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No mês de janeiro é comemorado o Dia do Farmacêutico. Para celebrar essa profissão que desempenha um papel fundamental na saúde da sociedade, o Jornal Contramão percorreu farmácias do centro de Belo Horizonte e conversou com a farmacêutica Isabelle Figueiredo Marques, 30, que há sete anos atua na área. Em em nosso bate papo, ela conta sobre o trabalho desempenhado pelo profissional da área.

Contramão: Como é a atuação do Farmacêutico que trabalha nas drogarias?

Isabelle Marques: Ela se baseia na orientação do paciente quando ele chega no balcão de uma drogaria ou farmácia. Estamos sempre ao lado do balconista, que está realizando o atendimento. Nosso papel é verificar as receitas, ver se as doses dos medicamentos estão adequadas, se a patologia (doença) está descrita, se a idade coincide com o paciente, se o remédio é adequado para ele ou para quem irá efetuar o consumo. Também verificamos se ele tem noção da sua correta utilização ou se utiliza outros medicamentos que possam ter contraindicação. Se não houver qualquer tipo desses quesitos, a dispensação (liberação do medicamento para o paciente) é realizada. Se ele tiver qualquer dúvida sobre o medicamento, resolvemos todas elas na hora. Efetuamos um visto dessa receita para ele estar ciente da dispensação. Liberamos esse paciente com o medicamento e com todas as informações necessárias para a sua adequada utilização.

Contramão: Como é realizada a capacitação do Farmacêutico?

Isabelle Marques: A maioria das faculdades capacitam os alunos que serão farmacêuticos. Além da faculdade, as empresas de grande porte também oferecem uma capacitação profissional para que a dispensação seja adequada. Quando o farmacêutico sai da faculdade, ele ainda não tem toda a informação prática necessária para atuar no mercado. É comum que as chamadas “farmácias de bairro” ainda peque na capacitação do profissional. Ele deve buscar, durante sua carreira, o maior número de informações para poder se capacitar cada vez mais. Temos a obrigação de ajudar com resolução de dúvidas e informações sobre patologias e formas adequadas na utilização dos medicamentos.

Contramão: Quais são as diferenças entre a farmácia de manipulação e as drogarias comuns?

Isabelle Marques: As farmácias de manipulação trabalham com a matéria-prima básica dos medicamentos e irão produzir conforme as necessidades de cada um dos pacientes. Por exemplo, se eu preciso de uma fluoxetina de 10 mg, mas minha mãe precisa de 22,5 mg, será na farmácia de manipulação que este medicamento será produzido. Nela, os profissionais irão manipular aquela quantidade específica que a pessoa precisa. Além disso, as drogarias vendem um número menor de medicamentos e possuem um menor número de opções de produtos controlados, em relação às farmácias de manipulação.

Contramão: Você acredita que os medicamentos produzidos no brasil são seguros?

Isabelle Marques: Definitivamente, não. Existem estudos fora do país que são muito superiores para pesquisarem esses medicamentos. Lá fora, vários remédios já foram suspensos e aqui no Brasil ainda existem alguns que continuam circulando. Por mais que exista uma instrução e uma orientação do farmacêutico, esses medicamentos ainda estão no mercado e as pessoas continuam consumindo cada um deles. (Nos Estados Unidos a pílula Diane 35 e a dipirona, comumente consumidas no Brasil, estão proibidas desde 2015).

Contramão: Quais os riscos da automedicação?

Isabelle Marques: Nosso papel é oferecer a medicação de forma responsável, em que os farmacêuticos serão instruídos para realizar orientações à população sobre os remédios referentes à cada patologia. Infelizmente a saúde pública no país é muito escassa. As pessoas que não tem acesso ao SUS ou à planos de saúde privados, recorrem às farmácias buscando soluções para as suas patologias. Tentamos ajudar dentro dos limites que existem na nossa atuação, oferecendo por exemplo, medicamentos que não precisam de prescrição. Tentamos trabalhar da melhor forma possível para ajudar o paciente. Mas é importante lembrar que o médico é o responsável pelo diagnóstico do paciente, enquanto que os farmacêuticos são os responsáveis por oferecer meios para o tratamento mais adequado à cada caso.

