Especiais

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9 de Junho

  • Abba on Stage – Tribute Gold Band

Data: 09.06.2017 – 21:00

Local: Teatro Bradesco

Estão no show os hits mais importantes da banda sueca, conquistando e encantando plateias de todo planeta. Sem dúvida alguma, este incrível e completo Show Tributo ao ABBA faz sentir a emoção e lembranças de uma época de ouro das músicas que todos conhecem, amam e cantam.

http://teatrobradescobh.com.br/

Telefone: 31 3516-1360

  • Amargo Fruto, a vida de Billie Holiday

Data: de 09.06.2017 – 21:00 até 10.06.2017 – 21:00

Local: Sesc Palladium

O espetáculo, com texto de Jau D’Angelo e Ticiana Studart e direção de Ticiana Studart, conta história da vida de Billie Holiday. A atriz e cantora Lilian Valeska, sucesso em inúmeros musicais e protagonista da série global Sexo e as Negas, interpreta brilhantemente, durante 90 minutos, a cantora em seus vários momentos de vida: na infância, na miséria, na dor, no estupro aos 11 anos, na prostituição aos 13 anos, na iniciação com as drogas pesadas aos 17, e no abandono em todos os sentidos. No espetáculo, quatro músicos tocam ao vivo canções eternizadas na voz de Billie, como Summertime e Strange Fruit.

http://www.sescmg.com.br/

Telefone: 31 3270-8100

  • Arraiá UM Brasil

Data: 09.06.2017 – 22:00

Local: Espaço Meet

Esse ano, muitas surpresas pra nossa festança junina com uma produção visual pra lá de especial!
Com direito a tudo que uma festa Junina merece: Quentão, correio elegante, pipoca, caldos, canjica, quadrilha e casório na roça!!
Atrações:
Chama Chuva
Dani Morais e Raquel Lídia
Dj’s
Arrasta Pé de Minas

http://www.facebook.com/umbrasilbh/

Telefone: 31 2510-5818

  • Luau do quando come – São João

Data: 09.06.2017 – 22:00

Local: Quadra da Escola de Samba Cidade Jardim

É hora de chamego no cangote, dançar agarradinho, se jogar na quadrilha e forrozear até o dia clarear, curtindo a vista mais bonita da cidade, na véspera do dia dos namorados.
Vai rolar muita sofrência, modão e forrózinho gostoso na pista do nosso São João. Os meninos do Chega Chora já prometeram colocar a galera pra cantar junto nessa noite mágica.
Atrações musicais:
Banda Chega Chora
DJ Jaka
DJ Xano

Informações Adicionais:

Diversão:

– Quadrilha do QCSL
– Barraca do Beijo
– Correio Elegante
– Pescaria
– Cadeia
– Quentão
– Comidas Típicas

http://www.facebook.com/quandocomeselambuza/

Telefone: 31 99996-0858

10 de Junho

  • Oficina de Fanzines

Data: de 10.06.2017 – 10:00 até 10.06.2017 – 12:00

Local: Centro de Referência da Cultura Popular e Tradicional Lagoa do Nado

Venha produzir sua história em quadrinhos!

http://www.bhfazcultura.pbh.gov.br/

Telefone: 31 3277-7420

Entrada Franca

  • Feirinha Aproxima Vinhos do Alentejo

Data: de 10.06.2017 – 10:00 até 10.06.2017 – 17:00

Local: Casa Fiat de Cultura

Mais uma edição da Feirinha Aproxima Vinhos do Alentejo, com alguns dos melhores rótulos de vinhos da região. É uma ótima oportunidade para conhecer mais profundamente os vinhos de Portugal e ainda experimentar a harmonização com a gastronomia mineira.
Confira as vinícolas já confirmadas:
– Adega de Borba
– Esporão
– Herdade dos Coteis
– Herdade São Miguel
– Monte Novo e Figueirinha

A região do Alentejo é líder do mercado português de vinhos – detém 46,4% em volume e 45% em termos de valor –, segundo dados referentes a 2015 da AC Nielsen. E o Brasil é o segundo principal mercado importador dos vinhos alentejanos no mundo, com 3,6 milhões de garrafas por ano.

