Literatura

Com o objetivo de mostrar o dia a dia das redações e das assessorias, além de tratar do relacionamento dos profissionais que atuam nos dois lados, os jornalistas Délio Campos, diretor de atendimento da Interface Comunicação Empresarial e Rosangela Guimarães, editora do jornal Hoje em Dia, lançam nesta terça-feira no Espaço CentoeQuatro o livro “Cá entre nós”.

Sobre o tema e a produção do livro Délio Campos explica que este impasse entre jornalistas de redação e de assessoria de imprensa sempre existiu. Com as novas tecnologias, essa relação se intensificou e os problemas também aumentaram. “Uma das maiores reclamações dos jornalistas entrevistados é em relação a assessores que enviam releases indiscriminadamente, sem direcionar a um jornalista ou editoria específica”, explica o autor.

Ainda segundo Délio “Isso só ocorre por que todos hoje têm acesso a e-mail, a informação acaba ficando banalizada. A Rosangela Guimarães, que escreveu o livro comigo diz que, por causa da enorme quantidade de e-mails que recebe, uma informação importante pode passar despercebida.” conta.

A respeito do relacionamento entre os profissionais, Délio relata que o trabalho nas redações é muito apertado e os prazos são curtos. “Isso estressa os profissionais, portanto, se um assessor liga para um jornalista em determinados horários, ele pode acabar atrapalhando o trabalho na redação”, conclui.

O Jornalista ainda ressalta que o livro pode inclusive auxiliar os estudantes de comunicação a definir sua área de atuação. “é uma forma inclusive de auxiliar os estudantes de comunicação a definir sua área de atuação”.

Por Perla Gomes e João Vitor

Foto: Divulgação, Interface Comunicação

A 48ª edição do Ofício da Palavra recebe, hoje, 07, ás 19h30min, no Museu de Artes e Ofícios (MAO), os escritores Francisco de Morais Mendes e Sérgio Fantini, para discutir o ato de escrever e o processo criativo de cada um deles, este projeto de literatura é realizado pelo Instituto cultural Flávio Gutierrez.

O escritor Francisco de Morais Mendes é doutor em literatura pela UFMG e jornalista. Autor de vários contos, fala sobre seu gosto literário. “Sempre li de tudo: poesia, conto e romance. Mas sempre tive preferência pela leitura de contos. Mas a motivação para escrever vem do conto e a ele é devolvida. É a forma que mais me agrada, para transmitir o que quero, é o terreno onde me sinto melhor”, relata.

Francisco de Morais, fala do prazer em participar de momentos como o de hoje: “Eventos de cultura que conseguem durar são raros. E esta é a 48ª edição do Ofício da Palavra. Só o fato de ter durado todo esse tempo já dá a dimensão da importância desse evento. É uma tremenda emoção poder estar lá hoje, como convidado para falar sobre literatura”, comenta.

Já o escritor Sérgio Fantini realizou shows, exposições, recitais, performances e é autor do texto e co-roteirista do curta Terra, dirigido por Sávio Leite. O palestrante ressalta a importância de participar do evento. “Pessoas se reunindo para falar de literatura é sempre algo de positivo para a humanidade” analisa.

Hoje os autores lerão trechos de suas obras, para apreciação dos presentes. É a oportunidade de cada um deles mostrar as peculiaridades de seu processo criativo.

Por:  Hemerson Morais e Rute de Santa

Fotos:  Overmundo

Com o objetivo de discutir a tecnologia da internet dentro da sala de aula o bate-papo Letramento digital, leitura e escrita na sala de aula, acontece amanhã, 19, às 19h, na Biblioteca pública Infantil e Juvenil de Belo Horizonte. O evento que será palestrado pela professora do curso de letras, Ana Elisa Ribeiro (CEFET-MG) Carla Viana Coscarelli (UFMG), traz à tona as influencias das novas tecnologias nas práticas em sala de aula.

Ana Elisa Ribeiro

“Vamos discutir o tema tanto na parte teórica quanto na parte pratica. As escolas ainda não introduziram esta metodologia dentro das salas de aula, e veremos em que ela ajuda, se ela pode atrapalhar e qual a postura dos professores ao utilizar este método”, informa Ana Elisa Ribeiro.

Carla Viana Coscarelli

Além do bate-papo serão lançados os livros Novas tecnologias para ler e escrever, de Ana Elisa Ribeiro e Hipertextos na teoria e na prática, de Carla Viana Coscarelli. A entrada no evento é gratuita.

Por João Vitor Fernandes e Heberth Zschaber

Foto:  Google

Hoje, às 19h30, a Casa UNA de Cultura encerra o mês das Diversidades com a mesa-redonda Diversidades, identidades: representação, gênero e orientação sexual que debaterá as atitudes e sentimentos negativos em relação aos homossexuais e como eles são vistos e representados pela sociedade. A mesa será composta pelo professores Júlio César Pessoa Nogueira, coordenador dos cursos de Moda e Cinema e Audiovisual, do Instituto de Comunicação e Artes da Una (ICA); Marco Aurélio Máximo Prado, professor do curso de Psicologia da UFMG e coordenador do Núcleo de Direitos Humanos e Cidadania LGBT (NUH) da UFMG; e  Mariana Tavares, professora do curso de Moda do ICA/UNA. A mediação será feita pelo professor Roberto Alves Reis, ICA/UNA e coordenador do projeto de extensão “Una-se Contra a Homofobia”.

