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Ainda estou de pijamas e lá fora o sol já está raiando. Olho para a cama e volto para debaixo das cobertas. Como de costume, ligo o computador e coloco a senha do Netflix. Resolvo assistir “Gilmore Girls”, uma série antiga que eu acompanhava quando criança. Conforme o dia passa, mais e mais episódios são re-lembrados, percebo que por mais que eu saiba como é a história e como os episódios se desenrolam, ainda sinto como se fosse a primeira vez. Aquela sensação de chateação quando os personagens não vão bem ou mesmo quando fazem alguma besteira, e logo você já quer descobrir em qual episódio tudo se acerta. Já estou na metade da segunda temporada e um novo personagem é apresentado à trama, personagem esse que chega para abalar o mundo da mocinha, o famoso bad boy. Não sei se é só comigo, mas simpatizo com ele. 

Ao entardecer, meus olhos já estão cansados de olhar para a tela do notebook. Decido parar um pouco e pegar um livro para ler. Um detalhe estranho é que, amo ler os mesmos livros pelas segundas, terceiras, quartas vezes, assim como nas séries a sensação é de como se fosse a primeira vez. Sabe aquela parte que você sabe que vai passar raiva, mas toda vez que lê sente da mesma forma. Então, é assim que me sinto.

Eu já pensei e desejei muitas vezes como seria se minha vida fosse parte de uma história de um livro ou filme. Acredito que esse pensamento existe, pelo simples fato, de que ao ler um livro ou assistir um filme, uma montanha-russa de sensações é explorada, mas que sempre sabemos o final, feliz ou triste, é como a história acaba. E como na vida real não se sabe como será o final, sentimos a necessidade de imaginá-la como seria em um roteiro.

Terça-feira, início de semana. Aquela preguiça da conhecida Segunda-feira já passou e não sei porque motivo, me veio à cabeça o fim de semana.

Texto escrito: Melina Cattoni

Editado: Werterley Cruz

                                                                                                                                                         

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     Por Cássio Leonardo    

Marcos vivia em um casarão no interior das Minas Gerais com uma tia e um bando de primos, ele foi largado lá pela mãe, o menino vivia perguntando dela, e a tia nunca sabia o que dizer, a verdade é que não podia contar A mãe buscava aventuras e pariu por pirraça da vida, nunca quis, a solução foi deixar o menino na casa da irmã, que essa sim era mãe, ou Amélia, como costumava dizer, ela mesma nunca teve tino para essas coisas de criar, nem de bicho gostava, imagina de criança.

 

Ela engravidou de um cacho que tinha na cidade, numa dessas festa de meio de ano que acontecem no interior, nem lembrava o nome do sujeito, também pudera, essas coisas que se bebem nessas ocasiões não fazem bem, só faz é perder o juízo, o moço era jeitoso e riu pra ela, ela quis, não queria era aquela coisa crescendo dentro dela, que incômodo meu Deus, pensava, enquanto alisava a barriga, nem sentiu nada quando engravidou, só percebeu mesmo porque a cintura foi alargando, o peito crescendo, a menstruação sempre foi desregulada, no início nem parecia, esse menino não era pra ser mesmo, e não foi, pelo menos dela nunca foi, quando pariu, segurou o menino porque a parteira entregou pra ela, deu o peito porque a irmã mandou, e amamentar doía, ela nem sabia quem era aquele menino, quem quis chamar de Marcos foi a tia, ela cansada concordou, mais tarde pensou que raio de nome é esse? Marcos?

 

Pariu na casa da irmã, lá era mais limpo. Um pouco antes de parir, com a gravidez já avançada sentia falta da mãe, na verdade sentia sempre falta dela. Sua mãe, Dona Carmem, morreu de câncer, doença maldita que faz sofrer, convivia com a imagem dela acamada, muito magra e com aquela cara de quem ainda acredita, ela mesma não acreditava, como é que pode alguém ainda acreditar, sofrendo daquele jeito, ela que não iria morrer sofrendo, não tinha força para essas coisas. Depois que Marcos nasceu ela até tentou gostar, não é que não amava, o menino já não tinha pai, ela também nem tinha cara de procurar o homem com um menino nos braços e dizer:  cuida que o filho também é teu, ele podia nem acreditar, cansada , ela se deitou no  quarto que alugava numa pensão , olhava pro menino e chorava, ele não é meu, repetia até cair no sono, ele chorava toda hora, foi por essas e outras que cansou, criança é pra quem tem coragem, eu não sirvo não, mas não sirvo mesmo, também não entregava o menino.

