Praça Sete

Foto Divulgação

O carnaval de Belo Horizonte tem crescido cada vez mais ao longo dos anos e em 2017 a folia promete. Com uma programação extensa, serão cerca de 363 blocos desfilando pelas ruas da capital, 30% a mais que ano passado. Os organizadores que esperam 2,4 milhões de pessoas, trarão novidades para o entretenimento dos foliões. Dois palcos serão montados na Avenida Brasil e um na Praça da Estação, além de um escorregador gigante, o “Skolrrega”.

A festa que cresce em proporção pede um policiamento mais intensivo para que todos possam curtir e aproveitar a festa em segurança. Pensando nisso, a Polícia Militar de Belo Horizonte trabalhará em conjunto com outros órgãos, Prefeitura de Belo Horizonte, Polícia Civil, Guarda Municipal, Corpo de Bombeiros Militar, Ministério Público e Juizado de Menores.

O policiamento contará com todo o efetivo já existente no Comando da Capital, que é formado por 4.472 militares, mais o reforço da Tropa Especializada, Tropa administrativa e militares da Academia de Polícia Militar. A operação intitulada “Operação Carnaval” terá como base diversas ações e operações preventivas e repressivas, feitas de forma a combater o crime e desordem nas ruas durante toda a festa.

A corporação, também em parceria com o Batalhão de Trânsito, trará um reforço para as Operações Blitzen, em especial a Lei Seca. Na tentativa de inibir o uso de bebidas alcoólicas por motoristas que decidirem ir para a folia de carro. E assim, evitar tumultos e acidentes. Com esse reforço e o planejamento prévio já realizado, a PM terá Bases Comunitárias instaladas, além dos postos existentes.

Com esse planejamento e reforço por parte dos órgãos responsáveis por essa grande festa, fique atento e não reaja, proteja-se e procure um policial perto de você ou ligue para o 190. Segurança é tudo.

Por Ana Paula Tinoco

Nesta terça feira, 8 de Fevereiro, o centro de Belo Horizonte foi cenário de mais um ato contra a reforma da Previdência Social proposta pelo governo do presidente Michel Temer.

A manifestação começou por volta das 10 horas na Praça Sete e seguiu em direção a avenida Amazonas. A princípio, as duas vias da faixa foram fechadas e gerou  engarrafamento entre as avenidas Afonso Pena e Amazonas. A Polícia Militar, acompanhou todo o trajeto ordenou que os manifestantes liberassem uma faixa, sendo liberada em seguida.

A continuidade do ato foi em frente ao prédio da Previdência Social. Presidentes de sindicatos, movimentos estudantis e trabalhistas de Minas Gerais reivindicam a suspensão da proposta de emenda à constituição (PEC 287) que visa alterações no sistema previdenciário brasileiro. Outra demanda é a instalação de diálogo entre o governo e a sociedade civil antes de qualquer decisão sobre os direitos do trabalhador.

Entre os sindicatos presentes estavam, o Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (SindUTE), Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita Estadual de Minas Gerais (SINDIFISCO-MG), Central Única dos Trabalhadores (CUT-MG), Sindicato dos Radialistas e membros da OAB.

Membros da Ordem dos advogados do Brasil (OAB) durante o ato contra a PEC 287.

Com palavras de ordem, os sindicalistas também convocaram a população para participar e dar força ao ato, visto que a reforma poderá afetar todos os trabalhadores brasileiros. Segundo a advogada Cláudia Moalem, 54, a proposta da PEC 287 é totalmente prejudicial aos trabalhadores, “Nós não conseguiremos nos aposentar, os benefícios assistenciais e também auxílio doença não serão mais concedidos”, completa Cláudia que atua na área previdenciária.

Reportagem e fotografias: Gabriella Germana

5 anos de mais um capítulo da história de esquecimento do metrô de Belo Horizonte.

Quem transitava pelas ruas de Belo Horizonte no dia 7 de fevereiro de 2012, em pontos como a Praça Sete, irá se lembrar daquele dia. Logo ali, na esquina da rua Carijós com a avenida Amazonas, no coração da cidade, um conjunto de tapumes, maquinários e operários realizavam perfurações para análise da viabilidade geológica do solo. Uma placa afixada revelava o propósito da operação: “O Metrô é a Solução”.

