Especiais

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Por Mateus Marotta

Na mesa 43 do Banzai, na região central de Belo Horizonte, não foi diferente.

Entre o vai e vem de pessoas que sentaram na mesa 43, começamos eu com as duas primeiras cervejas geladas daquela noite e quatro amigos. À noite, já reservava muitas risadas e filosofias.

O atrito de Roberto Carlos com Tim Maia (ou não houve isso? Para mim o “rei” pisou na bola); civilização viking; os sentidos da vida, entre outros assuntos, geraram debates e piadinhas entre os presentes e despertava atenção de quem estava nas mesas ao redor.

Sai gente da mesa, chega gente na mesa e os assuntos variam até chegar no “Big BEM – explosão de emoções”, que foi lembrar de você.

Sim, bem com M mesmo no sentindo de ser algo muito bom, maravilhoso, atraente e feliz. Emoções guardadas surgem e facilmente se explodem como uma bolha cobrindo toda a cidade de amor. Lembrar de você sempre me faz perceber que as águas dos rios são lindas e tem uma rainha. Dá para mergulhar de cabeça, lavar a alma e descobrir coisas e sentimentos maravilhosos escondidos no coração de cada majestade.

És uma rainha que não usa coroa; nem precisa, pois, seu sorriso já afirma quem tem a simpatia dos súditos. Lembrar de você poderia doer – até doe às vezes, mas mesmo sem contato entre nós, lembrar de você dá uma felicidade danada por ter conhecido alguém tão espetacular.

Mais uma vez eu falei de você em uma mesa de bar. O mundo precisa saber que não precisa ser longo para ser inesquecível. Nem sempre oportunidade e momento se encaixam como um só, mas se cruzam por um breve tempo que se torna eterno na mente de quem viveu. Todos têm a sua hora de ir embora, talvez volte depois, mas aquele era momento de partirmos. Nas últimas horas da madrugada fechamos a conta da mesa 43 com 26 cervejas, uma dose de cachaça, alegria e saudades. Desta vez a conta não teve a sua caipirinha, mas a mesa 43 sabe quem é você.

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Foto divulgação

Por Davi Abner – Parceiro do Start

De acordo com On Location Vacations, Jones está aparentemente filmando hoje no mesmo local de várias cenas da primeira temporada, incluindo o conjunto de Alias Investigations. MCU Exchange nos diz para nos preparar para um anúncio de elenco nas próximas semanas. Sem Kilgrave, que foi amado por críticos e fãs na temporada passada, Jessica Jones vai ter que encontrar outro inimigo convincente digno de lutar contra Jessica.

Em novembro, isso é o que a roteirista Melissa Rosenberg tinha a dizer sobre a segunda temporada:

 

“Acho que uma das coisas que eu seria capaz de fazer agora, que é mais difícil de fazer na primeira temporada, é realmente expandir o conjunto … Eu espero ampliar ainda mais o conjunto, e no mundo de Jessica. Ela termina em um lugar muito diferente do que ela começou. Ela ainda vai ser Jessica Jones – isso não vai mudar. Ela vai continuar a beber e cometer erros, e acidentalmente deixar cair as pessoas para as trilhas do trem, mas algo mudou para ela no final desta temporada, e eu adoraria explorar isso na segunda temporada“.

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Foto reprodução internet

Por Débora Gomes – .as cores dela. – Parceira Contramão HUB

“repara que o outono é mais estação da alma que da natureza”,
ah querido Drummond,

se soubesses o quão feliz fica meu coração nesses dias de sol-devagar!
não sei… mas uma vez me disseram que é por isso que fiz do outono minha estação preferida: por essa possibilidade de viver como se cada passo pudesse ser pensado e dado sem pressa. eu, por fim, não acho que escolhi o outono em momento algum, mas tenho quase certeza de que foi ele quem me escolheu, me presenteando com suas cores… tiveste a oportunidade de ver o céu em lilás, laranja e amarelo, dos fins de tarde de outono? é uma beleza que faz chorar de alegria.
“quanta melancolia!”, talvez alguém nos dissesse. 
“quanta poesia!”, a gente concordaria.
veja só: verso até sem saber fazer rima!
por essa possibilidade do tempo, fico mesmo mais recolhida. ando preferindo silêncios, tento não me irritar, sou capaz de perder mais de meia hora na janela, só observando as nuvens mudarem de lugar no meio do azul. 
é como se o tempo me dissesse lento: 
‘acalma coração! toma sua dose de esperança e vá ser feliz com (c) alma’.
e ele vai… como se sempre valesse a pena.
e porque ele sabe que vale…

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Arte reproduzida site Hype Science

Por Grégory Almeida

Naquela quinta-feira, 23/03, acordei com muita pretensão de sorrir e admirar o belo. E lá fui, disposto. Como na rotina, meu ônibus, depois o Move e depois outro Move para chegar à rua Paraná, próximo ao ganha pão. Até aí, tudo bem.

