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O livreiro Oseias Ferraz, ao lado das estantes de livros que preenchem os sebos do edifício Maletta, no centro de Belo Horizonte.

Com a chegada do final do ano, o recesso oferece tempo para muita gente. Nada melhor do que passar este período aproveitando uma boa leitura. Apesar do mundo se resolver virtualmente, os bons e velhos livros de papel (sim, eles ainda existem) são ótimas opções para ocupar o ócio. Em Belo Horizonte, existem lugares que, muitas vezes escondidos, guardam verdadeiros tesouros em meio à estantes e prateleiras.

O edifício Arcângelo Maletta, ou apenas Maletta, é lugar de encontros do cotidiano belo-horizontino. Ponto residencial e comercial da região central da cidade, além dos tradicionais bares, ele também abriga uma diversidade de sebos e livrarias. É possível se perder em meio à quantidade imensurável de títulos que estão expostos nas mais de 20 lojas do segmento, que existem no local.

É possível encontrar algo interessante nessa infinidade literária que existe ali. O livreiro Oseias Ferraz é um dos “guias” desses labirintos de livros. Há 17 anos atuando no mercado, é proprietário de um dos mais tradicionais sebos do lugar: o Crisálida. Em meio a tantos títulos, ainda assim, é possível encontrar certos exemplares dignos da atenção dos leitores. O primeiro livro indicado por ele é, Mortes Imaginárias, “Se trata de perfis imaginários de autores do século dezesseis e século vinte. É um relato de como seriam as últimas palavras desses autores”, indicando a obra.

Direcionando o olhar para as prateleiras que estavam à sua frente, o livreiro se recorda de outro título, A Alma Encantadora das Ruas, de João do Rio. Clássico do curso de jornalismo, Ferraz destaca o trabalho realizado pelo autor, “Apesar do tempo em que foi escrito, é uma leitura simples. Ele faz uma análise das ruas e dos marginais que nela vivem. Desde os mendigos, até os profissionais que estão em extinção, como os estivadores”, comenta. Por fim, sua última indicação é o livro de contos A Estrutura da Bolha de Sabão. A obra, de autoria da brasileira Lygia Fagundes Telles foi publicado em 1978 e reúne contos diversos “É outro que vale a pena indicar para a leitura”, finaliza.

Reportagem e Fotografia: Lucas D’Ambrosio

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A imprensa e a arte foram alvos da censura no período da ditadura civil militar (1964-1985). Mas, você sabia que eles já foram censurados em outra época? 27 de dezembro de 1939, 25 anos antes do golpe de 1964, há, exatamente, 77 anos, foi criado pelo ex-presidente Getúlio Vargas, o Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP).

Sem nenhum apoio, Getúlio Vargas se tornou presidente do Brasil em 1937. Sabendo que era alvo dos adversários para que caísse do poder, criou em 1939, o DIP. Fazendo que qualquer coisa que fosse contra o governo ou imagem de Getúlio Vargas, era barrado pelo departamento.

De acordo com o Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil, da Fundação Getúlio Vargas (FGV – CPDOC) o DIP tinha como função “fazer a censura do teatro, do cinema, das funções recreativas e esportivas, da radiodifusão, da literatura social e política e da imprensa”. Em 1942, 108 programas de rádios foram proibidos e 400 músicas foram censuradas.  

Em 1940 foi implantado um setor em cada estado do país, chamando-o de Departamento Estadual de Imprensa e Propaganda (DEIP). Com o fim da guerra e a vitória dos aliados, o poder do DIP começou a cair e foi extinto em maio de 1945.

Texto: Amanda Eduarda

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2016 foi um ano que entrou para história do Brasil e com apenas dois dias para acabar, as pessoas só esperam que 2017 seja melhor. Como de costume, as listinhas de “metas para cumprir” já começam a ser feitas, sonhos e novos objetivos também são planejados. Por isso, acredita-se que a roupa que você passa na virada é importante para as conquistas tão almejadas.

A mega da virada é um dos sonhos de muitos brasileiros. O famoso jogo da sorte, faz com que as pessoas depositem toda a esperança em seis números, até aqueles que não acreditam em sorte vão para as filas tentar pelo menos uma vez. E quem não quer acordar milionário no primeiro dia do ano?

