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Retro alarm clock on a table. Photo in retro color image style

Por Débora Gomes – . as cores dela . – Parceira Contramão HUB

o tempo, Salvador, esse senhor de olhos turvos e roupas claras, me ensinou que quanto maior o amor, mais chance temos de nos machucar. e você há de concordar comigo, quando digo que não somos bons em manter as coisas por perto: temos essa mania bonita de liberdade. e não nascemos pra encarar de olhos abertos o que torna a vida mais real e menos sonhada. e não nascemos pra encarar de olhos abertos o que torna a vida mais real e menos sonhada. por isso nosso querer acabou se tornando nossa maior distância e também a nossa maior saudade.

e se te escrevo assim, enquanto ainda é verão, é porque alimentar esse abismo que a gente mesmo criou, é o jeito que encontrei de me manter ligada a você. não se assuste, querido. enquanto o tempo passa, continuo ouvindo minhas músicas, escrevendo minhas cartas, conhecendo outros lugares, fazendo novos planos, encontrando pessoas diferentes, vivendo outras histórias, nesse quase gerúndio que tanto te assusta.

Bisa me disse semana passada, que a gente só resiste a toda essa distância porque ela é nosso escudo, nossa fuga, nossa razão de continuar quando tudo é caos. por isso gostamos tanto dela: ela protege nosso coração da dor. 
acho que compreendi. 
e sei também que enquanto continuar sonhando, meu amor vai ter sempre o peito seu pra se recostar. e é por isso que, dessa vez, não prometerei lhe visitar no outono. 
espero que compreenda também…

“Me escreve antes que eu me vá. 
Nem que seja um bilhetinho. 
Gostaria muitíssimo de levar
a tua bênção, ou uma força qualquer 
– boas vibrações.” 
Caio F. Abreu 
 
Sempre com amor,
Alice.

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19 de maio

  • Maíra Baldaia

Data: 19.05.2017 – 20:00

Local: Cine Theatro Brasil Vallourec

O Música Itinerante recebe a cantora, compositora, tamborzeira e atriz Maíra Baldaia no show, “POENTE e outras paisagens”. O repertório inclui, além das canções autorais, do seu disco homônimo lançado em dezembro de 2016, poesia e elementos cênicos, trazendo corporal e sonoramente uma profusão da música brasileira contemporânea e das raízes afro mineiras.

http://cinetheatrobrasil.com.br

Telefone: 31 3201-5211

  • Eduardo Sterblitch

Data: de 19.05.2017 – 21:00 até 20.05.2017 – 21:00

Local: Cine Theatro Brasil Vallourec

Sterblitch se diverte com o gênero corrente na tv, em uma estrutura básica que se adapta completamente a cada lugar, fazendo com que o personagem principal da noite seja a cidade representada pela plateia ali presente.
Assim como é de lugar comum nesses programas também teremos uma super banda, formada tão somente por Eduardo Capello, responsável por todas as intervenções musicais.
O público poderá ajudar a montar o show de sua respectiva cidade com pedidos, sugestões, dicas e informações, antecipadamente, através da internet.

http://cinetheatrobrasil.com.br/

Telefone: 31 3201-5211

20 de maio

  • Feira Fresca

Data: 20.05.2017 – 09:00

Local: Casa Amarela: Avenida Cônsul Antônio Cadar, 600 – São Bento

A Feira Fresca uniu forças com a Dia de Feira no São Bento e em parceria com 23 produtores locais, oferece produtos que têm como princípios a agroecologia, agricultura familiar, economia em redes colaborativas, saúde e bem-estar.
Entre alimentos orgânicos, agroecológicos e artesanais, o evento tem mudas alimentícias, linguiças artesanais, temperos caseiros, cogumelos, geleia, mel, ovos caipiras, queijo de cabra e cerveja artesanal. A feira ainda tem show com o Quarteto Central Park.
A Feira Fresca reúne todo mês produtores locais e consumidores que valorizam um estilo de vida desacelerado, mais saudável e optam por um consumo consciente.

http://www.facebook.com/feirafresca/

Entrada Franca

  • Comida di Buteco 2017 – Saideira

Data: 20.05.2017 – 12:00

Local: Mineirão – Estádio Governador Magalhães Pinto

A tradicional festa da Saideira é o momento em que se revela o melhor boteco da Cidade. Saideira do Comida di Buteco 2017 promete banquete de mineiridade com vários bares e muita música para temperar o Mineirão. No evento estarão presentes vários botecos participantes do Comida di Buteco, muita música boa para a celebração da cozinha de raiz.
Baianas Ozadas convida Moraes Moreira.

