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Prince no Rock in Rio - 1991 - Foto: Fernando Rabelo

Ele é fotógrafo, editor e blogueiro. conta histórias através de imagens e é referência quando se trata de falar sobre as memórias encontradas em cada clique. Esse ícone contemporâneo é o fotografo Fernando Rabelo.

Fernando Rabelo
Fernando Rabelo

Mineiro, Rabelo presenciou inúmeros fatos históricos e através de sua paixão, a fotografia, ele conta histórias do povo e dos países pelos quais passou ao longo de sua vida e carreira. E como não poderia ser diferente trabalhou para grandes jornais como fotojornalista, após retornar ao Brasil quando recebeu sua anistia política.

Há algum tempo Rabelo aderiu às redes sociais e, hoje, possui uma página no Facebook e o blog Imagens&Visions(link) onde mostra seu trabalho como contador de histórias. O Café Contramão de hoje, 18 de agosto, pretende trazer uma imersão em uma história de memórias e saudades contada pelos olhos desse grande fotografo, Fernando Rabelo.

Texto: Ana Paula Tinoco

Imagem Reprodução Internet

Hoje é Dia Mundial do Rock. Um estilo clássico que criou várias vertentes: Punk, Hard, Heavy Metal, New Wave, entre outros e que nos impressiona por serem tão distintos. Mas, esses estilos dividem muito mais que o mesmo pai ou mãe, dependendo do ponto de vista, eles, também, dividem a célebre expressão: “Rock and Roll”.

E você amante do rock sabe o que a expressão significa?

Ela literalmente significa “balançar e rolar”, fazendo parte da gíria dos jovens negros americanos das primeiras décadas do século XX. Usado em referência ao ato sexual, apareceu em letras de canções de Roy Brown, na década de 1940.  Mas, foi nos anos de 1950 que a expressão se tornou nome do novo estilo. O responsável por essa atribuição foi o DJ americano Alan Feed.

Feed na época não fazia ideia do que significava a expressão e a utilizou para que a sociedade, preocupada com sua juventude, parasse de discriminar o novo estilo. Logo, a expressão ganhou novo status e se tornou marca do estilo que atravessou décadas e que até hoje faz parte da história das pessoas.

Anos mais tarde expressão viria a ser abreviada. Se tornando apenas “Rock” foi uma forma abranger as novas vertentes que nasciam. Recebendo outros ícones da música como: Os Beatles e Bob Dylan. Hoje em dia, a expressão “Rock and Roll” é usada apenas para se referir ao estilo de origem que nasceu nos anos 40.

Jimi Hendrix em sua famosa cena da queima da guitarra

Reportagem Ana Paula Tinoco

“Em tempos de tempestade, o luxo é o otimismo e o estado é a graça de escapar, mas de forma criativa”, destaca Aldo Clécius, Diretor Criativo.

A 10ª edição UNATRENDSETTERS, evento de encerramento do curso de Moda do Instituto de Comunicação e Arte UNA-ICA, ocorreu em Belo Horizonte, entre os dias 5 e 6 de julho, apresentou, para profissionais da moda do mercado mineiro, entre eles, Renata Canabrava e Aldo Clécius, os trabalhos realizados pelos formandos do curso de Moda do centro Universitário UNA, do Instituto de Comunicação e Artes. Além dos desfiles foram registrados, apresentações audiovisuais, em que os alunos apresentaram suas coleções através de videoclipes e ensaios fotográficos no auditório do ICBEU.

Com o tema Escapismo, a 10ª edição trouxe tendências para a moda inverno 2016/2017. As criações foram inspiradas por clássicos da literatura e da arte e também por épocas marcantes do Brasil. As estudantes Gabriela Ribeiro e Luana Tamara apresentaram sua marca “Retrô Glam”, retratando os Anos Dourados da cidade do Rio de Janeiro. “Aleijadinho, a Arte de um Gênio” é a coleção criada por David Maia que trouxe, através da GaleriaD, o trabalho para o desfile. Já a universitária Silvia Torquetti criou a coleção “Brasil, o País do Futebol”, inspirando-se no universo masculino e no futebol, “A minha paixão pela moda masculina começou quando me deparei com a dificuldade dos meus familiares em encontrar roupas que fossem do agrado deles”, conta Torquetti que completa “Eu tenho um irmão e todos os meus primos são homens. Toda vida eu convivi e cresci no meio deles. Na faculdade voltei a produção das minhas criações para  a moda masculina, e agora no TCC eu criei essa marca justamente por isso.” declarou.

Na noite do dia 6, no Salão Ilustríssimo, ocorreu o encerramento do evento, contando com a entrega do Prêmio Moda Mineira e com homenagem a ex-aluna, Carol Maquí, pelo trabalho realizado por sua marca de bolsas e mochilas, “O Jambú”. Destinada para todos os públicos é influenciada pelo contexto urbano e de manifestações culturais. A marca é uma mistura de referências paraenses e mineiras, estados de origem de seus criadores, Carol Maquí e Swami Cabral, o que reflete na criação de cada uma das peças. Carol Maqui explica sobre a importância de receber tal homenagem, “em um evento que reúne tantos profissionais da área, receber a homenagem e ter a possibilidade de colocar a coleção na passarela trás para a marca uma visibilidade e grande reconhecimento. Vale lembrar que nossas bolsas desfilaram com roupas do estilista Dill Dias, também ex-aluno da UNA.”, completa.

