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Hoje é dia Nacional de Combate ao Tabagismo. O governo Federal lançou uma campanha, incentivando a criação de ambientes 100% livres do fumo. De acordo com o pneumologista e pesquisador da UFMG, doutor Paulo Corrêa, por dia, cerca de quatro pessoas morrem em Belo Horizonte, vítimas de doenças ocasionadas pelo tabaco.

A comerciante Celeste Vieira, 41, é fumante há 20 anos. Num consumo médio de 2 a 3 cigarros por dia, Vieira diz que pretende parar de fumar, mas que a ansiedade é uma inimiga maior.

“A data serve para conscientizar as pessoas e nos faz repensar no consumo”, diz a comerciante sobre o dia de combate ao tabagismo. A lei anti- fumo, que proíbe fumantes de permanecerem em áreas fechadas, é uma forma de diminuir o vício e melhorar a qualidade dos ambientes aos não- fumantes. “Mas ao mesmo tempo, inibe um pouco, pois tira a liberdade do cidadão que é fumante”, diz Vieira.

Por: Débora Gomes e Danielle Pinheiro

No dia nacional de combate ao glaucoma, foi realizada em diversos pontos de Belo Horizonte, uma campanha de orientação e prevenção à doença. Na Praça da Savassi, foi montado um estande em que médicos residentes entregavam panfletos explicativos, orientavam e encaminhavam as pessoas ao ônibus, onde eram realizados exames oftalmológicos gratuitos.

O glaucoma é uma doença ocular causada pela elevação da pressão intraocular, provocando lesões no nervo ótico, que é o responsável por levar as informações visuais até o cérebro. Essa elevação ocorre aos poucos e os sinais da doença só surgem na fase mais avançada. “O glaucoma é uma das principais causas de cegueira no mundo e é uma doença silenciosa”, informa o médico oftalmologista Thiago Fernandez, 28. “No começo não apresenta sintomas, mas é uma doença irreversível”, alerta Fernandez.

Vários hospitais de olhos participaram da campanha, que teve início às 8h. O exame é simples: depois de aplicar colírio para dilatar a pupila, o médico visualiza o nervo óptico, identificando alterações em sua cor e aparência. Depois, mede a pressão ocular através de um aparelho chamado tonômetro, sendo possível identificar a doença em poucos minutos.

Cerca de 1.000 pessoas passaram pela clínica móvel, hoje. A cosmetóloga, Judith Coelho, estava na praça e se submeteu à avaliação médica. “É bom porque a gente está passando e já faz o exame. Qualquer pessoa pode ter essa doença e não saber”, afirma.

O oftalmologista Thiago Fernandez alerta a população quanto à importância de consultar profissionais da área periodicamente. Confira o vídeo:

Fotos da campanha:

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Por: Débora Gomes

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Quando o “louco” tem espaço para se expressar, as pessoas dão credibilidade ao que ele está falando? Na maioria das vezes ninguém perde tempo escutando o que uma pessoa portadora de sofrimento mental tem a falar, pois muitos na sociedade já tem um preconceito e acreditam que o doente mental não segue uma linha de raciocínio que qualquer pessoa ‘normal’ teria. Porém no dia 18 de maio essa situação muda um pouco.


A Praça Sete parou na tarde desta terça- feira. Usuários, familiares, trabalhadores da saúde mental, parceiros e amigos ocuparam a rua Afonso Pena para o desfile da Escola de Samba Liberdade Ainda que Tan Tan, em defesa na luta antimanicomial. Esse dia é muito especial para os portadores de sofrimento mental, pois pela décima quarta vez eles ganharam as ruas da cidade e mostraram que estão presentes na sociedade, e que são capazes de levar uma vida social.

A terapeuta ocupacional Priscila Andrade explica que o tema escolhido para o desfile deste ano, ‘Solidariedade: Há em ti, há em mim’, faz uma alusão à tragédia que ocorreu no Haiti, tendo em vista que a sociedade também se balançou, tornando-se mais solidária frente ao sofrimento da população haitiana. O desfile foi dividido em alas, cada uma com um subtema diferente.

A primeira ala “Me empresta tudo que resta que lhe devolvo sonhos de sobra” representa a solidariedade. A segunda, “Libertar-te da dor, encontrar-te com a cor”, faz uma referência a Semana da Arte Moderna de 1922, explorando a experiência dos delírios e alucinações. A terceira ala veio com um grande balão e as crianças, no bloco “Todas elas cabem no nosso balão”. Já a quarta ala, “O balanço da loucura aterremota a ditadura da razão”, representa os movimentos sociais, compreendidos como placas tectônicas que se movimentam, numa destruição de constrói algo novo, aludindo ao terremoto no Haiti. A quinta ala “Que mentira é essa? Quem me tira dessa?” denunciou as mentiras no âmbito da saúde. E a última ala “Basaglia viu e anunciou, Bispo luziu quando endoidou” conta a história da reforma psiquiátrica.

O desfile contou com a presença de três trios elétricos, alas fantasiadas representadas por cada CERSAM regional, escola de samba, rainha de bateria e muita alegria, música e samba no pé. O movimento buscou, mais uma vez, a evolução na luta política pelos seus direitos, entre eles o de se expressar perante a sociedade, e conseguiram muito bem. Trouxeram para a avenida o samba enredo produzido pelos próprios portadores de sofrimento metal.


