curiosidade

foto: bhaz

 

Por Hellen Santos 

Em comemoração aos 120 anos da capital mineira, a Prefeitura de Belo Horizonte, lançou na manhã desta terça-feira, 28, a nova marca da casa e o calendário comemorativo de aniversário. Entre os dias 01 e 12 dezembro, a cidade estará em festa. Está programado mais de 170 eventos distribuídos pela cidade, entre eles Show da banda mineira Skank, na Praça da Estação e apresentação do Grupo Cine Galpão Horto.

 

 

Os centros culturais distribuídos nas nove regionais também entrarão na programação. Segundo a Gerente de Desenvolvimento Turístico da Belotur, Ana Gabriela Baeta, as festividades contam com visitações a pontos turísticos, guiadas e gratuitas. “Os passeios ocorrem entre os dias 01 e 03 de dezembro em dois turnos: manhã e tarde. Haverá visitas na região da Pampulha, Mercado Central e ao Cemitério do Bonfim, onde as pessoas poderão conhecer a história, as escrituras e as obras de artes”, detalha Baeta.

 

 

De acordo com a PBH, para as festividades foram aplicados cerca de 1 milhão de reais no município. Segundo o presidente da BeloTur, Aluizer Malab, a reunião desta manhã também serviu para anunciar as boas novas da capital. “O Hospital Metropolitano Doutor Célio de Castro, no Barreiro está com seus leitos 100% em funcionamento.”, destacou Malab afirmando “Estamos muito felizes e comemorando.”

 


Não quer ficar de fora das comemorações? Então fique atento ao site da PBH que traz toda a programação em detalhes. http://www.belohorizonte.mg.gov.br/120anos

Por Henrique F Marques

O projeto Mulheres Cabulosas da História foi idealizado no dia 8 de março de 2016, Dia Internacional das Mulheres, por um grupo de mulheres do Movimento Social Levante Popular da Juventude.

Ele é composto por dois ensaios fotográficos realizados por mulheres que recriaram imagens de 100 mulheres importantes na história nacional e internacional que foram apagadas, ou melhor, invisibilidades, por homens que estavam ao seu redor como Dandara dos Palmares, que foi liderança e companheira de Zumbi. A primeira parte do projeto encerrou no último dia 24 de novembro, momento no qual encerrou a campanha de financiamento coletivo via Catarse. A segunda parte do projeto consiste no pensamento e discussão das próximas etapas, como por exemplo, a elaboração e diagramação do Livro “100 MULHERES CABULOSAS DA HISTORIA” que deverá ser publicado primeiro semestre de 2018.

Catarse: catarse.me/mulherescabulosasdahistoria
Email: mulherescabulosasdahistoria@gmail.com
Página: facebook.com/mulherescabulosasdahistoria

Divulgação Prêmio Zumbi

Por Lucas Motta

Com a proposta de valorizar e preservar a cultura de matriz africana, a Companhia Baobá Minas realizou o 8° Prêmio Zumbi de Cultura, na noite da última quarta-Feira (22) no Sesc Paladium, Hipercentro de pelo Horizonte, em comemoração da Consciência Negra (20/11).

Idealizadora do Prêmio, a Diretora e coreógrafa da Cia, Júnia Bertolino explica que a festa contempla pessoas que se destacam no campo artístico da política e cultura negra, um espaço para refletir sobre a resistência e as representatividades negra nas artes.

“Estou emocionada e agradecida a todos parceiros pela realização de mais uma edição do VIII Prêmio porque sabemos como é importante a valorização de nossos mestres populares e artistas da cidade.  Sobretudo neste momento de crise política, crise econômica mundial, onde aumenta as disputas e os preconceitos. É importante ter iniciativa de companheirismo, de eventos que despertem a reflexão e motive os artistas e grupos a unir forças e enfatizar que juntos somos mais fortes, reconhecer iniciativas positivas realizadas por pessoas que convivem conosco, seja na escola, trabalho, na cultural e na política“ diz.