O jogo que ocorre há oito anos, sempre no último dia do ano, está com previsão de R$ 200 milhões acumulados para 2016. Para conseguir essa bolada, o jogador deve acertar os seis (sena) números sorteados, se caso não houver nenhum vencedor com as seis unidades, o prêmio vai para quem acertou as cincos (quina) ou quem acertou as quatro (quadra), havendo mais de um vencedor, o valor é dividido.
O jogo custa R$3,50 e está disponível em qualquer lotérica credenciada pela Caixa Econômica Federal. Para entender mais como jogo funciona, clique aqui

Texto: Amanda Eduarda

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Uma coisa é verdade, todo mundo tem e é vizinho. Não importa se é vizinho de porta, de cima, debaixo, de rua ou de esquina, vizinho é vizinho. Porém, cada um tem ou é um vizinho diferente, e já que hoje, 23, comemora o Dia do Vizinho, separamos para vocês, dez tipos de vizinhos que temos ou somos.

Dez tipos de vizinhos:

1 – “Pidão”

“Me empresta uma xícara de açúcar?” – O clássico pedido do açúcar para tentar socializar quando acabamos de mudar, acabou trocando para a atual famosa frase “me empresta a sua senha do wi-fi?”. Todo mundo tem ou é aquele vizinho que pede alguma coisa. Eu, por exemplo, já fui na mãe da minha vizinha de rua, pedir gelo.

2 – Chato

Todo mundo tem, já teve ou é o vizinho chato. Esses vizinhos geralmente são encontrados em prédio. É aquele que implica com a vaga da garagem, com a hora que você chega em casa, com a hora que vai fazer comida. Enfim, quem tem, sabe como é!

3 – Barulhento

Sabe quando você chegou em casa, depois de um dia de trabalho estressante, com um único desejo de dormir? O vizinho barulhento do andar de cima, vai escolher esse dia para limpar a casa e de MADRUGADA. Você vai dormir (se dormir) ao som dos móveis sendo arrastados. Os vizinhos  barulhentos também são encontrados nos finais de semana. Quando em pleno domingo, às 07 horas da manhã, eles vão ligar o rádio naquelas “modas de viola” e enquanto cantam, vão acelerar o seu volkswagen da década de 1990 (Pica-pau, saudades).

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4 – das “antigas”

Em um dia que minha mãe resolveu dormir no meu apartamento, o controle da garagem havia sumido. Corri na casa do síndico (vizinho de porta) para ver se ele podia me emprestar só para abrir o portão. Toquei campainha e aguardei. Uma adorável senhorinha me atendeu, era a esposa do síndico, infelizmente não lembro o seu nome, mas, lembro que ela escolheu aquela hora para contar quanto tempo morava naquele prédio (minha mãe estava no portão querendo entrar). Pois é, já entenderam, né? Todo mundo tem aquele vizinho que lembra nossos avós e que nunca, vamos negar algo para eles.

5 – Amigo

Dentre todos os vizinhos, eu considero o amigo mais especial. Todo mundo acaba se tornando amigo de algum vizinho, felizmente, tive a sorte de me tornar amiga de duas vizinhas de rua. Tudo bem que conhecemos eles sempre de forma inusitada, no meu caso, conheci elas por causa de um roubo que houve na rua. Por causa dessas coisas estranhas, passamos vários dias jogando bola, cartas, peteca, fazendo competições, rindo e brincando até tarde da noite. Outra coisa boa com os amigos que eram vizinhos, é que vamos levar para a vida toda e amizade nunca vai acabar. Posso garantir isso há quase 12 anos.

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6 – Bêbado

Quem nunca foi o vizinho bêbado? Pois é colegas, essa daqui tenho certeza que quase todos vão se identificar. Mas, o vizinho bêbado é aquele que bate na sua casa de madrugada querendo entrar. Fica no portão do prédio chamando a mãe porque esqueceu a chave. Fica lá até alguma boa alma ir ajudar ou ele desiste por conta própria.

7 – Bonitão ou bonitona

Os nossos amores platônicos já começam cedo e eles, muitas das vezes, são por causa dos vizinhos bonitões que aparecem raramente. Eles são os comentados do lugar e são desejados por quase todos. Não tem muito o que falar deles, só admirar.

