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Fotografia: Lucas D'Ambrosio

Banda mineira, Pink Floyd Reunion apresenta espetáculo conceitual para o público de Belo Horizonte.

Reportagem: Lucas D’Ambrosio

As noites de Belo Horizonte são conhecidas, entre outras atrações, pela sua cena musical. Diferentes bandas se apresentam periodicamente pelos pub’s e casas especializadas, trazendo trabalhos autorais ou obras já consagradas. Um dos grupos que se destacam nesse cenário é o Pink Floyd Reunion.

Nos dias 10, 11 e 12 de março (sexta, sábado e domingo), a banda apresenta o espetáculo “The Wall, o filme”. O palco será o Cine Theatro Brasil Vallourec, na Praça Sete, região central de Belo Horizonte.

A Reunião

Criada em 2003 por um grupo de amigos, ela se consolidou na noite belo-horizontina pela fiel reprodução do trabalho criado pelo Pink Floyd. Outro ponto de destaque, são as apresentações conceituais, que misturam a música com reproduções e experiências audiovisuais, presentes em parte do repertório de shows da banda mineira.

Para os ensaios, um estúdio de garagem é o local para a reunião dos sete integrantes da banda: Marcelo Canaan, Fernando Grossi, Raphael Rocha, Fernando Nigro, Raquel Carneiro, Marcelo Dias e Thiago Barbosa. Entre uma pausa e outra para ajustes de instrumentos, um café e água servida em filtro de barro, alguns instrumentos aguardavam as mãos dos músicos para iniciarem os trabalhos.

Em um quarto de garagem, na cidade de Belo Horizonte, acordes, notas, cantos e ajustes abrigam o Pink Floyd Reunion. Fernando Nigro é quem conduz a bateria da banda.  Fotografia: Lucas D’Ambrosio
Entre um ajuste e outro, leva tempo até organizar todos os instrumentos. No meio de cabos, teclados e contrabaixo, os integrantes Thiago Barbosa, Raphael Rocha e Marcelo Dias se preparam para mais uma maratona de ensaios. Fotografia: Lucas D’Ambrosio
O processo de imersão da banda para a realização do espetáculo já dura três meses. Ensaios, encontros, reuniões e acertos finais se fazem necessários para que a identidade na fidelidade de execução possa ser mantida. Na foto, os fundadores da banda, Fernando Grossi e Marcelo Canaan. Fotografia: Lucas D’Ambrosio

Dentre incontáveis cabos distribuídos pelo chão, 14 instrumentos de corda, uma bateria e três teclados, os ajustes são realizados pelos integrantes da banda, que preparavam os equipamentos para o início do ensaio. Os pés nas pedaleiras sincronizavam os últimos ajustes para o seu início. O repertório? A trilha sonora do filme “The Wall”, inspirado no disco de mesmo nome (lançado em 1979), da banda britânica. Para o espetáculo, a banda terá a companhia de um coral e orquestra, comandados pelo maestro Rodrigo Garcia.

Veja a entrevista completa com Marcelo Canaan. O Produtor executivo, guitarrista e vocalista do Pink Floyd Reunion conta mais sobre o espetáculo “The Wall”: 

Foto Luander Lennon

Em sua estreia na Campanha de popularização Teatro e Dança, Nelio Souto chega em grande estilo. Como produtor e ator, ele enriquece o quadro de espetáculos do evento trazendo duas peças, uma adulta “As Casadas Solteiras” e uma infantil “Um Chorinho para Dona Baratinha”. E, nesse clima de cultura e arte, o Jornal Contramão conversou com o produtor e ator para conhecer melhor o processo por trás da produção.

Contramão: Como foi a preparação para a Campanha?

Nelio Souto: O espetáculo a princípio não tinha pretensão de entrar na campanha, mas o resultado ficou bom então tomamos essa decisão. Cumprimos uma temporada de quatro semanas ano passado e hoje chegamos então a esse que é um dos maiores, senão o maior em termo de público, evento ligado ao teatro do país.