 

Quando não deu mais conta de  conviver com essa criança, entregou pra irmã, ela pôs nome, ela que crie, ela própria não sabia o que fazer, nem podia sair de casa, crianças não ficam sozinhas, alguém tinha dito isso pra coitada, que ficava em casa, pajeando a miniatura que nem ligava pra ela, só sabia era chorar e mamar, depois de um tempo também nem peito dava pro menino, onde já se viu, ficar vazando leite, começou a dar um leite que tinha na farmácia , o menino até engordará mais, criança com saúde é criança gorda, a questão é que quem via de fora, achava até que era boa mãe, mas de amar o menino mesmo, nada, era só uma criaturinha que chorava e sujava fralda o dia inteiro, aí um dia não deu mais conta, queria dançar e o menino lá, chorando, passou na casa da irmã e deixou Marcos lá, falou que era rápido, que só ia resolver uma questão, sumiu dois dias, voltou deu um dinheiro que ninguém sabe de onde veio e tornou a sumir, e aí não voltou mais, tinha ido embora pra cidade grande. A irmã, claro, aceitou o fardo, ela já tinha alguns, só mais um não faria diferença, e ela tinha marido, dava para criar, comida não ia faltar o resto ia se resolvendo. O problema, é que não foi, o dinheiro que entrava era pouco, decidiu entregar o menino para adoção, não era dela mesmo, alguém ia amar e não deixar faltar nada, tinha ouvido falar que pobre não adota, esse pensamento acalmava seu coração , se convenceu disso e foi lá deixar o menino, nunca mais soube dele nem da irmã, só ouviu mesmo foi uns vizinhos comentando que tinha virado puta, bom pra ela, pensou, pelo menos algum prazer vai ter. Na capital  tinha uma tal de camisinha que não deixava isso de engravidar acontecer e as mulheres de lá até tomavam uns  comprimidos para evitar esses incidentes, a irmã ia é ser feliz, até gostava da ideia de ser puta, achava as putas muito elegantes, já tinha vistos algumas quando ia a cidade para ver o médico.

 

E virou mesmo, ela achava que era o que dava para fazer, até queria, uma amiga tinha arrumado emprego em casa de família, mas lavar privada não era coisa para ela. Na vida de puta conheceu o amor, os carros de luxo, alguns homens bons outros não, mas esses ela preferiu esquecer, apanhava às vezes e se convencia de que era castigo por ter largado o menino, só lembrava dele quando levava uns tapas de algum homem que depois de se divertir em cima dela se recusava a pagar e aí era só Deus na causa para apartar a confusão que se formava, ela era geniosa, apanhava, mas no final sempre recebia seus trocados. E assim foi fazendo a vida, saiu do puteiro e comprou uma casinha que mais tarde transformou em cabaré, mas à medida que ia ficando velha os clientes iam sumindo, o dinheiro não era mais abundante como antes. Virou cafetina, e aí sim se achou, as meninas e até o rapaz que trabalhavam lá chamavam ela de mãezinha, ela ria e até parece que gostava. Já com 60 anos e um bom dinheiro guardado voltou pro interior, nem lembrava que tinha parido, e lá morreu dessas doenças que se pega em cidade grande, morreu sem pai, sem mãe, e sem filho também. A irmã largou o marido e foi cuidar do cabaré, puta não virou, mas aprendeu a fumar igual elas, jogando a cabeça para trás.

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Por Ana Sandim – Ingrediente da Vez – Parceira Contramão HUB

A especiaria (Cinnamomum zeylanicum) conhecida como Canela é obtida por meio do tronco da caneleira, árvore de 10 a 15 metros de altura, da família Lauraceae. É nativa do antigo Ceilão, atual Sri Lanka, no sul da Índia. Seus galhos secos separados de suas cascas possuem a cor marrom-avermelhada e aroma perfumado.

