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Notícias da região da Praça da Liberdade, rua da Bahia e Savassi - onde está o ampus da Faculdade de Comunicação e Artes da UNA

foto: bhaz

 

Por Hellen Santos 

Em comemoração aos 120 anos da capital mineira, a Prefeitura de Belo Horizonte, lançou na manhã desta terça-feira, 28, a nova marca da casa e o calendário comemorativo de aniversário. Entre os dias 01 e 12 dezembro, a cidade estará em festa. Está programado mais de 170 eventos distribuídos pela cidade, entre eles Show da banda mineira Skank, na Praça da Estação e apresentação do Grupo Cine Galpão Horto.

 

 

Os centros culturais distribuídos nas nove regionais também entrarão na programação. Segundo a Gerente de Desenvolvimento Turístico da Belotur, Ana Gabriela Baeta, as festividades contam com visitações a pontos turísticos, guiadas e gratuitas. “Os passeios ocorrem entre os dias 01 e 03 de dezembro em dois turnos: manhã e tarde. Haverá visitas na região da Pampulha, Mercado Central e ao Cemitério do Bonfim, onde as pessoas poderão conhecer a história, as escrituras e as obras de artes”, detalha Baeta.

 

 

De acordo com a PBH, para as festividades foram aplicados cerca de 1 milhão de reais no município. Segundo o presidente da BeloTur, Aluizer Malab, a reunião desta manhã também serviu para anunciar as boas novas da capital. “O Hospital Metropolitano Doutor Célio de Castro, no Barreiro está com seus leitos 100% em funcionamento.”, destacou Malab afirmando “Estamos muito felizes e comemorando.”

 


Não quer ficar de fora das comemorações? Então fique atento ao site da PBH que traz toda a programação em detalhes. http://www.belohorizonte.mg.gov.br/120anos

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Por Hellen Santos

As festas de final de ano estão chegando, famílias, amigos se reúnem para comemorar o encerramento de mais um ano. Infelizmente essa oportunidade de confraternizar não acontece para todos, como por exemplo, as crianças e adolescentes que vivem em abrigos, espalhados por todo o Brasil. Pensando nestes momentos, o Centro de Voluntariado de Apoio ao Menor (Cevam) proporciona aos jovens que vivem em abrigos da capital e região metropolitana de Belo Horizonte a oportunidade de vivenciar um momento em família pelo apadrinhamento afetivo de final de ano, trazendo um pouco de aconchego, luz e amor, junto com uma família acolhedora.

O apadrinhamento afetivo nasceu em dezembro de 1999, como proposta do juiz da vara da infância, Tarcísio Martins Costa junto com o Ananias Neves presidente do projeto, após analisar que os jovens e crianças dos abrigos tinha uma grande carência de afeto e do convívio familiar.

O Cevam é uma organização sem fins lucrativos fundada em 1982 que vem com intuito de fazer a defesa dos direitos das crianças e dos adolescentes. Suas precedências é dar prioridade no atendimento, no direito, na defesa e na proteção dos envolvidos.  O projeto de apadrinhamento afetivo, onde crianças de 4 a 17 anos tem a oportunidade de experimentar o convívio de um lar.

Para participar, os padrinhos devem ter 10 anos de diferença do menor, ser maior de 18 anos e comparecer no Cevam portando identidade, CPF e comprovante de endereço, para avaliação psicológica. Mas o principal requisito para o apadrinhamento é amar, saber amar e ensinar essas crianças. Importante lembrar que antes da escolha da criança haverá um momento de socialização com futuros padrinhos para criar um vínculo. Os jovens que participam do projeto estão sob medida de proteção, algumas sofreram violência doméstica ou teve seus direitos violados e por decreto do juiz estão em abrigos.

A psicóloga Liliane Batista que amadrinha há três anos fala da mudança de pensamento que aconteceu com ela. “Acaba que quando você amadrinha uma criança, você cria laços, então você começa a colocá-la em sua rotina, e nós colocamos em nossa cabeça que existe uma pessoa na sua vida que precisa da sua ajuda a todo momento”.

Ananias Neves presidente do Cevam em entrevista ao canal da Rede Super reforça que o fundamental do projeto é construir vidas e um compartilhar de amor entre os envolvidos.

O apadrinhamento acontece durante o natal até o dia 02 de janeiro, porém, pode prorrogar nas férias de janeiro. Há possibilidades de o padrinho afetivo continuar acompanhando o menor durante o ano todo, com direito a saídas aos finais de semana e feriados. A ação permite que as crianças têm um acolhimento familiar, melhorando em seu desenvolvimento, sua autoestima e garantindo as crianças o que é de obrigação: convivência familiar e comunitária. Os padrinhos podem viajar com os menores para fora da cidade, isso ajuda na construção da socialização das crianças.

