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Finalmente, a cidade de Belo Horizonte conheceu o novo prefeito que irá chefiar a prefeitura a partir de 2017. No domingo, 30, o candidato Alexandre Kalil (PHS) venceu o segundo turno das eleições municipais da capital mineira. Com 52,98% dos votos válidos, Kalil superou seu concorrente e, até então favorito, o candidato João Leite (PSDB) com uma vantagem de 5% de diferença.

Alexandre Kalil é natural de Belo Horizonte e empresário do ramo da construção civil. Assim como o seu pai, Elias Kalil, ele foi um dos presidentes do time de futebol da cidade, o Clube Atlético Mineiro. Com 57 anos, Kalil se consagrou prefeito da cidade no primeiro pleito por ele disputado. No ano de 2014, candidatou-se para as eleições federais concorrendo a Deputado Federal, em Brasília. Porém, durante a campanha, desistiu de concorrer ao mandato no legislativo federal.

Apresentando-se como uma figura “não política”, seu discurso direto e muitas vezes direcionado às classes mais carentes da população, por meio de uma forma simplista, o tornaram figura popular durante o primeiro e o segundo turno que, até então, era liderado por outros candidatos, já conhecidos da população, como o peessedebista João Leite.

742.050 eleitores somam abstenções, votos brancos e nulos

Assim como no primeiro turno, o que chamou a atenção foram os números de abstenções, votos brancos e nulos. No total, 742.050 eleitores deixaram de ir às urnas ou não optaram por um dos dois candidatos válidos que disputaram a prefeitura de BH. Esse número representa 38,49% do número de eleitores da cidade. Mas, esse número foi superior aos votos conquistados por Alexandre Kalil, que representaram 628.050 votos.

A partir de 2017, na Câmara dos Vereadores da cidade, o prefeito eleito terá o apoio direto de quatro novos vereadores que pertencem ao seu partido, Oswaldo Lopes, Gabriel Azevedo, Wesley da Auto Escola e Hélio da Farmácia. Ao longo dos próximos quatro anos, o novo prefeito terá pela frente o desafio de cumprir com as promessas realizadas durante a sua campanha, dentre elas: ampliar a quantidade de crianças matriculadas em ensino pré-escolar; aumentar as políticas públicas destinadas para diminuir o número de acidentes no trânsito; auditar as ciclovias existentes na cidade; criar a Secretaria da Cultura; fiscalizar pontos de maior vulnerabilidade da segurança e a ampliação e cobertura do programa Saúde da Família e dos Núcleos de Apoio à Saúde Familiar.

Fotografia e Reportagem: Lucas D’Ambrosio

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Foto Divulgação Playstation 4

O Halloween chegou à América do Norte com os irlandeses em 1840. A festa, que tinha como base antigos valores da cultura bárbaro-cristã da Europa Medieval, nasce como uma preocupação simbólica onde a tradição é cercada por figuras estranhas e bizarras, tendo como objetivo afastar a influência dos maus espíritos que ameaçariam suas colheitas.

Uma das lendas de origem celta fala que os espíritos de todos que morreram ao longo daquele ano voltariam à procura de corpos vivos para possuir e usar pelo próximo ano. Os celtas acreditavam ser a única chance de vida após a morte. Os celtas acreditaram em todas as leis de espaço e tempo, o que permitia que o mundo dos espíritos se misturassem com o dos vivos. Como os vivos não queriam ser possuídos, na noite do dia 31 de outubro, apagavam as tochas e fogueiras de suas casa, para que elas se tornassem frias e desagradáveis, colocavam fantasias e ruidosamente desfilavam em torno do bairro, sendo tão destrutivos quanto possível, a fim de assustar os que procuravam corpos para possuir.

Hoje tem mais cunho social. Para comemorar o 31 de outubro separamos uma lista de filmes de terror das antigas, para mexer com seu psicológico e quem sabe as profundezas do gênero terror da sétima arte.