http://www.comidadibuteco.com.br

Telefone: 31 3342-3452

E-mail: contato@comidadibuteco.com.br

Promoção: Comida di Buteco Produções Gastronômicas

Realização: Comida di Buteco Produções Gastronômicas

  • Samba Prime 5

Data: 20.05.2017 – 17:00

Local: Expominas – Centro de Feiras de Minas Gerais George Norman Kutova

Vem aí, mais uma edição do evento de Samba/Pagode de MG.
Atrações confirmadas:
– Thiaguinho
– Belo
– Turma do Pagode
– Dilsinho
– Rodriguinho
– Sorriso Maroto
Participações:
– Sunga de Pano
– Chininha e Príncipe

http://www.facebook.com/sambaprimebh/

Telefone: 31 3653-2444

  • O Rappa

Data: 20.05.2017 – 20:00

Local: Hangar 677: Rua Henriqueto Cardinale, 121 – Olhos d’Água

O Rappa continua viajando o Brasil na turnê do mais recente DVD Acústico Oficina Francisco Brennand. Com shows em formato levemente desplugado, o grupo ainda mantém a mesma energia explosiva já conhecida do grande público.

http://www.facebook.com/hangar677/

Telefone: 31 98375-4115

  • Paula Toller

Data: 20.05.2017 – 21:00

Local: Land Spirit: BR 356, 7575 KM 7,5 – Olhos D´Água

A cantora Paula Toller é uma das atrações do Seasons Sounds Festival.
Vocalista principal do Kid Abelha, Paula Toller em seu show solo arrasa corações com as suas composições, voz doce e beleza. É autora de hits da música brasileira como “Fixação”, “Como eu quero”, “Alice, não me escreva aquela carta de amor”, “No seu lugar”, “Eu tive um sonho”, “Te amo pra sempre”, “Eu só penso em você”, “Eu contra noite”, “Lágrimas e chuva”, “Nada sei”, “No meio da rua”, “Amanhã é 23” e “Grand’ Hotel”.
Shows:
– Paula Toller
– JPG (Rio)
– Putz Grilla
– DJ Siman
– DJ Vinícius Amaral
– DJ Roy

http://nenety.com.br/eventos/paula-toller-land-spirit

Telefone: 31 3307-7600

  • Paulinho da Viola encontra Marisa Monte

Data: 20.05.2017 – 22:00

Local: Km de vantagens Hall

Paulinho da Viola e Marisa Monte se unem para uma série de shows pelo Brasil.
Essa não é a primeira parceria entre o sambista e a cantora. Em 1994, gravaram a música “Dança Solidão”, grande clássico que integra um dos álbuns de Paulinho. A dupla também gravou a música “Carinhoso”, clássico de Pixinguinha e João de Barro, para o álbum “Coleção” de Marisa Monte. Entre outros momentos que os artistas se uniram e emocionaram o público brasileiro.

http://premier.ticketsforfun.com.br/

Telefone: 31 4003-5588

  • Fabio Junior

Data: 20.05.2017 – 22:00

Local: Shopping Del Rey

Nas apresentações, o público poderá conferir os clássicos e as canções que fazem parte do novo álbum, como “Amém Amor”, “Será Que Eu Fui Claro?!”, “Estou Investindo Nessa História”, mostrando toda a influência do soul, funk, suingue e rock, sempre com toque romântico. As clássicas “Só Você”, “Felicidade”, “Alma Gêmea” e “Caça e Caçador”, entre outras, não ficam de fora.

http://www.centraldoseventos.com.br/

Telefone: 31 4141-2929

Fonte: Agenda Cultural BH

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Por Luíza Pereira, colaboradora do coletivo Auspicioso Acapela – Parceiro Contramão HUB

“O que quer que você vá fazer ou ser no futuro está acontecendo agora.
Nós, seres humanos, temos uma mania chata de pensar que o passado deixou de existir, o futuro nunca existiu e a única coisa real é o presente. Não é assim que acontece, sabe? O passado, o presente e o futuro são reais. Talvez se parássemos pra pensar mais sobre isso não sentiríamos tanto ressentimento pelo que já aconteceu e tanto medo do que está por vir.


