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Por Henrique F Marques

O projeto Mulheres Cabulosas da História foi idealizado no dia 8 de março de 2016, Dia Internacional das Mulheres, por um grupo de mulheres do Movimento Social Levante Popular da Juventude.

Ele é composto por dois ensaios fotográficos realizados por mulheres que recriaram imagens de 100 mulheres importantes na história nacional e internacional que foram apagadas, ou melhor, invisibilidades, por homens que estavam ao seu redor como Dandara dos Palmares, que foi liderança e companheira de Zumbi. A primeira parte do projeto encerrou no último dia 24 de novembro, momento no qual encerrou a campanha de financiamento coletivo via Catarse. A segunda parte do projeto consiste no pensamento e discussão das próximas etapas, como por exemplo, a elaboração e diagramação do Livro “100 MULHERES CABULOSAS DA HISTORIA” que deverá ser publicado primeiro semestre de 2018.

Catarse: catarse.me/mulherescabulosasdahistoria
Email: mulherescabulosasdahistoria@gmail.com
Página: facebook.com/mulherescabulosasdahistoria

Fotografia: Lucas D'Ambrosio

Banda mineira, Pink Floyd Reunion apresenta espetáculo conceitual para o público de Belo Horizonte.

Reportagem: Lucas D’Ambrosio

As noites de Belo Horizonte são conhecidas, entre outras atrações, pela sua cena musical. Diferentes bandas se apresentam periodicamente pelos pub’s e casas especializadas, trazendo trabalhos autorais ou obras já consagradas. Um dos grupos que se destacam nesse cenário é o Pink Floyd Reunion.

Nos dias 10, 11 e 12 de março (sexta, sábado e domingo), a banda apresenta o espetáculo “The Wall, o filme”. O palco será o Cine Theatro Brasil Vallourec, na Praça Sete, região central de Belo Horizonte.

A Reunião

Criada em 2003 por um grupo de amigos, ela se consolidou na noite belo-horizontina pela fiel reprodução do trabalho criado pelo Pink Floyd. Outro ponto de destaque, são as apresentações conceituais, que misturam a música com reproduções e experiências audiovisuais, presentes em parte do repertório de shows da banda mineira.

Para os ensaios, um estúdio de garagem é o local para a reunião dos sete integrantes da banda: Marcelo Canaan, Fernando Grossi, Raphael Rocha, Fernando Nigro, Raquel Carneiro, Marcelo Dias e Thiago Barbosa. Entre uma pausa e outra para ajustes de instrumentos, um café e água servida em filtro de barro, alguns instrumentos aguardavam as mãos dos músicos para iniciarem os trabalhos.

Em um quarto de garagem, na cidade de Belo Horizonte, acordes, notas, cantos e ajustes abrigam o Pink Floyd Reunion. Fernando Nigro é quem conduz a bateria da banda.  Fotografia: Lucas D’Ambrosio
Entre um ajuste e outro, leva tempo até organizar todos os instrumentos. No meio de cabos, teclados e contrabaixo, os integrantes Thiago Barbosa, Raphael Rocha e Marcelo Dias se preparam para mais uma maratona de ensaios. Fotografia: Lucas D’Ambrosio
O processo de imersão da banda para a realização do espetáculo já dura três meses. Ensaios, encontros, reuniões e acertos finais se fazem necessários para que a identidade na fidelidade de execução possa ser mantida. Na foto, os fundadores da banda, Fernando Grossi e Marcelo Canaan. Fotografia: Lucas D’Ambrosio

Dentre incontáveis cabos distribuídos pelo chão, 14 instrumentos de corda, uma bateria e três teclados, os ajustes são realizados pelos integrantes da banda, que preparavam os equipamentos para o início do ensaio. Os pés nas pedaleiras sincronizavam os últimos ajustes para o seu início. O repertório? A trilha sonora do filme “The Wall”, inspirado no disco de mesmo nome (lançado em 1979), da banda britânica. Para o espetáculo, a banda terá a companhia de um coral e orquestra, comandados pelo maestro Rodrigo Garcia.