  • O Exorcista – 1973

Em Georgetown, Washington, uma atriz vai gradativamente tomando consciência que a sua filha de doze anos está tendo um comportamento completamente assustador. Deste modo, ela pede ajuda a um padre, que também um psiquiatra, e este chega a conclusão de que a garota está possuída pelo demônio. Ele solicita então a ajuda de um segundo sacerdote, especialista em exorcismo, para tentar livrar a menina desta terrível possessão. 

  • O Bebê de Rosemary – 1969

Um jovem casal, Rosemarey (Mia Farrow) e Guy Woodhouse (John Cassavetes), se muda para um prédio habitado por estranhas pessoas, onde coisas bizarras acontecem. Quando ela engravida, passa a ter estranhas alucinações e vê o seu marido se envolver com os vizinhos, uma seita de bruxas que quer que ela dê luz ao Filho das Trevas.

  • A Profecia – 1977

Um diplomata americano preocupado em não chocar a esposa, em virtude da morte do seu filho ao nascer, lhe oculta o fato e adota um recém-nascido de origem desconhecida. Mortes misteriosas começam a cercar a família do homem, que sem saber, pode estar criando o AntiCristo em pessoa.

  • Psicose – 1960

Marion Crane é uma secretária (Janet Leigh) que rouba 40 mil dólares da imobiliária onde trabalha para se casar e começar uma nova vida. Durante a fuga à carro, ela enfrenta uma forte tempestade, erra o caminho e chega em um velho hotel. O estabelecimento é administrado por um sujeito atencioso chamado Norman Bates (Anthony Perkins), que nutre um forte respeito e temor por sua mãe. Marion decide passar a noite no local, sem saber o perigo que a cerca.

  • Halloween – A Noite de Terror – 1978

Michael Myers (Tony Moran) é um psicopata que vive em uma instituição há 15 anos, desde quando matou sua própria irmã. Porém, ele consegue fugir de seu cativeiro e retorna à sua cidade natal para continuar seus crimes na localidade que, aterrorizada, ainda se lembra dele.

  • O Iluminado – 1980

Durante o inverno, um homem (Jack Nicholson) é contratado para ficar como vigia em um hotel no Colorado e vai para lá com a mulher (Shelley Duvall) e seu filho (Danny Lloyd). Porém, o contínuo isolamento começa a lhe causar problemas mentais sérios e ele vai se tornado cada vez mais agressivo e perigoso, ao mesmo tempo que seu filho passa a ter visões de acontecimentos ocorridos no passado, que também foram causados pelo isolamento excessivo.

  • Carrie, A Estranha – 1977

Carry White (Sissy Spacek) uma jovem que não faz amigos em virtude de morar em quase total isolamento com Margareth (Piper Laurie), sua mãe e uma pregadora religiosa que se torna cada vez mais ensandecida. Carrie foi menosprezada pelas colegas, pois ao tomar banho achava que estava morrendo, quando na verdade estava tendo sua primeira menstruação. Uma professora fica espantada pela sua falta de informação e Sue Snell (Amy Irving), uma das alunas que zombaram dela, fica arrependida e pede a Tommy Ross (William Katt), seu namorado e um aluno muito popular, para que convide Carrie para um baile no colégio. Mas Chris Hargenson (Nancy Allen), uma aluna que foi proibida de ir festa, prepara uma terrível armadilha que deixa Carrie ridicularizada em público. Mas ninguém imagina os poderes paranormais que a jovem possui e muito menos de sua capacidade vingança quando está repleta de ódio.

  • A Hora do Pesadelo – 1986

Um grupo de adolescentes tem pesadelos horríveis, onde são atacados por um homem deformado com garras de aço. Ele apenas aparece durante o sono e, para escapar, é preciso acordar. Os crimes vão ocorrendo seguidamente, até que se descobre que o ser misterioso é na verdade Freddy Krueger (Robert Englund), um homem que molestou crianças na rua Elm e que foi queimado vivo pela vizinhança. Agora Krueger pode retornar para se vingar daqueles que o mataram, através do sono.

