Jornal Contramão

0 175
Imagem: Reprodução/Google

Por Bruna Valentim

O movimento “Black Lives Matter” (Vidas Negras Importam) surgiu em 2013 depois que um segurança caucasiano usou do seu poder como autoridade e seu armamento para assassinar um adolescente afro americano que estava hospedado no condomínio onde o guarda estava fazendo seu turno. O jovem estava caminhando, não carregava uma arma, não portava drogas, não tinha burlado a lei, não tinha feito nada de errado. O que aconteceu? Ele nasceu negro em uma sociedade racista, e por mais absurdo que seja, morreu exclusivamente por isso. Uma família perdeu seu filho, um garoto perdeu seu futuro e o segurança não perdeu nada, nem mesmo sua liberdade. É absurdo e digno de perplexidade, mas por vezes casos e casos similares passam em branco pelos olhos da população.

O crime supracitado ocorreu nos Estados Unidos, mas poderia muito bem ter acontecido no Brasil. Rio de Janeiro, São Paulo, João Pessoa ou até mesmo aqui, em Belo Horizonte.

Pedro e Mateus são dois jovens com mais do que apenas os nomes bíblicos em comum. Os dois nasceram na capital de Minas Gerais, são estudantes da Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG e frequentam lugares parecidos. Pedro tem 21 anos e Mateus 25. Ambos são de classe média. Pedro canta rap e Mateus tem uma banda de reggae. Pedro faz direito, Mateus estuda gestão pública. Certamente têm conhecidos em comum e caso viessem a se conhecer provavelmente seriam amigos. Pedro é negro e Mateus é branco, e apesar de todas as similaridades que compartilham, no que se trata de experiências com a polícia as vivências divergem.

Pedro Nicácio conta que já foi abordado pela polícia algumas vezes, “Já aconteceram algumas situações. No nosso cotidiano percebemos que grande parte da polícia é racista. A gente sabe que a pessoa negra é mais visada, e muitas vezes sem nenhum motivo aparente é parada.”.

Segundo o jovem, ele já foi abordado em batalhas de rap, andando pela cidade, saindo de lanchonetes e afirma: “Em todas às vezes estava sem nada”.

Abordagem policial

“Em batalhas de rap, que é um lugar com o público majoritariamente negro, como as que acontecem no viaduto de Santa Tereza e em algumas praças, já presenciei revistas e abusos.”, relata Nicácio que completa, “Vejo nessas situações uma tentativa da polícia de calar a juventude negra. Nas abordagens eu me senti impotente, via jovens brancos do meu lado com roupas similares as minhas e eu fui o único revistado, se eu fosse branco não acredito que essas situações teriam acontecido”.

Mateus Senna por sua vez teve uma única experiência, mas nada violenta “Eu estava errado, estava fumando maconha e bebendo na rua com meus amigos e na verdade acho que nem iriam me revistar… só deram um susto na gente porque uns caras que estavam lá começaram a xingar a polícia e eu acabei sobrando nessa. Mas como eu não era punk como uns caras que estavam por perto, fiquei assustado e pedi para me liberarem, eles levaram os baseados e me deixaram ir. Mesmo com o desacato da galera não houve nenhuma violência que eu consiga me lembrar”.

O soldado Gil Júnior, de 32 anos, explica que a polícia é instruída a não fazer nenhuma distinção durante a realização do protocolo policial, mas reconhece a existência da violência e o despreparo de alguns colegas “O correto é que exista o mesmo procedimento para todos os suspeitos, mas sabemos que não é isso que acontece. Acredito que há policiais racistas que sujam a imagem da nossa instituição. Eles não deveriam estar exercendo a profissão e sinceramente espero que sejam a minoria”, desabafa Júnior.

