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Helena, Marta, Olívia, Zé Diogo, Mário Silvano, Chico Treva, Paquita e outros personagens fazem parte da mais nova montagem da Cia. Pierrot Lunar. “Acontecimento em Vila Feliz” é uma adaptação do conto de Aníbal Machado e a primeira peça de rua montada pelo grupo, que tem em seu repertório, espetáculos consagrados como “Sexo” e “Por Trás dos Olhos das Meninas Sérias”.

A estréia em Belo Horizonte aconteceu no sábado dia 26, às 16h na Praça da Liberdade. O cenário simples e original transformou o centro da praça em uma pequena vila mineira, que se vê envolvida com a suposta gravidez de uma de suas moradoras mais ilustres.

A agitação atraiu o público que passava pelo local, atento a cada movimento dos atores. “Achei a peça interessante, o cenário, a história, os personagens: tudo muito bem montado e bem feito” comenta a empresária Ana Luiza Santos.

No próximo mês, a Vila invade as Praças da Assembléia e também a Floriano Peixoto, nos dias 9 e 10, respectivamente, sempre às 16h.

Para mais informações sobre o espetáculo , acesse o site da Cia. Pierrot Lunar.

Clique na foto para conferir nossa galeria:

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Por: Débora Gomes

A população de Belo Horizonte ganha mais um espaço cultural no próximo dia 22, terça-feira. Antiga residência do filho do ex-presidente da República, Afonso Pena, a construção do início do século XX é palco agora para a Casa UNA de Cultura. Localizado na Rua Aimorés, 1.451, no bairro de Lourdes, o espaço, aberto ao público e sem fins lucrativos, foi criado com o objetivo de promover um encontro entre a arte, a cultura, o conhecimento e a população, oferecendo cursos, palestras, oficinas, exposições e outras manifestações artísticas.

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Guaracy Araújo, gestor da Casa Una de Cultura e Janaína Vaz, coodenadora da Casa.

O ambiente aconchegante busca remeter ao visitante a sensação de estar em sua própria casa. “A gente trabalha muito com o conceito ‘entre, a casa é sua’”, relata a coordenadora da Casa UNA de Cultura, Janaína Vaz. O espaço conta com três salas menores planejadas inicialmente para exposições e oficinas, uma maior com capacidade para receber até 50 pessoas, uma recepção e uma sala de estar. De acordo com o gestor cultural da Casa, Guaracy Araújo, a intenção é adaptar o espaço aos poucos, a partir da demanda e à medida que surgirem novos acontecimentos que exijam mudanças. “Propomos uma gestão mais colaborativa, mais dialogada”, explica.

O edifício, tombado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (Iepha), tem capacidade para receber até 80 pessoas. “É uma determinação do Iepha, pois os prédios antigos não possuem sustentação suficiente para suportar muito peso”, justifica Janaína Vaz. Para a coordenadora, é importante ainda trabalhar o diálogo e a conversação para que se estabeleça uma troca de saberes, já que a Casa está preparada para receber um público diversificado.

Presente para a capital
O projeto de implantação da casa cultural se desenvolve há alguns anos e tomou forma definitiva em meados de 2010. A ação é parte das comemorações do cinquentenário do Centro Universitário UNA. Para a coordenadora da Casa, o centro cultural é resultado de vários estudos realizados pela instituição com a finalidade de atuar na área cultural. “Esse projeto é um interesse antigo da UNA e a sociedade também participa das ações”, destaca. “A Casa é um presente do Centro Universitário para a cidade”, diz.

Tema de abertura

No mês em que a Casa abre suas portas para o público, as palestras, debates, mostras, oficinas e shows terão como tema central “O Feminino – A criação artística sob a perspectiva feminina”, em homenagem ao mês da mulher. O evento de abertura, que ocorre no dia 22, será fechado para convidados e, a partir do dia 23, inicia-se a programação aberta à população, com a presença da secretária estadual de cultura, Eliane Parreiras, e do ator João Miguel, em um bate-papo sobre cultura brasileira.

Agenda mês de março

Nesse primeiro mês, os interessados devem retirar seus convites com antecedência. “Funcionará como uma experimentação para nós, para que possamos entender qual o melhor formato de trabalho”, explica Janaína Vaz. A proposta do espaço é diversificar, realizando o máximo de atividades possíveis envolvendo arte e cultura. As vagas são limitadas e a entrada é franca. Confira parte da programação:

Dia 24, às 19h, acontece a sessão de cinema feito por mulheres, seguida de debate com produtoras e cineastas, como Luana Melgaço, Maria de Fátima Augusto e Ana Moravi.
Dia 25, às 21h, música popular brasileira com a cantora Marina Machado .
Dia 26, às 11h, abertura da exposição de telas da artista plástica, ilustradora e autora de livros infanto-juvenis, Anna Gobel.
Dia 28, 19h30, ciclo de palestras “O Feminino e a Literatura”, com a escritora, blogueira e cantora Clarah Averbuck.

Por Débora Gomes