A beleza crua do basquete

A beleza crua do basquete

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Disputa entre Juiz de Fora e IBC Basketball. Foto: Ana Nunes

Por Luíza Ferreira

O basquete é um dos esportes que mais sofre com a falta de visibilidade no Brasil. Dentro desse cenário, é preciso ressaltar a importância da cobertura de uma disputa tão importante para o esporte como o Campeonato Mineiro de Basquete, realizado pela Federação Mineira de Basketball. Realizado desde 1937, o campeonato reúne diferentes categorias e abrange as diversas técnicas e formações dos times, para além do entretenimento do público, como o fortalecimento do esporte e de sua relevância.

Eu tive o prazer de fazer parte desse trabalho, da cobertura da competição, junto de alunos dos cursos de Jornalismo, Publicidade e Propaganda e Relações Públicas, sediada pelo Minas Tênis Clube. Cada um de nós, participantes, se mostrou capaz e dedicado à função que exerceu e trabalhou para que a transmissão fosse feita da forma mais profissional possível. E a partir disso, foi fácil visualizar a grandeza do evento e o que se passa por trás da visão dos espectadores.

As equipes Juiz de Fora e IBC Basketball disputaram o 3º lugar do campeonato

Domingo, dia 23 de setembro de 2018. Dia de decisão. O primeiro jogo do dia é entre IBC Basketball e o Juiz de Fora Sport Club, que disputam pelo terceiro lugar no Campeonato Mineiro de Basquetebol. Nos momentos de concentração dos jogadores, foi possível notar a firme determinação deles, fidelidade ao jogo. Dois times de muita raça e com destaques muito positivos.

Bola para o alto e a partida começa. Os jogadores trabalharam com raça de final, sempre motivando os jogadores e com instruções muito claras vindas dos técnicos. Extremamente equilibrada, a partida correu com pouquíssima diferença de pontuação, o que deixou os espectadores ainda com mais animação e foco.

Em conversa com Fernando Garbin, um dos destaques do IBC Basketball, é gritante o sentimento que os jogadores têm pelo basquete. Independentemente dos resultados, o que vale mesmo é a força que a equipe exerce dentro de quadra e dentro do campeonato. Eles passam por dificuldade de estrutura, problemas de agenda para treinar, entre outros problemas. Mas nada disso os deixa desanimados nem com menos vontade de jogar. E nas palavras de Garbin é perceptível o sentimento de garra e orgulho pelo desempenho do time.

“A gente veio muito satisfeito com o desempenho da equipe. Sabemos das dificuldades que enfrentamos na competição, treinamos duas vezes na semana e sabemos o quanto é difícil enfrentar equipes que disputam em nível nacional por muitos anos. E também contra jogadores que têm condição de disputar em nível nacional. Mas viemos desempenhando um bom papel e rodando bem a bola”, declara Garbin.

Com esse orgulho no peito e fé no time, o IBC Basketball conseguiu conquistar o terceiro lugar na disputa e levou pra casa a medalha de bronze. São momentos como esse que nos fazem refletir e amar ainda mais o basquete.

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