O que eu posso te dizer é que em algum lugar do espaço você está sendo feliz, feliz a seu próprio modo. Você terminou aquele curso, você já se apaixonou, você se casou. Você visitou aquele lugar que sempre quis conhecer. Você tomou aquela decisão super difícil. Você está caminhando pela calçada. Você brigou. E olha lá, acabou de fazer as pazes. Você está vivendo, apenas isso.


Tudo o que está por vir já aconteceu. Você já conhece tudo isso, então pra que tanta insegurança? Não se pressione, querido, não tenha medo. Apenas viva. Não seja tão duro consigo mesmo.


Agora, espere o anoitecer, corra para fora e olhe para o céu. Lá estará a prova disso. Quando olhar pras estrelas estará olhando para o passado, para tudo o que já viveu. Aquele brilho, de tanto tempo atrás, está ali pra você. Percebe como o universo é enorme? O universo é muito muito muito muito muito maior do que você que é muito muito muito muito muito maior do que seus problemas. As estrelas são o passado, o presente e o futuro. O universo é tudo isso. E você tava com medo de que mesmo? De estrelas?”

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Foto: PiCodeiro

Por Débora Gomes – .as cores dela. – Parceira Contramão HUB

eu desenho o teu retrato. 
pelo grau da nossa distância, é bem possível que eu tenha esquecido de algum detalhe que lhe é importante: uma ruga na testa que surgiu desde que você partiu, um novo fio de cabelo branco se juntando aos vários que você sempre teve na lateral esquerda da cabeça. 
“a gente não tem mais 20 anos”, eu sei.
eu tentei colocar alguma cor no retrato, mas meus dias estão cinza. como os seus, nessa cidade que não te deixa sair. 
ela não te abandona, ela te acolhe, ela se fez seu lar. e não importa o quanto chove… é teu silêncio que me importa. porque ele antecede uma saudade imensa em minha vida, que eu sempre pressinto, e até mascaro com sorriso, floral e aspirina, até você voltar, como se nada tivesse acontecido. e se alojar de novo nas minhas gavetas, nas minhas paredes, no meu peito. 
é quase um ciclo. que eu não fecho porque gosto da dor. e porque tenho medo de perder as lembranças que me salvam em dias assim…
“eu gosto de você”, cê me disse. 
e eu não acreditaria se não tivesse salvo sua voz em uma parte intocável do meu coração. 
“é que eu tenho medo”, cê me respondeu. 
e a gente nunca mais viveria tudo isso de novo, porque não deixou pistas no caminho pra voltar.
“é daqui em diante”, eu te escrevi.
com todos os vícios que adquirimos, com todos os machucados que nos curamos. é assim se a gente quiser seguir…
tem um pedaço seu em cada esquina dessas ruas em que você nunca esteve. 
talvez isso seja amor. ou só saudade…

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Por Ana Sandim – Ingrediente da Vez – Parceira Contramão HUB

O Bacalhau

Bacalhau é o nome comum de várias espécies de peixes classificados em particular no gênero Gadus, pertencente à família Gadidae, sendo o dito “original”, ou “verdadeiro”, o bacalhau encontrado no mar Atlântico, chamado Gadus morhua, que é uma das cerca de 60 espécies da mesma família de peixes migratórios. O Gadus vive nos mares frios do norte, sendo geralmente de tamanho pequeno, embora alguns exemplares possam chegar a pesar 100 kg e medir pouco menos de dois metros. Alimenta-se de outros peixes menores, como o arenque.

Origem

Os portugueses descobriram o bacalhau no século XV, na época das grandes navegações. Naquela época, os viajantes precisavam de produtos que não fossem perecíveis, que suportassem as longas viagens. Segundo a história, eles fizeram tentativas com vários peixes da costa portuguesa, mas foram encontrar o peixe ideal perto do Polo Norte. Foram os portugueses os primeiros a ir pescar o bacalhau na Terra Nova (Canadá), que foi descoberta em 1497. Existem registros de que em 1508 o bacalhau correspondia a 10% do pescado comercializado em Portugal.

Já em 1596, no reinado de D. Manuel, se mandava cobrar o dízimo da pescaria da Terra Nova nos portos de Entre Douro e Minho. Também pescavam o bacalhau na costa da África.