Cinco anos depois, o que restou foi a desilusão da população belo-horizontina. Lá se vão mais de 30 anos desde a inauguração da única linha metroviária da cidade. De 1986 até hoje, planos para reformá-la pairam no imaginário esquecido da capital mineira. Gestão após gestão, promessas não cumpridas, corte de orçamento, jogo de empurra entre prefeitura, empresas administradoras e Governo Federal, criam desculpas que impedem a tão sonhada ampliação do metrô de BH.

Linhas de metrô em Belo Horizonte. Fotografia: Lucas D’Ambrosio

Durante dois anos, a diarista Wanderleia Maria da Silva, 46, utilizou o metrô para trabalhar. No seu trajeto, ela também utilizava uma linha de ônibus para ir da estação em que descia até o bairro do seu trabalho. “Entre metrô e ônibus, prefiro o metrô. É muito melhor, não tem trânsito e é mais rápido”, comenta.

Sobre as obras que ocorreram em 2012, ela se lembra com pesar das promessas não cumpridas pelo então prefeito, Márcio Lacerda. Nas vésperas do pleito eleitoral que o reelegeram, as obras se tornaram uma lembrança para a população. “Lembro que fizeram umas perfurações pela cidade, ali na Afonso Pena. A gente via todos os dias aquele tanto de gente trabalhando, furando o solo. Isso cria uma confiança de que o metrô seria ampliado e até agora, nada. Ninguém fala mais nada sobre isso”, lamenta.

Apesar de ainda ter esperanças da conclusão da ampliação do metrô, ela acredita que não verá as obras prontas. “Entra político, sai político e eles não dão esperança, não dão continuidade em buscar realizar essa obra. Se um começou, o outro deveria dar continuidade. Seria bom para a gente, que precisa desse tipo de transporte, todos os dias para poder trabalhar”, conclui.

A linha solitária

As obras do metrô foram iniciadas no ano de 1981. Cinco anos depois, as operações comerciais foram iniciadas e, na época, englobavam seis estações ao longo da cidade (Eldorado – Lagoinha). O trecho inicial de 10,8 Km iniciou com três trens disponíveis para a população. Entre o final dos anos 1980 até o começo dos anos 2000, a atual linha do metrô foi integrada com outras estações, inclusive de ônibus, e hoje funciona em 19 locais ao longo de 28,2 Km. Diariamente, cerca de 210 mil passageiros são atendidos. O último investimento, realizado em 2015, se deu com a aquisição de 10 novos trens, o que representou um aumento de 40% na frota, que aumentou para 35 unidades, ao custo R$171,9 milhões.

Fotografia e Reportagem: Lucas D’Ambrosio

Fotografia: Lucas D'Ambrosio

Outra vez, o dia 13 de dezembro entrou para a história da política brasileira. No ano de 1968, o Ato Institucional nº 5 (AI-5) foi baixado durante o governo militar do general Costa e Silva, na vigência do período em que o país viveu sob os comandos da ditadura militar. Quarenta e oito anos depois, no mesmo 13 de dezembro, o senado federal aprovou a Proposta de Emenda Constitucional nº55 (PEC-55). Por se tratar de uma emenda à Constituição da República, eram necessários 49 votos para o texto ser aprovado, pela casa, em segundo turno. No total, 69 senadores votaram, 53 favoráveis à proposta e 16 votos contra.

No dia 15 de junho, o governo de Michel Temer apresentou ao Congresso Nacional, a Proposta de Emenda à Constituição nº 241. O projeto visa a diminuição das despesas públicas tentando alcançar a adimplência do Brasil com seus atuais credores, decorrentes da atual dívida pública do estado, que superam os três trilhões de reais.

A PEC 241 irá alterar o Ato das Disposições Transitórias (ADCT) da Constituição do Brasil acrescentando a ele os artigos 101 a 109. Ela visa estabelecer um teto de gastos e investimentos primários da administração pública federal, em relação às três funções do seu poder Legislativo, Executivo e Judiciário, ao Ministério Público e à Defensoria Pública, utilizando como base o orçamento de 2016.

