Contramão HUB

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Por Thalita Vieira

Esta é uma típica manhã de sábado. O sol atravessa as cortinas me impedindo de abrir os olhos. O relógio avisa que já são 9:00 da manhã. Me levanto ou continuo deitada? Lentamente vou me levantando e curtindo a preguiça. Minha mãe sentada no sofá assistindo ao seu programa de TV favorito, me dá um “Bom dia” com um belo sorriso no rosto, como de costume.

Está última semana me deixou um pouco cansada, foram dias bem cheios, só de lembrar minha cabeça chega a doer. Havia combinado de sair com alguns amigos hoje, mas minha casa estava tão aconchegante que cheguei a cogitar em ficar por aqui mesmo. 

Já estava quase saindo quando  uma freada muito alta de um carro chamou minha atenção, logo depois um barulho estranho, algo que nunca tinha ouvido antes e mais barulhos como aquele… Em questão de segundos a rua estava lotada de pessoas. Pela janela da sala pude ver que aquilo não era apenas um barulho qualquer, foram disparos de arma de fogo.

Um sentimento ruim me tomou, minhas mãos congelaram, não conseguia entender. Um corpo estirado no chão, todo ensanguentado. Gritos de uma mãe desesperada. Ambulâncias. Polícias. Era tanta confusão que dava medo. Não sei dizer o motivo, mas mais um jovem morre assassinado. Era pra ser um sábado tranquilo, como normalmente é. Mas dessa vez não foi. Este sábado foi marcado por mais um derramamento de sangue. 

Por Glaudson Junior – Start – Parceiros Contramão HUB

 

Deadpool, o mercenário do super-herói da quarta parede, recentemente levou as redes sociais para parabenizar a Mulher-Maravilha por superar  seu primeiro filme na bilheteria doméstica.

 

Este fim de semana,Mulher-Maravilha (que ganhou US $ 368,5 milhões e contando) superou Deadpool (US $ 363,1M) na bilheteria doméstica, o que permitiu que a Guerreira da Amazônia ultrapassasse o Mercenário Tagarela  para o ponto # 10 nos dez melhores, Extraindo filmes de super-heróis nos Estados Unidos. A Mulher-Maravilha também pode superar o Deadpool na bilheteria global antes do final da sua corrida, já que o filme ainda não foi aberto no Japão e ainda está funcionando bem, tanto no país como no exterior, apesar da feroz competição de Homem-Aranha: De Volta ao Lar.

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Por Ana Sandim – Ingrediente da Vez – Parceira Contramão HUB

 

Pizza Margherita De Gordon Ramsay

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Ingredientes Massa:
500 g de farinha de trigo;
7 g de fermento biológico;
1 colher de chá de sal;
100 ml de água morna.

Ingredientes Molho:
250 g de mozarela;
Molho de tomate;
Folhas de manjericão;

Modo de preparo:

Em uma tigela, misture a farinha de trigo com o fermento e uma colher de chá de sal. Trabalhe a massa acrescentando aos poucos a água morna. Vá trabalhando a massa até ela começar a tomar forma. Passe para uma superfície levemente esfarinhada e trabalhe um pouco com as mãos, até a massa ficar macia e elástica. Passe para uma vasilha levemente untada com azeite e cubra com um papel filme e deixe a massa descansar em um lugar quente até dobrar de tamanho.

Para abrir a massa trabalhe um pouco sobre uma superfície esfarinhada e, divida a massa em duas e abra um disco de 20 cm e coloque em uma assadeira untada.

Pré-aqueça o forno a 220 graus. Espalhe o molho de tomate sobre os discos de pizza. Cubra com a mozarela e espalhe algumas folhas de manjericão por cima. Tempere com sal e pimenta-do-reino a gosto e um fio de azeite. Deixe no forno por 15-20 minutos, até a massa ficar dourada.

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Por Ana Sandim – Ingrediente da Vez – Parceira Contramão HUB

Coco, açúcar e ovo. Três ingredientes que juntos se transformam nas deliciosas cocadas, que no caso, vamos levar ao formo. O doce foi criado pelos escravos já acostumados ao uso do coco e de utensílios, como uma espécie de ralador, em Moçambique, na África. Ao longo dos séculos, ela foi tomando diferentes versões, como a cocada branca, a de coco queimado e a de forno. Para saber mais sobre os doces brasileiros: um doce – história do Brasil

Cocadinha assada

Ingredientes:
75 g Coco ralado
62 g Açúcar refinado
2 Unid. Claras

Modo de Preparo:

Colocar as claras e o açúcar em uma panela e levar ao fogo, mexer até atingir 50ºC. Passar a preparação para uma tigela e adicionar o coco ralado, misture bem. Dispor pequenas porções sobre uma assadeira forrada com papel siliconado e levar ao forno pré-aquecido a 160ºC até dourar. Deixe esfriar e sirva com um café preto <3

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Por Débora Gomes – . as cores dela . – Parceira Contramão HUB

