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Por Marcelo Duarte e Moisés Martins

Foto: Alexandre Milagres

Sem qualquer aviso da Defesa Civil, uma forte chuva de granizo assustou moradores na noite da última segunda-feira, dia 6. A chuva, que pegou a todos de surpresa, trouxe caos e danos para a população Belorizontina e região metropolitana.  

“O vento batia na janela com muita força. Como moro no último andar do prédio, fiquei bastante assustada com a chuva repentina. Ainda bem que foi rápida”, relata Samyra Zaidan, moradora da região central de Belo Horizonte.

Os estragos foram sentidos em várias partes da cidade. Morador do Bairro Palmares, região Nordeste, o professor Alexandre Milagres teve um dos cômodos de sua casa inundado. “Parecia que as janelas iam todas quebrar de tão forte a chuva. Do lado de fora de casa, haviam camadas e mais camadas de granizo. Depois da chuva, todas nossas plantas estavam quebradas, tivemos uma telha quebrada pela força da tempestade”, enumera os prejuízos.

Em nota, a Defesa Civil de Belo Horizonte disse que está sem acesso às imagens do radar meteorológico, devido a ajustes no sistema. “Considerando que estamos fora do período chuvoso, a chuva de ontem foi uma surpresa, um fenômeno raro, de rápida formação e curta duração.”

Ainda de acordo com a Defesa Civil, a pancada de chuva, que durou apenas dez minutos, teve um reflexo maior na região da Pampulha, a mais atingida com o temporal. Foi registrado o maior volume de precipitação na região, 17,4 mm, e também o maior número de ocorrências como alagamentos, destelhamentos, granizos e deslizamentos.  

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), esta foi a primeira chuva de granizo registrada no mês de agosto em Belo Horizonte. O instituto faz medições na capital mineira desde 1910.

O meteorologista Ruibran dos Reis esclarece, em entrevista ao telejornal MGTV 2ª edição, da TV Globo Minas, que o fenômeno ocorrido, chamado de pré-frontal, é um aglomerado de nuvens que se formam antes da chegada da frente fria. Esse evento natural é comum durante o verão e dificilmente ocorre no inverno. “Quando a frente fria chega em Minas Gerais, ela deixa o tempo nublado, chuva leve e depois queda acentuada de temperatura”, explica o especialista. A última grande chuva de granizo na capital ocorreu aproximadamente há dez anos atrás.

Em um comunicado postado no Facebook, a Defesa Civil colocou algumas recomendações e avisos sobre alertas de chuvas isoladas que fica valendo até esta quarta-feira, dia 8.

Comunicado da Defesa Civil de Belo Horizonte:

A Subsecretaria de Proteção e Defesa Civil recomenda evitar áreas de inundação e não trafegar em ruas sujeitas a alagamentos e próximos aos córregos e ribeirões no momento de forte chuva, pois o seu nível pode se alterar rapidamente podendo acarretar transbordamentos.

Adverte para que não se abrigue debaixo de árvores e estacione veículos, pois elas podem cair e ocasionar graves acidentes. Atenção especial também em áreas de encostas e morros.

Outras recomendações:

– Tenha um lugar previsto, seguro, onde você e sua família possam se alojar no caso de uma inundação;

– Limpe o telhado e canaletas de águas para evitar entupimento;

– Retire todo o lixo e leve para áreas não sujeitas a inundações;

– Se você morar ou possuir comércio em áreas sujeitas à inundação coloque seus móveis e estoques em lugares altos;

– Colabore com a abertura de deságues para evitar o estancamento de água, pois pode causar muitos prejuízos,

principalmente para a saúde;

– Não utilizar alimentos atingidos pela água de enchente ou inundação e nem beber água de enchente ou inundação;

– Não jogar lixo nos bueiros e boca de lobo, nem nos córregos e rios, para não obstruir o escoamento da água;

– Não amontoe sujeira e lixo em lugares inclinados porque eles entopem a saída de água e desestabilizam os terrenos provocando deslizamentos;

– Não deixar crianças brincando na enxurrada ou nas águas dos córregos, pois elas podem ser levadas pela correnteza ou contaminar-se, contraindo graves doenças, como hepatite e leptospirose;