Contramão: Como é o controle de qualidade dos remédios produzidos no Brasil?

Isabelle Marques: Existem três tipos de medicamentos: referência, genéricos e similares. Este último já possui maior qualidade devido a uma lei que saiu em 2015 e exige que ele tenha o mesmo padrão de qualidade dos que são referências. Aqueles que passaram e foram aprovados por testes de bioequivalência e biodisponibilidade, possuem eficácia similar aos ditos de referência. Agora, esse tipo de medicamento (similar) são intercambiáveis. A lei provou que se você tiver uma prescrição de medicamento referência e não tiver condição de pagar por ele, se existir no mercado um similar autorizado pelo teste da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), ele pode ser trocado pelo outro. Nesses casos, fazemos a dispensação do medicamento similar. Isso prova que quando o paciente toma o medicamento, sua utilização terá efeito e sua qualidade será próxima ao referencial. Eles são praticamente iguais, senão a vigilância não autoriza a troca.

Contramão: Qual o recado que você passa como farmacêutica:

Isabelle Marques: Estamos aqui para ajudar a população. não queremos o consumo inconsciente dos medicamentos. É comprovado que a automedicação pode causar outras patologias, muitos casos de intoxicação e muitas vezes por medicamentos banais. Tá na dúvida, procure o farmacêutico. Existem várias farmácias no país inteiro e lugares que tem sua responsabilidade e sabem valorizar o papel do farmacêutico. As pessoas devem começar a enxergar com bons olhos o trabalho que realizamos. Os pacientes têm medo de conversar com seus médicos. É aconselhável que as pessoas procurem pelo nosso trabalho com antecedência, para tentarmos promover a melhor solução possível às suas patologias. Nosso papel é esse, promover a saúde e orientar, da melhor forma possível, os pacientes que nos procuram. Evitar que eles se desgastam com a compra equivocada de medicamentos.

Reportagem: Lucas D`Ambrosio

Arte: Isabela Castro e Laís Brina

Autorretrato da fotógrafa Vivian Maier - Fotografia - Isis Medeiros

As produtoras de imagem de todo o Brasil estão reunidas e promovem um encontro simultâneo nesta semana. A primeira convocatória será realizada para discutir a criação da Associação Brasileira das Mulheres da Imagem que abrangerá 13 cidades do país, entre elas, Belo Horizonte. Por aqui, o encontro ocorre na sede do Sindicato dos Jornalistas (SJPMG), a partir das 19h30 na sexta-feira, 13.

Aberto às mulheres que utilizam a imagem como ferramenta de criação, seja amadora ou profissional, a proposta é reunir e criar uma interação entre elas – que trabalham com fotografia, produção de vídeos, designers e outras abordagens imagéticas. De acordo com os organizadores do evento, a proposta é criar um espaço aberto para discussões que possa englobar as demandas e ideias comuns e que consiga proporcionar um modelo de associação para atendê-las.

Para uma das idealizadoras da associação, a fotógrafa Marizilda Cruppe, ainda não existe estatísticas sobre quantas mulheres estão dedicadas a este trabalho. “Não sabemos por quais cantos deste imenso país estamos com os pés fincados. Muitas vezes, somos invisíveis até para nós mesmas”, explica Cruppe que destaca ainda, a importância de combater as inúmeras dificuldades enfrentadas pelas mulheres “São tantas as formas de crime, agressão, assédio e intimidação que atingem as mulheres de todas as categorias profissionais e classes sociais, seja no mercado de trabalho ou na própria família, que não vemos outro caminho a não ser nos unirmos para criarmos uma grande teia”, ressalta.

Mulheres da Imagem fora do eixo

Além das tradicionais cidades do Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte, os encontros também serão realizados em outras 10 cidades, dentre elas São Luís (MA). Por lá, a jovem Julyane Galvão de 26, representa uma das “mulheres da imagem” espalhadas pelo país.

Trabalhando há seis anos com a fotografia, Galvão conta que tudo começou quando comprou sua primeira câmera compacta. “Por gostar de ser fotografada, logo senti a necessidade de ficar por trás das câmeras”, conta.

