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Caetano Souza, português, encontrou no Tuk Tuk uma opção para driblar a crise e reconstruir sua vida no Brasil.

O Tuk Tuk, também conhecido como “triciclo coberto para transporte de passageiros urbanos”, se tornou uma das alternativas para a locomoção na cidade de Belo Horizonte. Apesar de ter sua destinação exclusiva para a contratação de passeios turísticos, qualquer pessoa, sendo turista ou não, pode usufruir do serviço. Comumente utilizado em países como Índia e Tailândia, o “pequeno notável” do trânsito asiático se tornou comum em países da Europa e agora está conseguindo se firmar como modelo de negócio pelas ruas de Minas Gerais.

A empresa luso-brasileira Tuk Tour Turismo é a principal representante do segmento em BH. Atualmente, a frota possui quatro veículos que circulam pelas principais regiões turísticas da capital: Pampulha, Centro e região Sul. Outros dois veículos também circulam pelo interior do estado, na cidade de Ouro Preto. Além de ser uma alternativa para a locomoção, ele proporciona uma nova experiência para os usuários que o utilizam para conhecer pontos famosos da cidade ou, simplesmente, redescobrir lugares que antes não eram percebidos.

Caetano Souza, 49, é português e há três anos mora em Belo Horizonte. Mudou-se para o Uruguai na tentativa de reconstruir sua vida financeira após o colapso econômico que atingiu países europeus nos últimos anos como, Espanha, Portugal e Grécia. Em uma visita ao Brasil conheceu BH e coincidentemente, descobriu a empresa – que também é de origem portuguesa – se tornando um dos seus atuais colaboradores.

Falando dos benefícios de se utilizar o Tuk Tuk, Souza é enfático, “É excelente, pois é uma forma de passear pela cidade e de andarmos por ela tranquilamente. Sempre andamos na velocidade máxima de 40Km por hora. Como o veiculo não possui janelas e nem vidros, a pessoa possui uma visão da cidade diferente daquela que está acostumada. Tem maior tranquilidade para ver aquilo que, no dia a dia, não conseguem ver”, completa.

Motocicleta ou Triciclo?

Sobre o veículo, Caetano Souza explica sobre as modificações realizadas em uma motocicleta para criar o formato típico do veículo. “No documento consta como triciclo. Basicamente é uma moto com duas rodas traseiras, adaptada para dois passageiros. O motor é de moto com algumas modificações na transmissão para torná-lo mais forte e suportar o peso maior”, explica. A legislação atual de trânsito não exige a utilização de capacetes para andar no veículo por ele possuir cobertura, além disso, possui cinto de segurança para dois passageiros e para o motorista.

Para desfrutar do passeio com o Tuk Tuk, o turista ou morador de BH terá que desembolsar o valor de 30 reais por pessoa, pela hora. Nos finais de semana e feriados, o valor da hora é 35 reais, por pessoa. Souza enfatiza que o serviço não é o modelo tradicional de táxi, como em outros países, mas uma opção de passeio turístico. “As pessoas estão no fluxo da correria e da pressa do dia a dia no trânsito. Nós que estamos no Tuk Tuk, não. Estamos desfrutando do passeio. No verdadeiro passeio não é preciso olhar para o relógio e ficar preocupado com a hora.”, finaliza.

Fotografias e Reportagem: Lucas D’Ambrosio  

O lançamento da campanha #SomosTodosParalímpicos, da Vogue Brasil, repercutiu nas redes sociais de modo diferente do esperado. Estrelada pelos atores Cleo Pires e Paulo Vilhena a campanha despertou críticas em torno da representatividade para os atletas paralímpicos. A peça fotográfica traz as imagens dos corpos dos artistas sobrepostas, por Photoshop, aos corpos dos atletas Bruna Alexandre paratleta de tênis de mesa e Renato Leite  paratleta de vôlei sentado. A revista investiu no ensaio tencionando a visibilidade dos atletas paradesportivos, devido ao cenário em que houve a redução do orçamento, a pouca cobertura midiática e as baixas vendas dos ingressos para a competição.

No Twitter, os internautas criticaram a falha na representatividade, uma vez que, a revista poderia convidar um esportista para posar.  “Que negócio estúpido essa campanha da Vogue eu sou deficiente e achei O CÚMULO DO RIDÍCULO.” tweetou @HailYsgramor.  Apesar do retorno negativo da campanha o assunto se manteve nos Trends Topics do Brasil durante todo o dia, a jogada de marketing na visão de alguns deu certo “Se a Vogue Brasil tivesse pego os atletas paralímpicos não ia ter dado repercussão, sabe por que? Porque o povo não apoia, a grande maioria, não da bola.” tweetou @DiegoSpier.