  • Poltergeist – O Fenômeno – 1982

Família é visitada por fantasmas, que inicialmente se manifestam apenas movendo objetos pela casa, mas gradativamente vão aterrorizando-os cada vez mais, chegando a sequestrar a caçula através do televisor. Os pais se desesperam e uma especialista em fenômenos paranormais sugere que eles busquem a ajuda de uma mulher com poderes mediúnicos.

  • Uma Noite Alucinante – A Morte do Demônio – 1981

Cinco estudantes da Universidade de Michigan decidem passar um final de semana em uma casa isolada. Lá eles encontram o livro dos mortos, um documento que data da época da Babilônia e que está relacionado ao livro dos mortos egípcio. Enquanto vasculham a casa os amigos gravam em fita alguns encantamentos demoníacos, escritos no livro. A partir de então eles são possuídos por espiritos, um a um. O primeiro alvo é Cheryl (Ellen Sandweiss), brutalmente estuprada pelas forças do mal. Ash (Bruce Campbell), seu irmão, resolve levá-la a uma cidade próxima, mas descobre que a única ponte que leva ao local está destruída. Logo a transformação de Cheryl em demônio é concluída, resultando em seu ataque aos amigos.

  • Hellraiser – Renascido do Inferno – 1987

Frank Cotton (Sean Chapman) é um conhecedor da depravação sexual, que busca a mais nova experiência sensual e compra um belo e intrincado cubo de quebra-cabeças. Só que Frank tem uma experiência atra com o cubo ao resolver o enigma e abrir as portas do Inferno e do Céu, o que provoca sua morte. Após vários anos seu irmão Larry (Andrew Robinson), que ignora o que aconteceu com Frank, decide voltar para a casa da família, que estava fechada há dez anos. Larry se muda juntamente com sua segunda esposa, Julia (Clare Higgins), mas sua filha, Kirsty (Ashley Laurence), optou por morar sozinha. Um acidente faz o sangue de Larry cair no chão do sótão, fazendo com que ocorra a ressurreição de Frank. Porém o corpo dele está só meio composto, assim ele procura a ajuda de Julia, com quem tivera um tórrido envolvimento, para ter novamente a forma humana. Ainda secretamente apaixonada por Frank, Julia o ajuda seduzindo homens da cidade e levando-os até a casa, pois assim seu renascido amante pode beber o sangue deles para recuperar seu aspecto humano. Tentando melhorar sua relação com Julia, Kirsty, que nunca se sentiu a vontade com a madrasta, vai até a casa para conversar com ela. Quando está chegando vê Julia com um desconhecido, que na verdade é a próxima vítima e não o que Kirsty pensa. Ao entrar na casa, Kirsty fica diante do estranho que está coberto de sangue, e pede por socorro. Aterrorizada, ela se depara com o ainda incompleto Frank, que se identifica e tenta dominá-la. Apavorada, Kirsty pega por acaso o cubo e sente que ele é importante para Frank, então o atira pela janela, o que deixa Frank em pânico. Ao fugir, ela resgata o cubo e anda pelas ruas desnorteada, pois está dominada por um medo que nunca sentiu.

  • Sexta Feira 13 – Parte III – 1982

O assassino Jason continua fazendo vítimas, desta vez um grupo de jovens procurando a paz das florestas por um fim de semana.

  • O Massacre da Serra Elétrica – 1987

Em 1973, a polícia texana deu como encerrado o caso de um terrível massacre de 33 pessoas provocado por um homem que usava uma máscara feita de pele humana. Nos anos que se seguiram os policiais foram acusados de fazer uma péssima investigação e de terem matado o cara errado. Só que dessa vez, o único sobrevivente do massacre vai contar em detalhes o que realmente aconteceu na deserta estrada do Texas, quando ele e mais 4 amigos estavam indo visitar o seu avô.

