enviados pelos candidatos à prefeitura de Belo Horizonte apresentaram suas propostas para colocar em prática os temas abordados, frisando sempre o estímulo a população para a troca do transporte privado para o público.

Fotografia: Gabriel Mendes
               Matéria: Marcella Flôr e Rúbia Cely

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Uma das músicas mais revolucionárias da banda Legião Urbana – “O Reggae”, mostra a situação dos jovens que entram em conflito com a lei, relatando a visão de um jovem que não se sente parte da sociedade. “Ainda me lembro, aos três anos de idade/o meu primeiro contato com as grades/ O meu primeiro dia na escola/Como eu senti vontade de ir embora!” Além desta, a música Faroeste Caboclo também mostra o sentimento de Santo Cristo ao ver o pai levar um tiro de um policial militar, que é muito comum entre esses jovens. “Quando criança só pensava em ser bandido/Ainda mais quando com um tiro de soldado o pai morreu”.

Segundo o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) do nosso país, o menor, quando pratica uma conduta ilegal, deve receber a sócio educação, não apenas para observar sua conduta e consequências, mas principalmente para que receba, ainda nessa fase de desenvolvimento e formação de personalidade, o tratamento cabível. A finalidade desse processo é a inclusão social, integrando o menor de volta a sociedade. Estima-se que 60 mil (17,4%) adolescentes cumprem medidas socioeducativas em estabelecimentos de correção ou estão cumprindo medidas em regime aberto assistido no Brasil.

Para entender melhor a situação, Dra. Valeria da Silva Rodrigues, juíza de Direito titular da Vara Infracional da Infância e da Juventude de Belo Horizonte-CIA BH, tirou dúvidas através de um “pergunta resposta”, explicando como é a situação dos adolescentes que estão enfrentando este processo:

Contramão: Baseando-se no trecho “Aos quinze foi mandado para o reformatório/Onde aumentou seu ódio diante de tanto terror”,  da música Faroeste Caboclo, da banda Legião Urbana, e no que a mídia mostra sobre o sistema carcerário precário, é possível que grande parte dos adolescentes em conflito com alei se revoltem contra a sociedade após entrarem em liberdade?

Dra. Valéria da Silva: Entendo que não. A revolta desses adolescentes vem da falta de inclusão social, da falta de oportunidades, da falta de emprego, da violação pelo Estado de garantir os direitos básicos à saúde, à educação, ao esporte, ao lazer, à moradia, à cursos profissionalizantes. Esses são os verdadeiros motivos que levam cada vez mais crianças e adolescentes a praticar atos infracionais. A omissão da sociedade e a falta de responsabilidade do Estado são os fatores determinantes.

Contramão: Na música O Reggae, Renato Russo nos mostra um pouco do sentimento de crianças que não se adaptaram a “sociedade” e sucumbem ao mundo dos crimes, por estarem em uma fase onde são facilmente influenciados, infelizmente pelo errado, que é o que mais lhes atrai, como esperam que ele se recupere, sendo que os centro socioeducativos para onde são mandados, não tem estrutura suficiente para isso?

Dra. Valéria da Silva:  O que leva um indivíduo a mudar sua trajetória de vida, seja ele criança, adolescente ou adulto será sempre sua AUTODETERMINAÇÃO. Quando o ser humano não interioriza que está no caminho errado, que existem outras alternativas na vida para lidar com suas dificuldades, você pode lhe oferecer oportunidades que ele continuará no caminho do ilícito. Não é o sistema que muda o individuo e, sim o individuo que muda o sistema.

Contramão: Como a influência da família pode afetar a criança, durante essa fase de sua vida? Você acredita que os pais são um dos maiores fatores para que a criança entre nessa vida, como é dito no trecho “Aprendi o que era certo com a pessoa errada/Assistia o jornal da TV/E aprendi a roubar para vencer” da música O Reggae?

Dra. Valéria da Silva:  A família é a principal responsável pela formação de uma criança, do seu caráter, do seu comportamento. Através da educação que os pais transmitem aos filhos desde o primeiro dia de vida é que vai ser formado, moldado o cidadão. A transmissão do conhecimento, da cultura, do comportamento, da cidadania pelos pais aos filhos é determinante para a formação desse indivíduo.

A desestrutura familiar, um lar desarmônico onde há conflitos, brigas, agressões físicas e verbais, maus-tratos, abusos sexuais são fatores determinantes para a entrada da criança e do adolescente na criminalidade.

Contramão: Com uma Educação que deixa a desejar em nosso país, fazendo que os jovens percam o interesse em seguir a diante os estudos e ter um futuro melhor do que eles vêm seguindo, você acredita que é só o adolescente “querer”, que ele vai mudar seu rumo, se ele não possui nenhum incentivo?

