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Por: Kedria Garcia

A Praça Marechal Floriano Peixoto, localizada no bairro Santa Efigênia região Centro-Sul de Belo Horizonte, recebeu nos dias 21, 22 e 23 de julho a segunda edição do Festival da Gentileza com muito gás. A praça comumente conhecida como Praça do BG, foi palco de uma programação diversa com shows, feiras, oficinas, contação de histórias entre outras atrações.

A edição anterior, ocorreu na Praça da Liberdade e foi marcada com fitas coloridas e suas frases de reflexão, este ano não foi diferente. Posicionadas na entrada da praça, o público adulto aproveitou para tirar fotos e as crianças para se divertir entre as faixas. O evento chama a atenção por incentivar a população a dar uma respirada e parada na correria da vida cotidiana deixando a rotina de lado, o que foi bem aproveitado com as toalhas na grama e os piqueniques.

 

Foram três dias para entender a necessidade da gentileza praticada diariamente. A festa teve como tema: “Respire, Pare e Faça”, instigando os belo-horizontinos a repensar no tempo gasto, assim como a capacidade de colaboração e a solidariedade.

A organização ficou por conta do movimento Verbo Gentileza com apoio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura da Prefeitura de Belo Horizonte e a Fundação Municipal de Cultura, além dos patrocínios de empresas privadas e algumas parcerias foram feitas para promover o festival.

 

Fotografia: Lucas D'Ambrosio

Banda mineira, Pink Floyd Reunion apresenta espetáculo conceitual para o público de Belo Horizonte.

Reportagem: Lucas D’Ambrosio

As noites de Belo Horizonte são conhecidas, entre outras atrações, pela sua cena musical. Diferentes bandas se apresentam periodicamente pelos pub’s e casas especializadas, trazendo trabalhos autorais ou obras já consagradas. Um dos grupos que se destacam nesse cenário é o Pink Floyd Reunion.

Nos dias 10, 11 e 12 de março (sexta, sábado e domingo), a banda apresenta o espetáculo “The Wall, o filme”. O palco será o Cine Theatro Brasil Vallourec, na Praça Sete, região central de Belo Horizonte.

A Reunião

Criada em 2003 por um grupo de amigos, ela se consolidou na noite belo-horizontina pela fiel reprodução do trabalho criado pelo Pink Floyd. Outro ponto de destaque, são as apresentações conceituais, que misturam a música com reproduções e experiências audiovisuais, presentes em parte do repertório de shows da banda mineira.

Para os ensaios, um estúdio de garagem é o local para a reunião dos sete integrantes da banda: Marcelo Canaan, Fernando Grossi, Raphael Rocha, Fernando Nigro, Raquel Carneiro, Marcelo Dias e Thiago Barbosa. Entre uma pausa e outra para ajustes de instrumentos, um café e água servida em filtro de barro, alguns instrumentos aguardavam as mãos dos músicos para iniciarem os trabalhos.

Em um quarto de garagem, na cidade de Belo Horizonte, acordes, notas, cantos e ajustes abrigam o Pink Floyd Reunion. Fernando Nigro é quem conduz a bateria da banda.  Fotografia: Lucas D’Ambrosio
Entre um ajuste e outro, leva tempo até organizar todos os instrumentos. No meio de cabos, teclados e contrabaixo, os integrantes Thiago Barbosa, Raphael Rocha e Marcelo Dias se preparam para mais uma maratona de ensaios. Fotografia: Lucas D’Ambrosio
O processo de imersão da banda para a realização do espetáculo já dura três meses. Ensaios, encontros, reuniões e acertos finais se fazem necessários para que a identidade na fidelidade de execução possa ser mantida. Na foto, os fundadores da banda, Fernando Grossi e Marcelo Canaan. Fotografia: Lucas D’Ambrosio

Dentre incontáveis cabos distribuídos pelo chão, 14 instrumentos de corda, uma bateria e três teclados, os ajustes são realizados pelos integrantes da banda, que preparavam os equipamentos para o início do ensaio. Os pés nas pedaleiras sincronizavam os últimos ajustes para o seu início. O repertório? A trilha sonora do filme “The Wall”, inspirado no disco de mesmo nome (lançado em 1979), da banda britânica. Para o espetáculo, a banda terá a companhia de um coral e orquestra, comandados pelo maestro Rodrigo Garcia.

