Jornal Contramão

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Por Ana Paula Tinoco

O cenário para o desenvolvimento de uma das criações mais importantes da era moderna é a 2ª Grande Guerra Mundial. O ano 1939 e a grande ameaça, a Alemanha Nazista. A declaração de guerra do Reino Unido contra a nação de Hitler, declaração essa que tinha como objetivo interromper o caos que se estabeleceria no mundo, trouxe à tona uma das figuras mais importantes da computação moderna, que naquele momento era o único que poderia nos salvar: Alan Turing!

 Alan Mathison Turing nasceu em 23 de junho de 1912, em Maida Vale, Londres, Reino Unido. Matemático, lógico, criptoanalista e cientista da computação britânica, ele foi uma das maiores influencias para o desenvolvimento da Ciência da Computação e teve papel decisivo para a criação do computador tal como conhecemos hoje.

Graduado em matemática pela Universidade de Cambridge, entre 1940 e 1941 foi funcionário do Governmente Code and Cypher SchoolGC&CS – período em que desenvolveu uma máquina capaz de decifrar o “Enigma”, código esse que era utilizado pelos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial. Tal feito concedeu aos Aliados uma importante vantagem para que o grupo derrotasse enfim, a Alemanha.

Imagem da máquina criada por Turing

Após a vitória do grupo, Turing passou a trabalhar no Laboratório Nacional de Física do Reino Unido. Lugar no qual pesquisou e trabalhou em um programa de armazenamento de dados, o Automatic Computing Engine – ACE. Foi quando criou o primeiro computador com diretrizes parecidas com as usadas hoje, e nomeou sua criação de Manchester 1.

Apesar desses dias gloriosos e de seu importante papel na história, Turing em 1952 se viu em meio a um processo criminal. Perdendo seu posto no Bletchley Park, centro inglês de descodificação, ele foi acusado, julgado e condenado por “vícios impróprios”. Sua punição: a castração química.

Turing morreu em 1954 por intoxicação por cianeto. Apesar do inquérito determinar que ele cometeu suicídio, sua mãe e muitos outros estudiosos acreditam que a ingestão tenha sido acidental, uma maçã, que nunca foi testada, foi encontrada ao lado de seu corpo.

“Final Feliz”

Em 2009, Gordon Brown (primeiro ministro em questão) se desculpou pelo tratamento hediondo ao qual submeteram Turing e em 24 de dezembro de 2013, finalmente, ele foi perdoado de sua condenação por prática homossexual, pela Rainha Elizabeth II. Tudo isso aconteceu após uma campanha de perdão via internet.

Alan Turing faleceu em Wilmslow, Inglaterra, em 7 de junho. Seu corpo foi encontrado por um de seus criados.

A vida de Turing foi retratada no longa metragem “O Jogo da Imitação”, de 2014

Por Hellen Santos, Henrique Faria e Rúbia Cely

O Casarão localizado na região Leste de Belo Horizonte, bairro Floresta, abre as portas para o público. A edificação tombada foi desativada em 2007, depois de sediar desde 1930 a Rede Ferroviária Federal, quando o espaço começou a demandar de conservação e restauro, encerrando assim suas atividades. Fruto de um projeto da CasaCor Minas, que se encontra na 23ª edição, o local foi transformado por uma vasta equipe de arquitetos, dentre outros parceiros, em que cada grupo se responsabilizou pela remodelação de um cômodo específico.

 

O objetivo segundo o diretor de conteúdo e planejamento da CasaCor Minas, Eduardo Faleiro, é assumir um compromisso com o patrimônio durante a estadia do projeto no local, não deixar morrer a história que a arquitetura conta sobre Belo Horizonte, trazer uma nova ocupação para os ambientes e dar vida para o Casarão, que a tanto tempo se encontrava inativo.

 

Supervisionado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), o local ainda passa por restauros, mas já tem a maior parte de seus espaços reparados. Tudo indica que o ambiente será um Centro de Preservação da Memória Ferroviária de Minas Gerais, mas também abrigará outras atividades como oficinas.

 

A Associação Mineira de Ferromodelismo (AMF), que marca presença no Casarão à aproximadamente quinze anos, traz consigo pessoas que mesmo com outras ocupações amam trens e suas vertentes. Os participantes voluntários da associação demonstram estar com boas expectativas, devido a visibilidade que essa nova exposição trará para as peculiaridades do Ferromodelismo.

 

Entre os dias 12 de agosto e 17 de setembro, o público poderá visitar o espaço nos horários de 13h às 22h (sábado), 13h às 19h (domingos e feriados) e das 15h às 22h (terça a sexta). O casarão fica na Rua Sapucaí, nº 383 – Floresta.