Muito cobiçada no passado a canela era um dos motivos de inúmeras embarcações seguirem para o Oriente, mais especificamente para o Ceilão, nos séculos XIV e XVI. A canela, juntamente com outras especiarias, como o cravo, a pimenta-do-reino e a noz-moscada, era utilizada como moeda de troca para pagar serviços, impostos, dívidas, acordos, obrigações religiosas e servia até mesmo como dotes, heranças, reservas de capital e divisas de um reino.

Quais são os benefícios da canela?

Ela possui funções antioxidantes, e o óleo da canela tem propriedades antibacterianas e antifungos. Rica em manganês, fibra, ferro e cálcio.

Onde usar?

Use em pó para polvilhar bolos, biscoitos, bananas cozidas ou assadas. Em rama (ou pau) no vinho quente, no quentão e em compotas e caldas.

Como comprar?

Ao comprar verifique a data de validade (quanto mais nova melhor) e o aroma que deve ser bem forte e característico. A canela de qualidade tem pó fino e de cor uniforme.

Vale a pena pagar um pouco mais por uma canela de boa qualidade, você vai precisar de menor quantidade e ela vai durar mais tempo.

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Por Lucas Henrique – Start – Parceiros Contramão HUB

Recentemente, o produtor executivo da DC, Charles Roven, revelou como a aventura de Arthur Curry vai se encaixar no próximo filme da Liga da Justiça. Ao falar com CinemaBlend, Roven disse que haveria alguns laços definitivos entre os dois.

 

Aquaman fará referência [à Liga da Justiça]. Haverá alguma referência de algo que precedeu Aquaman que será em Aquaman. Eu acredito que é a intenção.

 

Roven continuou em sua descrição sobre o DCEU maior, e como os cineastas não estão segurando-se de volta no mínimo. Com Aquaman tendo lugar depois da Liga da Justiça, e Mulher-Maravilha agindo como um pouco de um prequel, a equipe criativa está disposta a ir em qualquer direção possível com esses filmes.

 

James [Wan] definitivamente sabe onde ele está indo com Aquaman, e esse filme acontece em um mundo onde Liga da Justiça aconteceu, e Homem de Aço aconteceu, e Mulher Maravilha, obviamente, tem lugar antes de Homem de Aço – exceto para os bookends que temos. Então é aí que temos a maior capacidade de forma livre. Poderíamos fazer um filme que acontece depois da Liga da Justiça, podemos fazer um filme que acontece após Batman v Superman … bem, não realmente. Você não pode fazer um filme entre BvS e Liga da Justiça, mas podemos fazer filmes que acontecem depois da Liga da Justiça e podemos fazer filmes que precedem a Liga da Justiça.

 

Alimentado por sua fé restaurada na humanidade e inspirado pelo ato altruísta de Superman, Bruce Wayne pede a ajuda de seu novo aliado, Diana Prince, para enfrentar um inimigo ainda maior. Juntos, Batman e Mulher-Maravilha trabalham rapidamente para encontrar e recrutar uma equipe de metahumanos para enfrentar esta ameaça recentemente despertada. Mas, apesar da formação desta liga sem precedentes de heróis – Batman, Mulher-Maravilha, Aquaman, Cyborg e The Flash – talvez já seja tarde demais para salvar o planeta de um ataque de proporções catastróficas.

 

Liga da Justiça chega aos cinemas em 16 de novembro no Brasil, com direção de Zack Snyder. O elenco até o momento tem Henry Cavill como Superman, Ben Affleck como Batman, Gal Gadot como Mulher-Maravilha, Ezra Miller como Flash, Jason Momoa como Aquaman, Ray Fisher como Ciborgue, Amber Heard como Mera e Ciaran Hinds como Lobo da Estepe.

Leia também: Gal Gadot fala da Mulher-Maravilha de seu filme solo para ‘Liga Da Justiça’

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Foto Reprodução

Por Auspicioso Acapela – Coletivo parceiro Contramão HUB

Belo Horizonte, às seis horas da manhã, olho pela janela do quarto e observo as pessoas andando, algumas apressadas outras caminhando, reparo também algumas pessoas esperando o ônibus. Noto crianças e adolescentes com os uniformes das escolas do bairro e, principalmente, com os fones de ouvidos na orelha. Imagino se eles estão ouvindo música ou as notícias. Se minha avó estivesse viva, logo estaria falando – menina, tira esse trem do ouvido, quer ser assaltada? Você sem esse telefone não sobrevive! -. Rio com essa imagem na cabeça. Bom, hora sair e me tornar mais uma no meio da correria do dia a dia.