Além de familiares a noite contou com a presença de professores e profissionais renomados no mercado, onde estes avaliaram as criações dos alunos, que tiveram os seus trabalhos inspirados por Carlos Drummond de Andrade e Aleijadinho. A surpresa da noite ficou para o trabalho realizado por Cynthia Cristina, com o projeto “Moda criativa para o melhor amigo do homem”, ela utilizou tecidos produzidos com pelos de cachorros da raça Poodle em suas peças, criando um desfile inusitado entre modelos e seus animais de estimação.


Reportagem e Fotografia: Sarah Mansur – 1º Período  do Curso de Jornalismo Multimídia UNA-ICA

 

Na última terça feira, 21, comemoramos o “Dia da Mídia” e parabenizamos a todos àqueles que estão envolvidos em sua difusão e a serviço de passar a mensagem, independente do meio, para a sociedade.

Englobando todos os meios de comunicação a mídia vai muito além do rádio e TV, ela, também, se aventura pela internet, revistas, jornais e tudo aquilo onde se conte uma história.

Significado de Mídia

Mídia: todo suporte de difusão da informação que constitui um meio intermediário de expressão capaz de transmitir mensagens; o conjunto dos meios de comunicação social de massas. Abrangem esses meios o rádio, o cinema, a televisão, a imprensa, os satélites de comunicações, os meios eletrônicos e telemáticos de comunicação etc.

Mas, afinal qual a importância da mídia nos dias de hoje?

A IMPORTÂNCIA DA MÍDIA

Para Piedra Magnani: “Na atualidade, a mídia pode ser entendida como toda e qualquer forma (inter) mediada de comunicação entre interlocutores, para além de uma conceituação restrita aos conhecidos “meios de comunicação de massa”“. Esta intermediação tem se dado cada vez mais através do uso de aparatos tecnológicos, sobretudo das tecnologias digitais. Reconhecer essa condição da comunicação midiática nos dá a real dimensão de influência e alcance que ela assumiu nas sociedades contemporâneas: a mídia é onipresente, e advêm disso sua centralidade na atualização de valores, representações, modos de vida.

Portanto, a mídia é a principal via de constituição do ethos contemporâneo, e sua importância está diretamente relacionada à construção simbólica de consensos e dissensos, à definição dos posicionamentos políticos dos sujeitos, da manutenção e subversão de relações de poder, representações hegemônicas e visibilidade para as minorias e suas contra hegemonias.

Daí a urgência de se estabelecer, na arena pública, um amplo debate sobre a mídia, e não apenas sobre seus conteúdos – o enredo de séries ou novelas, os acontecimentos em reality shows ou os fatos noticiados pela imprensa. “Mas que possamos voltar o foco, sobretudo, para suas formas – sua linguagem, suas narrativas, suas estratégias discursivas e de posicionamento.”.

Mas com o aumento dos espaços midiáticos veio junto à preocupação com a ética colocada em xeque sempre que algo é publicado e a discussão apenas aumenta quando entramos no debate sobre a liberdade de expressão.

Significado de Ética:

Ética: parte da filosofia responsável pela investigação dos princípios que motivam, distorcem, disciplinam ou orientam o comportamento humano, refletindo a respeito da essência das normas, valores, prescrições e exortações presentes em qualquer realidade social.

Se analisarmos uma está ligada a outra, mas qual o papel da ética na mídia?

ÉTICA NA (DA) MÍDIA

Sobre a ética na mídia, Magnani nos fala sobre sua posição: “Do debate crítico sobre as” estratégias e narrativas midiáticas, surgem às preocupações éticas a respeito: 1) dos propósitos motivadores da produção de representações pelos interlocutores; e 2) dos resultados e consequências geradas pela ampla visibilidade e alcance dessas representações na vida social. Neste caso, falar em ética é, antes de tudo, recuperar a razão de ser da mídia, sua função social – e fiscalizar, cobrar que ela tome-a como diretriz de suas produções (e ações!).

A ética na mídia está diretamente relacionada ao interesse público, ao bem comum, e, ao mesmo tempo, à garantia da diversidade. Ambos os vetores essenciais para o fortalecimento da democracia.  Toda vez que se discute a ética – ou a falta dela – no campo midiático, o que subjaz como pano de fundo é exatamente a percepção de uma correção – ou um desvio – dessa rota, pela interposição de interesses particularidades ou escassez de uma pluralidade de vozes.

Àqueles que buscam alcançar maturidade da convivência em sociedade, e o fortalecimento dos sistemas democráticos, eis um convite irrecusável: vamos ao debate crítico sobre a mídia?”“.

Reportagem: Ana Paula Tinoco

Aconteceu ontem, dia 3, o 1º Encontro Solidário dos Grupos de Pedais Noturnos Urbanos de BH. A ideia do evento é unir solidariedade, promovendo arrecadação de donativos para instituições de caridade, e reunir os grupos noturnos de pedalada que acontecem pela cidade. O evento visa, também, conscientizar as pessoas sobre a importância da bicicleta não só para quem pedala, mas para a vida urbana como um todo.

