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Foto Divulgação

Por Ana Paula Tinoco

Quantidade não é qualidade e é necessário saber quando parar.

A indústria cinematográfica e toda a Hollywood sofrem de um problema chamado exagero e quando falo em exagero falo do fato de não esquecerem ou deixarem determinados projetos descansarem em paz, veja o caso de Velozes e Furiosos. E porque isso acontece? Há várias explicações, mas a mais obvia é o lucro. Alguns filmes nascem para serem únicos, viram trilogias e quando você menos espera tá ali uma franquia, e essa extensão da história não traz nenhum benefício já que a medida que os números vão aumentando a qualidade do produto vai diminuindo. E foi isso o que aconteceu com “Jogos Mortais”,  Jigsaw no original.

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Ainda lembro de meu primeiro contato com o suspense/terror “Jogos Mortais”, 2005, que aconteceu quando passei pela porta do cinema e me deparei com um cartaz que tinha em letras garrafais a seguinte frase: “Esqueça Seven!” E abaixo: “Quanto sangue você daria para continuar vivo?”, dei a volta e fui conferir se era isso mesmo que tinha acabado de ler. Curiosa, já que Seven, 1995, é um dos meus suspenses preferidos, entrei no cinema e fui analisar, me achando a crítica, se realmente era possível aquele filme me fazer esquecer a obra de arte que é o filme do diretor David Fincher. Pretensão minha e de quem criou o cartaz à parte, o filme me agradou, me deixando com aquela pulga atrás da orelha. Então voltei no dia seguinte para mais uma vez analisar aquilo tudo e é impossível desgrudar os olhos da tela e não assistir outra e outra vez sem pensar: “Mas como?”. Mas nem se compara ao filme que o cartaz te manda esquecer.

Apresentando um serial killer inteligente, criativo e manipulador, com o diferencial de que ele, Jigsaw, não pode ser acusado de assassinato, já que ele não mata ninguém, ele os induz a decidir, e foi com essa ideia que o diretor James Wan deu um frescor ao gênero do suspense. Criando um quebra cabeças e inúmeras possibilidades ele traz um roteiro com desenvolvimento interessante e final revelador. Colocar um boneco em cima de um triciclo para nos conduzir pela narrativa foi uma jogada acertada, aquele boneco dá arrepios. E a sensação que tive ao assistir ao primeiro filme é que assim como um quebra cabeças você só vê o todo quando termina de formar a grande figura.

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Com apenas oito meses de diferença entre os filmes, em novembro do mesmo ano, 2005, encontramos com Jigsaw novamente. O roteiro que a princípio intitulado “The Desperate” (algo como o desespero em português) ficou engavetado por anos por seu teor violento, mas com o sucesso do primeiro filme os produtores decidiram lança – lo como uma continuação de Jogos Mortais, mudaram o titulo, adaptaram e lá estava o que podemos chamar de uma agradável continuação. O filme continua com a pegada de mistério, reviravoltas, situações óbvias que não são percebidas à primeira vista. Não te dá aquela sensação do “como?”, mas convence no papel ao qual se propôs que é o de entreter enquanto suspense.

Em 2006 encontramos um “vilão” vulnerável, mas não menos perspicaz. Com a ajuda de sua companheira que tem uma visão diferenciada do que ele, Jigsaw, acredita ser justiça vemos que a cada momento os “jogos” vão ficando mais intensos e menos eficazes. Aqui é o momento em que a quantidade de sangue que as vítimas estão dispostas a dar não faz diferença. Mas, assim como os outros o final é interessante e cheio de reviravoltas e surpresas. Com o diferencial de ter uma maior participação do ator Tom Bell, teria sido perfeito se Hollywood tivesse parado aqui, porque como já disse no início do texto alguns filmes não nascem para se tornar franquias e em “Jogos Mortais”  é o que vemos.

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Nos anos seguintes Hollywood derramou uma enxurrada de continuações, 2007 “Jogos Mortais IV”, 2008 “Jogos Mortais V”, 2009 “Jogos Mortais VI” e 2010 “Jogos Mortais VII”. Os roteiristas criaram inúmeros seguidores, esses que eram responsáveis por escolher as vítimas. Os “desafios” ficaram cada vez mais bizarros e grotescos e uma tentativa mal desenvolvida de explicar como John Kramer se tornou “Jigsaw”. Essas continuações deixaram de lado o bom suspense, as reviravoltas ou os finais surpreendentes. O legado do querido serial killer foi resumido a uma carnificina sem precedentes. Uma matança em que tinha como porque o gratuito por puro derramamento de sangue e uma bizarrice que deixaria nossos amados Freddy Krueger, Jason Voorhees e Michael Myers de queixo caídos. Assim como Jigsaw os produtores deveriam saber quando dizer “Game Over”.