De acordo com o soldado, o protocolo e treinamento é que eles devem parar na rua quem eles consideram suspeitos. “Segundo o caderno doutrinado, que é uma espécie de guia para o policial. Estranhamos coisas como blusa de frio (moletom, jaqueta de couro) no sol, alguém que parece dispensar algum material quando nos vê ou mudar de direção bruscamente. Se nos depararmos com alguma conduta criminosa vamos agir de acordo com a lei sempre, e isso deve ser feito independentemente da etnia do cidadão.”, esclarece o soldado.

O massoterapeuta Pedro Lucas, 24, em contrapartida acredita que a polícia existe exclusivamente para oprimir pessoas de cor e não se surpreende mais com as revistas policiais e os casos de racismo. “Nós somos as vítimas dessa sociedade que tenta nos calar o tempo todo, de maneira velada ou explicita. Sofremos sim opressão e não vejo sentido de a polícia existir se não fosse para proteger o poder do branco. Quando eu tinha mais ou menos quatorze anos entraram na minha casa em um bairro da periferia e quebraram tudo, reviraram a casa toda atrás de alguém que não morava lá, confundiram meu primo com um suspeito. Ficamos com medo. Minha avó estava chorando, bateram no meu pai, ficamos desesperados… parecia um filme de terror. Quando perceberam que meu primo não era bandido não pediram desculpas e ainda nos ameaçaram caso nós os denunciássemos e quem fala de ‘mimimi’ não sabe o que está falando, foi uma abordagem extremamente truculenta e que me traumatizou para sempre”, relembra Lucas que pondera, “Branco passa por revistas e ainda sim sem violência uma ou duas vezes na vida, para nós negros isso é rotina. Na Praça Sete policiais fazem diariamente uma

ronda e eu desafio você a ficar lá por algumas horas para ver quantos negros e brancos serão abordados” finaliza.

Histórias como essas de injustiça e desigualdade estão em todos os locais e na nossa capital não é diferente. Para a polícia muitas vezes ser pobre, ser negro, é um crime maior que estar portando entorpecentes. O título que Minas Gerais ostenta com orgulho, de melhor polícia militar do Brasil, é questionável se perguntarmos à população menos favorecida, à parcela sem privilégios que não mora na zona sul ou não segue o padrão estético eurocêntrico. A violência policial é um problema ao redor do Brasil e o genocídio de jovens negros é extremamente preocupante. Segundo a edição de 2014 do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, entre 2009 e 2014 as polícias brasileiras –civil e militar- mataram tanto quanto a americana trinta anos.

De acordo com a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Senado sobre o Assassinato de Jovens divulgada em junho de dois mil e dezesseis, todo ano 23.100 jovens negros de 15 a 29 anos são assassinados. São 63 por dia. Um a cada 23 minutos. Em 2017 o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) em uma pesquisa com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública apontou que taxa de jovens negros assassinados no Brasil 2015 é duas vezes maior que a taxa de jovens brancos assassinados no mesmo período. É evidente que “All Lives Matter” (todas as vidas importam), mas são as vidas negras que estão sendo exterminadas e precisamos não apenas falar, mas mudar isso com urgência.

Foto por Henrique Faria

Por Henrique Faria

Os artistas Felipe Barbosa e Rosana Ricalde, deram novos ares para a Praça da Liberdade na semana do Dias das Crianças com a exposição Jardins Móveis. ‘Esculturas-bichos’ foram instaladas fora das paredes do Memorial Minas Gerais Vale, os artistas expandiram os jardins do museu para a praça que abriga as obras até amanhã, Dia das Crianças.

Foto por Henrique Faria

A exposição, que conta com objetos de cores chamativas e tamanhos diferenciados é um ótimo atrativo para as crianças que passam diariamente pela área.

Com a ideia de misturar arte e natureza os artistas utilizaram de animais infláveis (balões e boias), comercializados nos mercados populares para montar as esculturas. Os animais integram a paisagem da praça e chamam a atenção dos pedestres que passavam pelo local.

