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Quem passou pela Praça da Liberdade na tarde desta sexta feira, dia 5, não pode aproveitar uma de suas atrações. A fonte, próxima ao coreto, estava passando por uma limpeza e por isso se encontrava desligada e vazia. Segundo Djalma, que é responsável pela limpeza da Praça, as fontes são esvaziadas e limpas aproximadamente de 15 em 15 dias, dependendo de seu estado. Se a fonte estiver muito suja esse período é adiantado.

Com vassouras e botas, os responsáveis pela limpeza da Praça empurravam a água para uma espécie de bueiro no fim da fonte, próximo ao Xodó.  Os refrescantes pingos de água foram substituídos por um odor nada agradável e espantou os freqüentadores da Praça que costumam sentar-se nos bancos nos arredores da fonte.

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Por: Débora Gomes e Natália Oliveira.

Com baldes de água, esponja, detergente, glicerina e álcool, a lavadora de carros Elaine Sueli Gomes, 35 ,sustenta os seis filhos e um neto há 16 anos.  Ao lado do marido Renato Napoleão dos Santos, 38, sai de Sabará, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, para o Centro Sul da capital. O casal trabalha a céu aberto,  na rua Bernardo Guimarães, em frente ao Detran.

Das 8h até as 18h, o casal se encontra com baldes  e detergentes a postos. Eles faturam por dia uma média de R$ 70,00, fora as gorjetas.  O tempo gasto para lavar um carro varia de acordo com as condições do veículo: em um carro apenas empoeirado, ela gasta 10 minutos; já um mais sujo consome cerca de 90 minutos.

Elaine Sueli Gomes garante que não quer largar esse ofício. “Gosto das pessoas e elas gostam de mim, aqui existe confiança e respeito, ninguém me atrapalha. Todos os lavadores aqui trabalham unidos”, explica.

O examinador do Detran que se identificou apenas como Joel, 45, é cliente fiel do casal, e há 15 anos deixa o seu carro aos cuidados de  Elaine.  “O trabalho dela é bem feito. Hoje não trabalho mais na região, mas sempre que estou por perto é aos cuidados da Elaine que o meu carro fica”, declara.

Regulamentação

Há oito anos, o casal de lavadores foi cadastrado no Sindicato dos Lavadores e Guardadores de Carros de Belo Horizonte, uma parceria da Prefeitura com a Polícia Militar para combater os roubos e arrombamentos de veículos na região.  Elaine Gomes paga por ano à Prefeitura a taxa de R$100,00 e avalia que compensa.

Lavar e guardar carros são atividades reconhecidas como profissão desde setembro de 1975, pela Lei Federal 63.242, regulamentada pelo Decreto 79.797, de 8 de junho de 1977. Em Belo Horizonte, a atividade só foi regulamentada em fevereiro de 1994, desde então, a maioria dos lavadores está em atividade regular.

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Por Ana Paula P. Sandim e Iara Fonseca
Foto: Ana Paula P. Sandim

Os buracos, vilões dos pneus de carros e dos tornozelos de pedestres, fazem parte da rotina daqueles que passam pelas ruas Bernardo Guimarães e Gonçalves Dias, no bairro Lourdes. Ocupando grande parte das calçadas, os buracos causam transtornos e incômodo aos pedestres, que quando não conseguem desviar a tempo, torcem o tornozelo ou até mesmo caem.
De acordo com os funcionários de um restaurante situado na Rua Bernardo Guimarães, é comum ouvir reclamações de clientes sobre os buracos: “Principalmente mulheres que usam salto. Elas sempre passam por aqui reclamando dos buracos, mas ninguém faz nada para arrumar.”, conta um dos funcionários. Para a dona de casa Maria Inês da Silva, 49, os buracos são uma armadilha: “Às vezes a gente passa distraído, sem nem lembrar dos buracos e por pouco não cai. Para pessoas mais velhas é um perigo, principalmente a noite, que não dá para enxergar muito bem.”, afirma a pedestre.
Em contato com a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) pelo telefone 156, a informação é que os fiscais tem o prazo máximo de cinco dias úteis para analisar o local após a solicitação de reparo das calçadas e tomar as devidas providencias como uma “operação tapa buracos”.

Por: Débora Gomes
Foto: Débora Gomes

Quem passa pela Rua Gonçalves Dias em direção a Praça da Liberdade, sente um cheirinho diferente vindo do carrinho de João Alves da Rocha, 66, que há 25 anos trabalha por conta própria vendendo frutas no local. De segunda a sexta, Rocha pega emprestado parte da calçada, em frente ao IPSEMG, pelas manhãs e só vai embora à tarde, quando o sol já está se pondo.