O bacalhau foi imediatamente incorporado aos hábitos alimentares e é até hoje uma de suas principais tradições. Os portugueses se tornaram os maiores consumidores de bacalhau do mundo, chamado por eles carinhosamente de “fiel amigo”. Este termo carinhoso dá bem uma ideia do papel do bacalhau na alimentação dos portugueses.

 O hábito de comer bacalhau veio para o Brasil com os portugueses, já na época do descobrimento. Mas foi com a vinda da corte portuguesa, no início do século XIX, que este hábito alimentar começou a se difundir. Data dessa época a primeira exportação oficial de bacalhau da Noruega para o Brasil, que aconteceu em 1843.

Bolinho de Bacalhau

Ingredientes:
200g Bacalhau;
2 Batata cozidas amassada (280g);
1 colher de sopa de azeite;
½ cebola;
2 dentes de alho;
¼ xícara de chá de farinha de rosca;
Cheiro verde picado;
Sal e pimenta do reino a gosto;
Óleo para fritar;
Limão taiti para acompanhar.

Modo de preparo:

Prepare um fundo de legumes para cozinhar o bacalhau. Corte a cebola e o alho em pequenos pedaços e doure no azeite, acrescente o bacalhau cozido e já desfiado. Reserve na geladeira. Utilize a água do fundo, onde foi cozinhado o bacalhau para cozinhar a batata. Quando a mesma estiver cozida amasse e leve para refrigerar. Pique as folhas do cheiro verde em pequenos pedaços e misture o sal e a pimenta. Retire o bacalhau e a batata da geladeira e misture todos os ingredientes. ELES DEVEM ESTAR FRIOS. Acrescente aos poucos a farinha de rosca até a mistura dar o ponto de enrolar.
Aqueça o óleo em 160°C e frite os bolinhos colocando poucas unidades por vez na gordura. Escorra em um papel absorvente e sirva quente com um limão. Rende aproximadamente 20 bolinhos.

Quer mais receitas? Seguem os links: Arroz com Bacalhau / Estrogonofe de Bacalhau – Vídeo

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NOTA:   ☆ ☆ ☆ 

            A nova série da Netflix, “13 Reasons Why“, criada por Brian Yorkey e estrelada por Katherine Langford e Dylan Minnette, baseada no livro homônimo de Jay Asher está dando o que falar desde a data de seu lançamento mundial (31/03). O programa relata a história de vida da personagem Hannah Baker, mais especificamente, a história de como a vida da mesma acabou. A adolescente era vítima de bullying, de constrangimentos e de violências físicas e morais. A série conta em formato de 07 fitas gravadas em ambos os lados, formando 13 gravações, os 13 motivos, ou melhor, as 13 pessoas que a levaram cometer suicídio. A história se inicia com Clay Jensen, o amigo mais próximo da menina, recebendo uma caixa de sapatos contendo as fitas e entrando em um dilema do motivo de estar nelas. Clay começa também a enfrentar os demais nomes da fita em busca de satisfações.

                A série com 13 episódios de 50 minutos desde seu início se mostrou ser fora do normal, assim como seu livro. Em ambas as obras a adolescência não é tratada com futilidade e dramatização excessiva, como se os jovens fossem pessoas sem problemas, preocupações e transtornos, onde a solução mais viável é sempre a mais previsível, fácil e comum possível. A história abrange nitidamente o crescimento do adolescente, mostrando as dificuldades de se fazer amigos, de ser aceito no meio dos demais e principalmente, a dificuldade de se encontrar no mundo e se descobrir quem realmente é. A série que realiza uma série de flashbacks que são intercalados com o tempo real da narrativa, mostra todas as angústias sem pudor ou pestanejos. Eles realmente estão ali, são graves e merecem serem ouvidos e respeitados.

                A produção, que seguiu fielmente a composição do livro, com mudanças suaves e plenamente necessárias para o novo formato abordado é de se tirar o chapéu principalmente pela bandeira que levantou, fator que jamais havia sido levantada antes. A série, possuindo a Netflix como provedora teve a oportunidade de dar muito mais visão a este problema do que o próprio livro, lançado em 2007, principalmente pois aborda também as pressões e a vulnerabilidade causadas na atualidade, 10 anos após a publicação, uma vez que na série temos a tecnologia como vilã fundamental devido a divulgação de fotos e da imagem da protagonista em redes sociais e em mensagens instantâneas.

