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Foto Reprodução Internet

23 de Março

  • Djavan

Data: 24.03.2017 – 22:00

Local: Km de vantagens Hall

Belo Horizonte recebe o cantor Djavan para uma apresentação da turnê do seu 23° álbum, celebrando mais de 40 anos de carreira. Além das novidades de “Vidas pra Contar”, o repertório do espetáculo inclui também antigos sucessos do artista alagoano.

http://premier.ticketsforfun.com.br/

Telefone: 31 4003-5588

  • Aniversário Baile da Diretoria

Data: 24.03.2017 – 22:00

Local: Serraria Souza Pinto

Atrações:
Nego do Borel e Ludmila
Kleber & Gustavo
Papo Di Bakana
Dj Caio Moreira
Dj Diego Avila
Dj Marquinho MPC

http://www.centraldoseventos.com.br/

Telefone: 31 4141-2929

  • Toquinho, João Bosco & Joyce – Homenagem a Tom Jobim

Data: 24.03.2017 – 21:00

Local: Grande Teatro – Palácio das Artes

O encontro dos três músicos foi criado especialmente para a homenagem, após os 20 anos da morte de Jobim – completados em dezembro de 2014. O maestro partiu em 8 de dezembro de 1994. Ele faria 90 anos em 2017.
Durante o show, Joyce canta sucessos como “Retrato em branco e preto”, “A felicidade”, “O mar”, “Ela é carioca”, “Estrada do sol” e “O morro não tem vez”;
João Bosco interpreta “Águas de março”, “Água de beber”, “Dindim”, “Desafinado”, “Ligia” e “Fotografia”;
Toquinho empresta a voz para “Eu não existo sem você”, “Só danço samba”, “Eu sei que vou te amar”, “Garota de Ipanema”, “Corcovado” e “Vivo sonhando”.

Informações Adicionais:

Tom Jobim é considerado um dos maiores músicos brasileiros de todos os tempos. Ele foi um compositor, maestro, pianista, cantor, arranjador e violonista e é um dos criadores da bossa nova.

http://fcs.mg.gov.br/

Telefone: 31 3236-7400

  • BH Hell Festival 2017

Data: 24.03.2017 – 20:00

Local: Music Hall

O evento contará com as tradicionais bandas mineiras da década de oitenta – HOLOCAUSTO e SEXTRASH. Além dessas duas porradas do metal brasileiro, o festival contará com a banda COLT.45 (grande revelação do death metal de Belo Horizonte).
A atração principal vem diretamente dos Estados Unidos. David Vincent, uma das personalidades mais importantes e respeitadas da música pesada mundial, acaba de confirmar retorno ao Brasil.
Após polêmica saída do Morbid Angel, o frontman formou a poderosa banda I Am Morbid, que atualmente tem em seu line-up nomes como Tim Yeung (bateria – Morbid Angel, Divine Heresy, Nile, Hate Eternal, All That Remains), Bill Hudson (guitarra – Vital Remais, Circle II Circle, Transiberian Orchestra) e IRA BLACK (guitarra – Metal Church, Lizzy Borden).
No repertório, as principais composições dos clássicos álbuns do Morbid Angel “Altars of Madness” (1989), “Blessed are the Sick” (1991), “Covenant” (1993) e “Domination” (1995).

http://www.centraldoseventos.com.br/

Telefone: 31 3461-4000

  • Especial Mês da Mulher: Entre Leituras e Cores

Data: 24.03.2017

Local: Centro Cultural Zilah Spósito (CCZS)

Nesta atividade, haverá leitura de trechos de contos, crônicas e poemas de diversas autoras do universo feminino, bem como dicas de beleza, maquiagem e bem-estar da mulher.

http://www.bhfazcultura.pbh.gov.br/

Telefone: 31 3277-5498/3277-1839

Entrada Franca

  • Homens que bordam

Data: 24.03.2017 – 15:00

Local: Sesc Palladium

Oficina de bordados para homens com os artistas da exposição Almofadinhas. Pensando as questões de gênero, afetividade e sexualidade envoltas em todo o conceito e universo imagético proposto pelos artistas Fabio Carvalho, Rick Rodrigues e Rodrigo Mogiz, a oficina se propõe a unir as questões técnicas e tradicionais da atividade do bordado com a linguagem da performance, em que uma ação será proposta em conjunto para os participantes.

