Contramão HUB

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Por Auspicioso Acapela – Coletivo Parceiro Contramão HUB

_ Oi!

_ O que aconteceu?

_ Nada.

_ Como assim nada? São 3:40 da manhã!

_ O problema está aí.

_ Como assim? Do que você está falando?

_ Nada acontece, há tempos nada acontece.

_ Não estou entendendo, ontem mesmo você falou que “fez acontecer”.

_ O que eu fiz não teve consequências, logo, nada aconteceu.

_ Já tentou pegar um ônibus e seguir até o final dele, pra vê o que acontece?

_ A questão é que estou cansada de tentar, eu não consigo sozinha. Estava pensando em fazer aquela besteira.

_ Ainda é cedo! Tenta fazer outras besteiras. Podemos, sei lá viajar amanhã, o que acha?

_ Já pensei em várias outras coisas mas essa besteira não saí da minha cabeça. Não chora, vai ser melhor pra todo mundo.

_ Você não entende, eu quero você aqui!

_ Mesmo infeliz?

_ Seria muito egoísmo?

_ Sim.

_ E o que você quer fazer não? Seria pior, seria falta de gratidão, fiquei ao teu lado esse tempo todo.

_ Besteiras são egoístas, é o único momento em que pensamos só em nós mesmos.

_ Mas você é tão nova.

_ Imagina continuar até a velhice com nada acontecendo?

_ Se você já está decidida, porque me ligou?

_ Acho que queria ouvir sua voz.

_ E a Roberta?

_ Está dormindo!
_ Vai ser amanhã pela manhã?

_ Sim! Estou com medo, mas se não for agora, quando será?

_ A Roberta precisa de uma mãe!
_ Vou continuar sendo mãe dela.

_ Você sabe que você não terá mais tempo, que vai ter que deixá-la em uma creche com outras pessoas cuidando, não sabe?

_ É um preço a se pagar. Sei que não terei tempo para ajudar na sua educação e que provavelmente outras pessoas ensinaram tudo que batalhei para protegê-la.

_ Então, por que você irá fazer isso?

_ Porque não se pode viver de sonhos.

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Foto Reprodução Internet

Por Débora Gomes – . as cores dela . – Parceira Contramão HUB

enquanto eu não te esqueço, eu planto lavandas no jardim pra que façam companhia pros meus girassóis no próximo outono. e também pra que me passe o tempo sem que eu perceba, o entanto em que espero.

enquanto não esqueço, ‘j’apprends à parler français’, tomo chá antes de dormir, escrevo poemas quando amanhece, desenho às terças-feiras, e faço ioga às quintas pra equilibrar os chakras.

enquanto não te esqueço, eu acordo cedo aos domingos, só pra ter mais tempo pra esquecer. e frequento poucos bares, saio pouco pelas ruas, quase não atendo ao telefone, omito notícias pra ninguém me encontrar.

enquanto não esqueço, parei de colecionar cartões postais, cadernos de anotações e canções em tom maior. parei de sorrir em público também. e de escrever sobre você a cada esquina.

enquanto não te esqueço, penso em ir embora uma porção de vezes: pro sul, pro Amapá, pra Paris. qualquer lugar em que fosse mais fácil esquecer e pra onde você não pudesse chegar, nem em pensamento..

enquanto não esqueço, descubro que você nunca se lembrou. leio poemas que dizem que o amor, assim como os retratos deixados no fundo da gaveta, desbota e amarela.

guardo você no coração. tranco e jogo fora as sete chaves. dessa vez cê não sai. e eu te esqueço, antes do último pôr de sol…

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Por Auspicioso Acapela – Coletivo Contramão HUB

Sabe, escrever é uma arte muito complicada. Às vezes, a ideia não flui de jeito nenhum e, em outras, com poucas palavras a ideia já está ali. Ela pensa nas pessoas que trabalham e criam o hábito de escrever todos os dias, é um ótimo aprendizado. Sinceramente, ela está criando este hábito, se está difícil, muito. Para que o leitor se aventure por entre aquelas linhas, é necessário que ao escrever, ela também mergulhe naquelas palavras. Se ao escrever, ela está dispersa ou mesmo está escrevendo por escrever, não existe texto, linha ou mesmo uma ideia.