O Baile Africano promovido pela revista em fevereiro de 2016, também foi lembrado pelos internautas. Na ocasião, a festa pretendia homenagear a cultura Afrodescendente, mas acabou contando com poucos convidados negros e com a presença de atrizes brancas usando penteados e adereços de origem Africana. No Facebook o site que marcou presença na polêmica foi o Sensacionalista, que divulgou uma matéria ironizando o feito, declarando que a magazine irá realizar um editorial sobre a cultura Africana utilizando modelos escandinavos.

O professor do curso de Publicidade e Propaganda, do Centro Universitário UNA,  Luiz Lana comentando sobre o assunto, demonstrou sua insatisfação com a campanha, “Eu achei de extremo mau gosto. Acho que ela tenta promover empatia aos atletas paraolímpicos, mas pisa na bola ao tentar fazê-lo.”  Como resposta aos comentários, Cleo Pires postou um vídeo em sua conta do Instagram, tentando explicar o real sentido da campanha. A paratleta Natália Mayara comentou sobre a repercussão do caso, “Gente a ideia era justamente essa, mostrar que qualquer um pode ser paralímpico! Inclusive atores globais famosos que todos veneram, mostrar que entre nós e eles a única diferença é a condição física. Além da visibilidade que esses atores tem que vai atingir muito mais pessoas pelo mundo. Parem de querer polemizar tudo.”.

Reportagem: Kedria Garcia Evagenlista – Aluna do Curso de Jornalismo do Centro Universitário UNA-ICA

O trânsito da região Centro-Sul de Belo Horizonte, passará por alterações no que diz respeito à circulação de veículos no bairro Lourdes, a partir desta quinta. A mudança faz parte de mais uma etapa do Mobicentro, projeto que visa a melhoria da mobilidade do centro da Capital, e que foi criado pela Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) em parceria com Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD).

Atente-se as mudanças: Ruas São Paulo e Rio de Janeiro fazem parte da mudança. Segundo a BHTrans, a instituição financeira AFD, por meio do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), disponibilizará R$ 50 milhões para o desenvolvimento de soluções integradas de engenharia de tráfego e de transportes, com foco nas condições ambientais das áreas que serão beneficiadas, ou seja, mais segurança e menos poluição.

A iniciativa visa transformar o Hipercentro em um ambiente mais seguro para os pedestres priorizando sua segurança, procura também, a melhoria do transporte para aqueles que fazem uso dos coletivos oferecendo boas alternativas para dispersão do tráfego de atravessamento e assim, organizar e atender o restante dos veículos para que o percurso dentro do Hipercentro seja feito com o menor percurso possível.

Essas intervenções começaram em 2013, sendo que ano passado as regiões alteradas foram as do Barro Preto, Praça Sete, Rua Curitiba, Rua dos Tupis e na Avenida Assis Chateaubriand.

Mapa ilustra as principais intervenções:

Mapa retirado: Metro Jornal
Mapa retirado: Metro Jornal

Reportagem Ana Paula Tinoco

Estefane dos Santos de Oliveira foi uma das visitantes da exposição "Mulheres Cabulosas da História".

Apesar de desempenharem um papel fundamental na construção humana, social e cultural da história, existem mulheres que foram esquecidas ao longo do tempo e colocadas como coadjuvantes diante das tradicionais figuras masculinas impostas pelos livros didáticos. Nomes como, Dandara, Simone de Beauvoir, Mercedes Sosa, Nísia Floresta, Sophie Scholl, Frida Khalo e Angela Davis são alguns desses exemplos. O projeto fotográfico “Mulheres Cabulosas da História” faz o resgate desses e de outros símbolos da luta social e feminista, por meio da releitura dos seus retratos clássicos utilizando, dessa vez, mulheres que são a atual força de representatividade dessas causas.

A fotógrafa Isis Medeiros, 26, é a responsável por idealizar o projeto que está exposto na passarela cultural do Anexo da Biblioteca Professor Francisco Iglésias, Rua da Bahia nº 1889, bairro Lourdes, entre os dias 25 de agosto a 02 de setembro, com entrada franca. Com o apoio e a realização do coletivo de mulheres do movimento social Levante Popular da Juventude, a ideia foi o resultado do engajamento fotográfico desempenhado pela autora do projeto. “Quando conheci o Levante, tive contato com todas as causas de opressão social: feminismo e patriarcado, racismo e todos os tipos de LGBTfobias. Por eu ser mulher, a primeira coisa que me pegou foi o feminismo. Fui entender várias das opressões que as mulheres sofriam e que antes eu não conseguia enxergar, e que também sofria antes. Fui entender as dificuldades que vivemos. Logo no inicio comecei a pensar como transformar isso em algum tipo de trabalho”, explica Medeiros sobre a inspiração do seu projeto.