  • Brinquedo Assassino – 1988

Um serial killer é morto em um tiroteio com a polícia, mas antes de morrer utiliza seus conhecimentos de vodu e transfere sua alma para um boneco. Um menino ganha exatamente este brinquedo como presente da sua mãe. O menino tenta alertar que o boneco está vivo, mas sua mãe e um detetive da polícia só acreditam nele após o brinquedo ter feito várias vítimas. Mas o boneco está realmente interessado é no garoto, pois só no corpo dele poderá continuar vivo, e isto coloca a criança em grande perigo.

  • It – Uma Obra-prima do Medo – 1990

Derry, no Maine, é uma pacata cidade que foi aterrorizada 30 anos atrás por um ser conhecido como “A Coisa”. Suas vítimas eram crianças, sendo que se apresentava na maioria das vezes como o palhaço Pennywise. Com esta forma ele reaparece, 30 anos depois. Quem sente sua presença é Michael Hanlon (Tim Reid), um bibliotecário e único de um grupo de sete amigos que continuou morando em Derry. Assim ele liga para Richard Tozier (Harry Anderson), Eddie Kaspbrak (Dennis Christopher), Stanley Uris (Richard Masur), Beverly Marsh Rogan (Annette O’Toole), Ben Hanscom (John Ritter) e William Denbrough (Richard Thomas), pois todos os sete quando jovens viram “A Coisa” e juraram combatê-la caso surgisse outra vez. Porém este juramento pode custar suas vidas.

 

Por Ana Paula Tinoco

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Foto retirada do site HuffPost Brasil

Me deixa ver como viver é bom. Não é a vida como está, e sim as coisas como são. Você não quis tentar me ajudar, então, a culpa é de quem? A culpa é de quem?” – Meninos e meninas (1989)

Partimos da premissa de uma sociedade abertamente machista. Em algumas ocasiões ele velado vem em forma de comentários que a princípio soam como uma preocupação até chegarmos ao “Mas”. E isso se aplica a diferentes casos, seja agressão física ou psicológica, assédio, assassinato e até mesmo o estupro. Não é muito raro escutarmos ou lermos comentários como: “O que estava fazendo na rua até uma hora dessas?”, “Como assim ela ficou todo esse tempo e não tomou uma atitude?”, e a partir disso é que notamos que as mulheres na sociedade são vistas como as únicas culpadas pela violência que lhes é infligida.

Mas para entendermos essa cultura machista precisamos ir por partes. Afinal, as agressões são inúmeras e vêm em diferentes escalas e em diferentes tons.

“Não sei o que é direito, só vejo preconceito e a sua roupa nova é só uma roupa nova. Você não tem ideias pra acompanhar a moda tratando as meninas como se fossem lixo…” – A dança (1985)

FICHA TÉCNICA Agência: Saatchi & Saatchi Singapore Diretor Executivo de Criação: Andy Greenaway Diretores de Criação: Richard Copping, Andrew Petch Diretores de Arte: Ronojoy Ghosh, Ng Pei Pei Gerente de Produção: Terry Ong Executivos de Conta: Sandra Teh, Anuja Weeranarayana Copywriters: Simon Jenkins, Andrew Petch Fotógrafo: Teo Studios Maquiagem: Kendrick Wong
Agência: Saatchi & Saatchi Singapore
Fotógrafo: Teo Studios
  • O homicídio

Um estudo feito pelo sociólogo Júlio Jacobo Waiselfisz sobre violência contra a mulher, realizado pela Faculdade Latino-Americana entre 2010 e 2015, colocou o Brasil entre os cinco países mais violentos do mundo. Aqui 13 mulheres são mortas por dia, crime que é cometido por seus parceiros ou ex-parceiros e a maioria dentro de casa. No mapa criado, o maior número de assassinatos está nas regiões norte e nordeste.

