cinema

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Por Vitor Nascimento

Um grupo de cientistas descobre a existência de fantasmas, e com a união de seus conhecimentos elas se preparam para estudar e capturar os monstros. Ao começar a jornada, uma ameaça improvável nasce. Esta é a sinopse, sem entregar nada. Os produtores da Sony e o diretor Paul Faig com o intuito de ajudar a indústria a acabar com os estereótipos e o machismo no cinema, contam com as personagens Abby Yates (Melissa McCarthy), Erin Gilbert (Kristen Wiig), Patty Tolan (Leslie Jones) e engraçada Jillian Holtzmann (Kate McKinnon) como às novas heroínas de Nova Iorque.

Eles só escorregam ao colocar a personagem negra, da Leslie Jones, como a especialista de rua e motorista da equipe (isso ocorre nos filmes originais), mas isso é só um detalhe que não estraga a experiência. A proposta que vende o filme é fazer um reboot com protagonistas femininas, explorando mais o relacionamento do grupo, aproveitando também a adição de novos apetrechos e ajudando a melhorar os equipamentos que já existiam no universo dos caça-fantasmas. Menores e mais funcionais a mochila de prótons e a armadilha de fantasmas não tiveram grandes participações no novo longa-metragem. Os homens neste filme não passam de pontas que não funcionam sem o poder das heroínas. O personagem Kevin, por exemplo, é secretário das caça-fantasmas (Chris Hemsworth, Thor) e é retratado como um idiota que não consegue nem atender um telefone.

Essa é a resposta da produção quando o primeiro trailer saiu, e houve uma enxurrada de críticas por parte dos homens, com comentários machistas no Youtube e o recorde de deslike, por ter simplesmente mulheres como protagonistas. O filme vende o tempo todo os efeitos fantasmagóricos bem produzidos, a interação e a inteligência das personagens, que, sem muito esforço, conseguem fazer um bom trabalho, que consiste em entender as atividades paranormais pela cidade. Os diálogos entre as protagonistas passam facilmente pelo teste de Bechdel (o teste pergunta/questiona se uma obra possui pelo menos duas mulheres que conversam entre si sobre algo que não seja um homem).

 

A trilha sonora traz de volta a música tema e uma nova versão pop feita pelo Fall Out Boy, que não consegue ter o mesmo impacto que a música original do Ray Park Jr. Já a trilha sonora orquestrada consegue fazer com o que os filmes atualmente não conseguem, colocar emoção nas ações das personagens, sem parecer genérico, criando uma identidade. Para as pessoas receosas quando o assunto é reboot, ‘As caça-fantasmas’ faz jus a toda mitologia estabelecida nos filmes dos anos 80, bem mais humorado e colorido, cada uma tem o seu momento de brilhar. Com vários easter-egg, o filme faz uma bela homenagem aos atores da velha franquia, e estabelece o seu próprio universo alternativo.

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Por Ana Paula Tinoco

Sempre amei as animações da vida, O Rei Leão era o meu ápice. Quando a Pixar ganhou o mundo com Toy Story, eu estava saindo da adolescência, ou seja, ela fez parte de uma grande mudança da minha vida. Talvez, por isso, eu seja uma daquelas pessoas que vê o estúdio com outros olhos que vão além da sua qualidade.

Há alguns anos a Disney percebeu que se você não consegue vencer a competição o melhor é agrega-la a sua enorme fábrica de dinheiro. Mas, o melhor disso tudo foi ver o quanto a Pixar ensinou a Disney ao longo dos anos dessa junção. Temos um ótimo exemplo: Frozen. Uma história que foi muito além da fábula manjada do tudo vai dar certo e você será feliz para sempre.

Claro que em alguns títulos, como é o caso de Bravejá digo que é um dos meus filmes preferidos, você pode ver uma influência enorme dos estúdios Disney na história, que sempre conta com uma mensagem de evolução de caráter no final. Mas, que se mostra bacana e inovadora quando você percebi que Merida está longe de ser mais uma “princesa Disney”.

Sem mais delongas vamos ao ponto desse texto: Zootopia! Claro que demorei a ver o filme. Mas, não me arrependo. Algumas animações e até mesmo outros estilos de filmes são feitos para serem vistos no momento certo. Para mim é quando a expectativa criada por causa de todo o marketing em cima do título em questão já passou. Quase sempre fico decepcionada quando sigo a maré do está todo mundo vendo.

