Cultura

Mamana Foto Coletivo | Foto divulgação

Por: Rúbia Cely

Aspirando compartilhar, aprender e ensinar, o coletivo Co-Fluir, dos dias 15 à 19 de novembro, irá contemplar Belo Horizonte com diversas atividades e encontros, que ocorrerão nas praças, parques, dentre outras localidades da cidade. Unindo os amantes das ruas, o evento promete mostrar e manifestar as diversas maneiras de se relacionar com o meio que nos cerca e muitas vezes passa despercebido.

Tércio Teixeira | Foto Divulgação

O coletivo é composto por sete integrantes, Bárbara Ferreira, Gabriel Cabral, Gustavo Marangotus, Lucas D’Ambrosio, Luiza Therezo, Pedro Castro e Pedro Prates, pessoas que atuam, além do coletivo, como jornalistas, fotógrafos, produtores e com audiovisual de maneira geral. A união que se deu pela fotografia como uma paixão em comum, resulta em um evento que vem sendo executado desde agosto de 2017.

“Diria que fomos um pouco loucos. A ideia já vem de algum tempo, acho que o Cabral foi o primeiro a pensar nisso. Mas a execução mesmo começou um mês antes da campanha, mais um mês de campanha.” comenta Bárbara.

Ferreira explica que em meio a conversas e saídas para fotografar, foram chegando  a um interesse comum de compartilhar as formas de olhar paras as ruas. “Aprender entre a gente, experimentar novas coisas. Acho que todos nós do co-fluir já fazíamos um pouco isso entre a gente. Seja saindo juntos para fotografar, ou conversando sobre fotografia. Aos poucos acho que vimos que precisávamos ir além. A rua é imensa, cheia de possibilidades. E é tanta gente capturando momentos nela e de tantas formas diferentes, que porque não um encontro. Porque não debater isso, trocar.” finaliza a fotógrafa.

Gustavo Minas | Foto Divulgação

A atividades vão começar com o “Rolê da primeira Luz”, em que a equipe apresentará o mapa co-fluir, será na Praça Primeiro de Maio às 7:00h. Toda a programação pode ser vista no site do coletivo, https://www.cofluir.com.br/programacao.

Feira da Agricultura Familiar Urbana

Por Hellen Santos 

O Circuito da Praça da Liberdade recebeu no prédio da antiga secretaria de Viação e Obras Públicas (também conhecido como prédio verde), na Praça da Liberdade, a Feira da Agricultura Familiar Urbana – Do Campo pra Cá. A feira que já existe há dois anos na Cidade Administrativa, está em sua 2ª edição no circuito e vem com a intenção de se fixar no espaço. A feira tem como objetivo apoiar e disseminar a agricultura familiar e os pequenos produtores na capital mineira.

Com sua saída da Cidade Administrativa e iniciação de ocupação do circuito, inicialmente a feirinha irá ocorrer no prédio do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico -Iepha com 18 barracas, trazendo o campo efetivamente para a região Centro-Sul com produtos orgânicos, naturais, sem agrotóxicos, os organizadores da feira visam trazer para a população produtos saudáveis com valores mais acessível do que o consumidor encontra nas redes de supermercados. “Em grandes supermercados o consumidor vai pagar caríssimo por produtos orgânicos e aqui, na feira, o cliente terá acesso direto ao produtor.”, explica o assessor da Secretaria de Desenvolvimento Agrário, Marco Cordoni, que destaca: “Eles colheram por exemplo, verduras e frutas hoje pela manhã, então esse é a oportunidade que a população terá de se alimentar com produtos frescos, além de estar mais perto do produtor – conversar direto com as pessoas que vem fazer sua feira, é benefício para os dois lados”.

A pretensão principal é sistematizar a feira no circuito em um dia da semana, explica o assessor. De acordo com ele, a primeira edição foi numa quarta-feira, a segunda edição ocorreu nesta segunda, “A gente está ouvindo a população e aos produtores para vermos qual é o dia ideal para fazemos uma vez por semana. Pretendemos ocupar todo espaço aqui, já está acordado com o diretor do Circuito Cultural do Banco do Brasil de ocupar o espaço, continuaremos a ocupar e talvez ir para o outro lado da Praça, usar o espaço da biblioteca e outros espaços do Circuito da Liberdade, completa Cordoni.

