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24 horas de música, teatro e dança, circo, artes visuais, literatura, moda e gastronomia. A 3ª edição da Virada Cultural na capital mineira chega com a proposta de reunir o que Belo Horizonte tem de melhor no quesito cultura. Neste ano, o evento começa às 19h do dia 12 e segue sem interrupções até às 19h do dia 13.

A edição 2015 traz à tona conceitos discutidos pela cidade, como o uso do espaço público, sustentabilidade, mobilidade e novas vivências. Ao todo, 600 atrações gratuitas ocuparam a cidade atendendo a todos os gostos e públicos.

Entre as atrações, está o rock da banda mineira Sepultura, o pagode do grupo Molejo, o sertanejo da dupla Chitãozinho e Xororó, Felipe Cordeiro, Cia. Base, Mundialito de Rolimã, Festival Internacional de Corais, TODA DESEO! com a Gaymada e o GastroPark, no Museu Abílio Barreto .

Leônidas Oliveira, presidente da Fundação Municipal de Cultura (FMC), ressalta que a Virada está se consolidando como uma potência. Para ele, às 24 horas de cultura, das mais variadas vertentes e formas, revelam a diversidade da produção artística da capital e, que, apesar do momento delicado em que vive o país, a Prefeitura, seus parceiros e os artistas, se unem para fortalecer a vocação cultural de BH.

Veja toda a programação do evento no www.viradaculturalbh.com.br. 

 

Texto: Victor Barboza

Imagem: Divulgação/Virada Cultural 2014

Fonte: Portal PBH

 

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Andando pela Av. Afonso Pena entre as ruas Rio de Janeiro, Espirito Santo e Tupis, é possível notar as novas cores que a igreja São José vem adquirindo desde o inicio de sua restauração em 2010.

De acordo com o pároco Zanbom, 51, toda a restauração está sendo realizada com a contribuição dos fiéis, como por exemplo, o dízimo, as ofertas e um carnê no valor de 10 reais ao mês para aqueles que quisesse contribuir com a reforma. “Até 1932, a primeira pintura geral da igreja foi feita na cor bege, como está hoje. Nós temos uma única foto em preto e branco, que mostra como ela era inicialmente, antes dessa primeira pintura. A partir dela, a empresa responsável pela restauração fez a prospecção, raspagem da camada de tinta para identificarmos qual era a cor original dela”, esclarece o padre.

A mudança tem agradado quem passa pelo local. A cozinheira Ilda da Conceição, 74, acompanhou toda a restauração desde o início e está gostando muito do resultado. Os comerciários Jorgival Soares, 44, e Denison Ramos, 55, estão pela primeira vez em Belo Horizonte e ambos disseram que a igreja está bonita e que acreditam que ela ficará ainda mais.

Para Marçal Rosa, 29, um dos técnicos em restauração que está participando do processo, afirma que é muito gratificante fazer parte da reforma. “Começamos na parte interna e agora, terminaremos a parte da frente”, finaliza.

Segundo o Padre Zanbom, as obras terão um intervalo até o dia 19 de março do próximo ano, dia de São José, visto que os próximos meses são períodos chuvosos e podem comprometer o processo de restauração.

Texto: Luna Pontone
Fotos: Umberto Nunes

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Na noite da última segunda-feira, 29, o auditório do ICBEU recebeu o debate “Política e Cotidiano – E eu com isso?” realizado pelo curso de Relações Públicas e Jornalismo Multimídia do Centro Universitário UNA. Estiveram presentes no evento a jornalista e doutoranda em ciências políticas na UFMG, Márcia Maria, o assessor do Tribunal Regional Eleitoral (TER), Rogério Tavares e o coordenador executivo do Núcleo de Direitos Humanos e Cidadania LGBT da UFMG, Igor Monteiro.

O debate teve como principal objetivo discutir aspectos ligados ao cotidiano, despertando a importância da política nas ações do dia-a-dia, e não só no período eleitoral, destacou a professora Kenya Valadares, organizadora do debate.

Para Márcia Maria, viver na sociedade é fazer política, e por isso, a conscientização do que é política é um dos fatores primordiais para pensar na hora de votar.