Dra. Valéria da Silva: Acredito que mesmo com todas as adversidades externas que os jovens sofrerem, principalmente com uma péssima educação no ensino regular, eles são capazes de VENCEREREM e serem o profissional que desejarem. Temos vários exemplos de adolescentes que vieram da extrema pobreza e lutaram por dignidade e uma vida melhor através dos estudos e não do uso de arma de fogo.

Contramão: Com a desigualdade social, e o preconceito racial em vantagem sobre o adolescente, como é possível que o jovem mesmo depois de ser liberado, não volte a cometer os mesmos erros de antes, se ele vai continuar tendo contato com essas realidades?

Dra. Valéria da Silva: A pergunta já foi respondida acima.

Contramão: A mídia nem sempre mostra o quadro real do ocorrido, muitas vezes dá a ideia de que os adolescentes infratores não têm nenhuma correção e que nunca poderão voltar a ter uma vida integrada em sociedade. Essa reintegração acontece em qual escala? Como esses adolescentes infratores tem acesso a essas oportunidades de reinserção na sociedade?

Dra. Valéria da Silva: Posso afirmar que em Belo Horizonte 80% dos adolescentes que recebem medidas socioeducativas pela prática de ato infracional, são reintegrados à família e à sociedade, através do retorno a escola, a realização de cursos profissionalizantes que o capacitam para arrumar o primeiro emprego.

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Matéria produzida pela aluna do quarto período de jornalismo, Ana Carolina Rodrigues, na disciplina de TIDIR/JOR2B

Cine belas Artes, na rua Gonçalves Dias, próximo à Praça da Liberdade. Um dos últimos remanescentes dos cinemas urbanos de Belo Horizonte.

O prédio, com arquitetura típica dos anos de 1950, teve sua primeira utilização pelos alunos da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). O que antes era a sede do Diretório Central dos Estudantes, símbolo da resistência estudantil durante a ditadura militar, no ano de 1992, se tornou o Centro de Cultura e Referência Cinematográfica da cidade de Belo Horizonte: o cinema urbano, Cine Belas Artes.

Localizado no coração do bairro de Lourdes, região centro-sul da capital, o discreto edifício ainda mantém viva a cultura da nostálgica combinação de filmes e carrinhos de pipoca. A um quarteirão da Praça da Liberdade, ele recebe seus convidados e oferece, além dos filmes, cafés e livros para aqueles que não dispensam um ponto de encontro para uma conversa casual. Com suas portas abertas à rua Gonçalves Dias, número 1581, o Belas Artes se tornou um símbolo concreto da resistência cinematográfica da cidade.

Cinema possui três salas para as exibições dos filmes. Ao longo da semana, a programação é integrada por oito diferentes títulos que se alternam durante a programação.

Histórias conterrâneas que se cruzam nos corredores do cinema

Em pé, ao lado da entrada principal e próximas à entrada da livraria que existe no salão principal do Belas Artes, duas senhoras mantinham uma longa conversa. Leda Paiva, 83, professora universitária se alegrava com a coincidência do casual encontro em que vivenciava. Suas mãos, firmes e certeiras, seguravam as da educadora popular, Rosa Perdigão, 72.

Os 11 anos de diferença não foram suficientes para separar a história de um inédito (re)encontro, dignos de roteiros de Mario Puzo ou Woody Allen. Leda, mora em Brasília/DF. Rosa, mora na capital mineira. Os 700 e muitos quilômetros que separam as duas cidades, também não impediram o acaso, em uma tarde de terça-feira, naquele lugar.

Rosa Perdição e Leda Paiva. Um encontro de histórias e coincidências no Cine Belas Artes. Fotografia: Lucas D'Ambrosio/Jornal Contramão
Rosa Perdição e Leda Paiva. Um encontro de histórias e coincidências no Cine Belas Artes. Fotografia: Lucas D’Ambrosio/Jornal Contramão

Com brilhos em seus grandes olhos azuis, cobertos pelas lentes de seus óculos, a neta de italianos explicou toda a coincidência com um largo sorriso em seu rosto, “a Rosa veio me perguntar sobre um dos filmes que está em cartaz. Paramos para conversar e descobrimos vários pontos em comum. Sou nascida na cidade de Itabira e ela também é de lá”, revelando que tudo começou com a troca de olhares e pela conversa desinteressada.

Futuro incerto envolve o Belas Artes

Histórias como essa é que tornam o cinema de rua, único para a cidade de Belo Horizonte. Tradicionais na cidade, em certo tempo existiam mais de 40 espalhados pelas ruas de BH. Ao longo dos anos, o costume, tradição e envolvimento da população com essa forma de entretenimento deixaram de ser prioridade para as horas vagas belorizontinas.

