Uncategorized

0

Por Tiago Jamarino do Start – parceiro do Contramão

O editor Sidney Gusman, da Mauricio de Sousa Produções, divulgou ontem, em suas redes sociais, algumas imagens da Graphic MSP Chico Bento – Arvorada, na qual o quadrinista Orlandeli reinterpreta o garoto caipira da Vila Abobrinha.

Segundo a sinopse, o clássico personagem de Mauricio de Sousa leva uma daquelas lições que a vida de vez em quando dá na gente. Porque nem tudo pode ser deixado pra depois…

O título é uma publicação da Panini Comics e será lançado na CCXP Tour, em Recife, no próximo mês de abril. Após o evento, o álbum, que tem 96 páginas, será distribuído em bancas (capa cartonada) e livrarias (capa dura).

Veja abaixo as imagens divulgadas.

0

Nesta última quinta-feira (16/03) o novo filme em live-action da Disney, Bela e a Fera estreou nos cinemas de todo Brasil. O longa, adaptado da animação de 1991 foi um dos filmes mais aguardados do ano e possui um elenco de peso, com Emma Watson, Dan Stevens, Josh Gad, Luke Evans, Ewan McGregor e Ian McKellen. Dirigido por Bill Condon o filme, por mais que seja uma adaptação bem fiel, ainda assim possui bastante novidades.

O longa relata a história de Bela, uma camponesa muito bonita, porém muito esquisita aos olhos dos demais moradores da vila, filha de um inventor, amante de livros e que sonha viver uma aventura, muito além e muito longe do interior. Bela acaba conseguindo viver tal aventura após se oferecer como prisioneira no lugar de seu pai em um castelo mágico, onde objetos tem vida e onde o rei é uma fera horrenda e impiedosa, exatamente como o desenho clássico. Este novo filme trás uma pegada bem próxima à animação, com o objetivo claro de conseguir atingir seu público antigo e sua geração de pessoas que cresceram usando um lindo vestido amarelo e idolatrando rosas. Emma Watson consegue absorver completamente a garota destemida vista nos filmes, deixando-a ainda mais corajosa e relacionável que a anterior, uma vez que esta nova protagonista também atua como uma mente revolucionária em sua aldeia, já que a mesma luta para conseguir ensinar as meninas a ler.

Tudo é muito extremo nessa adaptação, os personagens se tornam mais excessivos e todas as personalidades são demonstradas sem nenhum pudor ou omissão como retratado em 91. Neste temos um LeFou fortemente demonstrado homossexual e um Gaston bem mais macho alfa e agressivo do que o já visto. Além disso e dos seus 45 minutos de duração a mais, o filme trás duas novas e lindas músicas e uma sustentação maior à história pessoal de seus protagonistas. Aqui temos uma Bela que realmente sente falta da mãe e quer saber o que aconteceu com a mesma  e um Fera que teve a infância destruída por um pai bruto, severo e nada compreensivo, o que claramente causa o temperamento mesquinho e mimado do mesmo antes de sua maldição.

As mudanças estão somente aí, nestes acréscimos de cenas para tornar os personagens mais reais, o restante a história flui e caminha como antes, causando uma nostalgia e uma saudade imensa nos fãs do filme mais querido e promissor da Disney, fator que o deixa até mesmo emocionante. Bela e a Fera foi completamente realizado para agradar seus fãs, já que não trás nenhuma inovação espantosa e diferenciada que faria o mesmo ser comentado, amado, julgado ou elevado. Bill Condon opinou por realizar até mesmo planos parcialmente parecidos para que aquela emoção de 26 anos atrás pudesse ser facilmente retomada, fator que funcionou com êxito. Porém, o ponto alto do filme não chegou a ser nenhum desses e sim a escolha para a composição dos protagonistas, Watson se encaixou perfeitamente na sua personagem, sua voz, sua movimentação e sua nítida paixão casaram e fez com que Bela não se tornasse apenas um papel, mas sim uma mulher sólida, uma vida. Já Dan Stevens se superou, a maior carga emocional do filme inteiro e o maior motivo de emoções está claramente na interpretação do ator, que trouxe aspectos diferenciados que fez seu personagem se tornar mais humano, compreensivo, amado e completamente cativante.

Porém nem tudo são flores, apesar do esforço da Disney para fazer um filme impecável, isso ficou um tanto quanto longe de acontecer se dando pelos efeitos especiais. A caracterização dos objetos animados falhou em certas partes, principalmente na movimentação de seus lábios, que muitas vezes fica incômoda ou incompatível com aquilo que se é escutado. Já o Fera, personagem de maior luta do estúdio para se ter um funcional, também falhou em modos parecidos, uma vez que o mesmo, em algumas certas cenas, também ficou fora do ritmo do filme e bem superficial aos olhos de quem vê, sem contar que não aparenta ser nada cruel, ameaçador, horrendo e medonho, e sim uma criatura diferente que assustaria apenas por ser estranha e sem nenhum conhecimento prévio.