https://www.facebook.com/projetoaproxima

http://projetoaproxima.com.br/feirinha-aproxima

Email: contato@projetoaproxima.com.br

Entrada Franca

Promoção: Gastrônomo Eduardo Maya

Realização: Gastrônomo Eduardo Maya

  • Sarau Musical Aline Santos e Jennifer Ribeiro

Data: 10.06.2017 – 11:00

Local: Café do Espaço do Conhecimento UFMG

A música popular brasileira será revisitada pela dupla Aline Santos e Jennifer Ribeiro no Sarau Musical do próximo sábado, dia 10 de junho, no Espaço do Conhecimento UFMG. Com um repertório que vai desde artistas atuais da MPB, como Ana Vilela e Anavitória, até sucessos mais antigos, como Tribalistas e Vanessa da Mata.
A dupla faz parcerias musicais desde 2011, quando se conheceu no projeto Valores de Minas. Desde então, as artistas desenvolvem um trabalho contínuo, tocando em eventos e shows com um repertório que mescla diferentes gêneros musicais brasileiros. Aline Santos é estudante de Licenciatura em Música da UFMG e aluna de flauta transversal no Centro de Formação Artística e Tecnológica (Cefart) do Palácio das Artes. Jennifer Ribeiro também é aluna de Música, na Fundação de Educação Artística, e trabalha com pesquisa musical.

http://www.espacodoconhecimento.org.br/

Telefone: 31 3409-8352

Entrada Franca

  • Xxxperience Festival

Data: 10.06.2017 – 14:00

Local: Mirante Olhos D´Água

Sabe aquela sensação de reencontrar um amigo do peito que você não vê há anos? É assim que BH está se sentindo com a volta da Xxxperience, após um hiato de SEIS anos!
Atrações:
Alok
Berg
BLiSS
Captain Hook
Chapeleiro
Devochka
Gabe
Gabriel Boni
KVSH
Loud
Pixel
Sevenn
Shapeless
Vegas

http://www.facebook.com/mirantebeaga/

  • Cortejo Junino

Data: 10.06.2017 – 14:00

Local: Concentração na Avenida Afonso Pena em direção ao Viaduto de Santa Tereza

Um cortejo, com dezenas de carroças enfeitadas, com noivos, noivas, padres e jecas de todas as idades, abrirá oficialmente o Arraial de Belo Horizonte. A grande novidade é a presença de dois Blocos de Rua do Carnaval de BH que tocam forró: o Baião de Rua, que vai acompanhar o Cortejo Junino até o encontro de baterias com o Pisa no Fulô, que estará no Viaduto de Santa Tereza aguardando para um grande show em um caminhão-palco.

http://www.arraialdebelohorizonte.com.br

  • Arraiá do Fogo – Um trem dos BOM

Data: de 10.06.2017 – 15:00 até 10.06.2017 – 23:00

Local: Corpo de Bombeiros

Realizado pelos Cadetes do 3º Ano do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, o evento que foi sucesso no último ano, contará com:
– Shows
– DJ
– Comidas Típicas
– Bebidas Típicas
– Desafio do Touro Mecânico
– Brincadeiras Infantis
– e muito mais…
E o Grande DIFERENCIAL da festa será a oportunidade de realizar atividade TÍPICAS de BOMBEIRO, como:
– Tirolesa
– Escalada

Telefone: 31 98481-9767/97507-3527

  • Festa Junina Chevals

Data: 10.06.2017 – 16:00

Local: Centro Hípico Vale do Sol – Chevals

Muita alegria, quadrilha, comidas típicas, gente bonita, uma decoração incrível e uma música de primeira.
Atrações:
Rick e Ricardo
Breno Gontijo
DJ Lauro Malloy
DJ Ric

http://www.facebook.com/festajuninachevals/

Telefone: 31 2514-1531

  • Quermesse da Dona Nersa

Data: de 10.06.2017 – 17:00 até 10.06.2017 – 23:00

Local: Restaurante Xapuri

Quermesse da Dona Nersa com direito a entretenimento para toda família, correio elegante, boca do palhaço, pescaria, argola, touro mecânico… A festança não para por aí… Show com Chama Chuva e abertura Carlim Alves!!!

