Praça Sete

Estamos em período de eleições e as campanhas eleitorais já começaram, por onde quer que você ande em Belo Horizonte, já tem alguém balançando uma bandeira ou entregando um panfleto, mas se você tivesse a oportunidade de ficar frente a frente com um candidato, o que você diria ou perguntaria para ele?

Praça 7 - Centro de Belo Horizonte

 O Jornal Contramão foi até uma das mais movimentas praças de Belo Horizonte, a tradicional Praça Sete, em meio á bandeiras e panfletagens ouvir o que os eleitores têm para reivindicar ou perguntar aos candidatos.

Por João Vitor Fernandes e Perla Gomes

Foto: Heberth Zschaber

A Lei Federal 11.340/06 mais conhecida como Lei Maria da Penha, completou no dia 07, seis anos de existência. A lei foi criada com o objetivo de ser um mecanismo, para proteção das mulheres frente à violência doméstica e familiar. São inúmeras as denúncias de violência contra a mulher, segundo dados da Central de Atendimento a Mulher (ligue 180), o número de denúncias desde a criação da lei é de 2,7 milhões. O risco de morte foi citado em 52% dos casos e o principal agressor, segundo a central, é o cônjuge da vítima, chegando a ser citado em 70% das violações.

Após os seis anos da lei a população se divide quanto a sua eficácia. Gerando ainda polêmica e insatisfação em parte da população. “Não acredito na efetividade e cumprimento do mecanismo, pois não contempla a todos. Quando uma pessoa é rica e comete uma violação, são permitidas a ela brechas que facilitam a impunidade. Mas se o agressor é pobre, ele é punido em todas as formas da lei”, analisa a pesquisadora de mercado Rosilene Gonçalves.

Lei Maria da Penha completa 6 anos.

Já parte da população se mostra satisfeita e valoriza o mecanismo. “É uma lei muito importante, uma conquista das mulheres. Depois de muitas mulheres terem sofrido agressões e serem mantidas em cárceres privados, já é um passo para a justiça brasileira.”, comenta o estudante Gladson Reis.

Algumas pessoas ainda tem medo de denunciar os casos de violação. “Eu não denunciaria. Neste caso, eu aconselharia a pessoa agredida para que procurasse a lei.”, relata a pesquisadora de mercado Sabrina Ivana.

Por Hemerson Morais e Rute de Santa

Fotos: Hemerson Morais e Rute de Santa

No Dia dos Namorados, pelos corredores dos shoppings, casais apressados para as compras de última hora. Alguns deixaram para comprar os presentes juntos, como é o caso do casal Priscila Andrade, 18, e Bruno Henrique, 23. “Isso não atrapalha, ele nunca sabe o que eu quero e eu sempre escolho os presentes dele”, explica Priscila Andrade. “Eu dou as opções e ela sempre fala “você que sabe”, então, vou deixar ela ali na loja para escolher o que quiser”, diz Bruno Henrique.

o casal Priscila Andrade e Bruno Henrique

Há, ainda, os que vão comemorar apenas no final de semana, por terem compromissos de trabalho e estudo. “Comprei o presente hoje, mais vamos comemorar só no sábado, pois eu trabalho e estudo. Estou pensando em algo especial para comemorar um ano de namoro”, explica Roney Junior Costa, 20.

Segundo a Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL /BH), 70% das compras foram feitas em cima da hora, e as flores são um dos produtos mais vendidos, seguido de jóias e chocolates.

Por João Vitor Fernandes, Hebert Zschaber, Rute de Santa

Foto: Hebert Zschaber

A exposição de fotografias “A beleza da margem, à margem da beleza”, organizada pelo fotografo e artesão, Rafael Lage, volta ao quarteirão dos hippies da Praça Sete, após ter sido interditada, em 2009, pela Prefeitura Municipal de Belo Horizonte. “Naquela época, eu queria denunciar as irregularidades da prefeitura como apreensão de mochila, dos trabalhos e de documentos do pessoal”, relembra Lage. “Na época, a exposição foi apreendia pela prefeitura, eles alegaram obstrução da via pública e ainda me multaram em R$17.000,00”.

Rafael Lage – Malucos da Estrada

De acordo com Lage, as imagens são frutos de três anos de militância para registrar a forma como a Prefeitura abordava os artesãos. “Eu acompanhei 18 operações da Polícia Militar e pude registrar estes absurdos e violações que existiam. Encaminhei tudo para o ministério público. Nós conseguimos três audiências públicas e conseguimos encaminhar um documento para a corregedoria da prefeitura. Agora, no dia 3 de maio, conseguimos, da corregedoria da prefeitura a revogação da multa e devolução de todos os trabalhos” explica Rafael Lage.

Lage define a exposição como sendo uma Intervenção de arte/política e seu próximo passo será a produção de um documentário sobre os artesãos da Praça Sete, além de outras intervenções.

Invisíveis

Confundidos com moradores de rua e com traficantes, os Malucos da Estrada, também conhecidos hippies, vivem de cidade em cidade divulgando sua arte e sua ideologia. Para o artesão Thiago Almeida, em Belo Horizonte é o lugar onde a situação é mais complicada. “Galera da sua cidade acha que artesão é morador de rua, que artesão é maloqueiro. A galera julga pela aparência, tem muito preconceito”, denuncia. “Nossa vida é de aprendizagem e conhecimento. É um modo diferente de viver, cada lugar é de uma forma, com muito ou com pouco”, explica o artesão Denis Fernando.

Exposição Malucos na Estrada
Exposição Malucos na Estrada

Por Ana Carolina Nazareno e  João Vitor Fernandes

 Foto: João Vitor Fernandes