Jornal Contramão

Por Henrique Faria

Capital mineira já registra a primeira vítima das chuvas. Na tarde desta segunda-feira, 2, a forte chuva que caiu sobre a cidade provocou a queda de várias árvores. Na região Centro-Sul, três árvores de grande e um poste de luz porte caíram sobre três carros na rua Timbiras, entre Av. João Pinheiro e Rua da Bahia. De acordo com o 2º Tenente Wanderson Mendonça do Corpo de Bombeiros, houve duas pessoas com ferimentos leves e o motorista de táxi, Fabio Teixeira, de 35 anos, que passava na região no momento, foi atingido pela árvore e não resistiu aos ferimentos, chegando a óbito no local.  

O Corpo de Bombeiros alerta para o risco de quedas de árvores durante as tempestades em Minas Gerais “Muitas pessoas também, costumam se abrigar debaixo delas quando começa a chover aumentando o risco de quedas e choques.. Segundo dados do órgão em 2017, de janeiro a agosto houve o corte de 1914 árvores com risco de queda no estado. #contramaonasruas

 

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Por Rúbia Cely

Não é novidade. Quando falamos de obesidade fica claro que não estamos falando de posturas saudáveis. Dado da Organização Mundial da Saúde de 2012, revela que por ano, 2,8 milhões de pessoas morreram por conta da obesidade e das doenças acarretadas por ela.

Para a surpresa de muitos, existe uma data para lembrar dos gordos. Sem um vestígio histórico que justifique o dia, o que cabe a nós é a especulação do porquê dia 10 de setembro recebe esse marco.

Apesar da insatisfação de alguns internautas em redes sociais como twitter e também blogs, o dia traz uma importante reflexão sobre os riscos de se estar gordo e também levanta a bandeira do “orgulho” dessa minoria que acaba sofrendo por estar fora dos padrões.

Algumas perguntas aguçam a nossa curiosidade, as pessoas – que já estão acima do peso – odeiam ser gordas ou apenas não gostam de ser desrespeitadas? E a inclusão, ajuda ou constrange?

Em um grupo de Whatsapp composto por pessoas à partir do sobrepeso, ou que já estiveram na situação, fizemos algumas perguntas abordando a obesidade e suas consequências. Veja o resultado:

Contramão: O que é ser gordo para vocês?

Fonte 1: “A situação de ser gorda é horrível, eu não acho roupa que me serve, na igreja, as cadeiras de plástico quebram e assim sucessivamente. É em todo lugar, se você vai sentar, já analisa o lugar e olha quem está perto. Ser gorda para mim é horrível. E já fui magra, mas nunca discriminei ninguém, nunca pensei que chegaria nessa situação, para mim é constrangedor, eu não me sinto bem de forma alguma. Admiro quem se aceita, mas eu não me aceito. ”

Fonte 2: “Vamos aos banheiros públicos, temos que usar o de deficientes pelo fato dos “normais” não serem capazes de servir nossas necessidades, nem como nos higienizar direito, mas não somos deficientes. ”

Contramão: Qual vocês acham que seriam a solução para esses constrangimentos e dificuldades?

Fonte 2:  “Por exemplo o ônibus, esse negócio de assento para obeso não está com nada, hoje no Brasil nós somos uma sociedade obesa, não deveriam ter dois ou quatro assentos para obesos, deveriam ser ao menos metade deles, sem falar que mudança no tamanho do assento que é bom nada né? ”

Fonte 1: “Tinha que ter bancos maiores, roletas maiores, que façam duas, isso é inclusão!  Ou se não é possível, acesso liberado sem catraca. Aff entra ano e sai ano ninguém toma providência! ”.

Contramão: Quanto aos recursos e mobilidade pública, quais considerações têm a respeito do que é oferecido?

Fonte 2: Então, nós pagamos impostos do mesmo jeito que um magro está pagando. E se estamos assim ou queremos estar assim, temos que ser respeitados. Não temos que passar por constrangimentos por que os governantes dessa cidade, estado e país acham que todos têm que ter aquele corpinho pequenininho.

Contramão: Para finalizar, o que vocês acham sobre ter uma data para os gordos?

Fonte 2: “Tem para os magros? ”.

