cinema

Dentre as diversas atrações que estavam acontecendo ontem, 26, no Centro Universitário UNA, no Vitrine 2012/02, a turma de Cinema Audiovisual apresentou o seu TIDIR, as 19h, na sala 8. A proposta foi realizar uma adaptação de contos do escritor Machado de Assis.

Os alunos tiveram que fazer um curta metragem de animação com apenas 3 minutos, em stop motion (fazer uma animação através de várias fotografias) e pixelation (animação com pessoas), podendo escolher qual deles iriam utilizar. “O nosso grupo adaptou o conto a Essência das Rosas. Nossa adaptação partiu da insatisfação do mundo, que ele criou as rosas e as rosas nunca estavam satisfeitas com nada, que as pessoas nunca estão satisfeitas com o que elas têm”, declara a estudante de cinema, Amanda Heisandres.

O outro grupo da turma de cinema escolheu o conto . Os alunos contam que tiveram uma preparação desde o início do semestre. “Tivemos alguns problemas relacionados à adaptação e o tema era stopmotion, mas a gente decidiu usar os dois temas tanto o stop motion quanto o pixelation”, conta a estudante de cinema, Natalie Matos.

 Por: Ana Carolina Nazareno

Foto: Ana Carolina Vitorino

As exibições dos filmes da 2ª Mostra de Cinema Espanhol e Latino-americano de Belo Horizonte- Latino 2012 começaram hoje no Cine Usiminas Belas Artes. Serão exibidos mais de 100 sessões de filmes latinos com legendas em português, a maioria deles inéditos em BH. Devido o parentesco cultural entre os latinos e os espanhóis, ambas as cinematografias são representadas na mostra, que apresenta ainda exposição, um concurso cultural de crítica cinematográfica e agenda de palestras.

Alguns dos temas do evento são Terror pop, Realismo no cinema espanhol dos anos 50, Novos autores, Cinema em construção, além de homenagens à Calpurnio e Ana Katz. No domingo as sessões de 16h e 19h45 exibirão filmes de animação sobre a personagem de quadrinhos Cuttlas, do desenhista espanhol Calpurnio. Já no dia 28, em sessões de 19h45, 21h e 21h30, será exibida a obra da argentina Ana Katz (formada na Universidad del Cine, realizou vários curtas como Ojala corriera viento. Estudou atuação nas escolas de Julio Chávez e Elena Tritek, além de escrever e dirigir obras teatrais).

Um dos destaques do festival é o documentário Como se a vida fosse música, que faz uma homenagem a Murilo Antunes. A produção conta a história do poeta e compositor mineiro por meio de música e depoimentos, o documentário será exibido no dia 27, às 21h30. A exposição O realismo espanhol também terá seu lugar na mostra, são dez fotografias de cenas marcantes de filmes produzidos em diferentes momentos da história. Outra atração do evento é o concurso de Crítica de Cinema Latino 2012, as três melhores críticas ganharão bolsa de estudo para um curso de espanhol.

Programação completa.

O endereço do Usiminas Belas Artes  é rua Gonçalves Dias, 1.581, Lourdes. A entrada é franca, porém com vagas limitadas. A distribuição de ingressos será feita 30 minutos antes de cada sessão.

Por Ana Carolina Nazareno e Rafaela Acar

Foto: filme Abraços Partidos de Pedro Almodóvar

O Palácio das Artes recebe, a partir de hoje, onze obras da coleção Filmes e Vídeos de Artistas do Projeto Itaú Cultural. É a primeira vez que essas obras são reunidas em uma única mostra. “Selecionamos os trabalhos com base na sua representação antológica e com base na forte questão mercadológica que representam atualmente”, afirma o curador Roberto Moreira.

A coleção é composta por vídeos artísticos produzidos no Brasil nos últimos 50 anos. Ainda de acordo com o curador “os vídeos revelam, por suas qualidades estéticas, a relevância da produção brasileira de filmes e vídeos de artistas”, comenta. A exposição apresenta ainda uma seção com foco em obras realizadas a partir da década de 90 por uma nova geração de artistas.

A mostra está na galeria Alberto da Veiga Guignard, no Palácio das Artes até o dia 6 de janeiro de 2013. As visitações ocorrem de terça a sábado de 9h30 às 21h, e aos domingos de 16h às 21h. A entrada é gratuita.

Por Marcelo Fraga e Paloma Sena

Imagem: Divulgação / Itaú Cultural

As exibições dos filmes A arte de andar pelas ruas de Brasília (Brasil, 2011, 17min) e Não quero voltar para casa sozinho (Brasil, 2010, 17min) encerram a mostra Todxs Diversx, em Belo Horiozonte no Espaço TIM UFMG do Conhecimento a partir das 19h. Ao longo do mês de novembro a mostra organizada pelo Núcleo de Direitos Humanos e Cidadania LGBT da UFMG (NUH/UFMG), em parceria com curso de Cinema e Audiovisual do Centro Universitário UNA reuniu e debateu filmes com a temática relacionada a diversidade sexual. “É o último dia do evento aqui em Belo Horizonte, em dezembro ela vai para o Vale do Jequitinhonha. Os filmes exibidos promoveram uma discursão importantíssima ligada a transexualidade”, afirma Tatiana Carvalho, cineasta e organizadora da mostra, cujo filme TransHomemTrans (Brasil, 2012, 19min) foi exibido ontem.