O ônibus começa a encher de homo sapiens na Avenida Brasília, em Santa Luzia. Eu, já em pé, naquele equilíbrio que não tenho, me pego observando uma moça. Ela, coitada, com uma bolsa enorme, fone de ouvidos e séria, mas percebi no abrir dos lábios que usava aparelhos. Fiquei lá na minha e ela no equilíbrio dela com aqueles olhos verdes. Lindos!

E o ônibus continuava a encher, até que ficamos lado a lado.

Vejo a “paisagem”, passamos a Linha Verde e chegamos a Pedro I. Ali começara a minha admiração à menina de olhos verdes. Com o celular a mão, a câmera frontal como espelho, a bolsa na frente. E a bolsa era enorme, quase uma mala. Ela me tira uma outra bolsa de dentro e o meu olhar se torna fixo.

Tira um tubinho, no equilíbrio, uma mão com o celular, a outra com a bolsa menor, e entre os dedos o tubinho com o creme. Faz cinco pontinhos no rosto. E eu pedindo a Deus para o motorista não frear bruscamente. E eu ainda a olhava, já com o olhar 43. Esfregou os pontinhos em movimentos circulares. Pensei, será que ela vai se arriscar mais? Arriscou. Meus caros, o ônibus não esvaziados e ela inerte. Linda, “lacrando” que diz, né? Pois estava.

Eu já a admirava pela astúcia, habilidade e indiferença. Indiferente aos meus olhares. E até que nós olhamos num momento que ela virou o celular e me pegou pelo reflexo da câmera. Disfarcei, mas ela me percebeu quase que batendo palmas.

Ela pega um pincel de tinta (não sei o nome correto) e uma esponjinha linda, da cor de salmão e me distraí, mas depois vi um potinho com um pó também salmão. Esponjinha no pó, esponjinha no rosto e o pincel de tinta também foi passado no rosto, tão leve, tão sutil, tão “Xuxa com Monange”. E ela estava lá. Tão, tão… com a bolsinha já dentro da bolsa grande, o celular permanecia em mãos e os olhos verdes? Esses realçavam a beleza da jovem que em pé, no ônibus lotado, equilibrista, se empoderou.  Desceu do ônibus como uma princesa e roubou o coração do plebeu, mas não sabia disso. Até porque, não cantei a moça. Otário que fui.

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Foto Reprodução Internet

Por Queka Barroso – Parceira do Contramão HUB e idealizadora do Blog Sou muitos

Rubem Alves é cheio de ensinamentos e de descrições exatas sobre a humanidade e sua existência. A teoria de que “ostra feliz não faz pérola” é uma das minhas preferidas – por isso está na capa do blog – e, claro, não demoraria para falar sobre ela.

Talvez pela fase que hoje passo, talvez por toda minha parte criativa, sou feito ostra, sou feito Rubem Alves:

“A ostra, para fazer uma pérola, precisa ter dentro de si um grão de areia que a faça sofrer. Sofrendo, a ostra diz para si mesma: preciso envolver essa areia pontuda que me machuca com uma esfera lisa que lhe tire as pontas… Ostras felizes não fazem pérolas… Pessoas felizes não sentem a necessidade de criar. O ato criador seja na ciência ou na arte, surge sempre de uma dor. Não é preciso que seja uma dor doída… Por vezes a dor aparece como aquela coisa que tem o nome de curiosidade (…)”.

E assim somos nós, seres humanos que facilmente estagnam em vidas, trabalhos e relacionamentos por felicidade ou comodismo. Sim, porque podemos complementar essa teoria informando que a ostra acomodada não faz pérola, quando, por exemplo, além da areia ela tem dentro de si água. A água camufla as possibilidades negativas que a areia traz e, enquanto a dor não vem, não tem porque mudar, produzir, criar, etc.

Não é à toa que academicamente precisamos da “problematização” de nossos trabalhos antes mesmo de começá-los. Qual a necessidade disso? Por que isso está sendo feito? Porque é preciso.

Não é à toa que, quanto mais felizes estamos em um relacionamento, mais temos certeza que chegamos ao ponto de “posse” e menos percorremos o caminho da conquista – mesmo que essa, todos nós sabemos, deva ser diária.

Não é à toa que ficamos anos em um trabalho mediano para não corrermos os riscos do mercado de trabalho; ou idealizamos concursos públicos que, muitas vezes, sequer são de nossas áreas de trabalho desejadas, só porque podem nos trazer estabilidade financeira.

Não é à toa que demorei tanto para lançar esse blog. Porque precisei ver minha vida revirada para me reinventar e resgatar projetos. Precisei que uma areia entrasse dentro de mim para que eu iniciasse a produção da pérola.

E sabe o que é mais interessante? Há “areias” que vêm para o bem. Afinal, a beleza da ostra está na pérola, ou seja, em sua produção.

Questione-se e não pare na pista.