Mas a que atribuímos essa violência gratuita? Para Marina Gazire, professora do Instituto de Comunicação e Arte – UNA, o crescimento dessa violência não é uniforme. Ela vai mudar de acordo com o estado da federação e a cor da pele da vítima, tornando a busca por uma única resposta extremamente errôneo. Entre as mulheres negras e pardas, por exemplo, a taxa cresceu, enquanto entre as brancas houve queda no índice.

Ela ainda cita um trecho de um levantamento publicado no Jornal Valor Econômico em novembro do ano passado: “Se em um primeiro momento, em 2007, registrou-se uma queda expressiva nas taxas, de 4,2 para 3,9 por 100 mil mulheres, rapidamente a violência homicida recuperou sua escalada, ultrapassando a taxa de 2006. Mas, apesar das taxas continuarem aumentando, observamos que a partir de 2010 arrefece o ímpeto desse crescimento”.

“Ou então espécie rara, só a você pertence, ou então espécie rara que você não respeita. Ou então espécie rara que é só um objeto pra usar e jogar fora depois de ter prazer…” – A dança (1985)

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  • O estupro

Uma mulher é estuprada a cada três horas no Brasil, o que nos dá oito vítimas por dia. Os números alarmantes divulgados pelo Superior Tribunal de Justiça nos preocupa, mas podem ser superiores, já que a maior parte das mulheres que sofrem esse tipo de violência têm vergonha de denunciar.

A causa disso como ressalta Gazire está no fato de que a sociedade tende a culpar a mulher por tudo e que isso faz parte da cultura em que estamos inseridos. Ela cita o caso de estupro coletivo que aconteceu esse ano no Rio de Janeiro, onde a vítima, além da violência sofrida, foi filmada e viu sua vida ser revirada do avesso: “O caso foi inicialmente conduzido por um delegado que culpava vítima. Ele chegou a afirmar, depois de ver o vídeo com este ato horrendo, onde a cara de cada um desses estupradores aparece, que “não tinha como saber se era estupro ou não”. – Aqui

Assim, como o caso do Rio, uma jovem de 16 anos foi atraída, drogada, violentada e morta. A barbárie aconteceu na Argentina e chocou o mundo dada tamanha violência. O que mais chocou foi que o crime aconteceu após uma semana da grande manifestação feita por mulheres contra a violência na cidade de Rosário, como narra fonte do G1. Os agressores chegaram a dar banho, vestir a vítima e leva-la ao hospital alegando que ela havia sofrido overdose.

Outro caso que chocou a sociedade foi o do promotor de Justiça Theodoro Alexandre, do Rio Grande do Sul, que humilhou uma menina de 14 anos que fora violentada pelo próprio pai. A adolescente foi a julgamento por pedir o direito do aborto, a gravidez consequência dos constantes abusos. A frase usada pelo magistrado infligiram na vítima outra forma de agressão, a psicológica: “Pra abrir as pernas e dar o rabo pra um cara tu tem maturidade, tu é autossuficiente, e pra assumir uma criança tu não tem?”.  – Aqui

O STJ afirma que a palavra da vítima funciona na justiça. Mas, infelizmente vemos que as mulheres ainda sofrem do estigma e preconceito da sociedade. A humilhação que começa no momento do crime não diminui, ela só aumenta durante o processo da busca por justiça. E isso fica claro com os dois casos já citados e não é incomum ver mulheres que relatam em depoimentos que foram criticadas e ofendidas desde o minuto em que decidem realizar a queixa.