Tornando o projeto em realidade:

Em fevereiro de 2015, após retornar de uma viagem realizada para a Bolívia, a fotógrafa apresentou a proposta para o movimento, do qual faz parte desde o ano passado, e recebeu o apoio para a sua concretização. Com a ajuda de outra integrante, Paula Silva, iniciaram o processo da pesquisa de nomes e referências que poderiam integrar as retratadas. Isis Medeiros credita o sucesso do projeto ao trabalho coletivo que foi realizado. “Ele foi muito importante e envolveu todas as meninas do movimento. Durante um mês de mobilização realizamos as pesquisas e o ensaio, que não durou mais de dois e intensos dias. No total foram 43 retratos realizados de 70 nomes pesquisados. Nesse processo, criei um evento no facebook e as meninas foram ajudando com sugestões e palpites. Tivemos a ajuda da figurinista Alzira Calhau que providenciou as vestimentas de cada uma das mulheres que foram retratadas”, explicando sobre o processo de criação das fotografias.

Além de participarem no processo de criação, as mulheres do movimento social também foram as modelos utilizadas para as releituras fotográficas. Todas os registros estão acompanhados de uma pequena biografia de cada uma das personalidades e, em seguida, é apresentada uma descrição da mulher que a representou. Isis Medeiros, além de fotógrafa, foi responsável por interpretar Isis Dias de Oliveira que, durante a ditadura militar, atuou como militante da Ação Libertadora Nacional sendo presa no ano de 1972 e dada como morta, quinze anos depois.

Retratos de Mulher:   

Estefane dos Santos de Oliveira, 21, é estudante e foi uma das visitantes da exposição “Mulheres Cabulosas da História”. Frequentadora do espaço destinado à estudos e leitura da biblioteca pública, o trabalho chamou a atenção da estudante que visitou o trabalho. “Por eu ser mulher, acho interessante ver e conhecer um pouco das mulheres que lutaram e representaram nossa causa ao longo dos anos da nossa história.”. Para ela, todos os retratos, de alguma forma, possuem a sua importância individual. “Cada uma delas lutou por ser mulher. Lutou pelo nosso reconhecimento e pelo nosso próprio bem-estar. ”, comenta.

A ideia de Isis Medeiros foi criar um ambiente em que as pessoas pudessem ver e interagir com as fotografias. Ao lado do texto que apresenta a exposição, existe uma placa com os dizeres: “o que você diria agora para uma mulher? ”. Ele acompanha caneta e papéis para serrem colados em volta do cartaz com a resposta dos visitantes. Medeiros comentou sobre as experiências geradas pela oportunidade de expor todo o material, “O que mais me comoveu foi a questão da mulher negra. Ela é a que menos aparece. Me comove ver as mulheres negras se empoderando e se organizando. Elas sentem um reconhecimento quando se deparam com a exposição e isso me emociona”, afirma .

Certa vez, Medeiros estava na Praça da Liberdade e observando os visitantes através do corredor de vidro em que as fotografias estão expostas, no interior do anexo da biblioteca, se atentou para um grupo de meninas que estavam chorando ao verem as fotos. “Naquele momento percebi que alcancei o objetivo que é de sensibilizar as mulheres para lutarem por aquilo que acreditam, por serem aquilo que desejam ser. A vida inteira lutamos por reconhecimento e para estarmos vivas. ”, finaliza.

Fotografias e Reportagem: Lucas D’Ambrosio

Arte Reprodução: Catraca Livre

Da parceria entre o Grupo Anima Educação e o Catraca Livre surgiu a Universidade do Cotidiano. A proposta criada pelo professor Rafael Avila, diretor adjunto de Desenvolvimento acadêmico e Inovação do grupo Anima Educação, consiste em dar espaço aos alunos para criarem seu conteúdo e abriga-los na página do site. Em conversa com a coordenadora do curso de jornalismo do Instituto de Comunicação e Arte – ICA – Carla Maia, ela esclareceu as possíveis dúvidas com relação a essa nova novidade.

  • Qual a proposta e se apenas alunos podem participar.

A proposta é incentivar os estudantes a refletirem e escreverem sobre o que aprendem em seu cotidiano – visitando um museu, assistindo um filme, viajando para um lugar novo, lendo jornal etc. “A vida te ensina o tempo todo” é o mote. A partir daí os alunos são convidados a gerar conteúdo para a página “Universidade do Cotidiano”, abrigada no site do “Catraca Livre”. O conteúdo é organizado por categorias (O que é, Quem foi, O que foi, O que aprendi, Para entender). Os alunos das instituições de ensino do grupo Anima (UNI-BH, UNA e USJT, Unimonte e Sociesc) são convidados a participar.

  • Os períodos de postagem variam de instituição para instituição de acordo com os semestres, ou seja, cada uma fica responsável por um período ou todas atuam juntas?

Há um rodízio, cada uma assume a entrega de 15 posts, que são postados diariamente (integralizando 15 dias, um post por dia).