“Estou curada!”, exclamou vitoriosa. E eu sorri fingindo uma alegria compartilhada que, no fundo, era a manifestação de um egoísmo enorme que tomava conta de mim. Primeiro porque tentei por anos dar-lhe a certeza de que a tal doença só existia superficialmente, de um desejo dela de ser infeliz a qualquer custo. Segundo, porque foram várias sessões de terapia para um desconhecido qualquer dar-lhe o diagnóstico – que eu emiti anteriormente sem receita de calmante ou rivotril – de que estava curada. Terceiro: eu adoeci da doença dela. Passei a selecionar pessoas para conviver, a escolher lugares a frequentar, a ficar em casa o sábado inteiro sem previsão de quando ver a cara da rua, a beber vinho e ler cartas de amor escritas para desconhecidos só para apartar a solidão quando ela não estava. Parei de sambar no carnaval, passei a ir ao parque aos domingos e de repente comecei a tomar café forte com pingos de leite pra acordar direito pela manhã… 
adoeci da poesia dela e agora ela vem dizer que quer viver. Que prefere drinks e conhaque ao invés da cerveja de trigo. Que chocolate só se for meio amargo porque doce demais enjoa. Que precisa de tempo pros amigos. Que flores lhe dão alergia. Que quer realizar seus planos, seus sonhos, seus projetos… toda cheia de si e de humor e de sorrisos e de um amor que eu não conhecia. Quer viver, inventando novas maneiras de passar os dias como se as lembranças não passassem de frases soltas, perdidas na memória. 
E eu fiquei me perguntando quando foi que eu deixei de ser o remédio dela, em que parte do caminho a gente tomou rumos tão diferentes e como ela podia ser mais feliz assim, “curada”. Sim. Eu só me perguntei. Porque eu precisava fingir, além de alegria, compreensão pela cura dela. Porque eu sabia que qualquer deslize me privaria pra sempre daquela companhia. Porque ela ficou mais bonita. E porque, no fundo, meu egoísmo só pedia uma coisa: que ela adoecesse outra vez…

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Por Auspicioso Acapela – Coletivo parceiro Contramão HUB

Quando a professora Solange falou que iríamos ao museu, não gostei muito.
Na verdade, nunca fui em um, mas acho que deve ser super chato e entediante. Isso é coisa de adulto, ficar olhando por horas um quadro estranho para depois comentar coisas sem sentido sobre aquilo. Vi isso em vários filmes, em alguns deles o mocinho se apaixona pela mocinha, o que seria demais pra mim. Outra coisa que me incomoda nessa excursão é que o Pedro pode começar a fazer chacota comigo com o Júlio perto.
Mesmo com todos esses motivos contra, levei a autorização para a minha mãe assinar, nada poderia ser tão ruim. Além do mais, sempre gostei de passear de ônibus, sentar na janela. Fico imaginando quando for adulta e magra, os garotos vão gostar de mim sem que eu passe cola para eles e eu vou olhar e dizer “eu não quero”, que nem a Carol faz. Não terei que mentir que já beijei na boca ou que alguém já me pediu em namoro, porque serei bonita.
As minhas amigas, Letícia e Anne, estarão lá para me dar apoio. Elas são muito legais, dividem o lanche comigo escondido, porque se algum dos meninos virem, eles jogam os biscoitos no chão, pisam e ficam gritando BALEIA o tempo todo. No começo chorava muito, até a Letícia me passar as coisas escondidas no banheiro. A Anne tentava bater neles e contar para as tias, que tinham a resposta na ponta da língua: “eles são assim mesmo”.
O museu é grande e espaçoso, maior que a minha casa. Tem muitas paredes, poucas pessoas e um vazio enorme que se gritar dá eco. Acho que sou igual um museu. O moço que a Tia Solange nos apresentou começou a mostrar os quadros e um pouquinho da história deles. Eram umas coisas esquisitas e coloridas, que fizeram o Pedro e seu bonde rirem. Não sei se fiz por instinto, dei as mãos para minhas amigas, preparando para segurar o choro caso o motivo fosse eu. Paramos em um dos quadros, ele mostra alguns adultos em um lugar verde, pareciam tranquilos.

– É tão feia quanto a Roberta! – As gargalhadas de toda a turma enchiam o museu. A Tia Solange gritava algumas palavras de ordem em vão. Letícia apertava mais forte a minha mão e Anne tentava inutilmente calar as risadas.

O quadro na parede devia ser um pouco menor que eu. Mostrava quatro pessoas, sendo uma mulher e três homens. Diria que estavam comemorando algo. A mulher no centro era gorda, branca com o cabelo comprido e vermelho. Os homens a olhavam com carinho e com respeito. Quase podia tocá-los e sentir que ali, aquela mulher, não era tratada diferente, mas sim como alguém especial. O olhar dela era de felicidade. Naquele momento quis ser ela. Sem vergonha do próprio corpo, com amigos e pretendentes, feliz por existir.
As risadas ficaram em segundo plano. Não conseguia dizer o que estava sentindo, era como se realmente existisse um mundo dos meus sonhos, onde não havia solidão ou choro por não ser bonita e magra.
Quando a excursão terminou, tive a certeza que dentro de mim morava um museu com aquele quadro. Talvez, quando fosse adulta, pudesse colocar mais quadros para que outros pudessem vir, olhar e vivê-los.

Por Ked Maria