Bumba-Meu-Boi de Eliezio. São João do Maranhão, 2016. Fotografia: Julyane Galvão.

Ato Contra o Aumento de Passagem no Transporte Público Ludovicense, 2015. Fotografia: Julyane Galvão.

Ao longo desses anos, ela e outros fotógrafos da região desenvolvem ações e trabalhos voltados à valorização da cultura e do povo Maranhense. Agora, uma nova oportunidade surgiu para o alcance das lentes da jovem, que demonstra a capacidade das mulheres no ofício fotográfico. “A oportunidade de nos unirmos é o principal motivo para esta soma. Poder compartilhar informações e aprender com pessoas com mais experiência me deixam ainda mais motivada”, ressalta.

Para ela, poder mostrar o seu trabalho e participar dessa iniciativa é superar a barreira territorial e dos preconceitos que ainda existem. “Acredito que abrirão portas para que acreditem que não só as mulheres, mas sim todo mundo pode fazer acontecer e ocupar locais com diversas artes que cada um de nós carrega dentro de si. Aos poucos, mostramos o potencial que carregamos nos braços, no espaço e principalmente no olhar”, conclui.

Belo Horizonte

Em BH, o encontro “Mulheres da Imagem” será realizado com o intuito de aproximar o maior número de mulheres que possam dialogar sobre questões relativas a área de atuação na cidade e no estado mineiro. A programação conta com rodas de conversa, varal de trocas de fotografias e uma projeção de imagens.

Uma das organizadoras do evento na Capital das Gerais é a fotógrafa Isis Medeiros, 27, que explica um dos motivadores da iniciativa. “É porque sentimos cotidianamente que nós não temos o mesmo reconhecimento e valorização nas nossas profissões. Comparando com os homens, ainda não temos os mesmos espaços nas galerias, museus e nem nas redações dos grandes jornais, revistas e TV. Sem contar assédios e violências que sofremos em diversas situações”, desabafa.

Representação de Tuira Kayapo. Projeto “Mulheres Cabulosas da História”. Fotografia: Isis Medeiros.

Após perceber a necessidade de ver algo acontecendo entre as mulheres que trabalham na área, ao lado de outras pessoas surgiu a proposta de criar uma situação mais organizada. “Quando eu vi que nacionalmente outras também estavam se juntando com o mesmo objetivo, eu me senti ainda mais fortalecida para seguir em frente com a ideia que já não era só minha, mas de um levante convencidas da necessidade de nos unirmos por um bem comum”, finaliza.

Reportagem: Lucas D’Ambrosio

O livreiro Oseias Ferraz, ao lado das estantes de livros que preenchem os sebos do edifício Maletta, no centro de Belo Horizonte.

Com a chegada do final do ano, o recesso oferece tempo para muita gente. Nada melhor do que passar este período aproveitando uma boa leitura. Apesar do mundo se resolver virtualmente, os bons e velhos livros de papel (sim, eles ainda existem) são ótimas opções para ocupar o ócio. Em Belo Horizonte, existem lugares que, muitas vezes escondidos, guardam verdadeiros tesouros em meio à estantes e prateleiras.

O edifício Arcângelo Maletta, ou apenas Maletta, é lugar de encontros do cotidiano belo-horizontino. Ponto residencial e comercial da região central da cidade, além dos tradicionais bares, ele também abriga uma diversidade de sebos e livrarias. É possível se perder em meio à quantidade imensurável de títulos que estão expostos nas mais de 20 lojas do segmento, que existem no local.

É possível encontrar algo interessante nessa infinidade literária que existe ali. O livreiro Oseias Ferraz é um dos “guias” desses labirintos de livros. Há 17 anos atuando no mercado, é proprietário de um dos mais tradicionais sebos do lugar: o Crisálida. Em meio a tantos títulos, ainda assim, é possível encontrar certos exemplares dignos da atenção dos leitores. O primeiro livro indicado por ele é, Mortes Imaginárias, “Se trata de perfis imaginários de autores do século dezesseis e século vinte. É um relato de como seriam as últimas palavras desses autores”, indicando a obra.