Quando a vontade da família é a adoção efetiva o único caso permitido é quando junto com Ministério Público e o Juizado de Menores, as crianças que tem o perfil e tiver sua situação jurídica definida e sem retorno da família biológica, podem conseguir finalmente um lar.

Para saber mais informações sobre o projeto, o candidato deve comparecer a sede do Cevam, localizado na Rua dos Goitacazes, n 71, Conjunto 1.407, Centro, Belo Horizonte- MG, ou nos telefones para informações: (31) 3224-1022 e 3224-4554 de 8h às 17h de segunda a sexta.

Mamana Foto Coletivo | Foto divulgação

Por: Rúbia Cely

Aspirando compartilhar, aprender e ensinar, o coletivo Co-Fluir, dos dias 15 à 19 de novembro, irá contemplar Belo Horizonte com diversas atividades e encontros, que ocorrerão nas praças, parques, dentre outras localidades da cidade. Unindo os amantes das ruas, o evento promete mostrar e manifestar as diversas maneiras de se relacionar com o meio que nos cerca e muitas vezes passa despercebido.

Tércio Teixeira | Foto Divulgação

O coletivo é composto por sete integrantes, Bárbara Ferreira, Gabriel Cabral, Gustavo Marangotus, Lucas D’Ambrosio, Luiza Therezo, Pedro Castro e Pedro Prates, pessoas que atuam, além do coletivo, como jornalistas, fotógrafos, produtores e com audiovisual de maneira geral. A união que se deu pela fotografia como uma paixão em comum, resulta em um evento que vem sendo executado desde agosto de 2017.

“Diria que fomos um pouco loucos. A ideia já vem de algum tempo, acho que o Cabral foi o primeiro a pensar nisso. Mas a execução mesmo começou um mês antes da campanha, mais um mês de campanha.” comenta Bárbara.

Ferreira explica que em meio a conversas e saídas para fotografar, foram chegando  a um interesse comum de compartilhar as formas de olhar paras as ruas. “Aprender entre a gente, experimentar novas coisas. Acho que todos nós do co-fluir já fazíamos um pouco isso entre a gente. Seja saindo juntos para fotografar, ou conversando sobre fotografia. Aos poucos acho que vimos que precisávamos ir além. A rua é imensa, cheia de possibilidades. E é tanta gente capturando momentos nela e de tantas formas diferentes, que porque não um encontro. Porque não debater isso, trocar.” finaliza a fotógrafa.

Gustavo Minas | Foto Divulgação

A atividades vão começar com o “Rolê da primeira Luz”, em que a equipe apresentará o mapa co-fluir, será na Praça Primeiro de Maio às 7:00h. Toda a programação pode ser vista no site do coletivo, https://www.cofluir.com.br/programacao.

Por Bruna Valentim e Henrique Faria

Quando MV Bill entrou no Sesc Palladium na tarde do último domingo foi possível observar cabeças girando para acompanhar cada passo do rapper de 1,95 metro de altura. Bill chegou sério de jeans, all star, camiseta preta e óculos escuros, dando um ar de rap star que consegue sustentar muito bem.

Quando se reuniu para uma intimista roda de conversa para celebrar o Dia da Favela ao lado de figuras como Eliane Dias, Dexter e Manoel Soares… Bill transmite uma serenidade e um sentimento de admiração pelos colegas e amigos presentes. Mv Bill é um homem de poucas palavras, mas transmite segurança em todas elas. Falou com propriedade sobre os problemas acerca das comunidades brasileiras, sua infância, suas influências e agradeceu mais de uma vez ao povo presente. No fim do bate papo o rapper atendeu o público antes de se retirar para se preparar para o show do início da noite.

O evento que cobrava o valor simbólico de R$2 (dois reais) por pessoa contou com atrações locais, Tamara Franklin, Face 3 Dee Jay, Nos da Sul, Dexter e fechando a noite Bill e sua irmã e parceira de palco, Kamila CDD. O rapper é  uma figura potente no palco, o que em nada lembra a figura centrada e fala mansa de horas mais cedo. O rapper fala diretamente com o público e já começou o show chamando todos para o mais perto possível do palco. Sempre que podia cedia aos pedidos de foto da plateia e dava um firme aperto de mão, como se estivesse reencontrando velhos amigos. Seu show foi longo e Bill pareceu aproveitar cada segundo, deixando clara sua admiração ao registrar imagens da multidão presente e publicar em tempo real em suas redes sociais. Ao fim da apresentação Bill demonstrou amor aos mineiros e prometeu voltar parecendo tão feliz quanto os fãs que cantaram em coro todas as suas canções embaladas de emoção.

