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Por Ana Sandim – Ingrediente da Vez – Parceira Contramão HUB

 

Receita Campeã do Festival da Quitanda de Congonhas na categoria Quitanda Regional
Pastel de Angu com Recheio Vegano – Itabirito

Massa:
1kg e meio de fubá moinho d’água peneirado
1 colher (sopa) de tempero caseiro (alho e sal)

½ colher (sopa) de óleo de milho mazola
3 litros e meio de àgua filtrada
Temperos caseiros
3 colheres (sopa) de polvilho azedo
⅕ colher (chá) de bicarbonato de sódio
Óleo para fritar

Recheio:

2 umbigos de banana
3 uni. dente de alho
Água e sal para deixar de molho e ferventar
1 cebola picada
1 pimentão verde (amarelo ou vermelho)
1 colher (chá) de colorau
Cheiro verde a gosto
Azeite
Tomate seco

Modo de preparo:

Para o recheio, retirar a parte roxa dos umbigos de banana, até chegar ao coração do umbigo.
Cortar em pedacinhos e deixar de molho na água com sal de um dia para o outro. Escorrer e aferventar até 4 vezes até sair o gosto amargo. Levar ao fogo novamente com água e cozinhar até ficar macio. Escorrer e lavar.

No azeite refogar os umbigos de banana com cebola, colorau, pimentão, tempero e pimenta (a gosto). Depois que esfriar coloque o cheiro verde, o tomate seco e misture.

Para a massa, leve ao fogo a água, o tempero e o óleo. Quando ferver, coloque o tempero caseiro, o bicarbonato de sódio e em seguida o fubá de moinho d’água peneirado, mexendo bem em fogo baixo até cozinhar por uma hora. Despejar o angu em uma bancada lisa e esterilizada, abrir o angu ainda quente e peneirar em cima 3 colheres de polvilho. Com um rolo de polietileno amassar a massa até ficar no ponto de enrolar. Corte a massa em porções menores e coloque e sacos plásticos separados, ou cobrir com um pano limpo, para que a massa não fique ressecada.

Abra cada porção com a mão, se necessário, use o rolo de modo que não fique muito fina. Faça os pastéis um a um no tamanho desejado. Coloque o recheio no centro e feche, apertando as laterais com as pontas dos dedos, formando uns babadinhos. * Sem os babadinhos não é o legítimo e artesanal Pastel de angu de Itabirito. Frite em óleo de qualidade e quente a 180 graus, suficiente para cobrir. Deixe dourar dos dois lados e retire da panela.

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Por Giovanna Silveira – Metrica livre – Parceira Contramão HUB

 

No meio da noite

e quase virando dia

uma sirene tão estridente e

intensa

ressoa sem trégua

a sirene competia

com o alarme de carro

estilo anos 90′

repetições azucrinantes

de polifônicos em perigo

a sirene e o alarme

competiam

com minha insônia alta

no meio da noite e

quase virando dia

a sirene e o alarme e a insônia

equalizaram harmonicamente

entre alento e criação

no meio da noite, ja era dia

descrevi tudo em vigília.

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Por Davi Fuzari

 

Ao falar do trabalho do cineasta André Novais, raramente não encontramos a palavra simplicidade relacionada ao seu modo de contar histórias. O que acontece em alguns de seus filmes é que André opta por esta falsa simplicidade, potencializando o conteúdo de seus filmes, deixando em segundo plano as complexidades dos dispositivos que ele utiliza e do conjunto de temporalidades dos registros presentes em sua obra.

Uma singularidade de André é o seu conhecimento sobre o cinema nacional.  Ele pesquisou cinema brasileiro na academia, é cinéfilo e mais do que isso, ele se dedica à prática, com ganas de dar continuidade a esta arte que é feita de forma única em nosso país. O cineasta do conteúdo também é o da coerência; com pouco mais de uma década fazendo cinema, podemos perceber a paixão com que ele trabalha e seu caminho evolutivo através de seus curtas até o primeiro longa lançado no ano de 2014, Ela volta na quinta. André se mantém coerente consigo mesmo na busca pelo fazer CINEMA, paixão esta que nos é tão cara e que nos revelou muitos diretores geniais no Brasil.