– Não tocar nem usar equipamentos elétricos que tenham sido molhados ou estejam em locais inundados, pois há risco de choque elétrico e curto-circuito;

– Jamais se aproxime de cabos elétricos arrebentados. Ligue imediatamente para CEMIG (116) ou Defesa Civil (199);

– Não coloque lixo nas ruas que seja de fácil propagação com o vento;

– Revise o madeiramento de sua casa;

– Reforce a amarração de seu telhado;

– Desligue os aparelhos elétricos das tomadas e o gás;

– Abaixe para o piso todos os objetos que possam cair, dentro das residências, com o vento forte (exceto em área inundável);

– Se você observar aparecimento de fendas, depressões no terreno, rachaduras nas paredes das casas e o surgimento de minas d’água avise imediatamente a Defesa Civil;

Em caso de raios, se estiver na rua:

Não permaneça em áreas abertas como campos de futebol,

quadras de tênis e estacionamentos;

– Não fique no alto de morros ou no topo de prédios;

– Não se aproxime de cercas de arame, varais metálicos, linhas aéreas e trilhos;

– Nunca se abrigue debaixo de árvores isoladas;

– Evite lugares que ofereçam pouca ou nenhuma proteção contra raios (pequenas construções não protegidas, tais como celeiros, tendas ou barracos, veículos sem capota como tratores, motocicletas ou bicicletas);

– Evite estacionar próximo a árvores ou linhas de energia elétrica;

– Evite estruturas altas tais como torres, de linhas telefônicas e de energia elétrica;

Se estiver dentro de casa:

– Não use telefone com fio;

– Não fique próximo a tomadas, canos, janelas e portas metálicas;

– Não toque em equipamentos elétricos que estejam ligados à rede elétrica.

Rua da Bahia, no cruzamento com a rua Guajajaras e avenida Álvares Cabral

Por Moisés Martins

O que dizer de uma rua, como a rua da Bahia? Localizada na bela Região Centro-Sul de Belo Horizonte, na capital de “trens e uais de Redá pá lá e Pó para”. Uma rua de importância histórica e cultural para a nossa capital.  Foi palco de manifestações políticas e objeto de crônicas e poemas de autores mineiros e nacionais. Deixo aqui um pouquinho da minha experiência dessa rua que faz parte do meu caminho.

Rua da Bahia, no cruzamento com a rua dos Guajajaras e avenida Álvares Cabral

A minha vida é essa:  subir e descer Bahia. Sem nenhuma pressa, de modo que me distraio à beça. A rua da Bahia se modifica a cada dia, sem ao menos ter que descer floresta.

São 12 minutos de caminhada para percorrer seis quarteirões, algo próximo a 1 mil metros. Atravesso ruas e avenidas da capital, que misturam nomes de povos indígenas a personagens importantes da história brasileira: Goitacazes, Augusto de Lima, Guajajaras, Álvares Cabral, Timbiras, Aimorés e Bernardo Guimarães. Ao transitar pelas calçadas,  você encontra pessoas de todas as cores, estilos e crenças, pessoas de diferentes orientações sexuais e classes sociais.

É uma subida cansativa, mas que dá gosto de percorrer. No horário da tarde, deparo-me com um grande número de pessoas. A maioria delas estão em horário de almoço. As agências bancárias no percurso fazem com que o  fluxo de passantes aumente ainda mais. Tenho que me desviar para que não esbarre em nenhuma delas. De olhos atentos consigo perceber a diferença social que existe entre os quarteirões.

O primeiro quarteirão vai da Rua Goitacazes à Avenida Augusto de Lima. Região onde é grande o número de pedintes, moradores de rua que dominam a área, vivem das moedinhas de quem passa por ali. Na calçada,  muitos bueiros, todos desnivelados, tornando a via cheia de relevos.

O quarteirão  da Avenida Augusto de Lima à Rua Guajajaras muda-se a cena. A presença de moradores de rua passa a ser  menor. Nota-se um fluxo maior de caminhoneiros no setor de carga e descarga. A presença de jovens classe média fica mais constante,  devido ao Colégio Chromos localizado na região. Os boêmios encontram lugares nos dois quarteirões, da Rua Guajajaras à rua Aimorés, onde as cadeiras dos bares se espalham pelas calçadas.

