Praça da Estação

Jogos de computadores, bate-papos virtuais e videogames são alguns dos exemplos de diversão das crianças de hoje. Muito diferente da infância de nossos pais e avôs que brincavam na rua, na maioria das vezes com os pés descalços. “Éramos mais crianças, aproveitávamos mais, éramos mais livres. Eu lembro que brincava de ´finca´, bolinha de gude, bambolê”, relembra a professora Dayse Sene.

A professora ainda comenta que as crianças pareciam mais amigas umas das outras. “Nós dividíamos os brinquedos que, na maioria das vezes, nós mesmos fabricávamos. Brincávamos em cima dos pés de frutas, era bem divertido”, comenta.

Revivendo esta prática e aproximando as crianças desta infância que parece tão distante, o Museu dos Brinquedos oferece ao público uma oficina em que os participantes serão os criadores dos seus próprios brinquedos. Além da oficina, o público poderá apreciar a exposição EcoBonecos que é  composta por 40 bonecos feitos com material reciclável.

Jovens

Aqueles que hoje estão na casa dos 20 anos também cultivam lembranças dos tempos de criança. A estudante de jornalismo Mariana Rocha relembra sua infância. “Meu brinquedo favorito era uma boneca que fala, inclusive a tenho até hoje”, revela.

As brincadeiras também começaram a ficar modernas. “Eu gostava de brinca de queimada, pique esconde e de Power Rangers. Juntávamos cinco amigos e cada um era de uma cor”, explica a estudante de Jornalismo Naiara Dias, se referindo à série de TV japonesa.

Mesmo com toda tecnologia que existe, “na minha época” é que era divertido!

Por : João Vitor Fernandes e Ana Carolina Nazareno

Foto: Imagens Google

O tatu-bola, mascote oficial da Copa do Mundo de 2014 pode ser visto na Praça da Estação pelos belo-horizontinos. O animal é característico do cerrado brasileiro e está “vulnerável” de acordo com a União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN), organização internacional dedicada à conservação de recursos naturais. “É uma forma simples e atrativa de transmitir a vibração do torneio. Além disso, destaca uma causa importante de preservação da fauna nativa do Brasil”, comenta a coordenadora do Comitê Executivo Municipal da Copa do Mundo da Prefeitura de Belo Horizonte, Flávia Rohlfs.

A mascote está em exibição nas principais cidades do país, como Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro, e ainda ficará exposta em outras praças da capital mineira. O próximo local a receber o boneco inflável de 7 metros de altura será a Praça da Savassi, localizada na região centro-sul da cidade.

Amijubi, Fuleco ou Zuzeco?

O nome oficial do tatu que representará a Copa de 2014 será escolhido através da internet. As opções são Amijubi (união entre as palavras amizade e júbilo), Fuleco (mistura entre futebol e ecologia), e Zuzeco (junção de azul e ecologia). A votação está no site da Federação Internacional de Futebol (FIFA).

Por Marcelo Fraga e Rute de Santa

Foto: João Vitor Fernandes

Um híbrido entre ficção e documentário, o longa “A cidade é uma só?” traz a história e as consequências do passado sobre a cidade satélite de Ceilândia e seus moradores. O filme retrata a cidade nos dias atuais e como seus habitantes se relacionam com sua história e seu estado atual. Em 1971, por excesso de pessoas morando em barracos e em condições deploráveis de habitação, foi criada a Campanha de Erradicação das Invasões (CEI). Dai o nome da cidade Ceilândia. O conflito que o título do filme traz é intensificado pelo olhar dos personagens sobre a realidade. A todo momento, o espectador é questionado se Ceilândia e seus moradores pertencem a Brasília ou não.

Sob as sombras das eleições, o filme é de total relevância para  a memória dos cidadãos, abordando o que aconteceu, o que acontece e o que poderá ser feito com as pessoas que vivem sob o jugo do poder eleito. Com muito humor, é mostrada a candidatura do personagem Dildu a deputado distrital pelo fictício PCN (Partido da Correria Nacional). O passado de Nancy e suas consequências também é ponto de destaque no documentário, assim como Zé Antônio, que protagoniza uma das maneiras que os moradores encontraram para ganhar o pão de cada dia.