Considerada a maior premiação negra do estado, desde 2010, a festa abriu espaço para apresentações de grandes artistas como Mestre Conga, Coral Brasil African Vozes, Sérgio Pererê, Alameda Musical e a Cia Baobá Minas que tem por missão abordar o cotidiano do negro, sua cultura, valores e artes. A festa celebrou a memória de Zumbi dos Palmares que deixou um legado de identidade Africana muito forte, uma cultura que vai além dos livros de história que preserva a ancestralidade.

 

Nesta edição foram 11 homenageados, dentre elas a aluno de Jornalismo do Centro Universitário UNA Sarah Santos, pessoas guerreiras na cidade de  Belo  Horizonte,  com  ações  que  beneficia todo  estado de  Minas  Gerais. Como é  o  caso  do professor  e   escritor  Anelito de  Oliveira que através da  literatura alcança vários  educadores  do  território  nacional  chamando  atenção  para  valorização  da  escrita, religiosidade e  da  cultura.

 

Homenageados  do  Prêmio  Zumbi de Cultura –   Cia Baobá Minas Mamour Bá (Música), Sarah Santos (Protagonismo Juvenil), Maria Luiza –  Luzia (Menção Honrosa), Associação Cultural Fala Tambor (manifestação Cultural), Júlia  Santos  (Teatro), Tania Cristina – Makota Kizandembu – (Atuação Política), Anelito Oliveira (Literatura), Célia Gonçalves – Makota Celinha (Religiosidade), Marilene Rodrigues (Dança), Macaé Evaristo (Personalidade Negra), Isabel Goes Cupertino (Educação).

O prêmio foi distribuído nas seguintes categorias: dança, teatro, música, religiosidade, literatura, educação, manifestação cultural, personalidade negra, menção honrosa, protagonismo juvenil e atuação política. Os contemplados receberam um troféu confeccionado pelo artista plástico Jorge dos Anjos.

PROGRAMAÇÃO

No dia 29/11  às  16h no auditório José  de  Alencar da Assembleia Legislativa (R. Rodrigues Caldas, 30 – Santo Agostinho) recebe a “Roda de conversa: Diálogos e reflexão – homenageados do Prêmio Zumbi de Cultura”,  artistas  e  mestres  populares  estarão reunidos no  espaço  de  debate  político para a construção  e  implementação de  políticas  públicas  para  a  comunidade  negra, reforçando  a  importância de  valorização da  cultura e  da  arte  negra do  povo  brasileiro. Participe!

 

Por Hellen Santos

Há quase 100 anos a Praça Sete vem encantando mineiros e turistas com suas variedades culturais, dentre elas, museus, teatros, músicas ao vivo e seus diversos barzinhos aos redores. Dentro de todo esse brilho, o que mais chama atenção de quem passa pelo centro da capital mineira é a quantidade de vendedores ambulantes, artesões e camelôs.

Aos arredores da praça encontramos praticamente de tudo:  doces, frutas, artigos para celular, brinquedos e até mesmo lingeries. Andando um pouco mais pela região e possível comprar ainda, plantas, flores, artesanatos e quadros de artistas plásticos. Demétrio Silva trabalha cerca de 40 anos no mesmo lugar, segundo ele, o policiamento na região todo o tempo o deixa mais tranquilo, porém, o que vem tirando o sono de Silva é a tentativa de ocupação de imigrantes que estão sendo feitas na praça para, de acordo com ele “roubar” seu espaço de trabalho durante as madrugadas.

Fernanda Santos de 22 anos, que passa todos os dias pela praça, não acredita que o comércio informal no local atrapalhe os comerciantes da região. Para ela está foi a melhor forma que os camelôs encontraram para trabalhar e ganhar seu sustento de uma forma “correta”.

Legalização dos Camelôs

Em junho deste ano, o prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil decretou a retirada e o cadastramento de cerca de mil camelôs das ruas da cidade, com o objetivo de colocá-los em shoppings populares, além de proporcionar aos comerciantes uma qualificação. Porém, na ocasião a proposta não foi bem aceita pelos comerciantes e hoje, quem passar pela praça pode observar a resistência dos camelôs em se manter nas ruas de forma ilegal.

Quem pode estar na rua?

