cinema

Por Tiago Jamarino – Start – Parceiros Contramão HUB

O ator Anthony Daniels que vive C-3PO afirmou que acredita que Star Wars: Os Últimos Jedi ajudará a cimentar o papel de Carrie Fisher na franquia de ficção científica como parte de seu legado, sugerindo que o filme apresenta uma de suas melhores performances. Daniels também observou que eles tinham que manter as latas de Coca-Cola deixadas por Fisher no set escondidas em algumas filmagens.

 

Space.ca cobriu um painel recente da Fan Expo Canadá com Daniels, que naturalmente levou a algumas perguntas sobre Os Últimos Jedi. O ator do personagem explicou que ele se sentiu fascinado pelo desempenho de Fisher ao fazer o ADR para o filme:

 

“A magia dos filmes é que você vai vê-la como você nunca viu antes. No outro dia, quando eu estava revendo minha voz em [Os Últimos Jedi], esqueci completamente o que tínhamos filmado. De repente, nas filmagens que estou assistindo, está aí, vivendo para sempre. São filmes pra você. “

 

Além disso, Daniels compartilhou uma anedota explicando que a equipe teve que ficar inteligente para manter as latas de Coca-Cola de Fisher – que ela deixou no set – de várias filmagens-chave:

 

“Você ficaria surpreso com quantos filmagens em que ela está na cama, uma lata de Coca escondida em algum lugar, e a equipe estava desesperada para não aparecer!”

 

Escrito e dirigido por Rian Johnson, o elenco de Star Wars: Os Últimos Jedi inclui Mark Hamill como Luke Skywalker, Carrie Fisher como General Leia Organa, Daisy Ridley como Rey, John Boyega como Finn, Adam Driver como Kylo Ren, Oscar Isaac como Poe Dameron, Lupita Nyong’o como Maz Kanata, Kelly Marie Tran como Rose Tico, Laura Dern como vice-almirante Amilyn Holdo, Gwendoline Christie como capitã Phasma, Andy Serkis como líder supremo Snoke, Domhnall Gleeson como general Armitage Hux, Benicio Del Toro como “DJ”, Joonas Suotamo como Chewbacca, Anthony Daniels como C-3PO e Jimmy Veecomo R2-D2.

 

Star Wars: Os Últimos Jedi está programado para ser lançado nos cinemas em 15 de dezembro de 2017.

 

Fonte: Space.ca

1 312

Por Ana Paula Tinoco

Hollywood vem dilacerando obras consagradas do mundo dos animes, HQs e games há anos sem a menor consideração, pudor ou pedido de desculpas. Mas, pasmem, a culpada desta vez é ninguém mais ninguém menos que a tão amada e respeitada Netflix.

Antes, é claro, de me aprofundar sobre o assunto que será tema do texto, quero deixar claro que a opinião parte de alguém que não tem familiaridade com a obra original. Dito isso, não posso ser acusada de ser fangirl e sim uma pessoa que se sentiu lesada com o tempo que perdeu diante da televisão. E se por acaso você ainda não descobriu o que virá nessas mal traçadas linhas, sim, falo do Live ActionDeath Note”.

Os minutos iniciais nos vendem uma ideia de um Light Turner (Nat Wolff) inteligente, meticuloso e altamente centrado, mas todos esses adjetivos caem por terra quando ele encontra o livro que dá nome a obra. Sua inteligência se transforma em devaneios e o que vemos é um adolescente transpirando hormônios sem a menor discrepância do que tem em mãos. Sua inocência chega a ser hilária, para não dizer triste, e ainda não citei o seu primeiro encontro com o Shinigami Ryuk.

Mencionado o embate, a coisa se torna tão caricata e tão filme b da época de programas como do Zé do Caixão, que somente fui me atentar ao belo trabalho que fizeram ao criar a entidade no decorrer do filme, não podemos deixar de mencionar aqui o trabalho impecável do consagrado ator Willem Defoe.

Acerto a parte e sem mais delongas continuo a nadar no mar de decepções tão imenso quanto o nosso Oceano Pacífico quando o roteiro apresenta a personagem feminina do longa, Mia Sutton (Margaret Qualley). Mia, que era para ser a versão de Misa Amane, é uma menina fútil, volúvel e mimada. Vendida aos telespectadores como a garota popular da escola (sim, você não leu errado), ela é aquele belo clichê de filmes da sessão da tarde que se aproximam do Nerd da escola em um relacionamento improvável por motivos e interesses que passam longe do verdadeiro amor.

Relacionamento colocado lá para forçar uma identificação que adolescentes não sentiam desde o forçado triângulo amoroso da Saga Crepúsculo. O desenrolar desse “sentimento” é tão raso que aos poucos você nota que aquilo aconteceu para ter um plot twist tão obvio quanto o abandono de Christian Grey por Anastasia no sofrido 50 tons de cinza.

Nesse momento, já havia me esquecido do que era o famoso livro que dá nome ao anime. Consegue mentalizar toda aquela temática de livre arbítrio e a linha tênue que separa vingança de justiça? Ela se perde nos trejeitos de L (Keith Stanfield). O ator está tão caricato e forçado que o fato de não conseguir tirar os olhos da tela a cada momento em que ele aparece não significa um elogio.

