Cultura

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Começa hoje a nona edição do Indie, Mostra Mundial de Cinema. Serão exibidos 121 filmes de 29 países, divididos em 184 sessões. As mostras vão até o dia 10 de setembro. O evento acontece desde 2001 em Belo Horizonte e nesses nove anos lotou as salas de cinema com 170.000 espectadores. Em 2009, as telinhas serão ocupadas por  mostras divididas em sete temas: Cinema Mundial, Premiére, Indie Brasil, Música do Underground, Indie Retro, Cinema de Garagem e Retrospectiva.

A Mostra Mundial apresenta filmes de novos diretores. O programa Premiére apresenta pré-estréias do circuito comercial em Belo Horizonte. O Indie Brasil conta com filmes nacionais. Música do Underground traz documentários sobre  rock e hard core. O Indie Retro é uma chance de rever os clássicos da sétima arte. Cinema de garagem traz filmes experimentais de baixo custo. Para completar a programação o Retrospectiva exibe filmes de três diretores que já ganharam vários prêmios pelo mundo: o filipino Brillante Mendoza, a japonesa Naomi Kawase e o francês Philippe Grandrieux.

O Cine Belas Artes, o Usina Unibanco de Cinema, o Cine Humberto Mauro, e o Cineclube Savassi serão palcos para o Indie. Ao todo são sete salas exibindo as sessões. A entrada é franca e os ingressos devem ser retirados na Bilheteria de cada cinema, 30 minutos antes do início de cada sessão.

Mais informações no  site do evento.

Confira o endereço dos cinemas que exibem o Indie 2009:
Visualizar Cinemas que Exibirão o Indie em um mapa maior

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A chuva de hoje pela manhã atrapalhou a exposição que mostra o futuro Circuito Cultural da Praça da Liberdade. O corredor da exposição está fechado, isolado com fita zebrada. Homens trabalham na manutenção e conserto do que foi danificado.  Uma lona cobre parte da exposição, madeiras e telhas estão sendo utilizadas na obra.  Segundo informação dos responsáveis pela obra, o corredor deve reabrir amanhã.

Escritor carioca vende suas obras nas calçadas da capital mineira

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“Meus textos são exclusividade das ruas”

“Livrinhos” nas mãos e mochila nas costas. Era assim que carioca Peter Lima parava os pedestres na esquina da Rua da Bahia com Bernardo Guimarães. O rapaz se aproximava das pessoas para vender sua crônica “Coisas de Boteco”. O escritor trabalha de forma independente vendendo sua literatura pelas ruas da cidade por apenas dois reais. Confira a entrevista com o Peter Lima.

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Jornal Contramão: Qual o tema de suas crônicas?

Peter Lima: Primeiro é a vida, não tenho tema específico. Escrevo aquilo que vivo e isso varia a cada momento. Hoje, estou escrevendo crônicas, mas há um tempo escrevia poesias que emitem outras sensações e outros olhares. Depende muito da época que estou passando. É um olhar do homem e sua contingência.

JC: Porque vender nas ruas?

PL: Primeiro porque é uma forma alternativa de divulgar a literatura. O preço é acessível, vendo por 2 reais. E, também, por ser uma iniciativa independente. Vou onde está o leitor. Diferente das livrarias que o camarada tem de ir lá para adquirir o livro, eu acabo surpreendendo as pessoas pelas ruas.

JC: E as pessoas aceitam bem?

PL: Sim, os livros são bem aceitos. É interessante que isso serve para desmistificar o fato das pessoas não gostarem de poesia e literatura. Acredito que as pessoas não leem porque esse tipo de leitura não chegam até elas.

JC: Você é de BH?

PL: Não, sou do Rio, moro em Ouro Preto e sempre venho aqui. Tem 2 anos que moro em Minas.

JC: Você vende apenas aqui na Região da Praça da Liberdade ou também vai para outras regiões da cidade?