O final do meu percurso é o quarteirão entre rua Aimorés e rua Gonçalves Dias, local frequentado por estudantes, professores e bancários que trabalham em ruas próximas.

Mas a rua da Bahia é muito mais:  ao longo de todo trajeto, pessoas se amam, pássaros fazem ninhos em copas de árvores. Uma rua em constante transformação. É como uma estação de trem: as pessoas embarcam e desembarcam nos seguidos encontros e desencontros. Diria que a rua da Bahia é o palco, onde nós compomos todos os dias, uma nova cena.

Durante essas cenas, encontramos amizades com quem nunca vimos. Trocas de olhares e de repente a cena para, aparece a cortina. Fim da cena? Não, não, esperem! É apenas um fumante que passou por você e encheu o seu rosto de fumaça. Ufa! Já posso trocar olhares de novo.  Não! não posso, a pessoa simplesmente desapareceu. Talvez tenha entrado em alguma loja, virado em alguma rua…

Dentro do carro a cena é completamente diferente.  O sinal fecha e mais uma cena se inicia. De repente uma pessoa atravessa correndo na frente dos carros, a cena então recomeça, os motoristas buzinam, alguns xingam. Às vezes, nem adianta. A pessoa até atravessou! Sinal verde! Os carros podem avançar e lá vão eles subir bahias e descer florestas.

E assim as cenas vão se reconstruindo a cada dia. Não existe diretor, a cena simplesmente acontece, e sempre estamos lá para assistir em primeira mão as histórias que fazem da rua da Bahia um lugar tão fantástico.

Por: Moisés Martins e Marcelo Duarte 
Foto: Dimi Silva

Em 8 de maio comemora-se o Dia Nacional das Artes Plásticas. Convidamos o artista Edmilson Antônio da Silva, conhecido como Dimi Silva, para um bate-papo.  Aos 35 anos, ele vive de seu trabalho como autônomo em Belo Horizonte. Brinca com as cores, possibilitando a quem vê  viajar por mundos divertidos. A inspiração é ampla, vai da beleza da mulher negra aos autorretratos de Frida Kahlo (1907-1954), uma das principais pintoras do século XX. “É muito importante ter um dia do artista plástico, mas deveria ter mais eventos e feiras para que possamos mostrar nosso trabalho”,  afirma o artista plástico Dimi Silva.

Como e quando você iniciou nas artes plásticas?

A ideia de ser artista plástico foi algo que surgiu em minha vida. O gosto pela arte vem desde criança. Desde cedo aprendi a desenhar. O tempo passou e, a cada dia, queria aprender mais. Comecei a ter contato com novas técnicas e estilos de desenhos, que me fizeram chegar onde estou. Mas não quero parar por aqui. A cada dia que passa eu aprendo mais, para que meu trabalho fique cada vez melhor.

Como você se vê dentro do mundo das artes?

Eu me considero grande artista plástico. A grande maioria das pessoas não dá valor às artes. Então, fica difícil para o artista ser reconhecido pelo seu trabalho.

Dentro da arte, como você usa a tecnologia a seu favor?

A tecnologia tem nos ajuda bastante.  Uso as redes sociais para divulgar meu trabalho. Por meio das postagens, alcanço público amplo, o que aumenta o  reconhecimento do meu trabalho.

Como você apresenta suas obras?

Faço pinturas expostas em  muros da cidade, onde o público tem contato direto com a arte e com o meu processo de produção. Também participo de algumas feiras de artes.

Com qual outra área das artes plástica você teve contato?

Basicamente foi só pintura mesmo. Pintura de telas, murais, desenhos papel e arte digital.

O que você espera do seu futuro nas artes plásticas?

Busco evoluir cada vez mais, sempre buscando novos conhecimentos e com isso reconhecimento pelo meu trabalho.

Você tem contato com outros artistas?

Tenho muitos amigos no meio artístico, com trabalhos maravilhosos e de diferentes estilos. Para mim é um contato muito importante desde a  parte do aprendizado artístico até questão do respeito com a arte do colega.

