Jornal Contramão

Foto por Ana Luísa Arrunátegui

Texto por Henrique F Marques
Vídeo e edição por Ana Luísa Arrunátegui e Henrique F Marques

O Expedições nasceu de algumas conversas no NUC (Núcleo de Convergência de Mídia) base do Jornal Contramão, este é um projeto baseado na ideia de se aprofundar no desconhecido e conseguir coletar suas histórias, não se importando com a veracidade dela e sim, em mostrar as pessoas ali presentes. Sem nenhuma pauta fixa, com uma mochila, câmeras e quase sem contatos, os representantes do Contramão, chegam a cidade para descobrir quais são as histórias e lendas do lugar.

Nesta segunda edição do projeto Expedições, os estagiários Ana Luísa Arrunátegui e Henrique Faria Marques, conversaram com o Sr. Baeta, que é um antigo morador da pequena cidade de 8 mil habitantes, ele também é conhecido por, diariamente, ir de bicicleta até o Bar da Nerilda, tomar sua cerveja, o interessante disso é que Sr. Baeta tem 95 anos de idade, e continua sendo uma pessoa ativa e com uma ótima memória.

Nosso anfitrião, nos recebeu com um sorriso no rosto, mesmo nunca ter nos vistos. Ele nos contou uma pouco sobre sua trajetória até Rio Acima, inclusive o dia e o ano em que mudava de cidade em cidade, a procura de trabalho.

Foto : ( Capricho)

 


Música

“Que tiro foi esse”. A autora da música mais falada do mês desembarca em BH nesta sexta-feira (19), para participar de um evento que ocorrerá no Parque Municipal, a partir das 19h. A cantora é convidada do Bloco “Já é sensação”.

No sábado (20) a partir das 18h30, a banda BaianaSystem irá reunir com os blocos Chama o Sindico e Pena de Pavão de Krishna, também no parque. O evento tem como objetivo, estimular a reflexão sobre a sustentabilidade em BH, dando ênfase no respeito e na liberdade de expressão.

Valor:  R$ 15 o lote extra /  BLOCO DO PIMPÃO – JOJO TODYNHO

Endereço:  Parque Municipal. Avenida Afonso Pena, 1.377, Centro

 

 

Artes Visuais

O Centro Cultural Banco do Brasil reúne 120 obras do Festival Internacional de Linguagem Eletrônica (FILE) na exposição “Disruptiva”. A mostra começa nesta sexta-feira (19) e vai até dia 19 de março. A entrada é gratuita e a classificação é livre. 

Endereço: Praça da Liberdade, 450 – Funcionários, (Praça da Liberdade)

 

Saúde

A Prefeitura de Belo Horizonte vai reforçar a vacinação contra febre amarela neste final de semana. Os 152 centros de saúde vão funcionar neste sábado, dia 20 de janeiro, para vacinação. O horário de funcionamento será das 08 às 17 horas. Saiba mais no link.

 

 

 

Por Hellen Santos 

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Imagem: Divulgação Channel 4/Netflix

 Por Bruna Valentim

A série originada do canal inglês Channel 4, conhecido por produções como My Mad Fat Diary chegou na última sexta na Netflix e logo virou assunto nas redes sociais. A premissa peculiar segue as desventuras de James (Alex Lawther) um garoto frio de 17 anos que acredita com convicção ser psicopata e decide matar a nova colega de escola Alyssa (Jessica Barden), uma garota rebelde com problemas comportamentais.

No primeiro episódio vemos a primeira interação entre James e Alyssa e com um bem utilizado recurso narrativo conhecemos mais de suas personalidades e intenções. James é apático, não tem sentimentos, não se alegra, tão pouco se entristece, não tem amigos e vive em uma relação unilteral com seu pai que tenta sem sucesso se aproximar do garoto. Alyssa é atrevida e impetuosa, filha de pais divorciados sente falta de seu pai que foi embora quando a garota ainda era criança e não suporta conviver com a mãe e o novo padrasto, um homem com intenções duvidosas.