Contramão: Sobre as peças, como foi desenvolve-las e como é vê-las em execução?

Nelio Souto: O processo de montagem é muito interessante, enriquecedor. Desde a escolha do texto, as primeiras leituras, os estudos, a divisão dos personagens. Tudo muito rico. Ensaiamos por três meses com dois encontros semanais, e essa folga de agenda permitiu ir acompanhando o processo e notando seu desenvolvimento a cada semana, a cada elemento que é acrescentado ao processo de criação, até que o produto final esteja pronto para ser apresentado ao público. Ver hoje esse espetáculo concluído, traduzido para libras e ainda com audiodescrição é muito gratificante. É ver um trabalho o qual você se empenhou, se dedicou… e de repente ele está pronto e passa a ter uma espécie de vida própria, como se não dependesse mais de você e agora fosse do público. É muito prazeroso para o ator saber que seu trabalho, que seu espetáculo está chegando às pessoas, tocando, comovendo, passando uma mensagem…

Contramão: O que podemos esperar do espetáculo desenvolvido por sua equipe?

Nelio Souto:  É um espetáculo clássico, escrito em 1845, uma comédia de época. Não é um besteirol, mas uma comédia que apresenta o humor nos detalhes, na crítica social de uma época, dos costumes e comportamentos da época. A diretora manteve o texto praticamente na íntegra o que dá ainda mais sabor ao espetáculo com relação à narrativa e às escolhas do autor. Acho que o público irá encontrar uma comédia engraçada e inteligente ao mesmo tempo e terá a oportunidade de reler no palco um autor clássico da nossa literatura.

Contramão: A resposta do público, como eles tem reagido? Mais pessoas estão indo ao teatro?

Nelio Souto: Pelo fato de o espetáculo não ter um apelo popular no ponto de vista de gênero, por ser considerado uma comédia mais, como costumam dizer, cabeça, o espetáculo acaba tendo um público mais curioso, de pessoas em busca de uma história, de um teatro menos óbvio, digamos. E também de um público que conhece o texto, o autor e vai ao teatro atraído pela beleza do contexto literário e teatral da montagem. Acho que é uma oportunidade para as pessoas diversificarem um pouco o que assistem. O teatro tem uma infinidade de possibilidades, narrativas, formatos… é importante que o público passe por várias possibilidades… senão ficamos sempre na comédia rasgada, no besteirol, elegendo apenas esse formato como teatro, o que não é uma verdade diante dos vários gêneros e estilos possíveis a uma montagem. Então acho que nosso espetáculo é um convite a visitar uma possibilidade de comédia que foge um pouco dos estereótipos atuais.

Contramão:  E para o ano que vem, já possui planos?

Nelio Souto: Esse ano circulo com um outro espetáculo… um infantil que inclusive também está na campanha, que é “Um chorinho para Dona Baratinha”, com um texto super legal que homenageia chorinhos clássicos de Ernesto Nazareth e Chiquinha Gonzaga. E também começamos a preparação para um novo espetáculo a partir de março. No mais é isso. Então fica aí o convite para nos assistirem e principalmente para nos ajudar a divulgar as sessões com libras e com audiodescrição.

Serviços:
As casadas solteiras, com direção de Rosanne von Sperling
De 25/01 à 05/02, quarta a sábado às 20h30 e domingo às 19h, no Teatro Santo Agostinho
Um chorinho para Dona Baratinha (Musical Infantil)
De 28/01 a 05/02, às 16h no Teatro Santo Agostinho
Para outras informações: (31) 3582-6665.
Ingressos nos postos Sinparc e através do site www.vaaoteatromg.com.br
Por Ana Paula Tinoco

 

Foto: Reprodução internet/ Peça Como sobreviver em festas e recepções com o Buffet escasso

Em sua 43ª edição, a Campanha de popularização Teatro e Dança começou no dia 5 de janeiro e esse ano sob o tema “A diversidade é nossa marca” traz uma programação variada que conta com 190 espetáculos, sendo 115 para o público adulto, 58 para o público infantil, 18 exibições de dança e entre eles 95 inéditos. Mas a novidade está no fato de que alguns dos espetáculos contam com tradução em libras e audiodescrição.