  • Como é processo de seleção dos textos e quem são os responsáveis pela aprovação e consequentemente responsáveis pelas postagens?

Os textos são produzidos no contexto de disciplinas ou produção laboratorial de cada curso. Os professores responsáveis revisam, selecionam e enviam para a coordenação do curso. A coordenação também lê, revisa, e envia 15 (se tiverem chegado mais posts da parte do professor, o coordenador seleciona os melhores 15) para a Diretoria Acadêmica do Anima, que repassa para o editor-chefe da página no Catraca (um jornalista contratado pelo Anima especialmente para este fim).

  • Os estudantes que tiverem foto sobre o assunto escrito em seus textos podem usá-las para enriquecer suas reportagens?

Sim, certamente! Vídeos curtos (de até 1’30”) também são aceitos.

  • O prazo para envio dos textos: 

12 a 23 de setembro de 2016 (estudantes de Jornalismo) / 05 a 09 de dezembro de 2016 (estudantes de Publicidade, Relações Públicas, Cinema e Moda).

Para conhecer a aba clique aqui.

 

Reportagem Ana Paula Tinoco

Hoje o jornalismo brasileiro ficou mais triste. Hoje o meu jornalismo ficou mais triste.

Geneton Moraes Neto fez a passagem. Sim, o icônico jornalista pelos diversos dossiês, entre eles o da última entrevista do poeta mineiro, Carlos Drummond de Andrade, acaba de falecer. Referência para alguns, Geneton é, e foi um pilar para mim.

Tudo começou por conta de uma entrevista que a pequena equipe de estagiários do jornal hiperlocal da faculdade, o Jornal Contramão, iria realizar. Recém-chegado no estágio e mais novo ainda na área jornalística – cursava publicidade -, eu não fazia ideia de quem seria o Moraes Neto.  Lembro que todos estavam eufóricos, Alex Bessas estudava as perguntas, Juliana Costa pensava nos conteúdos para as redes sociais, Fernanda Kalil preparava o equipamento visual e eu pensava nos planos que poderia fazer dele. Pronto, todos preparados e estudados, fomos ao encontro dele.

Após esperar por dez minutos, ele caminha até nós com uma camisa de botão verde, calça jeans, casaco bege, sapato fechado, cabelos grisalhos e óculos arredondados. Este era Geneton Moraes Neto. Simples, modesto e atencioso. Nós sentamos na recepção do Hotel Mercure e começamos a entrevista. Em um determinado momento, ele para e reflete o que seria o jornalismo, “jornalismo é produzir memória” ele conclui. Mal sabíamos que aquela entrevista seria um fato dominante em minha vida. Ela iria ficar para memória.

Alguns meses se passaram e recebo um email do Geneton através do contato do jornal. O assunto era “Favor encaminhar ao João Alves”. Enlouqueci quando li isso. Ele continua “ Caro João: tudo bem? Você poderia entrar em contato? Queria ver se você poderia nos enviar uma foto tirada naquela entrevista em BH”. Caraca, o Geneton lembra da nossa entrevista e ainda viu as fotos que postamos em nossa página. Eu não to acreditando. De imediato eu respondi e enviei algumas opções.

Emails foram trocados e ele foi bem específico em qual foto queria. Preta e Branca, três planos, no primeiro plano havia a câmera enquadrada em seu rosto, no segundo havia um Geneton reflexivo, no último plano havia penas um sofá preto. Esta foi a foto que ele escolheu e que meses depois tive o prazer de ser comunicado que seria a foto de orelha do mais novo livro dele, o Dossiê 50.

Quando eu disse que ele era um pilar, não estava exagerando. Na época em que eu estava divido entre a Publicidade e o Jornalismo, Geneton foi um divisor de águas nas minhas carreiras acadêmicas e profissionais. Eu acreditava no meu trabalho. Eu acreditava no meu olhar. No dia 25 de novembro de 2013 recebo o livro em minha casa via sedex. Abro o pacote com enorme cuidado e me deparo com o livro. Abro e leio:

“Para João – Fotógrafo de olhar afiado – com meus votos de sucesso na profissão, um abraço, Geneton, Nov, 2013”.

O fotografo de olhar afiado fica órfã. Assim como Luke Skywalker teve ajuda de vários mestres, sempre tem um que deixa aquela saudade, Leia-se Obi Wan Kenobi. A jornada ainda continua um pouco mais triste, mas com a certeza que é possível fazer um belo trabalho. Seja através de dossiês, entrevistas ou fotografias, o importante é produzir memória.

E você, caro Geneton Moraes Neto, ficará para a memória. Ficará na minha, na do Jornal Contramão e na história do jornalismo brasileiro.

Vá em paz e muito obrigado!

Texto e Foto: João Alves.