Sabe aquela sensação de querer saber sobre a história, mas não quer que chegue ao final? É a mesma sensação ao escrever, ela quer contar a história e ao mesmo tempo, não quer que acabe, pois para ela aquela história ainda não ponto final. Poucos gostam daqueles finais abertos, ou mesmo quando termina de maneira inacreditável e aquele “mas” fica preso em sua garganta.

Mas a maior importância ao escrever aquele momento é saber que a partir disso, um universo está sendo criado e em cada olhar de cada leitura, muitos outras emoções e personagens serão inseridos constantemente. 

Texto escrito: Melina Cattoni

 

Tags: #auspiciososacapela #Viveausp #espelhoS #escrever

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Por Bianca Rolff – Gauche – Parceira Contramão HUB

Eu nunca quis ser Deus. Pensar em mim mesmo como alguém cujos ouvidos se enchem de lamúrias de fiéis, de pessoas desesperadas em busca de apoio e de todos aqueles que me procuram apenas nos momentos difíceis, nada disso nunca me interessou. Nem mesmo a sensação de onipotência, onipresença e onisciência, de meu poder misericordioso ou de ajuda, de demonstração de grandeza e importância serviam como chamariz para um título divino. Não, eu nunca quis ser Deus. Mas eu era.
 Não foi algo que escolhi, mas uma condição imodificável. Simplesmente era desse jeito, e não havia o que eu pudesse fazer para que isso se modificasse. Todos os dias me eram consumidos pelo dever de agir conforme as minhas atribuições, conforme os pressupostos não estabelecidos por Ninguém, mas existentes desde o início dos tempos. Em meu caso particular, cabia a mim ser um Deus obscuro, muito mais temido do que adorado, muito mais culpado do que bendito. Eu, dentre todos os Deuses, era o Deus da Morte.
Talvez o nome fosse carregado de uma aura sombria, contribuindo para uma má compreensão dos fatos, mas a verdade é que eu tinha, acima de tudo, a vida em minhas mãos. Cabia a mim decidir o caminho de cada um que andasse sobre a Terra, e no momento de sua morte, encaminhá-lo a uma das possíveis direções: o Céu o ou o Inferno. Não, não como nos livros sagrados humanos, não esta ideia pobre de detalhes sobre jardins e fogueiras, entre o azul e o vermelho, entre o Ar e o Fogo Infinito. Cabia a mim encaminhar cada alma que passasse pelas minhas mãos a um destino rumo à aliviante inexistência ou a permanência perpétua num limbo existencial. Eu era, como não podia deixar de ser, o fiel da balança. Era eu quem a pendia de uma lado para o outro, não existindo a possibilidade de um equilíbrio.
O tempo nunca correu para mim com a cronologia lógica humana, o que nunca me permitiu saber quanto tempo exato me consumiam pensamentos a respeito das minhas obrigações. Muito tempo eu passava pensando sobre a melhor forma de ser este Deus, de levar comigo o destino de cada um e de saber o momento certo de por fim à vida de quem passava por mim… Não era fácil…
No início dos tempos, eu era mais adorado, havia templos em meu nome e oferendas eram feitas a mim para que os corpos mortos fossem conduzidos ao fim adequado. Inúmeras religiões me nomeavam, eu possuía estátuas e desenhos gravados em pedra e era, muitas vezes, consumido por uma vontade infinita de me tornar invisível e esquecido. Não importava o quanto me bajulassem, o resultado jamais se influenciava pelas crenças humanas e em seus rituais de passagem. Isso, evidentemente, nunca ficou claro para eles. Mas com o tempo, eu fui sendo aos poucos devidamente negligenciado…
Não posso me dar ao luxo de dizer que fui pelos humanos esquecido, mas digo que, para o meu alívio, não mais fui adorado com tanta pompa e circunstância. Não… pensando bem, eu jamais poderia ser esquecido. Talvez eu fosse, cheguei inúmeras vezes à mesma conclusão, o único Deus lembrado insistentemente, ainda que muitos passassem a crer na existência de um Deus único. No fim, as maiores lamúrias vinham por e se dirigiam a mim. Todavia, eu agora era apenas “Deus”, aquele que não olhou por alguém, que não impediu que algo acontecesse, ou, em alguns casos, o “Deus misericordioso” e dos milagres.
No incontável tempo em que me debrucei sobre meus próprios pensamentos, exercitei a arte da probabilidade e da experiência. Dizer a mim mesmo qual a melhor forma de agir era sempre uma das maneiras de me manter ativo e à frente do meu tempo, ainda que esta expressão se tornasse inútil para quem tinha pela frente o infinito.
Foi então, que diante da humanidade em seu auge de desenvolvimento tecnológico e científico, um mundo em que os Deuses foram quase relegados a segundo plano, eu vi finalmente a melhor maneira de agir e de me sentir confortável com a minha posição. Controlar a existência da forma mais natural e confiante possível, tendo a vida em uma mão e a morte na outra. Exercendo meu poder divino de forma demasiadamente comum.
Sozinho, eu me preparava para mais uma noite em claro. Mais uma em que seria o fiel da balança, mais uma que, depois de um tempo, se esvaneceria como construções de areia, mas ficaria gravada em minha memória como todas as demais escolhas que fiz e decisões que tomei… Uma entre tantas as noites em que cumpri o meu destino imutável e divino. Foi quando a porta de vidro se abriu e uma voz conhecida me chamou:
– Tudo pronto, Doutor. A paciente já está na sala de operações.
Fonte da Imagem: Reprodução/thatsreallypossible

