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Sendo um dos mais famosos prédios de Belo Horizonte, o Edifício Maletta fica localizado no centro da cidade entre a Rua Da Bahia e a Av. Augusto de Lima. Centro da diversidade e da cultura o prédio em sua área comercial é um dos principais pontos de encontro da capital mineira, com lojas restaurante e os famosos botecos se torna um ambiente ímpar para se divertir na cidade.

Os frequentadores do Maletta, conhecidos popularmente como “maletteiros” são o que tornam deste, um lugar diferenciado. Em seus bares e restaurantes podemos observar uma grande variedade de público. Do vegetariano aos adoradores da carne, dos LGBTTS aos heteros sexuais, o Edifício está sempre aberto para a sua turma ou qualquer outra.

O famoso “varandão” com vista para a Rua da Bahia é um atrativo a mais para os frequentadores. Pode-se dizer que o prédio é o centro gastronômico da região,  pois nele encontramos comidas e bebidas de todos os tipos e preços, essa tamanha variedade é que agrada e atrai tanta gente ao local.

Para conhecermos mais sobre este universo gastronômico, A teia conversou com diversos personagens desse palco da diversidade, entre eles o senhor Antônio de Aguiar, 62 anos, mais conhecido como Mourão, que trabalha no restaurante Cantina do Lucas.

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A teia: Mourão, desde quando existe a cantina do Lucas? Qual a história desse local?

Mourão: Desde 1962, o Maletta foi um marco na história de Belo Horizonte, a vida noturna antigamente se restringia ao centro e acontecia no Maletta. Criaram um termo na época chamado “maletteiro” para quem frequentava aqui. A cantina era um reduto que acolheu todas essas pessoas, o restaurante da época que sobrou foi só o Cantina. Tínhamos um garçom que trabalhou aqui, o senhor Olympio que era o símbolo da cantina. Ele era um espanhol refugiado da guerra na Espanha, trabalhou conosco por 40 anos, era uma referência para os estudantes que lutavam contra a ditadura.

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A teia: Algum ícone de Belo Horizonte frequenta, ou já frequentou a Cantina?

Mourão: A cantina sempre foi frequentada pelo pessoal de cinema, do teatro. Já frequentaram aqui escritores como Alberto Drumond, Carlos Herculano. Políticos, como Patrus Ananias, também o atual prefeito Márcio Lacerda, entre outros ícones.

A teia: Algum fato marcante no Maletta que você se recorda nesses vários anos de Cantina?

Mourão: A cantina é tombada como patrimônio cultural, então é um fato marcante pois é o único restaurante em minas tombado como patrimônio cultural.

A teia: Nesse decorrer de tempo percebeu alguma mudança significativa na estrutura do Maletta?

Mourão: Teve uma época que estava muito abandonado, o coronel não deixava os bares de cima abrir, só ficava gente no primeiro andar, de uns anos pra cá, o Malleta renasceu.

Além da Cantina Do Lucas, procuramos por algum bar com um ar alternativo, e no segundo andar do Malleta onde a noite é mais movimentada. O Cactos Bar, que se localiza na loja 38 é a cara do edifício, desde o cardápio variado que vai do Veganismo a carne, o ambiente além de possuir um visual despojado é o encontro da diversidade de gênero. Conversamos com o Leandro Gomes, de 28 anos, dono do bar.

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A teia: A quanto tempo o bar existe?

Leandro: Estamos aqui no bar já tem 12 meses, mas temos outro bar que é o ‘’nine’’, o bar da esquina, loja 39. Já estamos lá a três anos e meio, conciliamos os dois bares.

 A teia: Por que escolheram o Maletta para terem os bares?

Leandro: O Maletta virou referencia , como abrimos lá primeiro e teve um retorno muito bom, tivemos a oportunidade de arrendar esse bar neste ano, eu e minha namorada que somos donos, preferimos abrir outro bar no Maletta do que abrir fora, por que é mais fácil ter esse publico já em mãos do que ter que conquistar esse público lá fora.

 A teia: Vocês acreditam que o bar chame atenção do público alternativo de Belo Horizonte?

 Leandro: Meu publico é praticamente todo alternativo, 70% a 80% são da galera alternativa. O bar Olympia ajudou muito a atrair essa turma, englobamos com eles, tiramos algumas ideias para os cardápios vegetarianos, vegano. Então esse é o nosso publico, focamos e precisamos deles aqui. O Maletta não tem muito aquele casal ‘’tradicional”, a galera LGBTT também frequenta muito aqui, tentamos sempre abranger toda e qualquer pessoa que queira se divertir conosco.

