cidade

Por: Henrique Faria

O dia 13 de junho é conhecido no Brasil, como o Dia de Santo Antônio, esse icônico personagem da religião católica que é conhecido pela sua bondade e por ser o Santo Casamenteiro.

Em Belo Horizonte, os fiéis de Santo Antônio, se reúnem na data para aclamar e agradecer o seu guia espiritual na Paróquia que leva seu nome, localizada na Avenida do Contorno, 6738. Eles comemoram a data, muitas das vezes para pedir ajuda ou ainda para agradecer as graças alcançadas. O aposentado Joel Medeiros, frequentador da paróquia, afirma que foi com a ajuda do Santo que seu pai, que estava internado por conta de um AVC, teve melhoras e pode voltar para sua cidade natal.

Fernando como é batizado, nasceu em Lisboa, Portugal, mas no Brasil ele ficou conhecido rapidamente pelas suas grandes atitudes como, doar dinheiro aos pobres, ajudar as crianças carentes entre outros tipos de condutas honradas até ser conhecido como Santo Antônio.

Maria Nazaré, também aposentada é espírita, e não acredita em milagres, mas diz gostar do Santo:

“Fui criada no Orfanato Santo Antônio e desde aquela época, ouvia grandes histórias das atitudes de que ele realizava”, conta Nazaré.

O Santo é conhecido e aclamado por suas grandes atitudes, conseguindo unir pessoas de diversas culturas e religiões, ele consegue inspirar a todos da mesma maneira, fazendo com que tenham mais fé e que continuem tendo boas atitudes em seu dia a dia.

Lasar Segall - Vilna, Lituânia 1891 - São Paulo, Brasil, 1957 (Foto por Henrique Faria)

Por: Henrique Faria

A exposição “Entre nós”, que aborda, em linhas gerais, o retrato da figura humana, passando por várias culturas diferentes e assim também por diversos tipos de artes, está fazendo sucesso dentro do Circuito Cultural de Belo Horizonte. Nos finais de semana a fila de espera está ultrapassando as portas de entrada do Centro Cultural Banco do Brasil – CCBB. A mostra que já supera os visitantes da mesma exposição feita no estado do Rio de Janeiro (realizada pelo mesmo Centro Cultural), sendo assim, analisa-se que a cidade continua interessada em diversos modos da cultura, fugindo do padrão de bares e do clube da esquina.

A Educadora Agnes Antunes (23), do CCBB, explica esta diversificação entre artes e artefatos. No início da exposição, pode-se encontrar os Ibejis, que são artefatos criados na religião do Candomblé, a definição das estátuas está ligado ao nascimento de gêmeos que, normalmente são pares ou trios, significando os filhos desta mãe, porém só são feitas quando um dos dois morrem.

Nas próximas salas, é visto diferentes tipos de pinturas e fotografias, que retratam, em sua maioria, europeus – Duques e membros da burguesia. Também é encontrado obras que referem a negros e índios, assim como materiais utilizados para criação das obras.

O Engenheiro Civil, Antônio Costa Filho, de 60 anos, veio do Mato Grosso, onde reside, para ver a exposição e afirma que nesta mostra de arte, teve a oportunidade de ver obras que só imaginava ver pela nos livros de história e pela Televisão, abaixo ele aprecia uma das obras expostas.

(Foto por Henrique Faria)

Os coordenadores da exposição, parecem não ter se preocupado com o peso dos artistas e colocou as obras em ordem de sua preferência, pois não é visto as pinturas de Van Gogh e Édouard Manet com salas separadas ou em evidência, mas sim, sendo bem distribuídas entre as outras obras menos conhecidas.

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Informações da Exposição:

Disponível entre os dias 26/04 E 26/06.
Horário de Funcionamento: de 09h às 21h
Endereço: Praça da Liberdade, 450 – Funcionários, Belo Horizonte
Entrada Franca.