Considerada como uma das mais importantes manifestações artísticas de Belo Horizonte, a Campanha se tornou algo tradicional na vida da capital mineira. Promovida pelo Sindicato dos Produtores de Artes Cênicas de Minas Gerais (Sinparc), os espetáculos têm seus ingressos oferecidos a preços populares. Comprados pela internet ou em postos de venda os preços variam entre 5 a 15 reais, na bilheteria dos teatros os valores são colocados de acordo com a produção apresentada.

O evento que irá até o dia 19 de fevereiro tem como expectativa atrair cerca de 250 mil pessoas com base na iniciativa de proporcionar-lhes a oportunidade de irem ao teatro e assim prestigiarem os profissionais: “Isso faz parte da diversidade, que é a nossa marca. Por isso, a Campanha traz diversos gêneros em cartaz, como drama, comédia, farsa, tragédia e vários outros”, explica Rômulo Duque, presidente da Sinparc.

Incluídas no itinerário da ação Betim, Juiz de Fora e Nova Lima também contaram com apresentações. Para os interessados os ingressos que começaram a ser vendidos antes do início do evento ainda podem ser adquiridos pelo site www.vaaoteatromg.com.br ou pelo aplicativo do Sinparc ‘Vá ao Teatro MG’, disponível para download em tablets, smartphones e iphones.

Abaixo pontos de vendas:

Data: 5 de janeiro a 19 de fevereiro

Preço: R$ 5, R$ 8, R$ 10, R$ 12 e R$ 15 (preço nos postos de venda para peças adulto, infantil e dança).

Nas bilheterias dos teatros, os preços são diferentes, conforme cada estabelecimento.

Postos Fixos

As vendas de ingressos nos postos fixos estarão abertas a partir do dia 5 de janeiro. Confira os locais.

Posto Mercado das Flores

(Av. Afonso Pena, 1055 – esquina com Rua da Bahia)

Diariamente das 9h às 19h
| Funcionamento: 5 jan a 19 fev

Posto Shopping Cidade (Piso G)

(Rua Tupis, 337 – Centro)

Segunda a sábado das 10h às 19h, Domingos das 14h às 18h | Funcionamento: 5 jan a 19 fevereiro.

Posto Shopping Pátio Savassi (Piso L3)

(Av. do Contorno, 6.061 – Funcionários)

Segunda a sábado das 13h às 19h, domingos das 14h às 18h | Funcionamento: 5 jan a 19 fevereiro.

Posto Shopping Estação BH (1º Piso)

(Av. Cristiano Machado, 11.833 – Venda Nova)

Segunda a sábado das 13h às 19h, domingos das 14h às 18h | Funcionamento: 5 jan a 19 fevereiro.

Partage Shopping Betim (3º Piso)

(Rodovia Fernão Dias km 492, 601)

Segunda a sábado das 13h às 19h, domingos das 14h às 18h | Funcionamento: 5 jan a 19 fevereiro.

Posto Shopping Del Rey

(Av. Presidente Carlos Luz, 3001 – Pampulha)

Segunda a sábado das 13h às 19h, domingos das 14h às 18h | Funcionamento: 5 jan a 19 fevereiro.

Venda On-line e Aplicativos da Campanha

Outra forma de adquirir os ingressos é pelo site www.vaaoteatromg.com.br ou pelo aplicativo gratuito do Sinparc ‘Vá ao Teatro MG’, que está disponível para download em tablets, smarthphones e iPhones pelo link www.vaaoteatromg.com.br/mobile

O pagamento é feito por meio de cartão de débito bancário. A pessoa deverá retirar o ingresso na bilheteria do teatro 30 minutos antes do espetáculo. Os ingressos comprados pela internet terão acréscimo de uma taxa de conveniência, que varia de acordo com o valor e a quantidade comprada.