A teia: O cactos é um bar temático, com ideias de sertão. Qual a característica do ‘’Nine’’? Tem algum diferencial ? Em termos de decoração.

 Leandro: O nine é voltado para uma casa retro, os hambúrgueres são retros, já o Cactos é voltado para uma coisa mais reciclável, uma coisa mais do sertão, nosso cardápio entra em vigor a partir de 1 de dezembro, onde vamos ter comidas típicas do sertão, inclusive amostras de cactos comestíveis.

A teia: Sabe nos dizer algum acontecimento interessante aqui no seu Bar ou no Maletta?

Leandro: Minha prima Isabella que conheceu o namorado aqui, mas agora estão separados. De terça a quinta conseguimos ter um fluxo maior de casais que se conhecem e continuam frequentando o bar, então acredito que existam alguns casais que se conheceram através do bar. Sexta e sábado é o dia mais de pegada, a galera mais despojada.

A teia: Você passa bastante parte do dia aqui, como sua segunda casa, qual horário costuma ir pra casa descansar?

Leandro: O bar fecha as 2 horas da manhã , depois da rotina do bar saio por volta de 4 horas da manhã para descansar e já voltar no dia seguinte para abrir de novo.

O horário de funcionamento do Cactos é de terça a sábado, das 18  às  2 horas da manhã, almoço de segunda a sexta-feira de 11 da manhã ás 15 horas da tarde.

Mas, o  Edifício Maletta não se limita a gastronomia. Além dos bares e restaurantes é possível encontrarmos também lojas de livros usados e até mesmo salões de beleza.
Conversamos  com o senhor Gilberto Mendes Moreira, de 52 anos, mais conhecido como Gil, proprietário do salão de beleza ‘Salão do Gil’

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A teia: Desde quando existe o salão do Gil (Antigo Salão do Afrênio)?

Gil: Comecei a trabalhar aqui no Maletta em 86, mas peguei este estabelecimento fazem 4 anos.

A teia: Algum ícone de BH frequenta ou já frequentou ?

Gil: Ex jogadores como Reinaldo, Toninho Cerezo.

A teia: Com o tempo verificou alguma mudança no estilo do Edifício?

Gil: Hoje é mais familiar, não havia tantas famílias frequentando o Maletta antigamente.

 

Conteúdo produzido por:Arthur Barbosa, Flaviane França, GabrielaCarneiro, Hadassa Dias, Henrique Faria, Lorena Cordeiro, Ronaldo Neto, Tiago Rodrigues, Tulio Fernandes

 

O Laboratório Ecossistêmico Interdisciplinar de Aprendizagem, conhecido como LEIA, inaugurou seu primeiro espaço comunitário na cidade de Belo Horizonte. Durante a tarde do dia 29, alunos, professores e idealizadores do projeto abriram as portas para apresentá-lo à comunidade. O local, o terraço de um prédio, está localizado na avenida João Pinheiro, nº 580, região centro-sul da capital.

Integrando quatro cursos do Centro Universitário UNA, o LEIA foi criado para o desenvolvimento de hortas urbanas e a reinvenção dos espaços da cidade. Os alunos da Arquitetura foram os responsáveis em elaborar os projetos das hortas. O principal objetivo foi a criação de um modelo funcional e compacto, que seja viável e sustentável para a sua implementação em espaços do cotidiano.

Fotografia: Lucas D’Ambrosio.
Fotografia: Lucas D’Ambrosio.

Membros dos cursos de Biologia e Nutrição dedicaram os trabalhos para desenvolver técnicas de plantio e cultivo das espécies utilizadas nas hortas. Além disso, participaram com a indicação de métodos de manutenção da compostagem adequada para o plantio. Por fim, o curso da Gastronomia ofereceu os seus alunos para auxiliar no plantio, na colheita e na utilização dos alimentos produzidos pelas hortas urbanas do projeto, na elaboração de pratos e receitas.

Interação de disciplinas: a gênese do LEIA

A professora do curso de Arquitetura e Urbanismo, Luiza Franco é uma das coordenadoras do projeto. Ela explica que uma das razões que a motivou foi levar, para fora da sala de aula, os alunos de Arquitetura. “Eles fazem muitos projetos, mas a gente não coloca na prática, literalmente não coloca a mão na massa e a arquitetura é um meio de construir”, explica.