Informações Adicionais:

Ingressos à venda no próprio restaurante ou no site da Sympla: https://www.sympla.com.br/quermesse-da-dona-nersa__138906

Telefone: 31 3496-6198

Email: polianexapuri@gmail.com

  • Manu Gavassi

Data: 10.06.2017 – 18:00

Local: Cine Theatro Brasil Vallourec

Manu Gavassi está na estrada para apresentar ao público um show com as músicas de seu novo disco ‘Manu’, lançado recentemente pela Universal Music. Quem já acompanha Manu, sabe que ela sempre escreveu sobre o amor. Mas, hoje, o ponto de vista é outro. O empoderamento já fica claro em “Hipnose”, escolhida como primeiro single.

http://cinetheatrobrasil.com.br/

Telefone: 31 3201-5211

  • Arraiá do Olympico Club

Data: 10.06.2017 – 18:00

Local: Olympico Club

Além de grandes shows, a Festa Junina terá comidas típicas, apresentação de quadrilha dos atletas, espaço infantil e brincadeiras.
Atrações:
Banda Blitz
Rick e Ricardo
Trem das Onze
DJ Felipe Rhommel

http://olympico.com.br/

Telefone: 31 3073-9111/3073-9112

  • Arraiá Incrível

Data: 10.06.2017 – 19:00

Local: Parque Municipal Américo Renné Giannetti

Para comandar nossa festa chamamos um cabra da peste que pode até ser do Grajaú, mas tem uma raíz forte lá no Nordeste: CRIOLO. Acostumado a refletir a sociedade em rimas, ele resolveu acrescentar a viola e o pandeiro pra falar do Brasil agora em Samba. É o lançamento de “Espiral de Ilusão”, novo álbum do rapper todo dedicado ao samba.
Completando nossa roça ainda tem Lagum e Xeréu. Agora, se tu quer dançar agarradinho, não se avexe, não, pois a gente tratou de chamar a turma do Forró Muderno e o cabra da peste DJ YUGA para todo mundo poder bater-coxa.
Quem também vai brotar na nossa horta de São João é o Bloco Volta Belchior, com uma homenagem toda especial pra esse compositor arretado que cedo nos deixou.

http://www.facebook.com/macacopregocultura/

Telefone: 31 2526-1088

Promoção: Macaco Prego, Híbrido.CC

Realização: Macaco Prego, Híbrido.CC

  • Forró do Granada Iate Clube 2017

Data: 10.06.2017 – 19:00

Local: Granada Iate Clube: Rua Istambul, 345 – Braúnas

A festa terá como atrações Luana Campos, Banda Fator Zero e show de Quadrilhas.
Além de comidas, bebidas, doces típicos, jogos e brinquedos.

http://granadaiateclube.com.br/

Telefone: 31 3496-6115

Email: contato@granadaiateclube.com.br

  • Tiago Iorc

Data: 10.06.2017 – 21:00

Local: Grande Teatro – Palácio das Artes

Para comemorar o Dia dos Namorados com o show Troco likes e sigo de Volta, do cantor Tiago Iorc.
No repertório, sucessos da carreira e hits de seu mais recente álbum, Troco Likes, como Amei te ver, Me espera, Coisa Linda, Chega pra lá e a versão da música Bang da cantora Anitta.

http://fcs.mg.gov.br/

Telefone: 31 3236-7400

  • Ira!

Data: 10.06.2017 – 22:00

Local: Shopping Del Rey

Com turnê que comemora a volta da banda aos palcos, apresenta um set list recheado com os maiores sucessos da carreira. Integram a banda os músicos Daniel Rocha (baixo), Evaristo Pádua (bateria) e Johnny Boy (teclados).
No repertório, clássicos absolutos como “Flores em Você”, “Dias de Luta”, “Núcleo Base”, “Tolices”, “Envelheço na Cidade”, “Quero Sempre Mais”, “Tarde Vazia” e “Girassol”.

http://www.centraldoseventos.com.br/

Telefone: 31 4141-2929

 

Fonte: Agenda Cultural

 

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Foto Reprodução internet

Por Manuella Guerra

Originários da Bélgica, os irmãos Dardenne conservam em seu cinema um estilo próprio e singular. Nos primeiros minutos de filme já é possível reconhecer a autoria daquela obra. A semelhança entre os filmes, para além da parte técnica, se dá também no olhar dos diretores para o mundo. Seus personagens são magistralmente humanizados, reais, únicos e emocionantemente imperfeitos.

No meio de alguma ação já em andamento, surge a câmera. Claustrofóbica, incansável, invasiva e fascinada. A câmera, o olhar dos diretores, o nosso olhar: insaciáveis por mais daqueles personagens, acompanhando-os sem cessar.

Planos fechados, às vezes tão próximos que quase podemos sentir a respiração daquelas vidas; a câmera parece pulsar junto à pulsação delas. A câmera é asfixiante, mas também é ela que testemunha e mostra ao mundo o quão asfixiante aquela vida é. As obras dos Dardenne são reflexões políticas e sociais que se dão a partir da individualidade, estimulam nos espectadores uma forte conexão com aqueles seres e seus dilemas.

