Praça Sete

Resultado de pesquisa técnica realizada em 1995 demonstra as possibilidades de uso do solo urbano na cidade para novas linhas do metrô.

Membros do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Ministério da Ciência e da Tecnologia (PADCT) realizaram um estudo sobre as condições geológicas da cidade de Belo Horizonte. Criado e desenvolvido para determinar as condições do subsolo da cidade, o documento foi entregue para o então prefeito de Belo Horizonte, Patrus Ananias.

Produzido através da parceria entre a prefeitura de BH e a Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa (FUNDEP) e do Departamento de Geologia do Instituto de Geociências da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), o estudo foi o resultado de análises técnicas em geotecnia, hidrogeologia, geologia básica e projetos de intervenção urbanística.

Desde então, ao longo de 22 anos e 4 prefeitos que passaram pela gestão municipal da cidade (Patrus Ananias, Célio de Castro, Fernando Pimentel e Márcio Lacerda), nada foi feito em relação às obras de ampliação subterrâneas do metrô de BH. Ao longo dos últimos anos, o que se viu, foram frustradas tentativas de criar planos para dar continuidade à reforma que, de alguma forma, foram esquecidas ao longo do tempo.

É o caso das perfurações ocorridas em 2012: máquinas, tapumes e trabalhadores realizaram prospecções em pontos estratégicos da cidade para avaliar as condições de comportamento do solo. À época, a empresa Progeo Engenharia foi a responsável pelas obras, ao lado da Metrominas, empresa criada em 1997 para gerir o metrô e vinculada à Secretaria de Estado de Transoportes e Obras Públicas do estado de Minas Gerais (SETOP-MG).

Faltam obras na sobra de gestão

Um dos membros do programa que participou da elaboração do estudo é o engenheiro geólogo, Edézio Teixeira de Carvalho, 70 anos. Ele se recorda de alguns detalhes que foram entregues, na época. “Em 1995 fizemos o trabalho que importou na realização do mapeamento geológico, o mapeamento de problemas geotécnicos e ambientais da cidade. Até hoje a prefeitura utiliza algumas referências desse estudo para o uso e ocupação do solo ou para realização de novos projetos”, explica.

Dentre os projetos mencionados por Carvalho, existe a ampliação do metrô. Ele afirma que BH possui todas as condições geológicas necessárias para receber as linhas subterrâneas. “Já sabíamos dessa condição há mais de vinte anos (com a realização do estudo) ”. Para ele, o problema de algumas cidades no Brasil é que, ao contrário de outros lugares no mundo, que constroem o metrô de forma continua ao longo dos anos, por aqui, as obras acontecem por gestões (políticas). “Enquanto um mandato não tem verba prevista, as obras ficam paralisadas. Isso é muito grave”, opina.

O engenheiro-geólogo, Edézio Teixeira de Carvalho apresenta alguns dos relatórios que desenvolveu ao longo da sua carreira: “As Veias Abertas do Solo Brasileiro e o Meio de Fechá-las” e “Iniciação de um Geodependente – A Hora de tomar os Cordéis”. Ele é um dos responsáveis por elaborar o estudo do solo de Belo Horizonte, em 1995 e entregue à prefeitura da cidade. Fotografia: Lucas D’Ambrosio.

Na cidade de Lisboa, por exemplo, ao longo das décadas de 1950 e 2010 foram realizadas obras de ampliação na linha do metrô que atualmente possui 44,2 Km. Porém, não é preciso atravessar o oceano para comparar o atraso que permeia o metrô belo-horizontino, que hoje, é administrado pela Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU). Na cidade de Recife (PE), seu metrô também é gerido pela mesa companhia. Por lá, os trilhos conseguiram progredir. Enquanto o metrô mineiro possui uma linha, com 19 estações e consegue atender uma demanda diária de 210 mil passageiros, na capital pernambucana, o metrô possui três linhas subdividas em seis, com 29 estações e transporta diariamente uma média da 400 mil passageiros.

Linhas transversais: uma solução?

Nos últimos anos, algumas sugestões foram levantadas para a melhoria do transporte urbano de BH, dentre elas a possibilidade de instalar os monotrilhos pela cidade. Para Carvalho, essa não seria a melhor alternativa. “Não sou o engenheiro construtor do metrô. Sou o geólogo preocupado com as condições da sua instalação. Porém, acredito que o monotrilho não será eficiente, por BH não ser uma cidade plana. Fazer um trajeto ondulado é muito mais complicado do que fazer linhas sub-horizontais”, afirma.

Mapa da cidade de Belo Horizonte, constante dos estudos apresentados à prefeitura de BH em 1995 com as hipotéticas linhas transversais de metrô. A sugestão: linhas que possam alimentar e ser alimentada pelas vias radiais que existem atualmente na superfície da cidade.