No dia 11 de novembro, secundaristas e manifestantes se reúnem no coreto da Praça Sete (símbolo da liberdade) em protesto contra as medidas impostas pela PEC-55. Fotografia: Lucas D'Ambrosio.
No dia 11 de novembro, secundaristas e manifestantes reunidos no coreto da Praça Sete (símbolo da liberdade) em protesto contra as medidas impostas pela PEC-55. Fotografia: Lucas D’Ambrosio.

Com a atual tramitação no Senado Federal sob o número 55, eventuais mudanças ocorreram no texto inicial da proposta. A PEC pretende criar limitações e estabelecer um teto de despesas para os próximos 20 exercícios financeiros (20 anos). Será estabelecido um limite máximo de investimentos atualizados, anualmente, pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Final (IPCA). Ou seja, este limite terá que obedecer ao total gasto no ano anterior, corrigido pelo índice inflacionário. Além disso, o Presidente da República, à época, poderá propor ao Congresso Nacional, após os 10 primeiros anos de vigência e por meio de lei, a alteração do regime fiscal.

Desta regra estão excluídos a transferência constitucional de recursos para estados da União e municípios, recursos federais destinados ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), créditos extraordinários que são permitidos em casos de guerra, comoção interna ou calamidade pública. A outra exceção é a despesa decorrente do aumento de capital de empresas estatais não dependentes.

Atualmente, os gastos e investimentos que são destinados à setores básicos sociais como educação e saúde, são realizados conforme a receita arrecadada pela União, ano após ano, respeitando índices mínimos previstos na Constituição. De acordo com a proposta, se a PEC for aprovada neste ano, a aplicação mínima no ano de 2017 para a saúde será de 15% em relação à receita corrente líquida do exercício financeiro de 2017, conforme consta na Constituição.

Para a educação, o mínimo aplicado pela União no ano de 2017 será de 18% da receita resultante da transferência dos impostos, para a manutenção e desenvolvimento da área. A partir do ano de 2018, o valor que poderá ser aplicado para ambas as áreas irá corresponder aos valores mínimos aplicados nos anos anteriores, corrigidos pelo IPCA. Ou seja, haverá a limitação dos gastos e investimentos nas áreas de educação e saúde a partir do ano de 2018, tendo em vista o que tiver sido gasto no ano de 2016 e 2017.

Fotografias e Reportagem: Lucas D’Ambrosio

Fotografia: Lucas D'Ambrosio

Sexta feira, 11 de novembro de 2016. Em meio à Primavera Secundarista, diversas cidades do país se mobilizaram em uma manifestação nacional para protestar contra as recentes medidas de austeridade, congelamento e limitação de gastos públicos federais e a reformulação do ensino médio, promovidos pelo governo de Michel Temer.

Fotografia: Lucas D'Ambrosio
Fotografia: Lucas D’Ambrosio

Em Belo Horizonte, não foi diferente. Em meio às faixas com mensagens de ordem, carros de som e milhares de pessoas representando entidades sindicais, servidores públicos da área da educação, saúde, segurança e fiscalização, crianças e adolescentes representando as 40 escolas que estão ocupadas na região metropolitana de BH, eis que surge um Mar de Gente.

No meio da Praça Sete, no fundo da passeata que levava os manifestantes a cruzar o centro da cidade até a Praça da Assembleia, um longo tecido branco se estendia por entre a avenida Amazonas, uma das principais da capital das Gerais.

Fotografia: Lucas D'Ambrosio
Fotografia: Lucas D’Ambrosio
Fotografia: Lucas D'Ambrosio
Fotografia: Lucas D’Ambrosio

A iniciativa surgiu na ocupação da Escola de Belas Artes da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). A performance foi realizada de maneira coletiva e organizada pela “Frente de Produção da Ocupação Belas Artes”, durante o Ato Nacional Unificado contra a PEC 55 (241) e Medida Provisória 746. Ao todo, mais de 100 pessoas participaram da ação que percorreu a distância de 2Km entre a Praça Afonso Arinos, região central de Belo Horizonte e a Praça da Assembleia, no bairro Santo Agostinho. De acordo com uma das organizadoras da performance, a estudante Debora Guedes, o Mar de Gente, foi “a junção de outras duas performances que usamos como referência: a ‘Divisor’, da Lygia Pape e ‘Painting Reality’ do IEPE”.

