Especiais

O Trânsito de Vênus, evento astronômico que acontece a cada 105 anos, foi à atração da Praça da Liberdade na noite de terça-feira, 05. A transmissão ao vivo feita pelo Espaço TIM UFMG do Conhecimento reuniu estudantes e curiosos da astronomia. “Eu achei maravilhoso poder acompanhar o fenômeno aqui na praça, não entendo muito, mas acho interessante” comenta Joana de Castro.

O fenômeno foi visto apenas na Ásia e Oceania, porém o observatório Manua Loa, no Havaí, o Museu Exploratorium, de San Francisco (EUA), captaram as imagens e as transmitiram, via satélite para os outros continentes. “Sou muito curioso e já estudei um pouco a respeito. Este tipo de evento ajuda a difundir melhor a astronomia”, afirma o designer João Mário.

O trânsito de Vênus durou, aproximadamente, 6 horas e as melhores imagens foram captadas por volta das 22h.

Saiba Mais

Trânsito de Vênus será exibido em Belo Horizonte

Por João Vitor Fernandes e Hemerson Luiz Dias de Morais

Foto: João Vitor Fernandes

Belo Horizonte se tornou no último fim de semana a capital nacional da tatuagem, recebendo, nos dias 18, 19 e 20, a BH Tattoo Convention. Nos três dias, o evento –  que está em sua 2ª edição – contou com sorteio de brindes e tatuagens, além de um concurso que premiava os melhores trabalhos com um troféu e uma máquina de tatuagem exclusiva, desenvolvida por André Matosinhos, lendário tatuador de BH. A categoria mais esperada, “Melhor Tatuagem Feita No Evento”, ficou com Camilo Tuero.”O importante é concorrer, mostrar a todos o meu trabalho, isso é que é importante. Mas graças a Deus deu certo” completou Camilo.

Camilo Tuero, ganhador do prêmio de "Melhor tatuagem feita no evento"

Camilo Tuero é natural de Lima (Peru) e começou a tatuar aos 16 anos de idade. Aos 20, se mudou para a Argentina, onde trabalhou em vários estúdios de Buenos Aires. Especializado nos estilos realismo e oriental, é um artista reconhecido por seu talento e capacidade de incorporar novas técnicas e idéias aos seus trabalhos. Atualmente, Camilo é uma das maiores referências em tatuagens realistas na América Latina.

Mais de 5 mil pessoas passaram para ver o trabalho de 71 artistas, dos estados de Minas, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Espírito Santo e profissionais internacionais vindos da Suíça, Argentina, Peru, Alemanha e Japão para trocar técnicas e artes, alem de contribuir para a evolução desta arte no estado. Com o objetivo principal de disseminar a informação sobre tatuagem, o evento foi marcado pela diversidade de estilos e as novidades que envolvem este tema. Inácio da Glória é tatuador a 40 anos e foi um dos jurados do evento ” Foi um evento muito agradável, que reuniu tatuadores do Brasil e do mundo, e Belo Horizonte, através desta convenção, fica sendo um polo forte da cultura da tatuagem. O evento está na segunda edição evoluiu de maneira extraordinária, foi um evento de alto nível, merecedor desta cidade tão maravilhosa que é Belo Horizonte.”

Por: Jessica Almeida / Heberth Zschaber

Imagens/Fotos: Paulo Fractal

Buzinaço em vários pontos de Belo Horizonte, a formação de um banner humano na Praça da Estação e uma “blitz” na Ceasa marcaram as manifestações do Dia Nacional Contra o Abuso e a Exploração Sexual Infanto Juvenil, na última sexta-feira, na capital mineira. As atividades fizeram parte da campanha “Minas alerta: proteja nossas crianças”, mobilização iniciada em 2008 para combater a violência doméstica e sexual contra crianças e adolescentes.

A mobilização, de cunho nacional, teve também outro objetivo: pedir a revogação de uma decisão do STJ, que inocentou um homem acusado de estuprar três crianças de 12 anos, sob a alegação que as crianças já se prostituiam. Em termos históricos, o dia 18 de Maio marca um acontecimento que ganhou proporções nacionais. Em 1973, a pequena Araceli Cabrera Sanches, de apenas 8 anos, foi violentada e morta em Vitória (ES). Os culpados por esse crime hediondo nunca foram punidos.

Ouça no podcast a entrevista com a assistente social Jaine Aparecida Gomes sobre a manifestação.

Por Hemerson Luiz dias de Morais

Foto: Assessoria de Comunicação AMAS

O Fórum Mineiro de Saúde Mental organizou hoje, 18, a Caminhada Antimanicomial. Com o objetivo de trazer para cidade a discussão sobre as politicas de saúde pública para pessoas com transtornos mentais, o evento reuniu profissionais e usuários dos programas de saúde mental na Praça da Liberdade. “Nós queremos trazer pra cidade a discussão sobre o lugar da loucura. Discutir a não exclusão do louco do seio da sociedade dita normal”, informa o professor de jornalismo, Jaques Arqueman, um dos organizadores do evento.

Pessoas de vários lugares do estado compareceram à praça para comemorar os progressos já conquistados. “São muito os avanços, já conseguimos reduzir mais de 60.000 leitos no Brasil. Estas pessoas que antes estavam abandonadas nos leitos de hospitais hoje estão aqui na rua conosco comemorando a liberdade”, enfatiza o presidente do conselho federal de psicologia, Humberto Verona.