Para ela, a interação com outros cursos foi fundamental, “A UNA tinha um projeto de hortas urbanas, mas de fazer o mapeamento delas, pela cidade. Houve o convite para a Gastronomia, e eles sentiram que outras disciplinas também poderiam agregar. É preciso conhecimento amplo, a horta em si, necessita do conhecimento em diferentes áreas. Como convidada da Arquitetura, eu topei na hora”, ressalta.

A professora Luiza Franco destaca a importância da integração entre diferentes disciplinas que formam o projeto LEIA. Na foto, ela mostra o trabalho realizado pelos alunos do curso de Moda. Fotografia: Lucas D’Ambrosio.

Rosilene Campolina, professora do curso de Gastronomia, é também uma das idealizadoras e coordenadoras do projeto. Compolina destaca que o espaço é aberto à comunidade, “É extremamente importante fixar isso. É um projeto de extensão que nós queremos disseminar essas práticas, aprendidas aqui e que a gente possa levar e externalizar esse conceito para atrair a comunidade. Que isso possa se tornar prática nas escolas, no seu condomínio, na sua casa, na sua empresa, no seu escritório, onde quer que você esteja”, finaliza.

Rosilene Campolina, professora e coordenadora do projeto LEIA. Fotografia: Lucas D’Ambrosio.

Projetos, histórias e oportunidades

Durante o evento, os alunos do curso de Gastronomia participaram de uma feira apresentando e comercializando pratos que foram elaborados ao longo do semestre. Além da feira culinária, as hortas que foram desenvolvidas pelos alunos de Arquitetura também estavam expostas para o público visitante. Além de conhecer o projeto de cada um dos grupos, quem visitava a feira poderia participar de um concurso para eleger o melhor prato e o melhor projeto de horta.

Fotografia: Lucas D’Ambrosio.
Fotografia: Lucas D’Ambrosio.

O aluno da Arquitetura, Samuel Morais, 22 anos, era um dos expositores do evento e defende que a cidade pode trazer elementos que pertencem ao campo. Acredita que o cultivo pode ser algo renovável e possibilita na criação e produção pela população, do seu próprio alimento. “O desenvolvimento do LEIA é isso: criar hortas urbanas que possam ser utilizadas no meio urbano. Hortas que possam estar em apartamentos, casas e até mesmo com a interação da família, inseridas em escolas”, ressalta.

O projeto desenvolvido pelo grupo do estudante se chama “Horta Bambulê”. Ela foi criada e pensada para ser utilizada em ambientes escolares. Para Morais, é algo que pode despertar o interesse dos alunos, desde o ensino fundamental até o ensino médio. Ele destaca, também, a utilização de materiais sustentáveis, como o bambu e latas de alumínio. “É muito fácil de ser encontrado e a utilização de latas de qualquer tipo, no caso, para a plantação, incentiva a reciclagem dentro de casa”, destaca.

O aluno do curso de Arquitetura, Samuel Morais, apresenta o projeto de horta “Bambulê”.

Além de recepcionar os projetos acadêmicos, o espaço também abriga campanhas de conscientização ambiental e sustentável. Sentado em uma mesa coberta com latas de refrigerante e ferramentas, Damião Moisés, também estava presente no evento. O artesão de 42 anos representa a conhecida “criatividade do povo brasileiro”. Convidado para participar da inauguração do espaço LEIA o senhor, de mãos firmes e olhar atento, se concentrava na criação de suas peças.

Cortando e moldando as latas de alumínio, ele conta sobre o seu ofício. “O que faço é aproveitar as latinhas. A maioria delas a gente pega nas ruas. Eu vim da ASMARE (Associação dos Catadores de Papel, Papelão e Materiais Reaproveitáveis de Belo Horizonte) e há dez anos eu trabalho com a reutilização de materiais que possam ser reciclados”, conta.

Fotografia: Lucas D’Ambrosio.
O artesão Damião Josué trabalha na coleta de materiais recicláveis para a realização de seus trabalhos artesanais. Fotografia: Lucas D’Ambrosio.

No final de todo o processo, Moisés mostra o resultado final do seu esforço: depois de trinta minutos produzindo uma peça, a latinha que seria destinada para o lixo se transforma em uma coleção de peças decorativas. Conforme a criatividade do mestre artesão, as latas se moldam em panelas de pressão, bules de café e regadores de hortas e jardins, que são comercializados individualmente ou por meio de kits.