Os irmãos Dardenne apresentam um olhar sem julgamento, sem ditar regras ou destilar moralismos. Não fornecem respostas prontas, mas apresentam a situação, o objeto de interesse e é como se depois deixassem em nossas mãos os questionamentos, a possibilidade ou não de entender as escolhas e atitudes das personagens.

Ao final dos filmes a sensação talvez seja a de uma incapacidade de julgamento, pois eles parecem criar uma narrativa de modo a evitar uma análise crítica moral dos atos. Os erros, “imperdoáveis”, dentro de contextos específicos e individuais, somos até capazes de compreender, mesmo quando não concordamos. Não há uma moral na história, a intenção dos diretores não é apontar o certo e o errado. Trabalham com as questões sociais, a marginalidade, o vazio, a pobreza, o individualismo, as falhas e degradações causadas pelo sistema capitalista. As necessidades e transformações dos seres humanos dentro das micro-cadeias econômicas e seus dilemas morais.

 

Em A Criança, Bruno, o pai inconsequente, vende o bebê que teve com sua namorada e vive de pequenos furtos. Mesmo assim cativamos por ele no mínimo um sentimento de pena, de empatia maior do que a vontade de punição.

Nos filmes dos cineastas, vemos uma variedade de situações. Rosetta é uma jovem solitária que divide um trailer com a mãe alcoólatra em sua guerra diária por um emprego, por uma vida “normal”; Bruno e Sonia, jovens sem perspectiva alguma que vagam pela cidade com o filho recém-nascido. Um pouco menos à margem, a médica Jenny, solitária e apática, que dedica cem por cento de seu tempo e atenção aos pacientes e Sandra que, além da depressão, tem que vencer também a sua luta para convencer os colegas de trabalho a abdicarem do abono salarial recebido em troca do posto dela na empresa. Todos habitantes de uma Europa pouco próspera, em crise.

Há poucas falas nos filmes, os diálogos são curtos e pontuais, não nos fornecem um contexto completo sobre aquelas histórias. Conhecemos os personagens pelos seus olhares, gestos e atitudes ao longo do filme. Eles mantêm uma opacidade. Essa opção por seguir a nuca (e não os rostos de frente) se relaciona com isso. A ausência de trilha musical também é marca registrada no estilo naturalista dos Dardenne, que se aproxima do documental.

Os filmes apresentam uma Europa mais humilde, problemática e debilitada. Mas existe nos Dardenne uma universalidade. A crueza de seu cinema nos aproxima de uma realidade onde não há como não se abalar com o escândalo das imperfeições, perturbações, angústias e das dores da existência, sentimentos inerentes à raça humana. Possuem uma estética despida e imperfeita em que apresentam um hiper realismo de extrema sensibilidade, simplicidade e acima de tudo, de um humanismo perturbador.

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Por Débora Gomes – . as cores dela . – Parceira Contramão HUB

no dia em que cê me pediu que ficasse, eu sabia que não poderia ir embora e te deixar pra trás. 
por isso construí toda essa alegoria no jardim: pra enfeitar teu coração.
cê não entende muito, e eu sei.
que é difícil pra mim fazer morada lá fora, mas também é estranho chamar de lar aqui dentro.

verdade é que sempre fui assim: meio confusa, numa vontade quase louca de ganhar o mundo… não que eu queira ter tudo, longe disso e você bem sabe. 
mas sim que eu queira (muito!) encher o peito dessas coisas que os olhos da gente veem por aí.

sabe como?

é que eu sempre gostei de voar. sempre gostei de ir e vir. sempre gostei de conhecer o novo e guardar no peito, como se me fosse familiar.
essa coisa de criar raiz e cortar a asa me tira o eixo que é viver. por isso essa mania estranha de não ser de lado algum. por isso esse jeito de viver em silêncio, com o coração se fazendo mar…

só que quando eu coloquei os olhos nocê [e isso já faz tanto tempo!], aconteceu uma coisa muito estranha: eu sabia que não teria que ter um fim. mas tive a impressão de que a gente inventaria uma porção de começos, guiados por esse fio fino que passou a ligar seu coração no meu.

aí mudou tudo. e eu passei a desejar quintal com flores, casa com paredes lilás e sua rede bem colocada na varanda, procê descansar nos fins das tardes ou ver a lua quando anoitece. 
entendi que eu não tinha que me prender nem me perder de nada, se fosse você…

porque é assim que é o amor:
a gente saber que pode descansar em paz em alguém, até não ter coragem de ir embora nunca mais.