Veja a entrevista completa com Marcelo Canaan. O Produtor executivo, guitarrista e vocalista do Pink Floyd Reunion conta mais sobre o espetáculo “The Wall”: 

http://www.setembroamarelo.org.br/

A cada 40 segundos ocorre uma morte no mundo

No Brasil cerca de 25 pessoas se matam por dia, colocando o país em 8°no ranking de países com maior incidência de suicídios, ultrapassando o número de 12 mil casos por ano. O suicídio é um problema de saúde e causa, no mundo, uma morte a cada 40 segundos. Em 2012, a Organização Mundial de Saúde (OMS) registrou um crescimento de mais de 40% entre brasileiros de 15 a 29 anos, na capital mineira, o Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde em 2013, foram registrados na capital, 93 óbitos por lesões autoprovocadas.

Com os alarmantes números, em 2014, foi idealizada a campanha Setembro Amarelo pelo Centro de Valorização à Vida (CVV), juntamente com o Centro Federal de Medicina (CFM) e a Associação Brasileira de Psicologia (ABP) com a intenção de conscientizar e informar os meios de prevenção do suicídio.

O CVV é uma associação civil sem fins lucrativos, filantrópica e em 1973, foi reconhecida como de Utilidade Pública Federal, responsável pelo Programa CVV de Valorização da Vida e Prevenção ao suicídio.

A mobilização começou por meios de campanhas de conscientização da população, com palestras em universidades, hospitais, escolas e nas ruas. A campanha ganhou ainda mais visibilidade com a iluminação Cristo Redentor e também no Planalto de Brasília.

Foram criados pontos de apoio nas demais regiões do Brasil, são aproximadamente 2 mil voluntários em 18 postos, que oferecem apoio emocional às pessoas. Os contatos podem ser feitos pelo telefone 141 (24 horas), pessoalmente (nos postos de atendimento) ou pelo site www.cvv.org.br.

Reportagem: Gabriella Pimentel

Imagens: Amanda Eduarda

Trecho de "O Eixo" - Fotografia/Divulgação

Revivendo os áureos tempos das telas de cinema projetadas ao ar livre, o evento Mini Festival de Webfilm irá preencher a noite de sábado, 16, em pleno inverno belo-horizontino. Idealizada pelo Coletivo Luminária, a primeira edição do festival reunirá webfilmes produzidos por nomes do cenário independente nacional e internacional. As projeções serão realizadas na calçada, na escadaria e no quintal do espaço do BDMG cultural, localizado na rua da Bahia 1600, no Circuito Cultural da Praça da Liberdade, região centro sul da capital mineira.

Com entrada franca, as projeções do festival terão início às 18h e irá proporcionar ao público a oportunidade de conhecer 40 trabalhos de animações, curta metragens, documentários, fashion filmes, ficções e vídeo performances nacionais e internacionais, todos com classificação Livre. De acordo com a organização do evento, o principal objetivo deste festival é a ocupação do espaço urbano através da utilização de formas audiovisuais criativas além da consolidação de um ponto de encontro para os apreciadores dos trabalhos audiovisuais.  

Em meio à programação, uma série desses trabalhos foram produzidos por autores de Belo Horizonte. Dentre eles, o curta “BH no Ritmo da Luta”. Com produção e direção de Dandara Andrade, nele é abordado o contexto do carnaval da cidade que, a partir do ano de 2009, voltou a receber os tradicionais bloquinhos de rua. Com um engajamento político, os bloquinhos tomaram novamente o espaço urbano e ultrapassaram os limites da Avenida do Contorno, hipercentro da cidade, para alcançar novos espaços da região metropolitana de BH.

Dandara Andrade é formada em comunicação social e jornalismo, especializada em cinema e iniciou os trabalhos com audiovisual na emissora Rede Minas. Atualmente, é diretora de produção da Gabiroba Vídeo e produz documentários e vídeos educativos. Ela comenta sobre o processo criativo de direção do curta, “eu já era stalker do carnaval de rua de BH e a Mariana Fantini, que trabalhava conosco e teve participação fundamental no projeto, também estava ligada na importância e militância que a juventude vinha desenvolvendo antes e durante o feriado festivo. A ideia foi buscar a resposta para uma pergunta que estava se tornando comum por aqui: de onde veio esse carnaval? Queríamos mostrar que aquela festa nunca tinha morrido e ia muito além da folia e do entretenimento. Desejávamos mostrar como o carnaval de rua era, na verdade, de luta.”, completa.