A tão aguardada disputa de intelectos entre Light e L mais lembra dois garotos brigando para saber quem salvou a Princesa Peach primeiro. A rivalidade entre eles e o que conduz o desenrolar dos fatos é preguiçosa, os egos que deveriam ser gigantes são reduzidos a brigas de adolescentes em páginas políticas em que a conversa gira em torno da questão: “o Nazismo é de direita ou esquerda? ”. E a tentativa de dar um ar de suspense à perseguição que se segue a partir da descoberta de L seria cômica se não fosse trágica.

Não poderia deixar de fora as mortes, as punições àqueles que merecem ter seus nomes escritos no caderno da morte. Óbito após óbito o meu cérebro foi fazendo uma junção de dois filmes de suspense: Premonição e Jogos Mortais, mas esqueça o glamour dos dois primeiros, menciono os últimos quando a ideia era banho de sangue para uma maior audiência. O restante do elenco não consigo mencionar, porque eles são esquecíveis, sem graça e estão ali para que o cenário em certos momentos pareça cheio ou para cenas deprimentes como a sequência protagonizada por Paul Nakuchi, o Watari.

Mas, antes que você pense: “nossa, não tem nada de bom? ”. Sim, tem. Como disse no terceiro parágrafo, temos o Ryuk.

Da esquerda para direita: Marcelo Miranda (crítico de cinema), Ricardo Moura (guia religioso da Casa de Caridade Pai Jacob do Oriente e Célio Dutra (Diretor do Documentário)

Por Ana Paula Tinoco

A 11ª Mostra de Cinema de Belo Horizonte chegou ao seu final e não poderia ser de outra forma que se não em grande estilo. Com uma programação variada, o evento contou com várias opções para diferentes gostos e preferências, entre seminários, sessões de cinema e shows musicais, a CineBH 2017 foi um grande sucesso.

Documentários tiveram suas estreias, mas um em particular chamou atenção, não por ser sua primeira exibição, mas pelo seu roteiro que guiou seu diretor através dos ritos e preparativos da celebração do Dia do Preto Velho. Sendo essa uma das mais importantes festas da Umbanda no Brasil, o filme nos leva por uma viagem que parte do primeiro dia em que os fiéis começam sua liturgia até o dia dá tão esperada celebração.

Sobre a ideia do filme o diretor Célio Dutra nos conta como surgiu a ideia para o longa-metragem: “Era vontade minha produzir algo com um amigo meu, eu via o trabalho social que ele fazia, questões que não estavam juntas a religiosidade. E eu tinha aquela vontade de participar, mas não encontrava um jeito. Ele começou a frequentar a casa do Ricardo* e após dois anos dialogando sobre a maneira ideal que refletisse a realidade da casa, que mostrasse o dia a dia, o filme aconteceu”.

O longa apresenta de forma prática, didática e educativa a organização e sistema criado pelos frequentadores do terreiro da lagoinha que dividindo seu tempo entre orações e canções trabalham para que tudo saia perfeito no grande dia. Descontraídos e bem-humorados aqueles que nos falam sobre a religião tentam levar entendimento àqueles que desconhecem a fé e o credo de quem segue as Matrizes Africanas.

“O terreiro é acolhimento, respeito a diversidade. Todos que chegam lá são abraçados e acolhidos como iguais”, fala Pai Ricardo quando o tema intolerância é ressaltado. Para Dutra, o preconceito somente pode ser subjugado pelo respeito, “A intolerância não precisa existir, você tem que conhecer.”

 

 

*Guia religioso da Casa de Caridade Pai Jacob do Oriente

 

0 149

Por Jeferson Cirilo – Start – Parceiros Contramão HUB

As primeiras reações baseadas em mídias sociais para a mais recente adaptação de Stephen King nos cinemas, e do som das coisas, é um verdadeiro vencedor.

 

Ao contrário do anterior A Torre Negra deste mês, parece que a nova visão cinematográfica de King’s IT foi abraçada pelo público com a sorte de ver o filme cedo:

“Eu amei It – A Coisa. É tudo o que eu queria. Assustador pra caramba, Skarsgard está incrível como Pennywise, e os Perdedores estão perfeitos.”

“Assisti It – A Coisa. Eu amei. E aí eu fui levar o lixo para fora na minha escadaria vazia e escura… E ME ASSUSTOU PRA CARAMBA PORQUE O FILME ME APAVOROU DE VERDADE.”

“Posso dizer que assisti It – A Coisa essa noite. E foi incrível! O elenco é excelente. E sim, Pennywise é assustador! Esse vai ser um monstro nas bilheterias.”

“It – A Coisa: o filme é um verdadeiro circo: barulhento, assustador, engraçado. E o melhor de tudo, ele tem coração.”

“Estou feliz em dizer que It – A Coisa é efetivamente assustador e uma adaptação fiel de (metade) da obra de Stephen King. Sai muito satisfeito.”