Marco Cordoni-Assessor da Secretaria de Desenvolvimento Agrário

Vinicius de Lima Cruz, produtor de Mel, reforça a importância do mel e da feirinha na Praça da Liberdade: “É quase um substituto do açúcar porque ele tem um doce natural e ele é muito bom para a saúde, juntamente com a própolis que a gente também produz. Ele faz com que a sua imunidade melhore bastante”, enfatiza Cruz que destaca “Acho que o evento saindo da Cidade Administrativa, alcança um público maior, além de dar visibilidade para o nosso produto ele ainda faz com que a agricultura familiar cresça. É um evento importante que precisa realmente ser divulgado para mais áreas da cidade, fazer com que o campo fica mais próximos da cidade”.

Vinicius de Lima Cruz-Produtor de Mel

Rosângela Rodrigues de Freitas, produtora de Quitandas de Congonhas ressalta a importância da feira como resgate cultural quando alguém está provando e após a degustação avaliar seu trabalho. Freitas ainda pontua, “A quitanda artesanal é aquela que você pega para fazer e coloca muito amor. É um resgaste cultural passado pelas avós, que  sempre iam para a cozinha fazer essas quitandas com um cafezinho, chegava uma visita e você já oferecia, isso é muito gratificante”, conta Freitas.

Rosângela Rodrigues de Freitas

Por David Abner – Start – Parceiros Contramão HUB

AVISO: O seguinte artigo contém grandes spoilers para Stranger Things 2. Leia por sua conta em risco

 

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Com a maioria dos fãs já assistindo a 2ª Temporada de  Stranger Things, eles estão achando que há uma espécie de seguimento relacionado com a ideia de que o episódio 7 é, para dizer, uma estranha partida para a série.

 

O Episódio 7 é quase como um piloto de uma história paralela para uma série completamente diferente com personagens diferentes. Matt Duffer explicou que episódios como este são para ajudá-los a adicionar alguns elementos diferentes da temporada para ajudar a mantê-los frescos como escritores:

 

“Se funciona para as pessoas ou não, isso nos permite experimentar um pouco. É importante para Ross e eu tentar coisas e não sentir que estamos fazendo o mesmo uma e outra vez. É quase como fazer um  pequeno episódio piloto no meio da sua temporada, o que é uma espécie de coisa louca a ser feita. Mas foi muito divertido escrever, transmitir e trabalhar. “

 

Tornou-se totalmente polarizante, com alguns fãs criticando-o como filler. Matt descreveu por que ele sentiu que sua inclusão era importante na nova temporada:

 

“Nosso teste do episódio foi que tentamos retirá-lo da série apenas para ter certeza de que precisávamos porque eu não queria isso lá como preenchimento – mesmo que alguns críticos nos acusem de fazer isso. Mas a viagem de Eleven se desmoronou, como o final não funcionou, sem ele. Então eu era, se isso funciona ou não, precisamos deste bloco de construção aqui ou todo a série vai entrar em colapso. Não vai terminar bem. O Conquistador de Mentes vai dominar Hawkins. “

 

Ross Duffer entendeu, falando sobre como ele se encaixa globalmente na evolução de Eleven, que está em andamento:

 

“Essa linha de história em geral é um dos maiores riscos que tomamos. Vamos continuar a fazer riscos para avançar para nos mantermos no controle. Eu não queria que ela simplesmente poupe magicamente o dia. Assim como Luke Skywalker, ela precisava sair sozinha e aprender algo sobre si mesma’

 

Stranger Things foi criado por Matt e Ross Duffer, também conhecidos como The Duffer Brothers, que dirigiram e produziram a série sob a bandeira Monkey Massacre, juntamente com Shawn Levy, produtor produtor co-executivo e Dan Cohen, do 21 Laps Entertainment. A série é escrita por The Duffer Brothers, bem como Justin Doble, Jessie Nickson-Lopez, Paul Dichter, Jessica Mecklenburg, Alison Tatlock e Kate Trefry.