{essa chance imensa de abraçar teu coração vai acabar se tornando meu lugar…

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Por Auspicioso Acapela – Coletivo parceiro Contramão HUB

Segunda-feira, uma hora da tarde, e a primeira coisa que percebo é que o dia está quente demais, já que estamos no inverno.

Revoltada com o sol e o suor que começa a se formar em minha pele, subo ‘aquele’ morro para chegar até o ponto de ônibus. 

Eu estou cansada e meu dia ainda nem está na metade. Não estou no clima de ouvir música no ônibus e nem criar relacionamentos e romances platônicos em minha mente.

Fico chocada com a minha capacidade de imaginar e criar uma vida, uma história completa, com alguém que vejo por um milésimo de segundo. É sempre a mesma coisa. Mas hoje eu quero pegar meu ônibus, piscar e já estar no trabalho.

Finalmente o ônibus chegou. E é com alivio que percebo uma cadeira vazia na parte da frente. Ando o mais rápido que posso para que aquele lugar seja meu.

Há uma senhora e peço licença para eu me sentar junto a ela. Ela não me olha nos olhos, me olha na alma, depois escaneia todo meu corpo antes de se encolher para eu passar e finalmente sentar.

Vejo pessoas subindo no ônibus com uma certeza delas mesmas, como se já tivessem o futuro planejado, mais talvez tenham mesmo. Enquanto eu, olho para a janela do ônibus, sinto a brisa morna  e não tenho nem noção de como será o dia de hoje. 

Percebo que a velha ao meu lado se sente incomodada com algo. Ela mexe em sua bolsa com a máxima delicadeza que seus dedos enrugados e rachados conseguem. A todo momento, inquieta, a velha observa os arredores e procura por algo que não parece estar lá. Apoia-se em sua bengala e passa para o assento atrás do meu. Parece estar tão perdida quanto eu e percebo a ansiedade ao vê-la pelo reflexo do vidro a  minha frente, roendo as unhas desesperadamente.

O ônibus está sacudindo  mais que o normal e vejo como meu corpo se espalha a cada curva brusca. Talvez isso tenha incomodado a senhora, minha postura, meu tamanho. Mas ela demorou tanto tempo para se levantar. Será que estava com medo de me magoar ou me abandonar? Tudo é muito estranho. Nosso assento é o mais estofado e confortável da parte da frente. O banco de trás esvaziou pouco depois de eu me sentar ao seu lado, mas ela continuou comigo.  Será que ela pensou em mim, como penso nela agora? 

Ela não parece aquelas senhoras tradicionais. Não parece que cozinha para os netos algo proibido pelos pais. Ela nem ao menos parece ter netos. Tenho medo dela ser sozinha.

Sobre os amores. Este é um assunto que gostaria de tratar. Mas ela também não parece estar em clima para falar de romance. 

Meu avô por parte de mãe morreu primeiro que minha avó. Perder alguém que se escolhe pra levar a vida juntos não deve ser uma barreira simples de se enfrentar. Penso se esta senhora sente dor da perda ou se já viu tanta morte que ‘agora tanto faz’.

Ela não deu um pio. Isso me surpreende, pois os idosos costumam contar a vida inteira para quem está ao seu lado. Pelo menos, comigo sempre foi assim. Mas ela apenas murmurou alguma coisa ou outra, coisas que devem fazer sentido apenas na sua cabecinha branca parcialmente coberta por um lenço.

Temos tanto à esclarecer, tenho tantas perguntas. Já estamos tão íntimas, mesmo sabendo que ela não gosta de mim. Mas vejo que tudo vai acabar, pois ela ergue sua identidade e sagazmente se levanta com leveza de um alguém que não usa bengalas.

E foi ali na Avenida Amazonas com a rua Curitiba que ela me deixou sem nem dizer adeus.

Texto escrito: Rúbia Cely/ Texto editado:  Weterley Cruz

                                                                                                                                       

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Reprodução: Lotus Azul

Por Gabriella Germana

Acordar,

Acordar mal humorada,

Acordar mal humorada às 10 horas,

Acordar mal humorada às 10 horas de uma sexta-feira.

 

O dia estava com uma temperatura agradável e tinha café quentinho. Fui trabalhar e o ônibus estava vazio, no serviço quase nada a ser feito. Volto para casa e incrivelmente o trânsito estava fluindo tranquilamente, além de o ônibus também estar vazio. Quem tem o costume de usar o transporte público sabe a felicidade que dá quando isso acontece. Era para ser um bom dia, mas nada, absolutamente nada mudava meu humor.