  Os dois jovens antissociais, solitários e desajustados enxergam um no outro a oportunidade de achar um sentido na vida, embora de maneiras completamente opostas. Alyssa planeja se apaixonar por James encontrando assim uma espécie de escape para seus problemas, James por sua vez deixa a garota acreditar que seus sentimentos são correspondidos pois pretende assassina-la, uma vez que já se cansou de matar animais, a única coisa lhe trazia até então o mínimo de satisfação pessoal. Quando Alyssa resolve fugir de casa em busca de seu pai e chama James para acompanha-la o garoto aceita ir com o propósito de executar seu plano macabro e é então que se dá início uma relação complicada, mas ao menos tempo genuína entre dois adolescentes problemáticos.

 A road trip em que os protagonistas embarcam pelo interior da Inglaterra conta com um carro antigo, um rádio estragado e diálogos afiados, em meio a caronas, paradas em lanchonetes e as situações mais tragicômicas e surreais possíveis. Durante a viagem são surpreendidos por  infortúnios que os levam a cometer uma série de crimes que deixa o espectador incrédulo e ao mesmo tempo fascinado pelas caoticas aventuras do casal disfuncional e fora da lei.

 A série transita entre um humor sombrio, característico de produções inglesas, dramas que arrancam lágrimas dos mais sensíveis, e o horror absoluto pautando situações graves como assédio sexual, suicídio e pedofilia chegando a deixar a audiência desconfortável. A produção da série acertou na escolha do elenco, os coadjuvantes cumprem bem seus pequenos papéis, mas o destaque absoluto é para o casal protagonista interpretado por Jessica Barden e Alex Lawther, a dupla carrega a produção nas costas e está completamente comprometida com suas atuações, os personagens são difíceis  possuem múltiplas nuances, o casal do primeiro episódio em nada lembra o casal das últimas cenas da temporada. Até aproximadamente a metade da série, que contêm 8 episódios de 20 minutos, os dois aparecem em praticamente todas as cenas e conseguem transmitir com segurança as angustias de seus personagens nos deixando imersos em seus problemas, querendo conhecê-los e entender o que os levaram a ser como são. A evolução dos personagens entre o primeiro e o ultimo episódio é perceptível aos olhos, graças ao talento e carisma dos atores que convencem o público a torcer por seus personagens completamente disfuncionais.

 A fotografia é belíssima com tons contrastantes, cores pastéis e o vermelho predominam as imagens. A trilha sonora com baladas indies, canções antigas e artistas independentes fogem do clichê, em séries do gênero que costumam optar por estar diante de uma obra atemporal, o foco é adolescência e as angústias, as certezas e incertezas que permeiam essa fase da vida. A trama  poderia inclusive ter se situado nas décadas passadas, uma vez que os protagonistas são absolutamente contra tecnologia e nem ao menos possuem celulares.

The end of the fucking world não tem nada a ver com profecias, religião, desabamentos, é sobre duas pessoas sufocadas e sem perspectiva dentro de seus próprios mundos. É uma série sobre superação, amadurecimento, e amor. A trama encantou o público e esperamos a continuação da saga de James e Alyssa de preferência com um final dos mais felizes, eles merecem.

Google/Reprodução
Google/Reprodução

 

Por Bruna Valentim

 

Os jovens não estão usando camisinha e isso é um fato. Os índices de doenças sexualmente transmissíveis vêm aumentando consideravelmente entre a juventude no Brasil é um sinal alarmante para a nova geração.No Brasil de acordo com o Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, do Ministério da Saúde, a taxa de infectados explodiu entre 2006 e 2015 na faixa etária​ entre entre 15 e 29 anos e diminuiu entre a população mais velha. Em uma roda de conversa com  pessoas nascidos nos anos 90, quando o tópico doenças sexualmente transmissíveis (DST) surge as experiências e declarações são semelhantes, o maior medo é a AIDS porque não tem cura, mas em contraponto a maioria não usa preservativo em suas relações por confiar na saúde de seus parceiros.