SERÃO ACEITOS VALE CULTURA E DOTZ

Nos Postos Sinparc, o ingresso pode ser pago com Dotz.

*Limitado a dois pares de ingressos por CPF, a cada dia.

DZ 1135 (1 ingresso)

DZ 2280 (2 ingressos)

DZ 4535 (4 ingressos)

Necessária a apresentação do Cartão Dotz e/ou CPF do titular e senha.

* O Vale Cultura na compra do ingresso é disponível somente no Posto de Venda do Mercado das Flores.

Para outras informações: Vá ao Teatro

Por Ana Paula Tinoco

O livreiro Oseias Ferraz, ao lado das estantes de livros que preenchem os sebos do edifício Maletta, no centro de Belo Horizonte.

Com a chegada do final do ano, o recesso oferece tempo para muita gente. Nada melhor do que passar este período aproveitando uma boa leitura. Apesar do mundo se resolver virtualmente, os bons e velhos livros de papel (sim, eles ainda existem) são ótimas opções para ocupar o ócio. Em Belo Horizonte, existem lugares que, muitas vezes escondidos, guardam verdadeiros tesouros em meio à estantes e prateleiras.

O edifício Arcângelo Maletta, ou apenas Maletta, é lugar de encontros do cotidiano belo-horizontino. Ponto residencial e comercial da região central da cidade, além dos tradicionais bares, ele também abriga uma diversidade de sebos e livrarias. É possível se perder em meio à quantidade imensurável de títulos que estão expostos nas mais de 20 lojas do segmento, que existem no local.

É possível encontrar algo interessante nessa infinidade literária que existe ali. O livreiro Oseias Ferraz é um dos “guias” desses labirintos de livros. Há 17 anos atuando no mercado, é proprietário de um dos mais tradicionais sebos do lugar: o Crisálida. Em meio a tantos títulos, ainda assim, é possível encontrar certos exemplares dignos da atenção dos leitores. O primeiro livro indicado por ele é, Mortes Imaginárias, “Se trata de perfis imaginários de autores do século dezesseis e século vinte. É um relato de como seriam as últimas palavras desses autores”, indicando a obra.

Direcionando o olhar para as prateleiras que estavam à sua frente, o livreiro se recorda de outro título, A Alma Encantadora das Ruas, de João do Rio. Clássico do curso de jornalismo, Ferraz destaca o trabalho realizado pelo autor, “Apesar do tempo em que foi escrito, é uma leitura simples. Ele faz uma análise das ruas e dos marginais que nela vivem. Desde os mendigos, até os profissionais que estão em extinção, como os estivadores”, comenta. Por fim, sua última indicação é o livro de contos A Estrutura da Bolha de Sabão. A obra, de autoria da brasileira Lygia Fagundes Telles foi publicado em 1978 e reúne contos diversos “É outro que vale a pena indicar para a leitura”, finaliza.

Reportagem e Fotografia: Lucas D’Ambrosio

Sendo um dos mais famosos prédios de Belo Horizonte, o Edifício Maletta fica localizado no centro da cidade entre a Rua Da Bahia e a Av. Augusto de Lima. Centro da diversidade e da cultura o prédio em sua área comercial é um dos principais pontos de encontro da capital mineira, com lojas restaurante e os famosos botecos se torna um ambiente ímpar para se divertir na cidade.

Os frequentadores do Maletta, conhecidos popularmente como “maletteiros” são o que tornam deste, um lugar diferenciado. Em seus bares e restaurantes podemos observar uma grande variedade de público. Do vegetariano aos adoradores da carne, dos LGBTTS aos heteros sexuais, o Edifício está sempre aberto para a sua turma ou qualquer outra.

O famoso “varandão” com vista para a Rua da Bahia é um atrativo a mais para os frequentadores. Pode-se dizer que o prédio é o centro gastronômico da região,  pois nele encontramos comidas e bebidas de todos os tipos e preços, essa tamanha variedade é que agrada e atrai tanta gente ao local.