Caminhada Antimanicomial

O clima era de comemoração, porém os serviços de saúde mental têm muito que evoluir. O preconceito e o tratamento para usuários de álcool e outras drogas são dois grandes desafios.  “As pessoas estão vindo com um pensamento antigo e conversador. Com discurso de internação, um discurso inteiramente manicomial, e tudo que agente já conseguiu até hoje está em risco em função de uma politica equivocada que está sendo proposta para essas pessoas que usam drogas. Para nós qualquer tipo de tratamento tem que ser em liberdade”, completa Humberto Verona.

O sistema de saúde já pensa em novos programas de tratamento mais dignos e eficientes para os usuários. “Estamos trabalhando agora com o esquema de matriciamento. Juntamos os psicólogos, psiquiatras, e toda equipe de saúde para olhar cada caso e definir o melhor tratamento. Quando começamos a pensar assim as melhoras foram grandes”, informa a gerente da Unidade Básica de Saúde (UBS), Angola de Betim, Janina Oliveira.

Caminhada Antimanicomial
Caminhada Antimanicomial
Caminhada Antimanicomial
Caminhada Antimanicomial
Caminhada Antimanicomial

Por João Vitor Fernandes

Foto: Joao Vitor Fernandes e Ana Carolina Nazareno

Alunos treinaram locução e gravaram textos no estúdio de rádio no campus liberdade dois (prédio ICBEU). Essa foi a continuação da oficina de princípios de introdução e locução, ontem foi a parte prática da oficina aplicada pelo professor Cláudio Magalhães, iniciada às 19horas . “Quando  passamos uma informação temos várias necessidades como a de informar, mas o que norteia essa informação é a motivação de quem informa”, destaca Cláudio.

A oficina começou com uma aluna voluntária, Leide Botelho, que gravou um texto. Em seguida Cláudio orientou um aquecimento e alongamento vocal. Novamente, Leide voltou a gravar o mesmo texto para que o professor pudesse demonstrar as vantagens de se fazer os exercícios de preparação vocais. “ Eu me senti mais a vontade para falar, porém, dei uma engasgada e acabei preferindo a primeira gravação”, explicou Leide ao ser questionada sobre os áudios.

O Professor orientou os alunos a trazerem textos para serem lidos e gravados. Dentre as atividades realizadas houve um treino de mudanças e frequências de voz, que contou com a participação da professora Cândida Lemos. A oficina foi finalizada com cada aluno gravando um texto em áudio. A aluna Lorraine Dias ressaltou a importância de se informar bem através da fala, porém, de forma fisiologicamente saudável.

Texto e foto : Bruno Coelho

A empresa Gaz Games afirma, através de seu diretor de criação, Ronaldo Gazel que a primeira parte do game da websérie ApocalipZe deve ser lançada dentro de 30 dias. O planejamento da empresa é lançar o game em duas etapas. “A primeira versão em 30 dias, e em mais 40 dias a gente vai lançar o restante do jogo. Esta é uma maneira de viabilizar a produção”, declara Gazel.

Para Ronaldo Gazel produzir o game do ApocalipZe é uma experiência extremamente ousada. “Estamos aprendendo muito, porque a gente está buscando uma qualidade de jogos internacionais”, declara o diretor.

Segundo o diretor de criação, o jogo está repleto de ação e vários inimigos par o jogador enfrentar. “A gente tem que criar a inteligência artificial destes inimigos, cada um tem um tipo de inteligência especial. Mas, além da ação tem, também, a parte que a pessoa tem que usar raciocínio para poder abrir ou fechar determinadas portas, acionar alavancas”, explica. “A gente está nesta fase agora, fechando o tutorial, que é onde o cara [o jogador] pega todas as manhas do jogo”, informa Gazel.

Contato entre o diretor do ApocalipZe e a produção do game

O diretor de criação conta que conheceu o diretor da websérie, Guto Aeraphe, por meio de um amigo em comum e quando recebeu a proposta para produzir o game imediatamente topou. “É aquela questão a minha visão empresarial é um pouco arrojada. Às vezes, eu topo algumas coisas que são meio arriscadas financeiramente, porque na verdade é um projeto que não tem investidores bancando, é uma coisa meio que na cara e na coragem, mas o projeto era tão irresistível”, declara Ronaldo Gazel.

Ainda segundo Gazel, o diretor Guto Aeraphe acompanha semanalmente o desenvolvimento do game, levando até a empresa materiais e dando palpites em relação à modelagem e aos desafios do jogo. “A gente tem um tipo de liberdade muito especial para fazer este jogo e foi muito legal. Por exemplo, pegar um personagem real, que já existia, como o Marcos, o protagonista da websérie e transformá-lo em um personagem real. Então, é muito bom ver a reação das pessoas se vendo virtual”, explica o diretor de criação.

Ronaldo Gazel explica que o jogo vai ter uma mistura de primeira e terceira pessoa. “O jogo não é difícil de controlar. Aparecem os ombros um pouco pra cima, você vê um pouco o jogador se mexer, na hora, por exemplo, que ele vai engatilhar uma arma automaticamente vai mudar para a primeira pessoa. Como se estivesse atirando mesmo na mira”, explica.

Para o diretor o maior desafio do game foi fazer com que ele tenha emoção. “Fazer que ele tenha emoção e desperte vários tipos de sensação e emoções diferentes”, conclui Gazel.

Por: Bárbara de Andrade

Ilustração: Diego Gurgel (4° período – Publicidade e Propaganda)