Em seu primeiro curta, Uma homenagem a Aluízio Netto, de 2004, André tem a oportunidade de trabalhar ainda em película (super 8), fazendo uma homenagem a cineastas de outros tempos, como Mário Peixoto e Humberto Mauro. O curta faz referência a uma quadrilha do partido comunista dos anos 20, que trocava as cartelas dos filmes por outras, com conteúdo de cunho marxista. O filme passa duas vezes, sendo que na primeira vez estamos diante de uma história de romance clássica. Na segunda, o teor do filme muda inteiramente apenas com a troca dos conteúdos das cartelas, revelando um casal militante com ideias comunistas.

A famosa gag nos roteiros de cinema revelavam André,  ainda ali no começo de sua carreira, um caminho de escrita, mas também um caminho pelo labutar no exercício de filmar ideias. A partir daí foram vários os exercícios fílmicos materializados nos curtas que André viria a realizar. Sua coerência vem do cinema brasileiro e das referências de seus próprios filmes, como em Pouco mais de um mês de 2013 – na sequência em que o casal conversa sobre a câmera escura, efeito físico criado no quarto onde o diálogo acontece; o espectador contempla a imagem refletida enquanto a narrativa se desenrola no extra-campo, assim como acontece no curta Fantasmas, de 2010.

Além do trabalho de extra-campo, o preparo e a direção de não atores tem sido um método muito assertivo em seus filmes. O fato de não serem atores profissionais mas de serem conhecidos intimamente pelo diretor (a família atua em seus filmes) revelam resultados surpreendentes. Exemplo disso foram os dois prêmios de “ator/atriz coadjuvante” alcançados no 46º Festival de Cinema de Brasília com o trabalho de atuação de seu irmão (Renato Novais) e sua namorada (Élida Silpe) com o longa Ela volta na quinta. A segurança que ele tem em relação às interpretações traz um certo oxigênio para o diretor lapidar os conteúdos em seus filmes. Os diálogos muitas vezes são improvisados, tendo o roteiro como guia com pontos importantes e imprescindíveis, mas é o improviso e a naturalidade impressos na tela que fazem com que o trabalho de André seja tão singular. Único em sua simplicidade numa tarefa tão complexa que é o fazer cinema, contar histórias que de certa forma são histórias universais, pois sempre tratam do humano e suas relações.

O que seriam das histórias sem alguém que saiba contá-las? O que seriam das ideias de boteco que poderiam virar filmes curtos, sem a perspicácia presente no genial André Novais? Vida longa!

 

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Por Jeferson Cirilo – Start – Parceiros Contramão HUB

 

TheWrap revelou que Chiwetel Ejiofor está atualmente em negociações para expressar o principal antagonista Scar no remake da Disney O Rei Leão.

 

Se Ejiofor fechar um acordo, ele se juntará a Donald Glover, que é a estrela de Simba, e James Earl Jones,que retorna para ser a voz de Mufasa pai de Simba. Além disso, o filme também apresenta Billy Eichner e Seth Rogen como as vozes de Timão, o suricato e Pumbaa o javali, respectivamente. John Oliver está pronto para expressar o Hornbill com notas vermelhas Zazu e o diretor Jon Favreau também está olhando Beyoncepelo papel do interesse amoroso de Simba, Nala.

 

O Rei Leão está programado para chegar aos cinemas em 19 de julho de 2019.

 

Leia também: John Oliver entra para o elenco de Rei Leão O Rei Leão| Billy Eichner e Seth Rogen Como Timão & Pumba

 

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Por Auspicioso Acapela – Coletivo parceiro Contramão HUB

Depois de uma tarde fria e cansativa no trabalho, resolvo me permitir um pouco de ousadia fora da rotina. Diferente das pessoas que convivo, não sou dada a bares, boates, casa de jogos e semelhantes. Sempre fui mais caseira e aprecio muito um bom filme, no meu quarto, com a Nan, minha gata. Mas por outro lado me sinto vazia e sozinha, então o erro pode estar em mim ou em minhas escolhas.