Assim como outros eventos da cidade, o carnaval de BH se tornou um momento de representatividade política e social que, a partir dos anos de 2008 e 2009, voltou a mobilizar uma quantidade significativa de adeptos. ela explica um pouco da importância política na abordagem desse tema em um trabalho audiovisual, “acho que BH no Ritmo da Luta é um registro muito útil para nos lembrar sempre, enquanto cidadãos-foliões, de onde viemos, para quê viemos, porque e onde queremos chegar com esse movimento e suas revoluções e, consequentemente, com a relação que construímos com a cidade.”, comenta Andrade sobre o papel em que o documentário pode atender.  

Mini Festival de Webfilm

O festival é uma oportunidade, também, para os adeptos e apreciadores do estilo. A utilização da internet para a promoção e divulgação dos trabalhos realizados de forma independente é tido como uma alternativa de acesso ao mercado. Andrade pontua, “Coletividade. Juntar a sua turma, unir suas experiências, técnicas e estruturas, em busca de uma produção que traga sentido para sua vida e toque de verdade aqueles que terão acesso a ela – acredito que esse seja o primeiro passo. É óbvio que o fomento governamental ao audiovisual está crescente, mas, não podemos ficar dependentes dele, por isso, ter atitude de pegar e fazer é extremamente importante. Acho interessante também que quebrem o mito da glamourização do cinema e da direção e abram a cabeça para a internet, para as “lentes sociais” e para a responsabilidade que temos ao registrarmos e exibirmos algo. Nesse caso, a mensagem é mais importante que o meio.”, finaliza.  

Fotografia/Divulgação
Divulgação

Reportagem: Lucas D’Ambrosio

Belo Horizonte receberá a partir desta quinta-feira, 06, a edição itinerante da Mostra Internacional de Cinema Pelos Animais. Com intuito de conscientizar a população através da sétima arte, curtas, média e longas-metragens que tratam as causas animais serão exibidos nas telas do Cine Centoequatro.

O coordenador Nacional da Mostra, Ricardo Laurino, destaca que o principal objetivo do projeto é promover ao público, o acesso às diversas produções nacionais e internacionais – profissionais e amadoras – que abordam as questões animais de maneira profunda, com ênfase a formação de uma nova visão quanto à relação entre seres humanos e animais.

Para garantia de um melhor aproveitamento, o evento contará também, com um espaço reservado para bate-papo com representantes locais da causa, que, nesta oportunidade, comentarão as questões levantadas pelas obras a fim de destrinchar os inúmeros pontos que cercam este tema. “O bate papo é sempre uma forma de trazermos para perto, pessoas que podem contribuir com o movimento.” pontua Laurino.

De acordo com o coordenador o movimento é composto de todo o tipo de pessoa e ações. “O que realmente precisamos, é deixar que nossa vontade íntima em sermos caridosos e justos com os seres de nosso planeta venha à tona, resistindo às pressões culturais!” acrescenta Laurino.

O projeto teve seu início em Curitiba, onde foi sucesso absoluto em público. Desde então, cidades como Florianópolis, São Paulo, Brasília, Recife, Salvador, Vitória, Jundiaí e São José dos Pinhais já foram agraciadas pelo evento. Esta edição é a primeira em que a capital mineira participa.

Sobre a estreia, Laurino manifesta-se positivo: “As expectativas são as melhores! Por todas as cidades em que passou, a Mostra Animal transformou a visão de centenas de pessoas quanto à necessidade de nos conscientizarmos em relação ao nosso papel dentro do movimento mundial que tem como bandeira, o amplo respeito aos animais. Belo Horizonte é uma das principais capitais do Brasil e deve ser uma das cidades que nos guiará para essa nova visão e postura diante da vida animal em todo o planeta.”

O evento se estenderá até o dia 12 de agosto. Os ingressos poderão ser retirados gratuitamente 30 minutos antes do início da primeira sessão de cada dia, no cine centoequatro.