O assessor do TRE, Rogério Tavares, afirmou sobre a importância de pesquisar sobre o candidato antes de votar. Além disso, ele também falou sobre como a mídia só se preocupa com os candidatos “grandes” e só falam sobre eles. Para o assessor, o principal poder é o legislativo e como as pessoas não se importam em quem votar para deputado federal e estadual, são eleitos deputados como o Tiririca, que era cantor, palhaço e agora político.

Texto: Luna Pontone

Foto: Umberto Nunes

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Muitos jovens têm um sonho de morar fora do país e conhecer outras culturas e ampliar suas opções de currículo. A Feira do Estudante, realizada uma vez por semestre, trouxe para os curiosos e interessados a oportunidade de conhecer de perto sobre os programas, tirar suas dúvidas, além de oferecer workshops, sobre vistos, melhores faculdades e como estudar fora.

Cerca de 30 mil pessoas passaram pela feira durante a tarde e a noite de quinta feira, 25. Segundo Priscila Gomes, gerente de produto da feira do estudante, hámuita procura de brasileiros que querem ir para o exterior e a feira proporciona o contato direto com as agências, que podem explicar melhor sobre os programas. O intercâmbio é possível a partir dos 12 anos de idade e não tem faixa etária máxima.

A estudante Alice Faria, 14 anos, está a procura de um colégio em que possa cursar o ensino médio na Inglaterra. “Escolhi lá porque acho a cultura inglesa fantástica e sempre sonhei em conhecer lá”, diz. Já Vinicius Couto, 23 anos, forma em artes cênicas em no meio de 2015 e já resolveu ir para a Argentina fazer a pós graduação em Cinema.

Do básico ao doutorado

Os valores do intercâmbio variam de acordo com o país, o tempo e o curso que se pretende fazer. Os preços podem vaiar entre R$1.090,00 a ₤10 mil. Cursos de idiomas,  estágios, graduação, pós-graduação, mestrado, PhD, MBA, cursos técnicos, high school, acampamentos de verão e  trabalhos são alguns dos programas que os interessados podem procurar. “Não precisa necessariamente falar outra língua, muitas agências são procuradas para realizar um mês de intensivo de cursos de idiomas no país que escolher, até porque muitas pessoas não tem a oportunidade de ficar mais tempo em um intercâmbio, pois trabalham ou estudam”, explica Priscila.

A oportunidade de aprender e aperfeiçoar outro idioma e a troca de culturas é uma das coisas que mais chama a atenção das pessoas. Pedro Medeiros, 24 anos, acaba de voltar do Canadá e acompanhou sua irmã na feira. “Você volta para o Brasil, mais independente, mais humano e com um diferencial no currículo”, ressalta.

Texto: Lívia Tostes

Foto: Umberto Nunes

No início da semana passada foi publicado no Diário Oficial da União (DOM) a nova lei que permite que guardas municipais porte armas de fogo. De acordo com a lei, além da segurança patrimonial, estabelecida pelo Artigo 144 da Constituição Federal, os guardas vão exercer papel de policiais.

Na cidade de Belo Horizonte pode se notar grande volume de guardas municipais concentrados em praças e parques da região central da capital. Após a Copa do Mundo, o número de policiais nas ruas reduziram chegando até não se ver a PM atuando em determinados pontos da cidade. Ao procurar a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) para saber a respeito do assunto e questionar se o armamento por parte dos policiais seria uma forma de suprir a falta de policiais nas ruas depois do mundial, a prefeitura declarou que estas pautas não são discutidas com veículos de comunicação.

Segundo a Prefeitura, a instituição estuda armar seus agentes e está se adequando as exigências do Estatuto do Desarmamento. “Cabe aos agentes da guarda municipal garantir a segurança aos órgãos, serviços e patrimônio do Poder Público Municipal e a orientação e proteção dos agentes públicos e dos usuários dos serviços”, declarou a Assessoria de Comunicação Social da Guarda Municipal de Belo Horizonte.

Texto: Bárbara Carvalhaes
Foto: Retirada do site da PBH

Pela primeira vez na história recente da Agência Nacional de Cinema (ANCINE), vários setores da cadeira produtora do Audiovisual se reúnem, em Minas Gerais, para discussões sobre as particularidades do Fundo Setorial Audiovisual (FSA).