A preparação foi a mesma de sempre: Um copo com água e gelo, biscoito recheado, edredom (pode tá 1.000 graus que ele é peça chave, nem que seja p ficar do ladinho) e silêncio. Acho que por isso não gosto de cinema, principalmente em dia de estreia. No início estava na cara que era Disney, também admiro isso, pois as animações são sempre muito distintas entre os dois estúdios, personagens fofinhos e muito bem representados em sua natureza animal.

Judy Hopps é a perfeita protagonista, sonhadora quer quebrar um círculo vicioso de sua família. Família que possui uma fazenda e o que mais ela poderia fazer se não cultivar verduras e vegetais, afinal ela é uma coelha. É um mundo perigoso lá fora, onde a lei do mais forte é a que prevalece, ou seja, você é aquilo e pronto e não adianta tentar provar o contrário, pois tudo que eles vêm é o que está diante de seus olhos.

Querendo quebrar esses tabus, Hopps vai para Zootopia após se tornar a primeira de sua espécie a se juntar a força policial. Ao chegar, ela sofre preconceito e então começa a sacada do filme. Apesar de querer quebrar os estereótipos provando que você pode ser o que quiser independente de sua natureza, Hopps se mostra tão preconceituosa quanto os outros a sua volta que sempre a deixavam triste quando duvidavam que ela poderia ser mais que uma “coelha fofinha”. E isso se materializa na forma da raposa Nick Wilde.

Assim como no nosso dia a dia os animais são julgados por sua aparência. E a parte mais interessante é quando de forma bem divertida eles mostram que em algumas situações as aparências enganam e que às vezes aquela pessoa fofinha é na verdade “um lobo na pele de cordeiro”.

E por ai vai, cada animal que sofre preconceito e discriminação por ser quem é, tem o mesmo comportamento com os outros a sua volta. A mensagem que tirei do filme? Cuidado ao tentar quebrar estereótipos que são criados e rotulados a você, por que ao tentar quebra-los você pode estar fazendo exatamente o mesmo com aqueles a sua volta, e muitas vezes, sem perceber.

Por isso, é preciso se educar e se policiar. Ter cuidado ao tentar quebrar tabus ou você pode sem querer generalizar, criar ou reforça rótulos. Tornar alguém vítima do mesmo preconceito e discriminação que você luta contra, apenas por essa pessoa ser diferente em pensamento, forma e vivência que você.

Zootopia é divertido, tem qualidade e mostra a nossa realidade nua e crua. Realidade de como a sociedade trata aqueles que são diferentes e lança mão dos mesmos hábitos que tenta colocar por terra cada vez que generaliza determinada situação usando determinado grupo como ponto de referência, como se você não fosse diferente só por fazer parte daquela parcela.

Por Tiago Jamarino – Start – Parceiros Contramão HUB

O ator Anthony Daniels que vive C-3PO afirmou que acredita que Star Wars: Os Últimos Jedi ajudará a cimentar o papel de Carrie Fisher na franquia de ficção científica como parte de seu legado, sugerindo que o filme apresenta uma de suas melhores performances. Daniels também observou que eles tinham que manter as latas de Coca-Cola deixadas por Fisher no set escondidas em algumas filmagens.

 

Space.ca cobriu um painel recente da Fan Expo Canadá com Daniels, que naturalmente levou a algumas perguntas sobre Os Últimos Jedi. O ator do personagem explicou que ele se sentiu fascinado pelo desempenho de Fisher ao fazer o ADR para o filme:

 

“A magia dos filmes é que você vai vê-la como você nunca viu antes. No outro dia, quando eu estava revendo minha voz em [Os Últimos Jedi], esqueci completamente o que tínhamos filmado. De repente, nas filmagens que estou assistindo, está aí, vivendo para sempre. São filmes pra você. “

 

Além disso, Daniels compartilhou uma anedota explicando que a equipe teve que ficar inteligente para manter as latas de Coca-Cola de Fisher – que ela deixou no set – de várias filmagens-chave:

 

“Você ficaria surpreso com quantos filmagens em que ela está na cama, uma lata de Coca escondida em algum lugar, e a equipe estava desesperada para não aparecer!”