Veja a entrevista completa com Marcelo Canaan. O Produtor executivo, guitarrista e vocalista do Pink Floyd Reunion conta mais sobre o espetáculo “The Wall”: 

Foto Luander Lennon

Em sua estreia na Campanha de popularização Teatro e Dança, Nelio Souto chega em grande estilo. Como produtor e ator, ele enriquece o quadro de espetáculos do evento trazendo duas peças, uma adulta “As Casadas Solteiras” e uma infantil “Um Chorinho para Dona Baratinha”. E, nesse clima de cultura e arte, o Jornal Contramão conversou com o produtor e ator para conhecer melhor o processo por trás da produção.

Contramão: Como foi a preparação para a Campanha?

Nelio Souto: O espetáculo a princípio não tinha pretensão de entrar na campanha, mas o resultado ficou bom então tomamos essa decisão. Cumprimos uma temporada de quatro semanas ano passado e hoje chegamos então a esse que é um dos maiores, senão o maior em termo de público, evento ligado ao teatro do país.

Contramão: Sobre as peças, como foi desenvolve-las e como é vê-las em execução?

Nelio Souto: O processo de montagem é muito interessante, enriquecedor. Desde a escolha do texto, as primeiras leituras, os estudos, a divisão dos personagens. Tudo muito rico. Ensaiamos por três meses com dois encontros semanais, e essa folga de agenda permitiu ir acompanhando o processo e notando seu desenvolvimento a cada semana, a cada elemento que é acrescentado ao processo de criação, até que o produto final esteja pronto para ser apresentado ao público. Ver hoje esse espetáculo concluído, traduzido para libras e ainda com audiodescrição é muito gratificante. É ver um trabalho o qual você se empenhou, se dedicou… e de repente ele está pronto e passa a ter uma espécie de vida própria, como se não dependesse mais de você e agora fosse do público. É muito prazeroso para o ator saber que seu trabalho, que seu espetáculo está chegando às pessoas, tocando, comovendo, passando uma mensagem…

Contramão: O que podemos esperar do espetáculo desenvolvido por sua equipe?

Nelio Souto:  É um espetáculo clássico, escrito em 1845, uma comédia de época. Não é um besteirol, mas uma comédia que apresenta o humor nos detalhes, na crítica social de uma época, dos costumes e comportamentos da época. A diretora manteve o texto praticamente na íntegra o que dá ainda mais sabor ao espetáculo com relação à narrativa e às escolhas do autor. Acho que o público irá encontrar uma comédia engraçada e inteligente ao mesmo tempo e terá a oportunidade de reler no palco um autor clássico da nossa literatura.

Contramão: A resposta do público, como eles tem reagido? Mais pessoas estão indo ao teatro?

Nelio Souto: Pelo fato de o espetáculo não ter um apelo popular no ponto de vista de gênero, por ser considerado uma comédia mais, como costumam dizer, cabeça, o espetáculo acaba tendo um público mais curioso, de pessoas em busca de uma história, de um teatro menos óbvio, digamos. E também de um público que conhece o texto, o autor e vai ao teatro atraído pela beleza do contexto literário e teatral da montagem. Acho que é uma oportunidade para as pessoas diversificarem um pouco o que assistem. O teatro tem uma infinidade de possibilidades, narrativas, formatos… é importante que o público passe por várias possibilidades… senão ficamos sempre na comédia rasgada, no besteirol, elegendo apenas esse formato como teatro, o que não é uma verdade diante dos vários gêneros e estilos possíveis a uma montagem. Então acho que nosso espetáculo é um convite a visitar uma possibilidade de comédia que foge um pouco dos estereótipos atuais.