De acordo com coordenador dos cursos de Cinema e Audiovisual, Júlio Nogueira, os meios de comunicação exercem uma forte influência na construção de imagens e representações dos homossexuais na sociedade contemporânea. “Se ocorrem avanços na política e em todas as áreas, é necessário, então, um comprometimento geral para mudar a imagem dos homossexuais. A mídia é o reflexo da sociedade e se temos uma mídia homofóbica, temos uma sociedade homofóbica”, explica Nogueira.

O professor Marco Aurélio Prado analisa a situação da seguinte forma: “Verificando o histórico conceitual, percebemos como vem sofrendo mudanças do século 20 para o século 21 e como essas mudanças servem para analisar a sociedade brasileira”.

Já a professora de Moda, Mariana Tavares fará uma análise dos vestuários masculinos e femininos ao longo da história e os cruzamentos de referências que existe hoje. “Faço um acompanhamento histórico dos vestuários femininos e masculinos, e percebo que tudo que é usado, ultimamente, no vestuário feminino, já foi utilizado no vestuário masculino, como por exemplo, o espartilho”, explica. “Hoje, também é notável, o contrário, ou seja, peças do vestuário masculino sendo utilizadas pelo gênero feminino. A roupa é deferida pelo gênero e não pela sexualidade”, analisa.

A mesa redonda Diversidades, identidades: representação, gênero e orientação sexual começa às 19h30, a entrada é gratuita, mas há limitação quanto ao número de pessoas, para participar, os interessados são admitidos por ordem de chegada.

Mesa redonda debate a presença dos homossexuais nas séries de TV 

As escritoras Adriana Agostini, autora do livro Lésbicas na TV: The L Word, e Flávia Péret, autora de A Imprensa Gay, debateram as formas as personagens homossexuais são representadas na mídia e nos jornais. A mesa realizada, na terça-feira, 22, foi mediada pelos professores do Centro Universitário UNA Tatiana Carvalho Costa e Roberto Alves Reis.

 Assista ao vídeo com as entrevistas de Adriana Agostini e Flávia Péret:

Por: Bárbara de Andrade e Rute de Santa

Foto: Felipe Bueno

O livro Casa Aberta, que reúne crônicas escritas pelo compositor Fernando Brant foi lançado na noite de ontem, na Academia Mineira de Letras (AML). O compositor, que escreve crônicas semanalmente para o Jornal Estado de Minas, selecionou seus textos dos últimos cinco anos no Jornal e juntou em um só livro. Algumas das crônicas reunidas no livro abordam temas como Minas Gerais e a convivência do autor com familiares e amigos. Outras crônicas retratam a política e o cotidiano brasileiro.

A AML promove bate-papos entre autores e leitores e já passaram por lá nomes como José Hamilton, Luís Fernando Veríssimo e Mauricio Kubrusly. Fernando Brant, logo no inicio da conversa, abriu espaço para perguntas da plateia. Mineiro de natureza, o autor que nasceu em Caldas, no sul do estado, contou como foi sua época de escola e que só quando mudou de colégio que sua cabeça se transformou. “Minha cabeça abriu muito no famoso Colégio Estadual Central”, destaca Brant.

O compositor falou também que jogava futebol e que é torcedor do América. “Escrevi muito em jornal sobre o América, o América sempre está muito presente, mas não se pode falar sempre da mesma coisa”, declara. Entre algumas perguntas, sua parceria com Milton Nascimento foi citada e ele contou como foi o inicio da parceria e como Nascimento o convidou para compor. “A música era completamente surpreendente”, afirma.

A irmã de Célio Balona, Aninha Balona, aproveitou a oportunidade para contar algumas histórias de sua convivência com Brant e com o Clube da Esquina. Brant explicou, também, como surgiram algumas músicas como Ponta de areia, O último trem, Maria, Maria, dentre outras. A música Maria, Maria foi um pedido o grupo Corpo para um espetáculo. “O Milton fez a música e eu fiz a letra”, conta.

O livro é baseado nas vivências de Brant e as histórias são um quadro do cotidiano brasileiro nas últimas décadas.

O livro Casa Aberta de Fernando Brant.

Por: Bárbara de Andrade

Fotos: Bárbara de Andrade e Heberth Zschaber

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A Oficina de Escrita Literária, que aconteceu nos dias 17 e 18, durante a Semana de Comunicação no ICA UNA, foi ministrada pelos professores Jorge Rocha, Mariana Rodrigues e Carlos de Brito e Mello.  O objetivo era mostrar as diversas relações com o texto e o caminho da escrita através da pesquisa.  A oficina foi elaborada a partir das experiências de cada educador.

Oficina de Escrita Literária mostra caminhos para escrever um bom texto

Os oficineiros foram unânimes ao dizer que, para se escrever um bom texto não é preciso simplesmente ter inspiração, mas também conhecer técnicas de composição. “Poesia ajuda em todos os sentidos é bom começar pela poesia, quando se quer escrever”, afirma o jornalista e escritor Carlos de Brito e Mello.

A professora e escritora Mariana Rodrigues, autora do livro Mancebos e Mocinhas modos de literatura brasileira no século XVIIII, informa que a literatura brasileira é rica e está crescendo muito. “Gosto das coisas que são produzidas aqui”, relata a escritora. A construção de quem lê está relacionando com a bagagem de cada um. O jornalista e escritor Jorge Rocha, um dos oficineiros acrescenta que é preciso “Ser capaz de ver a informação através da informação”.

Oficina de Escrita Literária mostra caminhos para escrever um bom texto

 A estudante de jornalismo Lúcia Beatriz conclui que a oficina foi uma fonte inspiradora. “Eles têm uma bagagem de leitura grande, passaram experiência para nós e introduziram outros autores que eu desconhecia”.

Por: Ana Carolina Nazareno e Rute de Santa

Foto: Ana Carolina Nazareno