Os únicos profissionais que obtêm o direito de estar nas ruas são os artesões (hippies e indígenas), conforme a LEI n. º 13.180, DE 22 DE OUTUBRO DE 2015, onde presume o exercício de atividade predominantemente manual, tornando assim, uma profissão regulamentar e com direitos de atuar em qualquer espaço público de território Brasileiro. Já em Belo Horizonte, pessoas com deficiência também podem trabalhar como vendedores ambulantes desde que sejam licenciadas pela prefeitura.

Por: Kedria Garcia Evangelista

Fanfics são narrativas produzidas por fãs, onde o autor brinca com os personagens de uma obra já existente ou tenta reescrever a história de artistas. As inspirações vêm de várias vertentes: livros, filmes, games, figuras públicas, etc. Originada da abreviação da expressão fan fiction, que traduzindo ao pé da letra significa “ficção de fãs”, os autores se apoderam de uma parte da história original ou dos personagens e a/os recria(m), originando histórias paralelas.

Essas narrativas são difundidas na internet, geralmente em sites específicos. A maior parte do público que consomem esse material são adolescentes, majoritariamente feminina, o que não impede a participação de outros públicos, como conta Alan Rodrigo Silva de 30 anos, Designer de Jogos. “Era bem interessante, ocupava muito o meu tempo, agora não tenho tanto tempo assim para dedicar a leitura.”, complementa afirmando que existem ótimas fanfics bem escritas, em termos de técnicas e formas narrativas, tão boas quanto as que já foram ou estão sendo publicadas por vias editoriais tradicionais.

O primeiro contato de Letícia Diassis de 16 anos com esse universo, foi aos 10 anos em uma plataforma de escritores e leitores. “Escrevo e leio fanfics hoje em dia, apesar de estar quase sempre atrasada em relação à elas por conta do tempo pros estudos.”, a jovem participa de fóruns que debatem o assunto e acredita que as redes sociais são potencializadores para a divulgação, facilitando o acesso à elas. Para Natália Paixão, Divulgadora Científica de 23 anos, as redes sociais têm sua parcela negativa nesse ramo. “Tudo que difunde tem potencial de banalização, e em cima de algo livre isso ainda é maior, mas um dos fundamentos de trabalhos transformativos é justamente o acesso facilitado e acredito que as redes sociais funcionam mais como um meio de troca e abertura o que potencializa estes trabalhos.”

Um dos motivos de discussões sobre esse segmento é sua classificação como literatura. Entende-se que o conceito de literatura sofreu diversas alterações no seu conceito durante o passar dos anos, ainda assim é considerada uma “arte dos textos”. Alan acredita que as fanfics não deixam de serem menos literárias por utilizar a linguagem informal, “As fanfics de maior sucesso ainda são severamente criticadas pelo círculo literário, até entendo que a popularidade da linguagem menos erudita seduz bastante uma parcela considerável de leitores para reter receitas.”, justifica. Outra questão levantada é a edição e revisão, questionando a qualidade dessas narrativas, como aponta Natália Paixão. “Como tudo que é livre e de fácil acesso temos uma quantidade absurda de material, nem todo ele é bom, mas existem trabalhos que mereciam publicações formais e reconhecimento.”, conclui esclarecendo que existem escritoras que aprimoram o trabalho a partir dos feedbacks recebido pelos fãs.

Por se tratar de obras e/ou personagens que possuem direitos autorais, surge controvérsias a respeito desse nicho. A ideia inicial não é plagiar e sim dá outros caminhos a criação original, ou seja, não se visa lucros na produção das fanfics, além da enorme quantidade de publicações em sites e comunidades na internet, o que dificulta o processo jurídico. Por ser uma produção feita pelos fãs, as empresas aproveitam essa vertente como uma forma de publicidade. “O valor da fanfic é o seu papel como obra de transformação, fanfics são resultado de uma avaliação crítica das obras que admiramos e uma forma de empoderamento onde tornamos estes trabalho algo nosso.”, segundo Paixão.

