Redes Sociais

Por: Kedria Garcia Evangelista

Fanfics são narrativas produzidas por fãs, onde o autor brinca com os personagens de uma obra já existente ou tenta reescrever a história de artistas. As inspirações vêm de várias vertentes: livros, filmes, games, figuras públicas, etc. Originada da abreviação da expressão fan fiction, que traduzindo ao pé da letra significa “ficção de fãs”, os autores se apoderam de uma parte da história original ou dos personagens e a/os recria(m), originando histórias paralelas.

Essas narrativas são difundidas na internet, geralmente em sites específicos. A maior parte do público que consomem esse material são adolescentes, majoritariamente feminina, o que não impede a participação de outros públicos, como conta Alan Rodrigo Silva de 30 anos, Designer de Jogos. “Era bem interessante, ocupava muito o meu tempo, agora não tenho tanto tempo assim para dedicar a leitura.”, complementa afirmando que existem ótimas fanfics bem escritas, em termos de técnicas e formas narrativas, tão boas quanto as que já foram ou estão sendo publicadas por vias editoriais tradicionais.

O primeiro contato de Letícia Diassis de 16 anos com esse universo, foi aos 10 anos em uma plataforma de escritores e leitores. “Escrevo e leio fanfics hoje em dia, apesar de estar quase sempre atrasada em relação à elas por conta do tempo pros estudos.”, a jovem participa de fóruns que debatem o assunto e acredita que as redes sociais são potencializadores para a divulgação, facilitando o acesso à elas. Para Natália Paixão, Divulgadora Científica de 23 anos, as redes sociais têm sua parcela negativa nesse ramo. “Tudo que difunde tem potencial de banalização, e em cima de algo livre isso ainda é maior, mas um dos fundamentos de trabalhos transformativos é justamente o acesso facilitado e acredito que as redes sociais funcionam mais como um meio de troca e abertura o que potencializa estes trabalhos.”

Um dos motivos de discussões sobre esse segmento é sua classificação como literatura. Entende-se que o conceito de literatura sofreu diversas alterações no seu conceito durante o passar dos anos, ainda assim é considerada uma “arte dos textos”. Alan acredita que as fanfics não deixam de serem menos literárias por utilizar a linguagem informal, “As fanfics de maior sucesso ainda são severamente criticadas pelo círculo literário, até entendo que a popularidade da linguagem menos erudita seduz bastante uma parcela considerável de leitores para reter receitas.”, justifica. Outra questão levantada é a edição e revisão, questionando a qualidade dessas narrativas, como aponta Natália Paixão. “Como tudo que é livre e de fácil acesso temos uma quantidade absurda de material, nem todo ele é bom, mas existem trabalhos que mereciam publicações formais e reconhecimento.”, conclui esclarecendo que existem escritoras que aprimoram o trabalho a partir dos feedbacks recebido pelos fãs.

Por se tratar de obras e/ou personagens que possuem direitos autorais, surge controvérsias a respeito desse nicho. A ideia inicial não é plagiar e sim dá outros caminhos a criação original, ou seja, não se visa lucros na produção das fanfics, além da enorme quantidade de publicações em sites e comunidades na internet, o que dificulta o processo jurídico. Por ser uma produção feita pelos fãs, as empresas aproveitam essa vertente como uma forma de publicidade. “O valor da fanfic é o seu papel como obra de transformação, fanfics são resultado de uma avaliação crítica das obras que admiramos e uma forma de empoderamento onde tornamos estes trabalho algo nosso.”, segundo Paixão.

 

Feito por:  Henrique Faria

No Brasil, o Cinema Nacional é comemorado no dia 19 de junho, data que homenageia o ítalo-brasileiro Afonso Segreto, o primeiro cinegrafista brasileiro que registrou imagens do nosso território em 1898, virando a seguir o filme: “Uma vista da Baía de Guanabara”. Desde então a sétima arte vem fazendo e sendo história no nosso país e para entendermos um pouco mais sobre a importância deste dia, o Jornal Contramão conversou com produtor, crítico e professor de cinema Ataídes Braga.

 

Jornal Contramão: Qual a importância do Dia do Cinema Nacional?

Ataides: Tem a importância, não necessariamente de uma data comemorativa, mas sim histórica, como uma espécie de certidão de nascimento e a partir daí vira uma necessidade de afirmação de todas as lutas desenvolvidas contra a hegemonia de cinematografias externas que em diversos momentos nos deixaram em uma posição de inferioridade e opressão.

Jornal Contramão: Estamos na Época de Ouro do Cinema Nacional?

Ataides: Sim e não, o cinema brasileiro é muito complexo, diversificado, do ponto de vista mercadológico, temos uma certa produção, majoritariamente comédias, que estão muito bem de bilheterias, mas existem muitos outros filmes que nem se quer são ou serão lançados.

