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A Biblioteca Pública de Belo Horizonte, apresenta até o dia 30 de junho a Exposição Naïf, quadros que retratam a vida do artista José Raimundo Naïf. Nascido no sul de Minas Gerais, na zona rural de Pouso Alegre, Naïf que antes era jardineiro descobriu seu talento no ano 1999, quando foi trabalhar na casa do artista plástico Fábio Ferrão. Contando com o incentivo de Ferrão, o jardineiro hoje é artista, trabalha com pinturas e gravuras que representam a zona rural de Pouso Alegre.

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Os quadros trazem imagens de festas típicas, trabalhadores do campo, sítios e fazendas da região e cavaleiros.

Com cores atrativas e traços simples e delicados, o artista encanta o público. A estudante Andréia Campos, 23, diz que se encantou com os tons e a vivacidade das obras, “ Gosto dos traços que ele usou, a forma como ele agrupou os elementos na tela, isso é um diferencial e muito elegante”, ressalta a jovem. imagem-333

Para conhecer mais o trabalho de José Raimundo acesse a sua galeria no flickr

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Por Ana Paula Sandim

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A menos de dois dias para o início da Copa do Mundo, o futebol começa a tomar conta das ruas e até aqueles que não gostam muito do jogo, se reúnem tomados pelo sentimento torcedor. Neste ano, a Copa do Mundo comemora seus 80 anos e pensando nisso, a Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa recebeu esta tarde, o historiador Raphael Rajão Ribeiro pelo Projeto Aula na Biblioteca.

Ribeiro é mestre em História pela UFMG, historiador do Arquivo Público de Belo Horizonte e autor da dissertação “A Bola em Meio as Ruas Alinhadas e a uma Poeira Infernal: os Primeiros Anos do Futebol em Belo Horizonte (1904- 1921)”. Com a palestra “Primórdios do futebol belo- horizontino: dos anos inicias à década de 20”, o historiador contou a história do futebol desde seu surgimento na Inglaterra, no século XIX, até sua consolidação em Belo Horizonte, destacando sua importância no cenário esportivo.

A estudante de Letras, Gabriela Moreira, 22, aprovou a iniciativa da biblioteca: “Além de trazer conteúdo histórico, é um bom passo para incentivar a torcida pelo Brasil nessa Copa”, disse.

Além da palestra, teve início também uma exposição reunindo livros e periódicos que apresentam a história do futebol, por meio de imagens marcantes e sua abordagem na literatura e na imprensa.  A exposição é aberta a todos e está disponível no 2º setor da biblioteca, de 8 as 18 h até o início de julho.

Por: Débora Gomes

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Hoje é dia Nacional de Combate ao Tabagismo. O governo Federal lançou uma campanha, incentivando a criação de ambientes 100% livres do fumo. De acordo com o pneumologista e pesquisador da UFMG, doutor Paulo Corrêa, por dia, cerca de quatro pessoas morrem em Belo Horizonte, vítimas de doenças ocasionadas pelo tabaco.

A comerciante Celeste Vieira, 41, é fumante há 20 anos. Num consumo médio de 2 a 3 cigarros por dia, Vieira diz que pretende parar de fumar, mas que a ansiedade é uma inimiga maior.

“A data serve para conscientizar as pessoas e nos faz repensar no consumo”, diz a comerciante sobre o dia de combate ao tabagismo. A lei anti- fumo, que proíbe fumantes de permanecerem em áreas fechadas, é uma forma de diminuir o vício e melhorar a qualidade dos ambientes aos não- fumantes. “Mas ao mesmo tempo, inibe um pouco, pois tira a liberdade do cidadão que é fumante”, diz Vieira.

Por: Débora Gomes e Danielle Pinheiro

No dia nacional de combate ao glaucoma, foi realizada em diversos pontos de Belo Horizonte, uma campanha de orientação e prevenção à doença. Na Praça da Savassi, foi montado um estande em que médicos residentes entregavam panfletos explicativos, orientavam e encaminhavam as pessoas ao ônibus, onde eram realizados exames oftalmológicos gratuitos.

O glaucoma é uma doença ocular causada pela elevação da pressão intraocular, provocando lesões no nervo ótico, que é o responsável por levar as informações visuais até o cérebro. Essa elevação ocorre aos poucos e os sinais da doença só surgem na fase mais avançada. “O glaucoma é uma das principais causas de cegueira no mundo e é uma doença silenciosa”, informa o médico oftalmologista Thiago Fernandez, 28. “No começo não apresenta sintomas, mas é uma doença irreversível”, alerta Fernandez.