Foto Reprodução internet

Por Amanda Eduarda

Contra a reforma da previdência e a saída de Michel Temer (PSDB) do presidente da república, os sindicatos de Belo Horizonte aderiram à paralisação nacional que está marcada para amanhã, 15, em outros 23 estados do país. Saiba o que vai funcionar nesta quarta-feira.

O Sindicato dos Metroviários de Minas Gerais (Sindimetro), já se mostrou contra as reformas do atual presidente, como a PEC 55. Agora não é diferente, contra a reforma da previdência, garantiram que amanhã, quarta-feira, o metrô não irá funcionar. A Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) acionou a justiça para que o funcionamento mínimo de trens da capital mineira e região metropolitana ocorra, mas, até o momento não há uma posição. Em média 210 mil pessoas usam os trens de BH.

No dia 09 de março de 2017, o Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sindute/MG), protocolou uma notificação a Secretaria de Estado da Educação (SEE) sobre a greve a partir do dia 15 nas redes estaduais. Outros sindicatos da Educação como Sindicato dos Trabalhadores Educação da Rede Pública Municipal de BH (Sind-Rede/BH), também irão aderir à paralisação.

A coleta de lixo, saúde e a guarda municipal também terá paralisação. De acordo com o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Belo Horizonte (Sindibel), todos os servidores da capital estão convocados a aderir à greve. Já o Sindicato dos Rodoviários de BH e Região (STTR/MG) é contra a reforma da previdência e apoia o ato, porém, não informou se também irá ter paralisação no seu segmento.

Fotografia: Lucas D'Ambrosio

Banda mineira, Pink Floyd Reunion apresenta espetáculo conceitual para o público de Belo Horizonte.

Reportagem: Lucas D’Ambrosio

As noites de Belo Horizonte são conhecidas, entre outras atrações, pela sua cena musical. Diferentes bandas se apresentam periodicamente pelos pub’s e casas especializadas, trazendo trabalhos autorais ou obras já consagradas. Um dos grupos que se destacam nesse cenário é o Pink Floyd Reunion.

Nos dias 10, 11 e 12 de março (sexta, sábado e domingo), a banda apresenta o espetáculo “The Wall, o filme”. O palco será o Cine Theatro Brasil Vallourec, na Praça Sete, região central de Belo Horizonte.

A Reunião

Criada em 2003 por um grupo de amigos, ela se consolidou na noite belo-horizontina pela fiel reprodução do trabalho criado pelo Pink Floyd. Outro ponto de destaque, são as apresentações conceituais, que misturam a música com reproduções e experiências audiovisuais, presentes em parte do repertório de shows da banda mineira.

Para os ensaios, um estúdio de garagem é o local para a reunião dos sete integrantes da banda: Marcelo Canaan, Fernando Grossi, Raphael Rocha, Fernando Nigro, Raquel Carneiro, Marcelo Dias e Thiago Barbosa. Entre uma pausa e outra para ajustes de instrumentos, um café e água servida em filtro de barro, alguns instrumentos aguardavam as mãos dos músicos para iniciarem os trabalhos.

Em um quarto de garagem, na cidade de Belo Horizonte, acordes, notas, cantos e ajustes abrigam o Pink Floyd Reunion. Fernando Nigro é quem conduz a bateria da banda.  Fotografia: Lucas D’Ambrosio
Entre um ajuste e outro, leva tempo até organizar todos os instrumentos. No meio de cabos, teclados e contrabaixo, os integrantes Thiago Barbosa, Raphael Rocha e Marcelo Dias se preparam para mais uma maratona de ensaios. Fotografia: Lucas D’Ambrosio
O processo de imersão da banda para a realização do espetáculo já dura três meses. Ensaios, encontros, reuniões e acertos finais se fazem necessários para que a identidade na fidelidade de execução possa ser mantida. Na foto, os fundadores da banda, Fernando Grossi e Marcelo Canaan. Fotografia: Lucas D’Ambrosio

Dentre incontáveis cabos distribuídos pelo chão, 14 instrumentos de corda, uma bateria e três teclados, os ajustes são realizados pelos integrantes da banda, que preparavam os equipamentos para o início do ensaio. Os pés nas pedaleiras sincronizavam os últimos ajustes para o seu início. O repertório? A trilha sonora do filme “The Wall”, inspirado no disco de mesmo nome (lançado em 1979), da banda britânica. Para o espetáculo, a banda terá a companhia de um coral e orquestra, comandados pelo maestro Rodrigo Garcia.