Informações Adicionais:

Inscrição: bit.ly/selecaopalladium de 01 a 20/03 I divulgação dos selecionados: 22/03
Critério de seleção por análise de currículos e seleção I vagas: 20
Público alvo: homens interessados no bordado enquanto prática de expressão artística.

http://www.sescmg.com.br/

Telefone: 31 3270-8100

25 de março

  • Milton Nascimento – Semente da Terra

Data: 25.03.2017 – 21:00

Local: Grande Teatro – Palácio das Artes

Com a proposta de unificar as várias lutas de sua biografia num único e emocionante espetáculo, Milton Nascimento retorna aos palcos com o show Semente da Terra.
Ao longo de 55 anos de carreira, o músico já abraçou diversas causas sociais e militou ao lado dos grupos ambientais mais importantes do mundo. O caráter político de sua luta contra injustiças está evidente desde o primeiro disco, lançado ainda em 1967.

http://fcs.mg.gov.br/

Telefone: 31 3236-7400

  • Festa das Patroas

Data: 25.03.2017 – 16:00

Local: Esplanada do Mineirão

A festa vai reunir as cantoras Marília Mendonça, Maiara e Maraísa e Wanessa Camargo em um mesmo palco. As mulheres vão comandar a noite e tocar grandes sucessos do sertanejo.

http://nenety.com.br/eventos/festadaspatroas

Telefone: 31 3281-2737

  • 1º Encontro de Mulheres Empreendedoras no Lar

Data: de 25.03.2017 – 09:00 até 25.03.2017 – 17:00

Local: Sesc Minas

Tema – Mãos que Transformam. O objetivo do encontro é proporcionar uma oportunidade para que mulheres que empreendem ou desejam empreender recebam orientações e um direcionamento para se organizarem e ganharem dinheiro através do seu trabalho. Você também poderá fazer grandes parcerias e aumentar sua rede de contato.

http://www.sympla.com.br/i-encontro-de-mulheres-empreendedoras–maos-que-transformam__116304

Telefone: 31 98501-4350

Promoção: Empreendendo no Lar Doce Lar

Realização: Empreendendo no Lar Doce Lar

  • Mostra Western – Parte II

Data: de 25.03.2017 até 20.04.2017

Local: Cine Humberto Mauro – Palácio das Artes

Nessa edição, além de filmes consagrados, a programação traz uma abordagem mais ampla, com ramificações e estilizações como as produções italianas do Western Spaghetti e ainda o Western Feijoada, nome dado às obras brasileiras. Além disso, filmes que dialogam com a linguagem cinematográfica Western também fazem parte da mostra.
Entre os diretores selecionados, estão nomes de peso como John Ford, Sam Peckinpah, Howard Hawks, Sergio Leone, Don Siegel, Robert Altman e Clint Eastwood.

http://www.fcs.mg.gov.br

Telefone: 31 3236-7400

Entrada Franca

  • BH ao Ar Livre

Data: de 25.03.2017 até 26.03.2017

Local:

Projeto “Basquete Popular no Bairro”
Data: todos os sábados
Horário: a partir das 9h
Parque Vencesli Firmino da Silva
Rua dos Agrônomos, 285 – Bairro Alípio de Melo
Para aprender e desenvolver os fundamentos do basquete. Para todas as idades, masculino e feminino.
Mais informações e horários: com o “Professor” na quadra do parque.
(Use tênis, short e camiseta. Leve uma bola de basquete, se tiver)

Projeto Encontro Marcado com Fernando Sabino
Data: todos os sábados
Horário: 10h às 13h
Parque Fazenda Lagoa do Nado
Rua Desembargador Lincoln Prates, 240 – Bairro Itapoã
Oficina de percussão, confecção de instrumentos musicais e recreação infantil com Mestre Amâncio – brincante, arte educador, pesquisador da cultura da infância, compositor e músico
Realização:Instituto Fernando Sabino, em parceria com a Fundação de Parques Municipais
(Levar garrafa pet, latas vazias e limpas, tampinhas)

Yoga nos Parques
Data: 26/3/17
Horário: 9h
Parque Marcos Mazzoni
Rua Dep. Bernardino de Sena Figueiredo, 1.022 – Cidade Nova
Realização: Amyoga.
(Use roupas confortáveis e leve um tapetinho ou canga)