Como aconteceu com a vítima de estupro coletivo em São Gonçalo no início deste mês. Os policiais militares a colocaram na viatura junto a dois de seus agressores. O caso será investigado e os policiais responsáveis, assim como o comissário da Polícia Civil, podem ser punidos por violação dos direitos humanos.  – Aqui

“Sou fera, sou bicho, sou anjo e sou mulher. Minha mãe e minha filha, minha irmã, minha menina. Mas sou minha, só minha e não de quem quiser. Sou Deus, tua Deusa, meu amor…” – 1º de Julho (1994)

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  • Agressões físicas e psicológicas

Uma pesquisa realizada pela Fundação Perseu Abramo em parceria com o Sesc trouxe dados alarmantes, cinco mulheres são agredidas violentamente no Brasil a cada dois minutos. Apesar do número ser menor do que há 10 anos, ainda temos um quadro preocupante com relação a como a mulher é vista na sociedade. A queda é atribuída a criação da Lei Maria da Penha, sancionada há exatos 10 anos, como se pode ler em matéria realizada pelo Estadão em 2011. Mas, na prática ela funciona?

Gazire atenta que a lei precisa passar por reformulações, nesse momento existem mais de 60 projetos que tentam altera-la. E boa parte das propostas pedem mais rigor na aplicação da lei e por mais assistência às vítimas. “Boa parte das propostas de alteração, que pedem mais rigor na aplicação da lei e também pede mais assistência às vítimas, são feitas por comissões ligadas aos direitos das mulheres. O grande problema é que há uma pressa, e creio um interesse por bancadas opostas de acelerar o processo de tramitação de algumas dessas propostas, que não conseguem, muitas vezes ganhar fôlego e são arquivadas”, finaliza.

“Gostaria de não saber destes crimes atrozes é todo dia agora e o que vamos fazer? Quero voar pra bem longe mas hoje não dá. Não sei o que pensar e nem o que dizer. Só nos sobrou do amor a falta que ficou…” – Os Anjos (1993)

Foto retirada do site HuffPost Brasil
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  • A solução

Em tempos há uma discussão em aberto sobre como prevenir a violência contra mulher. É preciso educar, conscientizar e discutir sobre gênero. Para isso temos grupos ativos que denominamos como feministas. Mas o que é o feminismo e qual o papel dele na sociedade? Gazire nos explica que ele é fundamental: “Ele evidencia as desigualdades de poder o tempo todo, ele luta por políticas de igualdade por isso. Graças a Deusa, que ele está na ‘moda’ como dizem uns chatos por aí. Acho ótimo porque antes isso era um tema associado à poucas mulheres, e mulheres mais velhas.”.

A crescente conscientização pode ser atribuída ao fato de que hoje os casos são relatos e expostos. E em tempos de internet a notícia chega mais rápido e em maior número, “Agora vejo uma moçada, jovem, falando disso sem parar, e não importa se é só nas redes sociais. Estão falando sobre isso! Na minha juventude ninguém falava sobre feminismo. Acho que as mulheres não estão se calando mais, e isso é lindo.”, enfatiza Gazire.

Segundo o Portal Brasil o número de denúncias aumentou, como foi relatado em pesquisa publicada pelo veículo. O balanço feito pelo ligue 180, que atende vítimas de agressão, foram feitas 179 denúncias por minuto, o que nos leva a 32 mil ligações. Mas, ainda há um enorme caminho pela frente. E o que nos resta é lutar para que os direitos sejam atendidos, assim como a sociedade passar a ver a mulher como ela realmente é, ou seja, parte integrante e vivente da mesma sociedade e assim como qualquer outra pessoas lhes é dado o direito de ir e vir.

Reportagem Ana Paula Tinoco e Lucas Corrêa

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Um Dj tocando ritmos latinos, dois bailarinos e professores de dança ensinando os passinhos, tudo isto ao ar livre e gratuitamente… Seria maravilhoso? Será! Neste sábado, 29, às 16h00, a bailarina e professora de dança, Maíra Rodrigues, ofertará uma aula de salsa cubana na Praça da Liberdade. O evento será aberto para todas as idades e todos os corpos, já dançantes sou não. A aula faz parte da programação do Festival da Gentileza, que começou na quarta, 26, e se estende até domingo, 30.

