Economia

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Para quem pediu conta ou foi mandado embora por justa causa em uma empresa até 31 de dezembro de 2015, poderá fazer o saque do Fundo de Garantia (FGTS) que está retido, a partir do dia 10 de março. A medida foi decidida pelo Governo Federal em janeiro deste ano, devido à crise econômica que o país se encontra. É esperado que entrem na economia do país cerca de 30 bilhões de reais.

De acordo com o Governo, não haverá limite de valor para saque, ou seja, todo mundo que se enquadra na medida poderá retirar o dinheiro. Pequenos valores poderão ser sacados direto no caixa eletrônico com o cartão cidadão e/ou para quem tem conta vinculada com a Caixa Econômica Federal o saldo será transferido direto na conta corrente. Agora, se o saque for feito na boca do caixa, é necessário levar um documento com foto e a comprovação de fim do vínculo com a empresa, levando a Carteira de Trabalho ou o Termo de Rescisão do Contrato de Trabalho.

Os meses para saque dependerá do mês de nascimento, abaixo segue um quadro com as datas.

Nascidos em janeiro e fevereiro Sacam em março
Nascidos em março, abril, maio Sacam em abril
Nascidos em junho, julho, agosto Sacam em maio
Nascidos em setembro, outubro, novembro Sacam em junho
Nascidos em dezembro Sacam em julho

Segundo a Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH), o momento é propício para quem precisa quitar a suas dívidas. “A orientação é para que esses beneficiários priorizem o pagamento de débitos, principalmente aqueles que possuem juros maiores, como o cartão de crédito e o cheque especial. Dessa forma, eles poderão voltar ao mercado de consumo e demandar crédito”, afirma a economista da CDL/BH, Ana Paula Bastos.

Em dezembro de 2016, a CDL/BH divulgou documento que mostra o aumento do número de inadimplentes para 3,95% em vista ao mesmo período do ano anterior, acreditam que isso pode ser decorrente também do aumento do desemprego.

Segundo a economista, para quem está empregado e/ou não tem nenhuma dívida, o momento pode ser bom para dar entrada em um imóvel ou fazer uma reserva financeira.

Para a estudante de moda, Sabrina Miranda, 27, era ilógico ter acesso a um dinheiro que já era dela, apenas por meio de um financiamento. “Se é meu, eu faço com ele o que eu quiser, mas, vai servir para pagar as contas mesmo”, comenta.

No caso da auxiliar de escritório, de 28 anos, Márcia Cristina, ela já iria usar para comprar o seu apartamento no final do ano. Para ela, as pessoas vão gastar esse dinheiro sem investimento. “Antes ninguém contava com esse dinheiro, então era um meio de juntar uma “grana” realizar o sonho da casa própria, ou caso fosse mandado embora do emprego, era uma renda para se auto sustentar até conseguir um novo emprego. Ai, com a facilidade de retirar esse benefício, muitos irão retirar simplesmente para gastar sem investimento, entende?!”, explica.

Para esclarecer dúvidas dos cidadãos, a Caixa Econômica começou a partir de hoje até sexta-feira, 17, a abrir duas horas mais cedo. No próximo sábado, 18, às agências também se manterão abertas, mas, apenas para informações. Isso também ocorrerá em quatro sábados de março a julho para poder auxiliar as pessoas, serão os dias 11 de março, 13 de maio, 17 de junho e 15 de julho.

Para saber se tem alguma conta inativa, acesse o site.

Texto: Amanda Eduarda

Os candidatos que disputam o Segundo Turno das Eleições para a Prefeitura de Belo Horizonte enviaram seus representantes Luiza Barreto, coordenadora do programa de governo de João Leite (PSDB) e Paulo Lamac vice-prefeito do candidato Alexandre Kalil (PHS) para representá-los no debate sobre mobilidade urbana que ocorreu no dia 24 de outubro de 2016 no campus Aimorés do Centro Universitário UNA. A duração do evento foi  em torno de 2 horas.  

O debate foi dividido em três momentos, no primeiro houve a abertura do evento e a apresentação dos representantes, que responderam as perguntas feitas por convidados preestabelecidos pela produção do #D1PASSO,  dando em seguida início as perguntas feitas pelos enviados das organizações envolvidas com mobilidade urbana. Os principais temas abordados foram a padronização das calçadas em BH, o acesso de deficientes nos transportes públicos, a criação de áreas verdes, a redução da velocidade das vias, o transporte coletivo e aumento das linhas alimentadoras e a auditoria pública nos próximos contratos.

O programa que viabilizou a discussão no debate a respeito da utilização de transporte público de qualidade, meios de locomoção sustentáveis e outros quesitos referentes a mobilidade urbana foi o #D1PASSO, que na verdade é um coletivo de outros programas como Tarifa Zero, BH em Ciclo, Nossa BH e Bike Anjo .