Fotografia: Lucas D'Ambrosio
Fotografia: Lucas D’Ambrosio
Fotografia: Lucas D'Ambrosio
Fotografia: Lucas D’Ambrosio

Por entre fendas cortadas ao longo do pano, cabeças guiavam a marcha no meio prédios e curiosos que paravam para observar. Mulheres, homens… Todos juntos. Em um passo sincronizado, respeitavam os comandos daqueles que guiavam o marchar do mar vivo, refletido em 50 metros de comprimento, realizando um protesto silencioso.

No entorno desse mar, a mensagem era legível: “igualdade”, “respeito”, “arte”, “empatia” e “humanidade”. O que restava, era somente um rastro: 75 litros de tinta que coloriu as ruas da cidade por entre os caminhos percorridos pelas 96 pessoas que levavam a arte, em forma de mobilização, para as ruas de uma cidade ocupada.

Fotografia: Lucas D'Ambrosio
Fotografia: Lucas D’Ambrosio
Fotografia: Lucas D’Ambrosio

Fotografias e Reportagem: Lucas D’Ambrosio

 

Os 1,3 mil abrigos que serão colocados na capital mineira e eram esperados pela população começaram a ser instalados neste mês. Deste número seis deles se encontram na Avenida Afonso Pena. Há novas coberturas nos arredores da Praça Sete e duas em frente à sede da Prefeitura. O prazo de finalização do serviço foi estipulado para quatro anos, sendo que metade será colocada no primeiro ano e o restante nos três anos seguintes.

A iniciativa que parte da Prefeitura de Belo Horizonte e contará com o financiamento do Consórcio PRABH, que teve sua licitação aprovadatem como plano base  e objetivo trazer conforto para os usuários dos coletivos, trocar as coberturas danificadas, instalar abrigos onde não há e padronizar os equipamentos usados pela BHTrans.

A responsabilidade pela criação, instalação e manutenção dessas novas coberturas será da concessionária aprovada. Os novos abrigos serão mais modernos, mais confortáveis, com proteção traseira e lateral de metal vazado, têm uma capacidade 25% maior que os atuais e pontos energizados tanto para exploração da publicidade como para iluminação noturna (mais segurança) e com o nome do local onde está instalado. O direito ao uso desses espaços para publicidade será de 25 anos e o contrato prevê gastos investidos no valor de 30 milhões.

O diferencial está na proposta de que assim como o uso dos totens de publicidade, as empresas poderão gerar lucro com a oferta de internet nos abrigos. Ou seja, junto ao uso dos espaços publicitários os mesmos poderão ser vendidos a clientes e vistos por passageiros enquanto esses usarem a rede de wi-fi.

O Olhar da população

Pensando na iniciativa da BHTrans fomos às ruas conversar com quem faz uso desses abrigos para saber a opinião deles sobre essa novidade.

“Eu gostei, ficou ótimo. Mas, parece que vai ser ruim quando tiver chovendo. Não tem proteção é aberto vai molhar tudo. Mas, vamos esperar a chuva, falta banco, mas ficou bonito.” – Sueli de Fátima Silvera, Diarista.

“Eu não gostei. Primeiro, porque tenho certeza, foi muito dinheiro gasto aqui e para mostrar publicidade. Diminuiu a quantidade de bancos, se tem mais idoso eles vão ficar em pé. Essa placa deveria ter ficado na horizontal, igual era antes, ficou ruim porque agora para observar o pessoal tem que vir para rua.” – Ramon Antônio Pedrosa, assistente administrativo.

“O fluxo é muito grande e não condiz com o numero de pessoas. Antes a parada era mais funcional, utilitária. O antigo sistema era mais barato e melhor.” – Regina Azevedo, Produtora.

Reportagem: Ana Paula Tinoco/ Laís Brina

Foto: Ana Paula Tinoco