Maíra conta que a idéia de dar aulas ocupando o espaço público une a vontade de trabalhar com “um monte de gente massa dessa cidade e o desejo de ver a rua, a praça, essa cidade bailando salsa!”. E a aula é pra quem? “A aula é para todo mundo! É aula pra se divertir, pra aprender, pra conhecer, pra interagir.”, explica a bailarina que iniciou o projeto na Virada Cultural deste ano.

A música ficará por conta do ator, músico e roteirista colombiano, Dj Valderrama. Após a aula, a discotecagem continuará agitando a festa. No evento do Facebook, que conta com 628 confirmações, Maíra deixa claro: “Aqui não tem espaço para homofobia, racismo, transfobia, machismo, nem um tipo de preconceito”, e acrescenta: “O Festival é da Gentileza, a dança é de todos nós, com carinho, com vontade, malemolência e sorrisão estampado no rosto”.

Eventuais dúvidas que possam surgir, foram esclarecidas pela bailarina:

Tem que fazer inscrição antes?
Não! Chega Chegando, com vontade de dançar, que a gente se organiza na hora.

Preciso levar um par?
Não! Convida alguém pra dançar na hora, vai ser massa!

Dança de salão é aquele negócio que dança a dama com o cavalheiro e o homem conduz e a mulher obedece?
Já estamos no século XXI, gente! Pode até ter gente que pense assim ainda, infelizmente, mas aqui é diferente! Dançam duas pessoas, as duas podem propor e não importa o gênero de cada uma. No caso da Roda de Casino as coisas funcionam um pouco diferente, os pares não são fixos e tem uma pessoa que canta os passos (nesse caso, duas, eu e o Lucas Veríssimo).

Tem que ir com roupa e sapato específicos para dança?
Venha com roupas confortáveis, aquelas que você não precisa ficar ajeitando e com as quais vai se sentir bem! O mesmo vale para os sapatos, mas no caso deles o ideal é que sejam firmes no pé, sabe?

Nunca dancei na minha vida. Posso ir?
É mais um motivo pra vir! A dança só tem um Grande problema: vicia!!! Maravilhoso esse problema, né?

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Ás semanas são sempre corridas, vivemos em um mundo aonde segunda estamos de ressaca e na sexta estamos apaixonados, e o primeiro suspiro aliviado após o fim do expediente é uma sensação única que só quem gosta de curtir uma boa balada numa sexta à noite pode descrever!

 É o momento em que todos se tornam jovens e curtirmos um pouco. Entre baladas e barzinhos, snaps e tweets, carros e ônibus, nas praças ou festinhas improvisadas aos milhares, aproveitamos a noite!

Mas como era isso, há 30 anos? Como era sair quando não tínhamos internet, os costumes eram diferentes?

Como em toda e qualquer parte da história da humanidade, adolescentes tem seu jeito especial de agir, com bastante rebeldia, às vezes, fumando e/ou bebendo escondidos, dando alguns beijos roubados, os adolescentes dos anos 80 roubaram a atenção em uma década em que tudo parecia ser feito para este público!

Na moda muita cor, muito exagero, e assim como um adolescente que se recusa a ser nada menos nada mais do que ele mesmo, aquela década foi exagerada! Os rapazes, dos anos 80, geralmente, com calças Fiorucci, Baggy e semi-baggy, com camisas de bandas, o gel new wave nos cabelos, para poder destacar, e as mulheres sempre de ombreiras, camisetas Pakalolo, e penteados com topetes tão altos que deixariam Marge Simpson com inveja!

Iam para as melhores danceterias aonde a música trazia uma batida mais disco e eles poderia virar a noite dançando os famosos passinhos ensaiados durante toda semana, ao som de Madonna, Duran Duran, Cyndi Lauper, Michael Jackson entre outros grandes nomes da década. E tomando uma Keep Cooler (a Ice da época), Piper Menta, um vinho barato ou a nossa clássica cerveja.

