Entretenimento

O Palácio das Artes recebe, a partir de hoje, onze obras da coleção Filmes e Vídeos de Artistas do Projeto Itaú Cultural. É a primeira vez que essas obras são reunidas em uma única mostra. “Selecionamos os trabalhos com base na sua representação antológica e com base na forte questão mercadológica que representam atualmente”, afirma o curador Roberto Moreira.

A coleção é composta por vídeos artísticos produzidos no Brasil nos últimos 50 anos. Ainda de acordo com o curador “os vídeos revelam, por suas qualidades estéticas, a relevância da produção brasileira de filmes e vídeos de artistas”, comenta. A exposição apresenta ainda uma seção com foco em obras realizadas a partir da década de 90 por uma nova geração de artistas.

A mostra está na galeria Alberto da Veiga Guignard, no Palácio das Artes até o dia 6 de janeiro de 2013. As visitações ocorrem de terça a sábado de 9h30 às 21h, e aos domingos de 16h às 21h. A entrada é gratuita.

Por Marcelo Fraga e Paloma Sena

Imagem: Divulgação / Itaú Cultural

As exibições dos filmes A arte de andar pelas ruas de Brasília (Brasil, 2011, 17min) e Não quero voltar para casa sozinho (Brasil, 2010, 17min) encerram a mostra Todxs Diversx, em Belo Horiozonte no Espaço TIM UFMG do Conhecimento a partir das 19h. Ao longo do mês de novembro a mostra organizada pelo Núcleo de Direitos Humanos e Cidadania LGBT da UFMG (NUH/UFMG), em parceria com curso de Cinema e Audiovisual do Centro Universitário UNA reuniu e debateu filmes com a temática relacionada a diversidade sexual. “É o último dia do evento aqui em Belo Horizonte, em dezembro ela vai para o Vale do Jequitinhonha. Os filmes exibidos promoveram uma discursão importantíssima ligada a transexualidade”, afirma Tatiana Carvalho, cineasta e organizadora da mostra, cujo filme TransHomemTrans (Brasil, 2012, 19min) foi exibido ontem.

Hoje, o evento recebe como convidados o coordenador executivo do projeto Educação sem Homofobia, Igor Monteiro, e o mestre em psicologia social pela UFMG, Leonardo Tolentino, para comentar as exibições.

Eu Não Quero Voltar Sozinho

O curta, que foi censurado no Acre após ser considerado com Kit Anti-Homofobia (material didático organizado pelo Ministério da Educação, cuja distribuição foi proibida), conta a história do adolescente Leonardo que com deficiência visual vê sua vida mudar totalmente cm a chegada de Gabriel em sua escola. A partir daí, nasce uma história de descoberta e amor homoafetivo entre os dois adolescentes.

O curta-metragem ganhou diversos prêmios nacionais e internacionais desde sua estreia em 2010. Com direção de Daniel Ribeiro, o filme fazia parte do Cine Educação – projeto que exibe filmes em escolas com parceria da Mostra Latino-Americana de Cinema e Direitos Humanos.

Segundo Lufe Steffen, 37 anos, cineasta paulistano, a proibição foi obviamente um absurdo, “foi mais uma agressão dos hipócritas e oportunistas contra a arte, transformando um filme em pretexto para que os “censores” se beneficiem politicamente”, critica o cineasta. “Quanto ao filme em si, acho uma obra muito bonita, independente da questão gay. É um belo filme”, completa.

A arte de andar pelas ruas de Brasília

O filme conta a história de duas garotas, muito amigas, que moram em Brasília. Uma das garotas começa a se questionar se o que há entre elas é apenas amizade, porém a pressão psicológica que a mãe de uma delas faz usando a religião sob a menina faz com que a garota comece a policiar seus atos do dia a dia temendo o castigo de Deus.

Por Ana Carolina Nazareno e Rafaela Acar

Foto: divulgação do filme Não quero voltar para casa sozinho

O jornalista e escritor Ruy Castro, participa, na próxima quarta-feira, 21, as 19:30h, no Museu de Artes e Ofícios (MAO) da 53º edição do projeto Ofício Da Palavra.  “Há dois anos venho tentando acertar a nossa agenda com a dele e finalmente agora deu certo”, comenta o jornalista e fundador do projeto José Eduardo Gonçalves.

No evento, Ruy Castro irá dividir com o público sua experiência como escritor e jornalista. “Ele é alguém que vive da palavra desde os 19 anos de idade, quando começou no jornalismo, no final dos anos 60. Ao longo de todo este tempo ele se firmou como um dos grandes talentos do jornalismo brasileiro, notadamente no gênero das biografias” comenta Gonçalves.

Ainda segundo Gonçalves, o “objetivo sempre foi trazer a literatura para perto das pessoas, aproximando os autores do seu público. O que o projeto quer é colocar o autor em contato direto com o público, em diálogo franco com o público”.

Escritor e Jornalista

Ruy Castro nasceu em 1948 e se formou em Comunicação Social, pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Começou sua carreira em 1967, no Correio da Manhã.  Trabalhou ainda nos principais veículos do país como Veja, IstoÉ  e atualmente Folha de São Paulo onde é colunista.  Sua carreira como escritor começou com o livro O Melhor do Mau Humor (1989), onde ele organizou uma série de citações de vários autores. Marcado por escrever biografias, seu maior destaque é O Anjo Pornográfico, que conta a vida do também escritor e jornalista Nelson Rodrigues.