Jogos Mortais 8 estreia em outubro deste ano.

Veja os trailers da franquia aqui.

Fotografia: Lucas D'Ambrosio

Banda mineira, Pink Floyd Reunion apresenta espetáculo conceitual para o público de Belo Horizonte.

Reportagem: Lucas D’Ambrosio

As noites de Belo Horizonte são conhecidas, entre outras atrações, pela sua cena musical. Diferentes bandas se apresentam periodicamente pelos pub’s e casas especializadas, trazendo trabalhos autorais ou obras já consagradas. Um dos grupos que se destacam nesse cenário é o Pink Floyd Reunion.

Nos dias 10, 11 e 12 de março (sexta, sábado e domingo), a banda apresenta o espetáculo “The Wall, o filme”. O palco será o Cine Theatro Brasil Vallourec, na Praça Sete, região central de Belo Horizonte.

A Reunião

Criada em 2003 por um grupo de amigos, ela se consolidou na noite belo-horizontina pela fiel reprodução do trabalho criado pelo Pink Floyd. Outro ponto de destaque, são as apresentações conceituais, que misturam a música com reproduções e experiências audiovisuais, presentes em parte do repertório de shows da banda mineira.

Para os ensaios, um estúdio de garagem é o local para a reunião dos sete integrantes da banda: Marcelo Canaan, Fernando Grossi, Raphael Rocha, Fernando Nigro, Raquel Carneiro, Marcelo Dias e Thiago Barbosa. Entre uma pausa e outra para ajustes de instrumentos, um café e água servida em filtro de barro, alguns instrumentos aguardavam as mãos dos músicos para iniciarem os trabalhos.

Em um quarto de garagem, na cidade de Belo Horizonte, acordes, notas, cantos e ajustes abrigam o Pink Floyd Reunion. Fernando Nigro é quem conduz a bateria da banda.  Fotografia: Lucas D’Ambrosio
Entre um ajuste e outro, leva tempo até organizar todos os instrumentos. No meio de cabos, teclados e contrabaixo, os integrantes Thiago Barbosa, Raphael Rocha e Marcelo Dias se preparam para mais uma maratona de ensaios. Fotografia: Lucas D’Ambrosio
O processo de imersão da banda para a realização do espetáculo já dura três meses. Ensaios, encontros, reuniões e acertos finais se fazem necessários para que a identidade na fidelidade de execução possa ser mantida. Na foto, os fundadores da banda, Fernando Grossi e Marcelo Canaan. Fotografia: Lucas D’Ambrosio

Dentre incontáveis cabos distribuídos pelo chão, 14 instrumentos de corda, uma bateria e três teclados, os ajustes são realizados pelos integrantes da banda, que preparavam os equipamentos para o início do ensaio. Os pés nas pedaleiras sincronizavam os últimos ajustes para o seu início. O repertório? A trilha sonora do filme “The Wall”, inspirado no disco de mesmo nome (lançado em 1979), da banda britânica. Para o espetáculo, a banda terá a companhia de um coral e orquestra, comandados pelo maestro Rodrigo Garcia.

Veja a entrevista completa com Marcelo Canaan. O Produtor executivo, guitarrista e vocalista do Pink Floyd Reunion conta mais sobre o espetáculo “The Wall”: 

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Foto Divulgação Marvel

NOTA: ☆ ☆ ☆ ☆ ☆

 

Doutor Estranho não é um filme sobre um dos super-heróis mais amados e conhecidos pelo mundo todo, não é um filme que fez crianças e adultos arrancarem seus cabelos durante sua pré-produção e muito menos um filme de super-herói comum. Doutor Estranho é um filme que chegou para derrubar todos os outros e acabar definitivamente com o posto de seus colegas Homem de Ferro, Capitão América, Thor; em resumo: dos Vingadores tradicionais. Benedict Cumberbatch não é somente um ator fenomenal, é também o próprio Stephen Strange de corpo e alma.