Fonte 1: “Ué Fonte 2, para os magros tem, o dia do magro é todo dia. Eles entram e saem da onde e para onde eles querem, onde chegam são bem-vindos. Não precisamos só de um dia, precisamos de todos os dias. ”

Obs.: As fontes não quiseram ser identificadas. De 44 membros do grupo,  quatro se posicionaram, mas  apenas duas quiseram manifestar suas opiniões de maneira aberta.

Trazendo representatividade, pedido de respeito ou tolerância ou não, o dia acaba abrindo brechas para chacota nas redes sociais, inclusive por parte de social influencers e comediantes como Danilo Gentili ao se posicionar em suas redes sociais em 2013.

Quando se pensa em uma pessoa gorda, logo associa-se a uma pessoa sem saúde, o que não é bem verdade. Alguns estudos comprovam que é sim possível ser gordo e saudável. Por mais que as pessoas, a partir do sobrepeso, tenham uma tendência maior a ter colesterol, pressão, glicose altas dentre outras comorbidades, mas cada caso deve ser analisado à parte.

Segunda a nutricionista Kamilla Freitas o ser gordo é algo que tem que ser analisado. “Primeiro, o que seria ser gordo? Por que a sociedade impõe um nível de magreza que muitas vezes as pessoas não conseguem alcançar e acabam se enxergando gordas, mas quando as avaliamos, elas possuem o índice de massa corporal (IMC) normal, circunferências e gordura corporal dentro dos parâmetros, sendo assim, estas, pelo ponto de vista nutricional não apresentam risco de vida”. Mas, também frisa a importância da não romantização da obesidade, pois se trata de uma doença grave e atualmente um dos maiores problemas de saúde pública no país.

 

 

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Por Ana Paula Tinoco

O cenário para o desenvolvimento de uma das criações mais importantes da era moderna é a 2ª Grande Guerra Mundial. O ano 1939 e a grande ameaça, a Alemanha Nazista. A declaração de guerra do Reino Unido contra a nação de Hitler, declaração essa que tinha como objetivo interromper o caos que se estabeleceria no mundo, trouxe à tona uma das figuras mais importantes da computação moderna, que naquele momento era o único que poderia nos salvar: Alan Turing!

 Alan Mathison Turing nasceu em 23 de junho de 1912, em Maida Vale, Londres, Reino Unido. Matemático, lógico, criptoanalista e cientista da computação britânica, ele foi uma das maiores influencias para o desenvolvimento da Ciência da Computação e teve papel decisivo para a criação do computador tal como conhecemos hoje.

Graduado em matemática pela Universidade de Cambridge, entre 1940 e 1941 foi funcionário do Governmente Code and Cypher SchoolGC&CS – período em que desenvolveu uma máquina capaz de decifrar o “Enigma”, código esse que era utilizado pelos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial. Tal feito concedeu aos Aliados uma importante vantagem para que o grupo derrotasse enfim, a Alemanha.

Imagem da máquina criada por Turing

Após a vitória do grupo, Turing passou a trabalhar no Laboratório Nacional de Física do Reino Unido. Lugar no qual pesquisou e trabalhou em um programa de armazenamento de dados, o Automatic Computing Engine – ACE. Foi quando criou o primeiro computador com diretrizes parecidas com as usadas hoje, e nomeou sua criação de Manchester 1.

Apesar desses dias gloriosos e de seu importante papel na história, Turing em 1952 se viu em meio a um processo criminal. Perdendo seu posto no Bletchley Park, centro inglês de descodificação, ele foi acusado, julgado e condenado por “vícios impróprios”. Sua punição: a castração química.

Turing morreu em 1954 por intoxicação por cianeto. Apesar do inquérito determinar que ele cometeu suicídio, sua mãe e muitos outros estudiosos acreditam que a ingestão tenha sido acidental, uma maçã, que nunca foi testada, foi encontrada ao lado de seu corpo.

“Final Feliz”

Em 2009, Gordon Brown (primeiro ministro em questão) se desculpou pelo tratamento hediondo ao qual submeteram Turing e em 24 de dezembro de 2013, finalmente, ele foi perdoado de sua condenação por prática homossexual, pela Rainha Elizabeth II. Tudo isso aconteceu após uma campanha de perdão via internet.