 

Stranger Things 2 estrela Winona Ryder, David Harbour, Finn Wolfhard, Millie Bobby Brown, Gaten Matarazzo, Caleb McLaughlin, Natalia Dyer, Charlie Heaton, Joe Keery e Noah Schnapp. A série também adicionou Sean Astin (The Goonies), Paul Reiser (Aliens), Brett Gelman (Jobs), Dacre Montgomery (Power Rangers), a atriz dinamarquesa Linnea Berthelsen e a estrela da Broadway, Sadie Sink, na mistura também.

 

A Segunda Temporada de Stranger Things  já está disponível na Netflix.

 

Fonte: EW

Foto: Carla Maia

Por Bruna Valentim

Foto: Carla Maia

O Lumiar, 4º Festival Interamericano de Cinema Universitário, teve seu início ontem, 26 de outubro, no Cine Humberto Mauro. A mostra que inaugurou o evento teve todos seus ingressos esgotados meia hora antes da sessão do filme “Esfera Máxima”, vencedor do 3º Edital Lumiar de Apoio à produção de curta-metragem, promovido pelo curso de Cinema e Audiovisual da UNA. Após a exibição do curta o público presente teve a oportunidade de ouvir os comentários do diretor do filme exibido que estava presente na sessão.

Hoje dia sexta-feira, o festival homenageará o produtor executivo João Vieira Jr em uma Masterclass, às 20h, no Cine Humberto Mauro. A homenagem incluirá seis longas-metragens de diferentes períodos da carreira do produtor e os cinco episódios da minissérie Fim do mundo (Canal Brasil). Um desses longas é Tatuagem que, logo após a sua exibição, será comentado pelo diretor Hilton Lacerda, em um bate-papo ao lado de Jacson Dias (Integrante do UNA-se contra LGBTfobia).

O evento que durará até o dia 1 de novembro, ainda conta com atrações como a Mostra Competitiva Interamericana, três mostras paralelas de curtas, Palestra sobre Acessibilidade no cinema; Debate Novos desafios do mercado audiovisual e uma festa de encerramento do festival que ocorrerá na Benfeitoria.

A programação do festival é inteiramente gratuita e livre para todos os públicos. As atividades ocorrem no Cine Humberto Mauro (Palácio das Artes – Avenida Afonso Pena, 1.537, Centro), na Uma Campus Liberdade (Rua da Bahia, 1764, Lourdes), no auditório da Uma Campus Aimorés (Rua dos Aimorés, 1.451, Lourdes) e na Benfeitoria (Rua Sapucaí, 153, Floresta).

 

Com um show de talentos, o Festival de Arte Negra de BH, apresenta sua programação infantil.

Por Patrick Ferreira
Foto: Heitor Carvalho

Na última quarta-feira (18), O Festival de Arte Negra (FAN), abriu seu espaço para as crianças da rede municipal de ensino mostrarem seus talentos. O evento reuniu 12 escolas de diferentes pontos da cidade para apresentações de danças que celebram a herança dos povos africanos. Apesar de pequenos no tamanho, as crianças são grandes em talento e emocionaram a plateia do teatro Marília em vários momentos.

Antes das apresentações, a coordenadora geral do FAN, Rosália Diogo exaltou os talentos infantis: “Quando as crianças se conscientizam, elas também acabam conscientizando as outras pessoas, em respeito às diferenças”. Após o discurso, as apresentações se iniciaram ao som do clássico “Maria Maria”. Apresentado por alunos da Escola Municipal Cônego Raimundo Trindade. E com um samba da aluna Raíssa, da escola Municipal Fernando Dias Costa.

Em seguida os espectadores puderam prestigiar apresentações com coral percussão e uma representação da história da capoeira, pela Escola Municipal Sergio Miranda. Os talentos das crianças puderam ser trabalhados em várias esferas. As pessoas se encantaram ao ver alunas da Escola Municipal Fernando Dias Costa, ocupando o palco com uma apresentação de Balé.