O filme relata um incidente que muda totalmente a vida de um neurocirurgião bem-sucedido e egocêntrico chamado Stephen Strange, que após sofrer um sério acidente de carro, tem suas mãos seriamente atingidas, causando sua debilitação. Dr Strange apela para todas as técnicas possíveis da medicina tradicional, investindo toda sua fortuna, entretanto não obtêm êxito algum. Com isso, Stephen apela para um enclave chamado Kamar-Taj, que fica localizado em Katmandu, após descobrir um caso surpreendente de recuperação de um homem que havia ficado paraplégico que havia recorrido ao local. Uma vez lá dentro, o médico descobre que o local não se passa de um ambiente medicinal e sim de um ambiente que lida com forças míticas. Stephen tomado pela vontade de obter suas mãos de volta começa a treinar e com isso acaba adquirindo um completo fascínio pela mágica e com isso se envolve em uma luta contra antigos membros do enclave que utilizam a parte negra da magia, seguidores do vilão mítico chamado Dormammu.

O longa é completamente surpreendente, seus efeitos especiais são completamente impecáveis, nenhum mísero errinho passa percebido, foi tudo levemente bem cuidado, planejado e realizado, transmitindo uma perfeição para a finalização que deixa o espectador numa vibe alucinógena e bastante enérgica. Tal cuidado e excelência na construção dos efeitos colocou os Estúdios Marvel entre uma das apostas para o Oscar 2017 não somente como indicação, mas também como vencedora de sua primeira estatueta. Além dos efeitos, a maquiagem e o figurino encontram-se impecável, digno de aplausos devido a tamanho cuidado e realidade imposto. Se você não saiu da sessão de cinema com a sensação de ter ingerido algum tipo de entorpecente você com toda certeza não viu o filme direito e com toda a atenção necessária.

A história solo do doutor Stephen Strange virou nada mais, nada menos que o melhor e mais bem feito filme de super-herói dos últimos tempos, é um deleite para todos os fãs do quadrinho obter algo tão bem feito, uma vez que por mais que a Marvel tenha sempre sucesso em seus filmes, todos possuem uma mesma linha e uma mesma composição que prejudica muito a sensação de filme novo, história nova, novidade. Doutor Estranho foi exatamente a dose de novidade que a era dos super-heróis precisava para mostrar a todos os amantes de cinema que a era ainda está bem longe de acabar, uma vez que estão caminhando lado a lado com a tecnologia, usando-a de forma bem necessária a seu favor, com isso, as histórias jamais ficarão em suma ultrapassadas. O quê de Strange nos próximos filmes causará a recuperação de uma sensação gostosa e empolgante perante os próximos filmes, uma vez que em alguns momentos os mesmos adentraram uma fase crítica perante a mídia, deixando até mesmo no ar a chance de estarem próximos ao fim.

Os Estúdios Marvel obtiveram também um enorme sucesso ao fechar contrato com Benedict Cumberbatch que parece ter nascido unicamente para viver o personagem dos quadrinhos nas telonas, o gosto de quero mais que ele consegue impor em seu personagem é surpreendente e deixa todos os fãs antigos, novos e até mesmo os que ainda não são completamente extasiados e com os ânimos a flor da pele. Agora apenas resta torcer para muitas doses de Strange nos próximos filmes e que a produtora não deixe que o mesmo caia na mesmice igual com os demais filmes, o que causou um fim deprimente de um dos heróis mais amados, o Homem de Ferro.

Stephen Strange acaba de encontrar seu lugar ao sol, se tornando oficialmente um dos heróis mais amados não só pelos leitores de quadrinhos mais também pela mídia. Doutor Estranho obteve as melhores críticas do ano quando comparado aos demais filmes de herói tanto dos estúdios Marvel quanto dos estúdios da DC Comics, que varia de 3.6 a 4.6. A você que ainda não viu esse colírio para os olhos e deseja uma bela dose de emoção, ação e empolgação para o final de semana, o longa é com toda certeza a escolha certa e merece impreterivelmente ser visto tanto em 3D quanto em IMAX, uma vez que novamente, o estúdio superou diversos filmes destas tecnologias, já que o efeito realmente é bem colocado e causa o desejado, não estando lá somente para encarecer o ingresso e causar dores de cabeça.

Por Isadora Morandi

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Hoje, 24, é a estreia do filme “Elis”. A história abordará a breve carreira da cantora, que ainda jovem chega ao Rio de Janeiro ao lado de seu pai, até sua morte por overdose. A construção da narrativa trará como pontos a evolução da gaúcha como interprete e seus envolvimentos amorosos, com Ronaldo Bôscoli e César Camargo Mariano. Assim como sua forte personalidade, temperamento explosivo e sua relação de pânico com a ditadura militar.