8 – Fofoqueiros

“Meniiiina, deixa eu te contar uma coisa. Mas, não é fofoca não, porque eu odeeeeeio fofoca!” – quem nunca ouviu isso? Então, o fofoqueiro tem em todo o lugar, em cidade pequena então, nem se fale. É aquele vizinho que 24 horas está no portão de casa observando o que as pessoas fazem e se ele não viu, ele supõe.

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9 – Zoológico

Confesso que eu já fui e tive um vizinho zoológico na mesma época. Quem me conhece sabe que eu amo animais. Sou daquelas que param para falar e fazer carinho em um cachorro de rua. Nessa época eu tive, hamsters (uns 20), peixes (uns 15), cachorros (dois) e periquitos (uns 8) e não satisfeita com a quantidade de animais, arrumei um vizinho que tinha um cachorro, quatro patos, um gato e um coelho. Precisa explicar mais o que é o vizinho zoológico?

10 – “Faz-tudo”

O “faz-tudo” ele sempre acha que sua casa precisa de alguma coisa. Se oferece para limpar o quintal, trocar a lâmpada, mas, em compensação, os “faz-tudo” estão cada vez mais extintos. Raramente um vizinho se oferece para fazer alguma coisa.

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Texto: Amanda Eduarda

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Na segunda quinzena de dezembro de 2016, o corpo de bombeiros registrou cerca de 50 chamadas de árvores caídas ou em risco de queda em BH. De acordo com o Censo 2010 do IBGE, Belo Horizonte é a terceira capital mais arborizada do país, possuindo cerca de 465 mil árvores, contabilizadas através do projeto “Inventário das árvores de BH”.

A Organização Mundial de Saúde recomenda que as cidades possuam 12m² de área verde por habitante, o atual índice divulgado sobre a capital mineira extrapola a recomendação, alcançando 18m².

Porém, muitas destas árvores não encontram condições favoráveis para o seu desenvolvimento, podendo contribuir com as quedas. A agrônoma e analista ambiental, Kênia Chagas, destacou o conflito entre a urbanização e as necessidades biológicas como fator contribuinte para o mal desenvolvimento. De acordo com Chagas, a compactação do solo realizada pela construção de edificações, quando mal executada, é extremamente prejudicial. Além destes outros fatores:

  • Depósitos de resíduos, lixo e entulhos próximo a base das árvores;
  • Pavimentação das calçadas reduzindo a área para penetração do ar e das   águas das chuvas;
  • Poluição do ar que se acumula sobre a superfície das folhas dificultando a fotossíntese.
  • Plantio de espécies inadequadas para o local.

Outro ponto observado pela analista ambiental, é a falta de diversidade das espécies. Segundo ela, recomenda-se que na composição arbórea das ruas de uma cidade, as populações individuais não ultrapassem 10 ou 15% da população total. “Isso é sugerido para evitar problemas de pragas e doenças e criar pontos de interesses distintos dentro do perímetro urbano. Contudo, frequentemente o que ocorre é a presença massiva de poucas espécies.”, salienta.

Por fim, Kênia alerta para os riscos da prática da poda de maneira incorreta. Segundo a agrônoma, a poda é uma prática antiga, com técnicas adaptadas as necessidades das árvores, tais como, as podas de formação da muda e as podas de limpeza para retirada de galhos inadequados ou doentes. Também são comuns as podas de adequação e rebaixamento para sanar problemas decorrentes do plantio inadequado e que devem buscar o máximo possível manter formato original da árvore.

Contudo, é bastante presente o hábito de fazer a poda apenas por fins estéticos, “Essas podas causam estresse e expõem áreas passíveis de entrada de patógenos podendo ocasionar até mesmo a morte da planta. Por ser uma operação dispendiosa e que interfere na fisiologia e na estética da planta, a poda deve ser utilizada somente quando for efetivamente necessário.” finaliza.