Lamac e Barreto no segundo momento responderam a uma pergunta cada, elas foram enviadas pelos internautas via fanpage no Facebook  do Jornal Contramão. As perguntas foram sobre o passe livre para estudantes e o desafogamento do trânsito no bairro Buritis, os candidatos novamente apresentaram suas propostas de intervenção. Essa interação também foi possível via hashtags (#D1PASSO e #UNA).

O evento foi aberto ao público no Campus, mas houve também a transmissão ao vivo pela página do Jornal Contramão e pela página do jornal O Tempo, o que possibilitou a que quem não pôde estar presente no momento que pudesse ver posteriormente ou na íntegra o que se discutia.

Os representantes enviados pelos candidatos à prefeitura de Belo Horizonte apresentaram suas propostas para colocar em prática os temas abordados, frisando sempre o estímulo a população para a troca do transporte privado para o público.

Fotografia: Gabriel Mendes
               Matéria: Marcella Flôr e Rúbia Cely

No dia 22 de setembro foi realizado em em Belo Horizonte, “Dia Nacional da Paralisação e Mobilização – rumo à greve geral contra o governo Temer”, para debater a Proposta de Emenda à Constituição (PEC)  241/16, em pauta no Congresso Nacional. Ela prevê o congelamento das despesas públicas para os próximos 20 anos. A concentração para o ato foi realizada nas praças, Afonso Arinos, Sete e Estação, ambas na região central de BH. Os manifestantes percorreram as ruas da capital e se reuniram na praça da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).

 

Paralisação nacional no dia 22 de Setembro reúne sindicalistas na Praça da Assembléia de Minas Gerais. Fotografia: Lucas D' Ambrósio.
Paralisação nacional no dia 22 de Setembro reúne sindicalistas na Praça da Assembléia de Minas Gerais.
Fotografia: Lucas D’ Ambrósio.

A mobilização contou com sindicatos mobilizados pela CUT – Central Única dos trabalhadores. Entre eles, estavam presentes o FETAM – Federação de Empresas de Transporte em MG, CNTE – Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação, Sind UTE – Sindicatos Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais, AMES – Associação Mineira de Engenharia de Segurança, FENET – Federação Nacional dos Estudantes do Ensino Técnico e UJR – União da Juventude Rebelião.

Beatriz Cerqueira, presidente da CUT/ MG. Fotografia: Lucas D' Ambrósio.
Beatriz Cerqueira, presidente da CUT/ MG.
Fotografia: Lucas D’ Ambrósio.

R.O, auxiliar administrativo do CREA, estava próximo à praça observando a manifestação acompanhando de outros funcionários da Instituição. “Isso aqui é uma falta de respeito com quem trabalha na região, não vai dar em nada. Não é golpe e o governo não vai voltar atrás. Está só atrapalhando.”, comentou o rapaz, desaprovando a mobilização e os transtornos que ela poderia causar para o trânsito da região.

Segundo Beatriz Cerqueira, presidente da CUT/MG, o dia 22 de setembro é um marco para as lutas sociais e sindicais, “é o dia nacional de paralisações com atos em todas as capitais e uma pauta muito concreta. Estamos lutando contra os retrocessos anunciados pelo governo Michel Temer, seja sobre a reforma da presidência, seja em relação à PEC 241 ou à reforma trabalhista que irá estabelecer mudanças drásticas na CLT. Também nos reunimos contra a flexibilização da agenda no mundo do trabalho.”, explicou Cerqueira.

Apreensão de menor e incidente com ambulantes

Um grupo de menores, estudantes da rede pública de ensino, participava do ato, quando foram abordados por três soldados da Polícia Militar (PMMG), um deles identificado como SD (soldado) Vasconcelos. De acordo com o estudante J.A, os militares ordenaram que ele e seus amigos encostassem em uma árvore para serem revistados. Ao informar que era menor e apresentar seus documentos, J.A alegou ter sido agredido por um soco na mão e teve os documentos jogados fora do seu alcance pelo referido policial. Outro menor, amigo de J.A, também foi agredido.

Estudante apreendido durante a manifestação. Fotografia: Lucas D' Ambrósio.
Estudante apreendido durante a manifestação.
Fotografia: Lucas D’ Ambrósio.

Manifestantes que testemunharam a abordagem, na tentativa de intervir, também foram revistados. Tentando acompanhar o procedimento realizado, as pessoas foram dispersadas pela PMMG que utilizou a cavalaria e gás de pimenta contra elas. Inclusive, profissionais da imprensa também foram atingidos. Durante a ação, o menor F.B.M foi detido, aparentemente por estar de capuz, e encaminhado à 5ª DP, no bairro Floresta. Ao serem questionados sobre a apreensão do menor, policiais presentes na ação alegaram que não estavam autorizados a falar e que as informações seriam posteriormente divulgadas pela assessoria de imprensa da PMMG, através de contato por meio do 190.