No papel central está Andreia Horta, que apesar de não cantar no filme, fez uma intensa imersão na vida da cantora e assim ser capaz de reproduzir os trejeitos Elis. A preparação que durou três meses, das 9h às 17h, rendeu a atriz o prêmio de Melhor Atriz no Festival de Gramado deste ano. “Andreia tem mesmo uma performance digna de prêmios, com essa personagem e uma performance arrebatadora. ”, elogia Prata.

A trajetória de Elis como interprete se deu em meio ao auge da ditadura militar. A cantora, que viu amigos sendo torturados e exilados, vivia em constante temor por sua família. Na época, seus filhos eram pequenos. E esse receio de não saber o amanhã a deixou fragilizada, como relata o cineasta Carlos Prata, responsável pelo longa.

Prata, que tem uma longa história na MTV Brasil e estreia como diretor, diz ter sido cuidadoso ao escolher momentos delicados da vida da cantora: “Ela só se envolveu com drogas nos últimos seis meses de vida. Foi um acidente, uma tragédia, e busquei dar o tratamento que isso pedia.”. A cantora morreu precocemente em janeiro de 1982, aos 36 anos.

O longa ainda conta com a participação dos atores Caco Ciocler, César Camargo Mariano e Gustavo Machado, Ronaldo Bôscoli.

Clique aqui para saber os locais e horários em que o filme estará disponível.

Fonte: Metro Jornal/ Por Ana Paula Tinoco

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NOTA: ☆ ☆ ☆ ☆ ☆

Na quinta-feira, 17, estreou um dos filmes mais esperados do ano, o primeiro longa da nova saga do universo bruxo da escritora britânica J.K. Rowling: Animais Fantásticos e onde Habitam. O filme que teve sessões esgotadas durante toda a quinta-feira, levou milhares de fãs do bruxo mais famoso do mundo, Harry Potter, a completa loucura. É claro que nós do Jornal Contramão fomos assistir na íntegra esse “não tão novo assim” sucesso.

O longa conta a jornada de Newt Scamander (Eddie Redmayne), um magizoologista britânico que chega à cidade de Nova York carregando sua preciosa maleta magica repleta de animais fantásticos. Scamander está realizando viagens por todo o mundo em busca de novas criaturas, com o objetivo de estuda-las, acolhê-las e até mesmo salvá-las, uma vez que o bruxo encontra-se escrevendo um livro para mostrar a toda a comunidade bruxa que tais bichos, não são perigosos e sim preciosos aliados. Entretanto, o bruxo não obtém facilidades para sua pesquisa junto à comunidade americana, onde os bruxos temem muito mais a sua exposição perante os “no-majs” do que os britânicos perante os “muggles”.

O filme que se passa anos antes da história do “garoto que sobreviveu” trata diversos assuntos com tamanha delicadeza que não te faz desconectar de um para ligar a outro, sem contar que a todo momento retoma a personagens e a fragmentos já retratados anteriormente nos filmes de Harry, como o famoso bruxo Alvo Dumbledore, o temido Gerardo Grindelwald, a tão amada Hogwarts e obviamente, todos os feitiços usados. Sem contar pelo fato de que o próprio Newt Scamander já havia sido citado nos outros filmes e livros, uma vez que seu livro (que contém o mesmo título do longa) é usado pelos alunos de Hogwarts. Além dos fragmentos antigos, são apresentados novos fragmentos, como a escola norte-americana Ilvermony, o conselho bruxo chamado MACUSA (Magical Congress of the United States of America) e obviamente, as criaturas que Newt leva em sua bagagem.

Escrito por J.K. Rowling e dirigido pelo mesmo diretor dos últimos filmes de Harry Potter, David Yates Animais Fantásticos retrata as diferenças, o preconceito, a hierarquia, superações, conquistas, medos, inseguranças e obviamente, a amizade. O filme consegue ser sombrio e completamente engraçado ao mesmo tempo, contendo cenas de ação hipnotizantes e cenas humorísticas nada forçadas que consegue arrancar gargalhadas de todas as pessoas que degustam do filme. A forma sombria e hilária não é separada somente pelos diálogos e sim também pela fotografia. Nos momentos em que temos Newt perambulando por Nova York, com um jeito meio sapeca e culposo e nos momentos em que o temos juntamente a seus novos amigos a fotografia é amarelada ou até mesmo acinzentada, que torna o ambiente frio e quente ao mesmo tempo, antigo e até mesmo calmo. Com quente e frio ao mesmo tempo podemos caracterizar em relação ao que nos é passado da cena e no que os personagens sentem; na frieza podemos dizer no próprio clima da cidade, que relata como sendo bastante gelado e como quente podemos dizer ser em relação à parceria que Newt consegue conquistar com os novos personagens, as duas bruxas Queenie e Tina e o no-maj Jacob. Nas cenas dentro da maleta temos um misto de cores que consegue com muito louvor despertar uma certa paixão no espectador que logo se apega com o carisma de cada animalzinho carismático que se encontra ali, sem contar na forma como o amor de Scamander pelos mesmos parece saltar da tela. Já as cenas no MACUSA, no orfanato e principalmente nas cenas com os personagens Credence e Percival Gravez temos uma fotografia bem escurecida e pesada, passando uma tensão e uma atenção maior, uma vez que tais cenas possuem uma tremenda carga de mistério que deixa qualquer um que vê bastante curioso com a situação.