Depois do show tivemos acesso com exclusividade ao camarim do cantor ao entrarmos no camarim a sensação era de estar na sala da casa do rapper. Bill estava rodeado por amigos, sua família e fez questão de nos apresentar um por um, fez brincadeiras e em poucos instantes parecia que fazíamos parte da família.

Ao falar sobre sua música “Preto em Movimento” em que o MV diz “Não sou o movimento negro, sou o preto em movimento”, o rapper explica que não é uma forma de diminuir o movimento e exalta sua importância falando que se não fossem seus ancestrais ele não teria forças para fazer o que faz hoje. E diz que é mais importante o negro estar em movimento – não apenas fazer parte do movimento negro: “…Eu participei de muitas reuniões em que eram um grupo pequeno de negros mais intelectualizados, que tinham mais informações e que a gente acabava criando uma elite negra que não distribuía sua informação com outros pretos”, crítica, completando que acha mais importante que ele seja um preto que se movimenta e movimente o que tem ao seu redor, do que apenas fazer parte de do movimento negro.

Ao comentar sobre a atuação da polícia com o negro, Bill diz que após o fortalecimento dos movimentos e dos negros pelo acesso à internet, a polícia ficou mais violenta, ao contrário de terem receio de realizarem abordagens abusivas, as autoridades estão cada vez mais aproveitando de seu poder e cita o caso de Costa Barros, bairro da cidade do Rio de Janeiro (RJ), onde cinco jovens moradores da região, foram confundidos com traficantes que haviam realizado um roubo nas redondezas, foram alvejados por 111 tiros de fuzil e revólveres. “Em qualquer lugar dos Estados Unidos, isso seria considerado um crime racial, no Brasil não tem crime racial, aquilo foi um crime corriqueiro… quatro policiais brancos, cinco garotos pretos, 111 tiros e um dos policiais ainda tentou alterar a cena do crime”, esclarece.

“A sociedade não se comove, a favela não se comove com essas perdas“, desabafa. Essas situações não são noticiadas pela mídia, e assim, os negros do país continuam sendo assassinados todos os dias por quem deveria lhes proteger. Com a polícia ficando cada dia mais violenta, é notável que a falta de representatividade negra na política é atribuída ao fato do genocídio negro ser um problema tão latente no Brasil, visto que mesmo com as informações sendo repassadas​ mais facilmente, menos medidas estão sendo tomadas pelos governantes, tanto nacionais como municipais. Ao ser questionado sobre uma possível candidatura, Bill diz que por causa dessa defasagem os brasileiros querem alguém que tenha alguma alternativa imediatista e diz saber que não é tão simples assim. Ele acredita que ainda não é a hora, mas que fica muito feliz em saber que há pessoas que confiam nele para um cargo político, que se veem sendo bem representadas por suas ideias “Neste momento não penso nisso, eu fico feliz quando as pessoas dizem ‘caraca Bill, eu votaria em você’, mesmo eu não tendo me candidatado a nada, não sendo filiado a nada, ainda sim as pessoas falam ‘eu votaria em você’. Isso pra mim é um acréscimo a minha credibilidade, uma coisa que me deixa feliz,mas não envaidecido, mas muito feliz”, finaliza.

 

Feira da Agricultura Familiar Urbana

Por Hellen Santos 

O Circuito da Praça da Liberdade recebeu no prédio da antiga secretaria de Viação e Obras Públicas (também conhecido como prédio verde), na Praça da Liberdade, a Feira da Agricultura Familiar Urbana – Do Campo pra Cá. A feira que já existe há dois anos na Cidade Administrativa, está em sua 2ª edição no circuito e vem com a intenção de se fixar no espaço. A feira tem como objetivo apoiar e disseminar a agricultura familiar e os pequenos produtores na capital mineira.

Com sua saída da Cidade Administrativa e iniciação de ocupação do circuito, inicialmente a feirinha irá ocorrer no prédio do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico -Iepha com 18 barracas, trazendo o campo efetivamente para a região Centro-Sul com produtos orgânicos, naturais, sem agrotóxicos, os organizadores da feira visam trazer para a população produtos saudáveis com valores mais acessível do que o consumidor encontra nas redes de supermercados. “Em grandes supermercados o consumidor vai pagar caríssimo por produtos orgânicos e aqui, na feira, o cliente terá acesso direto ao produtor.”, explica o assessor da Secretaria de Desenvolvimento Agrário, Marco Cordoni, que destaca: “Eles colheram por exemplo, verduras e frutas hoje pela manhã, então esse é a oportunidade que a população terá de se alimentar com produtos frescos, além de estar mais perto do produtor – conversar direto com as pessoas que vem fazer sua feira, é benefício para os dois lados”.

