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Em frente ao Hotel Savassi, nos deparamos com um profissional escasso nas ruas de Belo Horizonte: o engraxate. Um senhor simples e descontraído que já tem sua clientela formada, conseqüência do bom trabalho exercido há treze anos naquela região. Jorge Costa que, também, já exerceu a profissão de bancário, tem um ponto fixo entre a rua Sergipe e Avenida Cristóvão Colombo. “Escolhi esta região por ser uma área nobre e, apesar, do movimento ser um pouco devagar, com tempo conquistei uma grande clientela”, garante.

Com o engraxate não tem mordomia, apesar de ser um autônomo tem horário estipulado para trabalhar. “Trabalho de segunda a sexta-feira, chego aqui às 7 horas e vou embora apenas as 16 horas”, informa Costa.

A experiência trouxe a este engraxate a perfeição, ele apresenta um trabalho com qualidade. O cliente Wellington Santos, corretor de imóveis, salienta que além de ser muito bom no que faz o engraxate tem um diferencial: interação. “O Jorge é uma pessoa politizada, entende de tudo um pouco, além de interagir com os clientes, ainda disponibiliza um jornal para que eles possam ler”, descreve Santos que, uma vez por semana, passa por ali para dar um brilho aos seus sapatos.

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Com a profissão de engraxate Costa conseguiu criar toda sua família. “Hoje todos são independentes, mas os criei com o meu trabalho”, relata orgulhoso. Ele costuma engraxar sapatos em um tempo de cinco à quinze minutos, tudo depende do estado do sapato, e lucra R$ 6,00 por par.

Costa apresentou dois motivos da míngua da profissão: “os jovens não querem ser engraxates, parecem sentir vergonha dessa profissão, e, além disso, alguns novatos não trabalham muito bem”, explica.

Para quem ainda não conheceu esse personagem da região, vale a pena conhecer. Dê um lustre nos sapatos e confira de perto a alegria e simplicidade desse engraxate.

Por: Andressa Silva

Foto: Felipe Bueno

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Em meio à correria do dia a dia, várias pessoas passam pela Rua da Bahia, e não percebem a presença do artesão capixaba Larilson Jesus, 40, o Jesus, como é conhecido na região. Os brincos, colares e correntes são produzidos a partir de fio de ouro e materiais como penas e sementes. Ele chega a produzir 80 pares de brincos por dia e tudo é vendido.

Jesus está em BH há dois anos em BH e é fácil identificá-lo, pois ele tem tatuado na testa uma coroa de espinhos. A cruz que Jesus carrega todos os dias é a fiscalização da Prefeitura Municipal, que costuma apreender todo o material produzido e, até mesmo, a matéria-prima. Jesus não tem licença da Prefeitura por preferir não ter local de trabalho fixo. “Hoje estou aqui, mas amanha não sei, posso estar em outro lugar, em outro estado”, salienta.

Apesar de tudo Larilson garante que tem uma vida tranqüila com o seu trabalho. “Dá para viver do jeito que eu gosto, não preciso de luxo. Com os meus artesanatos consigo pagar o aluguel, a pensão a minha filha e, ainda, cuidar dos meus dois cachorros”, afirma. “Se tiver um trabalho você não se perde, tem que ganhar o sustento com o próprio suor”, ensina.

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Jesus, artesão da Rua da Bahia

O Jesus da Rua da Bahia não tem conhecimentos provenientes do estudo, só cursou até a sexta série, o resto foi com a vida e com as às diversas viagens que ele fez. “Já estive no Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santo. Acredito que aprendi muito mais com as minhas viagens do que se estivesse em uma escola, pois conheci diversas culturas”, revela. “Escolhi Minas Gerais porque as pessoas aqui valorizam a cultura”, explica.

Há outra razão que motivou o artesão Jesus a ficar em Minas Gerais: a filha que mora em Ribeirão das Neves. “Quero que minha filha, tenha o melhor, tenha o que eu não tive”, conclui.

Por Anelisa Ribeiro/Bárbara de Andrade

Fotos: Andressa Silva

“Estamos na luta por remuneração digna com reajuste anual de salário”

Esta é uma das frases escritas nas várias faixas para reivindicação para reestruturação salarial. Protestantes da Polícia Civil, Secretaria da Fazenda e outros servidores públicos se concentraram no quarteirão fechado entre as Avenidas. João Pinheiro e Álvares Cabral, no centro de Belo Horizonte, nesta quarta-feira, seguindo para a Praça Sete para encontrar com os manifestantes da área da saúde, que estavam localizados na Av. Alfredo Balena.

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De acordo com o Presidente da comissão dos servidores das carreiras administrativas da Polícia Civil, Francisco José Guimarães, a paralisação dos servidores públicos busca, principalmente, a desvalorização do salário base que é de R$ 470: “Nossa meta é reestruturar as carreiras, havendo valorização principalmente dos cargos. Nossa meta é criar carreiras de nível médio, pois é uma humilhação para nós servidores, trabalharmos nesta condição”, diz.

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Na reportagem passada sobre a reivindicação da Polícia Civil a categoria havia dito que “governo estadual não pode alegar ilegalidade diante das paralisações e deram prazo de 72 horas para que o Governo dê uma solução satisfatória. Caso contrário irá haver outra paralisação onde apenas 30% de toda a corporação continuarão sua atividade. Caso não haja negociação em 20 dias por parte do governo, a classe decidirá pela greve por tempo indeterminado”.