 

Escrito e dirigido por Rian Johnson, o elenco de Star Wars: Os Últimos Jedi inclui Mark Hamill como Luke Skywalker, Carrie Fisher como General Leia Organa, Daisy Ridley como Rey, John Boyega como Finn, Adam Driver como Kylo Ren, Oscar Isaac como Poe Dameron, Lupita Nyong’o como Maz Kanata, Kelly Marie Tran como Rose Tico, Laura Dern como vice-almirante Amilyn Holdo, Gwendoline Christie como capitã Phasma, Andy Serkis como líder supremo Snoke, Domhnall Gleeson como general Armitage Hux, Benicio Del Toro como “DJ”, Joonas Suotamo como Chewbacca, Anthony Daniels como C-3PO e Jimmy Veecomo R2-D2.

 

Star Wars: Os Últimos Jedi está programado para ser lançado nos cinemas em 15 de dezembro de 2017.

 

Fonte: Space.ca

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Por Ana Paula Tinoco

Hollywood vem dilacerando obras consagradas do mundo dos animes, HQs e games há anos sem a menor consideração, pudor ou pedido de desculpas. Mas, pasmem, a culpada desta vez é ninguém mais ninguém menos que a tão amada e respeitada Netflix.

Antes, é claro, de me aprofundar sobre o assunto que será tema do texto, quero deixar claro que a opinião parte de alguém que não tem familiaridade com a obra original. Dito isso, não posso ser acusada de ser fangirl e sim uma pessoa que se sentiu lesada com o tempo que perdeu diante da televisão. E se por acaso você ainda não descobriu o que virá nessas mal traçadas linhas, sim, falo do Live ActionDeath Note”.

Os minutos iniciais nos vendem uma ideia de um Light Turner (Nat Wolff) inteligente, meticuloso e altamente centrado, mas todos esses adjetivos caem por terra quando ele encontra o livro que dá nome a obra. Sua inteligência se transforma em devaneios e o que vemos é um adolescente transpirando hormônios sem a menor discrepância do que tem em mãos. Sua inocência chega a ser hilária, para não dizer triste, e ainda não citei o seu primeiro encontro com o Shinigami Ryuk.

Mencionado o embate, a coisa se torna tão caricata e tão filme b da época de programas como do Zé do Caixão, que somente fui me atentar ao belo trabalho que fizeram ao criar a entidade no decorrer do filme, não podemos deixar de mencionar aqui o trabalho impecável do consagrado ator Willem Defoe.

Acerto a parte e sem mais delongas continuo a nadar no mar de decepções tão imenso quanto o nosso Oceano Pacífico quando o roteiro apresenta a personagem feminina do longa, Mia Sutton (Margaret Qualley). Mia, que era para ser a versão de Misa Amane, é uma menina fútil, volúvel e mimada. Vendida aos telespectadores como a garota popular da escola (sim, você não leu errado), ela é aquele belo clichê de filmes da sessão da tarde que se aproximam do Nerd da escola em um relacionamento improvável por motivos e interesses que passam longe do verdadeiro amor.

Relacionamento colocado lá para forçar uma identificação que adolescentes não sentiam desde o forçado triângulo amoroso da Saga Crepúsculo. O desenrolar desse “sentimento” é tão raso que aos poucos você nota que aquilo aconteceu para ter um plot twist tão obvio quanto o abandono de Christian Grey por Anastasia no sofrido 50 tons de cinza.

Nesse momento, já havia me esquecido do que era o famoso livro que dá nome ao anime. Consegue mentalizar toda aquela temática de livre arbítrio e a linha tênue que separa vingança de justiça? Ela se perde nos trejeitos de L (Keith Stanfield). O ator está tão caricato e forçado que o fato de não conseguir tirar os olhos da tela a cada momento em que ele aparece não significa um elogio.

A tão aguardada disputa de intelectos entre Light e L mais lembra dois garotos brigando para saber quem salvou a Princesa Peach primeiro. A rivalidade entre eles e o que conduz o desenrolar dos fatos é preguiçosa, os egos que deveriam ser gigantes são reduzidos a brigas de adolescentes em páginas políticas em que a conversa gira em torno da questão: “o Nazismo é de direita ou esquerda? ”. E a tentativa de dar um ar de suspense à perseguição que se segue a partir da descoberta de L seria cômica se não fosse trágica.

Não poderia deixar de fora as mortes, as punições àqueles que merecem ter seus nomes escritos no caderno da morte. Óbito após óbito o meu cérebro foi fazendo uma junção de dois filmes de suspense: Premonição e Jogos Mortais, mas esqueça o glamour dos dois primeiros, menciono os últimos quando a ideia era banho de sangue para uma maior audiência. O restante do elenco não consigo mencionar, porque eles são esquecíveis, sem graça e estão ali para que o cenário em certos momentos pareça cheio ou para cenas deprimentes como a sequência protagonizada por Paul Nakuchi, o Watari.