 

Para ele, o que resta é uma sugestão: linhas subterrâneas de metrô que sejam transversais às vias superficiais. “BH possui um sistema radial de vias. Este tipo de sistema pede um metrô que irá abastecer ou ser abastecido por elas. Não faz sentido um metrô percorrer de forma paralela uma avenida”. Sobre as expectativas de ver as obras concluídas algum dia, Carvalho finaliza com um sorriso: “Não verei o metrô de Belo Horizonte ampliado. Não tenho perspectivas de ver essa construção pronta”.

Reportagens anteriores:

BH continua na espera pela ampliação do metrô

Os metrôs da CBTU

Fotografias e Reportagem: Lucas D’Ambrosio

Foto Divulgação

O carnaval de Belo Horizonte tem crescido cada vez mais ao longo dos anos e em 2017 a folia promete. Com uma programação extensa, serão cerca de 363 blocos desfilando pelas ruas da capital, 30% a mais que ano passado. Os organizadores que esperam 2,4 milhões de pessoas, trarão novidades para o entretenimento dos foliões. Dois palcos serão montados na Avenida Brasil e um na Praça da Estação, além de um escorregador gigante, o “Skolrrega”.

A festa que cresce em proporção pede um policiamento mais intensivo para que todos possam curtir e aproveitar a festa em segurança. Pensando nisso, a Polícia Militar de Belo Horizonte trabalhará em conjunto com outros órgãos, Prefeitura de Belo Horizonte, Polícia Civil, Guarda Municipal, Corpo de Bombeiros Militar, Ministério Público e Juizado de Menores.

O policiamento contará com todo o efetivo já existente no Comando da Capital, que é formado por 4.472 militares, mais o reforço da Tropa Especializada, Tropa administrativa e militares da Academia de Polícia Militar. A operação intitulada “Operação Carnaval” terá como base diversas ações e operações preventivas e repressivas, feitas de forma a combater o crime e desordem nas ruas durante toda a festa.

A corporação, também em parceria com o Batalhão de Trânsito, trará um reforço para as Operações Blitzen, em especial a Lei Seca. Na tentativa de inibir o uso de bebidas alcoólicas por motoristas que decidirem ir para a folia de carro. E assim, evitar tumultos e acidentes. Com esse reforço e o planejamento prévio já realizado, a PM terá Bases Comunitárias instaladas, além dos postos existentes.

Com esse planejamento e reforço por parte dos órgãos responsáveis por essa grande festa, fique atento e não reaja, proteja-se e procure um policial perto de você ou ligue para o 190. Segurança é tudo.

Por Ana Paula Tinoco

Nesta terça feira, 8 de Fevereiro, o centro de Belo Horizonte foi cenário de mais um ato contra a reforma da Previdência Social proposta pelo governo do presidente Michel Temer.

A manifestação começou por volta das 10 horas na Praça Sete e seguiu em direção a avenida Amazonas. A princípio, as duas vias da faixa foram fechadas e gerou  engarrafamento entre as avenidas Afonso Pena e Amazonas. A Polícia Militar, acompanhou todo o trajeto ordenou que os manifestantes liberassem uma faixa, sendo liberada em seguida.

A continuidade do ato foi em frente ao prédio da Previdência Social. Presidentes de sindicatos, movimentos estudantis e trabalhistas de Minas Gerais reivindicam a suspensão da proposta de emenda à constituição (PEC 287) que visa alterações no sistema previdenciário brasileiro. Outra demanda é a instalação de diálogo entre o governo e a sociedade civil antes de qualquer decisão sobre os direitos do trabalhador.

Entre os sindicatos presentes estavam, o Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (SindUTE), Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita Estadual de Minas Gerais (SINDIFISCO-MG), Central Única dos Trabalhadores (CUT-MG), Sindicato dos Radialistas e membros da OAB.

Membros da Ordem dos advogados do Brasil (OAB) durante o ato contra a PEC 287.

Com palavras de ordem, os sindicalistas também convocaram a população para participar e dar força ao ato, visto que a reforma poderá afetar todos os trabalhadores brasileiros. Segundo a advogada Cláudia Moalem, 54, a proposta da PEC 287 é totalmente prejudicial aos trabalhadores, “Nós não conseguiremos nos aposentar, os benefícios assistenciais e também auxílio doença não serão mais concedidos”, completa Cláudia que atua na área previdenciária.

Reportagem e fotografias: Gabriella Germana

5 anos de mais um capítulo da história de esquecimento do metrô de Belo Horizonte.

Quem transitava pelas ruas de Belo Horizonte no dia 7 de fevereiro de 2012, em pontos como a Praça Sete, irá se lembrar daquele dia. Logo ali, na esquina da rua Carijós com a avenida Amazonas, no coração da cidade, um conjunto de tapumes, maquinários e operários realizavam perfurações para análise da viabilidade geológica do solo. Uma placa afixada revelava o propósito da operação: “O Metrô é a Solução”.