Reportagem produzida pelos alunos do curso de jornalismo do Centro Universitário UNA: Isabela Carvalho, Ingrid Oliveira, Gabriella Germana, Lucas D’Ambrosio e Thainá Hoehne. 

 

 

 

Conheça a história de quem acredita em um futuro melhor através da música

Desde criança, Johnny Kiff, 25, apreciava todo tipo de arte, a música era uma delas, sua primeira banda favorita foi “Mamonas Assassinas”, o jovem conta que gostava também de Cidade Negra e Skank, bandas nacionais que tocavam na adolescência.

Fundador da Banda Revolução em 2009, Kiff é formado em Comunicação Social e  Música Popular pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), onde se dedicou à literatura e canto. Além disso, ele pode entender a música como manifestação cultural e o seu papel em diversos campos das sociedades ao longo do tempo.

Começou a tocar e dar início a Banda influenciado pela Igreja que frequenta, mas isso não  o torna necessariamente como todos os músicos tradicionais. Além de ser uma banda de Rock, em algumas apresentações, Kiff,  se veste de super-herói, o que muitas vezes causa estranhamento nas pessoas mais conservadoras, ainda assim, não considera esse momento como um preconceito e entende que  muitos não estão preparados para algo fora dos padrões.

Destaca que o motivo de se dedicar a música é o potencial que ela tem pra chamar a atenção das pessoas em diferentes da vida, “O músico pode ser desde um assalariado a uma pessoa que muda a história de um país, e eu no caso estou em busca da segunda alternativa.” completa Johnny ao ser questionado sobre as formas de atuação do músico.

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O vocalista Jhonny Kiff. (Fotografia: Aloisio Júnior)

Produção independente e força de vontade

Johnny acredita que os moldes do mercado musical encontra-se mais acessível quanto a possibilidade da produção do conteúdo musical qualificado e sua distribuição, “Em vez de reclamar, o músico tem que aprender um pouco de tudo e saber guiar sua carreira”, reflete.

O primeiro CD “Sucessos Desconhecidos”,  foi lançado em 2012, e conta com canções consideradas as melhores por Johnny são elas: Armagedom, Luzes (A Solução é o Amor) e Você Só Pensa Em Dinheiro. Em 2016, lançaram o filme documentário “O último dia de nossas vidas” onde os integrantes contam a história da banda e de cada música gravada. A banda é formada por : Alessandro Araújo ( baterista), Silas Lopes (baixista) e Ekson Wallace (guitarrista). 

“Eu atuo na Revolução, construindo um mundo melhor com poesia e sonhos que vão contra esse mundo sem graça que insistem em nos dar as coisas como elas são. Eu toco, componho, produzo audiovisual, atuo na gestão da banda, na interface com o estado no processo de leis de incentivo, na produção de shows e tudo o que for preciso para fazer a Revolução acontecer e ser atuante.”  completa sobre sua experiência na banda.

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Revolução no Rock N’ Nova, show realizado no Teatro do Shopping Estação

(Fotografia: Aloisio Júnior)

A Revolução através de projetos sociais

As ações da Banda vão além dos shows e produções musicais, no Natal deste ano, a Revolução lançou a campanha “Natal Revolucionário” os integrantes estão recebendo livros novos e usados para doação e no dia 18 de Dezembro realizarão um show de celebração na Casa Radar, em Belo Horizonte, onde também irão recolher mais livros.

Mais informações na fanpage da banda:

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Está esperando o que? Dê o play, curta o som da Revolução e espalhe o amor também:

Luzes (A Solução é o Amor”) 

Reportagem: Gabriella Germana.

 

Foto Divulgação/ Retirada da Internet

Na Mitologia Maia, ela é considerada um animal sagrado. Também chamada de Jaguar, nome que tem sua origem na Mitologia Guarani, pode chegar a 2,10 metros de comprimento, pesando em média 150Kg e 90 cm de altura e vive entre 10 a 20 anos. Sendo um bicho solitário, ela procura um par em época de acasalamento, sua gestação dura cerca de 100 dias e pode ter até quatro filhotes. Seu habitat? As margens dos rios ou ambientes campestres, onde conquista aproximadamente 80 quilômetros quadrados de território para caça. Excelente nadadora e com a mandíbula mais poderosa entre os felinos, ela fica em segundo lugar entre os carnívoros.