Você vê muitos jovens inseridos nas artes plásticas?

No meu cotidiano vejo alguns, mas faltam oficinas, eventos e projetos voltados à juventude para poder despertar o interesse dos jovens pelas artes plásticas.

Aqui podemos ver um pouco de suas obras e sua descrição sobre elas;


Mural realizado na pista de skate do Barreiro/Belo Horizonte. “Assim como a maioria dos meus trabalhos não tem muita a explicação exata, gosto de compor obras voltadas para psicodelismo surreal com bastante movimento e cores vibrantes e objetos de mundos distintos tudo em um mesmo lugar”


“Trabalho realizado para uma cliente. Tinta acrílica sobre papel, retratando um ícone e referência. A pintura é releitura de uma das obras de Frida Kahlo, com cores, objetos e movimentos sempre presente no meu trabalho”.

Imagem: Rúbia Cely

Por Bruna Valentim

Colaboração Daniel Nolasco 

No Dia Internacional da Mulher, celebrado no dia 08 de março, movimentos sociais da capital mineira se reuniram nos entornos da Praça Sete para uma passeata em prol dos direitos humanos e melhorias sociais. Com camisetas com dizeres feministas, caras pintadas, cartazes e panfletos mulheres de diversas partes da cidade e do estado, de diferentes idades e classes sociais se uniram com o objetivo de celebrar o que é ser mulher.

 

A “Marcha das Mulheres”, teve início na Praça da Assembleia, no bairro Santo Agostinho, na Região Centro-Sul da capital, e seguiu até a Praça Sete. O protesto reuniu os grupos como, o Movimento dos Atingidos por Barragem, Tranvest, Funcionárias Públicas, o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) e o Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG), a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e o Linhas do Horizonte.

 

Por volta das 15 horas, duas jovens se aproximaram da nossa equipe entregando panfletos do Movimento Popular da Mulher (MPM) e da União Brasileira de Mulheres (UBM) com dizeres onde falava sobre os problemas enfrentados por mulheres no dia a dia, mas também continha dizeres otimistas ao ressaltar as conquistas alcançadas nos últimos tempos. Entre as manifestantes estava Julie Deathreage, de 19 anos, que prefere não se classificar em uma vertente radical ou liberal, prefere acreditar em uma luta conjunta por equidade “Acho que neste momento a visão do outro sobre a minha luta pode ser muito variável, dependendo do lugar em que a pessoa se encontra socialmente e politicamente”.

A estudante conta que a veia ativista vem de berço, traço que herdou da mãe solteira e feminista. Deathreage lembra que foi aos 15 anos que começou a levantar bandeiras e participar ativamente da causa. “Desde das eleições de 2014, me vejo dentro do movimento, foi quando conheci entidades feministas e tive consciência do lugar da mulher no nosso país, que é um lugar de pouca voz, pouca representatividade, principalmente dentro da política. Em 2016 me filiei à União Brasileira de Mulheres e conheci mulheres de variados estados, classes econômicas, diferentes idades e de diferentes papéis na sociedade. Me encontrei dentro da UBM, que é uma entidade que luta pela emancipação feminina desde 1988. Encontrei voz, apoio e histórias de mulheres incríveis.” compartilha.

Ceuza Matos Marques, é ex-professora de biologia da rede pública, tem 80 anos, mas protesta ao ser chamada de senhora. Feminista ferrenha é se diz a favor de toda e qualquer minoria. Ela conta que frequentemente vai às ruas em prol do direito do trabalhador, da democracia, do direito do cidadão. É extremamente clara em relação seu posicionamento político, é defensora fervorosa do partido trabalhista, e faz e ensina bordados com dizeres em apoio a ao PT, Lula e atende a qualquer pedido dos clientes que estejam de acordo com seus ideais. Quando perguntada sobre o que a tornou feminista, ela sorri e diz que começou pensando na influência que a religião exercia sobre as mulheres enquanto era jovem “Me perguntei, o que é pecado? É usar uma roupa de banho de duas peças? É usar uma calça? Não, pecado é fazer mal aos outros é trair, é roubar, é enganar o outro. Não me denominava feminista, mas não achava que homem era melhor, eu sempre fui contra esse meio de pensamento, quando mulheres andam a cavalo de sainha sem abrir as pernas, sentadas de lado, eu montava de calça jeans. Minha filha sempre disse que eu fui revolucionária. A gente vai se descobrindo na luta, vivendo, sou pelas mulheres como sou pela liberdade religiosa, como sou pelo negro.”, explica.

