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Por Auspicioso Acapela – Parceiro Contramão HUB

Ela conhece o passado e vive o presente. Acorda todos os dias com o barulho do despertador, pensando nos cinco minutinhos a mais que ela pode ficar na cama. Quando se levanta, a cabeça já ligada no 220, considera todas as pendências que precisam ser resolvidas no trabalho, e ao pegar o telefone visualiza a mensagem no grupo do WhatsApp da turma da faculdade, lembrando do relatório que precisa ser entregue. O dia já começa com malabarismos.

Ao chegar no trabalho despacha as demandas mais rápidas, enquanto abre um documento em branco no Google Drive para escrever o relatório durante o dia. Conforme as horas passam, novas tarefas surgem e o documento continua em branco. De tempos em tempos, bate o olho no relógio e realmente o tempo não para, a sensação é que se passa cada vez mais rápido. A inquietação surge e, ao mesmo tempo que está escrevendo, o telefone sem fio toca. Rapidamente, atende o telefone e volta para a frente do computador – “família escola, fulano, boa tarde!” – conforme a pessoa fala, o foco é dividido em dois. A ligação é resolvida, mas é necessária a impressão de um documento para ser entregue no primeiro andar. O relatório é deixado de lado e ao passo que o documento é impresso e o elevador é chamado, na cabeça é montada uma possível ideia para finalizar o trabalho da faculdade.

Cinco horas da tarde, bater o ponto e ir para a faculdade. Ao chegar, ir direto para o laboratório de acesso livre, fazer a conclusão do relatório, imprimir e entregar. Tchau, foi! Hahaha. No momento que é entregue, o peso do dia é retirado da cabeça e agora continuar as poucas horas do dia, para ao fim dar “olá” ao travesseiro.

Penso sobre a correria do dia a dia e o fato das pessoas serem colocadas sempre no modo multitarefa. Acredito que a maioria delas conhece o passado e vive o presente, mas sempre tentando visualizar o futuro. Questiono se essa situação realmente favorece o futuro, ou é apenas uma forma de desgaste humano. Talvez esteja na hora das pessoas cuidarem mais de si mesmas.

Por Melina Cattoni

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