 

Por Hellen Santos

A saúde vai além de só pensar em se cuidar. Uma boa saúde é a combinação de estabilidade física, cerebral e biológico. O conjunto de exercícios físicos e uma alimentação saudável, cortando o consumo de gordura e aumentando ao consumo de água e também um momento de descanso e muito lazer.

No Brasil foi decretado o dia 05 de agosto como o dia Nacional da saúde para homenagear o médico Oswaldo Cruz pelo seu trabalho pela erradicação de perigosas epidemias (exemplos como febre-amarela e varíola) que angustiava o Brasil, no final do século XIX e início do século XX. A data tem como objetivo promover a informação para população sobre a importância da educação sanitária. Esta data visa despertar valores relacionados a saúde, cuja definição vai muito além da ausência de doenças, pois está diretamente relacionada a presenta de uma autêntica qualidade de vida no cotidiano da população, que abranja sentidos mentais.

Em mais um dia Nacional da Saúde, ainda percebemos pouco avanço na saúde. Em nosso país vivemos um momento delicado quando se trata da saúde pública. Para a enfermeira Rogéria Celestino de 48 anos e com mais de 29 anos de carreira na saúde pública o que falta para melhoria da saúde pública é Ética dos gestores e comprometimento real com as necessidades da população.

Segundo a enfermeira, para a melhoria das condições de trabalho na rede pública precisaria de melhores áreas físicas, qualidade e quantidade de materiais, melhor remuneração e melhores condições de trabalho. “Falta também um setor de Recursos Humanos no suporte dos profissionais. Se a remuneração fosse boa diminuiria as cargas horárias e com isso os profissionais ficariam em apenas um emprego consequentemente a qualidade da assistência aos pacientes melhoraria, infelizmente o profissional da saúde não é valorizado”, diz Celestino.

Gustavo Henrique Machado Miranda de 28 anos, Assistente Administrativo na Prefeitura de Belo Horizonte, desde 2005 diz que a falta qualificação dos gestores prejudica o rendimento, “Muitos que lideram não possuem o conhecimento necessário. Praticamente para ser um gestor da saúde precisa ter só curso superior e ser concursado, eles esquecem da necessidade de conhecimentos administrativos públicos”.

Miranda destaca ainda que o que precisa melhorar na saúde é a transparência. “Ouvimos muito que o governo disponibiliza vários valores para a saúde pública e o que observamos aqui de dentro é a péssima aplicação desse dinheiro, por exemplo: necessita de um material para as unidades; não existe uma pesquisa mais qualificada e a compra é feita sempre de um determinado grupo que tenha algum interesse político e quanto compra esse material é escasso, isso sem contar nos desvios”.

 

O acumulo de atividades é uma das preocupações de Miranda que revela o favoritismo de um profissional. “A gestão sobrecarrega um profissional que desempenha melhor as atividades do setor, esquecendo de outras pessoas que também trabalham no local. Grande parte dos servidores públicos trabalham sem compromisso, apenas com intuito de receber o salário no fim do mês, sem se preocupar que prestação de serviço é para população e nós somos a população”.

Indignado Miranda desabafa: Quem realmente trabalha é apenas um “peão” do sistema e não tem mérito nem valor. “Os profissionais que possuem apoio político, esse já é extremamente valorizado, até por não fazer nada e as vezes nem trabalhar diretamente com a saúde”.

 

Condições de Trabalho

 

Muitas unidades não possuem o básico para que o profissional na saúde possa exercer o seu trabalho, é uma questão que sempre é levantada, mas sempre resolvem da mesma forma, dizendo que há verba.

Pesquisas realizadas pela Datafolha, destaca que 90% dos brasileiros estão insatisfeitos com o Sistema Único de Saúde (SUS). As reclamações vão de ausências de profissionais, demora no atendimento e em marcação de exames, até higiene sanitária dos hospitais públicos na opinião dos usuários. Já a dos profissionais é a ausência de pagamentos em dia. O Brasil tem muito a evoluir e um dos pontos a mudar e a valorização dos profissionais da saúde.

O cuidado com a saúde é um hábito que todos devem ter. É importante lembrar de nossa saúde todos os dias. Priorize sua saúde, pense em menos em trabalho e mais em sua saúde, sem ela não somos nada!