Na abertura do seminário “Um dia com a Ancine”, nesta sexta-feira, 01 de agosto, a diretora da agência, Rosana Alcântara, apresentou um conjunto de ações possibilitadas pelo FSA que refletem as metas da política pública federal para a área no Brasil. O objetivo é aquecer um setor já em crescimento para que, até o final de 2017, possa haver um aumento significativo em qualificação profissional e em volume de conteúdo produzido e distribuído.

Na área de produção de conteúdo, entre os pontos da meta do governo, está o lançamento de mais de 1.000 longas-metragens e a produção de cerca de 10 mil episódios para TV. Para exibição, pretende-se que mais de 800 novas salas de cinema sejam abertas e que todas as cidades brasileiras com mais de 100 mil habitantes tenham, pelo menos, uma sala. “Talvez nunca tenha sido tão viável viver de audiovisual no Brasil”, comemora Rosana.

“Esse momento em que o audiovisual brasileiro vive precisa, para ele ser garantido, juntar todos os setores do mercado e estavam todos aqui discutindo e aprimorando as possibilidades de fomento para que a gente não tenha mais um ciclo interrompido, como a gente já teve no passado”, aponta o diretor executivo da Associação Brasileira de Produtoras Independentes de Televisão (ABPITV).

Regionalização

A diretora da Ancine ressalta que o setor audiovisual brasileiro tem muito espaço para crescer, especialmente em mercados fora do eixo Rio-São Paulo: “a regionalização aparece no conjunto das linhas do Fundo Setorial Audiovisual”. O diretor executivo da ABPTI se diz  otimista em relação à expansão e  insiste que a união do setor é fundamental para a “inserção do produto mineiro nesse cenário nacional”.

Uma reportagem recente, publicada na Folha de S. Paulo, aponta que apenas 10 produtoras brasileiros concentram mais de um terço do financiamento público para filmes nacionais. Os dados são da própria Ancine, em um levantamento feito no período entre 1995 e 2012. A própria agência pretende mudar esse cenário com as novas linhas do FSA.

Junia Torres, fundadora da Filmes de Quintal, de Belo Horizonte, afirma que o encontro é uma boa possibilidade de se “estabelecer uma relação de mais proximidade entre a classe produtora, a classe exibidora e a Ancine”. Para ela, a partir do diálogo, a tendência é de um maior esclarecimento dos produtores em Minas Gerais, que podem se posicionar para que “as demandas da produção regional cheguem às instâncias nacionais”.

Para Fred Furtado, representante da Secretaria Municipal de Cultura de Barbacena, é muito importante para produtores independentes e iniciantes terem “entendimento dos mecanismos técnicos e burocráticos de como transformar sua produção em uma produção que consiga chegar a canais de visibilidade e de distribuição”.

César Piva, gestor cultural da Fábrica do Futuro, de  Cataguases, aponta o encontro como “fundamental” para que os produtores e gestores possam “desenvolver e fortalecer a participação de Minas Gerais, inclusive o interior de Minas, nessas novas perspectivas que o audiovisual brasileiro está ganhando nos últimos tempos.”

Mesmo com maior espaço para independentes e iniciantes, a diretora da Ancine chama a atenção para a necessidade de se estudar e discutir os editais: “é preciso amadurecer os projetos e compreender qual é a melhor política pública para qual  ele está desenhado é o grande desafio”.

Apesar do otimismo nos números e nas perspectivas para o setor, alguns produtores de conteúdo, que não quiseram se identificar, dizem ter saído confusos do evento, especialmente nos itens relacionados à produção para TVs. Os organizadores prometem novas rodadas de conversas sobre questões específicas de cada sub-área.

Para este segundo semestre, serão abertas linhas específicas para produção de conteúdo para TV pública (estatais, educativas, culturais, comunitárias e universitárias), com uma verba prevista de R$ 60 milhões.

O seminário “Um Dia com a Ancine”, em Belo Horizonte, foi realizado pela Agência em parceria com a Associação Curtaminas (ABD-MG) e a Associação Brasileira de Produtoras Independentes de Televisão (ABPITV), com o apoio do curso de Cinema e Audiovisual da UNA.

Da Redação