Ou para aqueles que eram mais cools e preferiam uma balada menos mainstream um “baile de garagem (em alguns casos “baile de galpão”), era ideal! Eram improvisadas uma pista de dança com grandes caixas de som aonde eles curtiam algumas bandas mais alternativas da época e também um palco que a maioria das vezes traziam pequenas bandas da região.

Foram nessas festas improvisadas que surgiram nomes como, Os Paralamas do Sucesso, Ultraje a Rigor, Ira!, Engenheiros do Hawaii, Legião Urbana, Plebe Rude, Capital Inicial, Titãs, Barão Vermelho, e até nomes mais pops como Kid Abelha e RPM entre outras.

Aliás falando de Rock Nacional e de festas improvisadas, você sabia o que significa ‘Rockonha’? A palavra é citada no seguinte trecho da clássica Faroeste caboclo, da banda Legião Urbana:

“Jeremias, maconheiro sem-vergonha
Organizou a Rockonha e fez todo mundo dançar
Desvirginava mocinhas inocentes
Se dizia que era crente, mas não sabia rezar”

‘Rockonha’ eram exatamente estas festas improvisadas em Brasília na década de 70/80, por serem regadas à rock e maconha mostrou toda a ousadia adolescente da época em batizar estas festa com este nome, e de quebra entraram para a história da música nacional.

E para aqueles que curtiam ficar em casa, antes de ter o grande serviços de streaming da Netflix, na televisão surgia a MTV com muitos videoclipes, dos mais diversos artistas, no cinema John Hughes fazendo muitos filmes sobre a vida teen da época, criando heróis da adolescência como Ferris Bueller em Curtindo a vida adoidado, ou a mulher dos sonhos em garota nota 1000.

Mas isso já outra história, porque seja como dia de maldade ou dia da “Rockonha”, na nossa época ou há 30 anos atrás, sexta feira é sexta feira, e agora está na hora de ir curtir a nossa!

Matéria produzida pelo aluno do 4º período de jornalismo, Daniel Reis, na disciplina de TIDIR/JOR2B

 

 

 

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Em 11 minutos você escolhe o sabor de uma pipoca – 2 minutos, se dirige ao microondas e a coloca – 4 minutos, e por fim escolhe um filme pra assistir – 5 minutos. 11 minutos é apenas um curto espaço de tempo, com pouco significado para muitas pessoas. No entanto, no Brasil, este curto espaço de tempo possui grande relevância, visto que a cada 11 minutos ocorre um caso de estupro no país.

De acordo com o Sistema de Informação de Agravos de Notificação, (Sinan), em números, são contabilizados cerca de 527 mil casos por ano, sendo deste total, 89% vítimas do sexo feminino. É claramente um índice de violência direcionada a um gênero específico, em uma sociedade que deveria estar alarmada com os números, principalmente quando 70% deles envolve crianças e adolescentes. Apenas 10% destes casos são notificados à polícia, não é incomum este número em uma sociedade que culpabiliza a vítima por ter sofrido o abuso sexual, considerando que fatores como vestimenta e horário, são argumentos para que o ato seja permitido. Esse fator reduz a parcela de pessoas que querem notificar a ação sofrida, por de fato se responsabilizar por aquilo que ocorreu com elas.

O estupro deve ser notificado, não pode continuar atuando como uma forma de opressão e controle. Roupas, horários, modo de falar ou agir, não são e nunca deverão ser, motivos para incitar um ato que diariamente interfere nas interações sociais do indivíduo, que desenvolve traumas levados para sempre.

Denuncie: 180 – Central de Atendimento à Mulher.

Documentário produzido por alunos dos 3º e 4º períodos de jornalismo, UNA.

Matéria produzida pela aluna do 4º período de jornalismo, Rafaela Bragança, na disciplina de TIDIR/JOR2B