Foto por Henrique Faria

O público gostou da ideia de a exposição estar do lado de fora do museu. O professor de português e intérprete de libras, Bruno Amaral, 27, diz que é a ideia é sensacional, pois várias pessoas ainda possuem um bloqueio ao se tratar destes espaços. “Trazer isso para fora, é o mesmo que buscar para dentro. Liberta a imaginação e a vontade de conhecer”.

0 211

Por Rúbia Cely

No Brasil mais de 20% da sociedade têm algum tipo de deficiência, ou seja, uma média de 45 milhões de pessoas, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e também o Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Conade). E foi pensando em tamanha demanda que a Conade foi criada, inserindo assim, esse grupo em partes dos processos que definem os planejamentos e as políticas voltadas para esse coletivo.

Datas como 21 de setembro, Dia da Luta Nacional da Pessoa com Deficiência, 11 outubro, Dia do Deficiente Físico e também 3 de dezembro, Dia Internacional do Portador de Deficiência, servem não só para conscientizar a população de que a participação desse coletivo em todas as atividades do cotidiano, não é favor, é um direito, mas reafirma também a necessidade de ações que permitam acessibilidade à essas pessoas e também que conheçam seus direitos.

Arthur Figueiredo Ramos, 18, deficiente auditivo, explica que grande parte das dificuldades que enfrenta no cotidiano é a socialização. Nas ruas e até dentro da própria sala de aula, o sentimento é de exclusão, confessa o jovem. “Meus colegas de sala também não me incluem nas atividades deles porque não sabem lidar com o fato de eu ser surdo. Mas eu sou um surdo oralizado e sinto que eles podiam tentar me entender, conversar comigo”, expressa.

Já Melina Cattoni, 20 anos, deficiente física por hemiparesia, afirma não ter problemas quando o assunto é interação com a sociedade e é enfática ao dizer que sempre teve ao seu lado pessoas que compreendem e a tratam normalmente. “Os colegas de sala até brincavam, porque às vezes a troca de sala era ruim e ficar em ‘tal’ andar era melhor que outro, aí acabava que eu tinha uma parcela na decisão. Sempre foi muito tranquilo. Mas, claro os primeiros dias em uma escola nova ou até mesmo na faculdade dá um frio na barriga, por que você não conhece ninguém e todo mundo olha com curiosidade, uma curiosidade que vai além de ser novata.”, comenta.

 

Arthur explica que quando sai com alguns amigos, também deficientes auditivos, acaba tendo que se preocupar com eles, por parecerem estar despreparados para lidar com os riscos e as sinalizações. “Quanto a mobilidade urbana eu não tenho problema para andar na rua sozinho porque observo muito os sinais, olho para os lados. Mas eu tive uma mãe que se preocupou em me ensinar a andar na rua sozinho.”, esclarece.

A internet vem tomando providências para tentar incluir quem possui algum tipo de deficiência, seja por meio de plataformas ou até mesmo com o uso das hashtags. Um bom exemplo foi e ainda é o uso da #PraCegoVer, uma iniciativa que se ergueu no facebook e que é usado, principalmente por instituições, para possibilitar que deficientes visuais tomem conhecimento do que circula na web.

Por Henrique Faria

Capital mineira já registra a primeira vítima das chuvas. Na tarde desta segunda-feira, 2, a forte chuva que caiu sobre a cidade provocou a queda de várias árvores. Na região Centro-Sul, três árvores de grande e um poste de luz porte caíram sobre três carros na rua Timbiras, entre Av. João Pinheiro e Rua da Bahia. De acordo com o 2º Tenente Wanderson Mendonça do Corpo de Bombeiros, houve duas pessoas com ferimentos leves e o motorista de táxi, Fabio Teixeira, de 35 anos, que passava na região no momento, foi atingido pela árvore e não resistiu aos ferimentos, chegando a óbito no local.  