Para conhecermos mais sobre este universo gastronômico, A teia conversou com diversos personagens desse palco da diversidade, entre eles o senhor Antônio de Aguiar, 62 anos, mais conhecido como Mourão, que trabalha no restaurante Cantina do Lucas.

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A teia: Mourão, desde quando existe a cantina do Lucas? Qual a história desse local?

Mourão: Desde 1962, o Maletta foi um marco na história de Belo Horizonte, a vida noturna antigamente se restringia ao centro e acontecia no Maletta. Criaram um termo na época chamado “maletteiro” para quem frequentava aqui. A cantina era um reduto que acolheu todas essas pessoas, o restaurante da época que sobrou foi só o Cantina. Tínhamos um garçom que trabalhou aqui, o senhor Olympio que era o símbolo da cantina. Ele era um espanhol refugiado da guerra na Espanha, trabalhou conosco por 40 anos, era uma referência para os estudantes que lutavam contra a ditadura.

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A teia: Algum ícone de Belo Horizonte frequenta, ou já frequentou a Cantina?

Mourão: A cantina sempre foi frequentada pelo pessoal de cinema, do teatro. Já frequentaram aqui escritores como Alberto Drumond, Carlos Herculano. Políticos, como Patrus Ananias, também o atual prefeito Márcio Lacerda, entre outros ícones.

A teia: Algum fato marcante no Maletta que você se recorda nesses vários anos de Cantina?

Mourão: A cantina é tombada como patrimônio cultural, então é um fato marcante pois é o único restaurante em minas tombado como patrimônio cultural.

A teia: Nesse decorrer de tempo percebeu alguma mudança significativa na estrutura do Maletta?

Mourão: Teve uma época que estava muito abandonado, o coronel não deixava os bares de cima abrir, só ficava gente no primeiro andar, de uns anos pra cá, o Malleta renasceu.

Além da Cantina Do Lucas, procuramos por algum bar com um ar alternativo, e no segundo andar do Malleta onde a noite é mais movimentada. O Cactos Bar, que se localiza na loja 38 é a cara do edifício, desde o cardápio variado que vai do Veganismo a carne, o ambiente além de possuir um visual despojado é o encontro da diversidade de gênero. Conversamos com o Leandro Gomes, de 28 anos, dono do bar.

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A teia: A quanto tempo o bar existe?

Leandro: Estamos aqui no bar já tem 12 meses, mas temos outro bar que é o ‘’nine’’, o bar da esquina, loja 39. Já estamos lá a três anos e meio, conciliamos os dois bares.

 A teia: Por que escolheram o Maletta para terem os bares?

Leandro: O Maletta virou referencia , como abrimos lá primeiro e teve um retorno muito bom, tivemos a oportunidade de arrendar esse bar neste ano, eu e minha namorada que somos donos, preferimos abrir outro bar no Maletta do que abrir fora, por que é mais fácil ter esse publico já em mãos do que ter que conquistar esse público lá fora.

 A teia: Vocês acreditam que o bar chame atenção do público alternativo de Belo Horizonte?

 Leandro: Meu publico é praticamente todo alternativo, 70% a 80% são da galera alternativa. O bar Olympia ajudou muito a atrair essa turma, englobamos com eles, tiramos algumas ideias para os cardápios vegetarianos, vegano. Então esse é o nosso publico, focamos e precisamos deles aqui. O Maletta não tem muito aquele casal ‘’tradicional”, a galera LGBTT também frequenta muito aqui, tentamos sempre abranger toda e qualquer pessoa que queira se divertir conosco.

A teia: O cactos é um bar temático, com ideias de sertão. Qual a característica do ‘’Nine’’? Tem algum diferencial ? Em termos de decoração.

 Leandro: O nine é voltado para uma casa retro, os hambúrgueres são retros, já o Cactos é voltado para uma coisa mais reciclável, uma coisa mais do sertão, nosso cardápio entra em vigor a partir de 1 de dezembro, onde vamos ter comidas típicas do sertão, inclusive amostras de cactos comestíveis.