Jornal Contramão: Quais as dificuldades de se fazer um filme independente hoje no Brasil?

Ataides: A ausência de uma política pública específica; falta de controle do mercado exibidor. Controlado ainda  hoje,  pela majors americanas; dificuldade, mesmo quando feitos, não conseguem distribuição e exibição, quase todas voltadas para filmes de mercado.

Jornal Contramão: Vemos cada dia mais faculdades abrindo o curso de CINEMA, quais seriam os benefícios e malefícios disso?

Ataides: A formação teórica e prática é fundamental, mas nem sempre essas faculdades tem professores capacitados e quando os tem, não tem a liberdade criativa para desenvolverem projetos que possam pensar o cinema. Eles só reproduzem o mesmo tipo de filmes e possibilidades que já estão saturados por aí.

 

O lançamento da campanha #SomosTodosParalímpicos, da Vogue Brasil, repercutiu nas redes sociais de modo diferente do esperado. Estrelada pelos atores Cleo Pires e Paulo Vilhena a campanha despertou críticas em torno da representatividade para os atletas paralímpicos. A peça fotográfica traz as imagens dos corpos dos artistas sobrepostas, por Photoshop, aos corpos dos atletas Bruna Alexandre paratleta de tênis de mesa e Renato Leite  paratleta de vôlei sentado. A revista investiu no ensaio tencionando a visibilidade dos atletas paradesportivos, devido ao cenário em que houve a redução do orçamento, a pouca cobertura midiática e as baixas vendas dos ingressos para a competição.

No Twitter, os internautas criticaram a falha na representatividade, uma vez que, a revista poderia convidar um esportista para posar.  “Que negócio estúpido essa campanha da Vogue eu sou deficiente e achei O CÚMULO DO RIDÍCULO.” tweetou @HailYsgramor.  Apesar do retorno negativo da campanha o assunto se manteve nos Trends Topics do Brasil durante todo o dia, a jogada de marketing na visão de alguns deu certo “Se a Vogue Brasil tivesse pego os atletas paralímpicos não ia ter dado repercussão, sabe por que? Porque o povo não apoia, a grande maioria, não da bola.” tweetou @DiegoSpier.

O Baile Africano promovido pela revista em fevereiro de 2016, também foi lembrado pelos internautas. Na ocasião, a festa pretendia homenagear a cultura Afrodescendente, mas acabou contando com poucos convidados negros e com a presença de atrizes brancas usando penteados e adereços de origem Africana. No Facebook o site que marcou presença na polêmica foi o Sensacionalista, que divulgou uma matéria ironizando o feito, declarando que a magazine irá realizar um editorial sobre a cultura Africana utilizando modelos escandinavos.

O professor do curso de Publicidade e Propaganda, do Centro Universitário UNA,  Luiz Lana comentando sobre o assunto, demonstrou sua insatisfação com a campanha, “Eu achei de extremo mau gosto. Acho que ela tenta promover empatia aos atletas paraolímpicos, mas pisa na bola ao tentar fazê-lo.”  Como resposta aos comentários, Cleo Pires postou um vídeo em sua conta do Instagram, tentando explicar o real sentido da campanha. A paratleta Natália Mayara comentou sobre a repercussão do caso, “Gente a ideia era justamente essa, mostrar que qualquer um pode ser paralímpico! Inclusive atores globais famosos que todos veneram, mostrar que entre nós e eles a única diferença é a condição física. Além da visibilidade que esses atores tem que vai atingir muito mais pessoas pelo mundo. Parem de querer polemizar tudo.”.

Reportagem: Kedria Garcia Evagenlista – Aluna do Curso de Jornalismo do Centro Universitário UNA-ICA

Em um momento onde o grito de uma parcela da população indignada clama pelo fim do feminismo, vemos crescer dia a dia a necessidade daquelas que lutam para a conquista de nossos direitos. Somente em 2014 foram registrados 47.646 estupros, dados que constam oficialmente das estatísticas do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Dividindo esses dados, no Brasil, uma mulher é estuprada a cada 11 minutos.

No último dia 23 com a notícia de que uma adolescente de 16 anos sofreu um estupro coletivo. A notícia provocou indignação e comoção em toda a população, que utilizou as redes sociais para se expressar.  Diante da repercussão do fato e dos números alarmantes muito se foi falado sobre a Cultura do Estupro. E você sabe o que é?