Vou para um bar, distante do serviço e de casa, pois não quero ser vista bebendo. O tempo se arrasta e as pessoas estão demais, demais, DEMAIS. Tomei 1 litro de cerveja, mas já me parece o suficiente. Estou consciente, tudo continua horrível.

Vazia.

Vou ao banheiro que não parece ter vaso, pela quantidade de urina que tem no chão. As paredes brancas têm pixos interessantes como: “Tequinha têve aqui”, “João gostoso” e “Aninha te amo”, percebo isso ao fazer toda uma acrobacia para não sentar no vaso nem sujar a minha roupa. Poderia ler mais, porém chega a hora de colocar a cara no sol e voltar para aquilo que eles chamam de diversão.

Abrindo a porta, entre frestas, vejo duas mulheres se beijando, são tão bonitas, mas aqui fede, mas elas parecem não perceber a mim nem o mau cheiro. Adio minha saída da minha cabine, mas elas suspiram cada vez de forma mais intensa, preciso tomar coragem e sair.

Saio, e como uma idiota encaro o fundo da minha pupila no espelho, pedindo aos céus para eu parar de passar vergonha. Lavo minhas mãos. EM TODOS OS SENTIDOS. Respiro fundo e me preparo para sair, dou uma última olhada para as duas e viro para porta, quando uma delas grita: “Eii!”.

Depois disso?

Vazio.

Bebo mais um pouco e ainda aceito cantar com um cara. Depois disso? Sorrisos e paquera. Depois disso? A casa de um estranho. Depois disso? Perder o último ônibus da madrugada e só pegar o das 5h da manhã e demorar mais de 50min para chegar em casa.

Depois disso?

Vazio e arrependimento.

Sinto que nem todo dinheiro do mundo pode me preencher.

Não quero uma pessoa ao meu lado, não quero bares, não quero contar sobre nada para ninguém, porque o que faço, fiz ou penso, é mais do mesmo de sempre. Hoje é Sábado e vou sorrir para meus parentes que virão me visitar. A expectativa? Não tenho. Criei na minha mente que existe uma possibilidade de vida melhor que a minha. Subestimei minha criatividade e agora me decepciono a cada santo dia.

Só não posso negar que ESTOU VIVA.

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Imagem retirada da fanpage do Graal- MG no Facebook

Por Kedria Garcia Evangelista

 

A Praça José Mendes Júnior, localizada em frente à Casa Fiat de Cultura, tornou-se palco de muitas brincadeiras para jovens-adultos. Live Action Role-Playing – LARP ou Jogo de Interpretação, é uma das formas que o público encontrou para jogar RPG (Role Playing Game) e vem ganhando espaço no mundo nerd. As atividades são realizadas normalmente aos domingos, em que jovens armados com espadas de espumas e algumas vezes caracterizados com vestimentas da Idade Média, se encontram para treinar e desenvolver habilidades, simulando batalhas.

O entretenimento é baseado na imaginação, o faz-de-conta domina a praça e os olhares já esquecidos da infância, voltam com a energia necessária para a brincadeira.

 

LARP

É uma sigla para Live Action Role Play. O Role Play é um termo em inglês que representa criar um papel, um personagem, e interpretá-lo dentro de um contexto, uma história. “É similar ao RPG (Role Playing Game), mas este é jogado normalmente em uma mesa, com dados, papel e caneta. O Live Action se joga ao vivo e em tempo real. Por esse aspecto, o LARP se aproxima da prática teatral”, explica Daniel Prado Cozensa, um dos organizadores do Graal – MG, grupo que é um dos responsáveis por promover e difundir o LARP em Belo Horizonte.

A prática vem ganhando vários admiradores por trazer a magia da criatividade. “Cada jogador entra em um personagem e começa a agir, falar e até pensar como ele. Assim como os livros, jogos e peças teatrais, existem vários tipos e gêneros de LARP, como aventura, comédia, terror, ação, drama, e variando entre temas, como um medieval fantástico, contemporâneo, futurista, até um mundo pós-apocalíptico. ”, completa Cozensa.