Tai Chi Chuan
Data: todos os sábados
Horário: 8h às 9h30
Parque Municipal Américo Renné Giannetti
Av. Afonso Pena, 1.377 – Centro
Os interessados deverão se inscrever com o Prof. José Marcelo
pelo e-mailmarcellogiffoni@gmail.com ou pelo tel: (31) 9 9945-3938

Lian Gong
Data: todos os sábados
Horário: 9h às 10h
Parque Municipal Américo Renné Giannetti
Av. Afonso Pena, 1.377 – Centro
Informações: (31) 3277-5225

Jiu-Jitsu no Parque
Data: 26/03/17
Horário: 10h às 12h
Parque Municipal Américo Renné Giannetti
Av. Afonso Pena, 1.377 – Centro

Feira de Artesanato Buritis Faz Arte
Data: 25/03
Horário: 09 às 13h
Parque Aggeo Pio Sobrinho
Av.Prof. Mario Werneck 2691 – Buritis
Feira de artesanato e gastronomia, oficina de pintura com lápis de cor.

Festival Comunitário
Data 25/03
Horario: 13 às 17h
Parque Estrela Dalva
Rua Costa do Marfim, 400- Estrela Dalva
Festival Comunitário promovido por instituição religiosa, com atividades esportivas e brincadeiras recreativas

http://www.pbh.gov.br

Telefone: 31 3277-4206

Entrada Franca

  • Nômade – Festival da Diversidade Cultural

Data: de 25.03.2017 até 26.03.2017

Local: Parque Municipal Américo Renné Giannetti

Música, atrações nacionais e internacionais, gastronomia, dança, artesanato, feira com produtos sustentáveis, oficinas e programação infantil.
Inspirado no conceito dos grandes festivais internacionais, o Nômade promove o respeito e a valorização da diversidade cultural. Os dois dias contarão com apresentações musicais regionais atrações internacionais.

Informações Adicionais:

Programação:

25 de março (Sábado):
18h30 Paco Pigalle
19h30 Banda HK (França)
21h Grupo Alianza
22h30 DJ Tritek (França)

26 de março (Domingo):
13h- Abertura do evento
13h30- Invasão dos Palhaços
14h- Disputa nervosa de passinhos
14h as 17h- Oficina de horta na garrafa pet / Oficina Eco ações unidas – Leo Piló
15h- Beehoppers
15h45- Dokttor Bhu e Shabê
16h30- Celso Piña y Su Ronda Bogotá (México)
18h30- Rusty Zinn (EUA)

http://www.facebook.com/festival.nomade/

Telefone: 31 3227-7331

Promoção: Paco Pigalle

Realização: Paco Pigalle

 

Fonte: Agenda Cultural

 

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Por Tiago Jamarino do Start – parceiro do Contramão

O editor Sidney Gusman, da Mauricio de Sousa Produções, divulgou ontem, em suas redes sociais, algumas imagens da Graphic MSP Chico Bento – Arvorada, na qual o quadrinista Orlandeli reinterpreta o garoto caipira da Vila Abobrinha.

Segundo a sinopse, o clássico personagem de Mauricio de Sousa leva uma daquelas lições que a vida de vez em quando dá na gente. Porque nem tudo pode ser deixado pra depois…

O título é uma publicação da Panini Comics e será lançado na CCXP Tour, em Recife, no próximo mês de abril. Após o evento, o álbum, que tem 96 páginas, será distribuído em bancas (capa cartonada) e livrarias (capa dura).

Veja abaixo as imagens divulgadas.

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Nesta última quinta-feira (16/03) o novo filme em live-action da Disney, Bela e a Fera estreou nos cinemas de todo Brasil. O longa, adaptado da animação de 1991 foi um dos filmes mais aguardados do ano e possui um elenco de peso, com Emma Watson, Dan Stevens, Josh Gad, Luke Evans, Ewan McGregor e Ian McKellen. Dirigido por Bill Condon o filme, por mais que seja uma adaptação bem fiel, ainda assim possui bastante novidades.

