Do Canadá ao Brasil: Cinema autoral

Do Canadá ao Brasil: Cinema autoral

Por Ana Paula Tinoco

“A National Film Board of Canada é uma organização canadense que produz e distribui produções interativas, documentais e animações autorais, com ênfase em inovação, experimentação e impacto social” – 11ª Mostra CineBH

A convidada a nos contar sobre os novos projetos e a realidade da agência cinematográfica foi a diretora executiva de produções em língua inglesa da NFB, Michelle Van Beusekom, esclareceu sobre como opera a produtora foi categórica ao dizer que seu país, o Canadá, foi e é feito por imigrantes. E reafirma isso dizendo que a prioridade na escolha do cineasta é seu endereço e não sua nacionalidade.

A NFB, que tem destaque no mundo cinematográfico, tem 50% de sua verba voltada para cineastas mulheres e é líder ao se tornar o primeiro estúdio de cinema feminino intitulado “Studio D”. A partir de 2016, no Dia Internacional da Mulher, eles começaram a apresentar uma série de iniciativas que tinham como tema a igualdade de gênero.

Sobre a seleção dos projetos Beusekom conta como a mágica acontece: “As pessoas podem mandar seus projetos, mas na realidade poucos são aceitos devido a orçamentos. Normalmente os projetos são escolhidos em festivais ou feitos por parcerias”.

Apresentando alguns documentários, com destaque para “The Apology” – conta a história das mulheres que foram sequestradas ainda crianças para serem escravas sexuais do exército japonês durante a 2ª Guerra Mundial – e do Brasileiro Rogério Santos, que mostra a realidade das famílias que viviam e vivem nos arredores da Usina Hidrelétrica de Belo Monte.

O bate-papo mediado por Paulo Carvalho, colaborador do Brasil CineMundi e curador e produtor da Autentika Films, foi descontraído. Tranquila, Beusekom mostrou insatisfação pela situação política atual de nosso país e comparou nossa nação à dela: “Nós somos países novos que sofremos coma violência do colonialismo, temos vários imigrantes e uma população indígena imensa. Temos muito em comum como partes desse novo mundo e eu vejo no nível criativo sempre o desejo de trabalharmos juntos. É triste ver o que está acontecendo agora. ”

Para conhecer a organização: National Film Board of Canada – NFB

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