                Ainda abordando essas diferenças temos a construção dos personagens. Na obra de Asher, temos um Clay mais tímido que guarda as fitas para si e esporadicamente conversa com seu melhor amigo e guardião de Hannah, Tony e na série o temos mais justiceiro, indo tirar satisfação com cada um dos nomes presentes na gravação. Sem contar que o envolvimento dos demais nomes é bem mais forte na nova versão, onde vemos os personagens nitidamente perturbados e até mesmo revoltosos com a atitude da vítima, alegando que a mesma era mentirosa e só estava querendo chamar atenção mesmo depois de morta, mantendo o desrespeito que antes já continham com a garota. Porém, alguns personagens vão se tornando mais arrependidos, humanizados e até mesmo dispostos a se redimirem consigo mesmos e com a justiça, como forma de respeito e honra à figura da menina. Além deste envolvimento dos 13 motivos de Hannah no enredo, temos também uma forte presença dos pais da menina a procura do motivo que levou a filha a se matar e completamente perdidos dentro da própria vida e da própria casa, sem respostas e esclarecimentos, apenas com a saudade.

O envolvimento dos pais da garota acarreta o envolvimento da própria instituição de ensino, a Liberty High, uma vez que os Baker processam a escola pela morte da filha por especulações a respeito de bullying e opressão. Temos também um envolvimento dos pais de Clay e uma preocupação da escola a respeito do suicídio em si, uma vez que os alunos se encontram nitidamente perturbados e estranhos após a morte de uma das colegas.

Além da narrativa brilhante e de um espetáculo realizado pelos atores, temos a perfeição da técnica, principalmente da direção, direção de fotografia e arte. A série a cada episódio vai se tornando mais fria e sombria, principalmente nas transições entre os flashbacks, onde as cenas de Hannah são quentes, com os tons laranjas e vermelhos bem evidentes e as cenas de Clay azuladas, frias e com cores cinzas e escuras abordadas. A direção também conseguiu realizar bem esse feitio, com movimentos de câmera sutis, mas bem eficazes para realizar essa transição de forma bem suave, sem contar no jogo realizado de câmera objetiva e subjetiva de cenas mais fortes, como a relatada na primeira fita a respeito da tão citada cena da festa da personagem Jéssica Oliver. Já a arte teve um envolvimento fundamental nas vestimentas e na aparência dos personagens, ao implantar um machucado na testa de Clay para identifica-lo e ao representar a forma perdida e inconstante do garoto ao fazê-lo permanecer com a mesma roupa até mesmo em cenas na qual está indo dormir, conseguindo assim mostrar que o personagem havia até mesmo parado de tomar banho e começara a feder.

13 reasons why é o tipo de série que ao mesmo tempo possui sutilezas é totalmente a verdade nua e crua, sem amenizar a imagem da adolescência, do bullying, do assédio, do estupro e do suicídio. A série consegue implementar diversos assuntos polêmicos de forma nítida que consegue abrir os olhos de todos que a assistem. Logo após o lançamento da série diversas campanhas contra a depressão e incentivando a atenção e a conversação com os jovens foram criadas, dentre elas a hashtag “#NãoSejaUmPorque” onde pessoas que se solidarizarão com a personagem Hannah Baker deram depoimentos a respeito da conscientização do bullying e da exposição. Entretanto, o único fator fundamental que ainda não foi visto pela maioria dos espectadores da série foi o ponto na qual se identificar. A maioria, sendo jovem ou não, se identificou com a protagonista, porém, todos sabem que 99% da população é um porquê. Ser um porquê não é somente expor, agredir ou retalhar a imagem de alguém de alguma forma. Ser um porquê é ignorar uma pessoa que nitidamente precisa de você, é ignorar os sinais, é não dizer o que realmente sente, é não estender a mão a quem precisa e não permanecer do lado de quem deve. Essa série deve ser assistida por todas as pessoas e por todos os gêneros e idades, principalmente por abordar a reação mais usual de um adulto ao se deparar com uma situação como essa, mas o que está além de assistir é se conscientizar que você é um porquê e tentar melhorar. #NãoSejaUmPorque.

 

Por: Isadora Morandi