#CRÍTICA: LOGAN

#CRÍTICA: LOGAN

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Neste início de março o terceiro filme solo do X-Men Wolverine chegou às telonas trazendo uma nova versão mais madura e adulta daquele que seria um dos heróis mais queridos do Studio Marvel. O longa que possui título homônimo ao personagem principal é distribuído pela Fox e acontece em um futuro próximo, mais especificamente em 2029, tendo como fonte e base o quadrinho “Velho Logan”, escrito por Mark Millar. O filme foi dirigido por James Mangold e estrelado por Hugh Jackman, Dafne Keen e Patrick Stewart, marcando a carreira de todos, uma vez que significa ser o último filme da carreira de Jackman como Wolverine e de Stewart como Charles Xavier, e o primeiro de Keen como Laura (X-23).

Logan traz um universo distópico onde a população mutante esta drasticamente reduzida e os X-Mens em extinção. O protagonista encontra-se completamente envelhecido e enfraquecido, com seus poderes curativos bastante fragilizados, entregue ao álcool e utilizando uma outra identidade para viver trabalhando como motorista de limusine. Além da vida descrente, Logan cuida de um debilitado Charles Xavier, que mantém escondido em uma cúpula resistente e luta todos os dias contra a vontade de disparar uma bala de adamantium em sua cabeça para enfim finalizar sua vida. A vida pacata de Logan chega ao fim quando uma enfermeira pede a ele que leve uma criança chamada Laura para a fronteira canadense, o herói recusa, principalmente por saber que pessoas perigosas estão à procura da garota, entretanto Charles ao encontrar a garota que a tempos esperava, não deixa com que Logan a abandone, principalmente pela mesma ser claramente mutante e possuir uma forte conexão com aquele que a tempos atrás era chamado de Wolverine.

O filme é sem sombra de dúvidas o melhor já realizado pela Fox utilizando o nome e a figuração dos X-Men, o mais bem feito, arquitetado e escrito, por mais que tenha tido uma composição bem independente do quadrinho no qual se baseia, uma vez que nele, o herói debilitado cruza um Estados Unidos pós apocalíptico e dominado por vilões para ajudar um amigo a realizar uma entrega ilegal. Os roteiristas Michael Green e David James Kelly buscaram nesta ambientação colocar mais ligação ao universo cinematográfico já existente desta série, ligando-a principalmente ao filme “Dias de um Futuro Esquecido” e ao epílogo de “Apocalipse”.

Este longa busca muito mais os filmes de ação e perseguição do que os de super-heróis, principalmente se tirarmos as garras e os poderes curativos de três dos personagens envolvidos. É um longa mais sombrio, agressivo e problemático do que o já acostumado em comparação a franquia, por isso consegue trazer o título de melhor, gratificante e excepcional, uma vez que chega a patamares onde nenhum outro do universo X jamais conseguiu chegar. Hugh Jackman está mais encontrado e em uma maior sintonia com seu personagem do que nunca e consegue-se ver claramente a presença de Logan ali e não somente do personagem amado Wolverine que está sendo implantado de maneira forçada e errônea apenas para vender mais devido à sua forte e querida imagem. O enredo é totalmente baseado em um herói amargurado que guarda lembranças, saudades e sofrimentos o grande homem que um dia chegou a ser, entretanto, sem perder sua essência por mais que tente deixa-la apagada dentro de si.

Logan representa um marco nos filmes de super-heróis e traz um final bastante digno e respeitoso para Jackman após 17 anos vivendo o personagem. O filme é completamente cheio de referências e simbolismos, principalmente perante ao contraste entre velho e novo e passado e presente, onde Wolverine passa o bastão para uma nova versão de si mesmo, iniciando uma nova geração de mutantes. A transição de Wolverine para X-23 (Laura Kinney) é o ponto alto e de profunda evidência do filme, juntamente com a ligação que ambos os personagens vão criando ao longo dos 137 minutos. Laura mesmo sendo criança é completamente esperta, violenta, ágil, corajosa e acuada, fatores que encaixaram perfeitamente na atriz escolhida, que assim como seu sucessor, nasceu para tal papel. Laura é perfeitamente a versão mais jovem e feminina de Wolverine sem tirar e nem por, só nos restar torcer para que Dafne possa realizar mais este papel e continuando a maneira excepcional.

Este nono filme do universo X-Men, além de ser o melhor, uma maravilhosa despedida e uma excepcional boas vindas também a melhor produção e mais emocionante de todas. Não é de se espantar se algum espectador dizer que o mesmo lhe arrancou lágrimas, as mesmas conseguem ser fáceis de rolar ao longo do tempo de tela, principalmente em sua cena final. Logan é o tipo de filme que realmente mereceu ser tão bem esperado, aclamado e realizado, é um colírio para os olhos não somente para os fãs dos filmes (e também quadrinhos) dos X-Men, da Marvel ou de super-heróis no geral, é um colírio também para os fãs e amantes do cinema atual.

 

Por: Isadora Morandi

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