PL: Eu ando pelas ruas. Gosto muito da Praça da Liberdade porque ela ainda tem a cultura de praça, não é só um local de passagem. As pessoas param, estão dispostas a ouvir alguém, mas não me prendo somente nela. Nem me prendo a centro cultural algum. Estou nas ruas, à procura de leitores.

JC: Qual a sua formação?

PL: Sou formado em Comunicação pela Federal Fluminense (UFF/RJ) e faço Pedagogia na Ufop. Mas a minha vocação literária veio mais por gostar mesmo de ler e escrever ainda antes de ingressar na Universidade.

JC: É possível encontrar seus textos fora das ruas?

PL: Ainda não tenho nenhuma página na internet, mas estou pensando em montar um blog com uns amigos. Enquanto isso, meus textos são exclusividade das ruas.

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Por Matheus de Azevedo

O Banco do Brasil (BB), em parceria com o Governo do Estado de Minas Gerais, realizou na manhã da sexta-feira, 07 de agosto, uma entrevista coletiva para oficializar o início das obras do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), em Belo Horizonte, que funcionará no antigo prédio da Secretaria de Estado de Defesa Social, na Praça da Liberdade.
O arquiteto responsável pelo projeto, Marcelo Pontes, informou que o edifício será reformado para ter condições de receber exposições internacionais e enfatizou que o imóvel não perdererá suas características arquitetônicas originais. Já o secretário estadual de cultura, Paulo Brant, assegurou que os ingressos às exposições do CCBB mineiro terão preços acessíveis.
O CCBB está presente em cidades como Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro, em Minas, a previsão é que em março de 2010 pelo menos o hall do prédio já comece a receber algumas exposições. A primeira fase das obras está prevista para terminar em 2011.

Gosto pela cultura
Na ocasião cerca de 450 Crianças de diferentes regiões de BH, inclusive do projeto Criança Esperança foram convidadas pelo Banco do Brasil para terem uma manhã totalmente cultural na Praça da Liberdade. Pinturas, palhaços e teatro do grupo Trampolim com a peça “A receita” garantiram o divertimento. No final da manhã, crianças e autoridades realizaram um abraço simbólico em torno do futuro Centro Cultural do Banco do Brasil.

Para conferir as fotos do evento você pode acessar a nossa galeria.

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O cérebro humano e todo o sistema nervoso até parecem obras de arte abstratas na exposição denominada paisagens neurais, realizada em homenagem a Santiago Ramón y Cajal. Nela, estão expostas, em quadros, imagens do sistema nervoso de Cajal e  de seus discípulos comparadas com as de artistas de vanguarda. As imagens mostram a evolução do pensamento de Cajal sobre o sistema nervoso até os dias de hoje. A exposição acontece do dia 21 de julho a 1º de setembro no Palácio das artes, espaço Mari’Stella Tristão.

Santiago Ramon y Cajal nasceu em maio de 1952 em Petilla de Aragon (Navarra) e morreu em Madri 1934, estudou medicina e foi professor universitário. Os desenhos de Cajal são cópias fiéis de proporções histológicas que mostram as microorganizações do sistema nervoso.

Ele realizou inúmeras e importantes contribuições para o estudo do sistema nervoso. Publicou diversos artigos científicos e livros no campo neurológico.  Foi uma figura importante no desenvolvimento da ciência e da cultura espanhola. Em 1906, ganhou o prêmio Nobel em fisiologia ou medicina por suas descobertas sobre a estrutura básica do sistema nervoso.

Cajal via de forma clara detalhes que passavam desapercebidos aos olhos de outros cientistas. Nas paredes da exposição o público podia também ler frases do estudioso, como esta: “O jardim da neurologia contempla o cientista com espetáculos cativantes e emoçoes artísticas incomparáveis.” Flávia coelho, professora de artes, que visitou a exposição considerou-a muito interessante pelo fato dela ligar áreas tão diferentes, que são a biologica e a artística. A professor disse que ali a biologia é vista como uma arte abstrata.

Por: Natália Oliveira