 

Para mais informações acesse o site da CasaCor Minas  

 

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self defense

Da Redação

Criada há 11 anos, a Lei número 11.340, mais popularmente conhecida como Maria da Penha, tem como objetivo proteger e amparar mulheres que são física e mentalmente agredidas por seus parceiros ou qualquer outro homem. Para falarmos sobre esse dia tão importante na luta contra a violência que acomete mulheres diariamente no Brasil fizemos um copilado de matérias que já foram publicadas no Jornal Contramão ao longo desses anos em que a lei está em vigor.

Em destaque: Lei Maria da Penha

Lei Maria da Penha completa 6 anos

O machismo no Brasil revelado em dados e acontecimentos recentes

Lei Maria da Penha: Uma Década

 

Por: Kedria Garcia

A Praça Marechal Floriano Peixoto, localizada no bairro Santa Efigênia região Centro-Sul de Belo Horizonte, recebeu nos dias 21, 22 e 23 de julho a segunda edição do Festival da Gentileza com muito gás. A praça comumente conhecida como Praça do BG, foi palco de uma programação diversa com shows, feiras, oficinas, contação de histórias entre outras atrações.

A edição anterior, ocorreu na Praça da Liberdade e foi marcada com fitas coloridas e suas frases de reflexão, este ano não foi diferente. Posicionadas na entrada da praça, o público adulto aproveitou para tirar fotos e as crianças para se divertir entre as faixas. O evento chama a atenção por incentivar a população a dar uma respirada e parada na correria da vida cotidiana deixando a rotina de lado, o que foi bem aproveitado com as toalhas na grama e os piqueniques.

 

Foram três dias para entender a necessidade da gentileza praticada diariamente. A festa teve como tema: “Respire, Pare e Faça”, instigando os belo-horizontinos a repensar no tempo gasto, assim como a capacidade de colaboração e a solidariedade.

A organização ficou por conta do movimento Verbo Gentileza com apoio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura da Prefeitura de Belo Horizonte e a Fundação Municipal de Cultura, além dos patrocínios de empresas privadas e algumas parcerias foram feitas para promover o festival.

 

Por: Henrique Faria Marques

O prefeito Alexandre Kalil implementou uma lei que proíbe a atuação dos Camelôs no Centro de Belo Horizonte e prometeu a eles Box em Shopping Popular da cidade, porém de acordo com eles, este fato não ocorrerá imediatamente.

A lei Nº 3841, de 17 de Agosto de 1984 diz:

Art. 1º A exploração de bancas de camelôs em logradouros públicos condiciona-se à autorização prévia da Prefeitura e será concedida em caráter precário, pessoal e intransferível, com vigência de um ano admitida a renovação.

Parágrafo Único. Para se conceder a licença deverá ser efetuado o pagamento de taxa anual, de acordo com a legislação vigente.

Ouça abaixo o que eles tem a dizer sobre isso.

Por Ana Paula Tinoco

Na segunda noite da 12ª Mostra de Cinema de Ouro Preto a noite foi embalada pelo bom e velho som da música popular brasileira. Com o tema Marginália, bandas de gêneros variados que iam do rock ao samba fizeram uma bela homenagem a MPB.

A banda ouro-pretana Seu Juvenal abriu a leva de apresentações com um show inédito “Maldito Rock” criado especialmente para o evento. Os amigos que fazem um som autoral e estão juntos desde 1997 e em seu terceiro disco intitulado “Rock Errado” são bem conhecidos no cenário musical da cidade: “O som deles é demais. Essa mistura que eles estão fazendo traz um som diversificado. É bem bacana”, comenta Clarisse Maia, aluna da UFOP.

Sobre essa mistura Renato Zaca, baterista da banda, deixa claro que quando o som é bom a mistura é bem vinda: “É muito interessante porque além de levar a música deles, dos malditos, para o público de Rock, a gente leva o rock para o público da MPB. Tá sendo divertido fazer essa ponte entre dois estilos que são tão próximos e não necessita de ter essa distância imaginária. Desde que seja uma arte verdadeira é maravilhoso”.

Sobre a Mostra os integrantes da banda mostraram excitação e prometem aproveitar as noites do evento, “A experiência tá sendo ótima, eu conheço de outras edições, mas essa foi à estreia do nosso show. Então vamos aproveitar do melhor jeito possível”, ressaltou o vocalista da banda Bruno Bastos.

A Seu Juvenal ainda conta com a participação de Edson Zaca na Guitarra e Tito no baixo.