Ao ver mais mulheres se aproximando, a aposentada falou com brilho nos olhos sobre a importância de eventos como aquele “A importância da manifestação é que na rua a gente ouve as pessoas, é uma forma de reagir, de resistir. A gente aprende política nesses locais, sim, nós temos o parlamento, os políticos, os vereadores, os deputados, mas é diferente, nas ruas a gente se fortalece”, Finaliza.

Enquanto conversávamos com Ceuza, um rapaz que ouvia atentamente os relatos da aposentada se aproximou. Alexandre Israel, vulgo Alex, como gosta de ser chamado, tem 35 anos, trabalha com obras de acabamento e está sempre presente no meio do movimento feminista, prática que herdou da mãe já falecida. “Há 15 anos o movimento não estava como está hoje e ela sempre se impôs, não levantava uma bandeira, mas ela me ensinou o certo no cotidiano, no dia a dia, quando dialogava com outras mulheres que eram oprimidas no lar.  Foi uma coisa para mim que veio de casa. Hoje meu ciclo de amizade é basicamente formado por mulheres e homossexuais então fui entendendo cada vez mais as minorias. Acredito que a cultura é machista, antigamente eu mesmo já fiz comentários sem perceber, então meus amigos foram me mostrando certas coisas erradas, por exemplo em uma batalha de rap disse para ofender outro competidor que ele tava rimava como uma ‘mulherzinha’ e uma amiga chegou pra mim e disse ‘isso é ruim por que? Mulher não sabe rimar? Isso tá errado’ e bateu um clique em mim, então nessas pequenas coisas do cotidiano, fui fazendo essas reflexões. Percebo também que muitas vezes homens não dão ouvido as mulheres e quando eu faço o mesmo discurso de uma mulher eles ouvem”.

A ex-prefeita de Contagem, Marília Campos, também esteve presente no protesto e fez um sincero discurso contra o assédio e a opressão em meio a aplausos das mulheres presentes, mostrando que a união faz a força. Mulheres de diferentes vertentes do feminismo, como o feminismo negro e o liberal também estiveram presente na marcha e também fizeram declarações, mas ao mesmo tempo motivadoras nos megafones. Temas como Mulheres no Poder, Violência Sexual, Feminicídio e Violência Obstétrica também estiveram em pauta durante a passeata.

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Foto: Gabriel Peixoto

23 de fevereiro / Sexta-feira

Memórias de Ana | 44ª Campanha de popularização do Teatro & Dança

Data: de 23.02.2018 até 04.03.2018

Local: Sesc Palladium

Contada de forma poética e em clima interiorano, a peça nos remete a valorização dos relacionamentos e sentimentos humanos. Sendo um convite a todos para um dedo de prosa, por meio de diversas línguas e linguagens, como português, LIBRAS, mímica, teatro de sombras e música ao vivo. São duas peças realizadas simultaneamente: uma sonora/sensorial e uma visual, proporcionando assim uma vívida experiência acessível a todos.

Informações Adicionais:

Horários das apresentações – Clique aqui

Categoria de Peças: Teatro Adulto
Gênero: Dramacomico
Classificação: Livre
Duração: 50 minutos

http://www.vaaoteatromg.com.br

A empregada quase perfeita | 44ª Campanha de Popularização do Teatro & Dança

Data: de 23.02.2018 até 25.02.2018

Local: Dayrell Hotel & Centro de Convenções

Sinopse:
Você já imaginou se, de repente, descobrisse que a sua empregada é uma antiga namorada de seu marido? Ela veio pra matar a patroa de raiva e você de tanto rir… Diversão garantida nessa comédia do mesmo autor de “Acredite um espírito baixou em mim”, que se inicia quando um casal resolve contratar uma empregada através de uma agência. A situação “pega fogo” quando a empregada recorda que o patrão é um antigo namorado.