Vários hospitais de olhos participaram da campanha, que teve início às 8h. O exame é simples: depois de aplicar colírio para dilatar a pupila, o médico visualiza o nervo óptico, identificando alterações em sua cor e aparência. Depois, mede a pressão ocular através de um aparelho chamado tonômetro, sendo possível identificar a doença em poucos minutos.

Cerca de 1.000 pessoas passaram pela clínica móvel, hoje. A cosmetóloga, Judith Coelho, estava na praça e se submeteu à avaliação médica. “É bom porque a gente está passando e já faz o exame. Qualquer pessoa pode ter essa doença e não saber”, afirma.

O oftalmologista Thiago Fernandez alerta a população quanto à importância de consultar profissionais da área periodicamente. Confira o vídeo:

Fotos da campanha:

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Por: Débora Gomes

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Na tarde desta terça- feira, o trânsito na Rua da Bahia ficou complicado. Tudo por causa de um carro da marca Audi A4 placa HBH 3075 que colidiu na lateral de um táxi Fiat Idea, de placa HBZ 2127.

Testemunhas disseram que a motorista do Audi saiu da pista da direita em direção ao estacionamento do Teatro Icbeu, batendo em cheio na lateral do carro do taxista Paulo Henrique dos Santos Vaz.

A frente do Audi ficou bem danificada, enquanto o táxi apenas sofreu arranhões na lateral e teve um pneu furado. A motorista do Audi não quis ser entrevistada.

O trânsito só voltou ao normal com a chegada da polícia, que retirou os carros do local e encaminhou os dois motoristas para a delegacia para registrar ocorrência.

Confira fotos da batida:

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Por: Débora Gomes

Cobertura: Débora Gomes e Danielle Pinheiro

Fotos: Débora Gomes

Semáforo vermelho para os motoristas, assim Lucio Rodrigues Donato, 37, entra em ação e com o auxilio de uma cadeira de rodas começa a vender Chicletes no sinal da rua Praça da Liberdade A.

Há quase 20 anos trabalhando no mesmo ponto, Donato declara a satisfação diante sua conquista, “Comecei a vender balas no sinal aos 12 anos para ajudar minha família, adotei a profissão e hoje não pago mais aluguel, com o dinheiro que recebi no sinal comprei a minha casa”.

Morador do Bairro Jardim Vitória, Donato utiliza 2 ônibus  e gasta cerca de uma hora e meia para chegar ao seu destino. O vendedor atua com a bandeja recheada de chicletes sobre as pernas e, quando o sinal abre para os pedestres, Donato circula entre os carros oferecendo seu encanto aliado ao sabor de morango, melancia, uva, menta e hortelã.

Donato revela, “Estou sempre no sinal, mantenho minha família com o dinheiro que conquisto aqui, sou casado e tenho um filho de 15 anos”. O vendedor de chicletes consolidou muitos clientes, com oportunidade de conhecer várias pessoas formidáveis: “adquiri muitos amigos trabalhando.”

Com um horário trabalho de 10 hs por dia, sendo este realizado de segunda à sexta-feira, o trabalhador expõe sua alegria pois, obtém ao mês cerca de uma salário e meio.

Ao contar sua historia de vida Donato se emocionou: “nasci e depois de 1 ano tive paralisia infantil, mas a doença nunca me impediu de ser um homem trabalhador e honesto”.

O vendedor diz que sempre foi bastante respeitado e todos os clientes gostam de seu trabalho, “Os meus clientes me chamam pelo nome, nesses 20 anos que trabalho no sinal nunca tive problemas”.

Donato declara que existe discriminação: “o preconceito ocorre até mesmo em família, então se eu for olhar isso não saio nem de casa.Continuo seguindo a vida e o meu trabalho”.

Com muita sinceridade no olhar, o vendedor afirma que não está no sinal para utilizar a deficiência  física para ganhar dinheiro. “Espero que as pessoas não comprem na minha mão por compaixão, mas sim para me ajudar, eu estou trabalhando”, afirma.

Donato não autorizou a utilização da sua imagem. Acredita que algumas pessoas possam o interpretar de maneira injusta.

Por: Iara Fonseca