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Para mais informações:

1ª MOSTRA ANIMAL Belo Horizonte – 2015

www.facebook.com/events/466315763527193/

Mostra Animal Brasil

www.mostraanimal.com.br/

www.facebook.com/mostraanimal
Sinopses

www.mostraanimal.com.br/index.php/edicao-2014

Por: Bruna Dias

Nesta terça-feira, 25, o Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário de BH e Região (STTR-BH) e o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Belo Horizonte (Setra-BH) realizam uma reunião conciliatória mediada no Tribunal Regional do Trabalho (TRT). A reunião teve início às 16h30 e é provável que se estenda até às 21h. Segundo o assessor de imprensa do STTR, Luciano Gonçalves, há expectativa de que o Setra apresente alguma proposta para solucionar os impasses. Se isso acontecer, a categoria irá realizar uma assembléia na quinta-feira, 27, para analisar a proposta. A greve foi anunciada na última quinta-feira, 20, e teve início na segunda-feira, 24.

Uma liminar expedida pela Justiça do Trabalho, em favor do Setra, garante que 70% da frota deve circular nos horários de pico e 50% deve rodar nos períodos de entre-pico, sendo que o não cumprimento da norma acarretaria uma multa no valor de R$ 50 mil por dia. Segundo Gonçalves o STTR não pretende cumprir a liminar, considerando-a inconstitucional. Ele assegura que o objetivo do sindicato é manter apenas 30% da frota ativa, como é exigido na lei das greves.

O número limitado de ônibus circulando na capital e região metropolitana tem gerado transtorno e medo para os usuários do transporte público. Eles temem que a greve provoque o aumento na tarifa do transporte público. Além disso, há o receio de conseguir ônibus de manhã – para ir ao trabalho ou escola – e o mesmo não voltar à tarde ou noite. O temor faz sentido, conforme declara Luciano Gonçalves: “é impossível estabelecer horários fixos, não dá pra dizer com certeza que, se você pegou ônibus às sete da manhã, que ele vai passar às sete da noite. O que vai determinar isso é a adesão dos trabalhadores à greve”.

Entre as reivindicações da categoria estão o reajuste salarial de 21,5%, redução da jornada de trabalho para seis horas diárias, ticket de alimentação no valor de R$ 15,00, piso salarial 30% maior que o dos motoristas de transporte convencional para condutores do BRT/Move, além de exigir o fim da cobrança de multas administrativas, consideradas desonrosas. “Qualquer erro que o operador cometa é punido com multa. Enquanto outros profissionais recebem advertencias, os operadores do transporte coletivo são multados, alguns chegam a pagar R$ 500,00 em multas administrativas.”, protesta Gonçalves.

Tarifa Zero sinaliza que as tarifas podem ser reduzidas

Hoje, 25, o Tarifa Zero BH publicou uma nota sobre a primeira reunião do Conselho de Mobilidade Urbana de Belo Horizonte, realizada ontem, 24. A nota reclama a falta de participação popular, o atraso na entrega dos resultados da auditoria e anuncia que as empresas de ônibus não estão no vermelho, lê-se: “As empresas de ônibus não estão no vermelho. Ao contrário do que noticia uma parte da mídia, nada do que foi apresentado pode levar à conclusão de que as empresas estão tendo prejuízo. Se em 2012, houve um prejuízo de 25 milhões, durante o período analisado, de 2008 a 2012, houve um lucro líquido acumulado de cerca de 55 milhões de reais.”.

Na tarde da última quinta-feira, 20, uma manifestação convocada pelo Tarifa Zero voltava a pedir a redução no valor das tarifas do transporte coletivo. Percorrendo um trajeto entre a Praça Sete e o BH Shopping, onde o grupo realizou uma performance pulando uma catraca em chamas. Durante todo o trajeto os manifestantes cantavam marchinhas de carnaval e outros gritos protestando contra o valor da tarifa do transporte público. A estratégia conquistava os passantes, que, por vezes, entravam no ritmo e arriscavam alguns passos. Em um panfleto, distribuído entre os presentes, o Tarifa Zero BH explica a razão do protesto, sinalizando que o valor da tarifa pode ser reduzido em R$ 0,05, já que as empresas de ônibus estão dispensadas do pagamento do Custo de Gerenciamento Operacional (CGO), conforme decreto do prefeito Márcio Lacerda de 23 de janeiro. Isentas desta taxa, as empresas devem economizar até R$ 22 milhões, para o Tarifa Zero BH este montante poderia ser convertido no desconto no valor da tarifa.

Texto por Alex Bessas

Foto por João Alves

Vídeo por Heberth Zschaber