Chega a ser difícil avaliar tal obra, uma vez que o mesmo não se passa de mera cópia para agradar fãs e admiradores, não se tornando especial por si só e somente por dar um ponto mais dito como “real” ao já visto e amado anteriormente. Porém, tal fato chega até a ser justificável, uma vez que Bela e a Fera de 1991 foi um marco muito grande para Disney e para toda aquela geração, superá-lo ou até iguala-lo seria até mesmo impossível, pode-se até se dizer que a decisão de fazer um filme tão fiel se deu pelo fato de que assim, falhar não seria tão fácil, por mais que o mesmo deixe a desejar em vários aspectos, principalmente em sua computação gráfica.

 

Por: Isadora Morandi

0

Projeto CONTRAMÃO HUB 📢 crescendo!!

E já temos um segundo parceiro ❤️ : o Start. O site foi idealizado pelo aluno do curso de Jornalismo Multimídia da UNA, Tiago Jamarino. Segundo o idealizador do Start, o objetivo do site é: “falar sobre cultura POP em geral, desde animes, músicas, críticas sobre os principais filmes e ate vídeo games”.🎦🎥📼
A ideia do CONTRAMÃO HUB é estabelecer parcerias de conteúdo entre o Jornal Contramão e toda uma rede de canais, blogs, sites e portais criados e alimentados por alunos e ex-alunos do Centro Universitário Una.
Se quiser fazer parte também e ser nosso parceiro, entre em contato com a gente. Mensagem Inbox ou email para contramao@una.br

0
Foto Reprodução Internet

Por: Kedria Garcia

Pote

Vamos lá, tudo começou com a Anne. Ela não parava quieta e sempre estava falando e falando. Falava com os olhos, com o corpo, falava comendo e principalmente dormindo.

“Se eu fosse azul seria gosto não de céu. ”

Seu medo era de se tornar prédio, viver parada, dura, triste, sempre observada por cotidianos corriqueiros e nunca tocada pela curiosidade. O triste era quando ela voava para casa, deixa um vazio tão grande no meu peito que mal sabia o que fazer. Eu a amava, queria ela por perto. Foi então que a coloquei em um pote! Sim! Em um pote, um potinho! E fiz de cordão para a ter sempre por perto. Pensava que ela não iria caber, talvez suas falas a afogariam ou, pior, quebrasse o vidro que demorei tanto tempo para fazer. Todas as noites abria o potinho para que suas falas saíssem, passava o dia esperando para dormir ao som de sua voz. Desesperei quando notei que sua fala saia cada vez mais fraca até que virou choro e silêncio.

Carol gostava de perguntas que não se têm resposta.

“É possível correr mais que o pensamento? ”

Espaçosa, ocupava todo o meu tempo com pensamentos mirabolantes.

“Café acorda a gente, qual bebida nos levanta para a vida? ”

Ela era um vendaval antes da tempestade, era vento que ia para todos os lugares, tocava as pessoas sem que elas pudessem sentir. Eu a adorei desde o primeiro olhar. Assim comecei a pensar em um potinho que não a matasse, era transparente e confortável. Todos os dias colocava ela para sentir o sol.

“Porque o cheiro não tem calor? ”

 Com o passar dos dias suas perguntas foram ficando sem entonação e depois silêncio. Um dia chegando do trabalho a encontrei com uma interrogação amarrada na garganta.

Convencido em não curar minha solidão procurei o ombro amigo dos bares. Bebia em cada esquina toda a dor de ver os outros em uma bolha e meus potes apagados. Em um final de semana chuvoso, boteco as moscas, escutei uma risada gostosa daquelas que te faz levantar da cama em uma manhã cedo de domingo. O som da felicidade me ganhou. Sentei ao lado do dono desse prazer único e para minha surpresa ele me envolveu em uma madrugada leve e fugaz. Carlos entrou em minha vida chutando a porta da frente, abrindo as janelas e convidando o Sol para fazer uma festa. Estava disposto a tentar mais uma vez, comecei a construir um pote devagar. As gargalhas eram servidas no café da manhã, frescas e com sabor do despertar. Depois de quase um ano a pequena morada já estava pronta, cheia de furos para que pudesse respirar e maior, desta vez, daria certo. No dia seguinte, encontrei o corpo esmagado por uma porção de tristeza acumulada.

E foram tantas Annes, tantas Carois e um Carlos que acabei por colecionar postes mortos. Não entendia como, pois, sempre adaptava os potinhos para morarem. Como planta regava minha doçura e meu carinho todos os dias e ainda sim adoeceram e morreram. Talvez o meu erro tenha sido conhecer a vida que prende e fica e não a que se vai mas deixa um pouco do que se é para trás.