 Acredita-se que a doença teve origem no início do século vinte no continente africano quando caçadores da região buscavam carne de macacos para se alimentarem e ao entrarem em confronto com o animal o sangue do macaco contaminava as feridas dos caçadores. O vírus chamado SIV podia ser encontrado no sistema imunológico dos chimpanzés e dos macacos-verde africano. Apesar de não deixar esses animais doentes, o SIV por ser um vírus altamente mutante, teria dado origem ao vírus HIV que quando não tratado dá origem a AIDS. Nos anos 70 o vírus começou a ser propagado ao redor do mundo e no início dos anos 80, foi reconhecido como uma nova doença que pouco se sabia, mas muito se temia.

 

 Na década de 80 o medo se alastrou pela população mundial e muito se especulava entorno dos motivos da doença e suas vítimas. A princípio acreditava-se erroneamente que a transmissão do vírus se assemelhava a forma que se contrai uma gripe, teoria que mais tarde foi posta por terra. Também acreditavam que a doença seria uma espécie de “cólera divina” um castigo enviado por Deus para os homossexuais, prostitutas e pessoas que levavam uma vida considerada desregrada, mas com os avanços das pesquisas e o passar dos tempos foi comprovado que a história era diferente, o vírus era transmitido sexualmente, por meio do compartilhamento de seringas e sangues já contaminados e que absolutamente qualquer pessoa expostas a essas situações poderia entrar em contato com o vírus se infectar. Na época a doença matava em pouco tempo e não havia qualquer esperança de cura. Ter hiv era como receber uma sentença de morte, o que vitimou muitas pessoas, sem distinção de classe social, raça e credo.

 

As pessoas então começaram a se proteger e o uso da camisinha virou primordial nas relações nas últimas décadas do século passado.  Quem viveu o surto da AIDS tomava precauções e fazia exames regularmente. Os índices de contaminação diminuíram e com o surgimento do coquetel a doença se tornou tratável e a qualidade de vida dos infectados melhorou. Hoje uma pessoa contaminada pelo vírus se tratada corretamente segue uma rotina normal e com uma alta expectativa de vida.

 

As novas gerações, porém, parecem não se dar conta da gravidade da doença, não é incomum escutar jovens dizendo que temem mais uma gravidez indesejada do que a AIDS, e portanto seguem tendo comportamentos sexuais irresponsáveis o que resultou no aumento do índice de contaminação entre os mais jovens. Desde o início dos anos 2000 o número de diagnósticos no país aumentou em 6%, enquanto no resto do mundo o número de infectados pelo vírus teve uma queda de 28%.

 

Em 2015, porém, pela primeira vez desde o surgimento do vírus o Comitê Consultivo sobre Drogas Antivirais, que aconselha a Agência Americana de Drogas e Alimentos (FDA, na sigla em inglês), aprovou o uso do Truvada, medicamento Profilaxia pré-exposição que busca prevenir a AIDS e a Organização Mundial de Saúde Recomendou que os grupos considerados de risco (homossexuais, transexuais, profissionais do sexo) fizesse o uso da Truvada.

 

O uso do medicamento que chegou recentemente ao Brasil pelo sistema único de saúde (SUS) se assemelha ao uso de remédios anticoncepcionais, o medicamento vem em uma cartela com 30 comprimidos, que devem ser ingeridos uma vez por mês durante todo o mês. O uso pelo SUS ainda é restrito é  o preço da cartela varia entre 290 e 400 Reais. O remédio ainda não é popular no Brasil e causa dúvida sobre o seus benefícios.

“Bom, eu não sei se eu usaria. Teria que fazer uma pesquisa muito grande a respeito de efeitos colaterais (não quero ter trombose igual o anticoncepcional feminino pode causar), mas acho que é uma ótima possibilidade, principalmente para quem tem uma vida sexual ativa e bem movimentada, sabe? Vou passar o carnaval no Rio e atividade sexual essa época é mais intensa, então acredito que remédio ajudaria porque não teria tanta preocupação com camisinha estourar ou pelo alto número de parceiros.
Porém acho que isso tem que ser extremamente conversado, porque muita gente acha que os métodos contraceptivos substituem a camisinha e não é bem assim, né? Pilula não substitui, DIU também não, etc”. É o que diz o universitário de 25 anos, João Bicalho.