Fotografia: Lucas D’Ambrosio/Jornal Contramão

Hoje, o que restou, foram os discursos. Na prática, os investimentos não existem mais. De acordo com fontes que não quiseram se identificar, o cine Belas Artes é outro espaço que está fadado em se tornar uma lembrança para os belorizontinos.

Livraria e cafeteria completam o ambiente formado pelas três salas de cinema do Cine Belas Artes. Fotografia: Lucas D'Ambrosio/Jornal Contramão
Livraria e cafeteria completam o ambiente formado pelas três salas de cinema do Cine Belas Artes. Fotografia: Lucas D’Ambrosio/Jornal Contramão

Apesar do esforço e projetos que existem para revitalizar o espaço e aumentar o conforto para os usuários, a falta de interesse e a dificuldade de encontrar patrocínio é algo que dificulta ainda mais as pretensões para o espaço. O espaço, conta com três salas de cinema o que não se torna suficiente para a automanutenção do espaço que, por enquanto, ainda se sustenta por meio de um esforço que mantém as “telas acesas”.

Fotografias e Reportagem: Lucas D’Ambrosio

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Arte retirada do site Gartic

Por Pablo Abranches

Paixão: palavra que nos remete a sensações ardentes, mas ao mesmo tempo tão volúveis. É a perturbação, é movimento desordenado, é predileção. Mas então o que viria a ser paixonite? Sim. Paixonite, que vem de paixão, porém com o sufixo ITE. Seria uma doença, uma inflamação que nos acomete do nada? Tem tratamento? Como curar um sentimento?

Agora o amor. O amor é substantivo masculino. Ah, mas os homens, eles amam mais? Nós amamos mais? Homens e homens, mulheres e mulheres, homens e mulheres. Na montanha-russa da diversidade e das relações como definir tamanha sensação que por vezes só descobrimos que sentimos depois que acaba. Vai aí uma pequena situação:

Julho, mês de férias: uma puxada pelo braço e um piscar de olhos. O interesse foi demonstrado. Três dias de buscas nas redes sociais. Até que a mensagem finalmente chegou da parte dele. Aí, você pensa: o interesse é recíproco. Naquele momento a euforia toma conta. É a etapa do conhecer. Será amor, paixão ou paixonite? Melhor não tentar entender.

Semanas seguintes de puro deleite, de puro desfrutar a dois e com os amigos. Bebedeira e noites dormindo de conchinha. Está aberta a fase do desenvolvendo da paixonite. Só não da parte de quem. Muita adrenalina, dopamina, serotonina, endorfina, muita INA nos neurônios. E o perigo está aí. São drogas que te dominam de forma natural. Mas os efeitos podem ser graves. Grave para que realmente se envolveu. Haja sequelas!

Começa a outra fase. Comemora-se dois meses de convivência. Para quem é amor, se lembra da data.  Para quem não sabe definir o que sente só vem a indiferença. “Ah, preciso estudar, faculdade me toma todo o tempo todo, impossível falar até pelo WhatsApp, meu trabalho consumindo as energias, eu faço o que eu quero. Ufa! Apenas desculpas! Mas quando é amor, tudo se ajeita. Mas a verdade é uma só, seja a paixonite ou o amor, ambos devem estar na mesma frequência. Sim, a frequência tal química do amor?

Aceitar o outro como ele é, apesar do clichê, é a prova viva do amor. Aliás, amor é amar até na inutilidade do outro. Como diria um famoso padre que desperta paixões, é colocar ao sol, mas também é quem te tire dele. Ame-o. Não ame quem se livra de você para se livrar de um peso na rotina. Isso é não é paixonite, muito menos amor, é no mínimo egoísmo.

Amar é tentar mais uma vez. É esconder o orgulho e tentar esclarecer. Egoísmo nem dói depois. Só se lamenta. Nem explicação se tem. Mas uma coisa é certa: a experiência fica e com ela a vontade de tentar outra vez. Vai que outra paixonite vire amor? Vai que outro amor vire paixonite? Fato é que quando dois afetos se afetam, mesmo num momento de tantas incertezas relacionais, o afeto vira paixão, a paixão vira amor. Quanto a paixonite? Este é só um neologismo para definir aquilo que não se define. Talvez, um tipo de amor!

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Foto Divulgação

“A Democracia é o pior modelo de sociedade, depois de todos os outros” – autor desconhecido

A base da democracia parte do pressuposto de que é a vontade da maioria que prevalece e há o respeito aos direitos da minoria, mas se estudarmos a história de nosso país veremos que a descrição do que é não condiz com a realidade de fato. Para isso basta fazer uma pequena retrospectiva, até primórdios de quando nos tornamos “independentes”, para nos questionar se esse tal de estado democrático é uma utopia ou a realidade.

Nas colônias: os direitos políticos eram restritos a uma parcela limitada de proprietários de terras, os famosos “homens bons”. Era deles a decisão de quem iria ocupar cargos políticos de maior importância, assim como quais leis teriam validade.