O Corpo de Bombeiros alerta para o risco de quedas de árvores durante as tempestades em Minas Gerais “Muitas pessoas também, costumam se abrigar debaixo delas quando começa a chover aumentando o risco de quedas e choques.. Segundo dados do órgão em 2017, de janeiro a agosto houve o corte de 1914 árvores com risco de queda no estado. #contramaonasruas

 

1 768

Por Rúbia Cely

Não é novidade. Quando falamos de obesidade fica claro que não estamos falando de posturas saudáveis. Dado da Organização Mundial da Saúde de 2012, revela que por ano, 2,8 milhões de pessoas morreram por conta da obesidade e das doenças acarretadas por ela.

Para a surpresa de muitos, existe uma data para lembrar dos gordos. Sem um vestígio histórico que justifique o dia, o que cabe a nós é a especulação do porquê dia 10 de setembro recebe esse marco.

Apesar da insatisfação de alguns internautas em redes sociais como twitter e também blogs, o dia traz uma importante reflexão sobre os riscos de se estar gordo e também levanta a bandeira do “orgulho” dessa minoria que acaba sofrendo por estar fora dos padrões.

Algumas perguntas aguçam a nossa curiosidade, as pessoas – que já estão acima do peso – odeiam ser gordas ou apenas não gostam de ser desrespeitadas? E a inclusão, ajuda ou constrange?

Em um grupo de Whatsapp composto por pessoas à partir do sobrepeso, ou que já estiveram na situação, fizemos algumas perguntas abordando a obesidade e suas consequências. Veja o resultado:

Contramão: O que é ser gordo para vocês?

Fonte 1: “A situação de ser gorda é horrível, eu não acho roupa que me serve, na igreja, as cadeiras de plástico quebram e assim sucessivamente. É em todo lugar, se você vai sentar, já analisa o lugar e olha quem está perto. Ser gorda para mim é horrível. E já fui magra, mas nunca discriminei ninguém, nunca pensei que chegaria nessa situação, para mim é constrangedor, eu não me sinto bem de forma alguma. Admiro quem se aceita, mas eu não me aceito. ”

Fonte 2: “Vamos aos banheiros públicos, temos que usar o de deficientes pelo fato dos “normais” não serem capazes de servir nossas necessidades, nem como nos higienizar direito, mas não somos deficientes. ”

Contramão: Qual vocês acham que seriam a solução para esses constrangimentos e dificuldades?

Fonte 2:  “Por exemplo o ônibus, esse negócio de assento para obeso não está com nada, hoje no Brasil nós somos uma sociedade obesa, não deveriam ter dois ou quatro assentos para obesos, deveriam ser ao menos metade deles, sem falar que mudança no tamanho do assento que é bom nada né? ”

Fonte 1: “Tinha que ter bancos maiores, roletas maiores, que façam duas, isso é inclusão!  Ou se não é possível, acesso liberado sem catraca. Aff entra ano e sai ano ninguém toma providência! ”.

Contramão: Quanto aos recursos e mobilidade pública, quais considerações têm a respeito do que é oferecido?

Fonte 2: Então, nós pagamos impostos do mesmo jeito que um magro está pagando. E se estamos assim ou queremos estar assim, temos que ser respeitados. Não temos que passar por constrangimentos por que os governantes dessa cidade, estado e país acham que todos têm que ter aquele corpinho pequenininho.

Contramão: Para finalizar, o que vocês acham sobre ter uma data para os gordos?

Fonte 2: “Tem para os magros? ”.

Fonte 1: “Ué Fonte 2, para os magros tem, o dia do magro é todo dia. Eles entram e saem da onde e para onde eles querem, onde chegam são bem-vindos. Não precisamos só de um dia, precisamos de todos os dias. ”

Obs.: As fontes não quiseram ser identificadas. De 44 membros do grupo,  quatro se posicionaram, mas  apenas duas quiseram manifestar suas opiniões de maneira aberta.

Trazendo representatividade, pedido de respeito ou tolerância ou não, o dia acaba abrindo brechas para chacota nas redes sociais, inclusive por parte de social influencers e comediantes como Danilo Gentili ao se posicionar em suas redes sociais em 2013.