Veja a entrevista completa com Marcelo Canaan. O Produtor executivo, guitarrista e vocalista do Pink Floyd Reunion conta mais sobre o espetáculo “The Wall”: 

Alimentos Orgânicos Foto: Ingrediente da Vez

Bloco SarraDá

Data: 03/03 – Sexta-feira

Horário: A partir das 18h

Endereço: Viaduto Santa Tereza

O Carnaval acabou, mas o clima ainda continua! Para quem deseja se despedir da época mais querida do ano, não pode perder o Bloco SarraDá.

6º Encontro CACO e Amigos

Data: 04/03 – Sábado

Horário: De 14h às 23h

Endereço: Av. Francisco Firmo de Matos, 744 – Contagem

Gosta de carro antigo e muita música boa? Então venha participar desse 6ª encontro de Carros e Amigos!

Três Mulheres e Um Bordado de Sol

Data: 04/03 – Sábado

Horário: 21h

Endereço: Sesc Palladium – Rua Rio de Janeiro, 1046, Centro/BH

O espetáculo de dança “Três Mulheres e Um Bordado de Sol” é concebido a partir das obras e biografias de Clarice Lispector, Edith Piaf e Frida Kahlo. Ingressos na bilheteria do teatro.

Feira Fresca

Data: 05/03 – Domingo

Horário: De 09h às 15h

Endereço: Rua Carandaí, 420, Funcionários – House of Food – local coberto

A procura de alimentos orgânicos vem crescendo cada vez mais, pensando nisso, ocorre mais uma edição do “Feira Fresca”. Evento que reúne produtores de alimentos locais que visam preservar a saúde e o meio ambiente com produtos que não possuem conservantes, agrotóxicos e outros químicos. E melhor! A entrada é gratuita.

Circuito de Forró Pé de Serra

Data: 05/03  – Domingo

Horário: De 16h às 01h

Endereço: Music Hall BH – Av. do Contorno, 3239.

Para você que já curtiu muito Axé neste carnaval e quer curtir um bom xote, não pode perder o Circuito de Forró Pé de Serra. Ingressos disponíveis no Sympla.

Arte e Fotografia: Lucas D'Ambrosio

Inviabilidade geológica e financeira são debatidas por especialistas.

Reportagem: Lucas D’Ambrosio

Afinal, Belo Horizonte pode receber linhas de metrô subterrâneas? Essa é uma questão que permeia entre os moradores da cidade. O ideal de ampliação das linhas metroviárias da capital ainda esbarra na dúvida e na incerteza nas condições geológicas da cidade para receber esse tipo de instalação.

Por muito tempo, acreditava-se que BH não possuía condições geológicas para linhas subterrâneas, o que foi combatido pelo especialista Edézio Teixeira de Carvalho, ainda em 1995, com a apresentação dos resultados de um estudo entregue à prefeitura da cidade, naquele ano (veja aqui).

Mapa com representação gráfica do Quadrilátero Ferrífero, no Estado de Minas Gerais. A união das serras do Curral, do Rola-Moça, da Piedade, do Caraça, de Ouro Branco e Itatiaia formam um quadrado que justifica o nome da região. A cidade de Belo Horizonte está localizada no extremo norte do mapa, às margens da Serra do Curral. Fonte: www.visiteminas.com/quadrilatero-ferrifero/.

De acordo com ele, “O terreno de BH é mais do que propício para a instalação do metrô. O conjunto de formação geológica permite a construção de linhas subterrâneas na cidade”. Dos dados levantados pelo especialista, de 70% a 80% do território destinado para o local de instalação, possuem condições favoráveis para isso.

