Uncategorized

0

Por: Kedria Garcia

Assim como nos contos infantis, o ‘era uma vez’ também está presente no cenário urbano, principalmente quando se olha para dentro dos museus e se vê um castelo mágico, carregado de riquezas composto por peças recheadas de significados e valores. A cada museu um acervo, a cada museu um mundo novo, que por sua vez, guardam muitas histórias dentro de objetos.

No dicionário a palavra acervo vem acompanhada com o seguinte significado: “conjunto de bens que integram o patrimônio de um indivíduo, de uma instituição, de uma nação. ” O acervo museológico é a reunião de objetos que compõem as coleções resguardadas no museu, que integram o patrimônio. As unidades que participam do acervo possuem diversos formatos, como a exploração do campo audiovisual, tecnológico, visual, histórico, peças bi ou tridimensionais entre outros.

Os acervos presentes nos museus não são necessariamente pertencentes às instituições em que estão localizadas. podem haver acervos emprestados por algum (a) artista, outras instituições etc, estes podem ter um tempo de exposição pré-marcados. Os acervos pertencentes às instituições que estão localizadas, são normalmente comprados ou doados e eles estarão à disposição dos curadores para as exposições.

 

Museu de Minas e do Metal – MM Gerdau

Inaugurado em 2010, o Museu de Minas e do Metal conta com 44 atrações em 18 salas diferentes tendo como foco dois temas a mineração e metalurgia. “São temas que não fazer parte do cotidiano das pessoas, são temas duros, árduos. O grande desafio era tornar isso acessível, fácil, educativo e interessante, por meio da tecnologia essa foi a intenção do Marcelo Dantas que é museógrafo. ” Explica Paola Oliveira, do MM Gerdau. O acervo é tecnológico e interativo, com o objetivo de atrair o público jovem.

O primeiro andar, dedicado as principais minas do Estado, a interação é dada por meio de personagens históricos e fictícios que conta as histórias e curiosidades de Minas Gerais. O visitante tem como companhia grandes nomes, como acompanhar Dom Pedro II em sua visita a mina de Morro Velho, em um elevador virtual. “Essa atração é uma das mais visitadas, ela é bem lúdica, bem interativa, nessa visita conta um pouco da história da mineração do ouro, do ciclo do ouro. ” Afirma Paola. Há vários intérpretes narrando outras histórias como do diamante, do zinco, entre outros.

O segundo andar é destinado a metalurgia, a relação homem e metal, com o dedinho da química encontra-se uma tabela periódica virtual, onde é possível misturar os compostos e surpreender com os resultados. “Tentando alinhar a tecnologia ao conhecimento de determinadas áreas ao assunto”, complementa Paola. Outra interação é a balança que com base no peso simula a quantidade de metais presentes no organismo, que compõem o acervo tecnológico.

O acervo físico é o Inventário Mineral doado pelo antigo Museu de Mineralogia Professor Djalma Guimarães, mais 400 amostras em exposição mais de 3.000 na reserva técnica, além de setor de Geociência que responsável pela a manutenção e a curadoria dos minerais.

 

Memorial Minas Gerais Vale

A maior parte do acervo que o Memorial possui é audiovisual, algumas salas dispõem de objetos museológicos, como o vale do Jequitinhonha com algumas peças e a Sebastião Salgado com algumas fotografias. São 28 salas recriam ambientes que ajudam a contar um pouco as histórias de Minas Gerais, com a ajuda de recursos tecnológicos. “Basicamente o Memorial trabalha com vídeos, temos em vídeos aqui 56 horas aproximadamente, é muita coisa para o visitante ver em um dia só, costumamos dizer que o visitante tem que vim várias vezes para realmente conhecer o museu. “Charles Júnior Souza, assistente pedagógico.

A atração mais procurada é o Panteão da Política Mineira, segundo Charles, a sala é constituída de quadros com os principais protagonistas da Inconfidência Mineira, convidando o visitante para participar da própria reunião da Inconfidência. No segundo lugar do ranking é a sala que narra a história de Belo Horizonte, trazendo fantasmas que sussurram as lendas urbanas, como a da Maria Papuda que vivia na Serra do Curral Delrey.