História da Luta Antimanicomial

Em 1993, aconteceu o I Encontro Nacional do Movimento da luta Antimanicomial, em Salvador – BA, tema como lema “O Movimento Antimanicomial como movimento social”. Esse evento reafirma princípios básicos da identidade do Movimento, como a independência do aparelho de estado, compromisso de transformação social, luta por uma sociedade sem manicômios e caráter não partidário. E também debates sobre diagnósticos do portador de sofrimento mental, as possibilidades de novos tipos de tratamentos terapêuticos e progressos dos direitos. Sendo assim surge o CERSAM – Centro de Referência em Saúde Mental. Centros como este estão presentes em vários pontos da nossa cidade, buscando tratar de forma humana, os doentes que chegam para serem atendidos. Esses Centros realizam tratamentos que possibilitem o portador de sofrimento mental, possa ser reintegrado na sociedade e levar uma vida “normal”. Opondo-se aos manicômios e a maneira agressiva que em alguns lugares tratam os doentes.

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Por: João Marcelo Siqueira e Débora Gomes

Fotos: Débora Gomes


O Contramão foi verificar se a Prefeitura cumpriu com sua promessa de efetuar a limpeza dos bueiros entupidos que transbordavam lixo na Avenida Cristovão Colombo, denunciado pelo jornal no último dia 06 e verificou que todos foram limpos! Na ocasião o jornal entrou em contato com a prefeitura pedindo providências e hoje verificou que o lixo foi retirado e com ele foi-se embora também o mau cheiro que o acompanhava.

Em contrapartida, reitera-se que o principal responsável por esse tipo de problema (entupimento dos bueiros) é o cidadão que desrespeita as lixeiras dispostas ao longo da avenida. Essa não é a única conseqüência desse mau hábito de jogar lixo no chão, essa prática pode causar fortes enxurradas e enchentes em caso de chuva forte e pode atrair insetos peçonhentos, além do péssimo aspecto que fica a cidade, suja e mal cuidada.

Há exatamente um mês atrás (10/04/2010) a região da Savassi foi palco de um “manifesto” de iniciativa do Programa de Intercâmbio de Jovens 2009/2010 do Rotary Internacional, no qual estudantes saíram coletando o lixo que estava jogado na rua, distribuíram sacolinhas para lixo de carro, adesivos da campanha além de esclarecer a população sobre os riscos do descarte incorreto do lixo.

Um mês após essa campanha de conscientização verificou-se que o problema ainda persiste, portanto, alô cidadão: a Prefeitura fez a parte dela, façamos então a nossa!

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Por: Danielle Pinheiro

Fotos: Daniela Lages

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Quem passa pela Avenida Cristovão Colombo, esquina com Getúlio Vargas, mais precisamente em frente ao ponto de ônibus Pátio Savassi 2, da avenida, pode perceber que todos os bueiros estão entupidos, transbordando e causando um enorme mau cheiro na rua.

O pipoqueiro Marcos José Pereira, que trabalha neste ponto há quatro anos diz que durante o dia o mau cheiro é mais intenso, mas que os bueiros transbordam durante o tempo todo. “Esta situação já dura mais de um mês e ninguém conserta isso” relata Marcos.

Por toda a avenida, em ambas as vias, são mais de doze bueiros na mesma situação. Em comunicado a Regional Centro Sul informou que se a população não abrir uma reclamação através do número 156 fica difícil ter conhecimento dos problemas, pois a fiscalização é demorada. Após o contato do Jornal Contramão, o agente da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) informou que no prazo de três dias será feito os reparos.

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O outro lado

O que vem causando os transtornos, é lixo que a própria população joga na rua. Quando chove, a água lava a rua e consequentemente leva todo o lixo para o esgoto, através dos bueiros. Eles acabam entupindo e causando as enchentes. É preciso ter consciência de não jogar lixos em via pública e ficar de olho na fiscalização.

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Por Daniella Lages
Foto: Ana Paula Sandim

A Biblioteca Pública Estadual Luís de Bessa, localizada na região  de Lourdes é sede da campanha de vacinação contra influenza H1N1. A escolha do local é importante e facilita o acesso da população que circula entorno da Praça da Liberdade, o chamado ‘‘postos volantes’’ estão abertos de segunda a sexta das 8h ás 18h.

Desde segunda-feira o bairro de Lourdes vem recebendo jovens entre 20 a 29 anos para vacinação, que começou no dia 05 e segue até 23 de abril, até momento foram vacinados cerca de 1.053 jovens da região. O Ministério da Saúde criou um calendário de vacinação para que a população seja atendida com mais tranqüilidade, são quatro grupo estabelecidos através de avaliação criteriosa que analisa o risco de cada idade.

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O primeiro grupo a ser vacinado foi de gestantes, crianças de 6 meses e menores de 2 anos e pessoas com doença crônica, porém, o Ministério da Saúde não atingiu sua meta durante o primeiro período da campanha e tomou a decisão de estender o prazo.

Também serão vacinados idosos a partir de 60 anos, nos dias 24 de abril a 7 de maio e pessoas de 30 a 39 anos nos dias 10 a 21 de maio. Além disso, a prevenção da gripe deve ser feita através medidas de higiene como, lavar as mãos, não utilizar copo, pratos ou talheres de outras pessoas e evitar abraços e apertos de mão.


Por: Iara Fonseca e Ana Sandim