Contramão:  E para o ano que vem, já possui planos?

Nelio Souto: Esse ano circulo com um outro espetáculo… um infantil que inclusive também está na campanha, que é “Um chorinho para Dona Baratinha”, com um texto super legal que homenageia chorinhos clássicos de Ernesto Nazareth e Chiquinha Gonzaga. E também começamos a preparação para um novo espetáculo a partir de março. No mais é isso. Então fica aí o convite para nos assistirem e principalmente para nos ajudar a divulgar as sessões com libras e com audiodescrição.

Serviços:
As casadas solteiras, com direção de Rosanne von Sperling
De 25/01 à 05/02, quarta a sábado às 20h30 e domingo às 19h, no Teatro Santo Agostinho
Um chorinho para Dona Baratinha (Musical Infantil)
De 28/01 a 05/02, às 16h no Teatro Santo Agostinho
Para outras informações: (31) 3582-6665.
Ingressos nos postos Sinparc e através do site www.vaaoteatromg.com.br
Por Ana Paula Tinoco

 

Foto: Reprodução internet/ Peça Como sobreviver em festas e recepções com o Buffet escasso

Em sua 43ª edição, a Campanha de popularização Teatro e Dança começou no dia 5 de janeiro e esse ano sob o tema “A diversidade é nossa marca” traz uma programação variada que conta com 190 espetáculos, sendo 115 para o público adulto, 58 para o público infantil, 18 exibições de dança e entre eles 95 inéditos. Mas a novidade está no fato de que alguns dos espetáculos contam com tradução em libras e audiodescrição.

Considerada como uma das mais importantes manifestações artísticas de Belo Horizonte, a Campanha se tornou algo tradicional na vida da capital mineira. Promovida pelo Sindicato dos Produtores de Artes Cênicas de Minas Gerais (Sinparc), os espetáculos têm seus ingressos oferecidos a preços populares. Comprados pela internet ou em postos de venda os preços variam entre 5 a 15 reais, na bilheteria dos teatros os valores são colocados de acordo com a produção apresentada.

O evento que irá até o dia 19 de fevereiro tem como expectativa atrair cerca de 250 mil pessoas com base na iniciativa de proporcionar-lhes a oportunidade de irem ao teatro e assim prestigiarem os profissionais: “Isso faz parte da diversidade, que é a nossa marca. Por isso, a Campanha traz diversos gêneros em cartaz, como drama, comédia, farsa, tragédia e vários outros”, explica Rômulo Duque, presidente da Sinparc.

Incluídas no itinerário da ação Betim, Juiz de Fora e Nova Lima também contaram com apresentações. Para os interessados os ingressos que começaram a ser vendidos antes do início do evento ainda podem ser adquiridos pelo site www.vaaoteatromg.com.br ou pelo aplicativo do Sinparc ‘Vá ao Teatro MG’, disponível para download em tablets, smartphones e iphones.

Abaixo pontos de vendas:

Data: 5 de janeiro a 19 de fevereiro

Preço: R$ 5, R$ 8, R$ 10, R$ 12 e R$ 15 (preço nos postos de venda para peças adulto, infantil e dança).

Nas bilheterias dos teatros, os preços são diferentes, conforme cada estabelecimento.

Postos Fixos

As vendas de ingressos nos postos fixos estarão abertas a partir do dia 5 de janeiro. Confira os locais.

Posto Mercado das Flores

(Av. Afonso Pena, 1055 – esquina com Rua da Bahia)

Diariamente das 9h às 19h
| Funcionamento: 5 jan a 19 fev

Posto Shopping Cidade (Piso G)

(Rua Tupis, 337 – Centro)

Segunda a sábado das 10h às 19h, Domingos das 14h às 18h | Funcionamento: 5 jan a 19 fevereiro.