Por Tiago Jamarino – Start – Parceiro Contramão HUB

E enquanto você provavelmente assistiu esse trailer uma centena de vezes até agora, há algumas revelações inteligentes, sugestões e ligações que você pode ter perdido.

 

O mais novo vislumbre de Star Wars: Os Últimos Jedi ofereceu uma série de novas informações, provocando mais fãs de cachorros épicos, tiroteios e duelos que esperam ver em uma produção da Lucasfilm. Confira abaixo algumas dessas coisas que talvez você não tenha visto no trailer.

 

Paralelo com Anakin Skywalker

 

A saga Star Wars utiliza muitos motivos recorrentes. Uma das instâncias mais diretas da saga que vem em círculo é as tentativas descaradas de Kylo Ren de viver de acordo com o legado de seu avô.

 

E, embora Darth Vader eventualmente voltou para o lado da luz e terminou o reinado brutal do Imperadorcom seu ato de morte, Ren provavelmente se refere a isso como um “lapso momentâneo de julgamento.”

 

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O Despertar da Força deixou bem claro que quer cumprir a missão de Darth Vader para erradicar a resistência a um regime totalitário e “acabar com o que [ele] começou”. E esses desejos se refletem em algumas imagens muito distintas do novo filme.

 

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Uma cena que parece mostrar Kylo Ren e um esquadrão de soldados da Primeira Ordem invadindo a base da Resistência em Crait é muito semelhante à cena em que Darth Vader e Clone Troopers invadem o Templo Jedi em Corouscant depois que a Ordem 66 foi executada em Star Wars: A Vingança dos Sith.

 

 

Shuttle de Kylo Ren

 

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Claro, sabemos que o líder dos Cavaleiros de Ren obtém um novo modelo TIE Fighter no novo filme, conhecido como TIE Silencer. Mas e sua antigo nave?

 

 

Mas um das primeiras cenas no trailer mostra que não é o caso, com a nave levando a carga no Craitencostado por um quadro dos novos Walkers de assalto pesado.

 

Embora continue a ser visto se o nave vai desempenhar um papel importante no novo filme, mas pode ser seguro assumir, então, com ele aparecendo no trailer e no novo cartaz. Essas são as alas inconfundíveis da nave de Kylo Ren.

 

Mas, Kylo talvez nem estivesse nesse nave para a cena – poderia ser reservado para qualquer oficial superior como o General Hux. De qualquer forma, pelo menos está no filme.

 

Crait Digging

 

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Nós sabíamos que havia algum significado histórico para esta nova localização em Star Wars: Os Últimos Jedi,como evidenciado pela menção de Crait no guia visual para Rogue One: A Star Wars Story, e o anúncio subseqüente de ma HQ da Marvel.

 

Mas a cena da Milênio Falcon sendo perseguido TIE Fighters através de cavernas, enquanto a estalagmita vermelha em protuberância faz com que seja bem claro que este será o caso.

 

À medida que os mergulhos Falcon tecem através da caverna em perseguição, parece que o equipamento de mineração prolifera na área.

 

Não temos certeza do que exatamente está sendo minado no Crait e por que foi valioso o suficiente para ajudar a financiar os esforços de guerra da Rebelião contra o Império, provavelmente aprenderemos mais sobre o recurso que ele fornece quando Star Wars: Os Últimos Jedi estreia nos cinemas.