Com o apoio da polícia militar, da BHTrans, de monitores voluntários e de carros de apoio, a pedalada de 11 quilômetros foi um sucesso: sem acidentes e com muitos sorrisos.

O trajeto:

rota

Da Praça da Liberdade, descemos pela Av. Brasil até a R. Álvares Maciel. Viramos à direita na Av. do Contorno e subimos até a Av. Getúlio Vargas. Pedalando pela avenida, que tem uma vida boêmia agitada, passamos em frente a vários bares e fomos aplaudidos pelos fregueses sentados em suas mesas. Pegamos a Av. do Contorno novamente até a Av. Augusto de Lima, no Barro Preto. Chegamos à Praça Raul Soares e subimos a Av. Bias Fortes até alcançar a Praça da Liberdade novamente.

Entrevista com Thiago Tinganá, um dos organizadores do evento:

Por que vocês decidiram fazer esse encontro?

São duas ideias. A primeira é fazer um pedal solidário para poder arrecadar donativos, agasalho, alimento não perecível e leite. E o pessoal do Anjos do Asfalto está vendendo a camisa deles para ajudar na manutenção do auxílio que eles prestam na BR-381. E junto com isso, reunir todos os grupos de pedal urbano noturno de Belo Horizonte. Então organizamos o evento numa região bem central, no meio da semana, numa véspera de feriado, para ninguém ter desculpa de amanhã ter que trabalhar. Mas a ideia é unir solidariedade com integração dos grupos e pedalar pela cidade.

Quantas pessoas o evento está esperando?

A gente estava com medo, porque no evento do Facebook havia confirmadas mais de mil pessoas, então, em conversa com a polícia Militar, que está nos apoiando, decidimos encurtar o trajeto, que antes era de 34 km para 12 km, pela região central. Mas até agora estão presentes pouco mais de 350 pessoas, não deve ir muito além disso.

Thiago, você usa a bicicleta para lazer ou também como meio de transporte?

Também como meio de transporte. Eu tenho uma bicicleta dobrável e eu vou pro serviço com ela, entro em banco, mercado central, shoppings.

Há quanto tempo você usa a bicicleta com frequência?

Com maior frequência tem de 3 a 4 anos. Mas pedalando com o pessoal à noite já tem 10, 11 anos.

Você viu diferença em Belo Horizonte para quem pedala?

Sim.  Nota-se um número crescente de gente de bicicleta na rua. A gente está vendo um respeito muito grande tanto por parte de motociclista, motorista de carro e ônibus. Mas infelizmente a gente vê que alguns ainda não têm essa consciência e não veem que tem um ser humano ali em cima da bicicleta. E têm sido implantadas as ciclovias, as ciclofaixas, que é um início. Tem que começar de algum lugar, mas o pessoal está tendo maior consciência no trânsito.

No final de semana, 25 e 26 de abril, Belo Horizonte recebeu a visita do cineasta Ardiley Queiróz, que vem se destacando no cinema independente do Brasil.

Queiróz recebeu o público no centro cultural Cento e Quatro, onde exibiu o mais recente trabalho ‘Branco sai, preto  fica’ (2014) e o curta ‘Dias de Greve’ (2009). Mineiro de nascença, o cineasta reside desde os sete anos em Ceilândia, região administrativa do Distrito Federal. E é bem ali que mora seus atores, e onde os trabalhos acontecem.

Ardiley fala rápido e direto: “Por que faço cinema? Pra me divertir! A gente não ganha mais que 4 mil por mês – é muito mais que muita gente, mas não dá pra ficar rico! Trampo nisso porque eu gosto. Parte do lugar da diversão, de poder falar o que quiser.” E encoraja todos que têm vontade e vocação para fazer cinema, mas que é bloqueado pelo medo.

“O primeiro filme é filme de coletivo, de cumplicidade, de parceria com os poucos que estão envolvidos. Estávamos todos aprendendo, arriscando. Igual à cena do pessoal bebendo e jogando bola (em Dias de Greve), o sol estava fazendo uma luz bonita no campo, a gente tinha uma lata (rolo de filme) e estávamos bebendo aquele vinho, não pensamos muito e decidimos filmar! Por isso parece documentário. O som vai aprendendo, a fotografia vai aprendendo. O que se tem que ter é pesquisa. Não existe documentário, filme de ficção sem muita pesquisa. Precisa de uma imersão profunda, apesar de não ter currículo.”

Quando perguntado sobre como foi feito a famosa cena do sofá pegando fogo, imagem que estampa o cartaz de divulgação do filme “Branco sai, preto fica”, Ardiley respondeu sério: “a gente só tinha um sofá e 4 ou 5 pessoas – nunca passa disso para fazer a cena, incluindo o ator. Mas teve todo um cálculo. O Marquinho calculou, mas não falou como calculou. Mas diz ele que é acostumado
a queimar sofá”, concluiu rindo.

Texto: Camila Lopes Cordeiro

Foto: divulgação