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Apesar do atraso causado por uma intervenção judicial na licitação de táxis promovida pela BHTrans, empresa que gerencia o trânsito em Belo Horizonte, o Sindicato Intermunicipal dos Condutores Autônomos de Veículos Rodoviários (SINCAVIR-MG), órgão representante dos taxistas, faz uma avaliação positiva da atual situação do serviço na capital mineira.

De acordo com a assessoria de imprensa do SINCAVIR, “o atraso no resultado da licitação fez com que os 605 novos táxis não entrassem em circulação ainda este ano, como estava previsto”. Ainda segundo o sindicato, estes novos veículos só deverão entrar em circulação durante o primeiro trimestre de 2013, uma vez que o resultado da licitação será divulgado no dia 12 de novembro e os vencedores ainda terão um prazo de 90 dias para adquirirem um veículo zero quilômetro.

Sobre as reclamações dos usuários a respeito da dificuldade em encontrar um táxi na cidade, a assessoria informou que o SINCAVIR acredita que a quantidade de veículos destinados à esse transporte em BH, atualmente seis mil, é suficiente para atender à população, e muitas vezes as pessoas têm a impressão de não haver quantidade ideal devido à lentidão no trânsito, principalmente nos horários de pico. O sindicato ainda informa que recentemente a BHTrans publicou a portaria nº 078/2012 que autorizou o cadastramento de condutores auxiliares, o que daria mais agilidade para o serviço.

O SINCAVIR informa também que considera o serviço de táxi na capital como o “melhor da América Latina”, e que os veículos em circulação têm, em média, dois anos de uso, e os condutores passam por constates treinamentos e cursos de reciclagem.

A polêmica envolvendo a licitação

A BHTrans suspendeu temporariamente a licitação para 605 novos táxis em Belo Horizonte após a Justiça conceder uma liminar à um candidato que questionava um item do edital que previa de 6 a 14 pontos para motoristas com experiência como taxista. O juiz da 4ª Vara da Fazenda Pública Municipal considerou que a cláusula feria o princípio da igualdade. A BHTrans recorreu da decisão e conseguiu a anulação da liminar.

Por Marcelo Fraga e Rute de Santa

Foto: Marcelo Fraga

Os grupos denominados como skinheads são muito diversificados, não se trata apenas de um único segmento ou de uma única ideologia. Existem grupos que lutam contra o preconceito e outros que tentam propagar uma suposta supremacia racial e de valores. Conheça alguns grupos skinheads existentes no Brasil:

Skinhead Tradicional

Também conhecido como trad skin, é um grupo cuja influência remete aos primeiros grupos skinheads britânicos dos anos 1960. Nesta época, o reggae jamaicano e o soul eram muito populares entre os jovens operários ingleses. Este grupo é antirracista, até mesmo devido a sua influência e apreciação pela música dos negros vindos da Jamaica.

Nazi-skin

Conhecidos, também como White Powers, este grupo prega a supremacia branca e o antissemitismo. Os nazi-skins ficaram conhecidos por promoverem atentados violentos contra homossexuais, negros, miscigenados e pregam ao extremo o nacionalismo, é comum o enaltecimento da figura de Adolf Hitler e do símbolo nazista da suástica.

“É difícil definir o porquê deste tipo de ação, levamos consideração os valores morais impostos pala sociedade e o próprio sujeito, autor deste tipo de violência, muitas vezes, é um sujeito discriminado”, explica a psicóloga Michelle de Almeida.

Skinheads contra o preconceito racial

Com o intuito de fugir dos rótulos pejorativos que os skinheads tradicionais passaram a ser definidos, no final dos anos 1980, foi criada uma vertente inglesa denominada SHARP (Skinheads Against Racial Prejudice ou Skinheads Contra o Preconceito Racial, em tradução livre). O grupo SHARP tenta fortalecer o caráter de integração mostrado pelos primeiros movimentos skinheads e fazem frente ao fascismo e ao racismo de alguns grupos de skinheads, além de adotar a postura de não ter ligação com partidos ou outras organizações políticas.

Os Carecas do Brasil

No Brasil, existe uma vertente denominada “Os Carecas”, o grupo é nacionalista e integralista,  são declaradamente contra movimentos de esquerda, principalmente, o comunismo. Adotam uma moral conservadora relacionada com o combate às drogas e o lema é “Deus, Pátria e Família”.

 

Por Marcelo Fraga e Rafaela Acar

Ilustração: Diego Gurgell

 

 

Muito se tem falado nos últimos dias sobre o ataque a dois homens que se abraçavam na Savassi, ligando essa agressão a skinheads. Grupo este que é caracterizado por integrantes de cabeças raspadas e tatuagens, e que também se tornou conhecido por atacar minorias. Porém há várias vertentes deste grupo, e algumas delas, inclusive, praticam o repúdio ao preconceito.

História

O movimento skinhead surgiu na Inglaterra na década de 60. Nasceu como um ato de protesto de uma parcela de jovens da classe operária inglesa, ao se verem diante da crise econômica e social que o país enfrentava após a introdução de novas tecnologias e, consequentemente, uma onda de desemprego. Devido à crise, uma minoria étnica trabalhava por salários muito baixos e nada compatíveis com os tetos sindicais que os britânicos recebiam. Portanto, os skinheads originalmente surgiram por conta desta crise, não tendo nenhuma influência política ou racial. Porém, ao final dos anos 70 a história muda. A partir de então, a raça e a política passaram a ser fatores de primeira importância ao grupo, gerando divisões entre os próprios skinheads.O grupo extremista, politicamente, pode ser tanto de extrema-direita quanto de extrema-esquerda. Os grupos geralmente são identificados pela sua moda, que costumam incluir botas, suspensórios, o culto ao futebol e a cerveja.