 

0

Por Ana Sandim – Ingrediente da Vez – Parceira Contramão HUB

A Insalata di carne cruda (carne crua marinada e salada) vem das tradições culinárias piemontesas, de Piemonte, na Itália. O prato do dia é servido como entrada, mas vale como um prato principal. Rico em sabores ele deve ser consumido logo ao fim do preparo.

Ingredientes:
170g de filé Mignon
10g de Anchova em conserva
1 unid. de dente de alho
40 ml de azeite
½ limão
60g de parmesão
½ cebola
Sal e pimenta do reino a gosto.

Modo de preparo:

Corte a cebola em pequenos pedaços.  Repique a anchova e rale o parmesão. Reserve. Com uma faca afiada, repique o filé e coloque a carne num bowl. Como estamos trabalhando com carne crua (coloque o bowl sobre pedras de gelo, para manter a carne refrigerada).   Esprema o suco do limão e misture o azeite e tempere com sal e pimenta. Misture todos os ingredientes e deixe a misturas descansar na geladeira. Acrescente o alho inteiro.

Após os 20 minutos.  Retire o alho e monte o prato para servir. Pode usar ervas para finalizar o prato, azeite de trufa ou tiras de salsão.

0

Por Thainá Hoehne

Não é todo dia que escutamos algo surpreendente no ônibus. Na maioria das vezes os casos parecem ter sido tirados do jornal Super. Geralmente as pessoas reclamam do dia, do tempo do trabalho, dos vizinhos. Mas como as crianças não veem nada disso como problemas, é mais fácil sair algo novo e puro delas.

A baixinha estava sentada a um banco atrás de mim e olhava com interesse tudo que via pela janela, porque é isso que as crianças fazem.

Ao passar pelo Green Park Motel pergunta inocentemente para sua mãe:

– Mãe, aquilo é uma floresta?

Quem seria a mãe pra dizer que não, pois criança curiosa não desiste tão fácil.

– É filha. Uma floresta. – e riu com a pergunta da filha.

Confesso que também dei uma risada silenciosa. Mas não há nada de surpreendente na inocência da menina, e sim na inteligência da frase que proferiu a seguir.

– O verde é tudo que nós temos. Olha que flores lindas mãe.

E não brinco, ela disse exatamente com essas palavras, e aquilo me tocou na mesma hora. Ri de novo. Passo por aquele lugar todos os dias, e sei que ali tem um motel, sei que nele tem árvores, sei que tem flores, mas nunca olhei para as árvores, nunca olhei para as flores com os olhos daquela menina.

Fiquei feliz por um momento com aquela delicadeza toda, mas triste por saber que um dia ela será como nós, gente grande, que passa pelo verde que é de verdade tudo que nós temos, mas não vemos metade de sua beleza e de sua importância.

Talvez ela entre naquele lugar um dia e saiba que se trata de um outro tipo de natureza. Como sempre, se trata da natureza humana. Aquela que não tem inocência.

0
Silhouette, group of happy children playing on meadow, sunset, s

Por Débora Gomes – . as cores dela . – Parceira Contramão HUB

eu lia nos seus olhos:
– é sempre cedo demais…
e de tanto ser manhã, cê se instalou no meu passo como uma doce caminhada:
   lado a lado, coração tranquilo.

e eu nunca tive medo de lhe mostrar meu rosto;
porque cê me acolhe lágrimas, com a mesma doçura que me vê em sorrisos.
e eu nunca tive pressa de lhe ser por perto;
porque cê ganhou seu espaço do lado de dentro, quando as portas enferrujadas já nem queriam mais se abrir…

cê se tornou o acolhimento, nos dias enquanto tudo é pressa.