 

Novas Criaturas 

 

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Algumas pessoas estão chamando-os de lobos de neve ou raposa de gelo ou algo semelhante, mas vamos fazer algo reto: Crait não é um planeta de gelo! Então o lobo da neve não faz sentido!

 

Coyote de cristal, no entanto … agora estamos chegando a algum lugar.

 

Essas novas criaturas parecidas com um cachorro pareciam aparecer em um piscar de olhos – e você perdeu – a cena do novo filme, durante o qual parece que um pacote de animais está indo para dentro de uma grande porta do hangar quando está sendo fechado.

 

Talvez os coyotes de cristal (se esse nome não for cânone, deve ser) pode sentir a destruição iminente de invadir as forças de Primeira Ordem, e está procurando fugir antes que tudo vá para o inferno.

 

É bom que Star Wars: Os Últimos Jedi inclua alguns alienígenas diferentes e não apenas confiar nos Porgs.

 

Rey vs. Snoke

 

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Este é um pouco assustador, provocando alguns desenvolvimentos terríveis para Rey antes do fim do filme.

 

A cena rápida de Snoke com o braço esticado em direção à câmera, acenando para alguém para cumprir seu destino, é seguido rapidamente por uma cena de Rey dobrado para trás e gritando de agonia.
A cena parece ter lugar na sala do trono de Snoke, com os muros vermelhos carmesins e seus momentos da Guarda Pretoriana apenas fora de foco. O raio aparece no fundo, fora de foco e quase indistinguível, senão por suas roupas de ouro ornamentadas.

 

Embora o Rey finalmente possa enfrentar o vilão responsável por todas essas tentações de assassinato que foram horríveis, parece que existe a possibilidade de que ela não possa sobreviver ao encontro.

 

Distração 

 

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Os trailers da Star Wars são notoriamente secretos sobre os detalhes específicos do enredo nos filmes, e este não parece estar tolerando essa tendência.

 

O trailer de Star Wars: Os Últimos Jedi foi editado tão bem que pareceu que as mesmas cenas forma todas juntos.

 

Uma cena específica mostra a Rey dizer a alguém que ela precisa de ajuda para encontrar seu lugar na galáxia, e o trailer termina com Kylo Ren oferecendo sua própria mão.

 

Mas se você olhar de perto, isso pode ser apenas um engano feito nos arredores. Claro, a iluminação nos dois clipes parece muito semelhante, mas se você olhar de perto, você pode ver que a configuração da Rey é bastante básica com poucos efeitos.

 

Escrito e dirigido por Rian Johnson, o elenco de Star Wars: Os Últimos Jedi inclui Mark Hamill como Luke Skywalker, Carrie Fisher como General Leia Organa, Daisy Ridley como Rey, John Boyega como Finn, Adam Driver como Kylo Ren, Oscar Isaac como Poe Dameron, Lupita Nyong’o como Maz Kanata, Kelly Marie Tran como Rose Tico, Laura Dern como vice-almirante Amilyn Holdo, Gwendoline Christie como Capitã Phasma, Andy Serkis como líder supremo Snoke, Domhnall Gleeson como general Armitage Hux, Benicio Del Toro como “DJ”, Joonas Suotamo como Chewbacca, Anthony Daniels como C-3PO e Jimmy Veecomo R2-D2.

 

Star Wars: Os Últimos Jedi está programado para ser lançado nos cinemas em 15 de dezembro de 2017.

 

Fonte : Comicbook.com

Leia também: 5 Momentos marcantes do trailer de ‘Star Wars: Os Últimos Jedi’ / Confira de perto o visual de Snoke em ‘Star Wars: Os Últimos Jedi’

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Por Tiago Jamarino – Start – Parceiros Contramão HUB

 

*** AVISO ESTE REVIEW CONTÉM SPOILERS ***

 

 

Nesta HQ temos a guerra violenta entre Coringa Charada, finamente chega ao fim quando o plano mestre de Charada é revelado. Mas tudo está atrasado, já que o Coringa realmente recebe a última risada. E com o final da história contada, Bruce Wayne finalmente revela a Selina Kyle seu segredo mais sombrio, seu maior fracasso como Batman. É um momento chocante que mudará para sempre a dinâmica para todos eles.