Essa descrição é de um dos mais belos espécimes da fauna sul-americana e podemos nos atrever a dizer que é, também, do mundo. É a bela Onça pintada. Mas segundo reportagem da revista Scientific Reports, ela está ameaçada de extinção. No estudo divulgado pelo veículo, são menos de 300 onças espalhadas pela América Latina, divididas em pequenos grupos entre Brasil, Argentina e Paraguai.

Ainda segundo a publicação, o fato das regiões que abrigam as sobreviventes estarem sendo desmatadas, quase 90% das áreas originais, restando apenas 7% de matas em bom estado de conservação que possuam alimento e tamanho suficientes para abriga-las, elas ainda são perseguidas e mortas por caçadores e fazendeiros. Se esse fluxo se seguir, a Mata Atlântica se tornará a primeira floresta do mundo a ter o seu maior predador extinto e nos restará apenas a lembrança, do belo Jaguar ou Onça Pintada, ao nos depararmos com uma nota de R$ 50 reais.

Por Ana Paula Tinoco

 

Fontes: InfoEscolaCatraca Livre, Scientific Reports

Foto: Pinterest

Belo Horizonte recebeu a fama de “Capital dos Bares” não foi à toa. De acordo com a prefeitura da cidade, aproximadamente 12 mil estabelecimentos do ramo estão espalhados por toda “Beagá”, a tornando a cidade com maior número de bares e restaurantes per capita do Brasil. Outro fator que atrai os turistas é a animação das noites mineiras, além da famosa gastronomia, os bares e pubs tem conquistado o público com as apresentações de música ao vivo.

A publicitária Lorrayne Chacon, 22, é bastante eclética, e se descreve como uma pessoa sem preconceito musical. Para ela a companhia torna o ambiente agradável. Dentre os bares com música ao vivo que a mineira costuma aventurar-se, ela destacou o Jângal, que toca MPB, Blues e estilos mais alternativos, o Beb’s, que traz apresentações de sertanejo e pop rock.

Outro bar lembrado pela publicitária foi o Jack Rock Bar, que, como o nome diz, toca rock e sempre traz apresentações de bandas cover. “Cada um deles toca um estilo diferente que depende da companhia e o momento que estou”, finaliza.

Já Beatriz Capel, 23, e Renata Nunes, 31, além da boa música, levam em consideração a segurança que o local oferece, a facilidade para estacionar e a acessibilidade no valor dos produtos vendidos. Como sugestão de locais que oferecem música ao vivo e englobam os pré requisitos acima citados, elas mencionaram o Pub Garage V8| Speteria Rock Bar, localizado no sagrada família e o Butecário Bar Brasil, no bairro Santa Amélia.

Em comemoração a semana da música, que começa hoje, 16 de novembro, listamos abaixo 18 estabelecimentos na capital que oferecem música ao vivo:

J- Pub
Avenida Aggeo Pio Sobrinho, 450

Belo Horizonte, MG

Telefone:

31 3879-5363

Quintal Divina Luz
Rua Maria Aparecida, 375

Belo Horizonte, MG 31920-470

Telefone:

31 9154-4195

Los Mariachis – Mexican Bar
Rua Rio Verde, 253

Belo Horizonte, MG 30310-750

Telefone:

31 2516-2649

Choperia e Restaurante No Arco da Lapa

Rua Professor Estevão Pinto, 1290

Belo Horizonte, MG 30210-580

Telefone:

31 3324-5554

A Casa

Rua Padre Marinho, 30

Belo Horizonte, MG 30140-040

Telefone:

31 3141-2979

31 99753-2979

Bar do Museu Clube da Esquina

Rua Paraisópolis, 738

Belo Horizonte, MG 30010-330

Telefone:

31 2512-5050

Ziriguidum Casa de Shows

Avenida Presidente Carlos Luz, 470

Belo Horizonte, MG 31230-010

Telefone:

31 8716-1523

Vinil Cultura Bar

Rua dos Inconfidentes, 1068

Belo Horizonte, MG 30140-120

Telefone:

31 3657-4760

Utópica Marcenaria

Avenida Raja Gabaglia, 4700

Belo Horizonte, MG 30360-670

Telefone:

31 3296-2868

Stonehenge Rock Bar

Rua Tupis, 1448

Belo Horizonte, MG 30190-062

Telefone:

31 3271-3476

31 9281-5239

31 9247-2020

Pedacinhos do Céu

Rua Belmiro Braga, 774

Belo Horizonte, MG 30770-550

Telefone:

31 3462-2260

31 9971-6567

31 8899-6624

Jack Rock Bar

Avenida do Contorno, 5623

Belo Horizonte, MG 30110-110

Telefone:

31 3227-4510

Gis Mais
Avenida Barbacena, 33

Belo Horizonte, MG 30190-130

Telefone:

31 3295-2693

Engenho de Minas

Avenida Bernardo Monteiro, 705

Belo Horizonte, MG 30150-280

Telefone:

31 3213-4666

Clube Fantasy

Rua Santa Juliana, 259

Belo Horizonte, MG 30550-220

Telefone:

31 3332-2966

31 3374-0060

Café com Letras Savassi

Rua Antônio de Albuquerque, 781

Belo Horizonte, MG 30112-010

Telefone:

31 3225-9973

Al Capone

Avenida Getúlio Vargas, 820

Belo Horizonte, MG 30112-020

Telefone:

31 3261-0999

31 97576-6999

A Obra Bar Dançante

Rua Rio Grande do Norte, 1168 Savassi

Belo Horizonte, MG 30130-131

Telefone:

31 3215-8077

 

Por: Bruna Dias

Fotografia: Lucas D'Ambrosio

Sexta feira, 11 de novembro de 2016. Em meio à Primavera Secundarista, diversas cidades do país se mobilizaram em uma manifestação nacional para protestar contra as recentes medidas de austeridade, congelamento e limitação de gastos públicos federais e a reformulação do ensino médio, promovidos pelo governo de Michel Temer.

Fotografia: Lucas D'Ambrosio
Fotografia: Lucas D’Ambrosio

Em Belo Horizonte, não foi diferente. Em meio às faixas com mensagens de ordem, carros de som e milhares de pessoas representando entidades sindicais, servidores públicos da área da educação, saúde, segurança e fiscalização, crianças e adolescentes representando as 40 escolas que estão ocupadas na região metropolitana de BH, eis que surge um Mar de Gente.

No meio da Praça Sete, no fundo da passeata que levava os manifestantes a cruzar o centro da cidade até a Praça da Assembleia, um longo tecido branco se estendia por entre a avenida Amazonas, uma das principais da capital das Gerais.

Fotografia: Lucas D'Ambrosio
Fotografia: Lucas D’Ambrosio
Fotografia: Lucas D'Ambrosio
Fotografia: Lucas D’Ambrosio

A iniciativa surgiu na ocupação da Escola de Belas Artes da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). A performance foi realizada de maneira coletiva e organizada pela “Frente de Produção da Ocupação Belas Artes”, durante o Ato Nacional Unificado contra a PEC 55 (241) e Medida Provisória 746. Ao todo, mais de 100 pessoas participaram da ação que percorreu a distância de 2Km entre a Praça Afonso Arinos, região central de Belo Horizonte e a Praça da Assembleia, no bairro Santo Agostinho. De acordo com uma das organizadoras da performance, a estudante Debora Guedes, o Mar de Gente, foi “a junção de outras duas performances que usamos como referência: a ‘Divisor’, da Lygia Pape e ‘Painting Reality’ do IEPE”.

Fotografia: Lucas D'Ambrosio
Fotografia: Lucas D’Ambrosio
Fotografia: Lucas D'Ambrosio
Fotografia: Lucas D’Ambrosio

Por entre fendas cortadas ao longo do pano, cabeças guiavam a marcha no meio prédios e curiosos que paravam para observar. Mulheres, homens… Todos juntos. Em um passo sincronizado, respeitavam os comandos daqueles que guiavam o marchar do mar vivo, refletido em 50 metros de comprimento, realizando um protesto silencioso.

No entorno desse mar, a mensagem era legível: “igualdade”, “respeito”, “arte”, “empatia” e “humanidade”. O que restava, era somente um rastro: 75 litros de tinta que coloriu as ruas da cidade por entre os caminhos percorridos pelas 96 pessoas que levavam a arte, em forma de mobilização, para as ruas de uma cidade ocupada.

Fotografia: Lucas D'Ambrosio
Fotografia: Lucas D’Ambrosio
Fotografia: Lucas D’Ambrosio

Fotografias e Reportagem: Lucas D’Ambrosio