O vendedor compra as frutas todas as segundas-feiras no Ceasa e as guarda em um estacionamento próximo ao seu local de trabalho. Segundo Rocha, as frutas fazem mais sucesso no calor do que no frio e o período de maior movimentação é do meio-dia às 14 horas. Dentre mamão, maçã, goiaba, banana e laranja, o abacaxi é o campeão de vendas.

Rocha tem uma clientela diversificada que vai de estudantes a executivos. Interessados em uma alimentação saudável, o público garante o sucesso do carrinho de frutas.

 

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Por: Débora Gomes

Fotos: Natália Oliveira

Hoje é o Dia Mundial da Internet Segura. Para comemorar a data foi montada uma tenda na Praça da Liberdade com o intuito de informar a população, principalmente às crianças e os pais, sobre os crimes cibernéticos.  A tenda está sob responsabilidade do Ministério Público e da Globalconn. Segundo Graciele Torres, diretora da Globalconn, muitas pessoas não sabem que é possível denunciar crimes cometidos via internet, tais como pedofilia, roubo de senha, calúnia e outros.

O evento acontece em vários lugares do mundo e é a segunda vez que está sendo realizado no Brasil. Na Praça, os responsáveis pelo projeto convidam as pessoas para a tenda, entregam cartilhas com informações sobre os crimes cibernéticos e alertam que eles devem ser denunciados. Graciele Torres afirma que a Praça da Liberdade foi escolhida para a divulgação do projto por ser um local com grande fluxo de pessoas, principalmente pais e educadores.

Márcia Gualberto, servidora pública da promotoria de crimes cibernéticos, conta que, ao longo do ano, foram promovidas várias palestras em escolas para orientar as crianças e os adolescentes a navegar com segurança na internet, principalmente em sites de relacionamento como o Orkut, MSN, Facebook e etc.

Por: Natália Oliveira

Foto: Débora Gomes

Nesta tarde de quinta-feira, dia 04, mesmo com o calor de 32ºC, alunos da Academia ElyKickboxing treinaram sob sol na Praça da Liberdade. Ely Pereira, 49, mestre da academia, informa que escolheram este local, pois o nome já diz tudo: LIBERDADE. Mas esse tipo de treinamento é esporádico. O treinador conta com uma equipe com cerca de 100 alunos, mas  apenas um pequenos grupos de 12 alunos fazem exercícios a céu aberto que acontecem há dois anos.

 

 

A Equipe Elykickboxing existe há 32 anos e possui orientação e incentivo de um personal trainer. Os alunos do professor Ely Pereira já participaram de  torneios como o campeonato Mineiro, Copa Minas, a Copa Brasil e o Campeonato Brasileiro na categoria. Participaram, também, do Sulamericano, Panamericano e torneios particulares.


 

Ely PereiraO mestre Ely Pereira possui 169 lutas no total, sendo 163 vitórias e 6 derrotas. Pereira conta que começou a lutar aos 16 anos e explica que o ideal é ingressar neste esporte aos 10 anos; aos 14 o alunos pode  participar dos campeonatos. De acordo com o lutador, com 4 anos de treinamento já é possível ministrar aulas. O lutador, Thiago Michel, filho do mestre Ely Pereira, aos 15 anos já possuía a faixa preta e, hoje, aos 26 anos, possui 26 lutas, sendo 24 vitórias.

 

 

Nos períodos de competição, os alunos são submetidos  à rotina de exercícios mais intensos e acompanhamento nutricional para adquirir a força necessária para as lutas. “O Kick Boxing não possui uma filosofia e, por isto, não exige uma hierarquia, mas é necessário muita dedicação e amor ao esporte”, ensina Ely Pereira.

 

 

 

KickBoxing 

Kick Boxing é uma combinação de diversas técnicas de combate que incluem o Boxe, Kung Fu e Tae Kwondo, mas sua origem está no Full Contact que agregou as técnicas de combate. Porém, no Full Contact só eram possíveis golpes acima da cintura e é isso que o difere do Kick Boxing, que permite golpes abaixo da cintura (mas acima do joelho), podendo também fazer o uso dos pés (Kick significa pontapé).

 

 

 

Texto: Camila Sol e Iara Fonseca

Fotos: Camila Sol