 

A clínica geral Neuzilene Maurício vê no remédio um avanço ao combate ao HIV, mas tem algumas ressalvas “Creio que o truvada é uma importante ferramenta para reduzir novos casos de infecção por HIV, e nesse sentido todas novas ferramentas são bem vindas, levando em consideração que o vírus é uma pandemia de suma importância para a saúde pública e todas as armas para barrar seu crescimento são importantes. Porém vejo com cautela a disseminação midiática do medicamento como método mágico em detrimento ao uso do preservativo, que continua sendo a melhor ferramenta de prevenção, sobretudo em dias atuais que  observamos o crescimento nos casos de sífilis e hepatites virais por exemplo, que por vezes ficam minimizadas pela sociedade. Como é um medicamento novo só podemos medir a eficácia com tempo, embora pesquisas mostrem o beneficio do uso, nem sempre o uso em massa reflete o mesmo benefício”.

 

É importante ressaltar  que meio  considerado mais eficaz para a prevenção de dsts ainda é a camisinha e que ela deve ser sempre a primeira opção quando se trata de sexo, barata e por vezes gratuitas, é de fácil acesso para toda a população. Vale lembrar que anticoncepcionais são apenas meios de controle reprodutivos e não é servem para proteger doenças. Em caso de comportamento de risco, buscar a unidade de saúde mais próxima dentro das primeiras 72 horas após a exposição para avaliação profissional. O exame de dst pode ser feito de maneira gratuita em centros de testagem e aconselhamentos, onde o processo é rápido, seguro e sigiloso.

 

 

Google/Reprodução

Por Bruna Valentim

Nos últimos meses o produtor de Hollywood Harvey Weinstein foi acusado de assédio sexual por atrizes como Angelina Jolie, Ashley Judd o que surpreendeu e ganhou coro com acusações de personalidades como Courtney Love e Lupita Nyongo. O som de suas vozes ao falarem sobre suas experiências com o diretor deu coragem para outras vítimas se abrirem o assunto, o que ficou conhecido como o “efeito Weinsten”. A atriz mexicana Selma Hayek, de 51 anos foi a estrela mais recente a vir a público, de acordo com o jornal The New York Times, a atriz se referiu ao produtor como “Meu monstro” e deu detalhes de um episódio “As táticas de persuasão dele iam de falar coisas doces a fazer promessas, até uma vez que, em um ataque de raiva, ele disse as palavras mais assustadoras: ‘Vou te matar, não ache que eu não sou capaz” desabafou Selma. O produtor nega as acusações que vão de assédio a estupro, mas foi afastado de sua produtora e está prestes a ter seu nome retirado da Academia do Oscar.

A aluna Priscila Mendes acha que os casos de Hollywood não são casos isolados e que isso acontece em todos os lugares e em todos os meios “Eu achei muito legal, muito bonito ver essa união, dá forças para outras mulheres que não tem tanta influência como Angelina Jolie falarem. Eu gostei muito também de mulheres produtoras, diretores retirarem esses atores, essas pessoas de suas produções. Isso é presente no Brasil também, conheço vários casos, acontece de ter mulheres assediando homens, acontece de ter homens assediando homens, mas a gente sabe que isso acontece mais com homens assediando mulheres e homens poderosos que intimidam porque as pessoas têm medo de perder suas carreiras, quem está no cinema a maioria não é pelo dinheiro porque é muito difícil ganhar muito dinheiro com isso, é pelo amor e isso as intimida, então acho esse movimento muito importante” declara a estudante.

Kevin Spacey ganhou o Oscar duas vezes, protagonizou o clássico dos anos 90, Beleza Americana, e atualmente é a estrela principal de House of Cards, série original Netflix. Spacey foi visto como um bom homem, discreto na sua vida pessoal e excelente em seus papéis, o ator seguia uma trajetória linear e exemplar já alguns anos até que em outubro ele foi acusado pelo ex ator mirim Anthony Raupp, que alegou investidas sexuais de Spacey sobre ele quando o mesmo tinha apenas 14 anos e Spacey 27. Ele se desculpou, mas afirmou não se lembrar do episódio, em posicionamento público acabou se assumindo homossexual, o que foi considerado um desserviço para a comunidade já que pareceu apenas uma tentativa de mascarar a polêmica.