No Brasil

As influências das primeiras informações a respeito dos skinheads britânicos tiveram efeito a partir de 1977 através de discos, revistas especializadas, jornais, entre outros meios de comunicação. A influência dos skinheads estrangeiros foi fundamental para o desenvolvimento do movimento no Brasil. Um exemplo disso é que esses jovens brasileiros adquiriam, quase que por obrigação, o livro inglês Skinhead escrito por Nick Knight, este livro era considerado a cartilha dos “carecas” brasileiros.

Os primeiros skinheads brasileiros surgiram nos bairros da Zona Leste de São Paulo e nas cidades industriais que formam o ABC paulista – Santo André, São Bernardo do Campo e São Caetano do Sul, por volta de 1982. Hoje estes grupos são encontrados por todo o país, inclusive em Belo Horizonte.

 

Esta é a primeira de uma série de reportagens especiais sobre este tema. Acompanhe a série durante essa semana.

 

Por Marcelo Fraga e Rafaela Acar
Imagem: divulgação do filme “A outra história Americana”

A MPB está em festa hoje. Milton Nascimento, dono de uma voz inconfundível e de um falsete sutil, faz aniversário hoje e o público celebra esse ícone da música mundial. Compositor de sucessos como Maria, Maria, Canção da América e Coração de Estudante,  a última se tornou hino da campanha Diretas Já.

Nada melhor que uma boa homenagem dos fãs, para lembrar mais um ano de vida, de um dos maiores representantes da mineiridade, tão bem apreendida por ele.

Por: Hemerson Morais

Foto: Divulgação

 

Assista ao vídeo.

Ao contrario do que acontece nas eleições para prefeito, governador, e presidente, não são necessariamente os candidatos ao cargo de vereador com maior numero de votos que garantem vaga nas câmaras municipais. Nessas eleições, por exemplo, haviam 41 vagas em disputa na Câmara Municipal de Belo Horizonte, e um determinado vereador foi eleito com 3.537 votos, enquanto outro que obteve 6.741 não foi. Isso ocorreu porque para determinar quem serão os ocupantes das cadeiras, existem dois cálculos. O primeiro é o Quociente Eleitoral, e o segundo é o Quociente Partidário.

O Quociente Eleitoral é obtido do resultado da divisão do numero de votos validos (não são contabilizados brancos e nulos), pelo numero de vagas a serem preenchidas. Já o Quociente Partidário e o resultado da divisão do numero de votos que um partido obteve, pelo Quociente Eleitoral. Confira no infográfico abaixo.

Para exemplificar, vamos criar uma situação hipotética onde o numero de votos validos em um município foi 12.100, e havia 12 vagas em disputa. Neste caso, o Quociente Eleitoral seria 1.210 (12.100 dividido por 12). Nesse mesmo município, o partido A obteve 5.000 votos, e o partido B, 3.000 votos. Então, o Quociente Partidário (número de vagas do partido A), seria quatro (5.000 dividido por 1.210), enquanto o do partido B seria dois (3.000 dividido por 1.210). Logo, o partido A teria direito a quatro das 12 vagas disponíveis, e o partido B teria direito a apenas duas.

No exemplo acima, vimos que foram preenchidas, pelo Quociente Partidário, apenas seis das 12 vagas disponíveis. As vagas restantes são distribuídas pelo chamado sistema de médias. Neste sistema, divide-se o total de votos válidos de cada partido pelo número de vagas já preenchidas mais um. Assim, o partido que obtiver maior média ficará com a vaga. A rodada de cálculo é repetida quantas vezes forem necessárias até que todas as vagas sejam ocupadas.

Por Marcelo Fraga

Arte: Diego Gurgell

Imagem: Internet

O Movimento das pessoas com deficiência começou no Brasil em meados dos anos 1970 e seu marco foi à instituição nos anos 1980 do Ano internacional das pessoas com deficiência. “No Brasil, após a constituição de 1988, podemos celebrar muitas conquistas em relação à garantia de direitos desse segmento da população e principalmente a maior participação das pessoas com deficiência no processo social”, afirma a Coordenadora Especial de Assistência às Pessoas com Deficiência, Ana Lucia Oliveira.

A Lei nº 10.098/2000 garante aos portadores de deficiência ou com mobilidade reduzida à utilização, com autonomia, dos equipamentos urbanos, do sistema de transporte e comunicação. “A legislação brasileira é bastante avançada em relação à garantia de direitos das pessoas com deficiência. Entretanto, os desafios para a sua efetiva implementação ainda são muitos e requerem o comprometimento do governo, da sociedade civil e especialmente das próprias pessoas com deficiência como sujeitos de sua história”, defende Ana Lucia.

Os deficientes físicos esbaram em outros problemas além das dificuldades que o próprio corpo proporciona. Problemas como a falta de respeito, e politicas de saúde e mobilidade urbana que não atendem suas necessidades básicas. “São muitos  os impedimentos para que as pessoas com deficiência física ou mobilidade reduzida possam exercer o direito de ir e vir. Além das barreiras físicas, as barreiras de atitude, o preconceito, resultado da falta de informação sobre as potencialidades das pessoas com deficiência tem  dificultado a plena participação na sociedade”, conclui a coordenadora da CAADE (Coordenadoria Especial de Apoio e Assistência à Pessoa com Deficiência), órgão ligado à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (SEDESE).

Por João Vitor Fernandes e Marcelo Fraga