Estou na linha 8108 – Cidade Nova / Savassi, já sentei e me escorei na janela, quem sabe dá para tirar um cochilo. Na minha frente, ouço a conversa de um pai com o seu filho – já está na hora de começar a estudar para um concurso público, estabilidade financeira e carga horária reduzida. Você já pode parar de brincar de escrever. – Mesmo sonolenta, escuto a conversa com clareza.

Com a mente desligada, meu cérebro embaralha o pensamento da minha avó com a conversa. E de repente, minha cabeça tem uma estalo. O pensamento dela faz sentido. Ocorrem assaltos todos os dias e em diversas situações. Assalto – subst. masc. ataque repentino com uso de força, para retirar algo da pessoa –. Acabei de presenciar uma situação de assalto, o pai retirando o sonho do garoto. Paro para pensar em quantas situações, situações simples na verdade, em que as pessoas acham que tem o direito de abolir com algo de outro. Isso realmente é um assalto! Quem diria que quando minha avó puxava a minha orelha, ela tinha razão.

Subo a rua da Bahia, observo o movimento e realmente a frase “subir Bahia, descer Floresta” faz parte da vida de muitos mineiros, inclusive da minha. Com o pensamento da minha avó ainda na cabeça, imagino quantos sonhos já foram roubados naquele pequeno trajeto.

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Por Ana Sandim – Ingrediente da Vez – Parceira Contramão HUB

Espinafre é uma erva originária do centro e sudoeste da Ásia, pertencente à família das amarantáceas, cujas folhas são comestíveis. É uma planta anual, que cresce até cerca de 30 cm de altura. É rica em vitamina A, C, D, B6, B12, Cálcio, Magnésio e ferro.

Uma xícara de espinafre tem cerca de 20% da RDA de fibra dietética, que auxilia na digestão, previne a constipação, mantém baixo nível de açúcar no sangue.

Receita do dia: Lasanha de espinafre

Massa da lasanha:
Ingredientes:
20 folhas de espinafre;
3 ovos;
2 colheres (sopa) de azeite;
2 e ½ xícaras de farinha de trigo;
Sal (a gosto).

 Modo de preparo:

Pique o espinafre em pequenos pedaços. Peneire a farinha de trigo. Bata separadamente os ovos e o azeite e acrescente na farinha, misture todos os ingredientes e trabalhe a massa até ela ficar homogênea. Finalize usando as mãos para sovar. Divida a massa em quatro pedaços. Abra a massa na máquina até o número 6. Pendure no secador e deixe secar e descansar um pouco. Ferva durante 1 minuto em água e guarde em um tabuleiro com azeite.

Molho à bolonhesa com espinafre:

Ingredientes:
100 ml de azeite;
2 dentes de alho descascados e amassados;
½ cebola cortada em brunoise;
30 folhas de espinafre;
350 g de carne patinho moído;
Ervas frescas: manjericão e salsa (a gosto);
Sal e pimenta (a gosto);
5 xícaras de extrato de tomate.

Modo de preparo:

Para fazer a base do molho, bata no processador ou liquidificador o espinafre, as ervas com 2 xícaras de extrato de tomate e reserve. Doure a cebola e alho no azeite e acrescente a carne moída. Deixe suar bastante, em fogo baixo. Quando a carne já estiver cozida, acrescente o restante dos ingredientes com o molho base. Deixe cozinhar por cerca de 20 minutos.

Como montar a lasanha:
Ingredientes:
Queijo mozarela fatiado;
Azeite.

Modo de preparo: 

Em um tabuleiro, coloque um pouco de azeite e uma camada do molho à bolonhesa e intercale a massa, o molho e o queijo mozarela, montando de 3 a 4 camadas. Na última camada coloque bastante molho bolonhês para massa não ressecar e queijo. Leve ao forno a 180ºC, durante 40 minutos, até gratinar. Rendimento 6 porções.