O longa relata a história de Bela, uma camponesa muito bonita, porém muito esquisita aos olhos dos demais moradores da vila, filha de um inventor, amante de livros e que sonha viver uma aventura, muito além e muito longe do interior. Bela acaba conseguindo viver tal aventura após se oferecer como prisioneira no lugar de seu pai em um castelo mágico, onde objetos tem vida e onde o rei é uma fera horrenda e impiedosa, exatamente como o desenho clássico. Este novo filme trás uma pegada bem próxima à animação, com o objetivo claro de conseguir atingir seu público antigo e sua geração de pessoas que cresceram usando um lindo vestido amarelo e idolatrando rosas. Emma Watson consegue absorver completamente a garota destemida vista nos filmes, deixando-a ainda mais corajosa e relacionável que a anterior, uma vez que esta nova protagonista também atua como uma mente revolucionária em sua aldeia, já que a mesma luta para conseguir ensinar as meninas a ler.

Tudo é muito extremo nessa adaptação, os personagens se tornam mais excessivos e todas as personalidades são demonstradas sem nenhum pudor ou omissão como retratado em 91. Neste temos um LeFou fortemente demonstrado homossexual e um Gaston bem mais macho alfa e agressivo do que o já visto. Além disso e dos seus 45 minutos de duração a mais, o filme trás duas novas e lindas músicas e uma sustentação maior à história pessoal de seus protagonistas. Aqui temos uma Bela que realmente sente falta da mãe e quer saber o que aconteceu com a mesma  e um Fera que teve a infância destruída por um pai bruto, severo e nada compreensivo, o que claramente causa o temperamento mesquinho e mimado do mesmo antes de sua maldição.

As mudanças estão somente aí, nestes acréscimos de cenas para tornar os personagens mais reais, o restante a história flui e caminha como antes, causando uma nostalgia e uma saudade imensa nos fãs do filme mais querido e promissor da Disney, fator que o deixa até mesmo emocionante. Bela e a Fera foi completamente realizado para agradar seus fãs, já que não trás nenhuma inovação espantosa e diferenciada que faria o mesmo ser comentado, amado, julgado ou elevado. Bill Condon opinou por realizar até mesmo planos parcialmente parecidos para que aquela emoção de 26 anos atrás pudesse ser facilmente retomada, fator que funcionou com êxito. Porém, o ponto alto do filme não chegou a ser nenhum desses e sim a escolha para a composição dos protagonistas, Watson se encaixou perfeitamente na sua personagem, sua voz, sua movimentação e sua nítida paixão casaram e fez com que Bela não se tornasse apenas um papel, mas sim uma mulher sólida, uma vida. Já Dan Stevens se superou, a maior carga emocional do filme inteiro e o maior motivo de emoções está claramente na interpretação do ator, que trouxe aspectos diferenciados que fez seu personagem se tornar mais humano, compreensivo, amado e completamente cativante.

Porém nem tudo são flores, apesar do esforço da Disney para fazer um filme impecável, isso ficou um tanto quanto longe de acontecer se dando pelos efeitos especiais. A caracterização dos objetos animados falhou em certas partes, principalmente na movimentação de seus lábios, que muitas vezes fica incômoda ou incompatível com aquilo que se é escutado. Já o Fera, personagem de maior luta do estúdio para se ter um funcional, também falhou em modos parecidos, uma vez que o mesmo, em algumas certas cenas, também ficou fora do ritmo do filme e bem superficial aos olhos de quem vê, sem contar que não aparenta ser nada cruel, ameaçador, horrendo e medonho, e sim uma criatura diferente que assustaria apenas por ser estranha e sem nenhum conhecimento prévio.

Chega a ser difícil avaliar tal obra, uma vez que o mesmo não se passa de mera cópia para agradar fãs e admiradores, não se tornando especial por si só e somente por dar um ponto mais dito como “real” ao já visto e amado anteriormente. Porém, tal fato chega até a ser justificável, uma vez que Bela e a Fera de 1991 foi um marco muito grande para Disney e para toda aquela geração, superá-lo ou até iguala-lo seria até mesmo impossível, pode-se até se dizer que a decisão de fazer um filme tão fiel se deu pelo fato de que assim, falhar não seria tão fácil, por mais que o mesmo deixe a desejar em vários aspectos, principalmente em sua computação gráfica.

 

Por: Isadora Morandi

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Projeto CONTRAMÃO HUB 📢 crescendo!!