A parte final das apresentações foi arrebatadora. Grupos fizeram performances de danças urbanas. Interpretaram músicas Pop nacionais e internacionais. O palco ficou tomado de alunos e professores extremamente talentosos.

Ao final, conversamos com o aluno João Pedro, aluno da Escola Municipal Agenor Alves de Carvalho, que dançou hip hop no palco do teatro, ele comentou sobre a adrenalina nos bastidores: “No começo fiquei com um pouquinho de vergonha, mas depois saí matando”.

O menino diz o quanto gosta da cultura Hip Hop: “Gosto de batalha, de danças de rua, senti uma coisa bastante legal”.

João conta o que ele sempre quis ser quando crescesse: “Eu sempre quis, que quando eu crescer e morrer, ser lembrado. Todo mundo que dançou aqui hoje vai ser importante um dia”. (mas eles já são, e muito!).

A educadora Eneida, da Escola Municipal João Pinheiro, ressaltou a importância de incluir uma programação infantil no FAN: “Através da educação podemos mostrar para todos, a igualdade. A população negra deve mostrar sua cultura, já que às vezes ela não tem espaço para isso”.

A professora explica como é o ensino afro nas escolas: “Afro faz parte do currículo das escolas, então durante todo o ano letivo, a gente ensina tanto a parte artística, quanto a parte histórica”.

Quanto às danças apresentadas a docente comenta: “Na escola não temos a dança afro, mas gostamos de inserir ritmos que vem da origem negra, aqui resgatamos o samba, a dança contemporânea e o forró”.

O Fanzinho é muito importante porque mostra que a cultura afro vai ser perpetuada pelos pequenos de hoje que serão os adultos de amanhã. Sendo negros, brancos, mestiços, todos estão juntos. Unidos pelo talento.

As crianças terão diversas programações ao longo do festival. Para maiores informações, acesse o site oficial www.fanbh.com.br e acompanhe a cobertura na página do Projeto Pretança no Facebook.

 

Por Hellen Santos

Há quase 100 anos a Praça Sete vem encantando mineiros e turistas com suas variedades culturais, dentre elas, museus, teatros, músicas ao vivo e seus diversos barzinhos aos redores. Dentro de todo esse brilho, o que mais chama atenção de quem passa pelo centro da capital mineira é a quantidade de vendedores ambulantes, artesões e camelôs.

Aos arredores da praça encontramos praticamente de tudo:  doces, frutas, artigos para celular, brinquedos e até mesmo lingeries. Andando um pouco mais pela região e possível comprar ainda, plantas, flores, artesanatos e quadros de artistas plásticos. Demétrio Silva trabalha cerca de 40 anos no mesmo lugar, segundo ele, o policiamento na região todo o tempo o deixa mais tranquilo, porém, o que vem tirando o sono de Silva é a tentativa de ocupação de imigrantes que estão sendo feitas na praça para, de acordo com ele “roubar” seu espaço de trabalho durante as madrugadas.

Fernanda Santos de 22 anos, que passa todos os dias pela praça, não acredita que o comércio informal no local atrapalhe os comerciantes da região. Para ela está foi a melhor forma que os camelôs encontraram para trabalhar e ganhar seu sustento de uma forma “correta”.

Legalização dos Camelôs

Em junho deste ano, o prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil decretou a retirada e o cadastramento de cerca de mil camelôs das ruas da cidade, com o objetivo de colocá-los em shoppings populares, além de proporcionar aos comerciantes uma qualificação. Porém, na ocasião a proposta não foi bem aceita pelos comerciantes e hoje, quem passar pela praça pode observar a resistência dos camelôs em se manter nas ruas de forma ilegal.

Quem pode estar na rua?

Os únicos profissionais que obtêm o direito de estar nas ruas são os artesões (hippies e indígenas), conforme a LEI n. º 13.180, DE 22 DE OUTUBRO DE 2015, onde presume o exercício de atividade predominantemente manual, tornando assim, uma profissão regulamentar e com direitos de atuar em qualquer espaço público de território Brasileiro. Já em Belo Horizonte, pessoas com deficiência também podem trabalhar como vendedores ambulantes desde que sejam licenciadas pela prefeitura.