Século XVII: apesar dos ideais iluministas usados como suporte das revoltas coloniais, lê-se “Inconfidência Mineira”, e o possível surgimento de direitos não podemos deixar de ressaltar que a escravidão seria mantida no novo regime. Para o estudante de Jornalismo Guilherme Resende o ideal de democracia não existe e completa: “Ainda que se tente lapidar esse modelo para a perfeição, ainda vão existir falhas. Para essas falhas serem minimizadas, a população deve estar ciente dos seus direitos e deveres, e o limite de onde podem contribuir para uma sociedade mais justa. Essa conscientização levará a um progresso por parte de toda a sociedade, pois emergirá da base da pirâmide social, “contaminando” os setores mais atribulados de poder. ”.

Independência: nasce nossa primeira constituição e com ela a instalação do voto censitário e a escravidão mantida no Brasil, a participação na política era uma regalia destinada aos privilegiados.

A partir de 1870: a onda republicana trouxe o abolicionismo, mas em contrapartida o acesso ao voto foi reduzido, já que a alfabetização era requisito exigido na escolha de representantes políticos. Havia uma carência de instituições de ensino.

Resende acredita que estamos longe de um lugar ideal desse modelo que vivemos e concluí que existe ainda uma questão hegemônica que impede a população de entender todos os processos democráticos, e isso tem a ver com os grupos que estão em poder de nossa sociedade em muito tempo. Por enquanto, ainda assistimos (parcialmente) calados e até dando voz a violações graves desse sistema, e isso apenas atrapalha no processo de construção de uma sociedade mais democrática.

Vargas: a pesar de ir contra a corrupção eleitoral e exclusão política, ele manteve-se 15 anos no poder usando manobras políticas.

1964: com o golpe militar veio a redução das liberdades democráticas do país. Ameaçando e aterrorizando a sociedade, o regime se instalou criando um sistema bipartidário sem brechas a uma possível oposição ao governo.

20 anos, eleições diretas: permitindo a volta das eleições diretas e a livre organização partidária, o fim do regime militar deixou instabilidade econômica, além dos terríveis índices inflacionários. Mas houve democracia?

Atualmente: todo brasileiro pode exercer sua cidadania, basta ter idade acima de 16 anos, mas fala-se na obrigatoriedade do voto. Fala-se em liberdade, mas não se vê o respeito às diferentes crenças ideológicas. Fala-se em Estado laico, mas não se respeita a liberdade de expressão que nos é garantida por lei.

E então, existe democracia ou ela é apenas uma utopia?

Por Ana Paula Tinoco

 

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Foto divulgação
Hoje acontece o primeiro debate temático sobre mobilidade urbana entre as campanhas em disputa no segundo turno eleitoral de Belo Horizonte. O debate é realizado pela campanha #D1Passo, em parceria com o Centro Universitário UNA e o Jornal O Tempo, e acontece hoje, às 19h, no auditório da UNA Aimorés, com entrada aberta.
A campanha #D1Passo, idealizada por quatro movimentos que atuam em Belo Horizonte – BH em Ciclo, Bike Anjo BH, Movimento Nossa BH e Tarifa Zero BH – trabalha, desde o início do primeiro turno, analisando e avaliando os programas de governo dos candidatos e levando às candidaturas propostas como a priorização de quem anda a pé de bicicleta e de ônibus, o barateamento e promoção de melhorias no transporte público de Belo Horizonte e a redução do número de carros e motos que circulam em na cidade.
Foi confirmada a presença de Paulo Lamac, candidato a vice-prefeito na chapa de Alexandre Kalil, representando a chapa do candidato do PHS, e de Luisa Barreto, coordenadora do programa de governo de João Leite, representando a chapa do candidato pelo PSDB.
O debate, cujo formato foi validado pelas assessorias das duas candidaturas, vai ter três blocos. No primeiro, os representantes dos candidatos irão apresentar visão de futuro que o projeto de cada candidato tem para Belo Horizonte, articulando os seus programas com o tema da mobilidade urbana sustentável. Assim, devem também expor seus diagnósticos sobre os principais problemas e sobre temas ligados à mobilidade urbana, e como irão solucioná-los em direção à visão de futuro proposta, interagindo com jornalistas, especialistas e sociedade civil.
No segundo bloco, os candidatos serão perguntados sobre temas ligados à mobilidade urbana a partir do programa apresentado pela D1Passo, com o qual os candidatos tiveram contato ainda no primeiro turno. No terceiro bloco os candidatos farão perguntas entre si sobre temas ligados à mobilidade urbana e também responderão perguntas de internautas.
Para saber mais sobre as propostas acesse http://d1passo.org/programa/. O jornal Contramão irá realizar transmissão ao vivo pelo página do facebook: https://www.facebook.com/contramaojornal/