E já temos um segundo parceiro ❤️ : o Start. O site foi idealizado pelo aluno do curso de Jornalismo Multimídia da UNA, Tiago Jamarino. Segundo o idealizador do Start, o objetivo do site é: “falar sobre cultura POP em geral, desde animes, músicas, críticas sobre os principais filmes e ate vídeo games”.🎦🎥📼
A ideia do CONTRAMÃO HUB é estabelecer parcerias de conteúdo entre o Jornal Contramão e toda uma rede de canais, blogs, sites e portais criados e alimentados por alunos e ex-alunos do Centro Universitário Una.
Se quiser fazer parte também e ser nosso parceiro, entre em contato com a gente. Mensagem Inbox ou email para contramao@una.br

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Foto Reprodução Internet

Por: Kedria Garcia

Pote

Vamos lá, tudo começou com a Anne. Ela não parava quieta e sempre estava falando e falando. Falava com os olhos, com o corpo, falava comendo e principalmente dormindo.

“Se eu fosse azul seria gosto não de céu. ”

Seu medo era de se tornar prédio, viver parada, dura, triste, sempre observada por cotidianos corriqueiros e nunca tocada pela curiosidade. O triste era quando ela voava para casa, deixa um vazio tão grande no meu peito que mal sabia o que fazer. Eu a amava, queria ela por perto. Foi então que a coloquei em um pote! Sim! Em um pote, um potinho! E fiz de cordão para a ter sempre por perto. Pensava que ela não iria caber, talvez suas falas a afogariam ou, pior, quebrasse o vidro que demorei tanto tempo para fazer. Todas as noites abria o potinho para que suas falas saíssem, passava o dia esperando para dormir ao som de sua voz. Desesperei quando notei que sua fala saia cada vez mais fraca até que virou choro e silêncio.

Carol gostava de perguntas que não se têm resposta.

“É possível correr mais que o pensamento? ”

Espaçosa, ocupava todo o meu tempo com pensamentos mirabolantes.

“Café acorda a gente, qual bebida nos levanta para a vida? ”

Ela era um vendaval antes da tempestade, era vento que ia para todos os lugares, tocava as pessoas sem que elas pudessem sentir. Eu a adorei desde o primeiro olhar. Assim comecei a pensar em um potinho que não a matasse, era transparente e confortável. Todos os dias colocava ela para sentir o sol.

“Porque o cheiro não tem calor? ”

 Com o passar dos dias suas perguntas foram ficando sem entonação e depois silêncio. Um dia chegando do trabalho a encontrei com uma interrogação amarrada na garganta.

Convencido em não curar minha solidão procurei o ombro amigo dos bares. Bebia em cada esquina toda a dor de ver os outros em uma bolha e meus potes apagados. Em um final de semana chuvoso, boteco as moscas, escutei uma risada gostosa daquelas que te faz levantar da cama em uma manhã cedo de domingo. O som da felicidade me ganhou. Sentei ao lado do dono desse prazer único e para minha surpresa ele me envolveu em uma madrugada leve e fugaz. Carlos entrou em minha vida chutando a porta da frente, abrindo as janelas e convidando o Sol para fazer uma festa. Estava disposto a tentar mais uma vez, comecei a construir um pote devagar. As gargalhas eram servidas no café da manhã, frescas e com sabor do despertar. Depois de quase um ano a pequena morada já estava pronta, cheia de furos para que pudesse respirar e maior, desta vez, daria certo. No dia seguinte, encontrei o corpo esmagado por uma porção de tristeza acumulada.

E foram tantas Annes, tantas Carois e um Carlos que acabei por colecionar postes mortos. Não entendia como, pois, sempre adaptava os potinhos para morarem. Como planta regava minha doçura e meu carinho todos os dias e ainda sim adoeceram e morreram. Talvez o meu erro tenha sido conhecer a vida que prende e fica e não a que se vai mas deixa um pouco do que se é para trás.

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NOTA:    

                A Netflix não para de inovar e de realizar produtos que encantam fãs e admiradores, a bola da vez foi a comédia Santa Clarita Diet que traz nada mais, nada menos, que Drew Barrymore como protagonista. A série criada por Victor Fresco teve uma divulgação um tanto quanto anormal, começando pouco mais de um mês até que tivesse sua primeira temporada lançada na íntegra. O fato de ter Barrymore na trama foi um diferencial enorme para trazer expectadores ao programa, uma vez que a atriz além de conhecida e admirada, é muito talentosa e única em sua profissão. Além de Barrymore a série conta com Timothy Olyphant, Liv Hewson e Skyler Gisondo.