Informações Adicionais:

Horário | sexta e sábado às 21h e domingo às 19h

Classificação | 14 anos

http://www.vaaoteatromg.com.br

Guia prático de como educar a sua mãe | 44ª Campanha de Popularização do Teatro & Dança

Data: de 23.02.2018 até 25.02.2018

Local: Estação Cultural

Sabe aquela mãe que te manda sair com guarda-chuva porque vai chover, e chove? Aquela que manda você dormir, estudar, comer, pegar uma blusa de frio? Aquela que não larga do seu pé? Essa é a Dona Jandira, mãe de Carlos Eduardo, e eles vão mostrar para você que mãe é tudo igual – e que filho é tudo igual também – só muda de endereço! Mas tudo pode mudar depois deste Guia Prático de Como Educar a Sua Mãe!

Horários: Sexta e sábado às 21h; domingo às 19h
Categoria de Peças: Teatro Adulto
Gênero: Comédia
Classificação indicativa: 12 anos
Duração: 60 minutos

Informações Adicionais:

Ingressos pelo Site da Campanha de Popularização ou na bilheteria do teatro.

http://www.shoppingestacaobh.com.br/Teatro

24 de fevereiro / Sábado

Nuvens de barro| 44ª Campanha de popularização do Teatro & Dança

Data: de 24.02.2018 até 25.02.2017

Local: Sesc Palladium

O espetáculo se inspira no universo poético de Manoel de Barros para recria-lo nos corpos em movimento. Tomando como pretexto suas palavras “poesia não é para compreender, mas para incorporar”, foram dadas formas a um mundo em que realidade e imaginação se misturam, o humano se coisifica e as coisas se humanizam… a ludicidade, o humor, e a sensibilidade do poeta são evocadas, pedindo permissão para “voar fora da asa”.

Informações Adicionais:

24.02.2018 – 20:00

25.12.2018 – 19:00

Categoria de Peças: Dança
Gênero: Contemporâneo/Moderno
Classificação: Livre
Duração: 50 minutos

http://www.vaaoteatromg.com.br

Por um fio | 44ª Campanha de popularização do Teatro & Dança

Data: de 24.02.2018 até 25.02.2018

Local: Sesc Palladium

A companhia transpõe o fascínio pelos bordados, escritos, amontoados de Arthur Bispo do Rosário, para o emaranhado de braços e corpos que bordam coreografias. Emaranhado de fios elétricos, filamentos das lâmpadas incandescentes que se confundem com os fios condutores das coreografias e com a sucata do trabalho dos bailarinos, que lhes servem de matéria prima para a composição da obra.

Informações Adicionais:

24.02.2018 – 21:00

25.02.2018 – 20:00

Categoria de Peças: Dança
Gênero: Contemporâneo/Moderno
Classificação: Livre
Duração: 60 minutos

http://www.vaaoteatromg.com.br

Nuvens de Barro | 44ª Campanha de Popularização do Teatro & Dança

Data: de 24.02.2018 até 25.02.2018

Local: Grande Teatro – Palácio das Artes

Integrando a programação da 44ª Campanha de Popularização do Teatro & Dança, nos dias 24 e 25 de fevereiro a Cia. de Dança Palácio das Artes sobe ao palco do Grande Teatro com o espetáculo Nuvens de Barro, com direção de Fernando Martins e Joaquim Elias.

Inspirado no trabalho do poeta Manoel de Barros, Nuvens de Barro estreou em 2016 e retoma as palavras do escritor: “poesia não é para compreender, mas para incorporar”. Fruto de um processo de pesquisa sobre a obra do escritor, o espetáculo foi criado de maneira colaborativa entre os bailarinos da Cia de Dança, com movimentos que refletem o imaginário poético da obra numa coreografia inventiva que alcança o ponto de encontro entre dança e poesia.

A direção de Nuvens de Barro também traz caminhos e olhares amplos: Joaquim Elias e Fernando Martins trabalham unindo experiências distintas na narrativa teatral e da dança, respectivamente. Os componentes cênicos, como figurino, iluminação e cenário, também refletem a interação corpo-objeto, em que coisas se humanizam e pessoas se coisificam. Predominam as referências ao ambiente natural do próprio Manoel de Barros, nativo do pantanal sul-mato-grossense.