 

Baseado no romance best-seller de Stephen King. Um grupo de crianças enfrentam seus maiores medos quando buscam respostas para o desaparecimento de crianças em Derry, Maine. Eles enfrentam um palhaço mal chamado Pennywise, cuja história de assassinato e violência remonta há séculos.

 

O filme é estrelado por Finn Wolfhard, Jaeden Lieberher, Wyatt Olef, Jack Grazer, Jeremy Ray Taylor, Sophia Lillis, Chosen Jacobs e Bill Skarsgård.

 

IT chega aos cinemas 8 de setembro de 2017.

Por Ana Paula Tinoco

“A National Film Board of Canada é uma organização canadense que produz e distribui produções interativas, documentais e animações autorais, com ênfase em inovação, experimentação e impacto social” – 11ª Mostra CineBH

A convidada a nos contar sobre os novos projetos e a realidade da agência cinematográfica foi a diretora executiva de produções em língua inglesa da NFB, Michelle Van Beusekom, esclareceu sobre como opera a produtora foi categórica ao dizer que seu país, o Canadá, foi e é feito por imigrantes. E reafirma isso dizendo que a prioridade na escolha do cineasta é seu endereço e não sua nacionalidade.

A NFB, que tem destaque no mundo cinematográfico, tem 50% de sua verba voltada para cineastas mulheres e é líder ao se tornar o primeiro estúdio de cinema feminino intitulado “Studio D”. A partir de 2016, no Dia Internacional da Mulher, eles começaram a apresentar uma série de iniciativas que tinham como tema a igualdade de gênero.

Sobre a seleção dos projetos Beusekom conta como a mágica acontece: “As pessoas podem mandar seus projetos, mas na realidade poucos são aceitos devido a orçamentos. Normalmente os projetos são escolhidos em festivais ou feitos por parcerias”.

Apresentando alguns documentários, com destaque para “The Apology” – conta a história das mulheres que foram sequestradas ainda crianças para serem escravas sexuais do exército japonês durante a 2ª Guerra Mundial – e do Brasileiro Rogério Santos, que mostra a realidade das famílias que viviam e vivem nos arredores da Usina Hidrelétrica de Belo Monte.

O bate-papo mediado por Paulo Carvalho, colaborador do Brasil CineMundi e curador e produtor da Autentika Films, foi descontraído. Tranquila, Beusekom mostrou insatisfação pela situação política atual de nosso país e comparou nossa nação à dela: “Nós somos países novos que sofremos coma violência do colonialismo, temos vários imigrantes e uma população indígena imensa. Temos muito em comum como partes desse novo mundo e eu vejo no nível criativo sempre o desejo de trabalharmos juntos. É triste ver o que está acontecendo agora. ”

Para conhecer a organização: National Film Board of Canada – NFB

Por Ana Paula Tinoco

Pierre León, cineasta francês de origem russa, é o grande homenageado e possui destaque merecido na 11ª CineBH. Como diretor León tem uma gama de filmes distribuídos entre curtas e longas metragens, sendo que desse apanhado de 30 obras 14 delas serão exibidas em sessões ao longo da semana na Mostra de Cinema.

Talentoso, mas ao mesmo tempo modesto, León diz ter orgulho de suas obras, afirmando que jamais teve vergonha do que tenha sido feito ao longo de sua carreira que começou em 1994 com o longa Li per Li. Questionado sobre pertencer ao Cinema Marginal, ele esclarece: “Não me considero Marginal, sou periférico. Sou do cinema de estoque.”

Sobre a inspiração para suas obras, León poetiza de onde vem a sua inspiração e como suas ideias para filmes surgem ao dizer que vêm da beleza: “Ela (inspiração) pode vir de uma música, um prédio bonito ou até mesmo um belo rosto que eu tenha visto. Eu quero é contar uma história”, diz León com muito bom humor.

Sobre as dificuldades que cineastas independentes encontram, ele diz que não importa como, mas o filme tem que ser feito: “Se não há dinheiro eu consigo, empresto dos amigos, da minha mãe, de quem puder ajudar e faço meus filmes”.

Ao ser questionado sobre o futuro e como ele vê sua obra inserida nele, León diz que gosta de pensar que daqui 50 anos pessoas verão seus filmes. Mas que gostaria que as pessoas soubessem que seus filmes são específicos, pois seus filmes são diferentes uns dos outros, são imagens e salienta: “Eu às vezes faço filmes ruins, mas o fato de mostrar tudo o que uma pessoa fez dá uma ideia melhor. E em 30 anos será possível ver se há coerência no meu trabalho”.

León que também é crítico de cinema, escrevia pra revista francesa Trafic, faceta pela qual muitos o conhecem, diz que o trabalho do crítico é atentar para os detalhes presentes nos filmes e não dizer ao público o que ele deve gostar e cita o cineasta, também francês, Jean-Luc Godard: “Não é porque o público é ruim que os filmes sejam ruins”. E aponta para o fato de que os críticos devem sim falar de filmes que as pessoas não falam, uma forma de levar conhecimento sobre cineastas desconhecidos.

E encerrou o bate-papo com a seguinte frase: “O cinema precisa de invenção!”.