 

Início | Onde surgiu

Cristiano Guerra, um dos fundadores do Graal – MG, lembra como foi o início: “No Anime Festival de 2004, eu e mais cinco amigos conhecemos e ficamos maravilhados com o Graal – RJ, que estava se apresentando no dia. A galera do Rio de Janeiro tentou ficar por aqui, mas não deu muito certo, houve muito conflito de lideranças, então eles foram embora e deixaram duas espadas aqui com a gente e falaram ‘Boa Sorte’. Logo nos tornamos um grupo e assim foi a primeira era do Graal – MG, com oito organizadores. ” Ainda, de acordo com Guerra, a partir deste momento o grupo foi crescendo com amigos e amigos de amigos. Outra atividade que o grupo oferece é o Swordplay, que é uma prática esportiva de simulação de combate usando armas acolchoadas, e tratando-as como se realmente fosse de metal ou madeira. Os trajes são levados a sério, o que facilita ao jogador entrar no personagem.

Segundo a organização, qualquer pessoa pode participar das atividades propostas, para os menores de 15 anos é necessário ter um acompanhamento de um responsável. “O LARP de forma geral, ao redor do mundo, é uma comunidade bem acolhedora, tendo uma grande porcentagem de membros LGBT, e da comunidade Geek e Cosplayers, artistas marciais que também compõem grande parte da comunidade”, De forma geral, para participar de um LARP basta entrar em contato com quem estiver organizando e aparecer no dia. No Brasil os jogos de LARP são gratuitos, recebendo doações de membros, então não existe uma barreira financeira, fora o transporte “Mesmo assim pode ser que alguém more perto de você lhe dê uma carona.”, afirma André Vaz de Melo Raymundo Bacha, participante e um dos ex- organizadores.

 

A Praça

A Praça José Mendes Júnior, já apelidada de Praça do Graal, acolhe esse público há treze anos, foi escolhida por ser de fácil acesso, não ter uma circulação grande de pessoas e possuir capacidade de receber um número considerável de jogadores. “Ainda temos problemas, por exemplo, em épocas chuvosas, em que acabamos tendo que interromper as atividades. Mas é um local familiar, tanto para os membros antigos quanto as pessoas que frequentam a região da Savassi, Praça da Liberdade e do Parque Municipal. ” Explica Cosenza.

“No geral, escolhemos locais mais vazios para realizar nossas atividades. A maior parte das interações com o público enquanto estamos jogando não são um problema. As pessoas se divertem assistindo e várias são bem-educadas, mas alguns jogadores se sentem desconfortáveis atuando na frente de desconhecidos e alguns espectadores acabam atrapalhando a imersão e fluidez da cena. ” Alega Daniel, afirmando que os olhares já não o intimidam e com muito orgulho carrega pela a cidade seus aparatos como espadas, lanças, escudos, arcos, roupas de personagens e máscaras.

Imagem retirada da fanpage do Graal- MG no Facebook

 

Bacha, considera o LARP como uma peça de um quebra cabeça que ele sempre sentiu faltava na sociedade. “Algo tão necessário quanto a educação científica que recebemos na escola, sinto que é uma ajuda sobre o aprendizado emocional”, destaca. De acordo com o jovem, se feito corretamente o LARP é um excelente ambiente para testar nossas maiores ambições, como mudar o mundo ou a nós mesmos. “Eu recomendo àqueles que desejam participar, que façam um personagem, que exagere todos os seus defeitos e qualidades, uma persona. Ao colocar essa abstração dos seus medos e ambições a teste, frente às outras pessoas, você pode aprender muito sobre a sua própria personalidade e até onde você consegue concluir seus objetivos sendo limitado por seus defeitos, e se tornar uma pessoa melhor. Sem ter o risco de ser julgado por suas ações. No LARP temos o conceito: ‘o que acontece dentro do jogo fica dentro do jogo, o resto é aprendizado’. Então se você quiser fazer algo que sempre quis fazer e ver as repercussões disso em um ambiente controlado, esse é o lugar. ” Finaliza Bacha.