 

Ressignificação: atribuir novo significado, dar sentido diferente a alguma coisa.

 

Acordar,

Acordar feliz,

Acordar feliz ás 5 horas da manhã,

Acordar feliz às 5 horas da manhã de uma segunda-feira.

 

Não é algo comum de se ver, existe uma certa repulsa com as segundas-feira. Mas mesmo sem um motivo específico eu estava feliz. O dia amanheceu muito frio e minha cama estava aquecida e confortável, mesmo assim não foi difícil levantar. Tomei um banho rápido, escolhi a roupa e fui colocar uns pães de queijo para assar, enquanto terminava de me arrumar.

 

Cansada e com uma olheira que dava “oi” para as pessoas quando eu passava na rua, fui pegar o primeiro ônibus e estava tão cheio que uma moça brincou “se desequilibrar nem cai, não tem espaço mesmo”.

Segundo ônibus, a Estação lotada e começam os comentários “os motoristas decidiram demorar hoje porque não receberam vale-alimentação’’. Uma hora de atraso, “dois corpos não podem ocupar o mesmo lugar no espaço”, quando Newton afirmou essa teoria ele certamente não imaginava a situação do ônibus que entrei naquela segunda de manhã.

 

Mesmo assim, com alguns motivos que há um tempo atrás com certeza já teriam me tirado do sério, lá estava eu com um sorriso no rosto e feliz. Feliz comigo mesma, em paz e agradecida.

 

Felicidade: “estado de uma consciência plenamente satisfeita; satisfação, contentamento, bem-estar”.

 

 

 

 

Não sei explicar em qual momento da vida comecei a “atribuir novo sentido” às coisas, mas sei que uma hora a gente se reinventa, melhora o que não está bom e aperfeiçoa o que já era válido. E mesmo que os exemplos acima tenham sido tão simples, para mim fizeram toda diferença. Primeiro aprendi com essas situações simples e a partir daí lidar com problemas maiores.

“Só agradece a esse dia que foi dado, agradece à natureza e o cuidado, agradece, novo dia, nova chance de recomeçar” já dizia Marina em sua música. Levei pra vida, agradeci.

 

Acordar,

Acordar agradecida,

Acordar agradecida independente da hora, do dia, mês ou ano.

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Por Ana Sandim – Ingrediente da Vez – Parceiro Contramão HUB

Na categoria “comfort food” carne moída com bacon, tomates e pimentão são para mim uma daquelas comidas que abraçam a alma.

Para preparar um almoço rápido e simples, você não precisa gastar muitas Dilmas $$. Com aproximadamente R$ 10 reais você compra uma carne de boa qualidade. Para o preparo escolha chã de dentro ou patinho (moído duas vezes e na hora) ou acém bem limpo.

Ingredientes:

1k de chã de dentro moída
50 g de bacon (picado em cubos)
25 g de cebola picada
25 g de pimentão verde (ou de sua preferência)
25 g de tomate sem pele e semente
2 dentes de alho amassados
Sal, pimenta e salsa desidratada a gosto.
50g Molho de tomate
água filtrada.

Modo de preparo:

Doure o bacon e acrescente a cebola, inclua o alho e a carne. Mexa e cozinhe a carne na própria água que ela vai soltar. Caso necessário pingue um pouco de água.

Cozinhe por cerca de 20 minutos, acrescente os tomates e os pimentões deixe cozinhar e acrescente o sal a pimenta e a salsa desidratada. Deixe que a carne apresente uma cor dourada. Finalize com o molho de tomate e uma xícara de água filtrada e deixe que o molho engrosse.

Sirva o preparo junto a uma polenta, massas, batatas ou até mesmo dentro de um sanduíche com pão francês.

#dicas

Maior Rendimento: Para maior rendimento e valor nutritivo substitua 1/3 da carne moída por proteína  de soja, mas não se esqueça de hidratar a soja e adicionar ela apenas no final do cozimento, pois a soja é muito delicada.

Eliminando a Água: A carne moída gelada solta muita água, portanto tire ela da geladeira minutos antes para que fique em temperatura ambiente.

Sem Grumos: Ao fritar a carne moída mexa sempre com uma colher para evitar a formação de grumos.

*O comfort food refere-se à refeições caseiras. São pratos que remetem à infância e à épocas singelas da vida.