Cinco anos depois, o que restou foi a desilusão da população belo-horizontina. Lá se vão mais de 30 anos desde a inauguração da única linha metroviária da cidade. De 1986 até hoje, planos para reformá-la pairam no imaginário esquecido da capital mineira. Gestão após gestão, promessas não cumpridas, corte de orçamento, jogo de empurra entre prefeitura, empresas administradoras e Governo Federal, criam desculpas que impedem a tão sonhada ampliação do metrô de BH.

Linhas de metrô em Belo Horizonte. Fotografia: Lucas D’Ambrosio

Durante dois anos, a diarista Wanderleia Maria da Silva, 46, utilizou o metrô para trabalhar. No seu trajeto, ela também utilizava uma linha de ônibus para ir da estação em que descia até o bairro do seu trabalho. “Entre metrô e ônibus, prefiro o metrô. É muito melhor, não tem trânsito e é mais rápido”, comenta.

Sobre as obras que ocorreram em 2012, ela se lembra com pesar das promessas não cumpridas pelo então prefeito, Márcio Lacerda. Nas vésperas do pleito eleitoral que o reelegeram, as obras se tornaram uma lembrança para a população. “Lembro que fizeram umas perfurações pela cidade, ali na Afonso Pena. A gente via todos os dias aquele tanto de gente trabalhando, furando o solo. Isso cria uma confiança de que o metrô seria ampliado e até agora, nada. Ninguém fala mais nada sobre isso”, lamenta.

Apesar de ainda ter esperanças da conclusão da ampliação do metrô, ela acredita que não verá as obras prontas. “Entra político, sai político e eles não dão esperança, não dão continuidade em buscar realizar essa obra. Se um começou, o outro deveria dar continuidade. Seria bom para a gente, que precisa desse tipo de transporte, todos os dias para poder trabalhar”, conclui.

A linha solitária

As obras do metrô foram iniciadas no ano de 1981. Cinco anos depois, as operações comerciais foram iniciadas e, na época, englobavam seis estações ao longo da cidade (Eldorado – Lagoinha). O trecho inicial de 10,8 Km iniciou com três trens disponíveis para a população. Entre o final dos anos 1980 até o começo dos anos 2000, a atual linha do metrô foi integrada com outras estações, inclusive de ônibus, e hoje funciona em 19 locais ao longo de 28,2 Km. Diariamente, cerca de 210 mil passageiros são atendidos. O último investimento, realizado em 2015, se deu com a aquisição de 10 novos trens, o que representou um aumento de 40% na frota, que aumentou para 35 unidades, ao custo R$171,9 milhões.

Fotografia e Reportagem: Lucas D’Ambrosio

Fotografia: Lucas D'Ambrosio

Outra vez, o dia 13 de dezembro entrou para a história da política brasileira. No ano de 1968, o Ato Institucional nº 5 (AI-5) foi baixado durante o governo militar do general Costa e Silva, na vigência do período em que o país viveu sob os comandos da ditadura militar. Quarenta e oito anos depois, no mesmo 13 de dezembro, o senado federal aprovou a Proposta de Emenda Constitucional nº55 (PEC-55). Por se tratar de uma emenda à Constituição da República, eram necessários 49 votos para o texto ser aprovado, pela casa, em segundo turno. No total, 69 senadores votaram, 53 favoráveis à proposta e 16 votos contra.

No dia 15 de junho, o governo de Michel Temer apresentou ao Congresso Nacional, a Proposta de Emenda à Constituição nº 241. O projeto visa a diminuição das despesas públicas tentando alcançar a adimplência do Brasil com seus atuais credores, decorrentes da atual dívida pública do estado, que superam os três trilhões de reais.

A PEC 241 irá alterar o Ato das Disposições Transitórias (ADCT) da Constituição do Brasil acrescentando a ele os artigos 101 a 109. Ela visa estabelecer um teto de gastos e investimentos primários da administração pública federal, em relação às três funções do seu poder Legislativo, Executivo e Judiciário, ao Ministério Público e à Defensoria Pública, utilizando como base o orçamento de 2016.

No dia 11 de novembro, secundaristas e manifestantes se reúnem no coreto da Praça Sete (símbolo da liberdade) em protesto contra as medidas impostas pela PEC-55. Fotografia: Lucas D'Ambrosio.
No dia 11 de novembro, secundaristas e manifestantes reunidos no coreto da Praça Sete (símbolo da liberdade) em protesto contra as medidas impostas pela PEC-55. Fotografia: Lucas D’Ambrosio.