Mas, antes que você pense: “nossa, não tem nada de bom? ”. Sim, tem. Como disse no terceiro parágrafo, temos o Ryuk.

Da esquerda para direita: Marcelo Miranda (crítico de cinema), Ricardo Moura (guia religioso da Casa de Caridade Pai Jacob do Oriente e Célio Dutra (Diretor do Documentário)

Por Ana Paula Tinoco

A 11ª Mostra de Cinema de Belo Horizonte chegou ao seu final e não poderia ser de outra forma que se não em grande estilo. Com uma programação variada, o evento contou com várias opções para diferentes gostos e preferências, entre seminários, sessões de cinema e shows musicais, a CineBH 2017 foi um grande sucesso.

Documentários tiveram suas estreias, mas um em particular chamou atenção, não por ser sua primeira exibição, mas pelo seu roteiro que guiou seu diretor através dos ritos e preparativos da celebração do Dia do Preto Velho. Sendo essa uma das mais importantes festas da Umbanda no Brasil, o filme nos leva por uma viagem que parte do primeiro dia em que os fiéis começam sua liturgia até o dia dá tão esperada celebração.

Sobre a ideia do filme o diretor Célio Dutra nos conta como surgiu a ideia para o longa-metragem: “Era vontade minha produzir algo com um amigo meu, eu via o trabalho social que ele fazia, questões que não estavam juntas a religiosidade. E eu tinha aquela vontade de participar, mas não encontrava um jeito. Ele começou a frequentar a casa do Ricardo* e após dois anos dialogando sobre a maneira ideal que refletisse a realidade da casa, que mostrasse o dia a dia, o filme aconteceu”.

O longa apresenta de forma prática, didática e educativa a organização e sistema criado pelos frequentadores do terreiro da lagoinha que dividindo seu tempo entre orações e canções trabalham para que tudo saia perfeito no grande dia. Descontraídos e bem-humorados aqueles que nos falam sobre a religião tentam levar entendimento àqueles que desconhecem a fé e o credo de quem segue as Matrizes Africanas.

“O terreiro é acolhimento, respeito a diversidade. Todos que chegam lá são abraçados e acolhidos como iguais”, fala Pai Ricardo quando o tema intolerância é ressaltado. Para Dutra, o preconceito somente pode ser subjugado pelo respeito, “A intolerância não precisa existir, você tem que conhecer.”

 

 

*Guia religioso da Casa de Caridade Pai Jacob do Oriente

 

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Por Jeferson Cirilo – Start – Parceiros Contramão HUB

As primeiras reações baseadas em mídias sociais para a mais recente adaptação de Stephen King nos cinemas, e do som das coisas, é um verdadeiro vencedor.

 

Ao contrário do anterior A Torre Negra deste mês, parece que a nova visão cinematográfica de King’s IT foi abraçada pelo público com a sorte de ver o filme cedo:

“Eu amei It – A Coisa. É tudo o que eu queria. Assustador pra caramba, Skarsgard está incrível como Pennywise, e os Perdedores estão perfeitos.”

“Assisti It – A Coisa. Eu amei. E aí eu fui levar o lixo para fora na minha escadaria vazia e escura… E ME ASSUSTOU PRA CARAMBA PORQUE O FILME ME APAVOROU DE VERDADE.”

“Posso dizer que assisti It – A Coisa essa noite. E foi incrível! O elenco é excelente. E sim, Pennywise é assustador! Esse vai ser um monstro nas bilheterias.”

“It – A Coisa: o filme é um verdadeiro circo: barulhento, assustador, engraçado. E o melhor de tudo, ele tem coração.”

“Estou feliz em dizer que It – A Coisa é efetivamente assustador e uma adaptação fiel de (metade) da obra de Stephen King. Sai muito satisfeito.”

 

Baseado no romance best-seller de Stephen King. Um grupo de crianças enfrentam seus maiores medos quando buscam respostas para o desaparecimento de crianças em Derry, Maine. Eles enfrentam um palhaço mal chamado Pennywise, cuja história de assassinato e violência remonta há séculos.

 

O filme é estrelado por Finn Wolfhard, Jaeden Lieberher, Wyatt Olef, Jack Grazer, Jeremy Ray Taylor, Sophia Lillis, Chosen Jacobs e Bill Skarsgård.

 

IT chega aos cinemas 8 de setembro de 2017.