Alan Turing faleceu em Wilmslow, Inglaterra, em 7 de junho. Seu corpo foi encontrado por um de seus criados.

A vida de Turing foi retratada no longa metragem “O Jogo da Imitação”, de 2014

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Por Hellen Santos, Henrique Faria e Rúbia Cely

O Casarão localizado na região Leste de Belo Horizonte, bairro Floresta, abre as portas para o público. A edificação tombada foi desativada em 2007, depois de sediar desde 1930 a Rede Ferroviária Federal, quando o espaço começou a demandar de conservação e restauro, encerrando assim suas atividades. Fruto de um projeto da CasaCor Minas, que se encontra na 23ª edição, o local foi transformado por uma vasta equipe de arquitetos, dentre outros parceiros, em que cada grupo se responsabilizou pela remodelação de um cômodo específico.

 

O objetivo segundo o diretor de conteúdo e planejamento da CasaCor Minas, Eduardo Faleiro, é assumir um compromisso com o patrimônio durante a estadia do projeto no local, não deixar morrer a história que a arquitetura conta sobre Belo Horizonte, trazer uma nova ocupação para os ambientes e dar vida para o Casarão, que a tanto tempo se encontrava inativo.

 

Supervisionado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), o local ainda passa por restauros, mas já tem a maior parte de seus espaços reparados. Tudo indica que o ambiente será um Centro de Preservação da Memória Ferroviária de Minas Gerais, mas também abrigará outras atividades como oficinas.

 

A Associação Mineira de Ferromodelismo (AMF), que marca presença no Casarão à aproximadamente quinze anos, traz consigo pessoas que mesmo com outras ocupações amam trens e suas vertentes. Os participantes voluntários da associação demonstram estar com boas expectativas, devido a visibilidade que essa nova exposição trará para as peculiaridades do Ferromodelismo.

 

Entre os dias 12 de agosto e 17 de setembro, o público poderá visitar o espaço nos horários de 13h às 22h (sábado), 13h às 19h (domingos e feriados) e das 15h às 22h (terça a sexta). O casarão fica na Rua Sapucaí, nº 383 – Floresta.

 

Para mais informações acesse o site da CasaCor Minas  

 

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Da Redação

Criada há 11 anos, a Lei número 11.340, mais popularmente conhecida como Maria da Penha, tem como objetivo proteger e amparar mulheres que são física e mentalmente agredidas por seus parceiros ou qualquer outro homem. Para falarmos sobre esse dia tão importante na luta contra a violência que acomete mulheres diariamente no Brasil fizemos um copilado de matérias que já foram publicadas no Jornal Contramão ao longo desses anos em que a lei está em vigor.

Em destaque: Lei Maria da Penha

Lei Maria da Penha completa 6 anos

O machismo no Brasil revelado em dados e acontecimentos recentes

Lei Maria da Penha: Uma Década

 

Por: Kedria Garcia

A Praça Marechal Floriano Peixoto, localizada no bairro Santa Efigênia região Centro-Sul de Belo Horizonte, recebeu nos dias 21, 22 e 23 de julho a segunda edição do Festival da Gentileza com muito gás. A praça comumente conhecida como Praça do BG, foi palco de uma programação diversa com shows, feiras, oficinas, contação de histórias entre outras atrações.

A edição anterior, ocorreu na Praça da Liberdade e foi marcada com fitas coloridas e suas frases de reflexão, este ano não foi diferente. Posicionadas na entrada da praça, o público adulto aproveitou para tirar fotos e as crianças para se divertir entre as faixas. O evento chama a atenção por incentivar a população a dar uma respirada e parada na correria da vida cotidiana deixando a rotina de lado, o que foi bem aproveitado com as toalhas na grama e os piqueniques.

 

Foram três dias para entender a necessidade da gentileza praticada diariamente. A festa teve como tema: “Respire, Pare e Faça”, instigando os belo-horizontinos a repensar no tempo gasto, assim como a capacidade de colaboração e a solidariedade.

A organização ficou por conta do movimento Verbo Gentileza com apoio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura da Prefeitura de Belo Horizonte e a Fundação Municipal de Cultura, além dos patrocínios de empresas privadas e algumas parcerias foram feitas para promover o festival.