                A série se passa em uma cidade próxima a Los Angeles, chamada Santa Clarita, onde Sheila (Drew) e Joel (Timothy) vivem uma pacata vida como corretores de imóveis comuns que possuem uma boa relação com seus vizinhos e que criam bem sua filha adolescente, Abby (Liv). Tudo está perfeitamente normal até que Sheila passa mal durante uma de suas vendas e acaba vomitando muito. A piada da série começa aí, quando a protagonista abre a boca e uma gosma cheia e verde escapole de sua boca como se fosse uma cascata, sujando todo o local. A personagem vomita em toda parte do banheiro, não deixando um pedacinho sequer para trás, vomitando inclusive uma bolotinha vermelha estranha e curiosa, que no princípio pensam ser seu coração. Após a vomitança Sheila se encontra sem batimentos cardíacos, sangue ou dor, ou seja, a personagem está morta, entretanto a mesma nunca havia se sentido tão viva, com uma energia, ânimo e juventude a flor da pele, pronta para desafiar o mundo e se permitir usar e abusar da vida.

                A esquisitice não termina aí, além destes fatores anormais a protagonista desenvolve uma vontade enorme de comer carne crua, que é justificada após um acidente onde a mesma com um impulso acaba matando e devorando seu colega de trabalho, a partir daí apenas carne crua não começa a ser necessária, apenas carne humana fresca sacia sua vontade. Com isso a série atinge seu ápice e começa a se desembolar, uma vez que Sheila e Joel começam a planejar como a mesma conseguiria se alimentar, uma vez que a fome poderia despertar impulsos incontroláveis capaz de provocar um assassinato em público. Isso se torna tão atrativo pois o fato de se ver uma típica família de classe média realizar assassinatos para esquartejar a vítima e coloca-la em um freezer para mais tarde bater seus membros em um liquidificador, enquanto cria uma filha de 16 anos e passa despercebido pelos vizinhos não é se lá algo muito comum de se ver por aí, principalmente por filmes e séries neste estilo não abraçarem a comédia e o trash, mas sim o suspense e o terror atrelados com uma distopia apocalíptica.

                Drew Barrymore comanda e manda na série com uma forma maravilhosa, com ritmo, tranquilidade, simplicidade e sintonia, assim como Timothy encarna o perfeito marido que coloca seu amor pela esposa acima de tudo e de todos os problemas, por mais que as mortes e ver sua esposa se deteriorando seja motivo de sobra para surtar. Liv não fica para trás ao viver uma Abby que esconde seu terror de ver sua mãe morta se torando uma espécie de monstro tentando se encontrar profundamente na vida, matando aula, vivendo perigosamente e se tornando uma espécie de adolescente rebelde junto ao seu vizinho e único que sabe sobre o caso de Sheila, Eric (Skyler).

                O fato de utilizarem a palavra zumbi com cautela é outro diferencial da série, uma vez que Sheila tem total consciência sobre seus atos e até mesmo tenta, juntamente com sua família, a encontrar justificativas pelas mortes para não ter tanto remorso e culpa e não possui sua imagem deformada, muito pelo contrário, Sheila fica ainda mais encantadora e com sua libido a todo vapor. A mesma acaba se tornando uma espécie de zumbi vampiresco em sua formatação.

                As mortes e a nova dieta de Sheila não são a trama principal da série, o real tema é o fato dos Hammond tentarem acima de tudo serem uma família normal, com momentos normais, amigos, profissão e vida social, entretanto, sua nova rotina sempre acaba interferindo nessa normalidade, fazendo os mesmos entrarem em uma situação desesperadora e preocupante.

                Porém, nem tudo são flores na série. Os acontecimentos acabam em certos momentos ficando forçados, com piadas muito prontas e feitas, exageradas e surrealmente bizarras. Tais fatos acabam deixando informações soltas, confusas, corridas e pouco elaboradas, assim como sua primeira temporada que não possui um final específico.

Isso não é necessariamente ruim, é até mesmo inteligente e uma técnica muito útil para prender o espectador para a próxima temporada, por mais que seja arriscada, ainda assim vai funcionar e muito, uma vez que mesmo com seus furos, a série está bem indicada e sem informações atuais a respeito de uma continuação, com toda certeza pode-se afirmar que acontecerá uma segunda temporada ainda mais bizarra e hilária com Barrymore e sua trupe.

 

Por: Isadora Morandi