Posto Shopping Pátio Savassi (Piso L3)

(Av. do Contorno, 6.061 – Funcionários)

Segunda a sábado das 13h às 19h, domingos das 14h às 18h | Funcionamento: 5 jan a 19 fevereiro.

Posto Shopping Estação BH (1º Piso)

(Av. Cristiano Machado, 11.833 – Venda Nova)

Segunda a sábado das 13h às 19h, domingos das 14h às 18h | Funcionamento: 5 jan a 19 fevereiro.

Partage Shopping Betim (3º Piso)

(Rodovia Fernão Dias km 492, 601)

Segunda a sábado das 13h às 19h, domingos das 14h às 18h | Funcionamento: 5 jan a 19 fevereiro.

Posto Shopping Del Rey

(Av. Presidente Carlos Luz, 3001 – Pampulha)

Segunda a sábado das 13h às 19h, domingos das 14h às 18h | Funcionamento: 5 jan a 19 fevereiro.

Venda On-line e Aplicativos da Campanha

Outra forma de adquirir os ingressos é pelo site www.vaaoteatromg.com.br ou pelo aplicativo gratuito do Sinparc ‘Vá ao Teatro MG’, que está disponível para download em tablets, smarthphones e iPhones pelo link www.vaaoteatromg.com.br/mobile

O pagamento é feito por meio de cartão de débito bancário. A pessoa deverá retirar o ingresso na bilheteria do teatro 30 minutos antes do espetáculo. Os ingressos comprados pela internet terão acréscimo de uma taxa de conveniência, que varia de acordo com o valor e a quantidade comprada.

SERÃO ACEITOS VALE CULTURA E DOTZ

Nos Postos Sinparc, o ingresso pode ser pago com Dotz.

*Limitado a dois pares de ingressos por CPF, a cada dia.

DZ 1135 (1 ingresso)

DZ 2280 (2 ingressos)

DZ 4535 (4 ingressos)

Necessária a apresentação do Cartão Dotz e/ou CPF do titular e senha.

* O Vale Cultura na compra do ingresso é disponível somente no Posto de Venda do Mercado das Flores.

Para outras informações: Vá ao Teatro

Por Ana Paula Tinoco

O livreiro Oseias Ferraz, ao lado das estantes de livros que preenchem os sebos do edifício Maletta, no centro de Belo Horizonte.

Com a chegada do final do ano, o recesso oferece tempo para muita gente. Nada melhor do que passar este período aproveitando uma boa leitura. Apesar do mundo se resolver virtualmente, os bons e velhos livros de papel (sim, eles ainda existem) são ótimas opções para ocupar o ócio. Em Belo Horizonte, existem lugares que, muitas vezes escondidos, guardam verdadeiros tesouros em meio à estantes e prateleiras.

O edifício Arcângelo Maletta, ou apenas Maletta, é lugar de encontros do cotidiano belo-horizontino. Ponto residencial e comercial da região central da cidade, além dos tradicionais bares, ele também abriga uma diversidade de sebos e livrarias. É possível se perder em meio à quantidade imensurável de títulos que estão expostos nas mais de 20 lojas do segmento, que existem no local.

É possível encontrar algo interessante nessa infinidade literária que existe ali. O livreiro Oseias Ferraz é um dos “guias” desses labirintos de livros. Há 17 anos atuando no mercado, é proprietário de um dos mais tradicionais sebos do lugar: o Crisálida. Em meio a tantos títulos, ainda assim, é possível encontrar certos exemplares dignos da atenção dos leitores. O primeiro livro indicado por ele é, Mortes Imaginárias, “Se trata de perfis imaginários de autores do século dezesseis e século vinte. É um relato de como seriam as últimas palavras desses autores”, indicando a obra.

