#CRÔNICA: O fim do amor romantizado

#CRÔNICA: O fim do amor romantizado

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Por Larissa Ohana 

O relacionamento romantizado morre quando a realidade te chama. Quando o amor do outro acaba. Quando o seu amor acaba. Será que acaba?

A finitude das coisas se encontra no entendimento de que o tempo, ah! Ele não existe. Portanto tudo acontece de forma relativa. Algo não precisa chegar ao fim para acabar. Principalmente quando a força para manter aquilo chega a ser maior que o próprio desejo.

Por falar em desejo, é preciso desejar ser feliz plenamente consigo antes de submeter-se à situações que levam à perdas íntimas irreparáveis. Isso faz com que percamos de vista o limite de nossa capacidade crítica, causando estragos emocionais que poderiam ser evitados quando o amor é enxergado como apenas amor, e não como a resolução e base de tudo (ou nada).

O amor é um sentimento expansivo, quando estimulado, pois pode se alastrar sem medir proporções, ou até ser tão tímido a ponto de ser confundido com insensibilidade.

Vale pensar que relacionar-se é fundamentado na troca. Toda troca necessita de duas energias fluindo. Quando uma energia para de ser alimentada, não significa que o amor se esgotou, demonstra apenas que a fonte (o corpo), não deseja investir mais como era anteriormente. É nesse hora que entra a compreensão de que cada um é de uma maneira específica, e mudar de direção durante o caminho faz parte do crescimento, pois este leva cada vez mais à ampliação do olhar e visualização de novas perspectivas.

Bom, quanto à viver um amor sem romantizá-lo, é válido presenciar sempre o momento presente, sem idealizar o futuro e sem se apegar ao que passou. Afinal, a concretização das coisas é natural e o controle delas não faz parte do nosso alcance. Já a felicidade sim, essa é responsabilidade individual, fazendo parte das escolhas feitas diariamente, incluindo parar de viver sonhando e sonhar vivenciando.

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