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“Algumas vezes me vi com medo…

Sabe aquele medo de se tirar a coberta que está sobre a cabeça, enquanto imaginamos vários monstros sem cabeça, ensanguentados ou com olhos esbugalhados? Ah, esse é o medo mais pueril, assim eu imaginava. O que eu não sabia era que aqueles momentos que eu passava quando minha mãe desligava a luz do quarto, era apenas um prelúdio da história de horror que eu teria que me submeter à vida inteira. Andar em um beco com meia-luz, passar por uma rua iluminada, ficar parada na porta da universidade esperando meu namorado, ou ao meio-dia esperando a condução da escola. Tornaram-se medos constantes…  Agora, junta isso a uma sociedade machista financiada pelo patriarcado e que jura de “pé de junto” que a culpa é da vítima. Não parece o pior de filme de terror de todos os tempos?!

Tenho lido muitas notícias, muitos filmes e até relatos desses medos, e me parece horrível saber que muitas mulheres não se compadecem do estado de horror que alguma outra tenha passado. É como se para justificar seu próprio medo, ela tenha que ocultar algum afeto ou sentimento por aquela situação que ela sabe ser uma barbárie, mas não há permissão para senti-lo. É uma barreira imaginária. Concordar com o agressor, levantar uma bandeira que nem é a sua, querer estar junto da maioria para que não veja a fraca que você é, e quem realmente manda nas suas reações. E quando isso está tão enraizado dentro de você, seu comportamento mecânico, a faz vítima de si mesmo. Daquilo que foi apresentado pela sociedade pra você, um conjunto de comportamentos que exigem que você copie, e julgamentos dentro de leis que você nem faz ideia quem foi o jurista que inventou, mas que as pessoas fazem se entreolhando para ninguém denunciar o medo da outra, ah isso é verídico. A cultura do estupro está se alimentando no sentimento mais puro que temos, e pior é que esse medo não poderá ser amortecido por cobertores, você vai perceber ao apagar as luzes do seu quarto.”, Fabíola Dantas, Professora e proprietária do English Chat Club.

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O termo Cultura do Estupro vem do termo em inglês denominado “Rape Culture”. Assim como vários termos conceituais que surgiram na década de 1970 para falar da desigualdade de gênero, esse conceito foi criado pelas feministas norte-americanas para apontar a violência de gênero na sociedade. Em suma, a cultura do estupro diz de qualquer forma de opressão: seja discursiva, imagética e, infelizmente, a própria violência perpetrada pelo homem contra o corpo da mulher. É a maneira que o homem tem de alimentar o machismo e minimizar a violência de gênero e torná-la naturalizada. Quando um delegado diz que um vídeo_  evidência cabal de um crime_ não é uma prova, ele está reproduzindo discursivamente a Cultura do Estupro. Quando um diretor de cinema diz que os hematomas de uma atriz causados pelo iphone esmagado em sua cara pelo marido são falsos_ apesar da foto_ ele está perpetrando a cultura do estupro. E a pior parte é que qualquer discurso de poder só se mantem constante porque encontra apoio do lado dos próprios oprimidos. Então, quando uma mulher concorda que a culpa é da vitima de violência machista porque ela usava roupa “assim ou assado”, ela está contribuindo para que esse discurso, o discurso da cultura do estupro, se mantenha e seja visto como algo “natural”. Ela está contribuindo, muitas vezes inconscientemente, para que a mulher se mantenha em uma posição de dominada.  E já está na hora de isso acabar!”, Marina Gazire, Professora da UNA/ ICA.

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“Banalização do estupro basicamente. Além da demora e as vezes impunidade dos homens que cometem o crime, o machismo torna ele banalizado como se a mulher pedisse ou deixasse algo dessa natureza acontecer.”, Lorrayne Chacon, estudante de Jornalismo.

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Em uma abordagem geral Cultura é a característica de um determinado local, povo ou raça. Falar sobre Cultura nos da a sensação de um diálogo bom, construtivo e que nos gera conhecimento. Mas nem toda Cultura possui aspectos positivos e prazerosos, ao contrário, algumas são destrutivas e podem causar danos irreparáveis. Um exemplo cultural obscuro é a ‘Cultura do Estupro’, algo presente na maior parte do mundo.

Fui criada como uma ‘princesa’ sendo privada de inúmeras coisas por que ‘sou menina’. Venho de uma família machista e até certa idade acreditava e seguia os padrões machistas impostos sobre mim. Regulavam minha roupa, meu cabelo e o meu corpo… justificam tal privação como uma forma de me assegurar, mas contra o que? Contra os monstros a solta que eles próprios criaram.

Tenho irmão, primos e amigos que aprenderam desde sempre a humilhar e menosprezar mulheres. Homens que são guiados por aquilo que consideram correto. Enfim, a luta pelo fim da Cultura do Estupro precisa começar em casa, pois é em casa que ela começa. A minha roupa, o meu corpo o meu jeito de viver não justificam nunca uma violência, um estupro ou uma morte., Bárbara Mota, Estudante de Psicologia.