“É aquela coisa da polícia fascista não se importar com a gente, não se importar com quem é estudante, com quem é negro, com quem é gay, com quem é trans. Porque, sinceramente, eu quero ver eles abordarem alguém do Santo Agostinho, Bernoulli (colégios de BH). Mas quando é de escola pública, Villa Lobos, Estadual Central, acontece esse tipo de coisa.” desabafa o menor, estudante.

Ambulantes que estavam trabalhando no local foram proibidos pelos seguranças da Assembleia de vender seus produtos próximo às escadarias do prédio. De acordo com J.J.B, 33, vendedora ambulante, ela e outros comerciantes foram impedidos de comercializar seus produtos no espaço frontal ao prédio da ALMG. “Os seguranças chegaram e falaram que não pode vender em frente a Assembléia.”, lamentou a comerciante que não quis ter sua identidade revelada. De acordo com informação fornecida por representantes da segurança, a ordem foi realizada pela presidência da ALMG.

Ambulantes foram obrigados a desocupar o centro da Praça da Assembléia por ordem da presidência da Casa Legislativa. Fotografia: Lucas D' Ambrósio.
Ambulantes foram obrigados a desocupar o centro da Praça da Assembléia por ordem da presidência da Casa Legislativa.
Fotografia: Lucas D’ Ambrósio.

Rumos para a greve geral
Depois de uma tentativa frustrada de tentar utilizar o Plenário Central para realização da Assembléia, os sindicatos e manifestantes reuniram-se na entrada do prédio para debater e ouvir os representantes. Entre eles estava Patrus Ananias, que em entrevista coletiva comentou,

Deputado Federal Patrus Ananias, durante coletiva de imprensa na paralisação nacional do dia 22 de Setembro. Fotografia: Lucas D' Ambrósio.
Deputado Federal Patrus Ananias, durante coletiva de imprensa na paralisação nacional do dia 22 de Setembro. Fotografia: Lucas D’ Ambrósio.

“O Congresso Nacional quer aprovar a PEC 241 à toque de caixa, não querem que ela seja discutida porque sabem muito bem que o tempo trabalha contra eles. Se for debatida, a sociedade brasileira irá perceber que é a ‘PEC do desmonte’: desmonta a Constituição brasileira e com ela o estado democrático de direito. Portanto, é uma PEC à serviço dos grandes interesses do capital internacional.”, finalizando sua entrevista antes de se dirigir à mesa de mediação da reunião com os sindicalistas.

Reportagem: Gabriella Germana

Fotografias: Lucas D’Ambrosio

Foto Ana Paula Tinoco

A greve que começou na última segunda-feira, 6 de setembro, já atinge 65% das agências na capital mineira. Outras 54 cidades de Minas Gerais, também, aderiram à paralisação. De acordo com o último balanço divulgado pelo Sindicato dos Bancários de BH e Região, das 753 agências, 493 fecharam no início da paralisação.

Segundo balanço dos grevistas, após uma semana de reivindicações, são 11.531 agências e 48 centros administrativos com suas atividades paralisadas. Como informou o Banco Central, no Brasil, atualmente existem 22.676 agências bancárias instaladas. E nesta terça-feira, 13 de setembro, o movimento ganhou força com mais duas cidades, que são elas: Nova Lima e Ribeirão das Neves.

O número de trabalhadores que aderiam a greve não foi divulgado, mas de acordo com o Sindicato um novo balanço deve ser divulgado ainda na tarde desta terça-feira.

Eliana Brasil, presidente da entidade, explica que bancos públicos e privados aderiam a causa e ressalta que os clientes não serão afetados, já que sem o atendimento presencial, eles podem usar canais eletrônicos e até o momento não houve atrasos ou a não realização dos serviços.

Os bancários que recusaram a proposta de reajuste de 7% apresentada pela Fenaban na sexta-feira, dia 9 de setembro, voltarão a se reunir nesta tarde, em São Paulo. Em nota, a entidade disse que “o modelo apresentado de aumento composto por abono e reajuste sobre o salário é o mais adequado para o atual momento de transição na economia brasileira, de inflação alta para uma inflação mais baixa”.

Sobre o início da greve, clique aqui.

Texto Ana Paula Tinoco

Foto Ana Paula Tinoco

A proposta de reajuste salarial apresentada pela Federação Nacional de Bancos, a Fenaban, no último dia 29, que previa um reajuste de 6,5% e abono de R$ 3 mil não foi aceita pelos profissionais. Segundo o Sindicato dos Bancários de Belo Horizonte e Região o plano não garante um aumento real dos salários e, sim, reduz o valor em 2,8%.