Não há porque acreditar que o acontece em Ceilândia fica em Ceilândia. “O todo está no pouco”, já dizia o filósofo Anaxágoras e, através da pequena Ceilândia, vemos a história do descaso de um país.

Por William Gomes

Imagem: Divulgação do filme

O Cine Cento e Quatro abrirá suas portas para a imprensa pela primeira vez amanhã, com a pré-estreia do documentário A cidade é uma só?, do diretor Adirley Queirós. A abertura oficial da sala ocorrerá somente na próxima sexta-feira, 5.

O longa é uma reflexão sobre os 50 anos de Brasília e a situação social de parte da população do Distrito Federal. “Meus pais foram expulsos da cidade de Brasília, sou da primeira geração pós-aborto territorial. Moro em Ceilândia, periferia de Brasília, há mais de 30 anos. Eu me tornei cineasta e grande parte do meu trabalho está relacionada com este tema”, comenta o diretor.

A cidade é uma só? foi vencedor do Prêmio da Crítica na Mostra de Tiradentes (2012), uma das mais importantes mostras de cinema do país, e recebeu  Menção Honrosa na Semana dos Realizadores (2011), festival nacional voltado à exibição e discussão do cinema brasileiro contemporâneo.

O Cine Cento e Quatro comportará 80 pessoas e funcionará de terça à domingo, com três sessões diárias e ingressos a preço popular.

Por Marcelo Fraga e Rute de Santa

Com informações do site www.400filmes.com

Duas semanas após a publicação da matéria “Quem não enxerga também precisa ver”, a equipe do CONTRAMÃO se depara com o desrespeito das pessoas com deficiência visual. Um funcionário do Serviço de Limpeza Urbana (SLU) jogava o lixo na calçada da rua Espirito Santo esquina com Avenida Augusto de Lima, obstruindo o caminho de das pessoas com deficiência visual que utilizam as guias para se locomover. “A colocação do lixo nas calçadas não é culpa do funcionário. A própria prefeitura não disponibiliza lixeira suficiente para armazenar o lixo” comenta a presidente do Centro de Vida Independente (CVI), Kátia Ferraz.

Para a presidente do CVI, o lixo seja talvez um dos menores problemas da pessoa com deficiência.  “A prefeitura exige que o proprietário do imóvel coloque as guias, porém isto não é padronizado, então acontece de ter degraus nas calçadas, falta de equipamentos de segurança. Isto tudo atrapalha a locomoção”, conclui Kátia Ferraz.

A assessoria de imprensa da SLU informa que o sistema de coleta de lixo da capital e dividida em nove regionais e que as fotos serão encaminhadas para o responsável da regional Centro-sul.

Por João Vitor Fernandes

Foto: Hemerson de Morais

As visitas a museus é uma prática comum entre os apreciadores das artes plásticas. Porém, já imaginou fazer uma visita a algum museu com os olhos vendados? Esta é a experiência que o Museu de Artes e Ofícios (MAO) tem proporcionado aos seus visitantes. “A ideia é oferecer ao público vidente um momento de reflexão sobre a acessibilidade do público não vidente a espaços culturais”, explica a coordenadora do setor educativo do MAO, Naiala Garcia Mourthé.

A experiência, uma parceria do museu com o Instituto São Rafael, pretende despertar a curiosidade do público. “É uma nova forma de perceber e descobrir o acervo do museu através da estimulação de diferentes sentidos que não o olhar, estimulando a uma reflexão sobre a acessibilidade aos museus por públicos portadores de deficiência”, ressalta Naila Garcia.

Visita vendada no MAO

Segundo a coordenadora, a atividade tem agradado ao público e gerado novas demandas de discussão sobre a acessibilidade de deficientes aos museus. O auxiliar administrativo Antônio Rodrigues aprovou a ideia. “Foi interessante visitar o museu com os olhos vendados. Agora entendi um pouco do universo das pessoas que não enxergam, espero que tenha mais iniciativas como esta”, conclui.

Por João Vitor Fernandes e Rute de Santa

Foto: Divulgação MAO