Direcionando o olhar para as prateleiras que estavam à sua frente, o livreiro se recorda de outro título, A Alma Encantadora das Ruas, de João do Rio. Clássico do curso de jornalismo, Ferraz destaca o trabalho realizado pelo autor, “Apesar do tempo em que foi escrito, é uma leitura simples. Ele faz uma análise das ruas e dos marginais que nela vivem. Desde os mendigos, até os profissionais que estão em extinção, como os estivadores”, comenta. Por fim, sua última indicação é o livro de contos A Estrutura da Bolha de Sabão. A obra, de autoria da brasileira Lygia Fagundes Telles foi publicado em 1978 e reúne contos diversos “É outro que vale a pena indicar para a leitura”, finaliza.

Reportagem e Fotografia: Lucas D’Ambrosio

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Após a Segunda Guerra Mundial, uma disputa por poder deu início a uma nova batalha, a Guerra Fria. De uma lado os Estados Unidos e de outro a União Soviética, agora, Rússia. Ambos brigando para provar ao mundo o seu poder e a do modelo econômico que defendiam, investindo em armas, propagandas e tecnologias. Mais de dez anos depois, precisamente em 1957, a competição passou os limites do céu e começou a ser chamada de Corrida Espacial. Agora, os dois lados corriam para mandar o primeiro homem a lua.

Sim, o homem foi à lua! E sim, mandam coisas para lá até hoje, porém, já não é mais um grande feito pelo homem.

Foi em 1969 que os EUA, ganhou a corrida espacial, fazendo com que Neil Armstrong e Edwin Aldrin pisassem na lua, depois de quatro dias após o lançamento. Porém, você sabia que foi a União Soviética que chegou primeiro na lua? Não com humanos, mas, eles enviaram um robô dez anos antes, em 1959, o Luna 2.

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Luna 2 – Foto: Divulgação

Tornando o primeiro objeto feito pelo homem a atingir a lua, a missão confirmou que a Lua não havia campo magnético e também, não encontraram evidências de anéis de radiação em torno do satélite natural.

Após esse feito, a União Soviética ainda conseguiu enviar mais 24 robôs, o último sendo em 1974, completando o Programa Luna. Além de chegar na Lua, as Lunas foram as primeiras a coletarem material lunático, trazendo-as para terra.  

Texto: Amanda Eduarda

Fotografia: Lucas D'Ambrosio

Em comemoração à chegada do natal de 2016, o circuito cultural da Praça da Liberdade recebe uma série de ações para comemorar a data. Uma delas é o Circuito de Presépios e Lapinhas de Minas Gerais, que pretende ampliar a participação de todo o estado na promoção do patrimônio cultural mineiro. Entre os dias sete de dezembro e oito de janeiro, Belo Horizonte e outras cidades do estado irão participar da programação que, além dos presépios, conta também com apresentações gratuitas de corais, bandas e diversas atrações para o público.

Com iniciativa do Instituto Estadual de Patrimônio Histórico e Artístico (IEPHA/MG), 250 presépios podem ser visitados em 150 cidades por toda Minas Gerais, que possui uma tradição desde o século 18. O objetivo do circuito é promover a Folia de Reis, uma manifestação cultural celebrada na noite do dia cinco para o dia seis de janeiro, em que pessoas saem às ruas, tocando músicas populares e celebrando a chegada dos reis magos e o nascimento de Jesus, uma manifestação folclórica e religiosa.

Fabiano Lopes de Paula, 60, é arqueólogo e funcionário do IEPHA. Um dos curadores da mostra de presépios, ele ressalta a importância de criar um resgate de manifestações culturais pelo estado, como as festividades natalinas. “Resolvemos fazer essa homenagem aos artesãos mineiros festejando as celebrações natalinas que se perdem ao longo do tempo. Temos diversos artistas, tendências e modelos de presépios”, comenta.

Da Paraíba para Minas Gerais

Um dos artistas expositores é Oceano Cavalcante. Filho do nordeste brasileiro, o jovem de 56 anos nasceu “em uma pequena família de 14 irmãos”, como costuma dizer. É enfermeiro de profissão e artista plástico por vocação. No ano de 1979, ao lado de sua família, saiu da sua cidade natal em Areia, interior do estado da Paraíba, com destino às Minas Gerais. Morou em Esmeraldas e posteriormente, Belo Horizonte.