A pretensão principal é sistematizar a feira no circuito em um dia da semana, explica o assessor. De acordo com ele, a primeira edição foi numa quarta-feira, a segunda edição ocorreu nesta segunda, “A gente está ouvindo a população e aos produtores para vermos qual é o dia ideal para fazemos uma vez por semana. Pretendemos ocupar todo espaço aqui, já está acordado com o diretor do Circuito Cultural do Banco do Brasil de ocupar o espaço, continuaremos a ocupar e talvez ir para o outro lado da Praça, usar o espaço da biblioteca e outros espaços do Circuito da Liberdade, completa Cordoni.

Marco Cordoni-Assessor da Secretaria de Desenvolvimento Agrário

Vinicius de Lima Cruz, produtor de Mel, reforça a importância do mel e da feirinha na Praça da Liberdade: “É quase um substituto do açúcar porque ele tem um doce natural e ele é muito bom para a saúde, juntamente com a própolis que a gente também produz. Ele faz com que a sua imunidade melhore bastante”, enfatiza Cruz que destaca “Acho que o evento saindo da Cidade Administrativa, alcança um público maior, além de dar visibilidade para o nosso produto ele ainda faz com que a agricultura familiar cresça. É um evento importante que precisa realmente ser divulgado para mais áreas da cidade, fazer com que o campo fica mais próximos da cidade”.

Vinicius de Lima Cruz-Produtor de Mel

Rosângela Rodrigues de Freitas, produtora de Quitandas de Congonhas ressalta a importância da feira como resgate cultural quando alguém está provando e após a degustação avaliar seu trabalho. Freitas ainda pontua, “A quitanda artesanal é aquela que você pega para fazer e coloca muito amor. É um resgaste cultural passado pelas avós, que  sempre iam para a cozinha fazer essas quitandas com um cafezinho, chegava uma visita e você já oferecia, isso é muito gratificante”, conta Freitas.

Rosângela Rodrigues de Freitas

Por Hellen Santos

Há quase 100 anos a Praça Sete vem encantando mineiros e turistas com suas variedades culturais, dentre elas, museus, teatros, músicas ao vivo e seus diversos barzinhos aos redores. Dentro de todo esse brilho, o que mais chama atenção de quem passa pelo centro da capital mineira é a quantidade de vendedores ambulantes, artesões e camelôs.

Aos arredores da praça encontramos praticamente de tudo:  doces, frutas, artigos para celular, brinquedos e até mesmo lingeries. Andando um pouco mais pela região e possível comprar ainda, plantas, flores, artesanatos e quadros de artistas plásticos. Demétrio Silva trabalha cerca de 40 anos no mesmo lugar, segundo ele, o policiamento na região todo o tempo o deixa mais tranquilo, porém, o que vem tirando o sono de Silva é a tentativa de ocupação de imigrantes que estão sendo feitas na praça para, de acordo com ele “roubar” seu espaço de trabalho durante as madrugadas.

Fernanda Santos de 22 anos, que passa todos os dias pela praça, não acredita que o comércio informal no local atrapalhe os comerciantes da região. Para ela está foi a melhor forma que os camelôs encontraram para trabalhar e ganhar seu sustento de uma forma “correta”.

Legalização dos Camelôs

Em junho deste ano, o prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil decretou a retirada e o cadastramento de cerca de mil camelôs das ruas da cidade, com o objetivo de colocá-los em shoppings populares, além de proporcionar aos comerciantes uma qualificação. Porém, na ocasião a proposta não foi bem aceita pelos comerciantes e hoje, quem passar pela praça pode observar a resistência dos camelôs em se manter nas ruas de forma ilegal.

Quem pode estar na rua?

Os únicos profissionais que obtêm o direito de estar nas ruas são os artesões (hippies e indígenas), conforme a LEI n. º 13.180, DE 22 DE OUTUBRO DE 2015, onde presume o exercício de atividade predominantemente manual, tornando assim, uma profissão regulamentar e com direitos de atuar em qualquer espaço público de território Brasileiro. Já em Belo Horizonte, pessoas com deficiência também podem trabalhar como vendedores ambulantes desde que sejam licenciadas pela prefeitura.