Com a atual tramitação no Senado Federal sob o número 55, eventuais mudanças ocorreram no texto inicial da proposta. A PEC pretende criar limitações e estabelecer um teto de despesas para os próximos 20 exercícios financeiros (20 anos). Será estabelecido um limite máximo de investimentos atualizados, anualmente, pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Final (IPCA). Ou seja, este limite terá que obedecer ao total gasto no ano anterior, corrigido pelo índice inflacionário. Além disso, o Presidente da República, à época, poderá propor ao Congresso Nacional, após os 10 primeiros anos de vigência e por meio de lei, a alteração do regime fiscal.

Desta regra estão excluídos a transferência constitucional de recursos para estados da União e municípios, recursos federais destinados ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), créditos extraordinários que são permitidos em casos de guerra, comoção interna ou calamidade pública. A outra exceção é a despesa decorrente do aumento de capital de empresas estatais não dependentes.

Atualmente, os gastos e investimentos que são destinados à setores básicos sociais como educação e saúde, são realizados conforme a receita arrecadada pela União, ano após ano, respeitando índices mínimos previstos na Constituição. De acordo com a proposta, se a PEC for aprovada neste ano, a aplicação mínima no ano de 2017 para a saúde será de 15% em relação à receita corrente líquida do exercício financeiro de 2017, conforme consta na Constituição.

Para a educação, o mínimo aplicado pela União no ano de 2017 será de 18% da receita resultante da transferência dos impostos, para a manutenção e desenvolvimento da área. A partir do ano de 2018, o valor que poderá ser aplicado para ambas as áreas irá corresponder aos valores mínimos aplicados nos anos anteriores, corrigidos pelo IPCA. Ou seja, haverá a limitação dos gastos e investimentos nas áreas de educação e saúde a partir do ano de 2018, tendo em vista o que tiver sido gasto no ano de 2016 e 2017.

Fotografias e Reportagem: Lucas D’Ambrosio

Fotografia: Lucas D'Ambrosio

Sexta feira, 11 de novembro de 2016. Em meio à Primavera Secundarista, diversas cidades do país se mobilizaram em uma manifestação nacional para protestar contra as recentes medidas de austeridade, congelamento e limitação de gastos públicos federais e a reformulação do ensino médio, promovidos pelo governo de Michel Temer.

Fotografia: Lucas D'Ambrosio
Fotografia: Lucas D’Ambrosio

Em Belo Horizonte, não foi diferente. Em meio às faixas com mensagens de ordem, carros de som e milhares de pessoas representando entidades sindicais, servidores públicos da área da educação, saúde, segurança e fiscalização, crianças e adolescentes representando as 40 escolas que estão ocupadas na região metropolitana de BH, eis que surge um Mar de Gente.

No meio da Praça Sete, no fundo da passeata que levava os manifestantes a cruzar o centro da cidade até a Praça da Assembleia, um longo tecido branco se estendia por entre a avenida Amazonas, uma das principais da capital das Gerais.

Fotografia: Lucas D'Ambrosio
Fotografia: Lucas D’Ambrosio
Fotografia: Lucas D'Ambrosio
Fotografia: Lucas D’Ambrosio

A iniciativa surgiu na ocupação da Escola de Belas Artes da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). A performance foi realizada de maneira coletiva e organizada pela “Frente de Produção da Ocupação Belas Artes”, durante o Ato Nacional Unificado contra a PEC 55 (241) e Medida Provisória 746. Ao todo, mais de 100 pessoas participaram da ação que percorreu a distância de 2Km entre a Praça Afonso Arinos, região central de Belo Horizonte e a Praça da Assembleia, no bairro Santo Agostinho. De acordo com uma das organizadoras da performance, a estudante Debora Guedes, o Mar de Gente, foi “a junção de outras duas performances que usamos como referência: a ‘Divisor’, da Lygia Pape e ‘Painting Reality’ do IEPE”.

Fotografia: Lucas D'Ambrosio
Fotografia: Lucas D’Ambrosio
Fotografia: Lucas D'Ambrosio
Fotografia: Lucas D’Ambrosio

Por entre fendas cortadas ao longo do pano, cabeças guiavam a marcha no meio prédios e curiosos que paravam para observar. Mulheres, homens… Todos juntos. Em um passo sincronizado, respeitavam os comandos daqueles que guiavam o marchar do mar vivo, refletido em 50 metros de comprimento, realizando um protesto silencioso.

No entorno desse mar, a mensagem era legível: “igualdade”, “respeito”, “arte”, “empatia” e “humanidade”. O que restava, era somente um rastro: 75 litros de tinta que coloriu as ruas da cidade por entre os caminhos percorridos pelas 96 pessoas que levavam a arte, em forma de mobilização, para as ruas de uma cidade ocupada.

Fotografia: Lucas D'Ambrosio
Fotografia: Lucas D’Ambrosio
Fotografia: Lucas D’Ambrosio

Fotografias e Reportagem: Lucas D’Ambrosio