A trilha sonora, selecionada por Fernando Martins, mescla o instrumental do compositor Rodrigo Salvador a trabalhos de outros artistas de destaque da música nacional, como Tom Zé.

Informações Adicionais:

Horários | Dia 24 de fevereiro, sábado, às 20h30, e dia 25 de fevereiro, domingo, às 19h

Duração | 50 min

Classificação | Livre

POSTOS DE VENDA AUTORIZADOS

Pátio Savassi (Av. do Contorno, 6061 – Savassi)

Shopping Cidade (Rua Tupis, 337 – Centro)

Shopping Estação BH (Av. Cristiano Machado, 11833 – Venda Nova)

Edifício Maleta (R. da Bahia, 1148 – Centro)

http://www.fcs.mg.gov.br

Telefone: 31 3236-7400

Chapeuzinho Vermelho | 44ª Campanha de Popularização do Teatro & Dança

Data: de 24.02.2018 até 25.02.2018

Local: O espetáculo ocorrerá em dois locais.

Endereço e horário das apresentações:
Data: 24/02
Horário: 16h
Local: Praça da Jabuticaba – Av. Pref. Gil Diniz – Nossa Sra. do Carmo, Contagem

Data: 25/02
Horário: 10h
Local: Praça Floriano Peixoto

Praças de Contagem e Belo Horizonte contam com uma programação especial neste fim de semana, 24 e 25/02, dentro da 44ª Campanha de Popularização do Teatro e da Dança, patrocinada pelo Instituto Unimed-BH. A peça “Chapeuzinho Vermelho”, da Cia O Trem, estará em cartaz em sessões gratuitas, nas praças da Jabuticaba e Floriano Peixoto, respectivamente.

As apresentações, promovidas pelo Instituto Unimed-BH, fazem parte do projeto Teatro na Rua, e Trem – Companhia de Teatro, que desde 2006 vem se especializando em obras para crianças, propondo reflexões de forma divertida e e lúdica. O espetáculo Chapeuzinho Vermelho faz uma releitura da clássica história da menina que vai pela floresta levar doces para a avó e acaba se encontrando com um lobo mau. Nessa versão, os atores da trupe apresentam o ponto de vista de cada um dos personagens – afinal, todos querem sair como inocentes ou heróis na história. Através de músicas e muita criatividade, os atores vão se revezando em todos os papeis, com musicalidade, o humor e a criatividade.

Circuito Instituto Unimed-BH
Estimular a saúde social, o bem-estar, a convivência em espaços públicos: com esse objetivo, o Circuito Instituto Unimed-BH foi criado em 2010 e, desde então, oferece gratuitamente de lazer e de cultura na Praça Floriano Peixoto e na Praça da Saúde, em BH, e na Praça Milton Campos, em Betim.

Somente em 2017, foram realizadas mais de 85 apresentações culturais que beneficiaram mais de 55 mil pessoas.
Em 2018, a programação do Circuito durante todo o ano será de comemoração dos 15 anos do Instituto Unimed-BH. Confira as atrações e programe-se para curtir!

http://www.facebook.com/companhiaotrem/

Entrada Franca

Berenice e Soriano- infantil | 44ª Campanha de Popularização do Teatro & Dança

Data: de 24.02.2018 até 04.03.2018

Local: Centro Cultural Banco do Brasil – CCBB

Berenice, menina doce e destemida, sai pelo mundo em busca de seu sabiá Soriano. Sempre acompanhada de Rosa, sua boneca de pano, inicia um caminho de aventuras e descobertas. Na travessia são surpreendidas por personagens do cancioneiro popular brasileiro e das cantigas de roda. A montagem une teatro, dança, música e poesia em um diálogo sensível para contar e recontar histórias que habitam nossas memórias de infância.

Informações Adicionais:

Horário| sábado e domingo às 11h

http://culturabancodobrasil.com.br/portal/belo-horizonte/

Telefone: 31 3431-9400