Hoje, o evento recebe como convidados o coordenador executivo do projeto Educação sem Homofobia, Igor Monteiro, e o mestre em psicologia social pela UFMG, Leonardo Tolentino, para comentar as exibições.

Eu Não Quero Voltar Sozinho

O curta, que foi censurado no Acre após ser considerado com Kit Anti-Homofobia (material didático organizado pelo Ministério da Educação, cuja distribuição foi proibida), conta a história do adolescente Leonardo que com deficiência visual vê sua vida mudar totalmente cm a chegada de Gabriel em sua escola. A partir daí, nasce uma história de descoberta e amor homoafetivo entre os dois adolescentes.

O curta-metragem ganhou diversos prêmios nacionais e internacionais desde sua estreia em 2010. Com direção de Daniel Ribeiro, o filme fazia parte do Cine Educação – projeto que exibe filmes em escolas com parceria da Mostra Latino-Americana de Cinema e Direitos Humanos.

Segundo Lufe Steffen, 37 anos, cineasta paulistano, a proibição foi obviamente um absurdo, “foi mais uma agressão dos hipócritas e oportunistas contra a arte, transformando um filme em pretexto para que os “censores” se beneficiem politicamente”, critica o cineasta. “Quanto ao filme em si, acho uma obra muito bonita, independente da questão gay. É um belo filme”, completa.

A arte de andar pelas ruas de Brasília

O filme conta a história de duas garotas, muito amigas, que moram em Brasília. Uma das garotas começa a se questionar se o que há entre elas é apenas amizade, porém a pressão psicológica que a mãe de uma delas faz usando a religião sob a menina faz com que a garota comece a policiar seus atos do dia a dia temendo o castigo de Deus.

Por Ana Carolina Nazareno e Rafaela Acar

Foto: divulgação do filme Não quero voltar para casa sozinho

O Cine Humberto Mauro recebe, a partir de hoje, mais uma edição do Festival do Filme Documentário e Etnográfico e Fórum de Antropologia e Cinema (ForumDoc). A abertura será com a exibição do documentário Xapiri, produzido coletivamente por brancos e índios. “Nossa expectativa é que tenhamos um bom público. Muitas pessoas nos acompanham desde as primeiras edições”, afirma o organizador Ewerton Belico.

O ForumDoc comemora nesta edição 20 anos da demarcação da terra indígena Yanomami (maior do Brasil) e também destaca a atual luta dos índios Guarani Kaiowá pela demarcação de seu território no Mato Grosso do Sul. Ainda de acordo com a organização, “a intenção do evento é promover um debate sobre cinema e documentário, mas sempre com um espaço reservado para a cinematografia indígena”.

Até o dia 2 de dezembro várias mostras serão promovidas. O destaque é a mostra A Mulher e a Câmera, que exibirá somente filmes dirigidos por mulheres. Além do Cine Humberto Mauro, os documentários serão exibidos na UFMG e em Inhotim. Durante o evento ocorrerão sessões comentadas com a presença dos diretores, além de oficinas. A sessão de abertura ocorrerá hoje às 19:30h no Cine Humberto Mauro. A entrada é franca e os ingressos devem ser retirados com 30 minutos de antecedência.

Por Marcelo Fraga e Paloma Sena

Foto: Internet

Esta semana, a mostra Tati por Inteiro exibe a obra completa do cineasta francês Jacques Tati, rememorando os 30 anos da morte do artista. Totalizando onze obras audiovisuais, o evento conta ainda com um documentário sobre o homenageado, dirigido por sua filha Shopie Tatischeff, e uma aula inaugural com o crítico francês, Stéphane Goudet.

Segundo o professor de crítica cinematográfica, Athaídes Braga, Jacques Tati, com sua personagem Mr. Hulot, é um somatório de Charles Chaplin e Buster Keaton, reconhecidos como os primeiros grandes cômicos do cinema. “Mr. Hulot é uma verdadeira corporização da graça, o humor dele é único, não depende de texto”, afirma Braga.

Um dos filmes que serão exibidos no evento será “Meu Tio” (Mon oncle, França, 1956) que faz uma sátira à vida mecanizada e é considerado por Braga a obra prima de Jacques. “É o filme onde percebo a maior piada visual, é o humor de uma pessoa anacrônica àquele ambiente”, opina.

De acordo com Braga, depois do anos 80, raras foram as vezes em que algum filme de Tati foi exibido em salas de cinema brasileiras, “Acho muito importante ele ser resgatado pelos jovens, pois é este público que encontra uma grande facilidade de informação, porém uma falta de cultura”, completa.

Sobre Jacques Tati

Jacques Tati (1907 – 1982) nasceu na França, onde começou sua carreira como ator e roteirista em 1932. Sua carreira decineasta começou em 1947 com ” Jour de Fête” que lhe rendeu o prêmio de melhor roteiro no Festival de Veneza, na Itália e o Grande Prêmio do Cinema Francês em 1950. Destacou-se por seu tema e estilo que sempre remetiam a uma constante luta entre o homem e a máquina.

A mostra será exibida no Sesc Palladium, a partir de hoje (05/11) até o dia 18 de novembro. A entrada é franca.

Veja a programação.

Por: Ana Carolina Vitorino e Rafaela Acar

Ilustração: Diego Gurgell