meu menino amigo,
eu desejo que teu coração floresça.
que sintas o gosto de sal só da água que vem do mar.
que viva devagar pra ter tempo de sentir: saudade, alegria, amor.
que seus sonhos se realizem. e se renovem. e sejam sempre um aconchego teu.
que em seu coração tão, mas tão grande, sempre caiba mais um, pra sentir o gosto doce de te ver ao sorrir.
que os obstáculos te façam grande.
que as dores te transformem amores.
que nunca seja tarde demais…

eu tenho sorte, meu menino…
e ela tem seu nome, grafado com letrinhas de amor…

0

Por Débora Gomes – . as cores dela . – Parceira Contramão HUB


eu vou lembrar o seu sorriso mais bonito, que sempre me aparecia quando era verão.
os olhos apertadinhos pelo sol, a voz leve de quem está sempre indo. e a gente nunca sabe pra onde. nem por que.
vou lembrar sua forma leve de abrir portas e de libertar meus medos, de criar sonhos, de fazer planos e de odiar invernos.
naquele meu jeito meio torto de te gostar direito, um silêncio que nunca quis ser vazio, porque cê preenchia todos os espaços em branco de mim.
e vou lembrar os abismos (os meus) até entender que eles diziam muito mais sobre ocê, que sobre mim.
porque desde um tempo que é sempre, eu aprendi que aquilo que te fazia livre, podia me libertar também…

eu vou guardar essa raiz que eu criei n’ocê e que me fez querer girar e girar pelo mundo.
porque era isso que cê me dava: um par de asas pra voar e me fazer chegar onde eu quisesse. e cê sabe que eu fui muito longe…
vou guardar o primeiro dia – aquele! – em que cê chegou e eu não tinha ideia do que te fazia tão bonito.
por fora, por dentro. inteiro… e mesmo assim, eu nunca tive medo. e acho até que nem ocê.
e vou guardar as palavras bonitas, as promessas de saudade, o coração em festa.
porque faz parte do meu tempo mergulhar na vida que cê me trazia nos olhos e na voz, por um tempo que eu nem sei em ti contar.

eu vou ter todo o tempo do mundo pra esquecer… 
aos poucos, os detalhes vão se apagar, 
a memória a se desdobrar em pausas, 
o coração volver tranquilo sem a doçura das esperas.
vous ne savez pas,
mas eu já deixei de ser mar há muito tempo…

Por Hellen Santos, Henrique Faria e Rúbia Cely

O Casarão localizado na região Leste de Belo Horizonte, bairro Floresta, abre as portas para o público. A edificação tombada foi desativada em 2007, depois de sediar desde 1930 a Rede Ferroviária Federal, quando o espaço começou a demandar de conservação e restauro, encerrando assim suas atividades. Fruto de um projeto da CasaCor Minas, que se encontra na 23ª edição, o local foi transformado por uma vasta equipe de arquitetos, dentre outros parceiros, em que cada grupo se responsabilizou pela remodelação de um cômodo específico.

 

O objetivo segundo o diretor de conteúdo e planejamento da CasaCor Minas, Eduardo Faleiro, é assumir um compromisso com o patrimônio durante a estadia do projeto no local, não deixar morrer a história que a arquitetura conta sobre Belo Horizonte, trazer uma nova ocupação para os ambientes e dar vida para o Casarão, que a tanto tempo se encontrava inativo.

 

Supervisionado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), o local ainda passa por restauros, mas já tem a maior parte de seus espaços reparados. Tudo indica que o ambiente será um Centro de Preservação da Memória Ferroviária de Minas Gerais, mas também abrigará outras atividades como oficinas.

 

A Associação Mineira de Ferromodelismo (AMF), que marca presença no Casarão à aproximadamente quinze anos, traz consigo pessoas que mesmo com outras ocupações amam trens e suas vertentes. Os participantes voluntários da associação demonstram estar com boas expectativas, devido a visibilidade que essa nova exposição trará para as peculiaridades do Ferromodelismo.

 

Entre os dias 12 de agosto e 17 de setembro, o público poderá visitar o espaço nos horários de 13h às 22h (sábado), 13h às 19h (domingos e feriados) e das 15h às 22h (terça a sexta). O casarão fica na Rua Sapucaí, nº 383 – Floresta.

 

Para mais informações acesse o site da CasaCor Minas