O enfermeiro e artista plástico, Oceano Cavalcante abraçou o estado de Minas Gerais com sua sensibilidade artística e traços da sua terra natal. Fotografia: Lucas D'Ambrosio
O enfermeiro e artista plástico, Oceano Cavalcante abraçou o estado de Minas Gerais com sua sensibilidade artística e traços da sua terra natal. Fotografia: Lucas D’Ambrosio

Sua principal referência artística é o legado deixado pelo mestre barroco Aleijadinho. Porém, o entalhe na madeira como era costume e presente nas obras do artista do Brasil Colonial, deu espaço para a reutilização de materiais encontrados na rua: a essência da obra realizada por Cavalcante. “Meu trabalho de arte possui uma visão ecológica e sustentável. Procuro retirar do meio ambiente o material do meu trabalho. Todos eles vêm da rua”, explica o artista.

Oceano Cavalcante e seu presépio. O reaproveitamento de materiais encontrados na rua criam a estética singular na obra do artista. Fotografia: Lucas D'Ambrosio.
Oceano Cavalcante e seu presépio. O reaproveitamento de materiais encontrados na rua criam a estética singular na obra do artista. Fotografia: Lucas D’Ambrosio.

No presépio que está exposto no salão de entrada do IEPHA, Oceano Cavalcante utilizou três matérias-primas: papelão, garrafa pet e jornal. Suas peças possuem uma estética e tonalidade que referenciam, além das obras barrocas, a terra e o povo nordestino. “Além do barroco, tento transmitir o nordeste com minhas peças. Ele está no meu sangue. Nem o sotaque a gente esquece. Posso estar por anos longe da minha terra, mas ele nunca sai da gente”, ressalta.

Além do IEPHA, outros pontos turísticos que fazem parte do circuito da Praça da Liberdade também recebem exposição de presépios como, a Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa, o Espaço do Conhecimento da UFMG, o Memorial Minas Gerais Vale, MM Gerdau, Museu Mineiro, Palácio Cristo Rei, entre outros.

Detalhe do presépio exposto na Casa Fiat de Cultura, no Circuito Cultural da Praça da Liberdade. fotografia: Lucas D'Ambrosio
Detalhe do presépio exposto na Casa Fiat de Cultura, no Circuito Cultural da Praça da Liberdade. fotografia: Lucas D’Ambrosio

 

Detalhe do presépio exposto no Memorial Minas Gerais Vale, no Circuito Cultural da Praça da Liberdade. Fotografia: Lucas D'Ambrosio.
Detalhe do presépio exposto no Memorial Minas Gerais Vale, no Circuito Cultural da Praça da Liberdade. Fotografia: Lucas D’Ambrosio.

Fotografias e Reportagem: Lucas D’Ambrosio

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MapensStudio/ThinkStock

Há pouco mais de um ano o projeto de lei do deputado federal Diego Garcia (PHS-PR) foi aprovado no Congresso. No novo estatuto apenas homem e mulher em união estável ou casados, ou a comunidade formada por qualquer um dos pais junto com os filhos são vistos como família e, portanto, aquele grupo de pessoas que não preenchem os requisitos não possuem direitos que nos são assegurados em nossa Constituição.

Diante dessa falta de empatia, o site MdeMulher lançou uma enquete em que perguntava aos internautas “qual era o significado de ‘família’? ”, o objetivo era ajudar o dicionário Houaiss a escrever uma nova definição em suas páginas.  Mostrando que apesar de toda animosidade e falta de compaixão, além de sabermos que Igreja e Estado deveriam estar em vias contrárias, o respeito a diversidade e o amor venceram e o resultado foi: “É tudo família”.

O que pode ser lido no dicionário hoje?

Reprodução/Globo Fantástico
Reprodução/Globo Fantástico

Nas linhas do nosso aliado contra os erros e mau uso dos verbetes de nossa língua, agora é possível ler a nova definição que nos diz o seguinte, família é “núcleo social de pessoas unidas por laços afetivos, que geralmente compartilham o mesmo espaço e mantém entre si relação solidária”.

Por Ana Paula Tinoco/ Fonte: MdeMulher