A cidade de Gnaisse

Belo Horizonte está localizada em uma região conhecida como Quadrilátero Ferrífero, ao norte da Serra do Curral. A cidade está construída sobre o embasamento cristalino denominado Complexo Belo Horizonte, que é composto pela rocha gnaisse. A fama da região se deve pela quantidade de ferro que por aqui é produzida. Segundo pesquisa realizada no ano de 2014, pelo Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), mais de 160 milhões de toneladas do minério são extraídas anualmente por aqui.

A pequena amostra de gnaisse que constitui o embasamento de BH. “Uma camada pode possuir quilômetros de espessura. São blocos que possuem condições para uma perfuração com dimensões viáveis à instalação de linhas de metrô, por exemplo”, afirma a geóloga Andréa Ferreira. Fotografia: Lucas D’Ambrosio.

Pode-se dizer que o gnaisse é a base que sustenta toda a região em que o quadrilátero está localizado. Porém, além dos complexos formados, como o embasamento, existem situações em que ele alcança a superfície. Ela explica que, nesses casos, “Quando está exposto ou aflorado, ele pode acabar sofrendo alterações ou intempéries como qualquer outra rocha que esteja à mercê das reações externas do solo”, comenta. É, por exemplo, o caso do Pão de Açúcar, no Rio de Janeiro.

 

Assim como a famosa Pedra Azul, na divisa de Minas Gerais com o Espírito Santo, o Pão de Açúcar, no Rio de Janeiro (foto), é um exemplo de afloramento da rocha Gnaisse. Nesses casos, esse tipo de estrutura geológica, que serve como embasamento das camadas subterrâneas que normalmente estão no subsolo, ultrapassam a superfície sofrendo alterações do tempo e de intempéries. Fotografia: Gustavo Heringer.

Túneis subterrâneos

O que ambos os especialistas concordam é a possibilidade e condições da perfuração do embasamento de BH para a construção de túneis subterrâneos. Para Andréa Ferreira, o fato do gnaisse ser uma rocha compacta é a razão que sustenta sua opinião, “Ela fica estável quando se faz túneis”.

O embasamento é uma camada que pode possuir quilômetros de espessura. São blocos que possuem condições para uma perfuração com dimensões que possam atender a instalação de linhas de metrô, por exemplo. “Não é uma rocha que irá se desfazer. Porém, se o local de perfuração estiver fraturado (quando a rocha está quebrada), não é possível realizar a perfuração naquele determinado lugar”, explica.

A geóloga Andréa Ferreira abre as portas do acervo existente no Museu das Minas e do Metal – MM Gerdau. Ele possui um acervo próprio com amostras de diferentes tipos de rochas. Dentre elas, exemplares do gnaisse. Fotografia: Lucas D’Ambrosio.

Isso justifica a realização das análises geotécnicas, como os que ocorreram com as prospecções feitas em fevereiro de 2012. Este estudo avalia as condições de compactação da rocha. “Se o gnaisse estiver sem faturamento, ele é perfeito para esse tipo de perfuração. O buraco realizado para o túnel irá se sustentar por si só, excluindo a necessidade, inclusive, de escoramento”, conclui.

Para o engenheiro geólogo Edézio Carvalho, outro ponto deve ser levado em consideração é o elevado custo da operação que, para ele, é normalmente superestimado. Ele explica que o gnaisse, quando retirado do solo, pode ser reutilizado para a produção de brita, “Além de solucionar duas questões, uso dos resíduos e solução para o ‘bota-fora’ reduziria, inclusive, os impactos ambientais de uma possível perfuração e extração desses resíduos do solo da região metropolitana de BH”.

Ele defende que outras questões poderiam ser revistas para viabilizar o custo de operação dessa instalação como, por exemplo, “A descontinuidade das obras, impondo repetidas mobilizações e desmobilizações. O atraso tecnológico, a falta de concorrência, a falta de escala e melhores critérios de apropriação de custos”, finaliza.

Reportagens Anteriores:

BH continua na espera pela ampliação do metrô

Os metrôs da CBTU

Estudo aponta condições para linhas subterrâneas em BH