A estagiária de cinema Stefânia Grochowski acredita que as penas devem ser justas, mas acredita na reintegração social dessas pessoas “Acho que cada caso deve ser estudado de forma única. Vejo que essas pessoas erraram, mas o caso do Kevin Spacey eu sinceramente acredito que o que aconteceu não foi pelo ato dele em si, foi pela repercussão do caso. Eu acho que a postura da Netflix, por exemplo, em nada se deve ao talento ator, acho que os produtores deviam ter colocado Kevin para conversar com um especialista e vê a raiz de seu problema e tentar achar uma solução. Excluir esses profissionais para sempre não acho que seja uma atitude justa, acho que as pessoas podem mudar e melhorar.”

Ed Westick é conhecido majoritariamente por dar vida a Chuck Bass, o personagem mais popular da série teen americana Gossip Girl. O ator namorou colegas de elenco e costuma ser simpático, apesar de reservado nas suas entrevistas. Não nega ao falar do papel que o consagrou como astro mundial. Westick estava planejando ficar noivo da modelo Jessica Serfaty quando foi surpreendido pelas acusações de estupro pela atriz Kristina Cohen. O ator simplesmente publicou uma frase negando conhecer a mulher e afirmou que nunca tentou forçar ninguém a nada, o que foi consequentemente questionado ao surgirem mais dois casos de assédio semelhantes vindos de jovens atrizes. Westick foi afastado da série que protagoniza White Gold, da emissora inglesa BBC e retirado do elenco de Ordeal by innocence da mesma emissora.

Outro caso surpreendente é o do criador da série One Tree Hill, um hit absoluto entre os jovens, no início dos anos 2000 foi acusado em uma carta aberta assinada por atrizes e pessoas envolvidas no programa. Em seguida foi a vez das mulheres da equipe de The Royals, sua atual produção exibida no Brasil pelo canal fechado E!, se pronunciarem fazendo coro às denúncias das mulheres de One Tree Hill. Alexandra Park a protagonista de The Royals, onde interpreta a Princesa Eleanor postou uma nota em seu twitter sobre a situação “Tenho uma responsabilidade por ter trabalhado com ele em The Royals. Estou devastada de admitir a mim mesma, aos meus colegas e à essa indústria, que eu também fui exposta a esses comportamentos repreensíveis. Estou orgulhosa e grata hoje, que podemos tomar um rumo diferente. O que nos encoraja a denunciar o inaceitável, liderança dolorosa; fé que essa liderança será removida e substituída. Fé que não seremos penalizados pelo comportamento de uma pessoa.”, disse a atriz. Mark foi afastado da produção da série e não se pronunciou a respeito das acusações.

Com artistas tão influentes denunciando crimes como assédio e estupro, a hashtag  #MeToo ganhou força nas redes sociais e a capa da revista TIME, com cinco mulheres que representam a força dessa luta, simbolizam a campanha: a atriz Ashley Judd, primeira a denunciar Weinstein, a cantora Taylor Swift, a lavradora Isabel Pascual (pseudônimo), a lobista Adama Iwu e a ex-engenheira do Uber Susan Fowler. Elas são conhecidas como as voices breakers, as vozes que quebraram o silêncio e simbolizam um movimento de extrema importância na luta feminista.

A estudante de jornalismo Lara Rodrigues acredita que o caso do Kevin Spacey é um exemplo a ser seguido “Acho utópico acreditar que é capaz retirar um abusador da sociedade, porque sempre vão existir pessoas que os apoiam. Mas acho que o abusador, seja quem for, deve ser humilhado e rechaçado quantas vezes necessário, porque se simplesmente deixarmos a pessoa de lado depois de um tempo tudo é esquecido e ele volta como se nada tivesse acontecido. O Kevin ter sua série cancelada e o modo como a sociedade no geral lidou com a situação é realmente o que deve acontecer. Mas é claro que acredito que o fato das vítimas de Spacey serem homens influenciou nas consequências de seus atos”.