Quando se pensa em uma pessoa gorda, logo associa-se a uma pessoa sem saúde, o que não é bem verdade. Alguns estudos comprovam que é sim possível ser gordo e saudável. Por mais que as pessoas, a partir do sobrepeso, tenham uma tendência maior a ter colesterol, pressão, glicose altas dentre outras comorbidades, mas cada caso deve ser analisado à parte.

Segunda a nutricionista Kamilla Freitas o ser gordo é algo que tem que ser analisado. “Primeiro, o que seria ser gordo? Por que a sociedade impõe um nível de magreza que muitas vezes as pessoas não conseguem alcançar e acabam se enxergando gordas, mas quando as avaliamos, elas possuem o índice de massa corporal (IMC) normal, circunferências e gordura corporal dentro dos parâmetros, sendo assim, estas, pelo ponto de vista nutricional não apresentam risco de vida”. Mas, também frisa a importância da não romantização da obesidade, pois se trata de uma doença grave e atualmente um dos maiores problemas de saúde pública no país.

 

 

0 163

Por Ana Paula Tinoco

O cenário para o desenvolvimento de uma das criações mais importantes da era moderna é a 2ª Grande Guerra Mundial. O ano 1939 e a grande ameaça, a Alemanha Nazista. A declaração de guerra do Reino Unido contra a nação de Hitler, declaração essa que tinha como objetivo interromper o caos que se estabeleceria no mundo, trouxe à tona uma das figuras mais importantes da computação moderna, que naquele momento era o único que poderia nos salvar: Alan Turing!

 Alan Mathison Turing nasceu em 23 de junho de 1912, em Maida Vale, Londres, Reino Unido. Matemático, lógico, criptoanalista e cientista da computação britânica, ele foi uma das maiores influencias para o desenvolvimento da Ciência da Computação e teve papel decisivo para a criação do computador tal como conhecemos hoje.

Graduado em matemática pela Universidade de Cambridge, entre 1940 e 1941 foi funcionário do Governmente Code and Cypher SchoolGC&CS – período em que desenvolveu uma máquina capaz de decifrar o “Enigma”, código esse que era utilizado pelos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial. Tal feito concedeu aos Aliados uma importante vantagem para que o grupo derrotasse enfim, a Alemanha.

Imagem da máquina criada por Turing

Após a vitória do grupo, Turing passou a trabalhar no Laboratório Nacional de Física do Reino Unido. Lugar no qual pesquisou e trabalhou em um programa de armazenamento de dados, o Automatic Computing Engine – ACE. Foi quando criou o primeiro computador com diretrizes parecidas com as usadas hoje, e nomeou sua criação de Manchester 1.

Apesar desses dias gloriosos e de seu importante papel na história, Turing em 1952 se viu em meio a um processo criminal. Perdendo seu posto no Bletchley Park, centro inglês de descodificação, ele foi acusado, julgado e condenado por “vícios impróprios”. Sua punição: a castração química.

Turing morreu em 1954 por intoxicação por cianeto. Apesar do inquérito determinar que ele cometeu suicídio, sua mãe e muitos outros estudiosos acreditam que a ingestão tenha sido acidental, uma maçã, que nunca foi testada, foi encontrada ao lado de seu corpo.

“Final Feliz”

Em 2009, Gordon Brown (primeiro ministro em questão) se desculpou pelo tratamento hediondo ao qual submeteram Turing e em 24 de dezembro de 2013, finalmente, ele foi perdoado de sua condenação por prática homossexual, pela Rainha Elizabeth II. Tudo isso aconteceu após uma campanha de perdão via internet.

Alan Turing faleceu em Wilmslow, Inglaterra, em 7 de junho. Seu corpo foi encontrado por um de seus criados.

A vida de Turing foi retratada no longa metragem “O Jogo da Imitação”, de 2014