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Foto Divulgação

Por Ana Paula Tinoco

Quantidade não é qualidade e é necessário saber quando parar.

A indústria cinematográfica e toda a Hollywood sofrem de um problema chamado exagero e quando falo em exagero falo do fato de não esquecerem ou deixarem determinados projetos descansarem em paz, veja o caso de Velozes e Furiosos. E porque isso acontece? Há várias explicações, mas a mais obvia é o lucro. Alguns filmes nascem para serem únicos, viram trilogias e quando você menos espera tá ali uma franquia, e essa extensão da história não traz nenhum benefício já que a medida que os números vão aumentando a qualidade do produto vai diminuindo. E foi isso o que aconteceu com “Jogos Mortais”,  Jigsaw no original.

Foto Divulgação

Ainda lembro de meu primeiro contato com o suspense/terror “Jogos Mortais”, 2005, que aconteceu quando passei pela porta do cinema e me deparei com um cartaz que tinha em letras garrafais a seguinte frase: “Esqueça Seven!” E abaixo: “Quanto sangue você daria para continuar vivo?”, dei a volta e fui conferir se era isso mesmo que tinha acabado de ler. Curiosa, já que Seven, 1995, é um dos meus suspenses preferidos, entrei no cinema e fui analisar, me achando a crítica, se realmente era possível aquele filme me fazer esquecer a obra de arte que é o filme do diretor David Fincher. Pretensão minha e de quem criou o cartaz à parte, o filme me agradou, me deixando com aquela pulga atrás da orelha. Então voltei no dia seguinte para mais uma vez analisar aquilo tudo e é impossível desgrudar os olhos da tela e não assistir outra e outra vez sem pensar: “Mas como?”. Mas nem se compara ao filme que o cartaz te manda esquecer.

Apresentando um serial killer inteligente, criativo e manipulador, com o diferencial de que ele, Jigsaw, não pode ser acusado de assassinato, já que ele não mata ninguém, ele os induz a decidir, e foi com essa ideia que o diretor James Wan deu um frescor ao gênero do suspense. Criando um quebra cabeças e inúmeras possibilidades ele traz um roteiro com desenvolvimento interessante e final revelador. Colocar um boneco em cima de um triciclo para nos conduzir pela narrativa foi uma jogada acertada, aquele boneco dá arrepios. E a sensação que tive ao assistir ao primeiro filme é que assim como um quebra cabeças você só vê o todo quando termina de formar a grande figura.

Foto Divulgação

Com apenas oito meses de diferença entre os filmes, em novembro do mesmo ano, 2005, encontramos com Jigsaw novamente. O roteiro que a princípio intitulado “The Desperate” (algo como o desespero em português) ficou engavetado por anos por seu teor violento, mas com o sucesso do primeiro filme os produtores decidiram lança – lo como uma continuação de Jogos Mortais, mudaram o titulo, adaptaram e lá estava o que podemos chamar de uma agradável continuação. O filme continua com a pegada de mistério, reviravoltas, situações óbvias que não são percebidas à primeira vista. Não te dá aquela sensação do “como?”, mas convence no papel ao qual se propôs que é o de entreter enquanto suspense.

Em 2006 encontramos um “vilão” vulnerável, mas não menos perspicaz. Com a ajuda de sua companheira que tem uma visão diferenciada do que ele, Jigsaw, acredita ser justiça vemos que a cada momento os “jogos” vão ficando mais intensos e menos eficazes. Aqui é o momento em que a quantidade de sangue que as vítimas estão dispostas a dar não faz diferença. Mas, assim como os outros o final é interessante e cheio de reviravoltas e surpresas. Com o diferencial de ter uma maior participação do ator Tom Bell, teria sido perfeito se Hollywood tivesse parado aqui, porque como já disse no início do texto alguns filmes não nascem para se tornar franquias e em “Jogos Mortais”  é o que vemos.

Foto Divulgação

Nos anos seguintes Hollywood derramou uma enxurrada de continuações, 2007 “Jogos Mortais IV”, 2008 “Jogos Mortais V”, 2009 “Jogos Mortais VI” e 2010 “Jogos Mortais VII”. Os roteiristas criaram inúmeros seguidores, esses que eram responsáveis por escolher as vítimas. Os “desafios” ficaram cada vez mais bizarros e grotescos e uma tentativa mal desenvolvida de explicar como John Kramer se tornou “Jigsaw”. Essas continuações deixaram de lado o bom suspense, as reviravoltas ou os finais surpreendentes. O legado do querido serial killer foi resumido a uma carnificina sem precedentes. Uma matança em que tinha como porque o gratuito por puro derramamento de sangue e uma bizarrice que deixaria nossos amados Freddy Krueger, Jason Voorhees e Michael Myers de queixo caídos. Assim como Jigsaw os produtores deveriam saber quando dizer “Game Over”.

Jogos Mortais 8 estreia em outubro deste ano.

Veja os trailers da franquia aqui.