Direcionando o olhar para as prateleiras que estavam à sua frente, o livreiro se recorda de outro título, A Alma Encantadora das Ruas, de João do Rio. Clássico do curso de jornalismo, Ferraz destaca o trabalho realizado pelo autor, “Apesar do tempo em que foi escrito, é uma leitura simples. Ele faz uma análise das ruas e dos marginais que nela vivem. Desde os mendigos, até os profissionais que estão em extinção, como os estivadores”, comenta. Por fim, sua última indicação é o livro de contos A Estrutura da Bolha de Sabão. A obra, de autoria da brasileira Lygia Fagundes Telles foi publicado em 1978 e reúne contos diversos “É outro que vale a pena indicar para a leitura”, finaliza.

Reportagem e Fotografia: Lucas D’Ambrosio

Sendo um dos mais famosos prédios de Belo Horizonte, o Edifício Maletta fica localizado no centro da cidade entre a Rua Da Bahia e a Av. Augusto de Lima. Centro da diversidade e da cultura o prédio em sua área comercial é um dos principais pontos de encontro da capital mineira, com lojas restaurante e os famosos botecos se torna um ambiente ímpar para se divertir na cidade.

Os frequentadores do Maletta, conhecidos popularmente como “maletteiros” são o que tornam deste, um lugar diferenciado. Em seus bares e restaurantes podemos observar uma grande variedade de público. Do vegetariano aos adoradores da carne, dos LGBTTS aos heteros sexuais, o Edifício está sempre aberto para a sua turma ou qualquer outra.

O famoso “varandão” com vista para a Rua da Bahia é um atrativo a mais para os frequentadores. Pode-se dizer que o prédio é o centro gastronômico da região,  pois nele encontramos comidas e bebidas de todos os tipos e preços, essa tamanha variedade é que agrada e atrai tanta gente ao local.

Para conhecermos mais sobre este universo gastronômico, A teia conversou com diversos personagens desse palco da diversidade, entre eles o senhor Antônio de Aguiar, 62 anos, mais conhecido como Mourão, que trabalha no restaurante Cantina do Lucas.

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A teia: Mourão, desde quando existe a cantina do Lucas? Qual a história desse local?

Mourão: Desde 1962, o Maletta foi um marco na história de Belo Horizonte, a vida noturna antigamente se restringia ao centro e acontecia no Maletta. Criaram um termo na época chamado “maletteiro” para quem frequentava aqui. A cantina era um reduto que acolheu todas essas pessoas, o restaurante da época que sobrou foi só o Cantina. Tínhamos um garçom que trabalhou aqui, o senhor Olympio que era o símbolo da cantina. Ele era um espanhol refugiado da guerra na Espanha, trabalhou conosco por 40 anos, era uma referência para os estudantes que lutavam contra a ditadura.

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A teia: Algum ícone de Belo Horizonte frequenta, ou já frequentou a Cantina?

Mourão: A cantina sempre foi frequentada pelo pessoal de cinema, do teatro. Já frequentaram aqui escritores como Alberto Drumond, Carlos Herculano. Políticos, como Patrus Ananias, também o atual prefeito Márcio Lacerda, entre outros ícones.

A teia: Algum fato marcante no Maletta que você se recorda nesses vários anos de Cantina?

Mourão: A cantina é tombada como patrimônio cultural, então é um fato marcante pois é o único restaurante em minas tombado como patrimônio cultural.

A teia: Nesse decorrer de tempo percebeu alguma mudança significativa na estrutura do Maletta?

Mourão: Teve uma época que estava muito abandonado, o coronel não deixava os bares de cima abrir, só ficava gente no primeiro andar, de uns anos pra cá, o Malleta renasceu.

Além da Cantina Do Lucas, procuramos por algum bar com um ar alternativo, e no segundo andar do Malleta onde a noite é mais movimentada. O Cactos Bar, que se localiza na loja 38 é a cara do edifício, desde o cardápio variado que vai do Veganismo a carne, o ambiente além de possuir um visual despojado é o encontro da diversidade de gênero. Conversamos com o Leandro Gomes, de 28 anos, dono do bar.