Os bancos, segundo a Consultoria Economatica, é o setor que mais obteve lucro no primeiro trimestre de 2016. Com o crescimento de 6,2% nas receitas com prestação de serviços e tarifas, eles atingiram a marca de R$ 26,582 bilhões. Diante dos lucros bilionários, bancários e bancárias de todo o Brasil entraram em greve e irão às ruas para reivindicar seus direitos e garantir aqueles já conquistados. Até o fechamento da matéria a Fenaban não se manifestou a respeito dos dados da consultoria sobre o lucro dos bancos e sobre uma eventual contraproposta.

De acordo com o Sindicato dos Bancários, os bancos não sofreram com a crise, obtendo lucros que apenas nos seis primeiros meses desse ano chegaram a soma de R$ 29,96 bilhões, além de aumentar as taxas de juros dos clientes em 71,5% em um período de 12 meses, recebendo 318,4% apenas do cheque especial, ou seja, o ajuste oferecido está abaixo da inflação dos bancários. “Não podemos aceitar que os bancos, que continuam tendo lucros bilionários, usem o argumento da crise para retirar direitos dos trabalhadores. ”, defende Eliana Brasil.

Sobre o abono o Sindicato explica que ele não é um aumento real, e sim, uma manobra para que a longo prazo os trabalhadores terão menos poder de compra e um maior volume de dinheiro nos cofres dos banqueiros. Já que com a inflação a perda de 2,8% para repor salários não é incorporada ao FGTS, aposentadoria ou 13º salário.

Por Ana Paula Tinoco

Caetano Souza, português, encontrou no Tuk Tuk uma opção para driblar a crise e reconstruir sua vida no Brasil.

O Tuk Tuk, também conhecido como “triciclo coberto para transporte de passageiros urbanos”, se tornou uma das alternativas para a locomoção na cidade de Belo Horizonte. Apesar de ter sua destinação exclusiva para a contratação de passeios turísticos, qualquer pessoa, sendo turista ou não, pode usufruir do serviço. Comumente utilizado em países como Índia e Tailândia, o “pequeno notável” do trânsito asiático se tornou comum em países da Europa e agora está conseguindo se firmar como modelo de negócio pelas ruas de Minas Gerais.

A empresa luso-brasileira Tuk Tour Turismo é a principal representante do segmento em BH. Atualmente, a frota possui quatro veículos que circulam pelas principais regiões turísticas da capital: Pampulha, Centro e região Sul. Outros dois veículos também circulam pelo interior do estado, na cidade de Ouro Preto. Além de ser uma alternativa para a locomoção, ele proporciona uma nova experiência para os usuários que o utilizam para conhecer pontos famosos da cidade ou, simplesmente, redescobrir lugares que antes não eram percebidos.

Caetano Souza, 49, é português e há três anos mora em Belo Horizonte. Mudou-se para o Uruguai na tentativa de reconstruir sua vida financeira após o colapso econômico que atingiu países europeus nos últimos anos como, Espanha, Portugal e Grécia. Em uma visita ao Brasil conheceu BH e coincidentemente, descobriu a empresa – que também é de origem portuguesa – se tornando um dos seus atuais colaboradores.

Falando dos benefícios de se utilizar o Tuk Tuk, Souza é enfático, “É excelente, pois é uma forma de passear pela cidade e de andarmos por ela tranquilamente. Sempre andamos na velocidade máxima de 40Km por hora. Como o veiculo não possui janelas e nem vidros, a pessoa possui uma visão da cidade diferente daquela que está acostumada. Tem maior tranquilidade para ver aquilo que, no dia a dia, não conseguem ver”, completa.

Motocicleta ou Triciclo?

Sobre o veículo, Caetano Souza explica sobre as modificações realizadas em uma motocicleta para criar o formato típico do veículo. “No documento consta como triciclo. Basicamente é uma moto com duas rodas traseiras, adaptada para dois passageiros. O motor é de moto com algumas modificações na transmissão para torná-lo mais forte e suportar o peso maior”, explica. A legislação atual de trânsito não exige a utilização de capacetes para andar no veículo por ele possuir cobertura, além disso, possui cinto de segurança para dois passageiros e para o motorista.

Para desfrutar do passeio com o Tuk Tuk, o turista ou morador de BH terá que desembolsar o valor de 30 reais por pessoa, pela hora. Nos finais de semana e feriados, o valor da hora é 35 reais, por pessoa. Souza enfatiza que o serviço não é o modelo tradicional de táxi, como em outros países, mas uma opção de passeio turístico. “As pessoas estão no fluxo da correria e da pressa do dia a dia no trânsito. Nós que estamos no Tuk Tuk, não. Estamos desfrutando do passeio. No verdadeiro passeio não é preciso olhar para o relógio e ficar preocupado com a hora.”, finaliza.

Fotografias e Reportagem: Lucas D’Ambrosio