Os casos acima são um exemplo claro que a união faz a força e que as mulheres vão seguir lutando contra a cultura do estupro que assombra a sociedade até o fim. O ano de 2017 parece ser o início de uma nova era para Hollywood e mostra que as pessoas não estão mais dispostas a se calarem e pelo visto os machistas não passarão, ganharão prêmios ou qualquer coisa além de uma pena justa por suas condutas.

Por: Rúbia Cely

 

Vemos diariamente diversas campanhas que nos incentivam a aderir a doação de sangue, assim como medula e outros órgãos gerais do corpo. Mas, assim como nós, seres humanos, os animais também demandam de cuidados médicos e uma hora ou outra podem necessitar de doação. Vertente veterinária pouco divulgada, resulta na escassez de sangue veterinário nos estoques do país.

Segundo Rafaela Lima, médica veterinária, existem inúmeras causas que podem fazer o animal vir a precisar de uma transfusão sanguínea, conta que geralmente são doenças que causam anemia profunda, como as transmitidas pelo carrapato, leishmaniose, alguns casos de neoplasia (tumor), em casos de cirurgias, hemorragia aguda ou tudo que gera uma baixa de células no sangue, levando os animais a precisarem da doação.

Lima, que trabalha na Element Vital – Banco de Sangue, revela que eles são o primeiro lugar especializado de Minas Gerais, “Existem clínicas que oferecem bolsas, mas a maioria tem o material para atender as demandas internas, podendo acabar vendendo para outras clínicas, mas especializados, somos apenas nós”.

Por existirem poucos locais que trabalham com a demanda de transfusão em animais e somada a pouca visibilidade que campanhas de doação de sangue para estes tem, os estoques dos bancos são insuficientes. Rafaela revela que a maior dificuldade está em encontrar doadores.

Será que seu animalzinho pode ser um doador?

Atualmente em Minas Gerais, a Element Vital é o órgão que recebe as doações, trabalhando atualmente apenas com sangue de cães, e para ser um doador o animal precisa preencher alguns requisitos.

O seu animal deve:

  • Ter entre 1 e 8 anos;
  • Ter o peso maior ou igual à 25kg;
  • Não ter feito transfusão;
  • Ter as vacinas em dia;
  • Ter o controle das pulgas (desejável);
  • Em caso de fêmea: Não estar gestante ou amamentando;

A dálmata Louie em sua segunda doação de sangue para Element Vital.

 

O sangue canino:

Os cães podem ter mais de vinte tipos sanguíneos, mas somente oito tem uma importância clínica. Os grupos sanguíneos dos cães são classificados em dog erythrocyte antigens – antígenos de eritrócitos de cães (Dea), de Dea 1.1 à 1.3 e de Dea 3 à 8. A tipificação sanguínea apenas para Dea 1.1 e 1.2, pois são o grupo que pode causar mais reação durante a transfusão.

A tipagem é um teste muito caro, em termos de mercado dos laboratórios o valor gira em torno de 200 reais, conta Rafaela, explicando que é necessário realizar os testes com os dois animais, o doador e o receptor. Portanto, o teste de compatibilidade costuma ser a primeira escolha por parte das clínicas e clientes por ser mais acessível financeiramente.

A média do valor da bolsa de sangue aqui em Minas é R$300,00, sem contar com o procedimento e internação do animal, podendo variar de acordo com tamanho e peso do animal. Além da Element Vital, outros dois locais realizam transfusão e atuam como banco de sangue.

Para mais informações sobre tipagem, compatibilidade e para doar, você pode ligar para:

Element Vital – banco de sangue

Contato: (31) 99982-4445

Endereço: R. Platina, 165 – Sala B – Prado, Belo Horizonte – MG, 30410-430

 

Pronto Socorro Veterinário

Contato: (31) 3422-5020

Endereço: R. Jacuí, 891 – Bairro Floresta, Belo Horizonte – MG.

 

Life Hospital Veterinário

Contato: (31) 2552-5694

Endereço: Rua Platina, 165 – Prado, Belo Horizonte – MG.