0

NOTA:    

                A Netflix não para de inovar e de realizar produtos que encantam fãs e admiradores, a bola da vez foi a comédia Santa Clarita Diet que traz nada mais, nada menos, que Drew Barrymore como protagonista. A série criada por Victor Fresco teve uma divulgação um tanto quanto anormal, começando pouco mais de um mês até que tivesse sua primeira temporada lançada na íntegra. O fato de ter Barrymore na trama foi um diferencial enorme para trazer expectadores ao programa, uma vez que a atriz além de conhecida e admirada, é muito talentosa e única em sua profissão. Além de Barrymore a série conta com Timothy Olyphant, Liv Hewson e Skyler Gisondo.

                A série se passa em uma cidade próxima a Los Angeles, chamada Santa Clarita, onde Sheila (Drew) e Joel (Timothy) vivem uma pacata vida como corretores de imóveis comuns que possuem uma boa relação com seus vizinhos e que criam bem sua filha adolescente, Abby (Liv). Tudo está perfeitamente normal até que Sheila passa mal durante uma de suas vendas e acaba vomitando muito. A piada da série começa aí, quando a protagonista abre a boca e uma gosma cheia e verde escapole de sua boca como se fosse uma cascata, sujando todo o local. A personagem vomita em toda parte do banheiro, não deixando um pedacinho sequer para trás, vomitando inclusive uma bolotinha vermelha estranha e curiosa, que no princípio pensam ser seu coração. Após a vomitança Sheila se encontra sem batimentos cardíacos, sangue ou dor, ou seja, a personagem está morta, entretanto a mesma nunca havia se sentido tão viva, com uma energia, ânimo e juventude a flor da pele, pronta para desafiar o mundo e se permitir usar e abusar da vida.

                A esquisitice não termina aí, além destes fatores anormais a protagonista desenvolve uma vontade enorme de comer carne crua, que é justificada após um acidente onde a mesma com um impulso acaba matando e devorando seu colega de trabalho, a partir daí apenas carne crua não começa a ser necessária, apenas carne humana fresca sacia sua vontade. Com isso a série atinge seu ápice e começa a se desembolar, uma vez que Sheila e Joel começam a planejar como a mesma conseguiria se alimentar, uma vez que a fome poderia despertar impulsos incontroláveis capaz de provocar um assassinato em público. Isso se torna tão atrativo pois o fato de se ver uma típica família de classe média realizar assassinatos para esquartejar a vítima e coloca-la em um freezer para mais tarde bater seus membros em um liquidificador, enquanto cria uma filha de 16 anos e passa despercebido pelos vizinhos não é se lá algo muito comum de se ver por aí, principalmente por filmes e séries neste estilo não abraçarem a comédia e o trash, mas sim o suspense e o terror atrelados com uma distopia apocalíptica.

                Drew Barrymore comanda e manda na série com uma forma maravilhosa, com ritmo, tranquilidade, simplicidade e sintonia, assim como Timothy encarna o perfeito marido que coloca seu amor pela esposa acima de tudo e de todos os problemas, por mais que as mortes e ver sua esposa se deteriorando seja motivo de sobra para surtar. Liv não fica para trás ao viver uma Abby que esconde seu terror de ver sua mãe morta se torando uma espécie de monstro tentando se encontrar profundamente na vida, matando aula, vivendo perigosamente e se tornando uma espécie de adolescente rebelde junto ao seu vizinho e único que sabe sobre o caso de Sheila, Eric (Skyler).

                O fato de utilizarem a palavra zumbi com cautela é outro diferencial da série, uma vez que Sheila tem total consciência sobre seus atos e até mesmo tenta, juntamente com sua família, a encontrar justificativas pelas mortes para não ter tanto remorso e culpa e não possui sua imagem deformada, muito pelo contrário, Sheila fica ainda mais encantadora e com sua libido a todo vapor. A mesma acaba se tornando uma espécie de zumbi vampiresco em sua formatação.

                As mortes e a nova dieta de Sheila não são a trama principal da série, o real tema é o fato dos Hammond tentarem acima de tudo serem uma família normal, com momentos normais, amigos, profissão e vida social, entretanto, sua nova rotina sempre acaba interferindo nessa normalidade, fazendo os mesmos entrarem em uma situação desesperadora e preocupante.

                Porém, nem tudo são flores na série. Os acontecimentos acabam em certos momentos ficando forçados, com piadas muito prontas e feitas, exageradas e surrealmente bizarras. Tais fatos acabam deixando informações soltas, confusas, corridas e pouco elaboradas, assim como sua primeira temporada que não possui um final específico.

Isso não é necessariamente ruim, é até mesmo inteligente e uma técnica muito útil para prender o espectador para a próxima temporada, por mais que seja arriscada, ainda assim vai funcionar e muito, uma vez que mesmo com seus furos, a série está bem indicada e sem informações atuais a respeito de uma continuação, com toda certeza pode-se afirmar que acontecerá uma segunda temporada ainda mais bizarra e hilária com Barrymore e sua trupe.

 

Por: Isadora Morandi