A teia: Sabe nos dizer algum acontecimento interessante aqui no seu Bar ou no Maletta?

Leandro: Minha prima Isabella que conheceu o namorado aqui, mas agora estão separados. De terça a quinta conseguimos ter um fluxo maior de casais que se conhecem e continuam frequentando o bar, então acredito que existam alguns casais que se conheceram através do bar. Sexta e sábado é o dia mais de pegada, a galera mais despojada.

A teia: Você passa bastante parte do dia aqui, como sua segunda casa, qual horário costuma ir pra casa descansar?

Leandro: O bar fecha as 2 horas da manhã , depois da rotina do bar saio por volta de 4 horas da manhã para descansar e já voltar no dia seguinte para abrir de novo.

O horário de funcionamento do Cactos é de terça a sábado, das 18  às  2 horas da manhã, almoço de segunda a sexta-feira de 11 da manhã ás 15 horas da tarde.

Mas, o  Edifício Maletta não se limita a gastronomia. Além dos bares e restaurantes é possível encontrarmos também lojas de livros usados e até mesmo salões de beleza.
Conversamos  com o senhor Gilberto Mendes Moreira, de 52 anos, mais conhecido como Gil, proprietário do salão de beleza ‘Salão do Gil’

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A teia: Desde quando existe o salão do Gil (Antigo Salão do Afrênio)?

Gil: Comecei a trabalhar aqui no Maletta em 86, mas peguei este estabelecimento fazem 4 anos.

A teia: Algum ícone de BH frequenta ou já frequentou ?

Gil: Ex jogadores como Reinaldo, Toninho Cerezo.

A teia: Com o tempo verificou alguma mudança no estilo do Edifício?

Gil: Hoje é mais familiar, não havia tantas famílias frequentando o Maletta antigamente.

 

Conteúdo produzido por:Arthur Barbosa, Flaviane França, GabrielaCarneiro, Hadassa Dias, Henrique Faria, Lorena Cordeiro, Ronaldo Neto, Tiago Rodrigues, Tulio Fernandes

 

Durante as próximas semanas, Belo Horizonte irá receber a 13ª edição do festival internacional de gastronomia Restaurant Week. Entre segunda feira, 17 de outubro, e domingo 6 de novembro, 43 restaurantes irão participar do festival que terá como tema a “Cozinha Sedução”.

De acordo com a organização do evento, o tema proposto irá oferecer experiências perceptivas aos clientes, com menus contendo receitas que sejam atrativas, desde o visual até o sabor final do prato. Ao longo da programação, os restaurantes participantes irão servir refeições para o almoço e o jantar, com entradas, prato principal e sobremesa.

O objetivo do festival é democratizar o acesso aos principais restaurantes de Belo Horizonte com refeições do menu possuindo valores fixos. Durante os 21 dias de evento, todas casas irão oferecer o almoço no valor de R$39,90 e R$51,90 pelo jantar.

Três regiões e bairros de BH integram o circuito da nova edição do festival. Restaurantes da Savassi, Lourdes e Sion irão ditar os sabores e aromas dos pratos oferecidos ao público. Dentre os 43 estabelecimentos, 35 contam com estrutura de acessibilidade para pessoas portadoras de necessidades especiais. Para aqueles que procurarem música ao vivo enquanto degustam os pratos, somente 4 deles irá disponibilizar uma experiência sonora para os seus clientes.

Além de integrar os principais nomes da culinária belorizontina, o festival busca promover uma ação social voltada para entidades beneficentes. Na venda de cada refeição é sugerido uma doação no valor de R$1,00 que serão acrescidos no seu valor final e será destinada para as instituições cadastradas, dentre elas, a Associação Mineira de Reabilitação (AMR), entidade escolhida na cidade de Belo Horizonte.

Reportagem: Lucas D’Ambrosio

Arte Gráfica: Isabela Castro