Por: Bruna Dias

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Em Minas Gerais não tem mar, sabemos! Mas o universo não seria tão injusto com esse povo legal demais da conta que mora nessas terras, uai. A água salgada que não temos por aqui é compensada pelas inúmeras cachoeiras distribuídas ao longo do estado. Para facilitar a vida dos aventureiros que buscam se refrescar e apreciar a paisagem, o aplicativo Cachoeiras Estrada Real mapeou cerca de 180 cachoeiras em MG.

No aplicativo, que possui navegabilidade offline, informações, fotos, vídeos e rotas permitem que o usuário consulte previamente os destinos a serem visitados. Dentre os recursos do aplicativo, os principais indicam o nível de dificuldade de acesso, tempo médio de percurso, dicas de segurança, informações sobre guias turísticos, características ambientais e, se o terreno se encontra em propriedade particular ou não. Leia mais sobre o app, AQUI.

Apesar da funcionalidade incontestável do aplicativo, pesquisas prévias na internet e todo o aparato que temos em meio a era digital, especialistas ainda defendem que o Marketing boca a boca, isto é, a propagando que fazemos involuntariamente, ou não, ao relatar nossas experiências, continua sendo a mais eficaz. Dito isto, deixamos abaixo a experiência do estudante Lindon Jhon, 22, ao conhecer a Cachoeira da Ostra, em Casa Branca, MG (claro!).

“Conheci a Cachoeira das Ostras quando, em meio ao verão sufocante, resolvi que precisava me refrescar em água corrente e natural, afinal, tenho cota em um bom clube, porém piscina lotada refresca o corpo mas não alivia a alma. Me veio à cabeça a cachoeira em Macacos, mas lá é cheio, e se fosse pra ir em local cheio iria ao clube. Pensei na Serra do Cipó (clássico das cachoeiras), mas lá seria pior que clube.

Foi quando, me lembrei que um tio havia comentado sobre alguma cachoeira próxima ao condomínio Retiro das Pedras. Comecei a pesquisar e descobri as Ostras e em todo lugar que eu pesquisava havia algum comentário falando sobre a trilha, coisas como: é longa, pesada, difícil… Logo pensei que era ali que eu ia. Pesquisei a trilha e, junto com um amigo, fomos  na “raça”, pois realmente era bem complicado.

Fomos em um horário que deveríamos estar voltando e, quando surgiam dúvidas sobre o caminho, seguíamos pela vista aqueles que estavam voltando. A primeira parte da trilha é bem pesada, você precisa de um bom preparo ou de bastante calma. É uma subida bem pesada pela montanha que dura entre 45 minutos e 1 hora dependendo do seu preparo. A segunda parte é uma trilha normal, onde se caminha pelo alto da montanha e aprecia-se a paisagem que ela oferece.

Já a última parte, a mais legal na minha opinião – e mais perigosa também, é uma descida com trechos bem acentuadas pelas rochas (aprendi com amigos geólogos que tudo que eu chamo de pedra é rocha. Vocês são chatos pra caramba! Que fique o recado hahaha). Não vou detalhar porque vale conhecer e vocês vão querer conhecer.

Ao enfim chegar à cachoeira, já cansado, aquela vista de água cristalina onde o fundo do poço é visto claramente, a água gelada que normalmente é uma coisa ruim se torna o melhor benefício de todo o esforço feito. E tem duas quedas, sendo a primeiro a Cachoeira da Pedra Furada, onde o nome é dado porque em frente a queda tem uma pedra (a rocha que se dane) furada.

Para chegar à segunda queda, que é a das Ostras, você deve fazer a trilha por dentro do caminho da água, não é difícil tampouco perigoso, é bem tranquilo (em relação ao restante da trilha) e refrescante. Também não é fundo e não tem correnteza. Dura normalmente 10 minutos ou menos e a queda das Ostras é linda, alta e o poço é excelente para uns bons mergulhos.

Tem boas áreas de camping que o pessoal fez. Já teve dia que fui e estava sozinho e dias em que estava com pouca gente, nunca estava cheia. Recomendo parar o carro próximo das pousadas e fazer o restante a pé. Normalmente vou por Casa Branca passando pelo mirante dos Veados no Parque Estadual do Rola Moça. Vale muito a pena! O passeio é cercado de belíssimas paisagens. Recomendo!”

Aproveite o verão que se inicia hoje, 22, escolha um destino e aventure-se!

Por: Bruna Dias