Por João Vitor Fernandes e Rute de Santa

Fotos: Bruno Veiga

Através de poesias escritas por autores do Brasil e do mundo, o projeto Terças Poéticas traz para os jardins internos do Palácio das Artes, a cada terça-feira, uma homenagem a um grande nome da poesia. “A intenção é ter uma abertura para os poetas contemporâneos, mas sem esquecer os grandes autores. Resgatar a memória da poesia e da literatura”, comenta o idealizador do projeto, Wilmar Silva.

Nesta terça, o projeto fará uma homenagem ao Dia da Consciência Negra, através da poesia falada com as linguagens do hip-pop. Mas outras variações como poesia cantada e vídeo-poesia poderão ser prestigiadas por quem for às próximas sessões. De acordo com o idealizador, “as pessoas voltam a cada semana porque sambem que será sempre diferente. O público presente varia entre 100 e 500 pessoas a cada apresentação”.

As apresentações começam às 18h30 e duram cerca de uma hora. A entrada é gratuita e sem necessidade de retirada de ingresso.

Por Marcelo Fraga e Paloma Sena

Imagem: Internet

Pelo terceiro ano consecutivo, o evento Prêmio Zumbi de Cultura destacará as dez maiores personalidades nos campos da política, artes e cultura negra de Minas Gerais e do Brasil. A premiação celebra os 316 anos da morte de Zumbi dos Palmares.

A programação contará com três rodas de discussões acerca dos temas: “Resistência com Arte (Zumbi na Contemporaneidade)”; “Resistindo com a Religiosidade de Matriz Africana”; e “Política Cultural e a Comunidade Negra”, com a participação da secretária estadual de Cultura, Eliane Parreiras.

Além disso, haverá uma apresentação da Orquestra Berimbau Grupo de Capoeira Angola Meninos de Palmares e shows com Conexão África Beat, Mestre Conga, Meninas de Sinhá, Maurício Tizumba, Sérgio Pererê e Cia Baobá de Dança – Minas. O evento contará ainda com a Festa Afroliterária, com lançamento de livros, bate-papo e sessões de autógrafos; a exposição “Resgatando a Tradição e a Cultura Afro-brasileira – Formação para as Comunidades Tradicionais de Belo Horizonte e Região”; e apresentações de diversos grupos culturais.

Zumbi dos Palmares

Líder escravo nascido em Alagoas foi símbolo da resistência negra contra a escravidão e o último chefe do Quilombo dos Palmares. Criado pelo padre Antônio Melo (após ser capturado e entregue à Igreja Católica com apenas 07 anos de idade) foi batizado e virou ajudante nas missas da Igreja.

Aos 15 anos foge para Palmares e adota o nome Zumbi (guerreiro). Ascende ao comando militar do quilombo, até então liderado por Ganga Zumba. Após uma abordagem dos portugueses, Ganga aceita um acordo de paz do governador da Capitania de Pernambuco de libertar os negros do Quilombo de Palmares diante da submissão à Coroa Portuguesa.

Zumbi vai contra essa determinação afirmando que não seria aceitável dar liberdade somente a um grupo, quando havia, ainda, milhares de outros escravos. Por conta dessa ação, Zumbi se torna o novo líder de Palmares.

Durante sua liderança a comunidade se fortalece, obtendo várias vitórias contra os soldados portugueses. Porém após um ataque, organizado pelo bandeirante Domingos Jorge Velho, ao Quilombo dos Palmares, o Quilombo é totalmente destruído. Zumbi consegue fugir, porém é delatado por um antigo cúmplice e entregue as tropas inimigas.  Foi morto em 20 de novembro de 1695, aos 40 anos de idade.

Cronologia da vida de Zumbi:

O evento será realizado pela Secretaria de Estado de Cultura e a Fundação Clóvis Salgado, nos dias 21, 24 e 26 de novembro, no Palácio das Artes. A entrada é franca.

Confira a programação.

Por Rafaela Acar

Foto: Rafaela Acar

Aproximadamente 42 bailarinos vão levar adultos e crianças a uma viagem mágica com a apresentação do clássico O Quebra-Nozes. Encenado desde 1892, com adaptações famosas como a de Tchaikovsky, o espetáculo, que é montando tradicionalmente na época de Natal, será a atração da Companhia Brasileira de Ballet (CBB), em Belo Horizonte.

Dividida em dois atos e com intervalo de dez minutos entre eles, a peça, dirigida pelo professor Jorge Teixeira, terá duração de 1h30. Clara e o Soldado Quebra-Nozes, personagens protagonistas, serão interpretados por Luana Correia e Gustavo Carvalho.

Companhia

A CBB, criada em 1967, já se apresentou com grandes nomes do balé como Ana Botafogo, Cecília Kerche, Áurea Hammerlli, Marcelo Misailidis e Vitor Luis, bailarinos do Theatro Municipal do Rio de Janeiro. A Companhia é composta por bailarinos que tem idade média de 18 anos provenientes de diversos estados brasileiros e  de países como Argentina, Chile e Paraguai.

O Quebra-Nozes

O espetáculo conta à história da menina Clara, que durante o Natal, ganha do padrinho, um boneco quebra-nozes vestido de soldado. Apaixonada pelo brinquedo, Clara adormece e sonha estar em um mundo de fantasias onde coisas magníficas acontecem.

O espetáculo entra em cartaz no dia 20, às 20h, no Grande Teatro do Sesc Palladium, outras duas apresentações estão agendadas para os dias  21 e 22, no mesmo horário. Os ingressos custam R$50 (inteira) e R$25,00(meia) e podem ser adquiridos na bilheteria do teatro.

 

Por Paloma Sena e Rafaela Acar

Foto: Divulgação