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A teia: A quanto tempo o bar existe?

Leandro: Estamos aqui no bar já tem 12 meses, mas temos outro bar que é o ‘’nine’’, o bar da esquina, loja 39. Já estamos lá a três anos e meio, conciliamos os dois bares.

 A teia: Por que escolheram o Maletta para terem os bares?

Leandro: O Maletta virou referencia , como abrimos lá primeiro e teve um retorno muito bom, tivemos a oportunidade de arrendar esse bar neste ano, eu e minha namorada que somos donos, preferimos abrir outro bar no Maletta do que abrir fora, por que é mais fácil ter esse publico já em mãos do que ter que conquistar esse público lá fora.

 A teia: Vocês acreditam que o bar chame atenção do público alternativo de Belo Horizonte?

 Leandro: Meu publico é praticamente todo alternativo, 70% a 80% são da galera alternativa. O bar Olympia ajudou muito a atrair essa turma, englobamos com eles, tiramos algumas ideias para os cardápios vegetarianos, vegano. Então esse é o nosso publico, focamos e precisamos deles aqui. O Maletta não tem muito aquele casal ‘’tradicional”, a galera LGBTT também frequenta muito aqui, tentamos sempre abranger toda e qualquer pessoa que queira se divertir conosco.

A teia: O cactos é um bar temático, com ideias de sertão. Qual a característica do ‘’Nine’’? Tem algum diferencial ? Em termos de decoração.

 Leandro: O nine é voltado para uma casa retro, os hambúrgueres são retros, já o Cactos é voltado para uma coisa mais reciclável, uma coisa mais do sertão, nosso cardápio entra em vigor a partir de 1 de dezembro, onde vamos ter comidas típicas do sertão, inclusive amostras de cactos comestíveis.

A teia: Sabe nos dizer algum acontecimento interessante aqui no seu Bar ou no Maletta?

Leandro: Minha prima Isabella que conheceu o namorado aqui, mas agora estão separados. De terça a quinta conseguimos ter um fluxo maior de casais que se conhecem e continuam frequentando o bar, então acredito que existam alguns casais que se conheceram através do bar. Sexta e sábado é o dia mais de pegada, a galera mais despojada.

A teia: Você passa bastante parte do dia aqui, como sua segunda casa, qual horário costuma ir pra casa descansar?

Leandro: O bar fecha as 2 horas da manhã , depois da rotina do bar saio por volta de 4 horas da manhã para descansar e já voltar no dia seguinte para abrir de novo.

O horário de funcionamento do Cactos é de terça a sábado, das 18  às  2 horas da manhã, almoço de segunda a sexta-feira de 11 da manhã ás 15 horas da tarde.

Mas, o  Edifício Maletta não se limita a gastronomia. Além dos bares e restaurantes é possível encontrarmos também lojas de livros usados e até mesmo salões de beleza.
Conversamos  com o senhor Gilberto Mendes Moreira, de 52 anos, mais conhecido como Gil, proprietário do salão de beleza ‘Salão do Gil’

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A teia: Desde quando existe o salão do Gil (Antigo Salão do Afrênio)?

Gil: Comecei a trabalhar aqui no Maletta em 86, mas peguei este estabelecimento fazem 4 anos.

A teia: Algum ícone de BH frequenta ou já frequentou ?

Gil: Ex jogadores como Reinaldo, Toninho Cerezo.

A teia: Com o tempo verificou alguma mudança no estilo do Edifício?

Gil: Hoje é mais familiar, não havia tantas famílias frequentando o Maletta antigamente.

 

Conteúdo produzido por:Arthur Barbosa, Flaviane França, GabrielaCarneiro, Hadassa Dias, Henrique Faria, Lorena Cordeiro, Ronaldo Neto, Tiago Rodrigues, Tulio Fernandes