 

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Vou resumir rapidamente o que estava acontecendo nesta saga do Batman chamada, A Guerra das Piadas e Charadas. Tudo tem início na edição número 24 de Batman, pelo novo selo da DC Comics, Rebirth (no Brasil Renascimento), Batman pede a Mulher-Gato em casamento, mas temerosamente Selina Kyle hesita em dizer sim. Mulher-Gato como uma anti-heroína bastante clássica, se julga indigna de aceitar o pedido de Bruce Wayne. Bruce então começa a contar sobre sua vida como cruzado mascarado, e decide contar para Selinacomo ele não era tão santo assim, que em seu passado como Batman, ele quase quebrou sua regra primordial. Temos início então a famosa saga,“ A Guerra das Piadas e Charadas”, escrita por Tom King e com arte de Mikel Janin. Essa guerra foi travada por Coringa e Charada, que dividiram os vilões em uma sangrenta guerra pelas ruas de Gotham, ao estilo Gangues de Nova York.

 

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A HQ tem um início muito peculiar, pois, quem acompanhou está saga desde o começo de suas 6 edições,pode perceber que Coringa não deu nenhuma risada, uma ótima sacada de King, que trouxe uma dinâmica mais psicótica para o Palhaço do Crime, em alguns momentos me lembrava muito ao Coringa de Heath Ledger. Ao longo das edições anteriores vemos uma sangrenta luta pelo poder de ambas as partes, tanto a gangue do Coringa, quanto a gangue do (Charada), estavam trazendo o caos a Gotham. Batman meio que escolhe um lado para poder parar a guerra, sua escolha fica entre o menos psicopata, que é o (Charada). Mas como em todo clichê de história o que acontece? O vilão sempre vai te trair no frigir dos ovos, mas o que torna está saga interessante é justamente o resultado, Batman perdendo o controle.

 

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O desfecho é sensacional por tudo construído até então, temos uma saga onde se situa em um ambiente urbano, e nada de invasões galácticas, tudo é pé no chão. Com uma estrutura narrativa simples e bem coesa, e com uma boa intenção em contar uma história. Para o mito do Batman, ver este tipo de situação é nova, com essa saturação de mistificar a figura do Homem Morcego, foi bom ter uma história de tropeço, mesmo que o desfecho seja satisfatório para amantes de um romance. O saldo para Tom King com este novo arco é bastante positivo, pois, a trajetória do Batman em Rebirth estava cheio de altos e baixos, principalmente nas sagas dos irmãos Ghotam e Eu Sou Bane, nem vou me ater ao arco Eu Sou Suicida, seguindo a nova onda deEsquadrão Suicida. A Guerra das Piadas e Charadas, mostra bem como seria uma guerra urbana, onde duas forças poderosas se colidem, mas o mais importante em guerrilha urbana é mostrar justamente o lado que sempre sofre, que justamente somos nós a população.

 

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ARTE

 

A arte da saga é totalmente impecável,  mas principalmente nesta edição de número 32 é caprichada, com uma mescla de ritmo que vai se ditando conformes as emoções; desde sua abertura, com uma pagina ilustrada com as  vítimas que morreram ao longo da saga (deixando claro que são meramente ilustrativas). Ao longo da saga quando o ambiente contém o Batman, tudo é acinzentado, e quando temos os bandidos, este clima permanece, mas o mais legal de tudo é que as cores são errantes. Sem mencionar que a anatomia dos desenhos de Mikel Janin são muito bem realistas.

 

A coloração como mencionada acima reage com as emoções, e principalmente pelo jeito dos personagens, um caso bom é com Bruce e Selina. Essas cenas, banhadas em azul profundo e sombras escuras, realmente trazem a intimidade do que está acontecendo entre os dois.

 

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A Guerra das Piadas e Charadas, portanto, é um excelente desfecho para uma boa saga, com elementos coesos e uma história bem palatável. Como edição, Batman número 32, fecha com chave de ouro e coloca King na boa galeria de escritores do Homem Morcego. Com um excelente roteiro e uma arte que seguras as pontas. King mostra que podemos ter uma boa história se ela for pé no chão, sem loucuras milenares ou sagas intergalácticas.

 

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Batman #32
“The War Of Jokes and Riddles” Conclusion
Written by: Tom King
Art by: Mikel Janin
Inks by: Mikel Janin
Colors by: June Chung
Lettered by: Clayton Cowles