Denilson Martins, Presidente do Sindicato dos Servidores da Polícia do Estado de Minas Gerais (SINDPOL – MG), reuniu ontem, dia 12, com o governo de Minas Gerais: “Fizemos a reunião e agora o governo esta levantando informações para realizar projetos que reestruture e atenda ao pedido dos servidores”, disse.

Texto: Thaline Araújo/ Marina Costa

Foto: Felipe Bueno

A exposição SÓ DELAS reúne apenas trabalhos de mulheres e surgiu com o objetivo de explorar o universo feminino. “As obras apresentam sutileza, toque, denúncia discreta e forte; o entendimento do trabalho varia de interpretação para interpretação”, diz o fotógrafo e curador Alexandre Lopes.

Ainda de acordo com o curador, a mostra de fotografias reúne diversos estilos, formatos, processos de produção de imagem feitas em Minas Gerais, com o intuito de reforçar a crença através da produção fotográfica mineira, discutir a fotografia e propor novas táticas que acompanham a transformação dos suportes colocando em evidência outros olhares e idéias. A maioria das imagens privilegia as paisagens e aspectos da cultura mineira. A exceção são as fotos de ana Valadares, que tem como tema Machu Picchu (Peru).

De acordo com a fotógrafa Júlia Lego, que tem trabalhos expostos em SÓ DELAS, exposições como estas são muito importante para valorização do trabalho feminino. “Hoje em dia é difícil expor seu trabalho em um espaço”, comenta a fotógrafa.

As obras têm uma proposta comercial, apresentando preços que variam de R$ 800,00 a R$1.500,00. Os preços variam de acordo com o formato, processo e tempo do artista no mercado. O curador Alexandre Lopes afirma que as fotografias foram feitas com papel de longa durabilidade para atender o público comprador com qualidade na produção.

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Não perca tempo e aproveitem para conhecer as obras de perto. A exposição esta na Quina Galeria, no Edifício Maleta, localizado na Rua da Bahia, 1448/Slj.06 no Centro de BH. Horário de funcionamento: de terça à sexta de 13h às 19h. Aproveitem, a exposição ficará no período de 5 de abril a 6 de maio!

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Por: Thaline Araújo

Foto: Andressa Silva

Homem de negócios no ramo têxtil e de alimentos, responsável pela Associação Comercial de Minas e a Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte, e, em Minas, presidiu a Federação das Indústrias, no dia 29 de março, encerrou-se a carreira do ex-vice- presidente José Alencar.

Após ser velado no Salão Nobre do Palácio do Planalto, em Brasília, o corpo segue amanhã, 31 de março, para o Palácio da Liberdade, na capital mineira.

Nessa tarde, os trabalhos se processaram na Praça da Liberdade para abrigar o velório, que será realizado entre 9h às 13 horas. Já foram colocadas cercas na Praça da Liberdade. O local recebeu a presença de jornalistas das emissoras de TV, como Rede Globo, Record, Rede Minas e outras, que se preparam para a transmissão ao vivo por satélite do velório do ex-vice Presidente.

O corpo está previsto para chegar Palácio às 8h30, e será aberto ao público às 9h com acesso pelo portão frontal, da Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa.

Centenas de pessoas, entre políticos, empresários e cidadãos comuns são esperados na despedida de José Alencar.

Texto e Foto: Thaline Araújo

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Está chegando ao fim a exposição de arte contemporânea mundial: a 29ª Bienal de São Paulo – Obras Selecionadas, apresentada em Belo Horizonte. A capital mineira foi prestigiada a estrear a exposição, e há mais de dois meses proporciona ao público a oportunidade de conhecer grandes obras brasileiras e estrangeiras. A mostra pode ser vista no Palácio das Artes e Centro de Arte Contemporânea e Fotografia.

A Fundação Clóvis Salgado tem uma infra-estrura de grande porte, com grandes espaços, talvez um dos motivos da escolha de Belo Horizonte para inaugurar a itinerância da 29ª edição da mostra. Fabíola Moulin, gerente de Artes Visuais do Palácio das Artes, opina “ acredito que essa escolha pelo nosso estado é devido ao desejo que a Fundação demonstrou com a exposição além do fato de termos aqui em Minas uma produção artística tão rica e variada.” Devido a essa potente produção artística há um grande número de obras mineiras na exposição.

A mostra já conseguiu atingir um público aproximado de 60 mil pessoas. Houve um grande atendimento as escolas para visitação. Moulin se mostra satisfeita com a popularidade “a exposição superou o público esperado, talvez tenha sido o maior público de exposições feitas aqui”. Ela ainda fala da importância desse alcance ao público “ essa mostra forma o público da arte e ainda há uma democratização ao acesso”.

Com seus dias contados a mostra ficará até o próximo domingo dia 20 de março, de sexta a sábado o horário de funcionamento será de 9h às 21h e domingo de 16h às 21h. A entrada é franca em todos os espaços. Aproveitem e desfrutem dessa arte contemporânea , conhecimento nunca é demais.

Para mais informações sobre a exposição ligue: (31) 3236-7400

Por: Andressa Silva