Reportagem: Ana Paula Tinoco

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Foto Tumblr

O machismo velado em meio a padrões femininos

Fazemos parte de uma cultura em que ainda é necessário lembrar que mulher não é sinônimo de submissão e lutar por nossos direitos não é uma afronta à ordem natural, assim como dizer que algo não está certo não é vitimização: é questão de respeito.

Somos inundados diariamente com noticias em que a violência contra a mulher, seja ela qual for, é o personagem principal, e apesar dos dados mostrarem que 13 mulheres morrem, em média, por dia no Brasil, essa realidade ainda é tratada como algo fictício.

Começamos a semana em que um torturador, lê-se por tortura estupro, foi exaltado e parte da população parece, por desconhecer ou por simples omissão, não entender a gravidade do que está implícito. A sensação que fica é a de que em um país que se diz livre e moderno, a mulher ainda precisa e muito lutar para ter seu lugar ao sol.

Já que vivemos em uma sociedade machista, machismo esse que não discrimina sexo, raça, classe social ou orientação, pois está presente em todos os lugares.

Alheios à barbárie da justificativa do voto “sim”, a revista Veja “noticiou” no último dia 18 de abril, uma matéria que traz como personagem a esposa do Vice-presidente Michel Temer, Marcela Temer, em que é tratada como objeto. Pintando uma mulher sem vontade própria e, principalmente, sem ambições, em um texto tendencioso e cheio de preconceitos tornando a vida da Vice-primeira-dama e o que é ser dona de casa ou “do lar” em uma piada.

O texto que tenta nos vender uma história de amor, um conto de fadas, traz indignação ao final da leitura e nos faz questionar o que parte da sociedade entende por ser mulher, por ser esposa, por ser dona de casa, por ser mãe.

Um retrocesso na luta constante que se resume em matar um leão por dia. Para termos o direito de ir e vir, que traz a ideia de que a mulher ideal é aquela submissa e conformada. Despejando preconceitos e machismo a jornalista usa estereótipos como ideais para uma vida feliz, onde ter sorte é ter um marido que lhe traga flores.


A repercussão

Após a publicação da matéria houve uma mobilização na internet por meio das hashtags #BelaRecatadaeDolar e #freeMarcelaTemer, que em forma de humor traz de volta uma discussão séria sobre modelos e padrões femininos, ironizando mais uma vez : a mulher ideal.

Por Ana Paula Tinoco

Selfeet de Cintia Souza.

O boom das redes sociais impulsionou as pessoas a tirarem fotos de si mesmas. Além das selfies, outra febre fotográfica acontece na internet, principalmente no Instagram: as selfeets, um retrato dos próprios pés. A atriz Carolina Kasting, por exemplo, tem um perfil exclusivo na rede social para esse tipo de foto. Descrito como “My Daily Feet – um diário”, a artista registra momentos do seu dia-a-dia com uma nova perspectiva.

Durante a produção da matéria encontramos a fotógrafa Cíntia Souza, de 22 anos, tirando uma selfeet na Praça da Liberdade. “Tirar fotos dos próprios pés, na verdade, é o olhar que a gente tem de cima para baixo: eles estão, sempre, na direção do nosso olhar.”, declara enquanto segura o livro que lia antes da entrevista. Souza comenta sobre essa moda poder ser passageira. “Isso ainda não é muito “normal”. Teve uma fase na internet em que a moda era tirar fotos das pernas, até que ficou clichê. Tudo que é novo as pessoas começam a gostar.”, completa. Souza lista os lugares em que seus pés passaram no dia: centro da cidade, rua da Bahia e Biblioteca Pública, onde ela alugou o livro que lia.

“Eu necessito andar em Belo Horizonte para conhecer cada lugar que as pessoas não conhecem. Quando você passa de carro você não presta atenção em nada, enquanto apé você olha para cima, para baixo, sai da visão comum e começa a ter outro horizonte.” – Cíntia Souza

Amanda Dias, de 20 anos, desempregada, tira selfeets quando vê algo interessante, como um chão florido. “Eu gosto de mostrar um sapato novo, uma saia. A foto é pelo todo: não só pelo pé.”, afirma. Dias andou pelo CCBB, por exposições e, inclusive, havia tirado foto dos pés momentos antes de ser abordada, num gramado com margaridas. Já para a estudante Sílvia Triginelli, 15 anos, os motivos são outros. “Ás vezes a gente está tão feio que é legal tirar uma foto de outra coisa, como dos pés.”, aponta. Skatista, ela indica os pontos em que os pés influenciam no hobbie. “Eu remo, eu faço manobras, se os pés não estão na posição certa nada dá certo com o skate.”. Ao seu lado, seu colega Henrique de Lima, estudante de 16 anos ri. “É muito estranho”, critica.

Por Gabriel Peixoto