O filme consegue ser surpreendente do início ao fim, principalmente com a revelação no finalzinho que absolutamente ninguém esperava e que foi muito bem escondido. É importante ressaltar também a química e a fluidez dos atores com a câmera, o que deixa o ambiente do filme bastante natural, confortável e descontraído, os movimentos são sutis e os cortes leves. O fato mais surpreendente do filme inteiro com toda certeza é seu efeito especial, fator que toma conta de todo filme por si só, fato que foi feito com uma agilidade impressionante, uma vez que dentre toda a proporção do filme apenas uma cena bem rápida consegue incomodar e passar de forma totalmente perceptível aos olhos de quem vê. Os animais e os duelos de feitiços possuem claramente o mesmo padrão realizado nos filmes de Harry Potter, o que faz com que consigam suportar a demanda sem deixar a desejar, é absolutamente como se fosse uma versão mais tecnológica, elaborada e ousada dos demais filmes, fator que funcionou com excelência.

Animais Fantásticos é de aplaudir de pé. O longa não decepcionou fãs, a imprensa e nem a crítica, uma vez que sua nota possui a média 4 em 5, sendo a nota mais baixa 3,3. J.K. Rowling provou mais uma vez que criou um universo tão enorme e excelente que por mais que realize inúmeras coisas sobre o mesmo, jamais ficará maçante e jamais decepcionará ou desanimará os fãs, apenas conseguirá mais amantes e mais pessoas completamente fascinadas pelo grande universo bruxo. O Jornal Contramão recomenda o filme a todos, se você quer aproveitar seu tempo livre, por que não se deleitar em um mundo encantador nos cinemas? Animais fantásticos é a escolha certa! Nox.

Por Isadora Morandi

Abordando o tema “Mulheres no Cinema”, começa hoje, 04, a 3ª Edição Festival Interamericano de Cinema Universitário, o do Lumiar. Organizado pelas professoras de cinema do Centro Universitário UNA, Mariana Mól e Ursula Rösele, o evento deste anos pretende discutir quais os são os espaços, as preocupações e as perspectivas das mulheres no cinema e independente da ordem acadêmica,  técnica e artística, mostrar a importância delas nessas frentes.

Segundo as coordenadoras do festival, o curso de Cinema do Centro Universitário UNA, contam com “116 alunas que buscam de conhecimento, reconhecimento e comprovando a pluralidade de possibilidades de atuação da mulher na área”.

Ao todo, 248 curtas-metragens foram inscritos para a Mostra Competitiva Interamericana, que abrange sete países diferentes e várias regiões do Brasil. Sendo que foram selecionados 37 curtas para a mostra, que anunciará os ganhadores no último dia do evento, 11.

A abertura do Festival será realizada às 19 horas, no Cine Humberto Mauro, a entrada é gratuita e os ingressos devem ser retirados meia hora antes na bilheteria do evento. Artesãs do tempo (MG, 2016) documentário de Rebeca Francoff será uma das atrações e também o filme Estado Itinerante (MG, 2016) de Ana Carolina Soares.

Após a abertura será exibido o primeiro filme da Retrospectiva de Juliana Rojas e Marcos Dutra, Sinfonia da Necrópole (SP, 2014), o filme se passa na cidade de São Paulo e retrata um aprendiz de coveiro e uma nova empregada do cemitério que são subordinados a fazerem o recadastramento dos túmulos abandonados, durante o filme uma série de acontecimentos estranhos fazem com que o coveiro reflita sobre sua profissão.

Acesse para saber a programação:

https://lumiarfestival.wordpress.com/programacao/

Reportagem: Amanda Eduarda e Gabriella Germana.